Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Nº de Classificação: 5412
MARTINS, Aretusa de Oliveira. O adolescente e o processo de cuidar: percepções das enfermeiras do PSF. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2003. 136 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): VIEIRA, Therezinha Teixeira
RESUMO: O processo de cuidar do adolescente tem suscitado preocupações dos profissionais das diversas áreas de conhecimento, em especial, da educação e da saúde. Para que entendamos este processo precisamos considerar que a adolescência envolve alterações de natureza biológicas com aceleração do desenvolvimento cognitivo e estruturação da personalidade. No Brasil, existem, aproximadamente, 35 milhões de adolescentes. Este grupo, apesar de ser considerado sadio, está vulnerável a diversos problemas de saúde, entre eles, susceptibilidade às doenças infecciosas, problemas nutricionais, fatores de risco cardiovascular, doenças sexualmente transmissíveis, o uso/abuso de drogas, fragilidade de saúde mental, alterações de crescimento e desenvolvimento, além de outras circunstâncias próprias dessa fase.Este estudo teve como objetivo apreender e analisar as percepções das enfermeiras, que atuam nas unidades do PSF (Programa de Saúde da Família), das cidades de Itabuna e Ilhéus, sobre o adolescente e o processo de cuidar. É um estudo descritivo de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas. Os sujeitos foram oito enfermeiras do município de Itabuna e quatro do município de Ilhéus, no estado da Bahia, que atuam nas unidades do PSF. Foi utilizado como referencial teórico a literatura sobre a temática e as políticas públicas de saúde voltadas para a adolescência, com ênfase no PROSAD e no PSF. Os dados apontaram que as enfermeiras têm percepções variadas acerca do adolescente tais como, um ser em fase de transição/transformação; um ser complicado, agitado, inquieto, inconstante e desinformado; e sem referência no serviço de saúde. Quanto aos sentimentos acerca do cuidar do adolescente, as enfermeiras sentem-se despreparadas, sem capacitação, necessitando de treinamento específico, educação continuada; sentem a necessidade de parcerias com grupos da comunidade; algumas não gostam de trabalhar com adolescentes, acham difícil; outras se sentem, ainda, inseguras, angustiadas e desanimadas. Tais percepções e sentimentos podem estar influenciando na situação em que se encontra a saúde dos adolescentes nas unidades onde atuam as entrevistadas, a qual não é trabalhada, especificamente, e, quando acontece é no contexto da saúde da mulher ou em palestras esporádicas sobre sexualidade. Como fatores que refletem na abordagem ao adolescente e no processo de cuidar deste, identificamos: a necessidade de um espaço físico; a formação acadêmica pouco direcionada para o adolescente; tabus e valores impregnados nas enfermeiras; imposição de conceitos por parte das enfermeiras que não oferecem oportunidade ao adolescente de expressar seus próprios conceitos, de desenvolver um pensamento crítico; e a falta de capacitação específica para atuar no processo de cuidar do adolescente. Esperamos que este estudo possa contribuir com os profissionais, estimulando-os a exercitar um esforço conjunto visando a mudança da situação em que se encontra o processo de cuidar de adolescentes, nas unidades do PSF.

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Nº de Classificação: 5413
FONSECA, Adelaide Carvalho de. Imagem corporal de mulheres colostomizadas. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2003. [71] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): TAVARES, José Lucimar
RESUMO: Trata-se de um estudo que tem como objeto de pesquisa as manifestações que expressam a imagem corporal de mulheres portadoras de colostomia definitiva, secundária ao câncer de colo ou reto. O seu objetivo foi apreender como essas mulheres representam mentalmente sua imagem corporal; sua natureza é descritiva-qualitativa, estando embasado nos pressupostos da Teoria da Imagem Corporal, que envolve a representação que a pessoa tem sobre seu próprio corpo, a qual é construída ao longo do processo da vida e costuma ser modificada, especialmente nas doenças, nas cirurgias mutiladoras, nas lesões dermatológicas, entre outras situações. No caso da colostomia, ela expõe a pessoa a conviver com situações sociais desagradáveis, a exemplo da falta de controle das fezes, dos gases e do muco, levando-a, ainda, a conviver com uma parte interna do seu corpo, exteriorizada. O grupo foi composto de quinze mulheres colostomizadas, que estavam na faixa etária compreendida entre 20 e 60 anos e eram atendidas em um centro especializado e de referência para portadores de deficiências na cidade do Salvador - Bahia. Tomei como ponto de partida, a pesquisa em prontuários, seguida da entrevista, com uma pergunta norteadora: Como a Sra. percebe o seu corpo com a presença da colostomia?. Constatou-se tendências de alterações importantes na imagem corporal dessas mulheres, apresentando um impacto significativo na sua saúde mental, com repercussões na alimentação, no vestuário, no trabalho, nas atividades e na sexualidade das mesmas, tendo a fé em Deus e o apoio familiar como formas de enfrentamento dessa nova situação. Acredito que os seus resultados poderão trazer contribuições concretas para o cuidar da enfermagem, em especial para aquele voltado para a área específica da Estomaterapia.

