Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 331)

LXXXV – “A Sra. Carvalho, diretora de um pensionato de moças, em Lisboa, tinha, há cinco ou seis anos, entre suas alunas uma menina de dez anos, cuja mãe era uma atriz em tournée pelo Brasil. Certa noite, a criança acorda, chorando e gritando:

– Mamãe, mamãe! estou muito aflita por causa da mamãe!



Não disse a criança se viu sua mãe; mas nessa noite morria-lhe a mãe, de febre amarela, no Rio de Janeiro.

Sra. J. Leipold
C. da Glória, 21, Lisboa.”

(Carta 341)

LXXXVI – “Eis o que sucedeu a meu pai, capitão reformado da Marinha. Estava ele em alto mar e acabava de entrar de quarto à meia-noite. Passeava no passadiço quando viu, de súbito, passar diante dos seus olhos um menino vestido de branco que parecia voar.

– Não viste nada? – perguntou, no mesmo instante, ao marinheiro que estava de quarto com ele.

– Não – respondeu-lhe o outro.

Contou-lhe, então, meu pai o que acabava de ver e acrescentou:

– Posso afirmar que aconteceu qualquer desgraça em minha casa.

Tomou nota da hora e do dia e, chegando em casa, soube que nessa data morrera uma de suas pequenas sobrinhas.

Meu pai relatou-me muitas vezes esse caso e mo repetiu ainda recentemente ao ler o que tendes escrito.



M. Cheillau, Arzem.”
(Carta 343)

LXXXVII – “Permitir-me-ei narrar-vos um fato autêntico, sucedido à minha tia (a irmã de minha mãe), que reside na Alemanha, e que ela mesma contou-me.

Uma bela manhã, pelas 8 horas, estava minha tia ocupada em pentear sua filha, quando, repentinamente, ela vê na parede desenhar-se um fantasma do qual se distinguia perfeitamente a cabeça, mas os traços pareciam de tal modo desfeitos por qualquer doença, que minha tia não pôde reconhecer esse rosto de moribundo.

Tão impressionada ficou, devido a essa visão, que se pôs a gritar. Seu marido e sua filha acorreram e lhes mostrou ela, chorando, o fantasma que não havia ainda desaparecido. Meu tio e minhas duas primas, entretanto, nada vendo, puseram-se a caçoar dela.

Dois dias mais tarde participam-lhe a morte de minha mãe, vítima do tifo em Atenas, entre 4 e 16 de janeiro de 1896, pelas 7 horas da manhã. Minha tia, que nem mesmo tivera tido tempo de saber da doença de sua irmã, havia, entretanto, retido bem a data, por isso que o dia da aparição do fantasma era o do aniversário de sua filha.



Condessa Carolina Métaxa
Castelo de Tharandt, perto de Dresde.”

(Carta 356)

LXXXVIII – “Meu tio-avô, hoje morto, era chefe de fundição em uma das grandes forjas do Ariège. Uma tarde em que se dirigia ele ao trabalho, como de costume, chegando, ao cair da noite, a alguma distância da forja sentiu subitamente sua casquete levantar-se e seus cabelos eriçarem-se-lhe na cabeça, e isso por duas vezes, sem que pudesse ele saber a que atribuir a causa do incidente.

Chegado à forja, de que o separava apenas pequena distância, como eu o disse, seus operários, muito inquietos, participam-lhe a súbita desaparição de um deles: em vão o procuraram. Note-se que o desaparecido era um amigo de meu tio.

Acharam-no alguns momentos depois, morto, em uma cava no subsolo onde provavelmente teria caído.

Eis aí o fato. O espírito muito frio de meu tio, sua coragem e sua lealdade, de que todos em minha família conservam a lembrança, não me permitem duvidar um só instante da sua narrativa.



R. Peyron
Estudante de Medicina em Tolosa.”

(Carta 362)

LXXXIX – “A Sra. A., mãe da pessoa que me fez esta narrativa, tivera durante anos ao seu serviço uma criada a quem muito se afeiçoara. Esta mulher casou-se e foi residir em uma herdade bastante afastada da cidadezinha em que vivia a Sra. A. Uma noite acorda ela em sobressalto e diz ao marido:

– Ouviste, ouviste? A senhora chama-me.

Tudo, porém, estava calmo e silencioso, procurando seu marido tranqüilizá-la. Ao fim de alguns minutos, a pobre mulher, cada vez mais agitada, diz:

– É preciso que eu vá à casa da patroa, ela está me chamando; estou certa de que devo ir.

Continuando seu marido a supor que se tratava de um mau sonho, pôs-se a motejar da esposa, e ao fim de certo tempo ela acabou por se acalmar.

No dia seguinte pela manhã, esse homem, indo à cidade, soube que a Sra. A., tomada , na véspera, à tarde, de súbita indisposição, morrera à noite e durante a agonia não cessara de chamar sua antiga criada, no momento mesmo em que esta ouvira a voz de sua patroa.



Suzanne H., Paris.”
(Carta 363)

XC – “A. – M. Passa, hoje falecido, mas que foi pastor em Versalhes, durante longos anos, contou-me o seguinte fato:

Estando, certo dia, perfeitamente desperto e consciente (era ele então, se não me falha a memória, estudante em Estrasburgo), viu seu irmão, oficial de turcos na África, deitado ao fundo de um silo, com a cabeça partida. Ainda que muito impressionado por essa visão, não lhe passou um só instante pela mente que pudesse ela representar uma realidade, e disso não cogitou senão mais tarde ao receber pelo correio da Alemanha a notícia de que, no mesmo dia em que lhe apareceu o irmão, fora este atacado por um dos seus homens que, após haver-lhe aberto o crânio, atirara-o em um silo.



B. – Certa moça, muito ligada à minha família e cujo pai residia em Constantinopla (deixo de citar seu nome por discrição, pois não estou autorizado a divulgá-lo), estava passando uns tempos em casa de uma de suas tias, em Gênova. Tendo ido, certa noite, ao baile, muito alegre, como de costume, ela deteve-se, de súbito, no meio de uma contradança e, banhada em lágrimas, gritou:

– Meu pai morreu, eu o vi!

Com grande custo conseguiram acalmá-la, mas alguns dias depois soube-se que seu pai (que ela nem mesmo sabia estar doente) sucumbira, de fato, no mesmo instante em que se dava o fenômeno de sua aparição.33

A. E. Monod
Rua do Dragão, 97, Marselha.”




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