Auto-hemoterapia: anvisa proíbe sus de usar



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AUTO-HEMOTERAPIA: ANVISA PROÍBE SUS DE USAR
TÉCNICA QUE AUMENTA A IMUNIDADE EM 4 VEZES

Ubervalter Coimbra*

A auto-hemoterapia "é um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em retirar sangue de uma veia e aplicar no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, quadruplicando os macrófagos em todo organismo", como explica o médico dr. Luiz Moura.

A técnica foi usada pela primeira vez em 1898, e é empregada em todo o mundo. Mas não pode ser aplicada no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS): sua prescrição está proibida por atos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), denunciados como inconstitucionais.

O que perdem os pacientes do SUS, como os brasileiros em geral, com tais proibições?

Afirma ainda o dr. Luiz Moura, especialista brasileiro de renome mundial em auto-hemoterapia: "A técnica é simples: retira-se o sangue de uma veia comumente da prega do cotovelo e aplica-se no músculo, braço ou nádega, sem nada acrescentar ao sangue. O volume retirado varia de 5ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença a ser tratada. O sangue, tecido orgânico, em contato com o músculo, tecido extra-vascular, desencadeia uma reação de rejeição do mesmo, estimulando assim o S.R.E. A medula óssea produz mais monócitos que vão colonizar os tecidos orgânicos e recebem então a denominação de macrófagos. Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em torno de 5%. Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8h chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto-hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no músculo.

As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sangüíneos são combatidas pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados patológicos ou pelo menos, abrandá-los. No caso particular das doenças auto-imunes a autoagressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é desviada para o sangue aplicado no músculo, melhorando assim o paciente.
...". O texto completo pode ser lido no endereço http://www.medicinacomplementar.com.br/tema130206.asp

Desde 2004, quando uma nova mídia, a internet, permitiu a divulgação da auto-hemoterapia a toda sociedade, o uso da técnica se generalizou entre os brasileiros. Muitos médicos a redescobriram e passaram a prescrevê-la. Mas, em 2007, a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH) produz nota à imprensa condenando a técnica, mesmo sem nenhuma denúncia de que seu uso tivesse causado doença a qualquer usuário.

E a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica sua Nota Técnica n° 1, de 13 de abril de 2007, condenando a auto-hemoterapia. A seguir em "reportagem", o programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, entre outros condenam a técnica. O CFM é chamado a opinar, produzindo o parecer n° 12/07, apressado e superficial.

A convocação do Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir temas relacionados à saúde, entre eles a "Obrigação do Estado de disponibilizar medicamentos ou tratamentos experimentais não registrados na Anvisa ou não aconselhados pelos Protocolos Clínicos do SUS",  cria oportunidade para que os brasileiros que precisam da auto-hemoterapia discutam a técnica na mais alta corte de Justiça do País.

Os brasileiros esperam ações que obriguem a Anvisa, a SBHH, o CFM e outros órgãos de classe da área da saúde, como o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)  -  este por omissão em aprofundar a discussão do tema e aprovar a atuação dos profissionais em defesa da vida  -  a cumprir a Constituição Federal, que assegura o direito de todos à saúde.

A Anvisa no ítem 3 de sua Nota Técnica afirma que "não existem evidências científicas, trabalhos indexados, que comprovem a eficácia e segurança deste procedimento". E, no item 4 assegura que "este procedimento não foi submetido a estudos clínicos de eficácia e segurança, e sua prática poderá causar reações adversas, imediatas ou tardias, de gravidade imprevisível".

Sobre a auto-hemoterapia, um dos trechos do parecer do CFM produzido para atender a Anvisa diz que "... assim, não foi possível obter estudos confiáveis e com força de evidência científica elevada que indiquem ser a auto-hemoterapia propriamente dita um procedimento efetivo e seguro. O que existe em abundância é uma propaganda na Internet em linguagem inadequada à ciência, às vezes vulgar, desprovida de cultura científica, que pretende convencer pela dramaticidade de relatos de casos isolados sobre uma grande variedade de enfermidades e de estudos carentes de metodologia científica. ...".

