Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=92569

Nº de Classificação: 5012
LEADEBAL, Oriana Deyse Correia Paiva. Ensino do processo de enfermagem nos cursos de graduação. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 138 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FONTES, Wilma Dias de
RESUMO: A presente dissertação tem como tema central o ensino do processo de enfermagem nos Cursos de Graduação da área à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais. Tratou-se de um estudo desenvolvido em Instituições de Ensino Superior, localizadas em João Pessoa – PB, autorizadas e reconhecidas pelo Ministério da Educação, instituições que ministram Cursos de Graduação em Enfermagem. Teve como objeto de estudo, a análise do ensino do processo de enfermagem, a partir dos planos de curso das disciplinas responsáveis pela construção de competências necessárias a sua aplicação, bem como da identificação das abordagens pedagógicas e das estratégias de ensino utilizadas pelos docentes que lecionam nas referidas disciplinas. Os resultados foram obtidos por meio de duas etapas respaldadas pelos princípios éticos inerentes à Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. A primeira configurou-se como um estudo documental, por meio do qual se buscou analisar os planos de curso das disciplinas, utilizando-se um formulário semi-estruturado. A segunda etapa consistiu em um estudo descritivo e exploratório, por meio do qual se buscou identificar as abordagens pedagógicas e as estratégias de ensino, utilizadas pelos docentes para ministrar as bases conceituais vinculadas ao processo de enfermagem, através de entrevista gravada. Foi utilizada, como técnica de análise para ambas as etapas, a análise de conteúdo proposta por Bardin. Os resultados obtidos apontam para a importância da incorporação de novos saberes nos processos formativos do enfermeiro, no contexto da disciplina Metodologia da Assistência de Enfermagem, a qual se comporta como cenário central para a construção de competências necessárias à aplicação desse instrumento básico da Enfermagem pelos discentes. Os resultados ressaltam a necessidade do empreendimento de revoluções ideológicas e normativas no contexto do planejamento e da implementação do ensino deste referencial metodológico da Enfermagem, no âmbito dos Cursos de Graduação da área.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaooriana.pdf

Nº de Classificação: 5013
FARIAS, Luciana Dantas. Administração em enfermagem: desvelando as bases conceituais, metodológicas e pedagógicas de seu ensino em João Pessoa-PB. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 118 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SILVA, Cesar Cavalcanti da
RESUMO: Ao recortar como objeto de estudo as bases conceituais, metodológicas e pedagógicas que materializam os planos de ensino das disciplinas voltadas para a Administração Aplicadas a Enfermagem, discutiu-se acerca dos limites e possibilidades de superação destas bases, tendo em vista as contradições visualizadas em seus processos de ensino nos cursos de graduação de três escolas de enfermagem, sendo uma de caráter organizacional privado, outra pública e uma terceira de orientação confessional. Partiu-se do pressuposto que o ensino das disciplinas relacionadas à administração em enfermagem encontra-se em descompasso com os requerimentos da nova práxis profissional, prevista para os enfermeiros enquanto administradores de serviços e recursos humanos, tendo em vista as necessidades do Sistema Único de Saúde, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais, instituídas para esse fim e materializadas na Resolução 03, de 07 de novembro de 2001. O material empírico foi obtido por meio do exame dos planos de ensino das disciplinas de administração ministradas nas escolas que compuseram o cenário da pesquisa em confronto com o depoimento dos docentes responsáveis por sua ministração. A análise de discurso, na vertente proposta por Fiorin (1990, 1999) foi a técnica utilizada para a análise dos depoimentos obtidos por meio de entrevistas semi-estruturadas. Com base nos resultados desta pesquisa, concluiu-se que: as bases conceituais, metodológicas e pedagógicas que subjazem aos planos de ensino das disciplinas Administração Aplicadas à Enfermagem não estão em sintonia com as Diretrizes Nacionais para formação de recursos humanos de enfermagem, o que compromete o exercício da função administrativa, no contexto do gerenciamento de pessoal e serviços para o Sistema Único de Saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaooriana.pdf

