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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

Instituto de Geociências e Ciências Exatas

Campus de Rio Claro

A EXPERIÊNCIA COMO FATOR DETERMINANTE NA REPRESENTAÇÃO ESPACIAL DO DEFICIENTE VISUAL



Volume II - A VIVÊNCIA EM UMA ESCOLA ESPECIAL PARA DEFICIENTES VISUAIS

Sílvia Elena Ventorini

Orientadora: Profa.Dra Maria Isabel Castreghini de Freitas

Co-Orientador: Prof. Ms. José Antônio dos Santos Borges

Dissertação de Mestrado elaborada junto ao

Curso de Pós-Graduação em Geografia

Área: Organização do Espaço

para obtenção do Título de Mestre em

Geografia

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.



Mário Quintana

Dedicatória
A todos os alunos que freqüentam aulas na escola especial de Araras. Estes são especiais não por terem necessidades educacionais especiais, mas por terem a humildade de aprenderem ao mesmo tempo em que ensinam.



SUMÁRIO




PREFÁCIO....................................................................................................................

06

BAIXA VISÃO............................................................................................................

07

Catarata..........................................................................................................................................

09

Coriorretinite macular por toxoplasmose.....................................................................

11

Glaucoma.....................................................................................................................

12

Doenças degenerativas................................................................................................

14

Ajudando nas tarefas escolares.....................................................................................

15

Considerações Finais....................................................................................................

16

Sugestões de Leitura...............................................................................................

18







OS SENTIDOS.............................................................................................................

19

Tato................................................................................................................................

19

Audição..........................................................................................................................

21

Olfato.............................................................................................................................

22

Paladar...........................................................................................................................

23

O uso dos sentidos pelos cegos.....................................................................................

23

Considerações Finais..................................................................................................

25

Sugestões de Leitura................................................................................................

26







MATERIAL DIDÁTICO

27

Escrita em Braile...........................................................................................................................

28

Construindo Material Didático..................................................................................

33

Livro de História em Três dimensões........................................................................

34

Prancha para desenhos em relevo.................................................................................

38

Maquete da sala de aula...............................................................................................

42

Maquetes Temáticas....................................................................................................

44

Considerações Finais.....................................................................................................

55

Sugestões de Leitura....................................................................................................

56

Bibliografia..................................................................................................................

58





vivência em uma escola especial para deficientes visuais é resultado da experiência de 4 anos e meio de acompanhamento de atividades desenvolvidas na EMIEE – “Maria Aparecida Muniz Michelin - José Benedito Carneiro” - Deficientes Auditivos e Deficientes Visuais, localizada no município de Araras – SP.

Este trabalho registra, portanto algumas das muitas experiências vividas nesta escola especial durante o acompanhamento e aplicação de atividades com alunos cegos e de baixa visão. Os registros não são descrições de situações vividas, mas de material didático, métodos, atitudes e informações, destinados ao ensino destes educandos. Este livro está dividido em 3 capítulos.

O primeiro capítulo traz considerações a respeito da baixa visão, as patologias que podem causá-la, recursos ópticos, adequações de material didático e de ambientes que podem melhorar o desempenho visual. O segundo capítulo, aborda características dos sentidos, como os usamos em nosso dia-a-dia e como os cegos os utilizam para conhecerem o Mundo. O terceiro capítulo traz sugestões de construção e aplicação de material didático com ênfase na realização de atividades de desenhos e miniaturas, de maquetes e jogos.

Ao final de cada capítulo há, ainda, sugestões de leituras, referentes aos assuntos abordados. O intuito não é fornecer receitas prontas, mas apresentar métodos, atividades e materiais que vêm obtendo bons resultados na educação e em atividades da vida diária dos alunos cegos e de baixa visão da unidade especial de Araras-SP.



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canal visual desempenha um papel importante na vida das pessoas. Por meio dele, observamos e conhecemos as formas, tamanhos, cores, etc., dos objetos no espaço. Também por ele observamos e depois imitamos gestos, hábitos, ações, expressões faciais e corporais. Contudo, muitas pessoas apresentam dificuldades visuais para ler, escrever e observar objetos de perto ou de longe. Algumas destas dificuldades são corrigidas com o auxílio de óculos ou lentes de contato comuns.

