Autobiografia


A Joana, a Luciana e o João, recentemente



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A Joana, a Luciana e o João, recentemente
utilização por parte dos utilizadores da Internet é agora, em termos de navegadores, muito diversificada, (além do Explore temos o Chrome, o Firefox, o Safari, etc.) o que também dificulta a programação, já que "leêm" as páginas de diferentes maneiras, no entanto, uma tecnologia mais recente facilita essa formatação. As CSS (cascade style sheets ou folhas de estilo em cascata) para além de permitirem configurar num só local toda a formatação de um sítio, ao contrário de antigamente em que se fosse necessário fazê-lo teríamos de percorrer todas as páginas, possibilita programação conforme o browser do utilizador. Assim com base em linguagem html, css e um pouco de php, já consigo construir sítios com um pouco de qualidade. Esta área também me criou curiosidade ao nível dos servidores de Internet, os computadores que nos fornecem a informação que procuramos. Os dns, os ip deixam de ser segredos para mim. O próximo passo é montar um servidor para alojar os sites que vou fazendo e com a ajuda de alguns amigos e do primo Joaquim, preparo um outro computador para servir a Internet. Sobre o Windows, carregámos um software servidor livre - o Apache - que se mostra muito fiável no desempenho e põe na rede os sites entretanto construídos. Para além disso coloco também um servidor de correio para os domínios que alojo.

Após um exame médico de rotina, detectam uma alteração no tamanho de um nódulo que a Luciana tem no peito há muitos anos. Depois de uns exames mais aprofundados, decidem retirá-lo e com isso retiram também, na sua totalidade, a mama. A operação acaba por correr bem e ela está muito bem disposta ao sair do recobro, pedindo logo comida, levando as enfermeiras a comentar o facto. Nos dias que se seguem, as visitas ficam admiradas com a boa disposição ao ponto de dizerem "vimos aqui animá-la e ela é que nos anima a todos". Estando tudo a correr bem, vamos para casa. Não sei com vou eu reagir a esta nova realidade, mas nos primeiros dias, logo após a operação, tudo corre bem. Começa os tratamentos de quimioterapia a que reage muito bem em termos físicos, ao contrário do meu pai que ficava arrazado. No entanto, o comportamento familiar começa a degradar-se tanto comigo como com os filhos. Será do efeito dos químicos que recebe ou da alteração hormonal por causa da ablação completa? Entretanto eu começo a não saber como reagirei no caso de na intimidade tocar onde antes estava qualquer coisa de muito feminino. E se eu, inconscientemente, reagir mal? Qual será a reacção da parte dela? Pensará que a rejeito? Não sei se ela reparou na minha atitude mais reservada, mas começa a reagir de modo mais emotivo a tudo que a rodeia. Em sequência, consulta psicólogos e psiquiatras que tentam ajudá-la na recuperação emocional. Afinal, a reacção dela à doença e ao seu tratamento tinha sido muito positiva e o “luto” que não foi feito na altura manifesta-se agora. É uma altura muito complicada e não sei que atitude tomar!



Também a convite de uns amigos de longa data e de alguns que conheço agora, integro-me num grupo de teatro amador. O grupo tem uma revista à portuguesa quase a estrear e não há cenários. Lembram-se de fazer cenários projectados e recorrem mim para o efeito. Com muito gosto, inicio-me mais uma vez, numa área não completamente nova mas diferente. Experimentando diversas técnicas durante os ensaios, lá consegui, em tempo, criar 18 cenários (um por cada quadro da revista) para apresentar na estreia. Actuando graciosamente, a revista é exibida entre Maio de 2009 e Outubro de 2010, levando um pouco de alegria e boa disposição a vários locais. Um grupo heterogéneo de pessoas que se complementam e fazem teatro pelo simples gosto de o fazer. O meu envolvimento nesta actividade também me ajuda a ultrapassar o problema que tenho em casa. Os ensaios e as actuações quebram um pouco a rotina diária.

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