Nº de Classificação: 5014
GOMES, Anna Luiza Castro. Avaliação do desempenho das equipes de saúde da família no controle da tuberculose no município de Bayeux-PB: o vínculo e o processo de trabalho na atenção primária à saúde. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 145 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SÁ, Lenilde Duarte de
RESUMO: A erradicação da Tuberculose (TB) não depende exclusivamente de tecnologia complexa, e sim de ações integradas e permanentes no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), que promovam a melhoria da qualidade de vida e a redução da desigualdade social. A construção de uma relação de confiança, compromisso e responsabilidade entre a Equipe Saúde da Família (ESF) e a pessoa com TB, entendida neste estudo como o estabelecimento de vínculo, favorece a mudança no processo de trabalho das ESF, contribuindo para a adesão do doente a esquemas terapêuticos. Considerando as diretrizes e estratégias preconizadas, a prática das ESF e a realidade política na produção de vínculo com os usuários numa perspectiva do cuidado integral à saúde, este estudo propõe a avaliação do desempenho das ESF no controle da TB no município de Bayeux -PB à luz da dimensão do vínculo da APS. Este é um estudo descritivo com abordagem qualitativa que envolveu 37 profissionais da ESF de Bayeux - PB/Brasil. Os dados foram coletados através da técnica de grupo focal, em março de 2007, e analisados, conforme a técnica de análise de discurso na vertente proposta por Fiorin (1999). Foram produzidas três categorias empíricas: 1) O processo de trabalho das ESF no controle da TB: posição dos sujeitos, relações de poder e a resistência do modelo centrado na cura; 2) As concepções de vínculo e a relação com o controle da TB: conceitos e práticas; e 3) A intersetorialidade nas ações de controle da TB: refletindo o cuidado na perspectiva da co-gestão e da autonomia. Resultados mostram que o vínculo se articula numa rede de influências e determinações advindas dos micro e macro campos das políticas de saúde. As concepções das ESF sobre vínculo revelaram coerência com os conceitos teóricos estudados, pois existe na relação equipe/usuário a confiança, compromisso, intimidade, afinidade e responsabilidade. Fatores que potencializam o vínculo: tempo de atuação da equipe na comunidade, número de consultas e visitas domiciliares, envolvimento com atividades de controle. Fatores que fragilizam o vínculo: situação sócio-econômica do doente; compromisso político com relação à capacitação das ESF em TB, provisão de recursos financeiros e materiais, às condições de trabalho das equipes, à oferta de serviços laboratoriais e de média complexidade, à rotatividade de profissionais; e ainda a escassez de medidas intersetoriais que promovam mudanças na situação de vulnerabilidade de muitos doentes e as limitações dos profissionais em ampliar a capacidade de co-gestão e autonomia no cuidado dos usuários com TB. Há contradições entre a prática das ESF e o discurso político oficial, pois o controle da TB não tem ocorrido conforme o preconizado. Acreditamos que o conjunto de medidas intersetoriais e o incentivo à co-gestão e a autonomia do usuário articulado aos esforços das ESF em estabelecer relações de vínculo com o doente e sua família favoreça o cuidado integral a esse doente no âmbito da APS. Ressaltamos a necessidade de mudanças que fortaleçam a relação ESF/doente e deste modo, se concretize no cotidiano dos serviços de APS, um cuidado fundamentado na integralidade.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaoannaluiza.pdf

Nº de Classificação: 5015
GOUVEA, Juliana de Alencar. Construção e validação de um instrumento de coleta de dados para recém-nascidos internados na unidade de terapia intensiva neonatal do Hospital Universitário Lauro Wanderley. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 157 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Maria Julia Guimarães Oliveira
