AvaliaçÃo postural na atençÃo primária soraya da Silva Trajano¹



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AVALIAÇÃO POSTURAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
Soraya da Silva Trajano¹*, Paulo Henrique Palácio Duarte Fernandes².

1. Universidade de Fortaleza – Discente do curso de Fisioterapia

2. Universidade de Fortaleza – Docente do curso de Fisioterapia

Eixo Temático: Sistemas de Saúde: compartilhando experiências



soraya_trajano@hotmail.com
Introdução: Na última década do séc. XX, especialmente a partir de 1995, começaram a surgir, mais efetivamente, algumas experiências da fisioterapia na Atenção Básica à Saúde no Brasil, devido a mudança na Política Pública de Saúde, legitimadas pela Constituição Federal de 1988 que estabeleceu o acesso à saúde como um direito de cidadania e criou o Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, as dificuldades de adaptação da Fisioterapia à nova realidade, qual seja, a inversão do modelo assistencial que passou a priorizar as ações no nível primário de atenção à saúde, parece ter gerado um novo cenário ainda mais desafiador para essa profissão (FREITAS, 2014). Em decorrência das grandes transformações demográficas e epidemiológicas, e com a implantação do PSF, percebeu-se a necessidade e a importância da inserção do fisioterapeuta na equipe, visando a prevenção de doenças, promoção e manutenção da saúde, melhorando, assim, a qualidade de vida da comunidade (LOURES; SILVA, 2010).O propósito das ações da fisioterapia para a promoção de saúde e prevenção de doenças em unidades básicas de saúde é educar os pacientes para que possam prevenir ou cuidar de possíveis complicações decorrentes de sua patologia, tornando-os responsáveis pelo controle de sua saúde, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida do usuário(AQUINOA et al., 2009). Os maus hábitos posturais constituem problema de saúde coletiva, atingindo estudantes de ambos os sexos em diferentes idades, acabando por instigar fisioterapeutas e demais profissionais da saúde a propor programas educativos para a busca de hábitos posturais saudáveis, bem como prevenir futuras complicações (BENINI; KAROLCZAK, 2010). Os hábitos inadequados posturais em geral acompanham o indivíduo desde a infância e constituem uma das primeiras razões para o desenvolvimento das alterações na postura, podendo induzir à disfunção irreversível. Vários fatores individuais podem influenciar essas alterações, como anomalias congênitas e/ou adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas (CARVALHO; MOTA, 2011). Ressalta-se que mesmo diante de altos índices de queixa de dor músculo- esquelética na população em geral, na atenção básica ainda não há um serviço direcionado para a promoção de saúde e prevenção das disfunções da postura e do movimento. Objetivos: O objetivo do presente estudo é identificar as principais disfunções da postura e do movimento dos pacientes que chegam ao posto de saúde. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal, realizado no posto de saúde Centro de Saúde da Família Mattos Dourado durante a disciplina de Estágio Supervisionado I, no período de 2015.2. A coleta foi dividida em 2 dias, onde no primeiro dia conseguimos 25 participantes e no segundo dia mais 25, totalizando em 50. Os participantes foram chamados para uma sala do posto onde estavam presentes 3 acadêmicos do curso de fisioterapia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) realizando as avaliações. Primeiramente os pacientes eram chamados para preencher a ficha de avaliação contendo: Idade, Sexo, Escolaridade, Ocupação, Estilo de Vida, depois foi realizado a avaliação postural estática onde era avaliado: plano frontal e sagital, e por último foram realizados 3 testes. O primeiro foi o teste de flexibilidade usando o teste de flexão em pé (TFP), onde podemos observar se há o encurtamento dos músculos tríceps sural, ísquios tibiais, psoas, quadrado lombar e diafragma. Por seguinte era feito o teste de mobilidade pelo Deep Squat FMS a fim de verificar as compensações durante o movimento solicitado. O avaliador irá pedir ao paciente para elevar os braços para cima como se estivesse segurando uma barra e pedir que ele agache no máximo 3 vezes ou no seu respectivo limite. Esse teste é avaliado em grau 0 não conseguir realizar o movimento, grau 1 dificuldade severa a moderada, grau 2 dificuldade leve e grau 3 sem dificuldade. E por último era realizado o teste de força com o Push Up FMS com o objetivo de verificar a força dos músculos profundos da região abdominal, lombar e pélvica (CORE). O examinador solicita ao paciente para deitar no chão e posicionar as mãos e o cotovelo na linha media da testa, como referência, após afastar deixando os ombros na linha do peitoral, o examinador irá pedir ao paciente para realizar uma flexão de tronco como se fosse realizar um apoio de frente, o máximo que conseguir sair do chão ou realizar o movimento em uma pequena isometria. Esse teste é avaliado em grau 0 não conseguir realizar o movimento, grau 1 dificuldade severa a moderada, grau 2 dificuldade leve e grau 3 sem dificuldade Resultados: Quanto ao perfil sócio-demográfico, em relação ao sexo, houve 30 participantes do