Beneficios do treinamento funcional na musculatura abdominal benefits of functional training in abdominal musculature



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BENEFICIOS DO TREINAMENTO FUNCIONAL NA MUSCULATURA ABDOMINAL

BENEFITS OF FUNCTIONAL TRAINING IN ABDOMINAL MUSCULATURE
Bianca Brancatte Francisco – e-mail: biabrancatte_s2@hotmail.com

Lisley Fernanda Magalhães Leite Vieira – e-mail

Mariana Viola dos Santos – e-mail: mazinhav@hotmail.com



Prof.ª Cristiane Rissato Jettar Lima – UNISALESIANO– e-mail: cjotalima@ig.com.br



RESUMO
O treinamento funcional é a mais recente maneira de se melhorar o condicionamento físico. O objetivo geral do estudo é demonstrar se o treinamento funcional aplicado nas musculaturas superficial e profunda tem influência na estabilização da coluna das participantes da pesquisa. Será observado também se haverá melhora da força, flexibilidade, eficiência de movimento, postura estática e redução de centímetros na região abdominal. A amostra foi constituída por um grupo de 10 indivíduos fisicamente ativos do gênero feminino com média de idade de 22 4 anos . Cinco delas realizaram exercícios de treinamento e as outras 5 não realizaram atividade física. Ambos os grupos comprometeram-se a não seguir nenhuma dieta específica durante a realização da pesquisa. Todas as participantes foram submetidas a uma avaliação da força abdominal, flexibilidade e equilíbrio no primeiro dia dos exercícios e no último dia para verificar a evolução do tratamento. Para a comparação dos dados, utilizou-se teste T para duas amostras em par para médias considerando significantes valores com p ≤ 0,05 e Teste T para duas amostras presumindo variâncias equivalentes ou diferentes considerando significantes valores de p ≤ 0,05 e utilizado também o teste Mann Whitney indicado quando o numero de elementos é reduzido. Concluiu-se que o treinamento funcional aplicado para musculatura abdominal alcançou os objetivos aqui propostos com exceção da perimetria abdominal, pois não se obteve diferença estatística significante
Palavras chaves: Treinamento funcional. Força. Flexibilidade. Equilíbrio. Musculatura abdominal.
ABSTRACT
Functional training is the most recent way to improve physical. The overall objective of the study is to demonstrate if functional training, when applied to deep and superficial musculature, has an influence on the research participants’ strength improvement. It will also be observed if there is an improvement in strength, flexibility, movement efficiency, static posture, and a centimeter reduction in the abdominal region. The sample was made up of a group of ten, physically active, female individuals with a median age of 22 4, Five of the participants did functional training. Both of the groups agreed to no follow any specific diet during the research. All of the participants submitted to an evaluation of abdominal strength, flexibility, and balance on the first and the last day of exercise to verify the evolution of treatment. Ten exercises were executed, the first two being preparatory for the abdominal muscles, and the remaining exercises for strengthening, finishing with static stretching. To compare the data, we used t-test for paired two samples for means considering significant values ​​with p ≤ 0.05 and t test for two samples assuming equal variances or different considering significant p values ​​≤ 0.05 and also used Mann Whitney indicated when the number of elements is reduced. Conclude that functional training abdominal muscles applied to achieve the objectives proposed here except for abdominal girth, because no statistically significant difference was obtained.
Keywords: Functional training. Strength Flexibility. Balance. Abdominal muscles.

INTRODUÇÃO
O treinamento funcional se tornou um dos métodos mais utilizados de treinamento para a melhora da saúde, da estética e do desempenho esportivo, e ainda podemos utilizar a prática em um programa de prevenção e/ou tratamento de lesões, reduzindo dores musculares, melhorando o equilíbrio, e aumentando a potência muscular.

Segundo Monteiro e Carneiro (2010), este treinamento tem como princípio preparar o organismo de maneira íntegra, segura e eficiente através do centro corporal, chamado por core, que tem como significado “núcleo”, compreendendo o grupo dos transversos espinhais – rotadores, interespinhais, intertransversais, semiespinhais e multífido que abrangem a coluna lombar. Na região do abdômen, tem-se o reto-abdominal, oblíquo externo, obliquo interno e o transverso do abdômen. No quadril encontram-se os glúteos – máximo e médio, iliopsoas e isquiotibiais. (MONTEIRO E EVANGESLISTA, 2010).

