Ata da 1ª Reunião Solene da Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, referente ao 1º Período da 1ª Sessão Legislativa da 5



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Wilson Dillem dos Santos: — Boa-tarde a todos! Vou mudar o tema abordado. Acho que devemos cumprir o nosso papel, que é legislar e defender a sociedade, ampliando os nossos espaços devidos para que a população saia ganhando. Fiquei satisfeito com a notícia do Jornal O Fato, de 19/09, informando que o Prefeito Casteglione se reuniu com no dia 18 com representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual para a análise da viabilidade de instalação da Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em local disponibilizado pela prefeitura. Segundo o prefeito, a definição do local que abrigará a Vara Especializada sairá em dezembro. Quando vi essa matéria fiquei satisfeito, porque o poder público municipal já manifestou interesse de alcançar as nossas famílias, de forma especial as mulheres cachoeirenses, que sofrem a violência doméstica quase que no dia a dia. Digo isso, porque tive o cuidado de, em julho de 2013, fazer um ofício à Dra. Hermínia Maria Silveira Azoury, Juíza de Direito e Coordenadora Estadual do Programa da Mulher em Situação de Violência Doméstica, e ela deu uma esperança muito grande quanto à possibilidade de implantar em Cachoeiro o dispositivo de segurança preventiva, chamado DSP, conhecido como o Botão do Pânico. Para isso ocorrer, seria necessário ser feita uma experiência em um dos Municípios da Grande Vitória, o que já aconteceu. Agora, já que o prefeito abriu espaço para esse diálogo, há a possibilidade disso ser implantado em Cachoeiro. Acompanhamos nos noticiários que cada vez mais aumenta o índice de violência contra a mulher no Estado. No último domingo, vi uma entrevista com o Presidente do Tribunal de Justiça, o Desembargador Feu Rosa, que fez alguns esclarecimentos sobre o que está ocorrendo no Espírito Santo e as medidas adotadas por ele com relação a esse Botão do Pânico. A reportagem do Fantástico não foi muito favorável à credibilidade do Estado, aliás, ela deu uma repercussão negativa, porque, hoje, o Espírito Santo tem o maior índice de violência do Brasil. A minha preocupação quanto a isso vem de anos atrás, mas antes eu não sabia como buscar a atenção das autoridades. Agora vejo um resultado positivo devido à atenção dessa juíza. Encaminhei um ofício à Dra. Ancila Zanol, que, na época, se mostrou muito receptiva à instalação dessa vara em Cachoeiro. Nesse momento, o Prefeito Casteglione está abraçando essa causa da parcela feminina da nossa sociedade. É bom quando vemos que os trabalhos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo caminham em harmonia, com o propósito de minimizar ou até resolver as questões da violência doméstica. Então, quero parabenizar o Prefeito Casteglione, a secretaria, que está diretamente envolvida nessa questão, os nossos delegados, as pessoas competentes para tratar desse assunto, e a essa juíza, responsável pela implantação do Botão do Pânico no Estado do Espírito Santo. Desejo ver o resultado disso e, quem sabe, a reunião marcada para dezembro possa ser antecipada, para que possamos conviver com uma sociedade mais disciplinada, alertada, coerente e respeitadora, principalmente no meio familiar. Cachoeiro de Itapemirim é a nossa família. Digo isso, como um dos representantes do povo desta cidade. Quando fiz o ofício para a implantação do Botão do Pânico em Cachoeiro de Itapemirim, todos os vereadores assinaram esse documento junto comigo. Por isso, estou informando o andamento do trabalho do Legislativo, que precisa caminhar em harmonia com o Executivo e o Judiciário. / Aparteando Rodrigo Pereira Costa: — Tive a