Bacteriologia



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Encontro24.10.2017
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Introdução à Bacteriologia Clínica

Segurança no laboratório



O microbiologista tem necessidade de se proteger e tem o dever de evitar disseminar a infecção no seio da comunidade

Infecções acidentais no laboratório


  • infecções bacterianas: brucelose, febre tifóide, tuberculose

  • infecções por vírus; por fungos e por parasitas



Actividades de maior risco infeccioso


  • manipulação de microrganismos isolados

  • manipulação de produtos biológicos

  • manipulação com células ou animais de laboratório infectados



Vias de infecção

Transmissão por inoculação


  • inoculação com agulha

  • incisão com objecto aguçado

  • derramamento de produto infeccioso



Transmissão por ingestão


  • sucção

  • deglutição

  • transmissão por inalação



Outros riscos


  • incêndio

  • autoclave

  • produtos cáusticos, inflamáveis ou tóxicos

  • azoto líquido



Medidas de protecção


  • proteger o manipulador da contaminação por aerossol

  • prevenir os acidentes

  • evitar dispersar sem tratamento os dejectos contaminantes



Qualidade das análises bacteriológicas



O analista deve estar consciente das suas responsabilidades e das consequências que pode levar a um resultado erróneo

Causas de erro em bacteriologia




Erros relativos à prescrição




Erros relativos à colheita


  • o momento da colheita

  • a escolha do material a colher

  • as condições da colheita

  • o envio ao laboratório

  • o registo e a etiquetagem



Erros relativos aos métodos de diagnóstico


  • o método de isolamento pode não estar adaptado ao fim desejado

  • erros na execução das técnicas

  • interpretação dos resultados

  • controlo de qualidade dos produtos comercializados

A análise bacteriológica deve confirmar o diagnóstico clínico e deve ser interpretada com base numa colaboração estreita entre o clínico e o analista


Principais grupos bacterianos





Técnicas e etapas de uma análise




Estudo citológico e bacteriológico de um produto biológico



Exame microscópico




Exame a fresco


Qualitativo




Quantitativo






Gram

Exame após coloração


Azul de metileno




Ziehl - Neelson


Exame cultural




Meios de enriquecimento


Não selectivos




Selectivos






Gelose enriquecida

Meios de isolamento


Meios selectivos




Meios específicos


Métodos de identificação convencional




Pesquisa de enzimas


  • pesquisa de enzimas a partir das colónias: catalase e citocromo oxidase



Metabolismo glucídico


  • estudo da utilização de vários substratos como fonte de carbono

  • pesquisa de enzimas



Metabolismo proteico


  • utilização do triptofano

  • hidrólise da ureia



Métodos de identificação automatizada


Na identificação automatizada são utilizados os testes bioquímicos convencionais em forma miniaturizada, o que permite obter um maior número de ensaios na mesma placa e identificar bactérias de famílias diferentes.



Sistemas automatizados


  • API System





  • Vitek

  • MicroScan

  • MIDI

  • Biolog


Utilização


  • identificação bacteriana

  • estudo da actividade dos antibióticos

  • detecção de hemoculturas positivas

  • detecção de bacteriúria

  • detecção de micobactérias



Características gerais e vantagens


  • multifunção

  • rapidez de execução

  • interpretação dos resultados

  • informatização


A identificação automatizada não pode substituir os conhecimentos microbiológicos e epidemiológicos indispensáveis para validar qualquer que seja o sistema de identificação


Conservação de estirpes microbianas




Vantagens

  • manutenção de uma colecção

  • envio de estirpes a um centro de referência

  • conservação limitada, aguardar exames complementares

Regras elementares


  • conservar uma estirpe em cultura pura

  • a conservação deve ser feita logo após o seu isolamento

  • a conservação deve ser desfavorável à multiplicação microbiana

  • o meio líquido favorece o desenvolvimento de estirpes mutantes


Conservação de curta duração

Sub-cultura em meio gelosado


  • sementeira em rampa

  • sementeira por picada



Dissecação


  • em discos ou tiras de papel de filtro


Conservação de longa duração

Liofilização


Por sublimação, sob pressão reduzida, eliminar a água de uma suspensão bacteriana, previamente congelada

Congelação a temperatura muito baixa


A suspensão bacteriana é feita em meio nutritivo adicionado de 10% de glicerol

  • congelador a –80º

  • azoto líquido –180º


Aida Duarte



FFUL





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