Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 237)

LXVIII – “Sucedeu-me por duas vezes experimentar a impressão nítida de ouvir perto de mim uma pessoa ausente, tendo eu marcado a hora exata dessa alucinação. E das duas vezes verificou-se coincidir a impressão recebida, sem maior diferença do que cinco minutos, com a morte da pessoa que eu sabia achar-se doente, mas que não supunha tão perto do seu fim.

Esses dois casos muito impressionantes de telepatia foram na época publicados no Jornal da Sociedade Psíquica de Londres, da qual tinha eu a honra de ser membro associado.



Aug. Glardon
Homem de letras, em Tour-le-Peitz, Vaud (Suíça).”

(Carta 243)

LXIX – “No dia 29 de outubro de 1869, estávamos reunidos na sala de jantar, depois da ceia (passava-se isso no castelo de Vieux, perto de Caen, em casa de meus pais). Pelas 9 horas da noite ouvimos barulho em uma peça vizinha, assemelhando-se, em absoluto, ao que faria um quadro caindo (foi essa a primeira impressão). Verificamos todos os quadros de todos os compartimentos; tudo se achava em seu lugar. Minha mãe imediatamente tomou nota da hora.

Alguns dias depois recebíamos a certidão de óbito do irmão de minha mãe, falecido no hospital militar de Calais, em conseqüência de febre tifóide, a 29 de outubro de 1869, às 9 horas da noite.



Anatole de Jackson
Recebedor dos impostos diretos,
em Cheux (Calvados).”

(Carta 244)

LXX – “Uma dama de minhas relações, bem equilibrada, séria e sensata, afirmou-me, sob juramento, a veracidade do fato seguinte:

Órfã, tornara-se noiva de um estrangeiro, M. S., que ela amava muito. Não pôde ele obter o consentimento de sua família para esse casamento. Esperaram muito tempo; depois, seja por prudência, seja por despeito, ela desposou um homem idoso que havia igualmente solicitado sua mão. (Omito explicações inúteis.)

Ela foi sempre fiel, nunca mais tornou a ver seu noivo que retornou para seu país. Entretanto, pensava nele sem cessar.

Passados alguns anos, entrando, certo dia, em seu quarto, julgou vê-lo estendido no chão, como morto e todo ensangüentado. Ela soltou um grito de pavor, ao mesmo tempo em que se aproximava, constatando que não era vítima de uma ilusão. Ao cabo de um instante, tudo desapareceu e seu marido, que acorrera ao seu grito, nada viu.

Ela supôs que M. S. devia ter sido vítima de um acidente, mas não pôde informar-se, por não conhecer sua residência. Após alguns dias, encontrou-se em presença de um correspondente de M. S., o qual lhe informou que seu amigo, desiludido da vida, suicidara-se.

Confrontando a data da aparição com a da morte, chegou ela à certeza da coincidência.



M. Gauthier, Lião.”
(Carta 247)

LXXI – “Uma senhora achava-se presente a um grande jantar de cerimônia, oferecido por certa personagem. No meio do jantar, a senhora em questão solta um grande grito e, com os olhos fixos na parede fronteira, braços estendidos para frente, grita: “Meu filho, meu filho!” e cai com uma síncope.

Levam-na para um outro compartimento e, ao voltar a si, soluçando, ela conta que, de repente, a sala de jantar, com suas luzes e seus convivas, havia desaparecido, para mostrar-lhe o mar enfurecido e seu filho a debater-se nas ondas, estendendo-lhe os braços. Mais tarde, recebeu ela a notícia da morte de seu filho, oficial de Marinha, que havia sido arrastado por uma vaga, quando navegava no mar das Índias, fato esse ocorrido no mesmo dia da citada visão.

Posso, se o julgardes necessário, dar os nomes, os lugares e as datas.

Hervoches du Quillion
Lanhelin, Combourg (Ille-et-Vilaine).”

(Carta 252)

LXXII – “Uma de minhas amigas, esposa de um capitão, experimentou por duas vezes a impressão nítida de ver um ser humano. Uma vez, foi seu primo, que ela chamou pelo nome em um passeio, ficando muito admirada de o encontrar; noutra ocasião, seu criado, que ela deixara com saúde em Tolosa, na época em que encetara viagem, abriu a porta de seu quarto e ela lhe perguntou, muito admirada, o que viera fazer.

As duas aparições não duraram muito tempo e coincidiram ambas com a hora da morte dessas duas pessoas.



J. Debat Pousan (Tolosa).”
(Carta 272)

LXXIII – “Uma senhora de minhas relações, digna de fé, contou-me que, achando-se de viagem no Valais, há alguns anos, ouviu, logo depois de se haver deitado, três fortes pancadas em seu leito. Estava absolutamente sozinha em seu quarto. Sua companheira de viagem, que dormia no quarto contíguo, ouviu também as pancadas e veio ver se a senhora, de quem se trata, estava passando mal e por isso a chamara. Dois dias mais tarde, a minha amiga recebeu a notícia da morte, quase súbita, de uma de suas melhores conhecidas falecida em Fribourg. A hora e o dia coincidiam exatamente com os em que ouvira as pancadas.

F. Mosard
Rua de Lausanon, 2, Fribourg.”

(Carta 274)

LXXIV – “Uma noite, acabava eu de deitar-me, quando ouvi um grande barulho que vinha do fogão, como se alguém o sacudisse violentamente; fiquei tão aterrada que toquei a campainha chamando a minha empregada. Nada nos pôde explicar esse barulho e tive grande dificuldade em acalmar-me, de tal modo havia-me ele impressionado. No dia seguinte, pela manhã, recebi a notícia da morte de uma amiga íntima, ocorrida durante a noite antecedente (não tive a idéia de perguntar a hora).

Instantaneamente, o barulho da véspera veio-me ao pensamento e associou-se a essa morte em uma correlação muito nítida; eis porque me sinto no dever de submeter-vos esse caso. O que contribuiu para esta idéia de correlação entre o barulho misterioso e esta morte é que existia entre essa amiga e eu um segredo que se relacionava com a doença causadora de sua morte.



M. Clément Hamelin, Tours.”



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