oportunidade de acompanhar essa reportagem no domingo e achei muito interessante o Botão do Pânico, que foi vencedor do Projeto Inovare, no qual profissionais do Poder Judiciário criam mecanismos para tentar contribuir com a Justiça no Brasil. A ideia do Desembargador Feu Rosa acabou sendo premiada nesse concurso. Para que esse projeto seja colocado em prática, é preciso fazer um trabalho integrado entre a Guarda Municipal e outras polícias. A mulher que sofre violência aperta um botão, e Guarda Municipal identifica a situação pelas câmeras. É uma coisa muito interessante e será positiva para Cachoeiro. Hoje, os índices estatísticos sobre a violência contra a mulher em Cachoeiro são altos, e o Botão do Pânico vai inibir os homens covardes, que agridem suas esposas e suas famílias. Vereador Wilson, parabenizo V. Ex.ª por trazer esse assunto para a pauta e pela sua iniciativa de se informar sobre esse dispositivo. Esse debate é importante, porque vai ajudar muito a sociedade cachoeirense, inibindo a violência contra a mulher. / Wilson Dillem dos Santos: — Quero ler a resposta da juíza, Dra. Hermínia Maria Silveira Azoury, que diz o seguinte: “Em resposta ao Ofício 1257/2013, feito pelo Vereador Wilson Dillem dos Santos, concernente à implantação do Botão do Pânico nesse Município, informamos que, em última deliberação do Comitê Gestor do Botão do Pânico, foi decidido que o projeto não deverá ser expandido até que a experiência piloto em Vitória seja finalizada e avaliada em sua integralidade, o que ocorrerá em 04/10/2013, bem como sendo necessária a homologação definitiva do uso do dispositivo de segurança preventivo. Contudo, registramos o total interesse desse Tribunal de Justiça em implantar o projeto do Botão do Pânico em Cachoeiro de Itapemirim em um futuro próximo, razão pela qual nos colocamos à inteira disposição para promover os esforços necessários em favor de tal empreitada, assim que o projeto experimental em curso seja totalmente finalizado e avaliado. Nesta oportunidade, apresentamos as nossas cordiais saudações e nos colocamos à disposição para colaboração.” É muito salutar quando recebemos uma resposta como essa, já enxergando o horizonte com um resultado positivo. Então, mais uma vez parabenizo o Prefeito Casteglione, a Justiça e o Poder Legislativo de Cachoeiro de Itapemirim. Muito obrigado! / Brás Zagotto: — Boa-tarde a todos! Tenho andado por todas as ruas e bairros de Cachoeiro e vejo os problemas enfrentados pela nossa população, os quais podemos ajudar a resolver. Sou vereador há quase vinte anos e já fui secretário três vezes, atuando nas pastas de Defesa Civil, de Limpeza Pública e de Interior. Caminhei pela favelinha do Bairro Valão, próxima à ponte da linha de ferro, onde ainda não havia ido. Naquele local, moram muitas pessoas que precisam do apoio da Câmara e da prefeitura para ter uma melhor condição de vida. O local onde eles atravessam era onde passava o trem. Eram duas vigas, mas uma caiu. São mais de vinte, trinta famílias naquele canto, perfazendo um total de duzentas pessoas, e, na época das chuvas e quando há pessoas doentes, as dificuldades são grandes, sendo necessário usar até padiola. Ora, não há mobilidade e sequer uma ponte para se passar. Assim, fiz uma indicação ao prefeito, tendo em vista que a obra escolhida no Orçamento Participativo do Bairro Valão foi aquela ponte da favelinha. Então, dirijo-me também ao líder do prefeito, o Vereador Elias de Souza, para reforçar o quanto é difícil a situação daquele povo, pedindo urgência para a realização dessa obra. São mais de trinta famílias sem nenhum acesso, sendo uma ponte com um metro de largura e seis de altura, de onde já caíram pessoas em cima das pedras. Eles estão querendo fazer um mutirão para colocar uns trilhos, mas, como foi a obra escolhida do Orçamento Participativo, prometi conversar com o prefeito para que ele, o mais rápido possível, atenda àquele povo que tanto precisa. Da mesma forma que na semana passada me pronunciei aqui sobre a situação daqueles comerciantes situados atrás da rodoviária, e junto com V. Ex.