Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 29)

XXVI – “Em junho de 1879, um de meus primos fazia seu voluntariado em Bayonne; seus pais habitavam o norte do Charente Inferior, a cerca de 400 quilômetros de distância. Um dia, sua mãe, entrando no quarto, ordinariamente ocupado por seu filho, viu-o muito distintamente estendido imóvel em seu leito, com o que muito ficou ela impressionada.

Algumas horas mais tarde, um amigo da família veio a casa e conversou em particular com o marido, pai do jovem soldado. Essa conversação se efetuou no meio de um pátio muito espaçoso, e a mãe, colocada em uma porta a 40 ou 50 metros, ouviu esse amigo, que, entretanto, conversava baixinho, dizer a seu marido: “Não faleis a esse respeito à vossa mulher.”

Com efeito, nessa mesma manhã, voltando de uma marcha militar, ele fora banhar-se em Biarritz e se afogara aproximadamente à hora da aparição; um camarada havia telegrafado ao amigo da família para encarregá-lo de dar a notícia.

Clermaux
Direção do Registro em Juvigny (Orne).”

(Carta 30)

XXVII – “Sentindo-se morrer (foi isso a 21 de abril de 1807), minha tia-avó, a Sra. Thiriet, mostrou-se, quatro ou cinco horas antes de sua morte, inteiramente entregue a íntimos pensares.

– Estais pior? – perguntou-lhe a pessoa que me forneceu esta informação.

– Não, minha querida, mas acabo de chamar Midon para o meu enterro.

Midon era uma pessoa que a tinha servido e que morava em Eulmont, aldeia situada a 10 quilômetros de Nancy, onde se encontrava a Sra. Thiriet. A pessoa que assistia aos últimos momentos desta supôs que ela sonhasse; porém, duas horas depois ficou muito admirada de ver chegar Midon, trazendo suas vestes negras nos braços e dizendo que tinha ouvido a senhora chamá-la para vê-la morrer e prestar-lhe os últimos serviços.



A. d’Arbois de Jubainville
Conservador aposentado das águas e florestas,
Cavaleiro da Legião de Honra, em Nancy.”

(Carta 39)

XXVIII – “Em 1875, um primo irmão de minha mãe, Sr. Claudius Périchon, então guarda-livros chefe na usina metalúrgica de l’Horme, comuna de Saint-Julien-en-Jarret (Loiret), entrando na sala de fumar, viu nitidamente na vidraça minha mãe. No dia seguinte recebia a notícia de sua morte.

Teria minha mãe pensado em seu primo nos seus últimos momentos? Não poderia dizer-vos. Em todo caso, a veracidade deste relato não pode ser posta em dúvida; meu primo o relatou diversas vezes aos seus filhos, de quem eu ouvi a narração, e é um homem de alguma instrução, pouco expansivo, muito sério, cheio de bom senso e por conseguinte digno de fé.



Berger
Professor em Roanne.”

(Carta 40)

XXIX – “O pai de minha mãe residia em Huningue, da qual era prefeito municipal (Maire). Pouco tempo depois do assédio desta cidade, recebeu a notícia de que seu pai, que morava em Rixheim, situado a cerca de 20 quilômetros de Huningue, estava perigosamente enfermo. Mandou, então, encilhar seu cavalo e partiu a toda brida. A meio caminho, seu pai apareceu-lhe na frente do cavalo, que se empinou. Seu primeiro pensamento foi que seu pai morrera e, com efeito, chegado a Rixheim três quartos de hora depois, constatou ele que seu pai soltara o último suspiro no momento exato da aparição. Minha mãe, Madalena Saltzmann, então ainda moça, desposou, alguns anos depois, Antônio Rothéa, meu pai, notário em Altkirch, onde ocupou essa função durante 30 anos; eu o sucedi e, após a guerra de 1870, deixei a Alsácia para instalar-me em França, e em último lugar em Orquevaux (Alto-Marne), vosso departamento.

E. Rothéa.”
(Carta 42)

XXX – “Minha querida mãe morreu em um sábado, 8 de abril de 1893. Recebera eu, na quarta-feira precedente, uma carta sua, na qual me dizia não estar mais sofrendo de sua moléstia do coração e falava-me de um passeio que havia feito, sábado, 1º de abril, perto do lugar onde morávamos, em Wasselonne.

Estava em meus projetos sair esse sábado, 8 de abril; jantei tranqüilamente ao meio-dia, mas pelas 2 horas tomou-me uma agonia terrível. Subi ao meu quarto e atirei-me em uma poltrona onde desatei em soluços: eu via minha mãe deitada em sua cama, com a cabeça coberta por uma touca de musselina guarnecida de fofos, com a qual jamais eu a tinha visto, e morta.

Minha velha ama, inquieta por não ouvir-me caminhar, veio juntar-se-me e ficou surpresa de me ver tão desesperada. Disse-lhe o que tinha visto, a agonia que experimentava. Atribuiu ela tudo isso a uma excitação nervosa e obrigou-me a terminar minha toilette. Saí de casa como uma pessoa inconsciente. Cinco minutos depois ouvi atrás de mim o passo rápido de meu marido, trazendo-me um telegrama: “Mamãe desenganada, não passará desta noite.”

– Ela morreu – disse eu –, eu o sabia, eu a vi.

Voltei para casa e preparamo-nos para seguir pelo primeiro trem. Eram 2:30, hora de Paris, quando vi minha mãe em seu leito de morte, e três horas mais tarde soubemos por telegrama que ela morrera subitamente, às 3:30, hora de Estrasburgo, Não tinha estado doente, só se deitara duas horas antes de sua morte, queixando-se de frio e de grande sonolência e não esperava morrer, pois que fizera ler uma carta por meu pai, que se conservava ao pé do leito. Como não pedira ela para ver seus filhos, creio que pensou, entretanto, em mim ao expirar. Tendo chegado somente segunda-feira, pelas 11 horas, em Estrasburgo, já minha mãe estava encerrada em seu ataúde, mas os que a vestiram descreveram-me, tal qual eu a vira, a touca de musselina com que foi enterrada.

A. Hess, em Alby.”

(Carta 43)

XXXI – “Um jovem estudante de Medicina, interno do hospital, foi acometido de uma angina, ao que se supunha, sem gravidade. Uma noite, entra ele para o seu quarto, sem dar mostras de doente, deita-se e dorme, ao quanto parece. Pela madrugada da mesma noite, cerca de 3 horas, uma religiosa do hospital foi acordada por pancadas em sua porta; levanta-se no mesmo instante; continuando as pancadas mais insistentes, corre à porta e não vê ninguém. Procura informar-se: ninguém ouvira coisa alguma. Ora, pela manhã, à hora de levantar, o vizinho de quarto do jovem estudante doente, inquieto por não ouvir nenhum ruído no quarto do seu amigo, entra nesse quarto e o encontra morto, com as mãos crispadas em torno do pescoço. Sucumbira a uma hemorragia.

Teve a religiosa, então, a explicação das pancadas que ouvira em sua porta. O pobre moribundo pensara provavelmente nela, a quem conhecia particularmente. Se estivesse ao pé dele, tê-lo-ia, talvez, impedido de morrer.

Se publicardes esta narrativa, peço-vos mudar o nome da cidade e o meu próprio, pois aqui todos são “fim de século” e motejam de tudo.

A. C.




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