Ata da 1ª Reunião Solene da Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim, referente ao 1º Período da 1ª Sessão Legislativa da 5



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Encontro08.10.2019
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José Carlos Amaral: — Boa-tarde a todos! No Pequeno Expediente, só podemos falar sobre o que foi lido no Expediente da Mesa. Agora, no Grande Expediente, cujo tema é livre, farei um pronunciamento para esclarecer muitas coisas. Gostaria que alguém me informasse sobre o Instituto Conhecer, da Bahia. Já tentei entrar em contato com esse instituto, que cobrou 95 mil reais para fazer o treinamento e capacitação de servidores da prefeitura. Quem tiver o telefone e o endereço desse instituto, peço que me passe. Quero lamentar por ver maquinário da prefeitura parado por falta de pneus e lâmina. Não há dinheiro para essas coisas, mas para outras há. O povo do interior está pedindo ajuda. Hoje, passei na Secretaria de Interior e vi que parece até um ferro-velho, cheia de carros e máquinas em cima do macaco. Então, peço que alguém diga ao prefeito que há uma máquina Caterpillar seminova parada há mais de ano no Parque de Exposição Carlos Caiado Barbosa. Se a máquina não pode sair por algum motivo, tirem os pneus dela, pois eles estão novos, e coloquem em outras para atender o povo do interior. Neste final de semana, rodei pelo interior e vi que muita coisa precisa ser feita. Já foram criticadas aqui as obras de última hora, com as máquinas colocando solo brita no interior, através de um assessor de deputado, inclusive com placas. As pessoas desse local estão me ouvindo, e quero dizer que esse deputado é o do Orçamento Participativo, um dos Coelhos. Tomem cuidado com ele, porque está tentando iludi-los novamente. O Orçamento Participativo iludiu o povo dos Bairros Aeroporto, Novo Parque, Ruy Pinto Bandeira e Teixeira Leite e de Córrego do Brás e Santa Fé. Prometeram e não cumpriram. Gente, cuidado com essa toca em que entra um Coelho como deputado! Há pessoa ligada a esse deputado que está na rua retirando as faixas de todos os candidatos. É um tal de Marquinhos. Não há necessidade de rasgar a faixa de ninguém. Todos os nossos candidatos a deputado estão sendo vítimas dessa prática. Acho que está na hora de parar com isso, porque não é assim que se faz política. Esse Marquinhos trabalhou com o Marcos Coelho no passado e, agora, está trabalhando na secretaria com o Rizzo. O Maneco o pegou e colocou para rezar três Ave-Marias de joelhos, só não sei se ele rezou o Pai-Nosso. Não sei como o Maneco não deu uma paulada nele. Colocarei alguém para vigiar esse cara à noite. Vou dar uma coça nele, deixá-lo pelado e colocar fogo no carro dele para aprender a respeitar os outros. No passado, ele quase morreu, quando agrediu o Fuscão que estava colocando faixa no poste, no Coramara, perto da casa do Avílio, inclusive há registro policial disso. Ele está anarquizando Cachoeiro, não respeitando partido político, candidato nem nada. O meu telefone é 99975-5507 e, se alguém pegar esse Marquinhos, me chamem, porque vou deixá-lo pelado e colocarei fogo no carro dele. É um tal de Marquinhos. Senhores, eu critiquei aqui o comandante da Polícia Militar e, três dias depois, passei pela entrada do IBC, a polícia estava lá, inclusive rodando pelo lado de cima. Nos Bairros Teixeira Leite e Valão, fizeram uma varredura, e eu agradeço por isso; contudo, no Rui Pinto Bandeira e perto do Bifão os bandidos estão andando de arma na mão. Alguém nos escutou no comando, e aquele monte de viaturas na entrada do IBC, rodando para lá e para cá, já assusta um pouco, sendo que no Bairro Teixeira Leite fizeram até prisões, mas agora precisamos ver o Aeroporto, que é longe, e poucos veículos policiais passam lá. Sugiro que, quando forem ao Bairro Valão, passem pela beira linha, pois é onde fica a turma que gosta de fazer anarquia. Voltarei no Grande Expediente com coisas muito sérias para dizer. Muito obrigado! / Brás Zagotto: — Boa-tarde a todos! Eu já havia anunciado que estava preparando um projeto para homenagear o nosso ex-colega de Câmara e ex-deputado Glauber Coelho. É até com tristeza que apresento tal projeto, pois o Glauber era nosso amigo e deixou muitas saudades. O Glauber, além de um grande representante de Cachoeiro, foi um deputado