ª e o Secretário Fabrício conseguimos resolver o problema, vamos fazer lá no Valão. Lá, o Secretário Fabrício implantou uma carga e descarga alternativa, e todos ficaram satisfeitos. Proponho até fazermos uma comissão para também ir àquela comunidade, onde, se fizer a ponte, será possível pavimentar uma rua. Eu moro no Bairro Vila Rica; V. Ex.ª, no BNH, e outros colegas no Morro Santo Antônio. Posso dizer que é até difícil acreditar que há pessoas numa situação como aquela. Então, tenho certeza de que o Elias levará o prefeito até lá para darmos uma resposta àquele povo. / Aparteando Wilson Dillem dos Santos: — É realmente muito bom ver esse assunto voltar à tribuna da Câmara. Ainda na primeira campanha e também na segunda do Prefeito Casteglione, estivemos lá e conhecemos a realidade complicada daquelas pessoas. Assim como V. Ex.ª, tenho acompanhado as dificuldades do dia a dia dos moradores, inclusive foi reiterada a questão das vigas para a construção da ponte, a iluminação e pavimentação da via que dá acesso à chamada favelinha. Então, quero ratificar as palavras de V. Ex.ª em cima das dificuldades daqueles moradores. Se for preciso socorrer um doente morador daquele canto, será muito difícil, pois a travessia daquela passagem coloca em risco a vida de todos, sem falar de outros problemas que ocorrem lá, os quais não gostaria nem de citar, envolvendo tráfico de drogas e essas coisas todas. / Aparteando José Carlos Amaral: — V. Ex.ª conhece o Vadinho e sabe que ele coloca a mão de obra disponível para soldar aqueles trilhos. Ele é um senhor profissional. / Brás Zagotto: — Eles estão querendo fazer isso, mas a comunidade já votou no Orçamento Participativo, escolhendo aquela obra. Eu tenho certeza de que, junto com o Elias e a equipe da prefeitura, vamos visitá-los, e o prefeito vai olhar isso com bons olhos, como sempre olhou, basta ver que a situação dos comerciantes de trás da rodoviária já foi resolvida. É muito difícil a locomoção para aqueles moradores. / Aparteando José Carlos Amaral: — V. Ex.ª era secretário na época, e eu gostaria de saber onde se encontram aquelas vigas da ponte do Baiminas. Se uma daquelas vigas fosse colocada no local citado por V. Ex.ª, solucionaria o problema. / Brás Zagotto: — Eu medi e sei que aquelas vigas têm quinze metros de comprimento. Como o local dá quatorze metros e pouco, vai dar vinte centímetros e terá que aumentar a cabeceira. Quando eu era secretário de Interior, levamos aquelas vigas para Itaoca, no loteamento do Carola, e sei que, agora, foi feita uma ponte bacana com elas em Pedra Lisa. Fiz também uma ponte na região da Dona Canutinha e em Banca de Areia. / Aparteando José Carlos Amaral: — Ainda sobraram vigas? / Brás Zagotto: — Dezessete. / Aparteando José Carlos Amaral: — É só usar a cabeceira de um lado e do outro que está na terra, puxando para dentro do córrego. É fácil colocar aquelas vigas. / Brás Zagotto: — As vigas ficarão curtas, porque o espaço é largo, com cerca de quatorze metros e uns quebrados de ponta a ponta. A sobra será de apenas vinte centímetros, ficando perigoso. Senhores, hoje, passei pela Rua Samuel Levy, e os moradores me solicitaram que eu fizesse um documento para a Viação Flecha Branca, o qual até já preparei, pedindo para lá uma nova linha de ônibus circular. Isso porque, depois das mudanças no trânsito, que só desce, as pessoas, principalmente as idosas, estão tendo que saltar na