Outro trecho do parecer: "... Pesquisa sobre autohemotherapy em base de dados MEDLINE/PubMed (National Library of Medicine), em 20 de julho de 2007, indicou 91 publicações de 1950 até a atualidade (ver anexo 1). As mais recentes versam sobre auto-hemoterapia com ozônio, sendo a mais atual a de Biedunkiewicz, Lizakowski, Tylicki et al. (2006). As indicações mais antigas, referentes à auto-hemoterapia 'clássica' ou "propriamente dita", como neste parecer se convencionou chamar, datam de 1950 (Mariotti; Reddick; Fruhauf; Haferkamp; Serane; Rojas), dos quais nem abstracts podem ser obtidos. Há referências leigas obtidas na Web de publicações mais antigas, sem que se possam obtê-las. Essas publicações mais antigas referidas nesses sites datam do início do século XX. No entanto, foram coletadas cinco referências de publicações da década de 1930, via Archives of Medical Research [http://www.sciencedirect.com/ science/journal/01884409]: os artigos, três deles datando de 1935, um de 1934 e um de 1932, se referem ao uso da auto-hemoterapia em estados alérgicos (asma, anafilaxia e urticária). ...".

A miopia da Anvisa e do CFM afastou os brasileiros dos benefícios do uso da auto-hemoterapia com orientação dos profissionais de saúde. Milhões estão prejudicados, e os órgãos, irredutíveis, mesmo quando são obrigados a se desdizer, como o CFM, no caso da técnica. Como se lê em editoria do seu jornal: "Nota de esclarecimento
Em face de falha na redação do artigo "Auto-hemoterapia não tem eficácia comprovada" no Jornal Medicina (XXII, 167, DEZ/2007, p.11), esclarecemos que o procedimento terapêutico denominado "tampão sangüíneo peridural" é cientificamente amparado por relevante literatura médica e remetemos o leitor ao texto que trata dessa matéria no Parecer CFM 12/07." O texto citado acima está na página do editorial do endereço http://www.portalmedico.org.br/JORNAL/Jornais2008/Jan/pag5.html

Ora, Tampão Sanguíneo Peridural é apenas uma das formas, além da auto-hemoterapia clássica a que se refere o dr. Luiz Moura, da técnica.

Entre as outras técnicas derivadas da auto-hemoterapia clássica, também  a Ozonioterapia, como se vê em http://www.aboz.org.br/Web/secoes_site.asp?id=7 : "As aplicações de ozonioterapia são determinadas por suas propriedades antiinflamatórias, antisépticas, de modulação do estresse oxidativo, da melhora da circulação periférica e da oxigenação..." e, ainda,  "... Vias de administração Sistêmicas
- Grande Auto-Hemoterapia (Major)
- Insuflação Retal
- Pequena Auto-Hemoterapia (Minor)
- Solução salina ozonizada".

E ainda: "A Ozonioterapia é reconhecida pelo Ministério da Saúde na Alemanha, Itália e em outros 16 países. Cuba conta com 39 Centros Clínicos de Ozonioterapia e na Rússia é utilizada em todos os Hospitais Governamentais.

Atualmente aproximadamente 10.000 médicos utilizam este método na Europa".
Em http://www.aboz.com.br/Web/secoes_site.asp?id=1

Outra forma de aplicação da auto-hemoterapia é feita pela Homeopatia. No endereço http://www.escoladehomeopatia.org.br/Aulas/Farmacia/2005/Bioterpicos-aula%20EPH_maio05.ppt


Bioterápicos - Módulo 1. Na seqüência,
http://www.escoladehomeopatia.org.br/Aulas/Farmacia/2005/Bioterpicos-aula%20EPH_maio05.ppt#297,14,Dr. Licínio Cardoso (RJ) , lê-se:
"Licínio Cardoso (RJ)
Em 1923 cria a isopatia sanguínea ou auto-hemoterapia por via "im" ou "ev" "."