Se esses músculos estiverem fracos, as articulações e nervos terão que fazer uma força para a qual não foram projetados, e a dor será inevitável. (ESTEVAM, 2011.)

Um argumento a favor do treinamento funcional é o fato de que há melhora no desempenho obtido nas tarefas funcionais e até nas esportivas. (EVANGELISTA E MONTEIRO, 2010, p. 1).

Vários dos objetivos desse método de exercício representam uma volta à utilização dos padrões fundamentais do movimento humano, como empurrar, puxar, agachar, girar, lançar, dentre outros, envolvendo a integração do corpo todo para gerar um gesto motor específico em diferentes planos de movimento (MONTEIRO e CARNEIRO, 2010).

De acordo com Campos e Coraucci (2008), a essência do treinamento funcional está baseada na melhoria dos aspectos neurológicos, através de exercícios que desafiam os diversos componentes do sistema nervoso, o que estimula a adaptação deste, resultando em melhorias nas tarefas do dia-a-dia e nos gestos esportivos.

Já para Monteiro e Carneiro (2010) tem-se como pressuposto que o treinamento pode influenciar na melhora de:


  1. desenvolvimento da consciência cinestésica e controle corporal;

  2. postura;

  3. equilíbrio muscular;

  4. diminuição da incidência de lesões,

  5. melhora da estabilidade articular, principalmente da coluna vertebral;

  6. aumento da eficiência dos movimentos;

  7. melhora do equilíbrio estático e dinâmico;

  8. melhora da força e coordenação motora;

  9. melhora da resistência central cardiovascular e periférica-muscular;

  10. melhora da lateralidade corporal;

  11. melhora da flexibilidade e propriocepção;

Essa pesquisa se propõe a uma investigação na área fisiológica, limitando-se a verificar, de que forma o treinamento funcional atua na musculatura abdominal. Serão observados os aspectos de força, flexibilidade, equilíbrio e a perimetria abdominal.

O treinamento, por sua vez, foi realizado na sala de rítmica do Unisalesiano, situado na cidade de Lins, Estado de São Paulo.

Segundo Campos e Coraucci (2008), o treinamento funcional resistido é a mais recente maneira de se melhorar o condicionamento físico e a saúde em geral, com ênfase no aprimoramento da capacidade funcional do corpo humano, respeitando a individualidade biológica e permitindo que o corpo humano seja estimulado, proporcionando ganhos positivos de todas as qualidades do sistema musculoesquelético e seus sistemas independentes.

Sabe-se ainda que o treinamento funcional pode atuar na musculatura abdominal, regularizando o centro de gravidade do corpo, o que consequentemente melhora a força, flexibilidade, equilíbrio, propriocepção e a postura.
2 CASUISTICAS E METODOS

O presente estudo foi realizado na sala de rítmica do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium de Lins – SP no período de agosto a setembro no horário das 10 às 11 horas da manhã com frequência de 2 vezes semanais, com intervalo de um dia de descanso.

Foram introduzidos exercícios da modalidade treinamento funcional específico para os objetivos da pesquisa.

As voluntárias se submeteram a uma frequência de tratamento de duas sessões semanais de 50 minutos de treinamento funcional. Foi realizada uma avaliação inicial e uma reavaliação após as sessões de treinamento funcional com o objetivo de se comparar os dados entre 5 voluntárias do grupo de intervenção (GI) que participarão efetivamente dos treinamentos com o grupo controle (GC) de 5 voluntárias que concordaram em não realizar nenhum tipo de dieta e exercícios no período da experiência para servir de parâmetro para a evolução do treinamento.

Inicialmente foram realizados os testes propostos nesta pesquisa, com os dois grupos de voluntárias para obter dados para comparação dos resultados com os dados coletados no final da pesquisa.

Dando início logo após a aplicação dos testes, às duas sessões semanais durante dois meses do programa de exercícios para iniciantes, selecionados com o auxilio de um profissional de fisioterapia que atua com treinamento funcional.

Os exercícios foram aplicados com um minuto de descanso entre as series e alongamentos para finalizar com duração total de 50 minutos cada sessão.

Sendo finalizada a experiência, foram aplicados os testes novamente para a coleta dos dados para comparação.

Teste T para duas amostras em par para médias considerando significantes valores com p ≤ 0,05 e Teste T para duas amostras presumindo variâncias equivalentes ou diferentes considerando significantes valores de p ≤ 0,05, conforme resultados do Teste F e análise de duas amostras para variâncias, além de resultados qualitativos sob forma de tabelas. (DORIA FILHO, 1999).
3 RESULTADOS

Para comparação dos dados, os resultados serão apresentados conforme as tabelas seguintes:




TABELA 1 – Comparação das Características dos sujeitos no pré e pós-treinamento, Grupo Intervenção, Grupo Controle. Força de Oblíquos.




Direito

Esquerdo




Pré

Pós

Pré

Pós

Intervenção

28,00±9,59

80,00 ±27,24*

25,00 ± 16,38

82,20± 28,99*

Controle

16,00 ± 5,43

15,40 ± 4,82+

16,40 ± 6,10

15,80 ± 5,76+

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.



*Diferença significante com relação à situação pré.
+ Diferença significante com relação ao grupo intervenção.

Na tabela 1, quando comparado os valores de força de oblíquos do grupo intervenção, observa-se, diferença estatisticamente significante (p≤ 0, 05) entre pré e pós-treinamento tanto do lado direito, quanto do lado esquerdo.



Em relação ao grupo controle, não se observou diferença estatisticamente significante.



TABELA 2 – Comparação das Características dos sujeitos no pré e pós-treinamento, Grupo Intervenção, Grupo Controle. Equilíbrio Uni-Podal:




Direito

Esquerdo




Pré

Pós

Pré

Pós

Intervenção

80,20

219,20*

74,6±44,7

184,6±51,03*

Controle

40,40±14,79

43,92±18,52+

43,60 ± 16,56

41,04 ± 16,95

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.

*Diferença significante com relação a situação pré.
+ Diferença significante com relação ao grupo Intervenção.

Na tabela 2, quando comparados os valores entre pré e pós-treinamento do grupo intervenção do lado direito, observaram-se valores significantes estatisticamente (p≤ 0, 05). Com relação ao lado esquerdo, não se obteve melhora significante. O grupo controle, não foi encontrado diferença significante estaticamente.


Tabela 3- Comparação das características dos sujeitos no pré e pós-treinamento Grupo Intervenção, Grupo controle. 3 ° Dedo solo:




Pré

Pós

Intervenção

28,20± 8,34

19,40± 7,99*

Controle

31,50± 5,80

31,86± 5,77

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.

*Diferença significante com relação à situação pré.

Na tabela 3, notou-se significativa diferença com relação ao pré e pós-treinamento do grupo intervenção. O grupo controle obteve valores significantes para a pesquisa.


Tabela 4- Comparação das características dos sujeitos no pré e pós treinamento Grupo Intervenção, Grupo controle. Perimetria:




Pré

Pós

Intervenção

66,06±3,83

67,7±4,41

Controle

65,6±7,82

66,04±7,48

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.

Na tabela 4, não se observou dados estatísticos significantes para comparação tanto o grupo intervenção, quanto ao grupo controle.


Tabela 5- Comparação das características dos sujeitos no pré e pós-treinamento Grupo Intervenção, Grupo controle. Força Reto abdominal e Transverso abdominal:




Pré

Pós

Intervenção

36,20±15,38

78,80±23,61*

Controle

26,60±17,40

25,40±17,51+

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.

*Diferença significante com relação a situação pré.
+ Diferença significante com relação ao grupo intervenção

Na tabela 5, comparando-se os dados da situação pré e pós do grupo intervenção, ressaltou-se diferença relevante estatisticamente. Observando o grupo controle, não foi ressaltada diferença relevante. Na situação pós, observou-se diferença significante entre o grupo controle e o grupo intervenção.



Tabela 6- Comparação das características dos sujeitos no pré e pós treinamento Grupo Controle, Escala de Borg Modificada:




Pré

Pós

Voluntária 1

9±8,81

9±1,0

Voluntária 2

9,6±0,57

8,6±1,15

Voluntaria 3

8,3±2,08

8,3±1,52

Voluntatia 4

8,3±1,52

8,6±0,57

Voluntária 5

9±1,0

9±1,0

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.




Na tabela 6, referente ao grupo controle, não se obervou diferença estatisticamente (p≤0,05) com relação ao pré e pós-treinamento.




