Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 366)

XCII – “Estando eu de morada em Zurich, por alguns meses, vi, um belo dia, às 3 horas da tarde, passar na rua, diante da minha janela, uma pessoa que eu sabia achar-se na Itália. Experimentei com isso uma impressão tão forte, que fiquei perturbada todo o resto do dia e contei o fato a uma das minhas primas (cometi o erro de não assinalar exatamente o dia e a hora). Alguns dias depois soube que a pessoa que eu tinha visto passar (um doutor que me tratara e a quem muito me afeiçoei) acabava de morrer subitamente, devido à ruptura de um aneurisma, na Itália.

Creio poder afirmar que não decorreram mais de 24 horas entre a hora da aparição e a morte do aludido doutor, verificada a 25 de dezembro de 1897.



Lucie Niederhauser, Mulhouse.”
(Carta 367)

XCIII – “Há cerca de três anos os pais de minha esposa residiam em Marselha, na praça Sebastópol, nº 5, 2º andar; sua filha mais velha morava em Béziers, onde se achava gravemente enferma. O Sr. e a Sra. Jaume deixaram seu apartamento de Marselha para ficar ao pé de sua filha, entregando seu apartamento aos bons cuidados dos seus amigos, locatários do 1º andar.

Após um mês, mais ou menos, de ausência, passamos pela dor de perder minha cunhada, sua primogênita. Ora, na mesma noite de sua morte e na mesma hora (11 da noite), os locatários do 1º andar, em Marselha, ficaram muito surpreendidos ao ouvir alguém subir ao 2º andar, abrir as portas e percorrer o apartamento em todos os sentidos. Nem um só instante duvidaram de que fosse a família Jaume que tivesse voltado de Béziers. Já estando deitados, não julgaram a propósito levantar-se para ir apresentar as boas vindas aos seus amigos; mas no dia seguinte, bem cedo, subiram para fazer-lhes uma visita. Qual não foi seu espanto ao encontrar intacto o apartamento! Nenhuma porta havia sido aberta, nenhum sinal de passagem de quem quer que fosse!



Ch. Soulairol
Farmacêutico de 1ª classe em
Cazouls-les-Béziers. (Herault).”

(Carta 390)

XCIV – “Venho, em resposta à vossa solicitação relativa aos fatos de ordem psíquica, assinalar-vos o seguinte caso, do qual meu pai, o Sr. Fleurant, professor jubilado, e minha mãe, professora, domiciliados em Thenay (Indre) vos garantirão, agora mesmo, a autenticidade.

Era em 1887, no mês de fevereiro. Minha mãe tinha nessa época em Evreux seu único irmão, ao qual votava uma grande afeição e que, a seu turno, muito lhe queria.

Infelizmente meu tio estava sofrendo de um mal que devia conduzi-lo ao túmulo, a despeito da Ciência e dos bons cuidados da família.

No fim do ano precedente, tendo minha mãe ido ver seu irmão, pudera constatar por si mesma a gravidade do mal e tivera, da parte do médico, a certeza de um fim mais ou menos próximo.

A 11 do mesmo mês, pelas 6 horas da tarde, estando minha mãe no porão de sua escola, daí regressou tomada de uma emoção indescritível: ouvira, no intervalo de alguns segundos, três gritos dilacerantes dirigidos a ela, parecendo vir pelo respiradouro do aludido porão, situado ao norte.

– Meu irmão – disse ela a meu pai – está em agonia; acabo de ouvir os seus chamados.

Dois dias depois recebia ela uma carta, datada de 12, na qual se noticiava a morte de meu tio Ernesto Barthélemy.

A Srta. Branca de Louvigny, autora dessa carta, e que assistira o enfermo até o seu último instante, nela dizia que não cessara ele de chamar minha mãe.

Minha mãe repetia sempre esses detalhes e ela continua ainda convencida, sem que possa explicar o fenômeno, de que esteve efetivamente, durante alguns instantes, em comunicação pelo pensamento com seu irmão.

Por minha vez transmito-vos o fato, desejando que vos possa ser útil na pesquisa das causas que produzem tais efeitos.



A. Fleurant
Professora em Renilly, atualmente em
casa de seus pais, em Thenay (Indre).

Os abaixo assinados certificam que as informações dadas por sua filha, na presente carta, são da mais rigorosa exatidão.



G. Fleurant, Professor jubilado.
S. Fleurant, Professora em Thenay.”
(Carta 399)

XCV – “Há cerca de dois anos, o jovem casal que tenho atualmente ao meu serviço regressava, entre 9 e 10 horas da noite, à casa de seus pais, que residiam em uma propriedade a 3 quilômetros da cidade.

O marido levava pela rédea o cavalo da herdade, que não ia muito depressa. De um ponto da estrada, ainda bem distante da fazenda, é bem fácil distinguir as casas desta.

Subitamente viu o condutor, a alguns minutos de intervalo, elevarem-se três chamas acima dos tetos, como três grandes fogos fátuos. Supondo tratar-se de um incêndio, apressou ele o seu cavalo. A jovem esposa nada tinha visto, mas entrando no pátio ouviu distintamente, assim como seu marido, repetidas pancadas em um portão do jardim, semelhantes a um rufar de tambor.

Entrando em casa, encontraram sua mãe profundamente emocionada. Por três vezes diferentes, correspondendo às três chamas vistas por seu filho, ouvira ela um barulho de cadeiras arrastadas na sala. Por três vezes descera a esta e nada pudera ver. Levantaram os criados para percorrer as cavalariças: nada viram nem ouviram eles de anormal.

Somente os rendeiros foram impressionados pelo fato e mesmo quando todos, um pouco mais sossegados, se dirigiram aos seus respectivos cômodos, o fragor das cadeiras arrastadas recomeçou. De novo todos se reuniram e, como no interior de nosso país as puras tradições de piedade não estão completamente perdidas, a mãe e seus filhos uniram suas preces em favor da pobre alma angustiada que os viera visitar, sem saberem de que pessoa de seu conhecimento poderia tratar-se.

Ora, no dia seguinte, soube-se que uma jovem prima, que se afeiçoara a essa família, tinha sido enterrada precisamente no dia em que se deram tais fatos. Por um acaso inexplicável, ninguém da fazenda tinha sido prevenido a respeito da morte, nem do enterro.

Cinco pessoas experimentaram, pois, mais ou menos, tais sensações: o pai, de índole incrédula, a mãe, o filho, a nora e uma mocinha. Os criados moram em um outro corpo do edifício; não se lhes pode, portanto, atribuir, de qualquer forma, uma parte nesses ruídos insólitos. Dormiam eles profundamente quando as pancadas foram dadas no portão do jardim e a visita às estrebarias provou que tudo estava perfeitamente calmo.

M. Pasquel
Rua da Fonte, 2, Cosne (Nièvre).”




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