RESUMO: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) constitui uma necessidade latente na prática diária dessa profissão, e o Histórico de Enfermagem constitui o primeiro passo para a efetiva implantação dessa metodologia de trabalho. Visando contribuir para uma melhor qualidade da assistência de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) e com o processo de implementação da SAE na referida instituição, realizamos este estudo que teve como objetivo construir e validar um instrumento de coleta de dados para recém-nascidos internados na UTIN do HULW. Esta pesquisa constitui um estudo metodológico, desenvolvida em quatro fases: 1° Fase: Identificação dos indicadores empíricos em neonato – realizada por meio do levantamento bibliográfico sobre o Marco Conceitual de Wanda de Aguiar Horta e revisão das Necessidades Humanas Básicas em recém-nascidos, sendo identificamos 137 itens, sendo que 117 destes relacionados às necessidades psicobiológicas, dezoito voltados para as necessidades psicossociais e dois relacionados às necessidades psicoespirituais dos pais do recém-nascidos, uma vez que essa necessidade ainda não se encontra desenvolvida nesta etapa de vida do neonato; 2° Fase: Estruturação do instrumento de coleta de dados em neonatos – realizada avaliação dos indicadores identificados na etapa pelas enfermeiras da UTIN do HULW, e aqueles que possuíram uma concordância igual ou maior a 50% foram inseridos na primeira versão do instrumento para coleta de dados. 3° Fase: Validação do Conteúdo – realizada avaliação da forma de apresentação e conteúdo do instrumento elaborado na etapa anterior pelas enfermeiras da UTIN, onde puderam realizar acréscimos ou retirada de itens. O instrumento para a validação do conteúdo foi composto de 23 itens. Por meio da análise das informações fornecidas pelas enfermeiras, podemos verificar sugestões em nove itens, sendo que alguns foram modificados, e outros tiveram o motivo da não aceitação justificados no corpo do trabalho, dando origem a 2ª versão do instrumento; 4° Fase: Operacionalização do instrumento de coleta de dados – Avaliação da 2ª versão do instrumento de coleta de dados pelas enfermeiras da UTIN com aplicação em recém-nascidos admitidos na UTIN do HULW, após obtemos as seguintes informações: a) tempo médio de preenchimento vinte minutos; b) forma de apresentação do instrumento: não houve nenhuma sugestão para modificação; c) dúvidas e dificuldades encontradas no preenchimento: só foi relatada por uma enfermeira (16,7%) a dificuldade nas anotações de alguns dados maternos e paternos; d) sugestões: não tivemos nenhuma observação. Após a avaliação de todos os itens do instrumento de coleta de dados, com relação à forma da apresentação e conteúdo, testagem da operacionalidade e viabilidade, construímos a versão final do instrumento, seguida da discussão do mesmo, visando facilitar o preenchimento do mesmo, bem como uniformizar a compreensão dos indicadores que compõem o histórico de enfermagem. O instrumento de coleta de dados, elaborado a partir deste estudo, não deve ser considerado definitivo, pois a sua utilização na prática diária poderá suscitar novos ajustes e pesquisas posteriores, visando aprimorar a qualidade do cuidado de enfermagem, dispensado aos neonatos internados na UTIN do HULW.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaojulianaalencar.pdf

Nº de Classificação: 5016
PIMENTA, Erika Acioli Gomes. Concepções da equipe de enfermagem acerca do processo de trabalho no cuidado à criança hospitalizada e à sua família. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [153] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): COLLET, Neusa
