Autor: Flávio Cavalcante



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-- Águas de Março (Documentário da Cidade São José da Laje- Al).

Autor: Flávio Cavalcante.






Não Deixe Que...

(Enid Lisboa de Magalhães).
Não deixe que o inverno

Torne sua vida um inferno!

Que a primeira topada

Permita-lhe uma longa parada!

Que qualquer desavença

Provoque certa descrença!

Que um súbito mal-entendido

Roube-lhe um grande amigo!

Que a falta de oração

Endureça-lhe o coração!

Que o contínuo rancor

Destrua o seu amor!

Que um mundo de vaidade

Anule a sua humildade!

Que a transição de um dos seus

Coloque-o contra o seu Deus !

Que a ausência de União

Afaste-o de seu irmão!

Que a falta com a verdade

Envolva-o com a falsidade!

Que a sua exuberância

Provoque intolerância!

Que o seu conhecimento

Transforme-se num mau instrumento!

Que a sua língua afiada

Fira com punhalada!

Que seu olhar penetrante

Seja desconcertante!

Que a ascensão ao poder

Seja capaz de o enlouquecer!

Que sua fiel missão

Leve-o à depressão!

Enfim, não deixe que sua dualidade

Afaste-o da unidade!

Pois esta unidade o conduz

À fonte maior de luz!

EXÓRDIO
Todo autor ao escrever uma obra literária, mergulha profundo nos acontecimentos de sua história, fazendo uma espécie de canal de transferência da ficção para realidade, onde tudo que se passa pela mente é canalizada através de uma imagem imaginária, saindo do meio invisível para uma forma palpável, fazendo assim, que todos apreciem suas obras da forma como o mesmo imaginou. Para mim esta é a parte mais gostosa da arte de escrever, parte esta, que o autor se cobre de uma espécie de injeção de ânimo misturado com prazer ao sentar à frente de um computador e mergulhar profundo neste meio inexistente.

Existem autores que conseguem passar exatamente como imagina, presenteando os leitores com um relato de entendimento dialético e cândido, outros não conseguem e fazem de uma forma mais abstrata, levando o leitor a usar a imaginação para entender o que o mesmo quis dizer. Somos verdadeiros loucos e na maioria das vezes, grandes mentirosos. Esta obra que tento rabiscar nestas páginas, se trata não de uma ficção, mas acredito que um documentário, e o motivo de escrever este trabalho foi a de exatamente deixar registrado com detalhes todo acontecimento da catástrofe do vale do mundaú em São José da Laje, que destruiu mais setenta por cento da cidade e trucidou mil quatrocentos e noventa e oito pessoas no dia 14 de março de 1969. Poderíamos perguntar, o por quê de escrever sobre uma enchente, já que é tão trivial acontecimentos iguais a estes no nosso dia a dia!? Ao ler a obra, observamos, que não foi uma enchente qualquer e sim, uma tromba d’água relâmpago, que caiu na cabeceira do rio Canhoto, na cidade de Canhotinho precisamente no sítio São João. Este rio corta a cidade de São José da Laje no Estado das Alagoas. Muitos historiadores já fizeram algumas reportagens, já escreveram alguns fatos sobre o assunto, mas não com detalhes. Este trabalho foi uma pesquisa feita em fontes fidedignas e de uma forma muito árdua. Entrevistas com muitas pessoas que sofreram a fúria das águas de março e que ainda hoje, marcara no rosto de cada entrevistado o pavor daquela madrugada tão escabrosa.Trinta anos se passaram, mas ainda está muito presente na mente do povo simples da cidade.

A recolha dos documentos da época. A conclusão de todo trabalho de pesquisa durou pouco mais de dois anos. Foi muito proveitoso escrever este fato; muito marcante inclusive, tanto, que muitas pessoas quando me ouvem comentando a respeito da tragédia, juram que eu vi tudo e na realidade, eu só tinha seis meses de nascido, mas com a pesquisa, o pavor dos entrevistados, me fizera ficar com uma sensibilidade do assunto. Naturalmente adquiri esta emoção e transmito com realismo. Esta obra não relata somente sobre a catástrofe; mas também sobre o histórico da cidade de São José da Laje e muitas outras passagens referentes à cidade.