Veja depoimento de uma qualificada paciente, profissional de saúde: "Data: 04/07/2008 11:35:51


De: Natália Couto Paes Barreto
IP: 200.152.34.94
Assunto: Re: Para o sr. Robert N. Johansson: sobre auto-hemo, homeopatia e Justiça

Sou médica e portadora de uma doença renal crônica (GESF- glomeruloesclerosefocal). Tenho proteinúria de cerca de 2.5 gramas, que só foi reduzida com o uso de corticóides (para 500 mg.). Hoje,não tenho mais indicação de corticoterapia, pelo grau da doença, já mais avançado e a outra droga experimentada (MMF- micofenolato de mofetil) não obteve nenhuma resposta para baixar a minha proteinúria. Daí,a minha médica de acupuntura resolveu tentar o tratamento com o auto-isoterápico de sangue e o resultado foi surpreendente, a minha proteinúria já reduziu para 1.0g (nunca conseguido antes, a não ser com corticoterapia) até a diluição de 30. Atualmente estou usando diluição de 60 e aguardo novos exames para ver como estão as minhas taxas."  Depoimento no endereço http://inforum.insite.com.br/39550/6914399.html.

Há também o "Plasma Rico em Plaquetas (PRP) que, como se vê na Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, vol.33 no.1 Rio de Janeiro Jan./Feb. 2006, "tem sido bastante estudado na área de odontologia, sendo empregado principalmente em pequenos enxertos ósseos na região alveolar para futuros implantes dentários e em cirurgias periodontais e maxilo-faciais1-5. Sua utilização em medicina ainda é pequena, porém os estudos existentes sobre este produto mostram um grande potencial de melhorar os resultados em diversos procedimentos ortopédicos, neurocirúrgicos e de cirurgia plástica6-12. O PRP é uma concentração autóloga de plaquetas em um pequeno volume de plasma, com a conseqüente presença de fatores de crescimento (FC) liberados por estas plaquetas, além de proteínas osteocondutoras, que também servem de matriz para migração epitelial e formação óssea e de tecido conectivo3,7,13,14. ...". O texto completo está em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-69912006000100007&script=sci_arttext

Há, ainda, a auto-hemoterapia a partir do método criado pelo dr. Jorge Gonzalez. No site da Associação Mexicana para o Diagnóstico e Tratamento das Doenças Autoimunes, é informado:


"Bienvenido

Nuestra asociacion fue fundada y registrada en el ano de 1999 con el objetivo fundamental de, por un lado dar a conocer y aplicar el resultado de las investigaciones que en el campo de la fisiologia celular ha logrado el Dr. Jorge Gonzalez Ramirez , y por el otro lado fomentar el intercambio de experiencias entre los mismos miembros (actualmente aproximadamente 70 en la Repъblica Mexicana, mas los ubicados en Argentina y España). ...

Ao clicar na barra autohemoterapia lê-se: "AUTOHEMOTERAPIA
La referencia en espanol mas remota que describe lo que es la autohemoterapia, se encuentra en la Terapйutica Biolуgica de Gaston Lyon en el aсo de 1938. En donde cita: "la autohemoterapia consiste en obtener de una vena cierta cantidad de sangre y reinyectarla inmediatamente en el tejido muscular o subcutâneo. Por la corta duraciуn de tiempo que transcurre entre estas dos operaciones, no hay porque preocuparse por una coagulaciуn posible de la sangre.

Las dosis de sangre que se inyectan cuando se recurre a la autohemoterapia, varнan de 2 a 10 c.c., en el lactante de 1 a 2 c.c. No hay ventaja alguna en inyectar dosis mayores, el efecto util se obtiene con las pequeсas dosis ya indicadas.


Los hallazgos "in vitro" del investigador danйs y premio nobel en 1984 Niels K. Jerne, establecieron, sin querer, bases cientнficas para el desarrollo de la autohemoterapia, al encontrar que en ciertas condiciones el sistema inmune se vuelve contra el cuerpo al que deberнa defender, formando auto-anticuerpos que atacan al propio organismo causando las llamadas enfermedades autoinmunes. Su teorнa de la Red explica cуmo una enfermedad autoinmune puede ser tratada exitosamente con anti-anticuerpos. ..." O endereço do texto é http://www.autohemoterapia.com/

Como se nota,  até em Pediatria pode ser feito o uso seguro da auto-hemoterapia. De se registrar que o dr. Dr. Jorge Gonzalez Ramirez e seus seguidores seguem o seguinte "MÉTODO


Para preparar a autovacina, se obtem 5ml de sangue venoso e se coloca em um frasco de 100ml, com somente 50ml de solução salina especial para cultivode tecido dos laboratórios IN Vitro. Uma vez que o sangue é posto no frasco, se agita violentamente de pólo a pólo durante 30 minutos, ao final dos quais se coloca em refrigeração a 4°C. Depois de 24 horas se inicia o tratamento, o frasco deve ser agitado ligeiramente para homogeneizar seu conteúdo.