Outras pessoas apresentam comprometimentos visuais complexos e necessitam de óculos especiais e/ou aparelhos ópticos específicos, assim como outros tipos de recursos para realizarem atividades da vida diária como ler, escrever, caminhar na rua, (re)conhecer as características dos objetos. Estas pessoas são denominadas deficientes visuais. Mas vamos esclarecer o significado do termo deficiente visual!





termo deficiente visual engloba pessoas cegas e pessoas de baixa visão. A identificação dos deficientes visuais consiste na acuidade visual medida pelos oftalmologistas. Acuidade visual é a capacidade de discriminação de formas, medida por oftalmologistas por meio de apresentações de linhas, símbolos ou letras em tamanhos diversificados.

São considerados cegos aqueles que necessitam do alfabeto braille para ler e escrever e para quem o tato, o olfato, a audição e a sensibilidade cutânea2 são os sentidos principais para conhecerem o mundo externo. É por meio desta sensibilidade que sentimos o toque, calor, frio, dor, arrepio, dentre outros. Já as pessoas de baixa visão são àquelas que possuem significativo comprometimento do funcionamento visual em ambos os olhos, mesmo após tratamento e/ou correção de erros refracionais comuns.

O grau e as funções do canal visual comprometido por não serem iguais entre as pessoas de baixa visão, fazem com que estas necessitem de aparelhos ópticos e/ou adaptações de ambientes específicos. São várias as patologias que podem comprometer as funções visuais, ocasionando dificuldades na visualização de objetos no claro e/ou no escuro, de perto ou de longe e na percepção de cores, formas e tamanhos. Por tanto, vamos conhecer algumas das patologias que podem ocasionar baixa visão e apresentar quais os recursos que podem melhorar o desempenho visual!

Há doenças que afetam a acuidade visual e a capacidade de abrangência do campo visual, ou seja, a capacidade de alcance do canal visual. O comprometimento deste campo pode ocasionar visão tubular (limite da visão de cima, embaixo e lados). O comprometimento destas funções depende do tipo de patologia apresentada, isto é, do tipo de estrutura ocular que possui a lesão. As patologias podem ser:



  1. congênitas: ocorrem desde o nascimento e podem ser hereditárias. Catarata, glaucoma, atrofia, dentre outras, são exemplos de doenças congênitas;

  2. adquiridas: são aquelas adquiridas durante a vida. Degeneração senil de mácula, traumas oculares, etc., são exemplos de doenças adquiridas

A capacidade visual de algumas pessoas de baixa visão pode ser melhorada com o uso de óculos especiais. Entretanto, para outras este recurso é inútel. Nestes casos, adequações específicas no ambiente e o uso de material de apoio podem amenizar as dificuldades visuais. A seguir, algumas das doenças mais comuns que geram a baixa visão !



doença denominada catarata pode ser congênita ou adquirida. Esta patologia causa uma opacificação do cristalino, gerando perda do foco visual. Há graus e tipos distintos de catarata, ocasionados por diversos fatores, dentre eles o vírus da rubéola durante a gravidez. Pessoas que possuem esta doença não conseguem ver imagens com nitidez. Observe as diferenças de visão nas figuras abaixo.


Vista da paisagem por uma pessoa sem dificuldades visuais.

Vista da mesma paisagem por uma pessoa com catarata.




s recursos descritos a seguir podem melhorar o desempenho visual de uma pessoa com catarata:

  • Local bem iluminado e/ou uso de luminárias para a realização de tarefas de leitura e escrita;

  • Colocar os objetos próximos aos olhos, para visualizá-los melhor;

  • Reforçar figuras, imagens, textos, linhas e pautas de cadernos com traços e/ou contrates de cores fortes;

  • Usar só um lado das folhas de caderno para a escrita, deixando o verso em branco. Isto facilita a leitura e futuras consulta dos textos escritos;



coriorretinite macular é ocasiona por toxoplasmose. Esta patologia gera perda de visão central. Neste sentido, a pessoa apresenta dificuldades para ver detalhes de objetos e também cansa os olhos facilmente em tarefas de leitura, visualizações de figuras e de objetos pequenos.


Vista da paisagem sem dificuldades visuais.

Perda da visão central ocasionada por coriorretinite macular.




eia abaixo algumas das necessidades educacionais especiais de um sujeito com baixa visão gerado por esta patologia:

  • Aproximar o rosto dos objetos;

  • Receber explicações de outras pessoas sobre objetos que não consegue visualizar;

  • Necessidade de ampliação de figuras, imagens e escritas, bem como contrates fortes de cores;

  • Usar um porta-texto, ou um outro objeto que eleve o material, para evitar problemas de coluna por causa da postura.