Águas de Março é um documentário que para mim tem um título muito especial; porque diante das pesquisas feitas, descobri que os grandes acontecimentos da cidade foram exatamente em Março.


Flávio Cavalcante.

AGRADECIMENTOS

Sinto-me lisonjeado em ter a oportunidade de deixar documentado a história de uma cidade que faz parte da minha vida; agradecer a tanta gente humana com o coração de fina flor do sentimento. O exemplo de solidariedade é algo de extraordinário existente no ser humano; é numa hora como esta, que vemos o quanto é necessário lutar pelos nossos irmãos e não pisar para subir, por achar que é o senhor da situação. Prevalece a união, a força e o amor ao próximo, ascendendo o espírito para mais um passo do aprendizado, no caminho que estamos percorrendo que é a estrada da vida, e que, dependendo de cada um, chegará ao final sem pisar em nenhum espinho. Dedico esta obra primeiramente ao nosso benevolente pai maior, fonte da inteligência suprema, que é o nosso Deus.

Um agradecimento especial ao Doutor Tarcizo Toledo Carnaúba, por ser um dos grandes colaboradores na reconstrução da cidade. A saudosa Maria do Rosário, vereadora de muitos mandatos e querida pelo povo na Cidade de São José da Laje, esta, que foi uma grande colabora na cidade, abrigando os desabrigados em sua residência, dando-os todo carinho como se fossem de sua família. Maria do Rosário perdeu sua mãe, juntamente com uma sobrinha de doze anos nesta tragédia. Outra pessoa que não poderia de forma nenhuma deixar de agradece é o doutor Fernando Galvão de Pontes, mestre do conhecimento literário e um papa em si tratando de São José da Laje. Não poderia deixar de agradecer também aos meus pais por terem me colocado no mundo e principalmente a minha mãe, que muito colaborou na pesquisa desse fenômeno que trucidou tanta gente.



São tantas pessoas dignas de aplausos, que precisaria escrever um imenso livro citando todos os nomes; mas a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para dar o melhor de si, dando apoio pelo menos moral para as pessoas que perderam seus entes queridos na catástrofe que sensibilizou o Brasil, o meu muito obrigado em nome de todo cidadão Lajense.
Flávio Cavalcante.

ÍNDICE


  1. Exórdio

  2. Auto biografia do autor

  3. Agradecimentos

  4. Dilúvio em São José da Laje

  5. Causa da tragédia

  6. Medidas em proll da cidade

  7. A notícia se espalha

  8. Comunicação

  9. Alimentos

  10. Diário

  11. Roupas e agasalhos

  12. Medicamentos

  13. transportes

  14. Abrigos

  15. Recolha dos mortos

  16. Prejuízo e reconstrução da cidade

  17. Fato engraçado

  18. Contos em fontes fidedignas sobre a catástrofe

  19. Seqüência de fotos antigas inéditas

  20. Histórico da cidade

  21. As igrejas de São José da Laje

  22. O Lajense temido pelos lajenses

  23. Homenagem à Maria do Rosário

  24. Dr. Fernando Galvão de Pontes

  25. O Castelinho

  26. Estação Ferroviária de São José da Laje

  27. Canafístula

  28. Pontes que dão acesso à São José da Laje

  29. Os prefeitos e a prefeitura

  30. Cultura em São José da Laje

  31. Festas marcantes

  32. Banho no tijuca

  33. Usina Serra Grande

  34. Título que o sertão deu às nossas famílias lajense

  35. Famílias predominantes em São José da Laje

  36. Entrevista com Maria do Carmo Araújo

  37. Os padres que fizeram parte da memória lajense

  38. Primeira luz da cidade

  39. Primeira sede saciada

  40. Antigas Badaladas

  41. Bijou”

  42. A feira de São José

  43. Nomes especiais para as ruas lajense

  44. Quixabeira , um cangaceiro de Lampião.

  45. Chicó , tudo em proll da cidade

  46. Doutor Veras e a medicina lajense

  47. Agricultura , uma idéia que deu certo


Transcrição do Almanak de Alagoas (Original) de 1891

SÃO JOSÉ DA LAGE

Municipio , Parochia , Villa de
(Forma com o municipio da União um termo judiciario que pertence á comarca do mesmo nome)
HISTORIA