Uma vez criada a vacina se extrai 1ml da suspensão do frasco com uma seringa de insulina e se aquece ligeiramente. Posteriormente se injeta no paciente subcutaneamente, de preferência em seu abdômen. Essa injeção deverá ser aplicada diariamente durante 1 ano. Em nossa experiência se preparam frascos de autovacina a medida que se dava o tratamento".

A falácia da Anvisa e do CFM de que não existem estudos científicos sobre auto-hemoterapia, logo cai por terra. No dia 30 de outubro de 2008, o Google passa a disponibilizar em http://books.google.com.br/ , um grande número de livros produzidos em todo o mundo. Os defensores do dr. Luiz Moura, aviltado pelo seu conselho de classe, e da auto-hemoterapia comemoram.

Afirmam que os detratores do médico e críticos da técnica nunca mais poderão dizer que não há pesquisas sobre a auto-hemoterapia, procedimento tão importante para prevenção da doença e recuperação da saúde de milhões de pessoas em todo o mundo.

Lembram que pesquisas sobre a técnica em seis idiomas no novo sistema de busca do Google apontam os seguintes quantitativos de livros em seis idiomas:
193 sobre auto-hemoterapia, em português;
540 sobre autohemoterapia, em espanhol;
530 sobre auto-hémothérapie, em francês;
632 sobre autohemotherapy, em inglês;
415 sobre eigenbluttherapie, em alemão;
288 sobre autoemoterapia, em italiano.
2.598 livros nestes idiomas se referem à auto-hemoterapia nesta época.

Ao espancarem a verdade sobre a segurança e eficácia da auto-hemoterapia a Anvisa e o CFM tripudiam sobre a própria Ciência brasileira. Pois o cientista brasileiro dr. Jésse Teixeira publicou o resultado de suas pesquisas sobre auto-hemoterapia na "Revista Brasil-Cirúrgico Orgão oficial da Sociedade Médico-Cirúrgica do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro


Março de 1940 - Volume II. Uma das fontes virtuais do artigo é
http://www.orientacoesmedicas.com.br/AUTOHEMOTRANSFUSAO_Dr_Jesse_Teixeira_1940.pdf

Também afrontam a Ciênica Mundial. Michael W. Mettenletter relatou suas pesquisas em artigo publicado no "The American Journal of Surgery" (May, 1936 - pág. 321). Fez o trabalho no Pós-Graduate Hospital, de Nova York. Pode-se ver o artigo completo em http://paginas.terra.com.br/saude/Autohemoterapia/Autohemotransfusion_in_Preventing_Postoperative_Lung_Complications_Michael_Mettenleiter_1936.pdfem ".

Aqui citados apenas dois de um sem número de pesquisadores que apontam segurança e eficácia para a técnica. No total, 450 casos de tratamentos com auto-hemoterapia foram pesquisados pelos médicos Jésse Teixeira e Michael W. Mettenletter.

Quantos medicamentos não têm de ser recolhidos pela mesma Anvisa por efeitos colaterais não observados, que causam até mesmo mortes de usuários? É sabido que muitos laboratórios farmacêuticos compram estudos de segurança e eficácia de seus novos produtos de cientistas inescrupulosos.

Existem só antigos os experimentos antigos sobre a auto-hemoterapia? Não! Se a Anvisa e o CFM aprofundassem suas pesquisas à época da edição de suas Nota Técnica e Parecer veriam que milhares de outros textos médicos, muitos dos quais indexados, confirmariam a eficácia da auto-hemoterapia num sem número de doenças. Mesmo sem contar com a ferramenta do Google disponibilizada depois.