Porta Texto

Material sobre caixa

Fonte: REILY, 2006





laucoma pode ser definido como o aumento da pressão interna do olho. Esta patologia ocasiona restrição no campo visual, como se a pessoa observasse os objetos por meio de um tubo colocado nos olhos (visão tubular). Neste sentido, o sujeito enxerga muito bem o que está à sua frente, mesmo objetos pequenos. No entanto, não visualiza o que está ao seu redor (visão do que está ao lado, abaixo ou acima dele). Pessoas com glaucoma tropeçam e esbarram constantemente em objetos no chão, o que geralmente resulta em tombos.


Vista da paisagem sem dificuldades visuais.

Exemplo de visão Tubular




ecursos que podem melhorar o desempenho visual de um sujeito com glaucoma:

  • O reforço com traços fortes, imagens e letras ampliadas, geralmente, não são necessários. No entanto, se os objetos são grandes, a pessoa não consegue vê-los;

  • A manipulação e visualização de miniaturas de objetos, como carros, animais, etc., contribui para que estas pessoas, principalmente quando crianças, compreendam as características dos objetos grandes;

  • O uso de bengalas em ambientes desconhecidos e durante a noite, em alguns casos são recomendados pelos especialistas.



s vezes, a criança não apresenta dificuldades visuais em seus primeiros anos de vida mas, de repente, começa a tropeçar em objetos, à luminosidade a passa a incomodá-la e passa a não enxergar objetos próximos a ela. Algumas doenças degenerativas podem ocasionar estes sintomas. Sendo assim, pais e educadores devem ficar atentos e procurar auxílio de um especialista caso perceba estas mudanças de comportamentos em uma criança.

Outras doenças específicas da retina podem provocar falhas no campo visual. Estas falhas ocasionam, por exemplo dificuldades para perceber imagens completas, para leitura e portanto compreensão de textos.




Perda do campo visual por doença degenerativa.

Falhas no campo de visão geradas doenças de retina.




ecursos que podem melhorar o desempenho visual:

  • Realizar atividades que permita o descanso ocular. Este descanso pode ser alcançado por meio da alternância de atividades de leitura e escrita, trabalhos na lousa e de arte e também por meio da solicitação de que o aluno feche os olhos por alguns minutos para descansá-los;

  • Se o aluno usar algum aparelho óptico para longe, deverá sentar-se a uma distância fixa da lousa. Esta distância, geralmente, é recomendada pelo oftalmologista que receitou o recurso óptico.



xistem atitudes por parte de professores e pais, adaptações em sala de aulas e materiais que podem contribuir para a amenização das dificuldades de alunos com baixa visão. Veja algumas das atitudes e mudanças em ambientes que podem ajudar:

  1. Valorizar e estimular verbalmente os acertos dos alunos de baixa visão, já que as expressões faciais e gestos, à distância, nem sempre são vistos por eles;

  2. Fornecer mais tempo para a realização das atividades escolares. O tempo que o aluno precisa para realizar as tarefas, não deve ser interpretado como incapacidade intelectual, mas sim como uma necessidade educacional especial.

  3. Informar o aluno sobre obstáculos e/ou mudanças de objetos na sala de aula e nos demais ambientes da escola;

  4. Buscar informações sobre quais os tipos de materiais e adaptações do ambiente podem ajudar a melhorar a visão do aluno, contribuindo para seu bom desempenho escolar.

  5. Sentar-se na primeira carteira na fileira do centro, (em frente à lousa) ajuda na leitura da lousa. No entanto, se o aluno enxerga menos de um olho, deverá sentar-se mais para a direita ou à esquerda da sala, dependendo do olho que enxerga menos.

  6. Permitir que o aluno se levante e se aproxime da lousa sempre que necessário.

  7. O uso de lupas pode ser útil para aumentar o material de leitura como mapas, gráficos, tabelas, etc. Quanto maior for o grau da lupa, menor o campo de visão, conseqüentemente há diminuição da velocidade de leitura.



omo apresentamos neste tópico, a distância focal de cada pessoa de baixa visão depende do grau e tipo de perda visual, assim como o recurso óptico utilizado para a amenização da perda. A aproximação do material de leitura dos olhos não prejudica a visão, apenas possibilita uma ampliação do tamanho da imagem. No entanto, sempre que possível, deve-se utilizar recursos que possibilitem, ao mesmo tempo, a leitura e a postura corporal adequada à coluna.

A falta de informações sobre as diversas características que podem apresentar pessoas com baixa visão, remete pais e professores, quase sempre, a classificá-los como cegos ou como pessoas sem dificuldades visuais significativas (corrigidas com auxílios ópticos convencionais). Esta ausência de um grupo de classificação específico, pode ocasionar dificuldades de construção da personalidade por parte destes sujeitos.

