Brangus a raça forte



Baixar 15.66 Kb.
Encontro06.03.2018
Tamanho15.66 Kb.



BRANGUS - A raça forte
A raça Brangus é uma raça sintética que combina rusticidade do zebu e a qualidade na produção de carne e fertilidade reconhecidas do Angus.

As raças sintéticas são criadas para melhor atender requisitos globais da produção e do mercado.

Na raça Brangus se conjugam aspectos fundamentais aos requisitos do mercado, tais como: Adaptação, rusticidade, longevidade, supervivência, junto a características de precocidade sexual, habilidade materna, excelente desempenho, produção e qualidade de carne.

Na cria a vaca Brangus possui abundante produção de leite e por sua excelente habilidade materna e pelo baixo peso de nascimento de suas crias, constituem baixo índice de mortalidade.

Nos processos de engorda, o novilho Brangus por sua tolerância ao calor e resistência aos ectoparasitos, consegue bom índice em ganho de peso durante os meses quentes, época em que outras raças reduzem seu ganho diário.

Com relação ao abate os novilhos Brangus produzem carcaças de alta qualidade, sem excesso de gordura, excelente terminação, ossos leves e altas taxas de rendimento, alcançando médias de 61%.


Na Argentina onde nas últimas décadas a pecuária de cria foi deslocada dos prados pampianos de clima temperado para regiões de clima mais rigoroso e disponibilidade alimentar de menor qualidade e disponibilidade, o desempenho da raça Brangus apresentou excelente reposta.

Da necessidade de adaptar-se a este processo migratório se inicia a partir dos anos 50 a cria da raça Brangus na Argentina, em base a excelentes planteis de Angus cruzados com animais Brahman originários dos Estados Unidos e Nelore selecionados do Brasil, gerando assim um Brangus adaptado aos climas referidos e aos sistemas pastoris.

O maior crescimento da raça ocorre nas décadas de 70 e 80, principalmente nas zonas do centro e norte Argentino.

Atualmente transformou-se na raça de maior comercialização na região, constituindo-se no terceiro maior plantel bovino da Argentina, somente superado pelo Angus e Hereford, com importantes exportações de reprodutores, sêmen e embriões, principalmente para o Brasil, Paraguai e Bolívia.

Os reprodutores da raça Brangus na Argentina são geralmente de tamanho médio, bem relacionado e adaptado as condições ecológicas da região centro-norte. Sua conformação com respeito ao aspecto geral e tipo é simétrico, balanceado, largo, costilhar bem arqueado, comprido, musculoso, com bom desenvolvimento ósseo, aprumos fortes e facilidade de movimentos.

Os machos mais largos e bem musculosos e as fêmeas com destacado aspecto feminino em gral, cabeça e pescoço refinados.

Livres de adiposidade excessiva, pelo curto, liso e brilhante, de cor preta ou vermelha, pele solta e móvel, pigmentação igual em mucosa e cascos, conformação de testa da cabeça mocha com “poll” nitidamente marcado.

O prepúcio apresenta-se de tamanho curto a médio, retratil e a mucosa prepurcial interna não exposta.



Peso ao nascer

machos

de 30 a 36 kg

fêmeas

de 29 a 35 kg

Peso ao desmame

machos

de 180 a 240 kg

fêmeas

de 170 a 230 kg

Vaca adulta

de 420 a 480 kg

Touro adulto

de 600 a 900 kg

Novilho de 20 a 24 meses

de 400 a 480 kg



Seus principais objetivos são a seleção e o melhoramento da raça, o que tem contribuído no incremento a excelência da qualidade de sua carne como as condições de rusticidade de sua criação.

Dentro deste objetivo a Associação Argentina de Brangus elaborou padrões raciais e organiza ensaios a campo, avaliando qualidade dos animais e sua carne, organiza provas de avaliação de reprodutores a campo, patrocina exposições, concursos e provas de produção e rendimento de carcaça, jornadas de difusão, capacitação e treinamento, publicando artigos e resultados técnicos de suas pesquisas em relação a raça.

A AAB conta com 310 sócios e 153 criadores ativos distribuídos em 11 províncias cuja atividade resulta na inscrição de 14.000 reprodutores.



A raça Brangus é a que tem registrado nas últimas décadas os maiores índices de crescimento na Argentina, constituindo-se assim como a grande alternativa no futuro da pecuária Sulamericana.




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal