Beata regina protmann, fundadora



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BEATA REGINA PROTMANN, FUNDADORA

Festa 18 de janeiro
Regina era filha de Peter Protmann e Regina Tingels, ambos descendentes de famílias ricas e católicas. Nasceu em 1552, na cidade de Braunsberg, hoje Braniewo, Polônia. Seu primeiro biógrafo, o jesuíta Engelbert Keilert, descreveu-a como elegante, forte, hábil; sabia ler e escrever. Seu tio era um dos membros do governo. No século em que Regina viveu a Europa passava por intensas e tumultuadas mudanças: os movimentos da Pseudo-Reforma Protestante e da Contra-Reforma da Igreja Católica. Foi o grande cisma que incluiu luta armada e dividiu a Cristandade entre católicos e protestantes. Os pais proporcionaram uma boa educação intelectual, moral e religiosa à jovem. Era hábito da família se reunir à noite junto da lareira, onde o pai narrava a história dos povos, a vida dos Santos e ensinava religião aos filhos.

Regina era uma filha amorosa e obediente. Da vida dos Santos narrada por seu pai, era a de Santa Catarina de Alexandria, virgem e mártir dos primeiros tempos, a que Regina mais gostava, talvez porque esta Santa fosse padroeira de sua cidade e por ter sido batizada na Igreja dedicada a ela. Assim, no seu íntimo, havia decidido imitar a Santa em sua total adesão a Jesus. Regina cresceu bonita, vaidosa e inteligente, apreciando as roupas elegantes, as diversões e festas, como todas as jovens de sua condição social. Graças à sua liderança, se sobressaia às demais amigas.



O forte chamado ocorreu aos 19 anos de idade. Regina deixou o conforto da casa paterna, renunciou a um vantajoso casamento e com duas companheiras foi morar numa casa quase em ruínas, à Rua da Matriz, para viver na oração, na penitência, na pobreza, e servir a Deus no próximo: os doentes, os pobres e as meninas abandonadas, carentes de instrução.

Isto atraiu muitas jovens desejosas de seguir a vida religiosa como ela. Regina criou escolas e com suas companheiras começou a tratar dos doentes em seus domicílios e em hospitais. Após 12 anos de vida em comum, auxiliada pelos Padres Jesuítas, Regina elaborou uma Regra de vida para uma família religiosa contemplativa e ativa, algo inédito para aquele tempo, colocada sob a proteção de Santa Catarina de Alexandria, Virgem e Mártir, a qual foi aprovada pelo Bispo Martinho Kromer, em 18 de março de 1583. Uns vinte anos mais tarde, de acordo com as necessidades e as orientações do Concílio de Trento, a primeira Regra foi reformulada e recebeu aprovação pontifícia em 12 de março de1602, e sua obra passou a chamar-se Congregação de Santa Catarina V. e M. A fundadora foi eleita Superiora.

Além do Convento de Braniewo, Madre Regina fundou mais conventos em localidades vizinhas: Orneta, em 1586; Lidzbark, em 1587 e Reszel, em 1593.

Depois de 30 anos trabalhando pela expansão de sua obra, Madre Regina retornou doente ao seu primeiro convento de Braunsberg, após uma viagem realizada no inverno. Uma longa e sofrida doença causou seu falecimento no dia 18 de janeiro de 1613 (em 2012 celebramos os 399 anos de sua morte).

Somente três séculos após sua morte, em 1957, foi iniciado o processo para a sua beatificação. Foi beatificada durante a visita de João Paulo II à Polônia em 1999, na cidade de Varsóvia. A Beata Madre Regina Protmann é festejada por toda a Cristandade no dia de sua morte.

Nos dois primeiros séculos após a morte da Fundadora, a Congregação quase não se expandiu. Subsistiu em meio a tempos difíceis para aquela região: guerras, saques, perseguições, carestia, epidemias e conflitos de toda sorte sucediam-se, deixando trágicas consequências.

Em 1645 foi fundado mais um Convento em Krakes, na Lituânia. Também lá, as sucessivas tempestades dos séculos seguintes, até nossos dias, não conseguiram aniquilar o frágil rebento.

Além do cuidado dos doentes, dos pobres e dos órfãos, as Irmãs sempre se dedicaram à formação da juventude feminina. Em 1709, uma peste avassaladora caiu sobre aquela região. Várias Irmãs pereceram vítimas do cuidado aos doentes contagiados.

Por ocasião do surgimento do iluminismo e do absolutismo, as ordens religiosas sofreram repressões políticas, desde o confisco de bens, proibição de admitir novos membros, até a completa supressão. As Irmãs de Santa Catarina gozaram de certa proteção por se dedicarem ao ensino. Estes conflitos causaram grande pobreza e divisão interna entre elas, de modo que a Congregação quase desapareceu.

Os bispos do Ermland deram apoio e proteção à Congregação através dos tempos, chegando mesmo a intervir nela com medidas disciplinares.

O início do século XIX viu nascer na Igreja muitas novas congregações religiosas de cunho apostólico e missionário. Nesse tempo, com o auxílio de alguns bispos e dos Padres Jesuítas a Congregação passou por uma verdadeira nova fundação e expansão, sob a liderança das superioras gerais Rosa Schrade e Apolônia Sthurmann.

Uma cidade após outra foi solicitando a colaboração das Irmãs e assim foram fundadas muitas outras casas religiosas das Irmãs de Santa Catarina, primeiramente nas proximidades da região onde foi fundada e depois até em outros países.

Além dos serviços domésticos, dedicavam-se aos serviços das Igrejas, à educação das crianças e jovens e ao tratamento dos doentes. Para este fim, fundaram Escolas e Hospitais, exercendo forte influência cultural no desenvolvimento das localidades onde viviam e atuavam.

Em 1897, atendendo à solicitação dos frades franciscanos de Petrópolis, RJ, chegaram ao Brasil. Em 1901 foi fundada uma comunidade na Inglaterra, onde ficaram alguns anos. Em 1908 chegaram a Berlim, desenvolvendo sempre os mesmos serviços assistenciais e religiosos.

Na Segunda Guerra mundial a Congregação sofreu um golpe terrível justamente naquela região, o norte da Alemanha, onde foi fundada e estava muito florescente. Mais de cem Irmãs foram mortas, e as outras, quase todas, tiveram que fugir. Após a Guerra, aos poucos foram se reencontrando e se reorganizando na Alemanha Ocidental. O pequeno grupo que ficou na parte oriental também subsistiu e continuou a crescer ainda que clandestinamente, sob um regime político que tolhia a liberdade religiosa.

Divididos os territórios em decorrência da mesma Guerra, Braunsberg, cidade que foi o berço da Congregação, passou a pertencer à Polônia. Em 1951, a sede da Congregação se estabeleceu em Roma.



Presença da Congregação das Irmãs de Santa Catarina no mundo: Brasil, Itália, Togo, Camarões, Benin, Filipinas, Polônia, Rússia, Alemanha, Lituânia e Bielo-Rússia. São hoje cerca de 650 Irmãs distribuídas em cinco províncias.

Fontes: http://www.paulinas.org.br; http://acsc.com.br/historia/




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