RESUMO: O modo de organização do processo de trabalho da enfermagem na assistência à criança hospitalizada tem demandado reflexões acerca da dinâmica desse trabalho, em especial a partir da inserção da família no ambiente hospitalar. A implantação do alojamento conjunto pediátrico (ACP) ampliou o objeto do cuidado da enfermagem passando a envolver o binômio criança-família. A fim de verificar como a assistência de enfermagem tem se organizado no cotidiano do cuidado à criança hospitalizada no ACP, esta pesquisa tem o objetivo de compreender como está organizado o trabalho da prática assistencial da enfermagem no cuidado à criança hospitalizada e à sua família. Optamos pela metodologia qualitativa, tendo como referencial teórico-metodológico a organização tecnológica do trabalho em saúde. A pesquisa de campo foi realizada em um hospital escola do estado da Paraíba, após aprovação pelo CEP da instituição. Os sujeitos da pesquisa foram 12 profissionais da equipe de enfermagem. A coleta de dados foi realizada por meio da entrevista semi-estruturada. A análise dos dados seguiu os critérios de análise temática proposta por Minayo (2007), fundamentados à luz do referencial teórico-metodológico adotado. Os resultados assinalam que o trabalho realizado pela equipe está centrado em procedimentos de maneira que a interação com a criança e sua família é tangencial no processo de cuidar no hospital em estudo. Disso decorre a necessidade de discussão sobre a dimensão cuidadora da enfermagem no processo de hospitalização no ACP. Concordamos que a família deva ser envolvida nos cuidados à criança, contudo, é importante rever como a enfermagem tem delineado esse processo, pois não há no cotidiano assistencial uma dimensão da participação da família no ACP de modo que as concepções da equipe a respeito das implicações dessa participação apontam para três aspectos: o reconhecimento de que a participação é boa para o trabalho da enfermagem quando o acompanhante ajuda nos cuidados; a família como óbice no cuidado quando intervém em alguma conduta; a perda da dimensão cuidadora em que as profissionais reconhecem que a participação da família na quase totalidade dos cuidados à criança contribui para que a enfermagem se desresponsabilize do seu exercício profissional. A equipe reconhece que o modo como está organizado o processo de trabalho ainda não superou o modelo tradicional de assistência e, para tanto, aponta a necessidade de refletir acerca desse trabalho e da implantação da educação permanente no serviço. A falta de articulação e conexão entre os saberes profissionais tem contribuído para a fragmentação da assistência e para a falta de encontros entre profissionais-profissionais e profissionais-família. Tais encontros podem possibilitar a superação do modelo centrado nas tecnologias duras e leve-duras do cuidado para o alcance do cuidado ampliado. Portanto, entendemos que a partir de encontros que contemplem essas articulações e conexões, quando pautados pelas tecnologias leves do cuidado, tendo como pano de fundo a construção do projeto terapêutico coletivo, a equipe em estudo estará se instrumentalizando para construir uma organização tecnológica do trabalho na perspectiva da integralidade.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaoerikapimenta.pdf

Nº de Classificação: 5017
MORAIS, Gilvânia Smith da Nóbrega. Relação dialógica entre profissionais de enfermagem e mães de crianças hospitalizadas em unidade de terapia intensiva pediátrica. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 131 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): COSTA, Solange Fátima Geraldo da
RESUMO: A experiência hospitalar representa uma crise, despertando os mais variados sentimentos e emoções na criança que a vivencia. Portanto, a presença da mãe, fonte de segurança para este ser especial é extremamente importante para a criança vulnerabilizada pela doença e hospitalização. Quando a internação da criança se processa numa Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP), as mães devem ser incluídas na perspectiva do cuidado dos profissionais de enfermagem, favorecendo sua adaptação uma vez que o adoecimento vivenciado pelo filho, bem como sua permanência numa UTIP, não determina processos de perdas apenas para as crianças que adoecem e são hospitalizadas, mas altera a rotina familiar, com ênfase na mãe por ser ela quem participa vividamente do processo saúde-doença experienciado pela criança. Este estudo tem como objetivo compreender a relação dialógica entre profissionais de enfermagem e mães de crianças hospitalizadas em UTIP. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa consubstanciada na Teoria Humanística de Enfermagem. O cenário da investigação foi uma UTIP de um hospital público situado na cidade de João Pessoa – PB; participaram do trabalho cinco mães de crianças, hospitalizadas na referida unidade. Para viabilizar a coleta de dados, foi utilizada a técnica de entrevista a partir de um roteiro contendo questões norteadoras pertinente ao objetivo proposto para o estudo. A coleta ocorreu durante os meses de maio, junho e julho do corrente ano e só foi iniciada após aprovação do protocolo de pesquisa por um Comitê de Ética em Pesquisa. A apreciação existencial do fenômeno de enfermagem foi desenvolvida com base nas cinco fases da Enfermagem Fenomenológica: preparação da enfermeira cognoscente para chegar ao conhecimento; a enfermeira conhece intuitivamente o outro; a enfermeira conhece cientificamente o outro; a enfermeira sintetiza complementariamente as realidades conhecidas; sucessão do múltiplo para a unidade paradoxal como processo interno da enfermeira. Vale ressaltar que a relação dialógica entre os profissionais de enfermagem e as mães das crianças hospitalizadas na UTIP, com ênfase nos discursos expressos durante a coleta de dados, foi categorizada nas seguintes temáticas: a relação vivenciada entre as mães e os profissionais de enfermagem no momento da admissão e ao longo da hospitalização da criança na UTIP; mães, vivenciando sentimentos de medo, desespero e solidão diante do adoecimento do filho; comunicação autêntica entre profissionais de enfermagem e as mães de crianças hospitalizadas na UTIP; comunicação inautêntica entre profissionais de enfermagem e as mães de crianças hospitalizadas na UTIP. O presente estudo ressalta a complexidade de que se reveste uma abordagem centrada nas genitoras e abre espaço para que os profissionais de enfermagem, que desempenham suas atividades no ambiente de cuidados intensivos pediátricos, repensem sua prática profissional com ênfase no cuidar que contemple tanto o ser-criança quanto o ser-mãe, a partir de uma assistência integral permeada de chamados e respostas que transmite o reflexo existencial do fenômeno vivido numa perspectiva holística. Além disso, esta pesquisa subsidia um novo olhar no âmbito do ensino e da pesquisa em Enfermagem no que tange à humanização nas relações com as mães acompanhantes.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaogilvaniasmith.pdf

Nº de Classificação: 5018
SILVA, Lygia Maria Pereira da. Atendimento a crianças e adolescentes em situação de abuso sexual: o discurso dos profissionais da saúde. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2006. 141 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): CARDOSO, Maria Vera Lúcia Moreira Leitão
RESUMO: O abuso sexual de crianças e adolescentes representa uma situação de risco e uma violação de direitos humanos sexuais e particulares da pessoa em desenvolvimento. No atendimento às vítimas, os profissionais de saúde precisam atuar com recursos instrumentais e teóricos que estão além do que os cursos de graduação oferecem. Objetivou-se analisar as ações desenvolvidas pelos profissionais de saúde no atendimento a crianças e adolescentes que sofreram abuso sexual. Buscou-se conhecer os significados atribuídos pelos profissionais de saúde a esse problema. O local onde se deu a pesquisa foi um hospital geral pediátrico da cidade de Fortaleza – CE. Realizou-se pesquisa de cunho qualitativo e os sujeitos foram 21 profissionais de saúde. Os dados foram obtidos através de entrevista semi-estruturada, gravada. Para análise e organização, utilizou-se a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Os profissionais foram enfermeiros, médicos, assistentes sociais, psicólogas, psicopedagogas. A maioria jamais participou de qualquer treinamento sobre o tema. Constatou-se que os sujeitos entendem o abuso sexual como uma violação, uma experiência de sofrimento para a criança, que se apresenta de várias formas. A identificação do abuso se dá através dos sinais e sintomas específicos e inespecíficos, da suspeita a partir do comportamento e do relato da criança e da investigação para comprovação material. As condutas, após a investigação, são encaminhamentos dentro da instituição, notificação ao Conselho Tutelar, prevenção e tratamento dos agravos resultantes