estadual que, pelo que víamos nessa campanha, seria um dos mais votados do Espírito Santo. A homenagem que pretendo ver aprovada é a que denomina com o seu nome o primeiro andar desta Câmara, o qual passará por uma reforma para abrigar os gabinetes dos vereadores. Acho uma justa homenagem ao Glauber para que sua passagem por esta Casa fique eternamente marcada na memória dos colegas vereadores e de toda a população cachoeirense. Estamos de passagem enquanto vereador, assim como o Glauber, mas a placa com o nome dele lembrará o bom político que foi. Peço ao presidente que esse projeto vá a votação hoje, tendo em vista que está com todos os pareceres prontos. Repito que é uma homenagem justa ao Glauber e a sua família. Tenho certeza de que esse projeto será aprovado por unanimidade. O Glauber era um bom filho, um bom chefe de família, sendo muito triste o seu passamento. Muito obrigado! / Leonardo Pacheco Pontes: — Boa-tarde a todos! Na semana passada, foi matéria de jornais e objeto de grande discussão na cidade a ocorrência de pessoas em situação de rua, que é diferente de moradores de rua. Já durante o tempo em que fiquei na secretaria isso havia sido constatado, inclusive eu disse aqui que Cachoeiro, até aquele momento, não tinha moradores de rua, e sim em situação de rua. Há pessoas que estão na rua por opção ou pelo vício do crack e do álcool principalmente. Ainda temos uma cultura que precisa ser superada em nossa sociedade, não só a cachoeirense, que é a de alimentar as pessoas em situação de rua, como têm feito algumas igrejas e entidades do Município. Elas acham que estão ajudando, quando, na verdade, acabam colaborando para manter essas pessoas em situação de rua, já que levam sopa, marmitinha, café e leite, e elas acabam ficando na mesma. Infelizmente, nos últimos dias, sem ter certeza, digo que acredito que algum Município pode estar trazendo esse tipo de pessoa de lá para os arredores de Cachoeiro. Isso já aconteceu no passado, inclusive o Município de Guarapari pegava as pessoas em situação de rua, enchia uma Kombi delas e as deixava na Safra. Como Cachoeiro é a cidade mais próxima, era para cá que vinham. Isso ocorreu na época da Secretária Marilene Depes, no governo de Ferraço. Então, pelo contingente de pessoas que tem aparecido aqui, penso que isso pode estar acontecendo de novo. Repito que o Município não tem pessoas moradoras de rua, e sim em situação de rua, onde se encontram numa roda, pedindo ajuda, recebendo moedinha para comprar cachaça. Eu já havia feito uma indagação ao Secretário Thiago, à Guarda Municipal, através do Secretário Fabrício, e também ao Romário, porque essa é uma situação que tende a piorar, tendo sido até capa dos jornais na semana passada, com a manchete: “Retrato do abandono”. Essas secretarias têm diariamente acompanhado a situação dessas pessoas, e muitas delas recusaram atendimento. Até o Ministério Público já foi comunicado dessa situação, que requer de nós que seja realizada uma reunião mais ampliada para discutir esse caso, analisando como os projetos sociais apoiados por nós estão atuando. Já apoiei e continuo apoiando projetos sociais para que a coisa seja feita da melhor forma possível, inclusive o Albergue Madre Tereza de Calcutá, situado na Avenida Monte Castelo, em frente ao Colégio Cristo Rei, também está aberto para receber essas pessoas. Segundo o ofício que chegou as minhas mãos, muitas dessas pessoas receberam passagem para voltarem para suas cidades de origem, mas, passados uma semana, dez dias, estavam de novo em Cachoeiro. Eu mesmo encontrei uma na região da Ilha da Luz e me neguei a dar esmola, porque seria um paliativo, optando por pegá-la pelo braço e levá-la até o serviço social. Chegando lá, a assistente social Lílian sabia mais da vida dela do que ela mesmo, de tantos atendimentos que já lhe havia prestado. Foi pedida uma passagem para Muriaé, e isso ficou de ser decidido. Assim, os atendimentos são feitos. / Aparteando Delandi Pereira Macedo: — É aquela situação que estava acontecendo em frente ao Teatro Municipal Rubem Braga? / Leonardo Pacheco Pontes: — Essa mesmo. / Aparteando Delandi Pereira Macedo: — Está um negócio estranho, e fizeram até uma casinha. / Leonardo Pacheco Pontes: — Essa situação foi capa de jornal. Eles são atendidos diariamente, com tentativas de ajudá-los a resolver o