Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=638

Nº de Classificação: 5020
ARAÚJO, Iliana Maria de Almeida. O significado da comunicação na assistência de enfermagem à mulher mastectomizada: o olhar de quem cuida. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2006. 108 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): FERNANDES, Ana Fátima Carvalho

SILVA, Raimunda Magalhães da


RESUMO: O câncer de mama é motivo de grande temor na sociedade em geral e principalmente nas mulheres, em decorrência do elevado índice de morbi-mortalidade e de mutilação, com conseqüente comprometimento da auto-estima e do desenvolvimento social de quem é por ele acometido. Ademais, interfere sobremaneira nas relações sociais, pessoais, profissionais e afetivas, Portanto conhecer como a enfermeira comunica-se com essa clientela foi a inquietação para a realização desse estudo, cujo objetivo foi compreender o processo de comunicação enfermeira/paciente, enfatizando a significação, valores e possibilidades de mudança na assistência de enfermagem à mulher mastectomizada.Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa que utilizou como referencial teórico o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada em Dados Ground Theory como referencial metodológico, com base na seguinte questão norteadora: como a enfermeira percebe seu processo de comunicação com a mulher mastectomizada? A coleta de dados ocorreu nos meses de junho e julho de 2006 em uma instituição de referência no tratamento do câncer. Utilizamos como estratégia para coleta de dados a entrevista com nove enfermeiras que prestavam assistência à mulher mastectomizada. Obtivemos então, os dados que após a análise permitiram a criação da teoria central: O significado da comunicação na assistência de enfermagem à mulher mastectomizada, a qual constitui-se de três fenômenos distintos que se inter-relacionam. São eles : Um olhar sobre a comunicação, que caracteriza-se como um processo da teoria onde os fenômenos que levaram as enfermeiras a refletirem sobre seu modo de comunicação com a mulher mastectomizada foram elucidados emergindo significados e valores ao seu respeito; identificando as pedras do caminho, que pontua as principais dificuldades encontradas na implantação de uma comunicação efetiva entre enfermeira/paciente, incluindo as limitações pessoais; e repensando a comunicação enfermeira/mulher mastectomizada, que enfatiza a significação atribuída pela enfermeira à sua necessidade de manter-se sensibilizada ao processo de comunicação efetiva com a mulher mastectomizada, no intuito de prestar o melhor cuidado possível. Essa interação significativa emerge quando a enfermeira utiliza-se de sua habilidade comunicativa, percebendo a paciente e interagindo com ela, provocando mudanças e vendo a mulher como um ser social , ou seja, atribuindo-lhe um significado. Na nossa opinião, para uma comunicação satisfatória a prestação do cuidado humanizado, a profissional que trabalhe na assistência a mulheres mastectomizadas precisa envolver-se e acreditar que sua presença é tão importante quanto a realização de procedimentos técnicos, pois, de modo geral, os conhecimentos técnicos objetivos funcionam tão bem diante de situações de estresse quanto os conhecimentos subjetivos que se revelam na comunicação terapêutica.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=841