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Nº de Classificação: 5414
FONSECA, Joseneide Queiroz. A experiência de adaptação para a qualidade de vida em hemodiálise. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2004. 141 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PEREIRA, Álvaro
RESUMO: A Terapia Renal Substitutiva (TRS) representa, de modo singular, o maior contingente de pessoas dependentes de máquinas para sobreviver. O controle clínico aliado a novos recursos tecnológicos permitem o aumento na quantidade dos anos de vida dos dependentes de TRS. No entanto, estes resultados não garantem qualidade de vida (QdV). A hemodiálise exige de seus dependentes uma grande modificação nos seus hábitos de vida, esta nova rotina inclui submeter-se a três sessões semanais de hemodiálise, durante 4 horas, e ao uso contínuo de medicações. A Teoria da Adaptação de Callista Roy foi o referencial teórico utilizado para fundamentar a pergunta da pesquisa, fazendo a ponte para a prática da enfermagem. Foi utilizada uma abordagem quantitativa para classificar a qualidade de vida dos incluídos na pesquisa como boa ou ruim e utilizada a técnica de história oral temática na avaliação qualitativa dos relatos. Os resultados quantitativos selecionou 09 indivíduos com qualidade de vida boa, identificados como Grupo I, e 08 indivíduos com qualidade de vida ruim, identificados como Grupo II. A avaliação dos Aspectos Físicos (AF), Aspectos Emocionais (AE), Aspectos Sociais (AS), Saúde Mental (SM) e Capacidade Funcional (CF), apresentaram médias de 80 pontos no Grupo I; enquanto nos AF, 16 pontos; AE, 33 pontos no Grupo II. A restrição física imposta pela doença é imperiosa neste grupo, muito próxima da incapacidade total, tornando este dado o principal referencial que distancia os dois grupos. Na avaliação qualitativa foram identificados os estímulos focais, contextuais e residuais da Teoria da Adaptação. O estímulo focal identifica o impacto da descoberta da doença, enquanto no contextual, o sujeito desconstrói-se, através da formação da imagem do excluído. O estímulo residual é bipolar, com respostas adaptativas e ineficientes. As respostas adaptativas caracterizam-se pela recuperação da autonomia, das atividades de trabalho e lazer, da preservação da esperança e do senso de utilidade, estas cumprem as metas da enfermagem. Enquanto as respostas ineficientes são identificadas em várias etapas, a incapacidade física e a instabilidade emocional foram evidenciadas na avaliação qualitativa, a formação da imagem do excluído, as restrições de líquido, alimentos, viagens e questões de gênero agregam-se para formar os principais limitadores da qualidade de vida em hemodiálise. A meta proposta pela enfermagem são as ações educativas, oferecendo informação aos sujeitos que sirvam de estímulo positivo, permitindo a continuidade do processo adaptativo, até que eles alcancem as respostas que resultem em sobrevivência, crescimento e reprodução.