Tabela 7 - Comparação das características dos sujeitos no pré e pós treinamento Grupo Intervenção, Escala de Borg Modificada:




Pré

Pós

Voluntária 1

8,3±1,52

6,6±0,57*

Voluntária 2

8,3±2,08

5,6±2,30*

Voluntaria 3

8,3±1,52

4,3±0,57*

Voluntatia 4

8,3±2,08

4,6±4,04*

Voluntária 5

8±2,0

4,6±2,51*

Fonte: elaborado pelas autoras, 2012.

*Diferença significante com relação à situação pré.


Na tabela 7, referente ao grupo intervenção, pré e pós-treinamento, observou-se diferença significativa estatisticamente (p≤0,05).
4 DISCUSSÃO
No treinamento funcional, o condicionamento físico é conduzido por meio de exercícios que são integrados para que sejam alcançados padrões de movimento mais eficientes. Já nos treinamentos em que há fortalecimento de uma musculatura isolada, apresenta resultados no que se refere a aumento de massa muscular e força. (MONTEIRO E EVANGELISTA, 2010).

Esta pesquisa se propôs a observar se o treinamento funcional pode proporcionar flexibilidade, força, equilíbrio, e realizar uma observação da perimetria abdominal, comparando pessoas que praticam o treinamento funcional (GI) e nas que não se comprometeram a não realizar atividades fisicas (GC).

Os exercícios foram realizados durante de 50 minutos no período da manhã, sendo 2 vezes semanais, intercalando-se um dia. O estudo foi realizado na sala de rítmica que se encontra no Unisalesiano. Os instrumentos utilizados foram bolas e colchonetes.

O grupo intervenção e o grupo controle foram compostos por cinco sujeitos do gênero feminino, com idade entre 18 a 25 anos.

Ambos os grupos comprometeram-se em não realizar nenhum tipo de dieta especifica e nenhum tipo de atividade física alem da realizada no estudo para não alterar os resultados.

Campos e Coraucci Neto (2008) afirmam que a melhoria da flexibilidade tem relação direta com o aumento da produção de força dos músculos devido à relação força- comprimento, exibida pelo tecido muscular. No presente estudo houve melhora, tendo como referencia o teste 3° dedo solo realizado antes e após as atividades. Houve redução de 8, 8 centímetros na média das voluntárias ativas. Referente à força muscular de oblíquos, abdômen e transverso, pode-se notar o aumento do tempo de resistência elevando a classificação do nível das voluntárias de fraco para regular.


Em um estudo publicado na Revista da Sociedade Americana de Geriatria (apud MONTEIRO e EVANGELISTA, 2010, p. 21), expuseram um estudo com idosas aplicando treinamento funcional versus treinamento de resistência tradicional e mais um grupo controle que não realizavam atividades físicas. Os exercícios foram aplicados três vezes por semana durante doze semanas e ao final destas foi observado aumento significativo na força de membros inferiores, no equilíbrio, na coordenação, no teste funcional e na resistência no grupo de treinamento funcional em relação ao grupo de treinamento de resistência.

Outro dado interessante é que após nove meses do inicio da pesquisa o grupo que realizou treinamento funcional manteve-se com os benefícios citados acima em maior tempo em relação ao grupo que somente realizava resistência muscular.

Com relação ao equilíbrio as participantes já apresentavam grau excelente de equilíbrio. Ao final do experimento, notou-se melhora no tempo de resistência na posição uni podal, aderindo com o que Campos e Coraucci Neto (2008) afirmam que através dos exercícios que exigem equilíbrio estimulam o sistema de controle motor e favorecem ganhos de força muscular, promovendo a diminuição dos desequilíbrios musculares causadores de desvios posturais e uma maior sinergia entre os músculos durante o movimento.

Os exercícios propostos com bola e o “avião” desafiaram o equilíbrio das participantes.

De acordo com Monteiro e Evangelista (2010), o treinamento funcional propõe a utilização dos vários mecanismos para que o corpo consiga manter melhor controle neuromuscular ou estabilidade articular que são sistema visual, sistema vestibular e somestesia, abrange o tato a propriocepção a dor e a termosensilbilidade. No presente estudo os exercícios propostos causaram conflito sensorial, no que consequentemente melhorou o equilíbrio, a força, propriocepção e agilidade para realizar os movimentos, proporcionados pelos exercícios que abrangiram as metas que o treinamento funcional propõe.