Nº de Classificação: 5021
BARBOSA, Izabel Cristina Falcão Juvenal. Análise sócio demográfica e clínico epidemiológica de mulheres mastectomizadas. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. [98] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): FERNANDES, Ana Fátima Carvalho
RESUMO: O objetivo desta pesquisa foi analisar as características sócio-demográficas e clínico-epidemiológicas das mulheres que se submeteram à intervenção cirúrgica de mastectomia em um Hospital de referência em oncologia do Estado do Ceará. Trata-se de um estudo de corte transversal, que avaliou as informações contidas em 192 prontuários de mulheres portadoras de câncer de mama que tinham sido submetidas à mastectomia no ano de 2000. A coleta de dados foi realizada de 2ª a 6ª feira das 14:00 às 20:00 horas no período de setembro a outubro de 2006, num Hospital de referência em Oncologia do nosso Estado. Utilizou-se para o levantamento de dados um formulário, previamente testado e elaborado com base nos dados obtidos dos prontuários médicos arquivados no setor de registros. As informações obtidas foram inseridas em um banco de dados do software SPSS versão 9.0 for Windows, a fim de se obter os resultados finais para discussões posteriores com base na literatura pertinente. A pesquisa foi desenvolvida dentro das diretrizes da Resolução 196/96 do Ministério da Saúde, tendo sido aprovada pelo Comitê de Ética de Pesquisa da referida instituição. A partir da análise dos resultados sobre o perfil sócio-demográfico das participantes no estudo, observou-se que 22,9% das mulheres mastectomizadas apresentavam a idade na época do diagnóstico variando entre 53 a 60 anos; 41,12% possuíam primeiro grau, 60,4% eram casadas, 44,1% teve seu primeiro episódio menstrual entre 13 e 15 anos, 32% relataram a menopausa na faixa etária entre 47 e 52 anos de idade, 45,9% teve a duração do ciclo menstrual variando entre 35 a 40 anos, 51% das mulheres pariram dois ou mais filhos, 35,4% amamentaram e destas 20,3% referiram duração da amamentação inferior a 6 meses, 10,9% nunca fizeram o uso da terapia de reposição, 70,3% negaram histórico familiar para câncer de mama, 72,9% apresentaram nódulo palpável no momento da admissão. As variáveis que apresentaram associação com o tipo de procedimento cirúrgico foram: classificação tumoral (p = 0,019), grupamento por estádios/estadiamento clínico (p = 0,000), tratamento neoadjuvante de quimioterapia (p = 0,000), evolução para metástase à distância (p= 0,000) e recidiva loco regional (p = 0,008). Pode-se concluir que são imprescindíveis estudos que tracem o perfil de mulheres que vivenciaram o câncer de mama, em distintas localizações geográficas para que se possam planejar ações efetivas e eficazes no controle desta neoplasia. Pode-se concluir que a qualidade das informações de algumas variáveis sócio demográficas e clínica epidemiológicas provenientes dos prontuários não foram satisfatórias e que mesmo com o incremento tecnológico e os avanços da ciência médica nas últimas décadas houve um elevado percentual de casos diagnosticados nos estádios II e III, indicativo de um retardo na implementação da terapêutica após o diagnóstico do câncer. Desta forma, precisa-se analisar o acesso da população aos serviços de saúde na atenção básica e especializada e avaliar a rede de cobertura dos serviços do Sistema Único de Saúde.