problema, sem paliativos. Trata-se de população migrante, que vive de cidade em cidade, de Estado em Estado. Agora, as pessoas de Cachoeiro que estão em situação de rua, todas, sem exceção, têm casa e família, mas consideram mais fácil ficar na rua para alimentar o vício. É uma problemática do mundo moderno, a qual precisamos enfrentar. Muito obrigado! / Em seguida, teve início o Grande Expediente, ocasião em que ocuparam a tribuna, por ordem de inscrição, os seguintes Edis: / David Alberto Lóss: — Boa-tarde a todos! Mais cedo, comecei a tratar do tema processo eleitoral. Tivemos eleição há dois anos e, daqui a mais dois, teremos outra. Portanto, é muita eleição para pouco tempo, e eu defendo eleições diretas, uma só, de presidente a vereador, de quatro em quatro anos. É um gasto e um desgaste tremendos, porque os prefeitos não podem trabalhar, já que ano eleitoral é comprometido, e quem perde com isso é o povo. Candidato a vereador não pode nem ir às inaugurações. Portanto, para mim, esse processo eleitoral realizado de dois em dois anos está falido, sendo também algo que atrapalha essa infinidade de partidos políticos. É um total de trinta e dois ou trinta e três partidos políticos, quando, para mim, seis ou sete deles já seriam suficientes para contemplar todas as ideologias da extrema esquerda até o anarquismo. Para quem não sabe, digo que anarquia não é bagunça, e sim uma forma de governo, onde não se precisa de governo. No processo eleitoral que estamos vivendo, muitos estão sem saber como votar. Alguns dizem que não querem votar no PT e, por isso, não votarão na Dilma, mas a Marina entrou no lugar de outro, e há ainda mais candidatos, cada um com suas propostas. Enfim, o eleitorado está confuso, conhece o atual governo, não o quer repetir, mas teme o outro que é desconhecido, havendo ainda aqueles que são um retrô. Essas dúvidas nos mostram a situação difícil que o Brasil enfrenta hoje, e está complicado escolher. Não discuto competência, e sim a situação a que chegamos. O Brasil tem uma grande liderança de apelo popular? Não, e lamento muito o nosso país ter perdido a oportunidade de eleger um presidente como o Leonel Brizola, que era uma pessoa respeitadíssima na Europa. Sei que o Lula também teve prestígio, mas o de Brizola era de outro tipo. Essa chance que o nosso país perdeu incide hoje na falta de lideranças populares, o que torna difícil para nós escolher um presidente da República. Isso não começou agora, pois o primeiro grande gargalo e erro crasso da história brasileira foi quando Dom Pedro II, por não possuir idade para governar o país, teve antecipada a sua maioridade, havendo, no período, uma experiência republicana que não foi à frente. A República tinha que ter sido proclamada ali, em 1835, 1836. Todos os países da América já tinham república, e só o Brasil era monarquia. Isso teria evitado a Guerra do Paraguai, na qual Dom Pedro insistiu, e acabou morrendo tanta gente, inclusive o cachoeirense Coronel Borges de Athaíde perdeu um olho. Claro que na história não há “se”, mas a Guerra do Paraguai não teria sequer acontecido, caso o Brasil tivesse proclamado sua república parlamentarista, mas adotou uma monarquia parlamentarista. Quando Dom Pedro chegou à maioridade de fato e decidiu governar para valer, foi criado aqui o sistema de monarquia parlamentarista, sendo que a nossa segunda experiência com o parlamentarismo foi na época de Jânio Quadros. A república que nasceu depois todos sabem como foi. Deodoro estava sem poder montar a cavalo, todo quebrado, e Deus sabe como ele conseguiu montar para proclamar aquela república, que não acrescentou absolutamente em nada. Digo isso, mesmo sendo favorável à república, até porque a origem dessa palavra quer dizer coisa pública, coisa do povo. Outro erro crasso, terrível, já no Século XX, foi a questão da ferrovia. Não foi crime, e sim um erro estratégico de Juscelino, e o Lloyd Brasileiro nunca devia ter virado o que virou, o Porto de Vitória que o diga. Tínhamos até um bairro de ferroviários que acabou devido à opção rodoviária. Veio um relatório dos Estados Unidos que levou a essa decisão equivocada. Em 1966, veio mais um erro também crasso, que foi a fusão de todos os institutos no INSS. Em 1971, veio algo pior ainda, que foi a reforma educacional, aquela LDB terrível em todos os sentidos, e quem é