O antigo povoado da Lage do Canhoto, denominação que lhe deram seus primitivos habitadores, por ser formado de lages o leito, por onde corre o riacho Canhoto, á cuja margem direita se foi levantado o mesmo povoado. É o ponto mais centra, considerado em relação ao valle do Mundahú, pois que á pouca distancia delle atravessa a linha divisoria deste com o Estado de Pernambuco.

Muito antes do meiado do presente seculo já esta povoação existia e dava signaes de progredir e desenvolver-se pela natureza de seu solo, vastidão e fertilidade de suas florestas e varzeas, e por ser a primeira localidade das Alagoas por onde tinham de passar os que desciam dos sertões de Garanhuns e Papacaça com direcção á antiga villa de santa Maria ou Imperatriz, hoje cidade da União, de cujo territorio sempre fez parte como districto.

Crescendo progressivamente em edificação e augmento de população, reunindo aos sabbados uma feira muito concorrida por vivandeiros e mercadores, tornou-se muito mais importante do que a própria séde da villa e da freguezia a que era sujeita. e todas estas circumstancias contribuiram efficazmente para que por lei prov. n. 737 de 7 de julho de 1876 fosse elevada á cathegoria de villa, com o titulo de São José da Lage, determinado-se na mesma lei que para ella fosse transferida a séde da antiga villa da imperatriz, aliás não supprimida por nenhuma disposição legal.

Posteriormente a lei n. 885 de 30 de junho de 1882 creou ali uma freguezia com a mesma denominação da villa, dependente porém, de approvação canonica, marcando-se-lhe os respectivos limites, os quaes foram confirmados ou antes ampliados pela res. n. 901 de 14 de junho de 1883.

Em 3 de Maio de 1884 foi canonicamente instituida a freguezia, sendo seu primeiro vigario encommendado o rvd. conego Jacintho Francisco de Oliveira.

TOPOGRAPHIA

Acha-se a villa situada sobre amplo ameno valle, denominado Varzea Bonita, á margem direita do riacho Canhoto, de curso perenne, o qual no seu percurso acompanha uma longa cordilheira e fertiliza uma zona de cerca de 30 milhas de extensão, vindo desaguar no rio Mandahú..

A edificação é em geral antiga, mas contam-se na villa cerca de 500 casa terreas, todas cobertas de telha, algumas das quaes notaveis pela solidez da construcção e belleza de aspecto, havendo tambem alguns bons sobrados.

A egreja que serve de matriz da freguezia é construida de tijolo, pedra e cal, e de architectura no estylo gothico, e do mesmo modo e cemiterio ainda não concluido, mas em estado de adiantamento.

LIMITES

Extrema-se com o municipio da União ao nascente pelo riacho Bastiões até a sua nascença na serra do Bolão, e dahi em linha recta ao outro lado da mesma serra na nascença do riacho Bolão e por este abaixo até sua desembocadura do riacho Sêcco, seguindo por este até onde faz a barra no Riacho Canhoto; por este acima até a barra do riacho Carurú, pelo qual segue até encontrar a linha divisoria com o Estado de Pernambuco.



POPULAÇÃO

Cerca de 12.000 almas.

SALUBRIDADE

Dotado de um clima temperado e ameno, são excellentes suas condições de salubridade.

