Capacitaçao dos multiplicadores do núcleo de tecnologia educacional salvador – ba – Maio 2013



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CAPACITAÇAO DOS MULTIPLICADORES DO NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL
Salvador – BA – Maio 2013

Adriana Raquel da Silva Castro - Faculdade de Postgrado da Universidad Hispano Guarani – adriquell@yahoo.com.br



Categoria: Pesquisa e Avaliação

Setor Educacional: Educação Continuada em Geral

Classificação das Áreas de Pesquisa em EAD

Nível Macro: Globalização da Educação e Aspectos Culturas Transfronteiros

Nível Meso: Tecnologia Educacional

Nível Micro: Características de Aprendizes

Natureza: Relatório de Pesquisa

Classe: Investigação Científica
RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo descrever se as metas alcançadas pelos multiplicadores dos NTE estão de acordo com as diretrizes do PROINFO, nos municípios de Itaberaba, Jacobina e Paulo Afonso no estado da Bahia. Para a realização deste trabalho fez-se necessária uma pesquisa e análise sobre a questão levantada com opção pela abordagem qualitativa com aspectos quantitativos, no nível descritivo, não experimental. A capacitação de professores em informática educativa é um assunto que tem conquistado espaço no panorama nacional. Pois, o uso dessas tecnologias no fazer educacional traz as mudanças necessárias para a efetivação do processo ensino aprendizagem. Independente da época a utilização de novos programas causa impacto no comportamento dos professores e no seu processo de formação que ganha maior relevância na medida que pode gerar outras perspectivas para a prática educativa. Esta não é somente o desenvolvimento de algumas ações. Mas, carrega em si, significado e significação dados por

seus autores ao trabalho que está sendo desenvolvido. Desta forma, ela é carregada de sentido imprimindo aos sujeitos o seu fazer pedagógico.
Palavras-chave: Capacitação; multiplicadores; informática na educação; prática pedagógica.

1. Introdução
Este artigo versa sobre Capacitação dos multiplicadores do Núcleo de Tecnologia Educacional. Neste trabalho foram verificados os conceitos teóricos sobre informática na educação além de fazer um paralelo com a prática de capacitação dos multiplicadores observando os contrastes existentes entre teoria e prática, afinal a capacitação do professor para a utilização da informática na sua prática pedagógica implica em etender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento, provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas ideias e valores, propiciando a vivência de uma experiência que contextualize o conhecimento que ele constrói.

Dentro desse contexto, a pesquisa teve como objeto de estudo a realidade dos Núcleos de Tecnologia Educacional dos Municípios de Itaberaba, Jacobina e Paulo Afonso – Bahia, que teve como base verificar e acompanhar o trabalho de capacitação realizado pelos multiplicadores dos referidos núcleos no ano de 2011 e sendo constatados os fatos nas observações durante a pesquisa de campo e estudos bibliográficos. Foi feito um levantamento qualitativo e quantitativo nas Instituições pesquisadas e constatou-se que no momento das capacitações realizadas pelos multiplicadores do NTE, existem frequentes discussões acerca do papel do professor e de sua postura pedagógica para que a reformulem, preparando melhor seus alunos não só para o exercício profissional, mas para viverem em sociedade com o outro.

Contudo a capacitação por si só não fará com que o professor passe a observar o que significa ensinar e aprender bem, fazendo-o rever seu papel. O que se faz pensar sobre a importância do processo formativo continuo em que o assessoramento e acompanhamento estejam presentes para que o professor possa ser acompanhado e ajudado e que suas dificuldades passem a serem resolvidas.

De acordo Almeida apud Nóvoa (2000, p. 109) “hoje, formação não é qualquer coisa prévia à ação, mas que está e acontece na ação”. Assim, toda prática de capacitação deverá ter como sustentáculo a escola na perspectiva de formação-ação. Onde a reflexão é parte do processo que acontece antes, durante e após a ação, conforme o movimento proposto por Schön (Nóvoa, 1992) ela englobará “o conhecimento requerido na ação, a reflexão na ação e a reflexão sobre a ação”.

Nesta perspectiva, a capacitação não pode se dissociar da ação. Sendo assim, é necessário que os formadores de professores favoreçam a tomada de consciência dos professores em capacitação sobre como se aprende e se ensina, levando-os a compreenderem a própria prática pedagógica e assim transformando-a a favor do seu desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional e de seus alunos.

Assim, o processo de formação deve promover a autonomia, fazendo com que os professores comprometam-se com o próprio desenvolvimento profissional e que se envolvam com a implementação de projetos na construção de uma prática pedagógica transformadora, que sejam analisados seus limites e potenciais de forma a dar ao professor autonomia para decidir qual a abordagem com que ele irá trabalhar.