professor sabe disso. De tão confusa, em 1976, já foi reformada. Os professores se reuniram em Cachoeiro para maldizer essa reforma educacional na época do golpe militar. Uma pessoa muito querida em Cachoeiro, o Professor Wilson de Rezende, participou dessa reunião, combatendo aquela famigerada Lei 5692/71, que juntou o curso primário com o secundário e, daí para frente, o professor passou a ganhar mal. Sem professor bom não tem educação. Quer funcionário bom? Pague um bom salário. Pagamos hoje um preço muito alto por esses erros. Eu não vou dizer que o Brasil está no fundo do poço, porque, acima de tudo, sou otimista, mas vejo sérias dificuldades que não são de agora, e sim frutos dos equívocos cometidos pelos presidentes. Não foram crimes, e sim decisões erradas, como nós também muitas vezes tomamos e pagamos caro por isso. Se partirmos de uma premissa errada, a consequência não será boa. Estamos confusos para votar, e muitos farão isso por exclusão. Alguns já estão conscientes para votar, mas a grande população brasileira está enfrentando dificuldades para escolher. Agora, para deputado já é outra coisa. Devemos pensar em valorizar o Poder Legislativo, pois um parlamento bom, forte não nos faz ter um Poder Executivo tão poderoso como é, esse ranço de tempos passados. Quando hoje falei sobre os nossos vereadores que são candidatos, foi porque realmente desejo, Léo e Neuza, que cheguem a Brasília, pois têm capacidade de lutar pelos nossos interesses. Assim, vamos ver se conseguimos algo, já que o Espírito Santo, durante muito tempo, foi o filho enjeitado da Federação, porque não tínhamos um parlamento forte. Com exceção de Moacyr Dalla, no Senado, e da passagem brilhante de Eurico Rezende, não tivemos mais ninguém capaz de trazer para o Espírito Santo aquilo que precisamos. O Espírito Santo já teve uma fase boa, e espero que consigamos avançar mais, o que depende de elegermos deputados federais, e Cachoeiro também ter seus representantes da Assembleia Legislativa. Encerro, dizendo que essa dificuldade de hoje é devido a uma construção do passado, onde foram cometidos equívocos, e, infelizmente, quem paga o preço é esta geração. Vamos melhorar para que a futura geração pegue um Brasil melhor do que o de hoje. Muito obrigado! / Delandi Pereira Macedo: — Boa-tarde a todos! Vim aqui reforçar um pouco do que foi dito pelo Professor David. Estamos vivendo um momento importantíssimo do nosso país, em que o povo brasileiro escolherá quem vai guiar seu destino nas esferas federal e estadual. É importante debatermos projetos de grande relevância para o nosso povo, que, no mês de junho do último ano, foi às ruas protestar intensamente. Naquele momento, parecia que o Brasil estava sendo virado do avesso, que o gigante tinha despertado, que o povo havia tomado uma decisão de mudar este país, cujo sistema político não pode mais ser suportado. Infelizmente, parece que a situação do nosso país vai continuar na mesma, visto que não se vê muito debate no que tange às reformas necessárias. Observamos que os candidatos, pelo que indicam as pesquisas, estão despontando para ganhar as eleições, mas são as mesmas figuras, sem alteração no quadro eleitoral em nível federal e também estadual. Ora, quem tem maior poder econômico consegue ganhar o voto popular com a tradicional compra de votos. Não é assim, Vereador Léo? Que Deus o abençoe por estar em melhor situação financeira do que eu. Os colegas vereadores que são candidatos encontram dificuldade de debater ideias, pois o debate gira em torno do toma lá dá cá. Pessoas de classe baixa, média e alta zelam pelos seus próprios interesses, e não pelo coletivo, em busca de melhorias da qualidade de vida do nosso povo. Precisamos debater ideias e buscar o que há de melhor para a nossa população. Tivemos aqui uma reunião com o Governador Renato Casagrande, ocasião em que lhe falamos sobre as dificuldades que sempre enfrentamos no Sul do Estado quanto à questão econômica e também da saúde. É preciso desenvolver economicamente a nossa região, mas não vemos as coisas andarem nesse sentido como deveriam. Há projetos elaborados que ficaram no meio do caminho, enquanto cada um só se preocupa em ganhar votos, sem enxergar as dificuldades do nosso povo no dia a dia. Certo candidato visitou uma determinada região da nossa cidade e observou que o