Outro dado observado foi a perimetria, no qual não foi notado diferença estatisticamente significativa em ambos os grupos. Ao contrário disso, houve aumento da circunferência em ambos os grupos. Isso pode ter ocorrido porque as participantes não aderiram a uma dieta especifica ou pela hipertrofia muscular. Guirro e Guirro (2004), afirmam que o exercício físico é recomendado como um adjunto a dietoterapia, devido a seus próprios efeitos no peso corporal, composição corporal, apetite e taxa metabólica, dados estes que não foram avaliados na pesquisa deste trabalho.

De acordo com Guirro e Guirro (2004), a hipertrofia das fibras não parece ser uma consequência necessária ou consistente do treinamento de força, mas representa uma resposta normal ao treinamento físico, sendo caracterizada por um aumento no tamanho das fibras musculares individualmente.

Os mesmos autores afirmam a possibilidade de alterações nas medições por retenção de fluidos ou de edema subcutâneo, particularmente em mulheres durante certos estágios do seu ciclo menstrual. O que pode ter ocorrido também no grupo controle, pois houve aumento da circunferência em um centímetro na media.

Em um estudo realizado por Kath, et AL. ( apud Guirro e Guirro, 2004), após um longo período de treinamento que constou da realização de mais de 5000 exercícios abdominais, num período de 27 dias, não foi observada nenhuma alteração das dobras cutâneas ou das circunferências.

Em vários estudos tem sido demonstrado que o treinamento dos músculos multifidos e transverso é eficaz em diminuir a dores e a incapacidade funcional em pacientes com dor lombar aguda e crônica. Em um estudo realizado por Richardson e Jull, (1995), com um programa de exercícios para melhorar a capacidade de força e controle neuromuscular do multifido lombar e do transverso abdominal a dor regredia em 4 semanas com recidiva de 29% aos nove meses. Comparando esses resultados com pacientes com lombalgia crônica que apenas realizavam atividade aeróbica, constatou-se que a dor também regredia em 4 semanas, porem a recidiva em 9 meses era de 79%.

Em um depoimento dado por cada participante da pesquisa do grupo intervenção, todas relataram melhora na dor da região lombar, o que confirma com o que os autores acima afirmaram.

Em um estudo realizado por Silva, Mesquita e Silva (2011), que avaliava força do transverso e dos multifidus em atletas judocas comparando com pessoas sedentárias, foi demonstrado que apesar de se esperar que atletas tenham um melhor condicionamento físico, foi comprovado que a força da musculatura profunda dos atletas e dos indivíduos sedentários apresentaram resultados semelhantes. Judocas não trabalham essa musculatura em seus treinos e isso poderia influenciar no desempenho do judoca como atleta, mas também propiciar disfunções na coluna lombar devido a sua carga de treinamento excessivo.

Isso se aplica no que os autores da apostila Core 360º e Monteiro e Evangelista (2010) afirmam, ressaltando que o treino muscular individual, ou seja, trabalho de cadeias musculares isoladas não contribuem para o ganho de equilíbrio, propriocepção, flexibilidade, resistência, força como o treino funcional contribui pois trabalha-se padrões de movimento e não exercícios isolados como na musculação.

As participantes disseram que mesmo conhecendo o treino funcional na teoria, não imaginavam que em tão pouco tempo, pudessem sentir tanta diferença em seu dia-a-dia, como: mais disposição para realizar atividades do cotidiano, melhora no equilíbrio, nas dores musculares, principalmente da coluna lombar.

Ao final do estudo, foi aplicado escala de Borg novamente para percepção do esforço realizado nas mesmas atividades do inicio da pesquisa.

Os valores referidos pelas voluntárias foram satisfatórios para o que lhes foi proposto.



2.9 Conclusão

Os resultados desse estudo leva a concluir que os exercícios propostos foram eficazes para contribuir no ganho de força da musculatura abdominal, melhora da flexibilidade, do equilíbrio.

Com relação à perimetria da circunferência abdominal, estatisticamente, não foi observado diferença significativa.

Em estudos futuros, é aconselhado que se obtenha valor de dobra cutânea abdominal para observar se o aumento da circunferência se dá pela hipertrofia, aumento de peso ou acúmulo de líquidos que pode estar relacionado com o ciclo menstrual das mulheres.

É importante salientar que as participantes notaram melhora da postura estática, dado este não estudado nesta pesquisa.

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Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 3., n.7, jul/dez de 2012

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