Camille Flammarion o desconhecido e os Problemas Psíquicos



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(Carta 80)

XLII – “Pessoalmente não tenho nenhum fenômeno de telepatia para vos contar. Mas, anteontem falava-se em minha casa de vossas sábias pesquisas. Uma pessoa absolutamente digna de fé contou que, assistindo aos últimos instantes de sua mãe, espalhara, no momento da morte desta, uma grande quantidade de água de Colônia ao redor da morta. Na mesma hora a irmã do narrador, a mais de trinta léguas do lugar, teve como que a certeza da morte de sua mãe e sentiu muito distintamente um cheiro de água de Colônia, sendo que na ocasião nenhum frasco dessa água estava ao seu alcance. Essa senhora sabia que sua mãe achava-se muito doente.

Otávio Marais
Antigo bastonário, em Rouen.”

(Carta 88)

XLIII – “Sucedeu-me, em 19 de dezembro de 1898, um caso bem curioso. Eis o fato, que pode ser confirmado por todos de minha família, pois causou-me ele impressão profunda:

Tendo meu marido partido para uma pequena viagem, fiz passar para o meu quarto o primogênito de meus três filhos, de 7 anos de idade. Os ferrolhos de todas as portas estavam puxados: eu sou medrosa e nossa casa é um pouco isolada. Tendo-me levantado, às 3 horas da manhã, bem como meu filho, ouvimos passos ligeiros, mas distintos, que se dirigiam para a porta do quarto das crianças, depois para a do meu quarto; ao mesmo tempo a tranca da porta das crianças foi levantada, mas essa porta estava fechada a chave. Saltei da cama e, sem abrir a porta, perguntei:

– Ana (o nome da criada), é você?

Nada de resposta. Tornei a deitar-me, persuadida de que Ana se tivesse levantado. Grande foi o meu terror ao saber, na hora do almoço, que ela não saíra de seu dormitório.

Dois dias mais tarde vim a saber da morte de uma parenta dos antigos locatários da nossa casa. Falecera ela no dia 19, às 11 horas da noite.

Joana Banaud d’Eberlé
Briqueterie de Bussigny.”

(Carta 94)

XLIV – “Eis o que ouvi contar à Sra. Marquesa de..., há cerca de cinco anos, quando eu era preceptor de seu filho.

A marquesa jantava certa noite em casa de um de seus amigos, em Paris. Eram numerosos os convivas e muito joviais. Desse modo a emoção foi grande quando uma senhorita da assistência, dando um grito, virou-se para trás em sua cadeira, presa de uma crise de lágrimas. Todos se precipitaram em seu socorro.

– Lá! lá! – dizia ela, indicando a porta envidraçada, por onde se entrava para a sala de jantar – minha mãe apareceu-me, minha mãe acaba de morrer!

Em vão procuraram acalmar a moça e tirar de seu espírito essa idéia sinistra.

Uma espécie de indisposição apoderou-se logo dos próprios assistentes. Vinte minutos depois alguém fazia soar a campainha e pedia para levar imediatamente a Srta. X., dando a entender que uma grande desgraça sucedera. A mãe dessa moça morrera subitamente.

E. Lemoisson
Professor no Colégio de Vire.”

(Carta 98)

XLV – “Tendo ido ao campo a negócios, constatou uma pessoa de minhas relações que, na primeira noite que dormia em seu quarto, sua cama sacudia-se, levantava-se, como abalada por uma causa desconhecida. Eram 11 horas da noite. Acendeu essa pessoa a vela e viu no meio do quarto um enorme cão,27 olhos fixos nela. Após alguns instantes, desapareceu por um dos vidros da janela, sem deixar vestígio de sua passagem.

Partiu ela precipitadamente, no dia seguinte pela manhã, pressentindo qualquer desgraça em sua casa e, lá chegando, soube que o Sr. X., oficial do Exército, atacado de uma moléstia incurável, suicidara-se na véspera, às 11 horas da noite. Esse senhor havia-lhe pedido hospedagem, a fim de ser tratado em sua casa, e diante da sua recusa fizera esta reflexão:

– Agora não me resta mais do que acabar com a vida.

A pessoa a quem me refiro vê uma relação direta entre essa estranha manifestação e a morte sobrevinda no mesmo dia e na mesma hora.



Cienciau
Rua da Paz, 10 (Cherburgo).”

(Carta 102)

XLVI – “Meu pai, nascido em 1805 em Saint-Lô-d’Ourville, perto de Port-Bail, na Mancha, era pensionista no Seminário de Saint-Sauveur-le-Vicomte, a 12 quilômetros daquela localidade. Era o preferido de seu pai que, de resto, lhe deixou um quarto a mais da herança, felizmente, pois o segundo filho teria depressa dissipado os bens de seus pais.

Não é, portanto, para admirar que esse pai, tendo morrido quase de repente (como se morre em minha família), tenha pensado nesse bom filho, a quem ele amava ternamente e que não estava lá para receber o seu último suspiro.

Ora, essa idéia do moribundo deve ter percorrido à noite o espaço de 12 quilômetros que o separava de seu filho, porquanto este, às 2 horas da noite, viu seu pai que o chamava para morrer. Ele correu a acordar o superior do seminário e lhe pediu que o deixasse partir.

O superior, recusou, dizendo a esse jovem de 15 anos que a região, cheia de florestas a atravessar, não oferecia segurança para se viajar à noite, mas que o deixaria seguir logo que amanhecesse.

Pois bem, era muito tarde; o pobre rapaz chegou quando seu pai já estava morto, o que sucedeu justamente à hora da noite em que o chamara.

Angéline Dessolle
Residente em La Trouche (Isère).”

(Carta 104)

XLVII – “Na noite de 19 para 20 de maio, um pouco antes de 11 horas, ainda eu não dormia; minha mulher, ao meu lado, já dormia, quando ouvi muito distintamente como que um pesado corpo cair sobre o assoalho do andar superior. Minha mulher ergueu-se então e me disse:

– Que há?

– Deve ser um pão que caiu – respondi.

Esse quarto superior continha os pães da última fornada.

Enquanto eu falava, um outro ruído semelhante ao primeiro, depois um terceiro, mais forte, reboaram. Então me levantei, acendi a luz e, subindo a escada de madeira que conduzia ao celeiro, pude constatar que tudo aí se achava em perfeita ordem, estando os pães em seu lugar. Um funesto pressentimento relacionado com meu irmão João, doente, assaltou-me nesse instante, mas não deixei transparecer nada, e quando minha mulher me perguntou o que havia causado aqueles rumores insólitos, respondi, para não amedrontá-la, pois eu a sabia muito medrosa:

– Foram alguns pães que escorregaram.

No dia seguinte, qual não foi a minha estupefação vendo minha irmã, que morava então em Nimes, chegar com a fisionomia toda transtornada, assegurando-me ter ouvido, pelas 11 horas, um rumor em sua mesa e, apenas acordada, um abalo formidável no grande armário. Eu levei-a então até à cozinha e lhe disse:

– João morreu!

– Sim – respondeu ela –, era ele!

Um mês depois, soubemos que nosso querido João falecera no hospital de Birkaden (Argélia), na noite de 19 para 20 de maio.28



Marius Marioge
Em Bemoulin (Gard).”




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