POVOADOS

Os mais importantes são: Caruruzinho, com uma capella sob a invocação da Divina Pastora; Roçadinho, com uma capella de Nossa Senhora da Conceição; Lagoa Nova, com uma capella de Nossa Senhora do Rosario; Piquete; Tenda, com uma capella de Nossa Senhora da Conceição; Jardim e Cruz Verde.

RIOS E RIACHOS

O principal delles, é o Canhoto, que em seu curso recebe diversos affluentes, entre os quaes o Gibóia, o Camarutuba, Canivetes, Lamboim e outros. Todo o territorio do municipio, porém, é muito fresco e immensamente regado por innumeros pequenos arroios que nascem das serras e collinas e se espalham pelas varzeas.

SERRAS

As mais notaveis são: Embira, próxima da União; Canastra, nos limites com Porto Calvo; Bolão, proxima ao povoado do mesmo nome, Urucuba, Pilões, Pindoba e Pilões do Taquara.



COMMERCIO E INDUSTRIAS

Crescido é o número de lojas e estabelecimentos commerciais existentes na villa, e entre elles alguns de mais avultada importancia, sempre bem sortidos, nos quaes vendem fazendas, molhados, ferragens, miudezas, drogas, etc. Nas feiras semanaes e gyro do negocio augmenta consideravelmente e nellas se fazem grandes compras e vendas de gados, animaes cavallares, couro, solla, algodão, sal, legumes e outros productos locaes e do centro.

Quanto a industrias, ainda permanece em lamentavel atrazo, pois outra não existe além das diversas distilações de aguardente, e de alguns machinismos e bolandeiras para o preparo do algodão em rama.

AGRICULTURA E PECUARIA

Eminentemente agricola, para o que é dotado o municipio de terrenos fertilissimos e extensas varzeas, todos aptos para qualquer genero de cultura. A principal, porém, é a do algodão, de que fazem consideraveis colheitas, havendo, entretanto, muitos engenhos de fabricar assucar, sendo a maior parte delles movidos por agua. Existem terrenos devolutos e o melhores para a cultura da canna, nos quaes podem ainda ser fundados muitos outros engenhos talvez em numero superior aos existentes. O café seria ali de uma producção espantosa se houvesse quem se dispuzesse a iniciar sua cultura em grande escala. A indústria apicola poderia ser ali de grande vantagem, pois encontram-se numerosos enxames de abelhas de varias especies, que produzem grande quantidade de mel e cera.

Limitada é a creaçao de gado, que apenas existe quanto chegue para o consumo local, mas ha grande abundancia de aves domestica e bonitos rebanhos de gado lanigero.

VIAÇÃO

Caminhos escabrosos, accidentados por ladeiras e barrancos, atoleiros e alagados no inverno, sem pontes que facilitem o transito nas enchentes dos riachos que os cortam, são estes os unicos meios de transporte e communicação com os mucipios visinhos; esperem porém, os habitantes da villa que até o fim do corrente anno terão melhorado a este respeito com a ligação da via-ferrea de Paquevira á União.



FUNCCIONARIOS ADMINISTRATIVOS

Intendencia Municipal


INTENDENTE

Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcante.

MEMBROS DO CONSELHOS

Antonio Joaquim Pimentel

José Paulo Tenório

José Bezerra de Araújo Guedes

Antonio de Brito Guerra

EMPREGADOS MUNICIPAES

Secretário, Francisco Cavalcante da Rocha Lins

Procurador, Edelberto Camillo de Araújo

Fiscaes: Benicio Franco de Medeiros (Da Villa).

Joaquim Virgolino Góes (Do Piquete).

Porteiro e aferidor, Francisco Luiz Beltrão

Zelador, Joaquim Pacheco da Silva.

AUTORIDADES POLICIAES

(Districto de S. José da Lage).

Subdelegado, Marcolino Espindola Callado

1° Supplente , José Florencio das Neves

2° “ , Celso de Paiva Loyola

3° “ , Antonio Joaquim de Almeida

DISTRICTO DO PIQUETE

Subdelegado , Joaquim Henrique da Silva Jatobá.