Acesso ao texto integral: não localizado e não temos o CD

Nº de Classificação: 5022
OLIVEIRA, Nancy Costa de. Desempenho de enfermeiras na coleta de material para o exame de Papanicolaou. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. [76] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MOURA, Escolástica Rejane Ferreira
RESUMO: O exame de Papanicolaou tem reconhecimento mundial enquanto estratégia segura para detectar o câncer de colo uterino precocemente. Envolve trabalho manual, da coleta do material até a emissão do resultado. Portanto, o desempenho dos recursos humanos contribui para a segurança ou não dos resultados. Este exame é realizado por médicos e enfermeiros que compõem as equipes do Programa Saúde da Família (PSF), todavia, predominantemente, pelos enfermeiros. Neste contexto, decidiu-se pela realização deste estudo que teve por objetivo geral avaliar a coleta de material para o exame de Papanicolaou por enfermeiras e como objetivos específicos verificar o conhecimento e a prática dessas profissionais com relação à coleta citológica; identificar a disponibilidade dos recursos materiais necessários à realização da coleta e avaliar adequabilidade do material coletado baseado no laudo laboratorial. Trata-se de um pesquisa avaliativa, com caráter exploratório-descritivo. Realizou-se em unidades do Programa Saúde da Família (PSF) de Maranguape-CE, cujos dados foram coletados de agosto a outubro de 2006 por observação estruturada direta e participativa junto às 21 (100%) enfermeiras, em seus sítios de atuação, e através da revisão dos laudos laboratoriais de 63 lâminas coletadas. A observação estruturada seguiu o Instrumento de Reconhecimento da Qualidade da Metodologia Proquali, sendo os dados anotados mediante sistema de checagem. Dados da observação participativa foram registrados em diário de campo. Os resultados foram apresentados nos itens: caracterização das enfermeiras; formação, acesso a manuais técnicos e conhecimentos para lidar com a coleta citológica; desempenho das enfermeiras na coleta de material para o exame (medidas de biossegurança, conforto e segurança das mulheres durante exame e técnica de coleta); disponibilidade de recursos para a realização do procedimento; e adequabilidade das lâminas. A maioria das enfermeiras tinha entre nove e 11 anos de formadas. Dezessete (81%) se auto-avaliaram seguras para realizar o procedimento e 16 (76%) demonstraram ter conhecimento adequado sobre o local da coleta citológica. O acesso à prática de coleta citológica na Graduação foi referida por somente 7 (33%) das enfermeiras. Apenas 4 (19%) lavaram as mãos antes do procedimento, 21 (100%) utilizaram luvas de procedimento nas duas mãos e o descarte do lixo mostrou-se inadequado em todas as unidades. O conforto da usuária avaliado sob o ponto de vista de certificar-se se a mulher havia esvaziado a bexiga antes do exame e explicá-lo para usuária foi atendido por 2 (9,5%) e 4 (19%) das enfermeiras, respectivamente. A privacidade, avaliada pelos critérios de cobrir a mulher, manter a porta do consultório fechada e impedir o “entra e sai” de pessoas durante o exame foi alcançado por 20 (95%), 17 (81%) e 14 (67%), respectivamente. A técnica da coleta foi satisfatória entre 90,5% ou mais dos enfermeiros em sete dos 11 itens avaliados e a adequabilidade das lâminas mostrou-se satisfatória em 100% dos 63 laudos. O desempenho das enfermeiras foi o ideal esperado em termos de garantir lâminas de qualidade ao rastreamento do câncer de colo, todavia, lavagem das mãos, descarte adequado do lixo, conforto e segurança da usuária e entrevista sobre condições da mulher para a realização da coleta precisam melhorar. Risco de dessecamento, presença de sangue e material hipocelular foram observados, porém não geraram lâminas insatisfatórias, sobre o que se sugere que estudos sejam realizados com o objetivo de avaliar recomendações desnecessárias ou excessivas à coleta.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=614

Nº de Classificação: 5023
MACHADO, Maria de Fátima Antero Sousa. Compreensão das mudanças comportamentais do usuário no PSF por meio da participação habilitadora. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. [197] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): VIEIRA, Neiva Francenely Cunha
RESUMO: É na concepção de promoção da saúde como um “novo modelo” de saúde centrado na promoção da qualidade de vida, e formulado a partir dos princípios do SUS, que surge o Programa Saúde da Família. Outra perspectiva no objeto da atenção à saúde se faz necessária, deslocando-se do individual para o coletivo e da mudança de atuação e organização geral dos serviços, com a reorganização da prática assistencial dos profissionais em novas bases e critérios. Essa redefinição do objeto não é uma atividade isolada, de relação unilateral e de monólogo. Ela é, acima de tudo, uma relação de interação e participação dos agentes sociais envolvidos: profissionais e clientela. Assim, este estudo tem como objetivo compreender como ocorrem os processos decisórios da participação dos usuários no PSF, relacionados à saúde-doença, identificando neste movimento o nível de mudança do usuário. Trata-se de estudo de natureza qualitativo- descritivo, utilizando como referencial teórico-metodológico o Modelo de Estágio de Mudança, de Prochaska e DiClemente. A pesquisa foi desenvolvida com os usuários do PSF e os profissionais de saúde das equipes de Saúde da Família, do Município do Crato-Ceará-Brasil. Os dados foram coletados por meio da entrevista semi-estuturada, do grupo focal e da observação. A fase de campo ocorreu entre os meses de maio e setembro de 2005. Os dados foram analisados mediante proposta de procedimento de organização e análises de Bardin (análise de conteúdo) e submetidos à luz do referencial teórico. Evidencia-se que as mudanças ocorridas com o usuário no PSF estão assim configuradas: no 1º nível, a ênfase é na doença, especificamente no cuidado de si. No 2º nível, registra-se um cuidado na família, mesmo que ainda centrado na demanda da cura e tratamento da doença. No 3º nível, avança no sentido da prevenção na família, já com registros de olhar no entorno. No 4º nível, mesmo que timidamente, já se registra um comportamento do usuário para alcançar sua autonomia e emancipação. Estes resultados parecem indicar um movimento ascendente de aprendizagem de participação do usuário no Programa Saúde da Família e, conseqüentemente, um movimento de participação do usuário em direção à promoção da saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=460

