Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 53)

XVIII – “No mês de setembro do ano passado, tive, durante uma noite, a visão muito distinta de um enterro de criança saindo de certa casa cujos moradores eu conhecia, ignorando apenas em meu sonho qual das crianças morrera.

Esse sonho me veio à memória durante o dia todo e procurei em vão afastá-lo de meu espírito. À noite, uma das crianças dessa casa, da idade de 4 anos, caiu acidentalmente em um fosso e aí se afogou.



Emile Boismard
Seiches (Maine-et-Loire).”

(Carta 127)

XIX – “Meu irmão mais velho, Emílio Zipélius, artista pintor, morreu a 16 de setembro de 1865, na idade de 25 anos, quando se banhava no Mosela. Residia ele em Paris, mas achava-se naquele momento em visita a parentes seus em Pompey, perto de Nancy. Duas vezes minha mãe sonhara, em intervalos assaz distanciados, que seu filho se afogava.

Quando a pessoa incumbida de transmitir a terrível notícia aos meus pais se apresentou a casa deles, minha mãe, adivinhando que sucedera uma desgraça, procurou logo informar-se a respeito de uma de suas filhas ausentes, de quem não tivera notícias desde alguns dias. Quando lhe responderam que não se tratava dela, exclamou:

– Não continueis; sei o que aconteceu: meu filho afogou-se.

Havíamos recebido uma carta dele durante o dia, de sorte que nada fazia prever essa catástrofe.

Meu próprio irmão tinha dito à sua empregada pouco tempo antes:

– Se uma noite qualquer eu não regressar à casa, ide à Morgue no dia seguinte, porque tenho o pressentimento que morrerei n’água. Sonhei que estava no fundo d’água, morto e com os olhos abertos.

Foi, com efeito, assim que o encontraram: morrera, n’água, da ruptura de um aneurisma. Minha mãe e meu irmão estavam tão persuadidos de que isso aconteceria, que no dia de sua morte recusara-se ela a banhar-se no Mosela. Mas à noite deixou-se seduzir pela frescura da água e foi arrebatado, desse modo, à nossa afeição.

J. Vogelsang – Zipélius (Mulhouse).”

(Carta 151)

XX – “Há vários anos levei eu a sonhar, pelo menos uma vez por semana, durante seis meses, que me via obrigada a deixar sozinhos os meus filhos para ir trabalhar em um escritório; andava a correr, temerosa de estar atrasada; e a fadiga, a inquietação, fazendo-me despertar, constatava com prazer que nada justificava esse estúpido sonho e que, ao lado de meu marido, desfrutava uma posição modesta, mas suficiente.

Ai de mim! no correr do ano este sonho realizava-se.



Claire.”
(Carta 194)

XXI – “A 25 de novembro de 1860, achando-nos no mar, pelas 4 horas da tarde, em um barco, voltávamos à terra e não estávamos a mais de 20 metros da praia, quando um de meus amigos me confessou que havia sonhado, na noite precedente, que ele morreria afogado nesse dia.

Tranqüilizei-o dizendo-lhe que dentro de dez minutos estaríamos em terra.

Instantes depois o nosso barco soçobrou e dois dos meus amigos, um dos quais a quem me referi, afogaram-se, mau grado os cuidados que lhes prodigalizamos. O irmão desse meu amigo ainda é advogado no Havre, onde se verificou a citada catástrofe. (Pode-se, a respeito, consultar os jornais do Havre de 26 de novembro de 1860.)

E. B.
Rua de Phalsbourg, 78, Havre.”

(Carta 222)

XXII – “A. – No mês de agosto último, numa ocasião em que eu estava ocupado com estudos sobre a greda, supus encontrar, em sonho, um calhau na greda de Brocles, perto de Bernot. Resolvera eu consagrar o dia seguinte a uma visita a essa greda; fiquei muito surpreso de encontrar, nessa minha exploração, um seixo e exatamente nas condições de meu sonho; os seixos de greda são raros.102

B. – Há alguns anos, igualmente em sonho, deparou-se-me um achado de objetos galo-romanos, em determinado lugar da aldeia de Sissy. Esse lugar acabava de ser escolhido para a instalação de um novo cemitério. Em uma das primeiras covas abertas os coveiros encontraram um vaso de barro que me foi enviado: era um vaso galo-romano e verificou-se que o novo cemitério achava-se situado sobre antigos túmulos galo-romanos.

Alphonse Rabelle
Farmacêutico em Ribemont (Aisne).”

(Carta 248)

XXIV – “Já fui, por duas vezes, avisado, em sonhos, da morte de pessoas que eu conhecia apenas de vista e de cujo falecimento, ocorrido na véspera ou na noite do sonho, tive conhecimento no dia seguinte em circunstâncias e com palavras quase idênticas às do sonho. Em ambos os casos eu ignorava em absoluto que essas pessoas estivessem doentes, pessoas que, aliás, eram-me indiferentes.

M. Lorilliard
Przemysl (Polônia).”

(Carta 251)

XXV – “Tinha eu dezoito anos, quando morreu meu pobre pai, em conseqüência de um ataque. Quinze dias antes da sua morte eu o tinha visto em sonho, em seu quarto, estendido em seu leito de morte, corretamente vestido, rodeado de cinco pessoas, todas íntimas da família, que o velavam. Foram essas mesmas cinco pessoas que velaram o corpo durante a noite que se seguiu ao falecimento.

Essa constatação, muito extraordinária, deixou-me durante longo tempo sob profunda emoção.



P. B. (Marselha).”
(Carta 253)

XXVI – “Três dias (exatamente o tempo necessário para uma carta vir de Petersburgo até aqui) antes de saber da morte da irmã do pintor Vereschagnine, vi em sonho seu marido, ao qual perguntei, admirado de vê-lo só:

– Onde está Maria Vasilievna?

Respondeu-me ele distintamente:

She rest – o que quer dizer: “ela repousa”.



J. Mothe
Seale Horn Ainbleside.
Westmorland.”
(Carta 261)

XXVII – “Quando minha mulher, ainda solteira, tratava de sua mãe, pouco repousava tanto de noite como de dia. Certa noite, a última, durante um breve sono bem pouco reparador, ela viu sua mãe em sonho. Esta última lhe disse:

– Perder-me-ás às onze horas.

E a predição cumpriu-se exatamente; o doloroso acontecimento verificou-se à hora predita.

Minha mulher não falou a respeito desse sonho senão após os primeiros dias de luto, não havendo, portanto, outra prova além de sua palavra, na qual acredito cegamente. Se julgardes útil publicar este caso, prefiro, dada a minha qualidade, que meu nome fique oculto.



X.
1º tenente de Marinha, em Rocheford.”




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