1° Supplente , Antonio da Fonseca Alves.

2° “ , Aureliano Noberto de Hollanda Cavalcante.

3° “ , Agostinho de Hollanda Cavalcante.

DISTRICTO DE CARURUZINHO

Subdelegado , Manoel Amaro de Mello.

1° Supplente , Francisco Antonio de Souza

2° “ , Lazaro Antonio Pereira Assis.

3° “ , Antonio Henrique Nogueira.

CADEIA PUBLICA

Carcereiro, Herculano José Diniz.

AGENCIA DE RENDAS DO ESTADO

Agente, Ignacio Vieira Mello

Escrivão, Joaquim Camello Lins (Interino).

AGENCIAS DO CORREIO



  1. José da Lage (4° Classe).

Agente, Antonio de Albuquerque Cavalcante .

Piquete (4° Classe).

Agente, Felisbello de Albuquerque Mello Filho.

INSPETORES ESCOLARES



  1. José da Lage

José Paulo Tenório

Piquete


Joaquim Leandro de Albuquerque Cavalcante.

PROFESSORES PRIMARIOS

4. ENTRANCIA

S. José da Lage

Sexo masculino

Lucio Valladares de Oliveira Costa (3. Cl.)

Sexo feminino

D. Anna Bezerra de Vasconcellos (3. Cl.)

Piquete (MIXTA).


  1. Joanna Olindina da Graça (3. Cl.).

DESTACAMENTO

Compõe-se de 5 praças do Batalhão 2C°

Commandante, cabo Sebastião Amancio de Almeida.

GUARDA NACIONAL

A guarda Nacional do municipio de S. José da Lage está sujeita ao Commando Superior da comarca da União.

16° Batalhão de Infantaria do serviço activo do municipio de S. José da Lage

ESTADO MAIOR

Tenente-coronel Commandante . Antonio de Hollanda Cavalcante

Tenente ajudante e secretário. Francisco Cavalcante da Rocha Lins

Tenente quartel-mestre, Guilherme Ribeiro dos Santos Béo.

1. Companhia

Capitão, Manoel Jorge das Neves

Tenente, Bernardo Gomes dos Santos

Alferes, Jeronymo Bernardo das Neves



  1. Companhia

Capitão, José de Sá Cavalcante.

Tenente, josé de Brito Guerra

Alferes, Francisco de Paula Barro Accioly


  1. Companhia

Capitão, Antonio José de Cerqueira Prazeres .

Tenente, Manoel Joaquim Soares

Alferes, Caetano Aleixo Pereira .


  1. Companhia

Capitão, José Cammelo de Freitas .

Tenente, Firmino Fernandes Fraga

Alferes, Celso de Paiva Loyola


  1. Companhia

Capitão, José Rodrigues de Revorêdo.

Tenente, Antonio Joaquim de Lima.

Alferes, Gentil Homem da Cunha Lima


  1. Companhia

Capitão, Joaquim Henrique da Silva Jatobá

Tenente, Joaquim Pestana da Costa

Alferes, Felisbello de Albuquerque Maranhão


  1. Companhia

Capitão, Casimiro de Medeiros Cavalcante

Tenente, Sebastião Francisco de Cerqueira

Alferes, Manoel Pereira de Aguiar


  1. Companhia

Capitão, José Ferreira de Omena

Tenente, João Baptista Accioly Wanderley

Alferes, José Gomes da Silva
35° Batalhão de Infantaria do Serviço activo do município de São José da Lage.

ESTADO MAIOR

Tenente-coronel commandante, Brasiliano Olibio de Mendonça Sarmento.

Tenente ajudante e Secretario, Manoel Ferreira Santos Netto

Tenente quartel-mestre José Francisco Xavier Cruvello

Tenente cirurgião




  1. Companhia

Capitão, Antonio de Albuquerque Cavalcante

Tenente, Antonio Felippe de Lyra

Alferes, Marcolino Correia de Novaes


  1. Companhia

Capitão, Antonio Thomaz de Aquino

Tenente, Victor Alves de Souza Rodrigues.