local estava desamparado, sujo; aí, como ele tem ligação com o Governo Municipal, imediatamente, pediu que a prefeitura mandasse para lá um batalhão, que foi e fez uma grande limpeza na comunidade, como quem diz: “Esse é o candidato que precisamos, aquele que resolve os nossos problemas.” Todos os moradores ficaram felizes, achando que aquele candidato tem poder, enquanto esse tipo de atendimento deveria ser feito no dia a dia. O povo precisa desse serviço diariamente para desfrutar de uma cidade limpa e capinada. Isso é o mínimo que o Município pode oferecer à sua população. Quando a prefeitura vai inaugurar uma obra, manda primeiro uma equipe ao local, com vistas a limpar tudo. Isso também está acontecendo no período eleitoral. Aí, os outros candidatos, quando visitam as comunidades em busca de votos, ficam para trás, porque o outro já atendeu aos anseios daqueles moradores. Isso gera uma desigualdade muito grande, quando sabemos que esse tipo de serviço deveria, repito, ser feito no dia a dia. A população precisa ter mais maturidade nesse momento eleitoral e buscar pessoas que realmente têm capacidade e visão para atender suas necessidades. É preciso que os serviços públicos sejam prestados com qualidade, afinal, nenhum servidor trabalha de graça, e sim recebe seu salário no final do mês. Graças a Deus, em Cachoeiro de Itapemirim o pagamento dos servidores está em dia; portanto, ninguém pode dizer que fará um serviço meia boca devido ao atraso de salário. Não estou culpando o prefeito, e sim os secretários e a gerência, que deveriam estar nas ruas vendo as necessidades da população. O prefeito não precisa mandar limpar uma rua, pois o secretário tem autonomia para gerenciar sua equipe e mandá-la fazer o serviço. Ora, uma cidade limpa é uma cidade bonita, onde todos têm vontade de morar e fazer investimentos. A prefeitura e o Governo do Estado têm o compromisso de manter o equilíbrio de todos os serviços públicos, assim como o Governo Federal, cada um dentro de sua instância, com sua obrigação. A verdade é que a população precisa ser bem assistida, bem atendida pelas três esferas do poder. É assim que precisamos olhar a política. Já estamos no limiar do momento eleitoral, com o povo indo para as ruas, e parece que as coisas continuam como antes. No final, acabarão sendo eleitos aqueles que, infelizmente, aparecem só no período da eleição e não têm compromisso com o povo. Essas pessoas fazem as coisas pela metade e, depois da eleição, não procuram cumprir suas obrigações de servidor público. Essa é a história do nosso país. / Aparteando Wilson Dillem dos Santos: — A fala de V. Ex.ª foi muito importante. Na minha visão, não há necessidade de interlocução de nenhum deputado estadual para atuar com relação à limpeza pública em Cachoeiro de Itapemirim. Acho que um deputado estadual tem outros projetos, preocupações e visões, inclusive em nível de Estado, e não deve ficar limitado a esse tipo de procedimento. Nós, vereadores, juntamente com a fiscalização do próprio Município, somos os maiores indicadores para que os serviços, como esse de limpeza pública, sejam bem administrados pelas secretarias. Estamos cumprindo o nosso papel na Câmara, e a maior prova disso é a grande quantidade de indicações que apresentamos aqui, os nossos debates e as nossas entrevistas, mostrando os pontos que precisam ser bem gerenciados no Município, mas, infelizmente, o Poder Legislativo, como um todo, não é ouvido como deveria ser. Aí, quando chega o momento político, acabam dando atenção e certos privilégios a alguns deputados. Digo privilégios, porque isso não tem nada a ver com a atuação deles, visto que é papel nosso. Lamentavelmente, nós não somos ouvidos e, por isso, Cachoeiro de Itapemirim está passando por este momento deplorável e desagradável. / Delandi Pereira Macedo: — Muito obrigado! / Rodrigo Pereira Costa: — Boa-tarde a todos! Quero expressar aqui a minha preocupação quanto à saúde brasileira. Esta semana, assisti a uma reportagem no Programa “Bom-dia, Brasil”, mostrando alguns hospitais particulares de Brasília. Tal matéria foi incentivada por usuários de planos de saúde que estavam aguardando por mais de seis horas por uma consulta no pronto-socorro de um hospital particular. A reportagem entrou em contato com o conselho dos planos de saúde, que colocou a culpa dessa demora