Avenida Beira Rio e atravessar a ponte de pedestres até o moinho dos Coelhos. Estão ocorrendo muitos assaltos naquela ponte de pedestres, e a recomendação dos comerciantes por onde passei é que se faça a reivindicação desse circular, até um micro-ônibus, que saia da Linha Vermelha, suba pela Beira Rio, passe pela Ilha da Luz, desça pela Rua Samuel Levy, passe pela Pinheiro Júnior e volte pelo centro. Já liguei para o Eduardo e o Renato, e os levaremos até lá na sexta-feira para ouvir os moradores. Tenho certeza absoluta que a Viação Flecha Branca atenderá ao pedido daqueles moradores, que não é nada absurdo. / Aparteando José Carlos Amaral: — V. Ex.ª vai manda a sua assessoria lá na segunda-feira? / Brás Zagotto: — Sim. Eu e a minha assessoria faremos uma reunião com os moradores, mas já enviei a solicitação, a qual creio que será atendida, pois é bacana. Agora, falando sobre o DER e a mobilidade urbana, lembro da duplicação da Avenida Jones dos Santos Neves, do trevo do IBC até o Bolo de Noiva. Vejo que nesse trecho está sendo construído o Condomínio Flamboyant, com mais de trezentos e cinquenta apartamentos, e de mobilidade urbana não teremos nada. Há até uma emenda parlamentar proposta pelo Deputado Camilo Cola, no valor de 600 mil reais, cuja passarela não saiu até hoje. O prefeito quis até fazer, mas ficou agarrado por conta da duplicação daquele trecho. Assim, o pessoal daquela região, que envolve os Bairros São Lucas, Caiçara, IBC e Monte Cristo, está preocupado, porque, quando aqueles apartamentos forem ocupados, serão mais duas mil e quinhentas pessoas e mais seiscentos carros circulando por lá. Portanto, o quanto antes o DER começar aquela duplicação, mais importante será para evitar que, com a ocupação daqueles apartamentos, o trecho seja mais um ponto crítico do trânsito de Cachoeiro de Itapemirim. O Município já possui vários pontos críticos nos horários de pico, a exemplo da Avenida Aristides Campos e do Trevo da Ilha, que até melhorou com a mudança da sinalização. Farei um pedido de informação ao DER para saber o porquê aquela duplicação não ter sido iniciada ainda. Ora, já participei de reunião lá, há dois, três anos, havendo a emenda proposta por Camilo Cola, inclusive aconteceu a assinatura da ordem de serviço. O líder comunitário do Bairro Caiçara está informando que isso ocorreu há cinco anos, e obra não sai, agarrada nessa história de duplicação da avenida, cuja obra do Trevo da Coca-Cola até Duas Barras está ficando muito boa; porém, no meu ponto de vista, está demorando muito e já poderia estar bem mais adiantada. Digo isso, porque a ordem de serviço já foi assinada em 2011, sem que 30% da obra estejam concluídas. Aquela proteção que foi colocada em frente ao Perim ajudou muito a evitar os acidentes, mas o trânsito está caótico. Vamos fazer o requerimento e aguardar a resposta do DER. Muito obrigado! / Rodrigo Pereira Costa (Secretário): — Temos aqui um ofício da Camila, do Cerimonial, nos seguintes termos; “Senhores Vereadores, informo, respeitosamente, que os Títulos de Empresa Amiga da Terceira Idade ou Amigo da Terceira Idade, que seriam entregues na próxima segunda-feira, 29/09, devido à mudança do horário de funcionamento desta Casa de Leis, serão entregues na terça-feira, na sessão ordinária de 30/09, a partir das 14:00 horas”. Que sejam avisados os homenageados. / Elias de Souza, levantando questão de ordem: — Eu preciso repassar uma documentação ao Vereador Amaral, e, quando da chamada do meu nome, estava tomando café. Assim, peço ao presidente autorização para usar a palavra por cinco minutos. / Júlio César Ferrare Cecotti (Presidente): — Acatado. / José Carlos Amaral, levantando questão de ordem: — Eu solicito que o projeto do tíquete seja apreciado com