Nº de Classificação: 5024
MACHADO, Márcia Maria Tavares. Avaliação das atividades dos enfermeiros da saúde da família, na atenção à saúde da criança de zero a dois anos em três municípios do Ceará. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2006. 121 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): LEITÃO, Glória da Conceição Mesquita
RESUMO: O estudo teve como objetivo avaliar as atividades desempenhadas pelos enfermeiros da estratégia Saúde da Família na assistência às crianças de zero a dois anos, em três municípios do Ceará. Os participantes do estudo foram 81 (oitenta e um) enfermeiros da SF que atuam nos municípios de Fortaleza, Cascavel e Quixeramobim, Ceará. A coleta de dados foi realizada no período de novembro de 2003 a maio de 2004, utilizando a abordagem quantitativa, do tipo descritivo, com a utilização de dados primários. Foi utilizado questionário com questões fechadas e abertas. Os dados foram digitados e processados no Programa Epi-Info 6.04 e testado estísticamente com o qui quadrado (c2) e o p de Fisher Freeman Halton. De acordo com os resultados, foi possível identificar que: 92,5% dos enfermeiros são do sexo feminino; 78,0% atuam na Saúde da Família há menos de 5 anos e 49,4% trabalhou em PSF de outro município antes de contratado pelo gestor, no presente exercício; o curso de especialização em Saúde da Família foi cursado por 75,0% dos enfermeiros; 47,0% submeteram-se à capacitação nos Cursos de Aconselhamento em Amamentação e de Atenção Integral as Doenças Prevalentes da Infância (AIDPI); 60,5% dos respondentes e que atuam nos municípios do interior cursaram o AIDPI (p=0,001). 53,2% realizaram a primeira consulta de enfermagem após os 30 dias do nascimento da criança; 70,0% se apresentam pelo nome, antes da consulta de enfermagem (p=0,020). Os enfermeiros não costumam preocupar-se com a presença do pai ou da avó no acompanhamento da mãe à consulta da criança, a não ser “às vezes”, o que apresentou significância de p=0,006 e p=0,046, respectivamente. 38,0% não organizam grupos de gestantes na Unidade de Saúde ou na comunidade; 79,0%, também, não organizam grupos de puérperas para orientar sobre os cuidados com a criança (p=0,015); somente 50,6% realizou a visita domiciliar na primeira semana pós-parto. Os enfermeiros apontaram como aspectos positivos da atuação da Saúde da Família: “Envolvimento com a comunidade/boa relação com as famílias” e “Trabalho em equipe”e “Apoio e o reconhecimento do trabalho do enfermeiro pelo gestor” e a “Dedicação e envolvimento do enfermeiro no trabalho”; e, como aspectos negativos: “Falta de infra-estrutura e material para o trabalho” e “O excesso do número de famílias por equipe”. O estudo mostrou-se relevante na medida em que aprofundou o tema e avaliou as práticas que exerceram influência no processo do cuidado com as crianças e as famílias, comparadas com o que é estabelecido pelo Ministério da Saúde. Confirmamos a hipótese H1 de que existe diferença significativa entre as atribuições do enfermeiro estabelecidas pelo MS, para a assistência à criança menor de 2 anos, e as atividades cotidianas do enfermeiro que atua na SF. Os enfermeiros deveriam priorizar a competência para ser profissional mais humano, contemplando tanto o acolhimento, como a prática dialógica, sobretudo, centrada no cuidado com a criança.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=302

