Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 7)

I – “Permitireis a um dos vossos mais assíduos leitores – e acrescento –, dos que mais simpatizam convosco, solicitar vossa atenção para um fato de que certamente tendes conhecimento?

Estais em uma rua. De repente avistais, a distância, alguém cujo porte, modo de andar e mesmo os traços vos são familiares. E dizeis:

– Ora, ora, lá está o Sr. X.

Aproximai-vos, mas não é ele. Que sucede, entretanto? Continuais a caminhar; minutos após, vedes, encontrais, de modo a vos não enganardes desta vez, a personagem que supusestes ver no começo.

Quantas vezes me tem acontecido isso! e certamente a vós também? Qual a sua causa?

Tenho-a por muito tempo procurado, acabando por me convencer de que à irradiação emanada da personagem que se devia por fim encontrar, é que convinha talvez atribuir esta curiosa sensação.

A respeito poderão dizer, como nos casos de telepatia: “Mas é um absurdo; isso não tem senso comum. A irradiação? Como admiti-la de uma rua a outra, onde teve ocasião de ser interceptada cem vezes pelas pessoas que passam, pelos veículos que rodam, etc.!”

Todavia, mesmo fisicamente, não há impossibilidade em crer que cada indivíduo projeta, adiante de si ou em sua volta, uma irradiação e que esta seja suscetível de escapar às causas de alteração ou de refração que acabo de indicar, etc.

Em todos os casos é extremamente curioso que se chegue freqüentemente a deparar face a face com um homem em quem não se pensava e que se supôs distinguir, quando nesse momento era de um outro que se tratava.

L. de Leiris
Juiz no Tribunal Civil, em Lião.”

(Carta 39)

II – “Sucede-me freqüentemente, quando saio à rua, que a silhueta de um transeunte, visto de longe, faz-me lembrar alguém com quem tenha parecença, quer nas maneiras, quer no andar, etc. Uma ou duas horas depois cruzo com a pessoa assim evocada em meu espírito, mas somente quando a encontro é que me lembro de ter nisso pensado.

Berger
Professor, em Roanne.”

(Carta 58)

III – “Tendo casado, anos atrás, na província, mantenho correspondência diária com meu pai, que reside em Paris. Também ele me escreve todos os dias e fazemos habitualmente esta correspondência um pouco depois do meio-dia.

Acontece-nos, freqüentemente, fazer um de nós uma pergunta e dar o outro a resposta a essa pergunta, no mesmo dia e à mesma hora, referindo-se quase sempre a pergunta a amigos ou a pessoas estranhas, que um ou outro não veja há muito tempo, pois que não moramos na mesma cidade.

E, se me acontece estar doente e não falar a respeito disso a meu pai, ele o adivinha quase sempre e pede-me com insistência notícias sobre o meu estado de saúde, no instante mesmo em que ela está um pouco abalada.

L. R. R.

(Carta 152)

IV – “Se, ao passar por uma rua, qualquer pessoa olha para mim, mesmo que ela esteja em um 5º andar, meus olhos se voltam involuntariamente e se confundem com os seus.

Considerar-me-ia feliz se me désseis uma explicação desse fenômeno.



J. C., Pezenas.”
(Carta 189)

V – “Há bem pouco tempo, minha mãe, antes de entrar em um armazém (ela ainda estava dele distante uns vinte metros), disse-me de repente:

– Sabes? Acabo de ver fulano; preserve-me Deus de encontrá-lo!

Sem dúvida havia-o visto por intuição, moralmente. Mas, fato extraordinário, ao entrar no armazém, encontra-se minha mãe justamente em presença dele.

J. B. Vincent, Lião.”

(Carta 199)

VI – “Como explicar que, freqüentemente, nove vezes sobre dez, depois de haver sonhado com uma pessoa que tenha vaga parecença com outra encontrada na rua, encontre-me eu precisamente em presença dessa mesma pessoa, um instante depois, ou pelo menos durante o dia, ainda que não haja motivo algum que possa levar essa pessoa a ver-me?

J. Renier, Verdun (Meuse).”
(Carta 207)

VII – “Certa manhã, há cerca de dois meses, estava eu ainda deitada, mas perfeitamente acordada, e pensava em chamar minha mãe para lhe dizer bom dia, desde que ouvi seus passos aproximarem-se de meu quarto; calculava com que tom de voz deveria gritar: “Mamãe!”. Estou certa, porém, de não haver pronunciado esta palavra, pois não estava dormindo, achava-me há muito tempo acordada e tinha perfeita consciência do que fazia ou deixava de fazer. Nesse momento, mamãe entra em meu quarto; digo-lhe a rir:

– Sabes, eu pensava justamente em chamar-te.

Respondeu ela:

Mas tu me chamaste, eu te ouvi do outro lado do apartamento, por isso é que vim!

Por mim, estou certa de não haver dito nada e minha mãe certa de ter-me ouvido, Isso nos fez rir, pois realmente é um caso extraordinário.

Y. Dubois, rua da Moeda, 8 (Nancy).

(Carta 222)

VIII – “Sucede muito freqüentemente ver-se inopinadamente uma pessoa, a respeito de quem tivemos um pensamento ou acabamos de falar; e isso tem sido observado desde longa data, pois até existe uma expressão proverbial, consagrada ao fato: “Falar do mau preparar o pau”.

Alphonse Rabelle
Farmacêutico em Ribermont (Aisne).”

(Carta 232)

IX – “Tendes talvez ouvido falar de uma crença assaz disseminada em certas regiões, qual seja a de que o zumbido nos ouvidos é sinal de que a vosso respeito estão falando em qualquer parte. Sempre achei graça nas pessoas que ligavam importância a esta superstição, mas aconteceu-me, em circunstâncias penosas, um fato dessa natureza que modificou a minha incredulidade. Não teria havido, no caso em apreço, uma transmissão do gênero dessas de que vos ocupais? Se o quiserdes, estarei à vossa disposição, para relatar-vos o que me sucedeu, com as provas em seu apoio, cartas, telegramas, horas de recepção, de expedição, fáceis de controlar, hora do fenômeno, etc.; talvez mesmo possa a minha afirmação ser certificada por uma das pessoas que, tendo sido causa da transmissão, vi em dezembro e a quem falei a respeito do que me aconteceu.

A. L. R.




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