prioridade, por ser de interesse dos servidores públicos, conforme resolução aprovada nesta Casa de Leis, de inciativa do ex-vereador Moulon. / Júlio César Ferrare Cecotti (Presidente): — Acatado. / Elias de Souza: Boa-tarde a todos! O Vereador Amaral se pronunciou no Pequeno Expediente, utilizando-se de uma tática interessante, que é, aproveitando-se de que as pessoas estão acompanhando pela rádio, jogar um barro e, se colar, fica por isso mesmo. Ele colocou em suspeição o valor de 95 mil reais gastos pela prefeitura e que, segundo o vereador, não se encontra o endereço do instituto. Talvez, o colega não tenha pesquisado direito, e vou lhe entregar os comprovantes de que a Secretaria de Educação contratou o Instituto Conhecer, de Vitória. Trata-se de um grande grupo, que integra o Grupo Marca. O prefeito começou a implantar uma nova proposta pedagógica para Cachoeiro, entendendo que é preciso estar sempre qualificando os nossos professores e gestores. V. Ex.ª sabe muito bem que às vezes o Poder Público não faz os investimentos necessários na qualificação de seus servidores, o que resulta na prestação de um serviço de péssima qualidade à população. Assim, a SEME solicitou à Secretaria da Fazenda, e foi feita a contratação de cento e noventa inscrições para o Congresso Conhecer, ocorrido em Aracruz, dos dias 19 a 21, inclusive a esposa do companheiro Brás Zagotto participou. Foram três dias e, Vereador Amaral, se V. Ex.ª fizer as contas das despesas de alimentação, viagem e as pequenas diárias, verificará que os valores estão dentro da realidade do Município, em se tratando de um congresso de tamanha importância para os nossos vinte e três mil alunos. Vou passar o material para V. Ex.ª conhecer a proposta “Despertar”. / Aparteando Brás Zagotto: — Eu fico agradecido, porque, entre esse monte de educadores que há no Município, a minha esposa, com vinte e cinco anos de efetiva na prefeitura, foi contemplada para participar, foi e voltou maravilhada com o que viu lá. A minha esposa é diretora da escola do bairro do Rodrigo, e o colega sabe que ela já era competente e será mais ainda agora, com tudo o que aprendeu nesse congresso. / Elias de Souza: — Companheiro Brás, V. Ex.ª tocou na situação daquelas pessoas mais carentes que moram na favelinha. É até triste usar essa expressão, mas V. Ex.ª tenha a certeza de que marcaremos essa visita ainda para esta semana, junto com o prefeito e o secretário de Obras para fazermos uma avaliação e contemplarmos aqueles moradores. É uma solicitação de V. Ex.ª que o prefeito atenderá para agraciar aqueles moradores, que esperam a citada obra há muitos anos em busca de tranquilidade, já que ficam lá desesperados. O Vereador Amaral falou sobre um deputado, mas não citou o nome dele. Quem é o deputado? Eu não recordo de tê-lo ouvido citar o nome dele, mas vou citar o nome do seu Deputado Ferraço aqui. Recebi um panfleto na minha casa e estranhei, porque o Deputado Ferraço, ex-prefeito de Cachoeiro, colocou que o problema do não funcionamento do hospital de Aquidaban foi causado por outro gestor. Ele coloca que perdeu a eleição e que, infelizmente, o outro administrador não deu continuidade à abertura daquele hospital. Tenho particularmente respeito pelo ex-prefeito Ferraço, mas preciso dizer que ele mente, quando coloca as coisas dessa forma. Ora, ele era o prefeito da cidade e inaugurou o hospital não como materno-infantil, e sim como infantil, fechando-o uma semana depois, já sabendo que não era responsabilidade do Município gerir hospital público. O Município não estava na gestão plena; portanto, não poderia nem deveria fazer isso. Ele fechou o hospital não sei por qual motivo, cabendo-lhe explicar o porquê disso. Agora, vem dizer que abrirá. / Aparteando José Carlos