Alferes, João Paes de Lyra Franco


  1. Companhia

Capitão, Simplicio José de Souza

Tenente, José Thomaz dos Prazeres

Alferes, Manoel José de Mattos


  1. Companhia

Capitão, Joaquim Leão Albuquerque Cavalcante

Tenente, José Francisco Pereira

Alferes, Manoel Procopio Barreto


  1. Companhia

Capitão, Francisco Lopes Ferreira

Tenente, Manoel de Souza Braga

Alferes, Francisco José Pereira.


  1. Companhia

Capitão, Salustiano Tavares de Mendonça Sarmento

Tenente, Mariano José de Amorim

Alferes, Pedro Maximo de Araujo


  1. Companhia

Capitão, Demetrio Lopes Ferreira de Omena

Tenente, Manoel Bezerra de Araujo Guedes

Alferes, José Marques Couto


  1. Companhia

Capitão, Francisco Antonio Rodrigues

Tenente, João Rodrigues Wanderley

Alferes, Francisco de Figueiredo Silva
3° Batalhão de Infantaria da reserva de S. José da Laje

ESTADO MAIOR


Tenente-coronel commandante, José Paulo Tenorio

Tenente ajudante e secretario, Joaquim Camello Lins

Tenente quartel-mestre, Porfirio Gomes da Silveira


  1. Companhia

Capitão, João Cammilo Rodopiano de Araujo

Tenente, Antonio Joaquim de Almeida Christovão

Alferes, Manoel Fernando de Araujo Lima


  1. Companhia

Capitão, Bernardo das Neves Camello.

Tenente, Joaquim Pereira de Aguiar

Alferes, Jacintho Barboza dos Reis


  1. Companhia

Capitão, Joaquim Alves da Silva

Tenente, José Bezerra de Araújo Guedes.

Alferes, Philadelpho Camillo de Araujo


  1. Companhia

Capitão, José Vaz de Mello

Tenente, Targino da Costa Monteiro .

Alferes, Marcolino Coelho da Silva


  1. Companhia

Capitão, Joaquim Correia de Farias.

Tenente,


Alferes, Polycarpo Francisco de Cerqueira .

  1. Companhia

Capitão, Antonio de Brito Guerra

Tenente, Antonio Duarte Ramos

Alferes, Manoel Tavares de Mello


  1. Companhia

Capitão, Joaquim Tavares de Mello

Tenente, Manoel Ignacio da Silva

Alferes, Edelberto Camillo de Araujo


  1. Companhia

Capitão, Francisco Lins de Meira Lima

Tenente, Joaquim Fernandes Pimentel

Alferes, Leonel José Ramos de Albuquerque

JUSTIÇA


Este municipio com o da União fórma um termo judiciario, cuja séde é aquella cidade.

JUIZES DE PAZ

Districto de São José da Lage


  1. Marcolino de Espindola Callado

  2. Luiz Vieira de Mello.

  3. Rufino Baptista Maranhão

  4. Licinio Franco de Medeiros

ESCRIVÃO

Umbelino de Hollanda Valença.

DISTRICTO DO PIQUETE


  1. Francisco de Oliveira Costa

  2. Manoel Lourenço da Fonseca Alves

  3. José Esteves da Costa Agra

  4. Salvino da Costa Agra

ESCRIVÃO

José Vieira Oiticica

RELIGIÃO

(Catholica).