A situação observada nos Núcleos investigados foi de multiplicadores que conheciam bem a teoria de alguns estudiosos na área relacionada a informática na educação e na prática de capacitação mesclavam teóricos que utilizavam tanto as abordagens instrucionistas quanto construcionistas de uso do computador no processo pedagógico.

Para que o professor seja autônomo e possa vivenciar sua dialética de aprendizagem e a de seus alunos será necessário que ele parta do “ciclo descrição-execução-reflexão-depuração” proposto por Valente (1999) a partir do processo de capacitação que não deverá se restringir apenas a passagem de informação ao uso pedagógico da informática, mas ao acompanhamento e assessoramento constantes do professor, promovendo o entendimento do fazer pedagógico, propiciando desafios, auxiliando na atribuição de significado ao que está sendo realizado. Interações essas que tem a função de facilitar o processamento da informação, aplicando-a, transformando-a, buscando novas informações e assim, construindo novos conhecimentos.

Este tema trabalhado é de fundamental importância, pois permite conhecer a maneira muito própria do multiplicador capacitar: o mesmo tem sua forma particular para realizar esse trabalho de transmissão do conhecimento para seu público, quer seja para professores, para um grupo de pessoas, para um grupo de alunos.

Desta forma, a ação de capacitar deveria implicar em assessorar os professores para que os mesmos possam ser auxiliados a repensarem o seu papel e o futuro de sua profissão em uma sociedade em que afloram outros espaços de conhecimento e de aprendizagem.

Essas informações servirão para subsidiar na construção de políticas públicas para capacitação para o uso da informática na educação.
2. Resultados Esperados

Com este estudo procuramos entender o tipo de relação que pode ser estabelecida entre informática e educação, existe uma certa uniformidade entre os autores que estudam esta questão. Sendo que, um dos principais elementos nesta definição é a da constituição da informática na educação enquanto paradigma educacional vigente.


3. Capacitação dos multiplicadores do NTE, numa visão estatística
A seguir serão vistos alguns dos dados coletados durante o estudo de campo. Os mesmos são apresentados enquanto construções que foram sendo elaboradas durante todo o período de pesquisa. Desta forma, não se resume a informações coletadas, mas se circunscrevem-se no âmbito das relações por nós estabelecidas em diferentes níveis com os sujeitos e suas práticas, para além do resgate de um certo fazer pedagógico e também da opinião produzida pelos sujeitos.


3.1 Capacitação como reflexo na prática docente


De acordo com a pesquisa e sua abordagem feita aos multiplicadores dos NTE, ficou evidenciado que o conhecimento obtido nas capacitações promove melhor desempenho na prática dos professores cursistas (ver Gráfico 1).

Segundo Almeida (2000, p. 167) “o processo de formação é um trabalho cooperativo entre formadores e formandos, em ambiente de reflexão e parceria, onde todos são aprendizes”, no qual “[...] deve-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e as experiências vividas durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula”. (VALENTE, 1999, p.141)

Desta forma, não se quer obter a compreensão da prática do multiplicador como um resultado determinado a partir da variável; ao contrário, a intenção é aprender a prática de capacitação dos multiplicadores enquanto um processo em que estes sujeitos interferem e dão significação.




Quanto ao tipo de abordagem utilizada no processo de capacitação, percebe-se que a maioria dos multiplicadores tem noção sobre as abordagens de uso do computador no processo pedagógico. É um aspecto importante para que os mesmos possam fundamentar sua prática pedagógica no método de capacitação dos professores cursistas, além disso, devem buscar cursos para atualização visando a formação de profissionais críticos, competentes e comprometidos com a transformação social (ver Gráfico 2).

Conforme Almeida (2000, p.38) as práticas pedagógicas de utilização de computadores se realizam sob abordagens que se situam e “oscilam entre dois grandes pólos” – instrucionistas e construcionistas (VALENTE, 1993a).

No instrucionismo, a aprendizagem resulta do “aperfeiçoamento do ensino”, já o construcionismo não renuncia o valor da instrução, mas coloca a atitude construcionista como um paradoxo que tem como meta “produzir a maior aprendizagem a partir do mínimo ensino” (PAPERT, 1994, p.124-125).

Isso não quer dizer que a aprendizagem irá ocorrer de forma espontânea, mas que os professores precisam fomentar em sua prática os processos de aprendizagem.