Descobririam a Anvisa e o CFM artigos modernos, muito modernos. No endereço http://www.liebertonline.com/doi/abs/10.1089/acm.1997.3.155 "The Journal of Alternative and Complementary Medicine


Successful Treatment of Herpetic Infections by Autohemotherapy

To cite this paper:


John H. Olwin, Helen V. Ratajczak, Robert V. House. The Journal of Alternative and Complementary Medicine. June 1, 1997, 3(2): 155-158. doi:10.1089/acm.1997.3.155." Destaco a data do estudo: 1997.

Descobririam, ainda, o dr. Alex Botsaris sobre a questão do quantitativo e qualitativo de textos médicos sobre o tema. Diz o médico: "... Não é verdade que essa terapêutica não tenha nenhum fundamento, nem que não haja nenhum trabalho publicado sobre ela na literatura mundial ou nacional, como afirma a SBHH". Que segue: "Na base de dados Pubmed, do NIH (Instutito Nacional de Saúde americano), considerada a maior base de dados médicos do mundo, existem cerca de 106 estudos científicos publicados sobre auto-hemoterapia, a maioria sendo clínicos." Estas afirmações estão no endereço http://www2.uol.com.br/vyaestelar/auto_hemoterapia.htm

As manifestações da Anvisa e do CFM obstam novas pesquisas médicas sobre auto-hemoterapia. A Nota Técnica da Anvisa teve efeito devastador, até sobre as pesquisas cientificas, como as realizadas pelo médico dr. João Veiga, médico cirurgião e secretário da Saúde de Olinda, que foram paralisadas.

Em entrevista veiculada no Jornal Folha de Pernambuco, edição de 27 de abril de 2007, transcrita em http://paginas.terra.com.br/saude/Autohemoterapia/AUTO_HEMOTERAPIA_PROBIOTICOS_E_OS_IMUNOESTIMULADORES_DR_JOAO_VEIGA_2007.pdf, diz o médico: "... Apesar do uso indiscriminado pela população, com orientação médica ou não, nos últimos anos, não foi registrado nenhum trabalho que comprovasse ou desautorizasse o método...".

E que: "... Como médico e fazendo a auto-hemoterapia em pacientes com artropatia não tenho dúvidas da eficácia do método como coadjuvante para tratar artropatias crônicas, estimulando o sistema imunológico dos pacientes, podendo ser eficiente em outras doenças. Mantenho a conduta que deve ser praticada ou orientada por médicos e repudio a conduta desrespeitosa e desinformada de algumas autoridades médicas que depuseram no programa Fantástico da Rede Globo de Televisão".

A Nota Técnica da Anvisa e o parecer do CFM também paralisaram pesquisas como a coordenada pela mestre em Ciências Telma Geovanini e pelo médico dr. Manoel Mozar.

Em "Tratamento de feridas através da autohemoterapia: Um estudo de caso clínico" a pesquisadora Telma Geovanini , mestre em Ciências, enfermeira, e Manoel Mozart, médico, os autores primeiro explicam: "As células do sistema monocítico fagocitário - SMF são especialistas em fagocitose e apresentação de antígeno ao exército do sistema imune. São elas: macrófagos alveolares, micróglia, células de Kuppfer, células dendríticas, células de Langehans e macrófagos em geral, sendo os macrófagos comprovadamente células de altíssimo poder fagocitário, atuantes no processo de cicatrização. A autohemoterapia visa a autoestimulação do sistema imunológico através da retirada de determinado volume de sangue venoso do paciente e aplicação deste mesmo volume por via IM, dividindo-se o volume em 2 ou mais partes, técnica simples que estimula o aumento dos macrófagos pela medula óssea, indicada especialmente em doenças auto imunes. A taxa normal de macrófagos no sangue é elevada de 5 para 22%, complementando a ação da antibioticoterapia que paralisa a reprodução de microorganismos, enquanto o sistema imunológico ativado, vence a infecção. Em 1911 houve um registro por F. Ravaut, ele indicava um modo de auto tratamento (uno mismo, haima - sangra) empregado em diversas enfermidades infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usa a auto-hemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos". ...

