Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 402)

XCVI – “Minha mãe estava à cabeceira de sua mãe, indisposta e muito inquieta por não poder visitar sua vizinha e amiga que se achava agonizante (o que, de resto, se lhe ocultava). De repente, estando as portas e as janelas fechadas, vê-se, não o cortinado, mas as duas guarnições, dispostas em torno da armação do docel, agitarem-se em sentido inverso, isto é, separando-se e reunindo-se como em forte abraço. E minha avó em seguida a dizer:

– Vês, minha filha, Josefina diz-me adeus.

Minha mãe desceu imediatamente. A vizinha acabava de expirar.

Maria Olivier, Garcoult (Var).”

(Carta 405)

XCVII – “Estava minha mãe ocupada, certo dia, em sua casa, quando ouviu muito distintamente a voz de seu irmão, que residia distante uns 800 quilômetros, chamá-la por seu prenome, duas vezes. Vindo onde se achava meu pai, disse-lhe:

– É curioso, acabo de ouvir meu irmão chamar-me; sinto-me emocionada; não sei o que está acontecendo.

Dois dias depois recebeu ela uma carta anunciando-lhe que seu irmão falecera no mesmo dia em que ela escutara sua voz.

Peltier, Marselha.”

(Carta 409)

XCVIII – “Eis aqui um fato cuja veracidade posso garantir. Quando eu era soldado, estando licenciado na minha casa, em Annot (Baixos-Alpes), minha mãe, levantando-se, no dia 30 de dezembro de 1890, disse-me:

– Creio que se deu uma morte em nossa família. Esta noite, às 2 horas, fui acordada por batidas freqüentes, dadas na parede, junto à cabeceira da minha cama. Achava-me bem desperta e tive imediatamente a idéia de uma morte sobrevinda a algum dos nossos.

Não dei nenhum crédito a essas apreensões. Mas eis que, cerca de 10 horas da manhã, recebemos um telegrama de Digue, comunicando achar-se gravemente enferma minha tia, irmã Santa Ângela, superiora dos órfãos de São Martinho de Digue. Minha mãe disse:

– A este telegrama seguir-se-á um outro comunicando a morte.

De fato, à noite chegava outro telegrama comunicando o falecimento. Seguiu-se-lhe uma carta, a 31 de dezembro, esclarecendo que minha tia, após uma doença de vários dias, falecera a 30 de dezembro, às 2 horas da manhã, hora na qual minha mãe ouvira aquelas batidas dadas perto de seu ouvido. Minha mãe ignorava que minha tia estivesse enferma.

Barlatier
Annot (Baixos-Alpes).”

(Carta 414)

XCIX – “Passou-se o fato em Contes (Alpes Marítimos), em 1881. Era um domingo, achava-me à igreja com todos os meus camaradas de classe, que o professor, nesse tempo, era encarregado de levar à missa cantada de domingo. Em dado momento, quando nos achávamos de pé, e portanto bem acordados, tive perfeitamente a impressão de uma voz a dizer-me: “Tua irmã morreu.” Com efeito, regressando à casa, encontrei minha irmã, que se achava doente há algum tempo, mas sem jamais guardar o leito, em agonia, morrendo três ou quatro horas depois. Esse fato está e sempre estará presente em minha memória, como no dia em que se produziu.

Pencenat, Nice.”
(Carta 430)

C – “Minha mãe, Sra. Molitor, de Arlon, encarrega-me de vos transmitir sua resposta.

Em novembro de 1891, certa manhã, pelas 5 horas, estava minha mãe acordada na cama. Pela porta aberta do quarto viu entrar seu irmão, tenente, em serviço no matadouro militar de Mons (Hainaut). Estava em pequeno uniforme e tal qual o tinha visto alguns anos antes, por ocasião de uma licença que passara em sua casa. Ele a contemplou, sorrindo-lhe, depois saiu, fazendo com a mão um gesto afetuoso.

Às 11 horas da manhã do mesmo dia o telegrama anunciando a morte desse irmão chegava à casa de minha mãe.

C. Molitor
Empregado do Cadastro em Arlon (Bélgica).”

(Carta 432)

CI – “A. – Há cerca de quarenta anos, uma de minhas parentes consangüíneas, então moça, passeava no campo com sua mãe, quando se sentiu roçar por um sopro. E gritou:

– X. acaba de morrer!

Era verdade. X. era um homem que a amava e que se sentia morrer do peito. Ela o sabia muito doente.

B. – Eis um fato que fiz a nossa criada contar-me de novo, ontem à noite, a fim de vo-lo descrever com todos os detalhes. Essa criada é uma honesta rapariga, muito inteligente, que há sete anos está ao nosso serviço.

Em 1884 estava ela empregada em casa de uma velha senhora que, na ocasião da cólera, levou-a para o campo, não muito distante de Toulon. Uma noite ela é despertada por leves batidas na janela; põe o ouvido à escuta e não ouve nada mais; supõe que tenha sido sonho e procura novamente dormir.

Novas batidas na janela. Muito assustada, ela se levanta. Batem pela terceira vez, depois ela vê passar por duas vezes, do lado de fora, como que um fantasma branco.

Seu quarto era situado no primeiro andar e dava para um telhado. Mas a casa era isolada, e se alguém estivesse andando no telhado, tê-lo-ia certamente ouvido, pois que possuía muito aguçado esse sentido.

Pela manhã ela relatou a aparição à sua patroa, que se riu dela, dizendo-lhe que havia sonhado. Dois meses depois veio a saber da morte, verificada dois meses antes, de uma prima sua que ela amava como a uma irmã. Sabendo a afeição que ela dedicava a essa prima, ocultara-lhe a família o falecimento súbito, pois a cólera a havia levado em algumas horas.

L. Fierringer
Capital de navio, reformado, em Toulon.”

(Carta 433)

CIII – “Há alguns anos, o Sr. e a Sra. H. W. visitavam um velho doente chamado Saint Aubin, que, ao quanto parecia, era muito instruído e assaz original. No correr da conversação, o velho, esperando sua morte próxima, prometeu ao Sr. W. que no momento de morrer o avisaria. O Sr. W. tinha-lhe também prometido isso.

Passou-se o verão sem que fossem visitar o enfermo. Uma noite de inverno, à hora de cear, o Sr. W. lia seu jornal, quando de repente levantou involuntariamente a cabeça e disse à sua mulher:

– Morreu Saint-Aubin.

A Sra. W. não podia acreditar nisso e perguntou de quem tivera ele a notícia.

– Ninguém jamais me falou de Saint-Aubin – respondeu ele – mas recebi na fronte uma diminuta pancada que, ao mesmo tempo, fez-me pensar na morte de Saint-Aubin.

Na manhã seguinte a Sra. W. ouvia falar na igreja da morte de Saint-Aubin, que ele exalara o último suspiro na véspera, à noite.

O Sr. W. (meu tio), de quem ouvi esta narrativa, disse-me que lhe é impossível determinar a natureza da pancada recebida; jamais experimentou ele coisa análoga. Não é crédulo, nem supersticioso esse meu tio. Até pelo contrário.

Gussie Van Der Haege, Roulers.”




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