Amaral: — Eu também questionei essa situação. / Elias de Souza: — Acho estranho dizermos que o Sul não tem representação política. Vou discordar disso, pois, nos últimos oito anos de governo, que antecedeu esse, foi Paulo Hartung, que, se não me falha a memória, é filho de Guaçuí; o atual governador é de Castelo, o presidente da Assembleia Legislativa nasceu em Vargem Alta, mas é de Cachoeiro e teve vários mandatos aqui. Infelizmente, faleceu o deputado Glauber, mas temos o Mansor e o Rodrigo, que assumiu recentemente, além do Deputado Federal Camilo Cola. Então, senhora vereadora e senhores vereadores, querer usar o discurso de que Cachoeiro não tem representação política? Eu discordo disso. / Aparteando José Carlos Amaral: — Ainda temos a Presidente Dilma, que é do PT e podia mandar muito dinheiro para cá também. / Elias de Souza: — Mas ela mandou, pois o Espírito Santo e Cachoeiro nunca receberam tantos recursos federais como na gestão dela, inclusive posso trazer os números para V. Ex.ª já na semana que vem. Cachoeiro nunca teve tantas creches com recursos federais, e estão saindo três supercreches. Não fazemos escolas embaixo de arquibancadas de ginásios nem escolas que caem. As nossas obras têm qualidade. Eu gostaria de questionar o ex-prefeito Ferraço, que vem colocar, como candidato a deputado, que vai abrir o hospital do Aquidaban. Ele é presidente da Assembleia Legislativa, tem poder e poderia ter usado essa oportunidade de quatro anos que teve, inclusive é legítimo querer mais quatro, em vez de ficar mentindo para o povo, sabendo que abrir hospital não é da competência dele. Espero que dessa vez ganhe o meu candidato a governador, juntamente com a Presidente Dilma. Se o Roberto Carlos ganhar, o nosso hospital sairá. Ora, Paulo Hartung ficou lá por oito anos e não fez, assim como o Renato nesses últimos quatro anos. Portanto, não adianta fazer essa promessa agora para o Sul, especialmente para o povo de Cachoeiro. Chega a ser vergonhoso tocar nesse assunto nesta tribuna, pois é muita demagogia, tendo em vista que essa não é atribuição de deputado, ao qual cabe cobrar, legislar e investigar, como fazemos aqui. Senhores, se não conseguimos fiscalizar a nossa própria Casa, estamos sem moral para fiscalizar o Poder Executivo. As Comissões Parlamentares de Inquérito do Congresso Nacional têm funções específicas, e nelas os deputados e senadores passam a ser juízes, com responsabilidade de apurar e julgar as pessoas. Aqui, a nossa comissão, depois desse acalorado debate entre o Presidente Júlio e o decano José Carlos Amaral, de tantos mandatos, deve fazer também isso. Ora, a cada dia nós, políticos, estamos ficando cada vez mais desmoralizados perante a opinião pública. Vamos investigar com isenção e punir, se for o caso. Se fosse encontrado dinheiro na minha conta, tenho certeza de que eu seria cassado, cabendo-me no mínimo, ao ver o depósito de um dinheiro desconhecido na minha conta, devolver, dizendo que esses 5 mil reais não me pertenciam. Eu respeito V. Ex.ª, Vereador Amaral. / Aparteando José Carlos Amaral: — Eu assino essa comissão. / Elias de Souza: — Respeito V. Ex.ª, mas essas acusações são sérias e devem ser apuradas para colocar esta Casa no patamar em que ela deveria estar. Com a rádio e a TV Gazeta transmitindo esta sessão, se não tomarmos uma providência, a Câmara só irá para trás. Então, fica registrado em ata esse meu pedido para que o corregedor, que é o Vereador Alexandre de Itaoca, possa, através de ofício, pedir todas as informações pertinentes a esse caso, de maneira a que, se for preciso, seja instaurada uma comissão especial de investigação aqui. / José Carlos Amaral: — Eu assinarei, assim como já assinei duas com V. Ex.