Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 108)

XLVIII – “Minha mãe tinha dois tios clérigos: um era missionário na China; o outro, cura na Bretanha; tinham uma irmã, já de idade avançada, residente nos Vosges.

Um dia essa pessoa estava ocupada em sua cozinha a preparar um repasto da família, quando se abriu a porta e ela viu no limiar seu irmão missionário, do qual estava há longos anos separada:

– É o irmão Francisco! – gritou ela e correu para ele, a fim de abraçá-lo; mas, no instante em que chegava perto dele, não o viu mais, o que lhe causou um grande medo.

No mesmo dia, à mesma hora, o segundo irmão, que era cura na Bretanha, lia seu breviário, quando ouviu a voz do irmão Francisco que lhe dizia:

– Meu irmão, vou morrer.

Depois, ao cabo de um momento:

– Meu irmão, eu morro.

E enfim, alguns minutos depois:

– Meu irmão, morri.

Alguns meses mais tarde, receberam eles a notícia da morte do missionário, verificada no mesmo dia em que tinham recebido tão estranhos avisos.29

Se me permito dirigir-vos este relato, é que tal acontecimento parece-me apresentar todas as garantias de autenticidade. Foi-me ele contado por minha mãe e por uma de minhas tias, separadamente: elas o ouviram das personagens em causa, seu tio, um sacerdote respeitável, e sua tia, uma resoluta e digna mulher, os quais não teriam inventado esse conto pelo prazer de causar admiração ao público. Quanto à circunstâncias de crer em uma alucinação, seria inverossímil que ambos a tivessem ao mesmo tempo, a muitas centenas de léguas de distância.

Posso afirmar-vos igualmente, sob palavra de honra, minha perfeita sinceridade; de resto, que vantagem teria eu em enganar-vos?



Marie Lardet
Champ-le-Duc (Vosges).”

(Carta 121)

XLIX – “O valor dos fatos cresce em razão do seu número”, dizeis vós, em um artigo sobre as manifestações telepáticas; é o que me abalança a submeter-vos um desses fatos extraordinários. Não data de ontem, nem me diz pessoalmente respeito; não obstante, posso garantir-lhe a autenticidade, à vista do caráter verídico, do bom senso, do espírito positivo e equilibrado da pessoa com quem ele ocorreu.

Em 1822 ou 1823, o primogênito de meus avós fazia seus estudos em Estrasburgo. As últimas notícias dele recebidas eram boas e nada havia que se pudesse prestar a qualquer inquietação a seu respeito. É verdade que nessa época, em que 50 quilômetros constituíam uma viagem de longo curso, as comunicações com Estrasburgo não eram muito freqüentes e, por conseguinte, nem tampouco as notícias.

Um dia em que minha mãe contemplava um retrato a óleo de seu filho ausente, teve a impressão de que a tela caminhava para seu lado, ao mesmo tempo em que ouvia distintamente a voz de seu filho dizer: “Mamãe! mamãe!”

Foi tão nítida a visão, que ela estendeu os braços e gritou com desespero: “Eduardo!”

Meu avô fez tudo para convencê-la de que Eduardo ia bem; que, se estivesse doente, seus pais seriam avisados; que ela tinha tido uma alucinação, sonhara acordada, etc.; minha avó permaneceu sob a impressão de uma desgraça.

No dia seguinte, um mensageiro chegava de Estrasburgo para anunciar a morte do rapaz.

Que enfermidade o aniquilara em algumas horas? Não me lembro mais. Sei somente que ele morreu na hora em que sua mãe contemplava o retrato e que, morrendo, chamara por duas vezes: “Mamãe! mamãe!”

Confesso-vos que sou muito incrédulo; mas rendo-me, neste caso, à evidência. Entretanto, não assino senão para vós, porque vós sabeis que não se trata de um conto.



S. S.
Vosges anexados.”

(Carta 128)

L – “Um fato absolutamente autêntico passou-se em minha família. Não pude saber o ano em que se produziu, mas enfim ei-lo aqui tal qual a narrativa que dele me fizeram minha avó e minha mãe.

Quando minha avó era moça, morava no porto d’Envaux (pequena cidade nas cercanias de Saintes) e tinha um irmão, Leopoldo Drouillard, marítimo.

Um outro de seus irmãos, que também residia no porto d’Envaux, vai a um celeiro, nos fundos de um pátio, procurar feno para o gado. Quase no mesmo instante ele volta correndo, a tremer de medo, e diz à sua mãe:

– Mamãe, acabo de ver meu irmão Leopoldo no celeiro.

Riram-se todos à custa dele no momento e ninguém mais pensou nisso, quando, no mês de dezembro do mesmo ano, soube-se da morte, em Havana, no mês de junho, de Leopoldo Drouillard. Fora precisamente no mês de junho que seu irmão tivera a visão.

Eis o fato tal qual me foi contado por minha mãe e por minha avó. Esta última tem ainda vivos um de seus irmãos e uma de suas irmãs. Podem eles dar seu testemunho a respeito do fato.



Fernando Ortice
Tonnay-Charente (Charente Inferior).”

(Carta 134)

LI – “A. – Em 1880, meu cunhado, J. B. Thesillot achava-se na Argélia, onde fora chamado por seus negócios. Certa noite levantou-se ele em sobressalto, sem causa aparente; abrindo os olhos, viu, à luz da lamparina que clareava o quarto, um de seus amigos, chamado Morillon, residente na cidade de Creil (Oise) aparecer muito distintamente ao pé da sua cama, olhando-o com tristeza... A aparição durou alguns instantes. Ao mesmo tempo recebeu ele a intuição muito precisa de que seu íntimo amigo, não obstante achar-se em bom estado de saúde, antes de sua recente separação, acabava de morrer. Escreveu para casa e não tardou a saber que seu amigo Morillon morrera nessa mesma noite, à hora exata daquela aparição.

B. – Tive ocasião de encontrar-me, em maio de 1896, em casa de um amigo comum, com um Sr. Contamine, farmacêutico em Commentry (Allier), que em minha presença narrou o fato seguinte, do qual ele garantia a absoluta autenticidade e que não podia contar sem uma visível emoção:

Achando-se um dia sentado em seu quarto, diante de um armário de espalho, ocupado em calçar as botinas, percebeu muito nitidamente, por esse espalho, que a porta de trás se abrira, vendo um de seus amigos entrar no quarto; estava em trajes de baile e vestido com todo esmero. O Sr. Contamine voltou-se para estender as mãos ao seu amigo. Qual não foi a sua estupefação, verificando que não havia ninguém no seu quarto! Precipita-se imediatamente para fora do quarto e interpela o criado que estava precisamente na escada:

– Acabais de encontrar o Sr. X., que saiu do meu quarto? Onde está ele?

Não vi absolutamente ninguém, afirmo-vos.

– Ora essa, ele saiu do meu quarto neste instante!

– Estou absolutamente certo de que ninguém entrou nem saiu.

O Sr. Contamine, muito intrigado e muito impressionado, teve, também ele, o pressentimento de uma desgraça. Procurou logo informar-se e veio a saber que o seu amigo, tendo cometido um homicídio por imprudência, e querendo furtar-se ao processo judiciário desse acidente, suicidara-se à hora exata em que se verificou a aparição e com o próprio trajo com que fora visto refletido no espelho.

Boulnois
Professor em Pont-Saint-Maxence.”




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