na população, dizendo que ela deixava de procurar os consultórios para buscar atendimento nos prontos-socorros. A reportagem resolveu ir mais adiante e tentou marcar uma consulta nos consultórios particulares, o que se revelou uma tragédia, um absurdo. Não havia vaga para praticamente nenhuma especialidade que procuraram, sendo preciso esperar por cinco, seis meses para agendar uma consulta particular. O que fazer? Não se pode ir ao pronto-socorro, que está superlotado, e não se pode ir ao consultório médico, porque não há vaga, e a agenda do profissional também está superlotada. No Espírito Santo, a população também enfrenta a mesma dificuldade, assim como no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em outros Estados. A Constituição de 1988 diz que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Portanto, temos o direito de ser atendidos no momento em que estamos doentes, mas, infelizmente, hoje, não cumprem o que está no papel. Neste momento de debates, não podemos nos esquecer de uma pauta importantíssima, que está ficando em quinto plano, que é a saúde brasileira. Os governos precisam dar atenção a essa área. O Brasil investe 4% dos recursos do país na saúde. O que se faz com esse percentual hoje diante da grande demanda? Então, está na hora de cobrar para que esse percentual seja aumentado. O governo deve ter mais sensibilidade com relação à saúde do povo brasileiro. Espero que o governo que entrar tenha a visão de priorizar a saúde. Uma pessoa sem saúde não consegue estudar, trabalhar nem ter lazer. Acho que a primeira ação de um governo deveria ser na saúde. 60% ou mais do PIB brasileiro ficam com o Governo Federal, enquanto o restante é dividido pelos Estados e Municípios. Assim, os Governos Estadual e Municipal ficam de mãos atadas, porque os recursos são poucos diante da demanda existente. Como se faz saúde sem dinheiro? Se formos marcar uma consulta em Cachoeiro de Itapemirim, também encontraremos dificuldade, basta ver que não há mais neurocirurgião pelo SUS no Município, talvez, nem particular. O mesmo ocorre também quanto a cardiologistas e pediatras. Onde vamos chegar? Precisamos avaliar os candidatos que têm compromisso com a saúde. Faço um apelo aos candidatos desta Casa que estarão em Brasília, como a Neuza e o Léo, para que lutem por um orçamento maior para a saúde. Precisamos de uma frente que brigue, lute, debata e cobre para que a fatia do bolo distribuído aos Municípios seja mais gorda. Só não vê o caos que estamos vivendo na saúde quem não quer. Só o Programa Mais Médicos não resolve os problemas dessa área. Então, esse é um debate complexo, que precisa ser fortalecido, porque a saúde deve ser a pauta emergencial do momento. Infelizmente, o que vemos hoje é uma negligência com um setor tão importante como a saúde. Aí, o Estado e o Município ficam de pires nas mãos, visto que o que chega aqui é uma esmola. O prefeito e o governador do Estado estão doidos, enquanto o dinheiro fica todo em Brasília, não sendo distribuído de forma correta. Precisamos realmente analisar este momento eleitoral, tanto no Legislativo quanto no Executivo, buscando pessoas que tenham como prioridade a luta por uma saúde mais digna e justa. Eu tenho esperança de um dia conseguirmos isso para que a população brasileira não precise mais pagar plano de saúde. Sabemos que muitas pessoas sem condições financeiras pagam planos de saúde com a ilusão de que isso vai lhes dar um atendimento digno. Isso é ilusão. Hoje, plano de saúde não dá garantia de bom atendimento a ninguém, e há pessoas desesperadas porque não encontram atendimento pelo SUS. É preciso também dizer que a tabela do SUS é uma vergonha. Ora, muitas vezes criticamos os médicos que não atendem, que não são parceiros, mas, se olharmos o que o governo paga a cada profissional desses, veremos que é uma vergonha, um absurdo. Então, senhores, enquanto a fatia do bolo não for distribuída de forma correta, continuaremos sofrendo na ponta, aqui no Município, porque os recursos não chegam; aí, não tem como oferecer um bom atendimento à população. Para prestar um bom serviço de saúde é preciso haver dinheiro, investimentos e políticos interessados em uma melhor qualidade de vida para a população brasileira. Que Deus nos abençoe. Muito obrigado! /


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