Autobiografia



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o tróleicarro
esta altura o meu pai, que tinha a tipografia em S. Brás, começou a pensar em deixar a sociedade que mantinha com mais duas pessoas e continuar sozinho...ou ficando sem sócios na que tinha ou saindo e irmos para outro lado...depressa o fez...

Viemos então para o Porto, para a rua de Costa Cabral, onde o meu pai começou uma tipografia num armazém, morar para um apartamento mesmo por cima da oficina. Tinha 10 anos, os meus amigos ficaram para trás e começamos uma grande maratona neste local.

Passaram poucos meses até ao primeiro grande desgosto da minha vida...só sentimos a falta depois de as perdermos...o meu cachorro, o Rex, que tinha sempre vivido comigo…eu tinha dez anos e ele nove, morreu atropelado ali na rua. Habituado ao ambiente semi-rural da antiga casa não se adaptou ao apartamento fechado e fugia vastas vezes...numa delas aconteceu...ficou debaixo de um carro. O meu “canito”, companhia de sempre não estava ali comigo...estava estendido num canto mais abaixo. Durante muitos anos não fui para aquele lado da rua - em direcção à Areosa – e ainda hoje prefiro ir em direcção contrária. Talvez por isso as minhas amizades foram feitas para o lado contrário...em direcção ao Marquês.

Na rua ainda passava o eléctrico e andavam a mudar as linhas para o troleicarro, transporte público que durante anos fez carreiras em toda a cidade – silenciosos, limpos e amigos do ambiente. Passados alguns anos alguma inteligência da cidade decidiu acabar com eles para por a rolar autocarros movidos a gasóleo, poluentes e barulhentos.



É por volta desta altura que começo a ler os primeiros romances. Uma série de livros que acompanhavam como oferta um detergente que a mãe comprava. Os célebres romances de cordel de Corin Tellado. Pouco tempo depois salto para uma colecção do pai – “Livros RTP” e logo com Dostoievsky. Fico fascinado pelo “Jogador”. Acho que esta colecção faz disparar a venda do livro em Portugal, estendendo essa venda a quiosques e tabacarias onde até aí não era normal venderem livros. Nesta altura descubro Camilo e Júlio Dinis
livros RTP
.

Por receio, os pais e a avó não me deixavam andar tanto à vontade como na casa antiga, mas aos poucos fui-me ambientando, e eles também, à nova realidade. Comecei a conhecer novos amigos. O Paulo, o Ricardo, irmãos, o outro Paulo, o Miguel, e mais uns tantos, jogamos muitas vezes à bola no meio de uma rua em que quase nunca passavam carros e no largo da Cruz. Por ali andamos também de bicicleta, explorando todas as bouças e naquele tempo ainda eram muitas – onde hoje está o pólo universitário da Asprela, era campo e bouça ali à mão para descobrimos.....

T



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