Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 295)

LXXX – “Quando o célebre tribuno Barbès estava na prisão central de Nimes, via-se constantemente rodeado pelos seus guardas e tinham-se para com ele todas as atenções que se podem conceder a um prisioneiro político. Um dia, estando em um pátio com diversas pessoas, diz-lhes ele de súbito: “Sucedeu alguma coisa de mau a meu irmão.” Soube-se no dia seguinte que o irmão de Barbès morrera em Paris de uma queda de cavalo, no momento exato da impressão recebida por seu irmão.

Marguerit
Passeio da Busca, 14, Tolosa.”

(Carta 303)

LXXXI – “Minha mãe, residente em Bourgogne, em Bligny-sur-Ouche (Côte-d’Or) – estava-se em 1871 ou 1872, a data lhe escapa, mas poderia ser determinada – ouviu, em uma terça-feira pela manhã, entre 9 e 10 horas, abrir-se e fechar-se violentamente, batendo, a porta do quarto de dormir onde ela se encontrava. Ao mesmo tempo ouviu por duas vezes chamarem-na: “Lúcia! Lúcia!”

Na quinta-feira seguinte veio ela a saber que um seu tio, Clementino, que a teve sempre em grande estima, havia morrido na terça-feira, precisamente entre 9 e 10 horas da manhã. Esse tio residia em Uzerche (Corrèze).

No momento desse rumor e desse chamado, estava meu pai ausente de casa. À sua volta, pelo meio-dia de terça-feira, bem entendido, contou-lhe minha mãe o fato, mas sem pensar em seu tio.

Em definitiva, porta aberta e fechada bruscamente e dois chamados “Lúcia! Lúcia!”

Minha mãe e meu pai estão vivos, moram comigo em Bourges e desde muito que esse fato vem-me sendo contado. Garanto-vos a sua perfeita autenticidade.

Se o fato vos parecer tão interessante que deva ser publicado, agradecer-vos-ia se não mencionásseis mais do que as iniciais do meu nome, pois aqui ninguém goza de independência, todo o mundo é, pelo contrário, “burguês”.



P. D. (Bourgues).”
(Carta 314)

LXXXII – “Em 1856, tinha eu 9 anos e meu irmão 6; morávamos em casa de nossos pais, em Besançon. Estes eram naturais do Wurtemberg, e nossas duas avós residiam, uma em Ulm, outra em Stuttgard. Jamais víramos essas pessoas; muito vagamente eu, como primogênita, dava-me conta do que fosse uma avó; meu irmão, com mais forte razão, nem fazia uma idéia a respeito. Tudo o que sabíamos delas é que todos os anos, pelo Natal, uma e outra escreviam aos nossos pais que, a seu turno, abraçando-nos, diziam-nos que nossa avó fazia votos para que seus netinhos se tornassem ajuizados e corretos, e que ela nos enviava sua bênção. Era pouco para crianças e eu creio que a menor boneca, o mais pequenino polichinelo, nessa época, teriam sido muito mais negócio para nós.

Entretanto, eis o que sucedeu: Numa quinta-feira do mês de fevereiro de 1856, mandou-nos nossa mãe descer ao jardim para desfrutar um bom sol. Tomei meu irmão pela mão e desci com ele ao jardim; mas lá, em lugar de brincar comigo, como eu o convidava, assentou-se tristemente em um canto, depois, de repente, sem que lhe sucedesse coisa alguma, caiu em soluços e, correndo para casa, gritava:

– Quero ver minha avó, minha pobre avó que não tenho visto mais! Quero vê-la!

Nossa mãe, supondo ter-se dado algum acidente, correu depressa para o seu Benjamin, mas a todas as suas perguntas, a todas as suas carícias, ele replicava sempre que desejava ver sua avó. A muito custo o consolaram, prometendo-lhe que, se ficasse quieto, iria para junto de sua avó.

No domingo seguinte, meu pai entrou em nossa casa trazendo na mão uma carta com um grande sinete preto.

– Minha pobre mulher – disse ele à mamãe, chorando e tomando-a nos braços – o nosso Edmundo tinha razão de chamar sua avó, porquanto ela morria exatamente no dia e na hora em que ele pedia com tantas lágrimas para vê-la!



Emilie Seitz, Paris.”
(Carta 322)

LXXXIII – “Quando eu contava 22 ou 23 anos de idade, uma parentazinha, a quem dedicava muita afeição, estava no seu sétimo ano de existência. Um dos seus prazeres era vir a nossa casa, bater à porta e rir ao lhe respondermos:

– Pode entrar.

Nessa época ela caiu doente e eu não a havia abandonado um momento durante os dois dias em que esteve agonizante. Entretanto, minha mãe, receando da minha parte um excesso de fadiga, manifestou a vontade de levar-me. Eram 11 horas da noite. O tio dessa criança, chegado no mesmo dia de Paris, disse-nos que o esperássemos um instante, pois ia buscar seu chapéu para levar-nos. Achávamo-nos, então, na cozinha, muito perto da porta de entrada, quando ouvimos baterem nesta porta, como o fazia aquela criança, muito distintamente, à porta de nossa casa. Minha mãe responde:

– Pode entrar.

Dizendo-lhe eu, ao mesmo tempo em que ia abrir a porta:

– Ninguém pode vir a esta hora.

– Talvez as religiosas – responde ela.

Mas não, ninguém tinha vindo bater ao fundo daquele pátio.

Acabávamos de chegar a nossa casa, após um percurso de menos de dez minutos, quando a criada dos pais da menina chegou a seu turno, para nos comunicar que a pequena Maria acabava de expirar.

A. Laurençot
Agente dos Correios em Fouvent-Haut (Alto-Saôna).”

(Carta 325)

LXXXIV – “Permito-me relatar-vos um fato sucedido em minha família e que se relaciona às aparições de moribundos.

Meu pai, que há dezessete anos achava-se desavindo com seu filho, cuja residência ignorava, apareceu-lhe duas horas antes de morrer.

Saindo meu irmão, às 7 horas da manhã, de seu quarto, vê meu pai a dois passos dele e pergunta-lhe:

– Que vens fazer em minha casa?

Responde-lhe meu pai:

– Procurar-te – e logo desaparece.

A esposa de meu irmão, do quarto contíguo ao corredor, onde se passou o que acaba de ser descrito, ouviu as vozes, tanto que percebeu imediatamente com quem seu marido acabava de falar.

Passou-se isso a 3 de dezembro de 1889; nessa ocasião eu estava junto do leito de meu pai que dormitava: às 9 horas ele expirou, sem ter antes recuperado os sentidos.



Emma Lutz
Praça Kléber, 8, Estrasburgo.”




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