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Nº de Classificação: 5415
ALBUQUERQUE, Liliane Almeida. Ser enfermeira experienciando o cuidar ao paciente com câncer na unidade quimioterápica. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2005. [192] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SANTA ROSA, Darci Oliveira
RESUMO: Trata-se de um estudo exploratório, da natureza qualitativa com abordagem fenomenológica, tendo por objeto o Ser enfermeira experienciando o cuidado ao paciente com câncer na unidade quimioterápica. Partiu-se da seguinte inquietação: qual o significado de ser enfermeira cuidadora de pacientes com câncer na unidade quimioterápica? Seu objetivo foi compreender o ser enfermeira na sua experiência de cuidadora de pacientes com câncer na unidade quimioterápica. O interesse pela temática emergiu da experiência da pesquisadora, quando estudante da graduação, bolsista de uma unidade Onco-hematológica, ao desenvolver monografia de conclusão de curso. O referencial teórico foi Análise Existencial de Viktor Frank. Os pilares da concepção Frankliana possibilitaram essa compreensão trazendo reflexões significativas do cotidiano profissional da enfermeira. A metodologia Fenomenológica possibilitou a Análise Ideográfica e Nomotética propostas por Martins e Bicudo auxiliadas pela Configuração Triádica Humanista Existencial Personalista de Vietta, no estudo das vivências das enfermeiras. Foi estabelecida uma questão norteadora: Poderia me relatar uma experiência surgida ao cuidar de pacientes com câncer na unidade quimioterápica? O locus da pesquisa foi um centro de atendimento a pacientes com câncer, filantrópico, em Salvador-BA. Foi encaminhado um termo para o Comitê de Ética institucional, que autorizou a realização da pesquisa. Para os sujeitos foi entregue o termo de consentimento livre e esclarecido recomendado pela resolução 196/96. As colaboradoras da pesquisa constitui-se de cinco enfermeiras, Na coleta dos depoimentos foi utilizada entrevista. A apreensão das descrições foi efetuada com o auxílio do gravador de áudio. Da análise dos dados emergiram quatro Categorias: a) Experienciando o cuidado na unidade quimioterápica; b) Utilizando a comunicação como instrumento do cuidar; c) Enfrentando a finitude da vida; d) Sofrendo com sentido. De onde emergiram onze Sub-Categorias. Composta estrutura do fenômeno compreendemos que ser enfermeira neste espaço significa doar-se, apoiar emocionalmente, transcender seus sentimentos, vivenciar a unidade do ser, cuidar de pessoas descriminadas, lidar com a morte, mudar seu sentido de vida, desempenhar um acúmulo de tarefas, sofrer e líder com o sofrimento do outro, mas também encontrar felicidade e reconhecimento profissional por parte dos pacientes. Tenho certeza de que alcancei apenas uma faceta do fenômeno e que outros estudos poderão contribuir para o desvelar de novas interfaces.

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Nº de Classificação: 5416
TÔRRES, Elisângela Matos. A viuvez na vida dos idosos. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2006. 158 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MENEZES, Maria do Rosário de
RESUMO: Introdução: Pesquisa de natureza qualitativa fundamentada no método da história oral, envolvendo a história oral temática, cujo objeto foi o estudo da viuvez na vida dos idosos. Objetivo geral: analisar a viuvez para os idosos que permanecem nesta condição, por meio da história oral. Objetivos específicos: caracterizar os idosos viúvos de uma Universidade Aberta da Terceira Idade, conhecer o significado da perda do companheiro – para os idosos viúvos – e, identificar as mudanças produzidas pela viuvez na vida destes indivíduos. Metodologia: O local escolhido para a realização deste estudo foi numa Universidade Aberta à Terceira Idade, no Município de Feira de Santana-Ba, no período de maio a junho de 2005. Participaram desta pesquisa 14 idosos viúvos que não tinham companheiro, com idade acima de 60 anos, com no mínimo um ano de viuvez e que concordaram em fazer parte da pesquisa. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um modelo de entrevista semi-estruturada; estas entrevistas foram realizadas nas residências dos idosos, com o auxílio do gravador para maior fixação e apreensão dos conteúdos. Resultados: Dos discursos, emergiram seis categorias que responderam aos objetivos propostos. A primeira categoria refere-se à qualidade da relação matrimonial, onde se percebe que, para alguns idosos, foi uma convivência de amor e por isso um acontecimento bom, maravilhoso, regado de compreensão, respeito mútuo e admiração. Por outro lado, outros definiram como uma convivência intolerante, principalmente devido ao comportamento de seus maridos. Na segunda categoria, revelaram a chegada da morte, marcada pela tristeza, pelo sofrimento, pela solidão e saudade para uns, e para outros a certeza do acontecimento, considerando a condição de saúde dos seus esposos ou esposas; entretanto, para uma das idosas a morte do companheiro foi considerada como um evento natural da vida e o significado da perda do companheiro, visto como um acontecimento trágico ou natural da vida. A terceira categoria traduz os discursos dos idosos sobre o estado de viuvez. Enquanto para alguns idosos é sinônimo de solidão, de melancolia e tristeza pelo fato de não ter mais o companheiro ao seu lado, para outros revela-se um sentimento de alívio, de liberdade. Além disso, um deles referiu a viuvez como um evento natural da vida de um casal. A quarta categoria mostra a vida dos idosos apos à viuvez onde se evidenciam as seguintes transformações: o isolamento social, uma vida tranqüila, a libertação, a reaproximação nas relações familiares, o sofrimento crônico. Um deles informou, entretanto, a preservação do estilo de vida. Na quinta categoria, os viúvos revelaram que não desejavam um segundo casamento; contudo, pode-se perceber certo interesse por parte de algumas viúvas por uma pessoa que atenda a seus pré-requisitos e esteja à procura de uma relação estável de companheirismo, respeitando a individualidade do casal. A sexta categoria foi a respeito das perspectivas futuras na vida de um viúvo, a qual evidenciou o desejo de aproveitar a vida sem planejamentos, entregar o próprio futuro a Deus e levar a vida em família. Conclusão: Diante de tais considerações, faz-se necessária a realização de pesquisas sobre a viuvez na sociedade, tendo em vista as questões que envolvem a temática em si e as diversas transformações ocorridas na vida de um idoso. É também importante conhecer como ocorre a capacitação do profissional enfermeiro para prestar uma assistência de qualidade e, mediante essas transformações, quer seja na rede privada ou na rede pública, visando uma qualidade de vida melhor para essas pessoas.

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Nº de Classificação: 5417
ANDRADE, Rosângela Barros de. Competências para cuidar: aspectos político-pedagógicos na formação da(o) enfermeira(o). Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2006. 119 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): TAVARES, José Lucimar
RESUMO: Este é um estudo exploratório, descritivo e de natureza qualitativa, desenvolvido com docentes da Disciplina Enfermagem na Saúde do Adulto e Idoso II do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Teve como objetivo principal analisar como essa Disciplina forma o enfermeiro para cuidar, considerando especificamente a identificação das mudanças que as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Enfermagem (DCNENF) trouxeram para a Disciplina em estudo; as ações que estão sendo desenvolvidas com vistas à aquisição, desenvolvimento e avaliação de competências para o cuidar, assim como descrever as facilidades e dificuldades encontradas para o estabelecimento dessas mesmas competências. Para tanto, foram entrevistadas seis docentes da Disciplina no mês de novembro de 2005, cujas manifestações foram analisadas, tendo em vista os objetivos propostos. Seus resultados apontaram que as mudanças curriculares, a partir das DCNENF, criaram uma lacuna no processo de ensino aprendizado, voltada para as praticas do cuidar. Quanto às ações desenvolvidas na Disciplina para a aquisição de competências para o cuidar, observamos que elas continuam centradas no ensino de patologias e procedimentos para intervenção no corpo, embora já seja observada a abordagem de conteúdos direcionados a integralidade do cuidado. Em referência as dificuldades encontradas no processo, destacaram-se a redução da carga horária, condensação de conteúdos e transferência do lócus das praticas, atualmente desenvolvidas prioritariamente na rede básica, pelas demais disciplinas do Curso. As facilidades estiveram relacionadas à introdução da nova maneira de se conceber o cuidado, havendo consensualidade entre o grupo de docentes quanto ao trabalho com uma metodologia moderna, ampliando a visão do discente com a incorporação do cuidar em uma concepção ampla, destacando-se a necessidade de aprimoramento e a aquisição de competências referentes ao saber, ao saber fazer e ao saber ser de modo a atuar efetivamente na sua práxis.