Para concluir: "Neste estudo de caso, utilizou-se como tratamento base a autohemoterapia, terapia alternativa que se por


um lado foge dos domínios da especulação científica, por outro parece que se afirma cada vez mais com a observação sistematizada dos fatos, algo que vive e manifesta-se com êxito crescente na prática clínica, embora ainda não tenha sido classificada e sistematizada pelo positivismo da ciência médica
contemporânea. A autohemoterapia, parece que se enquadra nesse impulso pós moderno.

Diante das evidências inequívocas deste estudo, concluímos que a autohemoterapia como fator de incremento da imunidade natural do organismo, mostrou-se eficiente ao ser utilizada como um


tratamento coadjuvante em feridas e lesões da pele. Parafraseando KUHNE.L. (2000), podemos dizer que coube a nós, terapeutas holísticos do século XXI, a singela incumbência de expor um pensamento diferente sem veleidades de crítica nem propósitos pré-concebidos". O relato completo pode ser lido no endereço http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/alternative-medicine/1617229-tratamento-feridas-atrav%C3%A9s-da-autohemoterapia/

Pois bem: estes e outros pesquisadores interessados em pesquisar auto-hemoterapia não podem exercer seus deveres e seus direitos. Lamentáveis, pois, tais efeitos inquisitoriais da Nota Técnica da Anvisa e do Parecer do CFM. O clamor nacional é pela permissão irrestrita para a prescrição da auto-hemoterapia pelos médicos e enfermeiros que julguem o emprego da técnica necessário ao tratamento da saúde de seus pacientes. E

E buscam, como podem, o tratamento. No endereço http://br.youtube.com/results?search_query=auto+-+hemoterapia+-+depoimentos em 09/12/2008, pode-se ver digitando "auto - hemoterapia - depoimentos" resultados de vídeos 1 - 18 de cerca de 18" depoimentos de usuários da auto-hemoterapia, muitos em se aplicando a auto-hemoterapia, apesar das dificuldades para este procedimento.

Ainda que a Anvisa procurasse, digamos, proteger o cidadão, sua Nota Técnica produziu então efeito contrário. Os pacientes ficaram ao desamparo da atenção dos verdadeiros médicos, como o dr. Luiz Moura - que deu notável entrevista sobre o tema - posto que os médicos estão impedidos de prescrever tal técnica.  E os milhões de brasileiros que necessitam da auto-hemoterapia para recuperar sua saúde o fazem sem nenhuma orientação médica ou de enfermagem. E, por manifestações na internet, vão continuar, a despeito de ações como as aparentemente legais  -  para alguns -  da Anvisa e do CFM.

Deve-se considerar ainda outros fatores: Walter Medeiros, estudioso do tema, cita: "No tratamento de um paciente, quando métodos profiláticos, diagnósticos e terapêuticos comprovados não existem ou foram ineficazes, o médico, com o consentimento informado do paciente, deve ser livre para utilizar medidas profiláticas, diagnósticas e terapêuticas não comprovados ou inovadores, se no seu julgamento, esta ofereça esperança de salvar vida, restabelecimento da saúde e alívio do sofrimento. Quando possível, estas medidas devem ser objeto de pesquisa, desenhada para avaliar sua segurança ou eficácia. Em todos os casos, as novas informações devem ser registradas e, quando apropriado, publicadas. As outras diretrizes relevantes desta Declaração devem ser seguidas". (Item 5 da Declaração de Helsinque 2000 da Associação Médica Mundial, que trata de Princípios Éticos para Pesquisa Clínica Envolvendo Seres Humanos.)"

Os brasileiros são gratos ao médico dr. Luiz Moura, hoje com 85 anos, a quem devem o conhecimento sobre o que é a auto-hemoterapia. O médico pagou o elevado preço de perder seu diploma após 58 anos de honrada prática médica por cumprir o dever de informar o que é esta fantástica técnica de prevenção e de cura das doenças.

Suas informações foram gravadas em vídeo-depoimento realizado por Ana Martinez e Luiz Fernando Sarmento. O vídeo foi primeiro divulgado de mãos em mãos. Depois, ganhou a internet, a mais poderosas das mídias criadas, e já foi visto por milhões de brasileiros.



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