Nº de Classificação: 5025
BEZERRA, Saiwori de Jesus da Silva. Fatores de risco para câncer de colo e lesões cervicais por papilomavírus humano. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. 100 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PINHEIRO, Ana Karina Bezerra
RESUMO: Não obstante o avanço científico na área da saúde, problemas antigos ainda persistem. Dentre eles, destaca-se o câncer de colo uterino, um dos poucos cânceres passível de prevenção e de cura quando diagnosticado precocemente. Dentre alguns fatores de risco conhecidos para o câncer cervical, estão o início precoce da vida sexual, a multiplicidade de parceiros, o tabagismo, o uso prolongado de anticoncepcional oral, as DST e, em particular, o HPV, que está presente em mais de 90% dos casos. O presente estudo teve o objetivo analisar os fatores de risco para câncer de colo e lesões cervicais por Papilomavírus Humano, traçar um perfil da população, identificar a prevalência de lesões cervicais induzidas por HPV e dos fatores de risco para câncer de colo de útero, além de detectar associação entre a existência e as características das lesões com os fatores de risco experimentais, clínico-epidemiológicos, etilismo, alterações do pH vaginal e flora bacteriana vaginal. Para tanto, realizou-se um estudo de prevalência com abordagem quantitativa que incluiu 157 mulheres, no período de junho a setembro de 2006, em um centro de saúde do município de Fortaleza-CE. Teve-se por hipótese uma freqüência maior de fatores de risco para o câncer de colo nas mulheres com presença de lesão cervical. Utilizou-se um formulário para coletar dados pessoais, resultados dos exames (pH, citologia, IVA e cervicografia) e fatores de risco. A IVA, cervicografia e citologia obtiveram os seguintes percentuais de exames alterados: 43,3%, 10,19% e 3,2%, respectivamente. A cervicografia foi positiva em 20,5 % dos casos de IVA positiva e 100% das mulheres com citologia alterada. Quanto às características das lesões, a maioria da amostra (81%) apresentou alterações colorimétricas reativas ao ácido acético de coloração branco tênue (40%), branco médio (40%). As variáveis associadas às lesões cervicais na IVA foram: idade menor de 20 anos (p= 0,0001); um ou mais parceiros nos últimos 3 meses (p= 0,015); baixa escolaridade; baixa classe econômica; paridade elevada; presença de DST; uso de contraceptivo oral (p= 0,0008); tabagismo; Questionário de Tolerância de Fageström; etilismo; número de doses/dia; corrimento vaginal (p= 0,0001); tipo do processo inflamatório (p= 0,0001) e pH maior que 4,5. A cervicografia apresentou como fatores associados: idade menor de 30 anos; baixa escolaridade; baixa classe econômica; não-realização do exame preventivo; não-uso do preservativo; tabagismo; número de cigarros/dia; uso de contraceptivos; etilismo; número de doses e pH maior que 4,5. Já a citologia apresentou: idade menor de 30 anos; baixa escolaridade (p= 0,0001); baixa classe econômica; não-uso do preservativo; tabagismo; número de cigarros/dia; QTF; tempo de uso do contraceptivo; número de dose/dia; pH maior que 4,5 e número elevado de pH (p= 0,015). Conclui-se que houve maior freqüência de alguns fatores de risco para o câncer de colo uterino em mulheres com lesão cervical, o que indica forte associação de tais fatores à ocorrência de lesões precursoras do câncer de colo uterino e à patologia propriamente dita. O conhecimento aqui exposto possibilita ao enfermeiro trabalhar em cada fator de predisposição e vulnerabilidade, intervindo em meios preventivos para esta doença.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=491