ª para abrirmos uma comissão lá atrás, que não foi aberta. Inclusive, tenho em mãos os papeis. Eu assinei, mas a coisa tomou Doril e sumiu. Peço a V. Ex.ª que inclua o Ari Correa nessa comissão. / Elias de Souza: — Vereador Amaral, passarei às mãos de V. Ex.ª a documentação do congresso em Vitória. Muito obrigado! / Passamos ao Horário das Lideranças, ocasião em que os líderes partidários declinaram da palavra. / Logo após, teve início a Ordem do Dia. / Inicialmente, passamos à 1ª Discussão dos seguintes Projetos de Lei: 214, 215, 216, 217, 219, 220, 221 e 222/2014 – David Alberto Lóss (Denominam logradouros públicos). / Brás Zagotto, levantando questão de ordem: — Senhor presidente, solicito que sejam incluídos na pauta do dia os Projetos de Lei 181, 208 e 223/2014 e o Projeto de Resolução 13/2014. / Júlio César Ferrare Cecotti (Presidente): — Acatado. / José Carlos Amaral, levantando questão de ordem: — Secretário, já foi acatado pelo presidente e, conforme determina a lei, peço que haja prioridade na votação para o projeto que versa sobre interesses dos funcionários. / Na sequência, foi colocado em discussão o Projeto de Resolução 16/2014 – Mesa Diretora (Reduz temporariamente os valores do vale alimentação, previsto na Resolução 226, de 22/12/2009). / José Carlos Amaral: — Eu continuo com a minha posição de não votar a favor desse projeto. Não costumo mudar minha opinião de maneira alguma. No portal da transparência, embora eu não vá mencionar nomes por uma questão de ética, há funcionário que recebe 2 mil 247 reais por mês mais uma gratificação de 863 reais. Pergunto: essas gratificações ainda continuam? Há outro servidor que recebe 2 mil 415 reais mais 938 reais de gratificação. Há na lista 863 reais de gratificação, 938 reais, 828 reais para funcionários que recebem salários de 2 mil e tantos reais. Há aqui 964 reais, 1.008 reais, 496 reais, 1.353 reais, 1.029 reais, tudo de gratificações. Estou perguntando se ainda procedem essas gratificações para funcionários que têm salários de 2 mil e poucos reais. A Câmara emprestou a Garruth para a prefeitura. Vários servidores desta Casa já foram emprestados para lá, e a Câmara pagava seus salários. O salário da Garruth é de 5 mil 275 reais, não sei se é bruto ou já com desconto de Imposto de Renda, e ela recebe mais 1 mil e 29 reais de gratificação para trabalhar na prefeitura. É isso o que eu questiono. Concordo que haja crise e que tenha caído o faturamento, mas há pessoas com salários altos, que poderiam também cortar na pele. Digo isso, se ainda estão recebendo gratificação. Essas gratificações chegam a 16 mil reais. Faço uma ressalta, pois não sei se essas gratificações ainda permanecem. A menina está emprestada para a prefeitura, e tenho um apreço muito grande por ela, mas recebe mil e tantos reais de gratificação mensal. Gostaria que o Anivaldo me dissesse se ainda existem essas gratificações ou não. Quero essa informação para poder me posicionar. Desde a semana passada, venho lutando em cima disso. Se as gratificações existem, vamos cortar na carne, diminuindo-as na mesma proporção do corte do tíquete. Essa é a minha posição. Hoje, eu disse ao meu pessoal que a diferença é tão pequena que todo mês, até o dia 31/12, pagarei do meu bolso o valor que será retirado do tíquete. Não volto atrás no meu voto, mas os meus irmãos vereadores também poderiam colaborar, dividindo o prejuízo. Já que o nosso salário não pode abaixar, vamos cobrir essa diferença no tíquete dos assessores, o que não vai nos deixar mais ricos nem pobres. Entendam a minha posição, pois não estou fazendo demagogia. Um funcionário de confiança me disse hoje que este mês já tinha um compromisso e, portanto, essa mixaria do tíquete fará falta para ele. /


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