sexo feminino e 20 do sexo masculino, com média de idade de 39 anos. Quanto ao estilo de vida dos participantes a maioria ao total 38 indivíduos relataram serem sedentários. Segundo TOSCANO et al (2001) destacam que a vida sedentária é reconhecida, mais fortemente, como sendo importante fator contribuinte na ausência de saúde e morte precoce. A pesquisa realizada teve como embasamento a avaliação postural em ambos os sexos, tendo como foco principal as queixas relatadas, pelos participantes. Dentre elas, verificou-se dor na coluna lombar e dores no joelho e/ou nos pés. As dores lombares incidem em cerca de 80% da população em algum momento de sua vida, representando um alto custo no seu tratamento para o sistema de saúde e para a previdência social, devido ao alto índice de afastamento e incapacidade para o trabalho (CARAVIELLO et al, 2005). Segundo MARASCHIN et al (2010) Também é possível identificar relação sugerida pelos pacientes entre dor lombar e dor nos membros inferiores, sintoma das enfermidades crônicas relacionadas ao sistema locomotor, como condição de alta prevalência na população feminina idosa. A cadeia lesional teve divisão igualitária em que 25 participantes apresentavam lesão de cadeia ascendente e 25 participantes lesão em cadeia descendente. No contexto da conexão global, estudos apontam a correlação pelvipodálica, considerando que há relação biomecânica entre a articulação sacro-ilíaca e o apoio dos pés no chão no sentido descendente. E, se faz pouca alusão às alterações ascendentes, associando alterações plantares às lesões sacroilíacas (LOURENÇO; BUHRNHEIM, 2006). (Na avaliação postural estática frontal, os resultados foram: 29 pessoas com pés pronados, 42 com pelve baixa, 45 com ombro baixo e 32 com cabeça lateralizada. Na avaliação postural estática sagital, os resultados foram: 27 com geno recurvatum, 24 com pelve em anteversão, 19 com pelve em anteroversão, 24 com a lombar em hiperlordose, 21 com a lombar em retificação e 41 pessoas com os ombros enrolados. Segundo FALCÃO et al (2007) concluir que todo o grupo estudado apresentou alguma alteração postural. Entretanto, no grupo com dor torácica, encontrou-se um percentual maior de pessoas com desvios posturais nas regiões lombar e torácica, e no grupo com dor cervical a maior porcentagem foi de pessoas com desvios na região torácica e na inclinação da cabeça. Os pés têm uma profunda ligação com a postura, pois é responsável pela estática e dinâmica do corpo, suporta o peso, ajuda na propulsão e amortecimento durante a marcha e a corrida. Assim, quando se encontra alguma deformação nos mesmos, pode-se diagnosticar patologias relacionadas ao resto do corpo, sendo que as principais deformidades do pé são o pé valgo, onde ocorre uma pronação-supinação, na qual o peso do corpo age deprimindo o arco; o pé varo, onde ocorre uma supinação-inversão de modo que o peso é transferido para a face externa do pé e seu lado medial fica fora do solo (PINTO; LOPÉS, 2001). No teste de flexão em pé (TFP), como resultados encontrados foram 24 pessoas com encurtamento de isquío-tibiais e 30 de psoas ilíaco. O encurtamento dos músculos isquiotibiais e iliopsoas também é considerado um fator desencadeante da sintomatologia dolorosa por acentuar a lordose lombar e ampliar a carga na coluna e nos discos intervertebrais (FREITAS et al, 2011). Os resultados do teste de mobilidade Deep Squat FMS foram escore 2 – vinte e nove pessoas e escore 3 – seis pessoas. Apenas uma pessoa não aceitou realizar o teste. O maior impacto na capacidade funcional decorre das mudanças fisiológicas que afetam a mobilidade da pessoa de idade. Programas de caminhada, objetivando o desenvolvimento da flexibilidade, e o treinamento de força estão aptos a evitar o enfraquecimento muscular, a bem de uma plausível restauração do equilíbrio (DANTAS et al, 2002). O teste de força do CORE, Push Up FMS, teve como resultados o grau 3 – nove pessoas e grau 1 – vinte e cinco pessoas. Três pessoas não aceitaram realizar o teste. Os músculos do tronco, além de agirem como motores primários ou antagonistas do movimento, servem como protetores da coluna, promovendo base estável para que os músculos dos membros executem sua função. O recrutamento inadequado dessa musculatura gera sobrecarga excessiva sobre todos os componentes da coluna vertebral (CADO et al, 2013). Conclusão ou Considerações Finais: Conclui-se, portanto, que há uma relação das queixas de dores agudas e crônicas relatadas com as alterações posturais presentes no indivíduo. Destaca-se a necessidade de um processo de educação e atenção em saúde que atenda essa demanda, na perspectiva de que tal ação possa influenciar o controle de alguns outros agravos comuns nos postos de saúde. Sendo assim, enfatiza-se a importância do profissional fisioterapeuta nessa unidade básica para adotar estratégias preventivas e educativas no que diz respeito a postura.

Descritores: Atenção Primária à Saúde. Postura. Avaliação em saúde.
Soraya da Silva Trajano

CPF:048.504.123-51

Email: soraya_trajano@hotmail.com

Instituição: UNIFOR
Paulo Henrique Palácio Duarte Fernandes

CPF:76276104353

Email: ph@unifor.br

Instituição: UNIFOR
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