A confusão mental da criança gerada pelo fato de enxergar objetos, os quais, se fosse cego não conseguiria ver e, ao mesmo tempo, não visualizar objetos que outras pessoas conseguem enxergar, utilizando recursos ópticos, adequações de ambientes e material didático diferentes dos convencionais, pode levar a criança a desenvolver uma auto-imagem negativa sobre si mesma, gerando por exemplo medo de se locomover sozinha e um alto nível de ansiedade. Neste sentido, pais e professores devem sempre procurar auxílio de profissionais especializados em baixa visão para a compreensão das reais necessidades, dificuldades e habilidades deste grupo de pessoas, assim como métodos que contribuam para a sua integração social.

Deve-se destacar que, sensibilidade à luz; dores de cabeça constantes, estrabismo (caolho); nistagmo (tremor de olhos), franzir de pálpebras, lacrimejamento, desatenção em classe, constantes tropeços e tombos, pender a cabeça para os lados e/ou aproximar muito o rosto do caderno para leitura e escrita são sinais de dificuldades visuais. Neste sentido, devemos estar atentos a estes sintomas!



MIN, Y,H. ; SAMPAIO, M.W.; HADDAD, M. A. Baixa Visão: conhecendo para ajudar melhor. Laramara, São Paulo-SP, 2001

CARVALHO, K. M. M.; et al. Visão Subnormal: orientações ao professor do ensino regular. 3ª edição revista. Ed. da Unicamp. Campinas, 2002

PAKER STEVE. Conviver com a Cegueira. Tradução de Nelson Bolognini Jr. Ed. Scipione Ltda. São Paulo, 1994.

Estas três obras são folhetos (possuem em média 40 páginas cada) que trazem informações e ilustrações sobre as conseqüências da baixa visão na vida de uma pessoa, com ênfase na vida de crianças em idade escolar. Também apresentam os diferentes tipos de danos visuais ocasionados por diversas doenças. Podem ser adquiridos em livrarias a um custo baixo - aproximadamente de R$ 10, 00 (dez reais) a R$ 30,00 (trinta reais) cada.

REILY, L. Escola Inclusiva: linguagem e mediação. Série Educação Especial.2º edição. Ed. Papirus, Campinas, 2006.

Este livro discute e apresenta sugestões de material didático para alunos deficientes visuais e surdos. Também aborda conceitos referentes à oralidade, escrita e leitura, com ênfase a inclusão de alunos cegos, de baixa visão e surdos. Discute ainda aspectos culturais, de leitura e escrita em braille e de língua de sinais. Pode ser adquirido em livrarias, por um preço médio é R$ 35,00 (trinta e cinco reais).



este tópico, apresentaremos características sobre o uso dos sentidos: tato, audição, paladar e olfato. Usamos estes sentidos para (re)conhecermos e apreciarmos objetos e também para realizarmos atividades simples em nosso dia-a-dia.

Quem nunca (re)conheceu uma boa comida só pelo seu cheiro, ou fechou os olhos por um segundo para degustar um delicioso petisco, buscando apreciá-lo somente pelo paladar? Quem nunca tocou um objeto com as mãos para “visualizá-lo” melhor? Ou parou em frente a um rádio só para ouvir uma música? Usamos estes sentidos todos os dias juntamente com a visão. No entanto, muitas vezes fazemos isto despercebidamente. Vamos conhecer um pouco de cada sentido!





tato é o sentido que oferece ao cérebro humano um grande número de informações sobre o mundo. Desde criança aprendemos a esticar as mãos em direção aos objetos para explorá-los e conhecê-los melhor, mesmo diante de avisos para não tocá-los. O tato fornece informações sobre os objetos que não são possíveis obter pela visão. É pelo tato que sentimos o calor dos animais, o frescor do orvalho em uma planta, a maciez dos pelos dos bichos, etc.

O tato também não fornece a forma e tamanho de um objeto, quase que instantaneamente como ocorre com a visão. Pelo tato, precisamos percorrer todo o contorno e meio do objeto com as mãos, para sentir seu tamanho, forma, textura, temperatura, dentre outros. Por isso, o tempo de exploração de um objeto pelo tato é maior do que a exploração pela visão.

Além disso, não é tudo que sentimos prazer em apreciar por meio do tato. Isso acontece porque há três importantes categorias dos objetos que interagem com o tato durante sua exploração, estimulando ou repulsando o nosso toque. Estas categorias são textura, forma e tamanho. Juntas formam a beleza tátil. Vejamos :




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