do abuso e o cuidado com a criança e o adolescente. A existência de uma rotina própria é percebida por alguns através da atuação da Comissão de Prevenção aos Maus-tratos, enquanto outros percebem a existência de uma rotina no hospital em geral e outros afirmam não existir uma rotina. O envolvimento das categorias é percebido a partir da atuação na Comissão. Alguns sujeitos não sabem como sua categoria está envolvida, enquanto outros entendem que não há envolvimento, por não haver uma rotina própria. As estratégias para qualificação dos profissionais adotadas pela instituição são consideradas como atividades regulares, esporádicas ou inexistentes. O atendimento no serviço e na rede de saúde é visto como possível, a partir dos recursos já existentes no serviço, possível a partir da atuação da Comissão de Prevenção aos Maus-tratos e difícil, devido ao descrédito na rede de assistência. As dificuldades identificadas para o atendimento são a falta de preparo do profissional, emocional, a omissão da família e a insuficiente estrutura do serviço. As sugestões para melhorar a atuação dos profissionais no tema são a capacitação e a estruturação do serviço. Conclui-se que os profissionais de saúde no serviço pesquisado apresentam dificuldades para o atendimento no tocante à capacitação, à estruturação dos serviços e à articulação da rede de saúde e da rede intersetorial. Há necessidade de fortalecer a Comissão, criar normas e rotinas de atendimento, planejar treinamento sobre abuso sexual e sobre outras formas de violência contra crianças e adolescentes e implementar parcerias com instituições afins, visando à formação de redes.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60061

Nº de Classificação: 5019
SILVA, Ana Roberta Vilarouca da. Investigação dos fatores de risco para diabetes mellitus tipo 2 em adolescentes escolares de Fortaleza-CE. Foetaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2006. 105 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): DAMASCENO, Marta Maria Coelho
RESUMO: A prevalência do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) tem aumentado em todo mundo, sobretudo em crianças e adolescentes. Objetivou-se investigar a prevalência dos fatores de risco para DM2 em adolescentes de escolas públicas da rede estadual na cidade de Fortaleza-CE. Realizou-se, de fevereiro a março/2006, um estudo transversal com 720 sujeitos de ambos os sexos com idades entre 14 e 19 anos, matriculados em doze escolas estaduais. Utilizou-se um formulário para registrar dados de identificação, características sociodemográficas, hábitos alimentares, prática de atividade física e de lazer, além de mensuração do peso, altura, glicemia capilar e pressão arterial. Os resultados evidenciaram que 59,3% eram meninas, 10,3% tinham sobrepeso, 2,6% obesidade, 75,3% sedentarismo, 91,1% possuíam renda familiar não superior a 3 salários mínimos, 8,3% apresentaram glicemia capilar com valores duvidosos e 42,1% níveis de pressão arterial elevados. O consumo alimentar de quatro ou mais vezes por semana foi estatisticamente significante em arroz (95,8%; p=0,0001), pão (85,8%; p= 0,0001), feijão (75%; p= 0,0001) e carne (60,6%; p= 0,0001); além disso, 92,7% faziam de três a seis refeições diárias. Da amostra que afirmou ter familiares com diabetes, 13,6% mencionaram os pais como portadores da doença diabetes. As mulheres praticavam menos atividade física do que os homens (p= 0,000) e apresentaram maior percentual de glicemia duvidosa (p=0,004), porém tiveram menor número relativo de pressão arterial elevada (p=0,000); em relação a sobrepeso/obesidade, não houve associação estatisticamente significante com sexo (p=0,840). O sobrepeso foi maior na faixa etária de 14-15 anos (11,1%, p=0,003) e a obesidade na de 16-17 anos (3,3%, p=0,003). Já o sedentarismo também foi maior na faixa etária de 16-17 anos (80,8%, p=0,049). Conforme observado, a glicemia capilar não esteve associada de forma estatisticamente significante com a idade (p= 0,453%). A associação dos fatores de risco para DM2 (excesso de peso, sedentarismo, glicemia capilar e níveis pressóricos elevados) foi mais encontrada em meninas e nas idades de 16-17 anos.




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