Nº de Classificação: 5026
SOUZA, Adriano Rodrigues de. Centro de Atenção Psicossocial: perfil epidemiológico dos usuários. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. [103] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BRAGA, Violante Augusto Batista
RESUMO: Esta pesquisa teve por objetivo traçar o perfil epidemiológico e socioeconômico dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS do Município de Fortaleza, Ceará, com base em seus prontuários. Estudo epidemiológico, realizado em três CAPS, localizados nas Secretárias Executivas Regionais SER III, IV e VI. Os dados foram produzidos com o auxilio de um questionário que contemplou os seguintes aspectos: dados de identificação e sócio-demográficos; antecedentes pessoais, familiares e patológicos, sintomatologia, tipos de atividades terapêuticas e evolução. Com base nos 385 prontuários traçou-se o perfil dos usuários descritos a seguir. Perfil sócio-demográfico: 60,1% eram do gênero feminino; 63,4% estavam na faixa etária entre 20 e 49 anos; 43,9% deles possuem o 1º grau completo; 69,5% tinham renda mensal entre um a quatro salários mínimos; 15,4% contam com aposentadoria como a principal fonte de renda; 71,9% são católicos; 92,6% residem em casa. Antecedentes pessoais, familiares e patológicos: 40,5% apresentaram alterações psíquicas na infância; em 45,4% dos pacientes estudados, os pais apresentaram alguma alteração psíquica durante a vida; 60% dos pacientes estudados revelaram conflitos no relacionamento familiar; 53,9% estiveram internados em hospitais clínicos; 15,9% tiveram a insônia como principal queixa sintomatológica; 18,5% dos pacientes apresentaram como principal fator desencadeador das crises a morte de ente querido; 39,4% apresentaram os transtornos neuróticos como diagnostico principal; 91% dos casos apresentaram os psicofármacos como o principal tratamento de escolha; 30,5% utilizaram os ansiolíticos como droga de primeira escolha; 56% dos pacientes tiveram como outras formas de abordagem o atendimento individual; em 9% dos casos este atendimento foi realizado por psicólogo. A partir dos dados pôde-se concluir que: gênero feminino constitui a maioria dos usuários; a faixa etária considerada produtiva apresentou-se com 60% e mais de ocorrência em ambos os gêneros; a maioria dos pacientes que freqüentam os CAPS é de baixa renda, educação primária, vive de aposentadoria e mais de 90% residem em casa; mais de 40% registraram transtornos em outras fases da vida; mais de 50% já tiveram internações em hospitais clínicos; a maioria tem a insônia como principal queixa sintomatológica e 91% deles tiveram a psicofarmacologia como a única forma de tratamento. Com base nos dados, pode-se inferir que os CAPS configuram-se como estrutura de atenção a pessoas que apresentam algum tipo de sofrimento mental, o que é reconhecido pela própria equipe de saúde, mas, que, nem sempre, os princípios da reforma psiquiátrica foram atendidos, considerando-se este serviço como um dos dispositivos da rede de atenção em saúde mental. Este tipo de serviço objetiva atuar como dispositivo estratégico no estabelecimento da rede comunitária de cuidados, desenvolvendo projetos terapêuticos e comunitários voltados para a atenção integral aos usuários e suas famílias, propiciando uma integração entre serviços de saúde, usuários, comunidade e rede social de apoio. Pelos resultados deste estudo, considera-se que muito precisa ser revisto pelos gestores e trabalhadores da rede de atenção em saúde mental, na busca de se avançar nas conquistas até aqui alcançadas e garantidas por lei. O estabelecimento de uma nova rede de atenção em saúde mental vai além da mera ampliação no número de serviços, exigindo novos saberes e práticas baseadas no paradigma proposto pela reforma psiquiátrica, mudando-se o foco de atenção da doença para a pessoa em sofrimento mental, em toda complexidade decorrente desta condição. Mesmo contemplando apenas três serviços, a realidade aqui mostrada fornece subsídios para se repensar o CAPS como dispositivo importante na implementação da rede de atenção em saúde mental no Ceará.



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