AvaliaçÃo da automedicaçÃo entre graduandos de farmácia e medicina da universidade federal da paraíBA



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UFPB-PRG _________________ XIII Encontro de Iniciação à Docência
03.CCS.CCS.PT.10.R.O.15

AVALIAÇÃO DA AUTOMEDICAÇÃO ENTRE GRADUANDOS DE FARMÁCIA

E MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Alex de Oliveira Almeida(1); Beatriz Virginia Fernandes Lima de Macêdo(2);

Islania Giselia Albuquerque Araújo(3); Katy Líssias Gondim Dias(4); Leônia Maria Batista(4)


Centro de Ciências da Saúde/Departamento de Ciências Farmacêuticas/PET-Farmácia
A automedicação é uma forma comum de auto-atenção à saúde, consistindo no consumo de um produto com o objetivo de tratar ou aliviar sintomas ou doenças percebidos, ou mesmo de promover a saúde, independentemente da prescrição profissional (LOYOLA FILHO, 2002). Trata-se de uma prática há muito tempo presente no cotidiano da população e fortalecida por meios como fatores econômicos, políticos e culturais. O presente trabalho teve como objetivo analisar a prevalência e os fatores relacionados à automedicação em graduandos dos cursos de Farmácia e Medicina da Universidade Federal da Paraíba. Para a construção desse trabalho foi elaborado um questionário estruturado sobre o tema descrito, sendo o mesmo aplicado a cem estudantes dos cursos acima mencionados. Após esta etapa, fez-se a quantificação dos dados expressos no questionário utilizando-se uma análise percentual para representação dos resultados. A partir da análise realizada, encontrou-se a prevalência da automedicação de 94% para ambos os cursos, os estudantes dos últimos períodos mostraram automedicar-se mais que os dos primeiros e os graduandos de medicina foram os maiores responsáveis pela automedicação com medicamentos de venda sob prescrição médica. Em se tratando da solicitação da receita médica na compra de tais medicamentos, 93,9% da amostra disse que a mesma não foi solicitada. Dentre os entrevistados, 61% disseram receber aconselhamentos nas farmácias comerciais, sendo que, 73,8% afirmaram ser o balconista o principal responsável por este aconselhamento. Quanto ao uso de receitas médicas antigas, 66,7% dos graduandos descreveram basear-se nestas, sendo 72,7% dos próprios usuários. Dentre os grupos de medicamentos não-prescritos mais utilizados, os analgésicos/antitérmicos ocupam o topo da lista, sendo seguidos pelos antiinflamatórios e antibióticos respectivamente. A cefaléia foi a grande campeã das queixas que levaram os indivíduos ao eventual uso de medicamentos sem receita médica, sendo seguida pelo resfriado e febre respectivamente. A propaganda comercial mostrou-se um fator influenciador na automedicação, visto que 27,7% dos entrevistados disseram ter comprado medicamentos sob influência da propaganda de televisão, é valido salientar que os estudantes dos últimos períodos mostraram sofrer uma menor influência de tais comerciais. De acordo com os dados relatados, foi observado um alto índice de automedicação, principalmente em estudantes pré-concluintes, ausência de participação do farmacêutico no aconselhamento realizado nas farmácias, utilização de receitas médicas antigas como base para novos tratamentos e influência significativa da propaganda televisiva. Os analgésicos/antitérmicos foram os medicamentos mais consumidos e a cefaléia o motivo mais frequente entre os entrevistados que resultou na prática em questão.
Palavras-chave: Automedicação, Graduandos, UFPB.




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