Freguesia de S. José da Lage

Orago S. José

Vigário Encommendado

Padre Francisco Joaquim da Costa Barbosa

Fabriqueiro

Antonio do Espirito Santo Rego

COMMERCIO

Lojas de fazendas , ferragens e miudezas

Antonio de Brito Guerra

Braz Firenzano

Caetano Aleixo Pereira

João Callado de Hollanda Rego

Marcolino de Espindola Callado

Targino da Costa Monteiro

Molhados, ferragens e miudezas

Antonio Barbosa da Silva ferro

Antonio Cavalcante da Silva

Antonio de Brito Guerra

Antonio Jacintho Pimentel

Antonio Tavares de Mello

Caetano Aleixo Pereira

Camilo Ambrosino de Arêdes

Joaquim José de Sant’Anna

Joaquim Lucas Evangelista

José da Costa Monteiro

José Nazário

Licinio Franco de Medeiros

Manoel Antonio da Silva

Manoel Francisco de Souza

Targino da Costa Monteiro

Umbelino Cavalcante de Albuquerque

Umbelino de Hollanda Valença.

DROGARIA

De João Camillo Rodopiano de Araujo.

DIVERSAS PROFISSÕES, INDUSTRIAS, ARTES E OFFICIOS

Carpinteiros

Firminiano José Herculano

Francisco Velho

João Themoteo

Raymundo Alves

Ferreiros

Francisco Antonio de Salles

João Ferreira

Manoel Fidelis

Funileiros

Antonio de Albuquerque Cavalcante

Jeronimo Bernardo das Neves

Vicente Pacheco da Silva

Machina de descaroçar algodão

A’ vapor


De Manoel José de Araujo.

BOLANDEIRAS MOVIDAS POR AGUA OU ANIMAES

De Antonio de Hollanda Cavalcante (Piquete).

De Joaquim Alves da Silva (Olhos D’agua do Sangue).

De José Bernardo de Oliveira (Cruz Verde).

De José Gomes da Silva (Pattos).

De Manoel Alves de Mello (Caruruzinho).

De Manoel Xavier da Silva (Giboia).

De D. Rosa Callado de Albuquerque (Campo Novo).

MARCENEIROS

Antonio Pedro de Vasconcelos

Francino de Tal

Hermenegildo dos Santos Freire

Joaquim Vianna da Silva

Manoel Custódio da Silva

OURIVES


Antonio do Espirito Santo Rego.

Licinio Franco de Medeiros

Manoel Barbosa de Alcantara

PADARIAS


De Cyriano José de Barros.

De D. Amélia Constança Loyola

PEDREIROS

Basilio Fausto de Vasconcelos

João Remigio de Souza

Joaquim Pereira

Manoel Ferreira de Mello

Manoel Gomes da Silva Gongó

SAPATEIROS

Francisco Ignacio Padé

João Correia de Siqueira

João da Cruz

Joaquim Pereira dos Santos

José Leandro da Silva.

AGRICULTURA

(Engenhos e engenhocas de fabricar assucar e rapadura)


Agua Branca, Francisco Joaquim Pinto

Apollinario, João José Pingafogo

Azeitona, Manoel Ferreira Soares

Cachoeira Lisa, José Bezerra de Jesus

Camboim, Alexandre Ferreira

Cambuy, Manoel Ignacio de Almeida

Campo Novo, D. Rosa Callado

Carurú, José Garcez da Silva

Caruruzinho, viuva do capitão Santos

Canivete, José Lopes de Araujo

Cavas, Antonio Bezerra de Jesus

Cumbe, João Lopes de Omena

Gabão, Miguel Joaquim da Silva

Gonguê, José Lopes de Araujo

Gravatá, José Joaquim da Silva Duro

Guanabara, Pedro da Rocha Cavalcante

Ilha, Manoel dos Santos Figueiredo

Jardim, Joquim Henrique da Silva Jatobá

Lagêdo, Luiz José Gonçalves

Pattos, José Gomes da Silva

Republicano, Antonio Soares de Albuquerque

Riachão, Francisco Joaquim Pinto

Riachão da Tenda, viuva Burgos e filhos.

Roçadinho, Claudino José da Costa Agra.

Serra Grande; Francisco Alves Feitosa

Tatú-assú, Felippe José de Castro

Tenda, João Silvério de Souza

Urucuba, Antonio Joquim de Almeida Christovão.



DILÚVIO

EM

SÃO JOSÉ DA LAJE

(Flávio Cavalcante).