Diante análise das respostas, cabe ao multiplicador no ambiente de capacitação proporcionar ao professor cursista a criação de um ambiente de aprendizagem que propicie a representação de elementos do mundo, levando-os ao contínuo diálogo com a realidade, mostrando-os o desafio de utilizar o computador enquanto uma máquina desconhecida e aprender a partir do seu próprio caminho, sendo o erro um momento privilegiado para construção do novo conhecimento.


3.2 Acompanhamento após capacitação

De acordo com os dados coletados 100% dos multiplicadores nos três municípios, consideram importante as visitas após período de capacitação (ver Gráfico 3). Isso nos revela que para os multiplicadores só se pode apurar a dimensão e a aplicação do conhecimento disseminado por eles através de acompanhamento e assessoramento para que o aprendiz possa entender o que ele faz e, assim, propor desafios que o auxiliem a atribuir significado ao que está desenvolvendo.

Segundo Valente (2000-2001, p.5) “essas interações criam meios para o aprendiz aplicar, transformar e buscar informações e, deste modo, construir novos conhecimentos”.

Para Valente, 1999: o acompanhamento constante do aprendiz tem como objetivo o estabelecimento do “ciclo de aprendizagem descrição – execução – reflexão – depuração – descrição”.

Constatamos, portanto, que para que esse acompanhamento e assessoramento aconteçam cada NTE necessita de um planejamento adequado.


As análises dos dados demonstram que 100% dos multiplicadores dos NTE de Paulo Afonso e Itaberaba afirmaram que não observaram se o conhecimento adquirido nas capacitações pelos professores cursistas são disseminados em sala de aula, enquanto 50% dos multiplicadores de Jacobina afirmaram que sim e os 50% restantes afirmaram que não.

Não deixa de ser razoável supor que existe uma deficiência significativa no que se refere ao assessoramento e acompanhamento pós curso, pois se este dado é um fato, a sua veracidade só pode ser aceita se comprovado que cada NTE oferece no seu planejamento para capacitação a possibilidade do multiplicador poder ir até a escola acompanhar e assessorar o professor e assim conhecer se verdadeiramente ocorre o conhecimento por ele obtido nos cursos de capacitação e se este está promovendo a construção de novos conhecimentos.
4. Conclusão

O trabalho de pesquisa possibilitou a descrição das metas alcançadas pelos multiplicadores dos NTE de acordo as diretrizes do PROINFO, nos municípios de Itaberaba, Jacobina e Paulo Afonso-Bahia e foi possível chegar a seguinte consideração:

Para que a capacitação realizada pelos multiplicadores do NTE assuma o seu verdadeiro papel possibilitando a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação adequada das novas tecnologias da informação pelas escolas, torna-se necessário que a relação que existe entre assessoramento e acompanhamento, avanços e mudanças após processo de capacitação se efetivem realmente.

Através da pesquisa foi notório o conhecimento dos multiplicadores em relação as abordagens instrucionistas e construcionistas. Esse conhecimento pode aprimorar a prática pedagógica do professor cursista no momento da capacitação levando respostas às inúmeras perguntas que surgem no processo formativo.

No decorrer da pesquisa foi notado também que os multiplicadores perceberam a importância do acompanhamento e assessoramento constantes do professor com a proposição de uma prática pedagógica inovadora que utiliza a tecnologia como instrumento para que os educadores formem alunos críticos e reflexivos.

Por fim, vale ressaltar que, multiplicadores e professores cursistas devem se aliar na construção de uma prática pedagógica transformadora, o que é favorecido pela inclusão das tecnologias digitais como ferramenta de ensino aprendizagem, pois implica em mudanças na concepção de educação. Em que as práticas de capacitação devem ter como procedimento metodológico a associação do conhecimento teórico a realidade prática, portanto devem ser propiciados aos professores cursistas experiências significativas de aprendizagem e ensiná-los a relacionar a teoria à prática.


Referências

ALMEIDA, Maria Elizabeth de. Informática e formação de professores. Secretaria de Educação a Distância. Brasília, 2000. v. 1.


ALMEIDA, Maria Elizabeth de. Informática e formação de professores. Secretaria de Educação a Distância. Brasília, 2000. v. 2.
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
SCHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. (org). Os professores e sua formação. Lisboa, Portugal: Dom Quixote, 1992.
VALENTE, José Armando. Formação de profissionais na área de informática na educação. In: VALENTE, José Armando (org). Computadores e conhecimento: Repensando a educação. Campinas: Unicamp, 1993a.
VALENTE, José Armando. O computador na sociedade do conhecimento. Campinas: UNICAMP/NIED, 1999.
VALENTE, José Armando. Formação de Educadores para o uso da Informática na Escola. Campinas: UNICAMP/NIED, 2000-2001.
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