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Nº de Classificação: 5418
ARAÚJO JÚNIOR, José Carlos de. Indicadores da assistência pré-natal no município de Itabuna-BA à luz do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2006. 90 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): NASCIMENTO, Enilda Rosendo do
RESUMO: No ano de 2000, o Ministério da Saúde apresentou o Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento – PHPN para reduzir a mortalidade materna e peri-natal, com ações dirigidas a assistência à mulher no pré-natal, parto e puerpério. Trata-se de um programa desenvolvido no âmbito dos municípios brasileiros. Embora já tenham sido realizados estudos sobre o PHPN, em diversos municípios, estes inexistem no município de Itabuna-BA. Deste modo, este estudo tem como objetivo geral analisar a assistência pré-natal no município de Itabuna-BA tendo como referência a Programação da Atenção Básica e como objetivo específico descrever a evolução dos indicadores do processo da assistência pré-natal do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, no município de Itabuna – BA, entre os anos de 2002 e 2005. Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo. Os indicadores foram classificados em indicadores de cobertura e captação de gestante, indicadores de exames e vacinação antitetânica e indicadores combinados de consulta e exames. Os resultados demonstraram que os indicadores de cobertura e captação de gestantes apresentaram melhores percentuais havendo crescimento no período do estudo. O percentual de gestantes inscritas no programa e que realizaram a primeira consulta (41, 5%) se destacou em 2005. Dentre os indicadores de exames e vacinação antitetânica o percentual de gestantes que recebeu a vacinação obteve melhores resultados, que foram de 46,6% em 2004. Os indicadores combinados apresentaram os mais baixos percentuais, obtendo uma variação de 0 a 5,1%, considerando todos os anos do estudo. Os dados indicam que o município em estudo não obteve bons resultados no processo de implantação do PHPN, apresentando indicadores abaixo do esperado entre 2002 e 2005. Os valores dos indicadores de cobertura e captação de gestantes foram muito baixos, determinando um baixo desempenho para os demais indicadores do município.

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Nº de Classificação: 5419
GÓMEZ PÉREZ, Bárbara Angélica. Aborto provocado: representações sociais de mulheres. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2006. 137 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): DINIZ, Normélia Maria Freire
RESUMO: Estudo descritivo e exploratório, com abordagem quali-quantitativa, fundamentado na Teoria das Representações Sociais. A pesquisa teve como objeto de estudo as representações sociais de mulheres sobre o aborto provocado e objetivo de analisar as representações sociais de mulheres sobre o aborto provocado. Os sujeitos foram constituídos por 147 mulheres que provocaram aborto e teve com locus uma maternidade pública, Salvador-BA. Utilizou-se multimétodos: entrevista e Teste de Associação Livre de Palavras. Foram considerados os aspectos éticos recomendados pela Resolução 196/96 do CNS. Os dados foram processados através do Excel, do software EVOC 2000 e organizados em tabelas, gráficos e quadros, sendo os dados qualitativos organizados com base na análise temática. Os sujeitos caracterizam-se, predominantemente, por jovens, negras, de baixa escolaridade, dependentes econômicamente do marido/companheiro; e que justificam a prática do aborto pela: situação econômica, violência doméstica, idade jovem e pelo fato de atrapalhar planos para o futuro. O estudo mostrou também uma associação entre a vivência de violência doméstica e o aborto provocado, inclusive histórias de violência na gestação atual. O adoecimento físico e psicológico também foi encontrado, mostrando que a experiência do aborto está associada ao estresse pós-traumático. A estrutura das representações acerca do aborto provocado encontra-se sustentada pelos elementos do núcleo central que qualificam o ato do aborto provocado (crime e pecado), motivam a prática do ato (coragem e situação-de-cada-uma) e expressam as conseqüências da realização do aborto (dor, arrependimento, culpa, morte e tristeza) e pelos elementos do núcleo periférico (remédio, preconceito, maldade, fraca, raiva e difícil). Os temas das entrevistas qualitativas foram os mesmos encontrados na estrutura das representações sociais. Conclui-se que o abortamento é vivido de forma sofrida e solitária, pois é a mulher que decide pelo aborto, administra a medicação... É ela que “coloca o dedo no gatilho”, o que para “a maioria” é uma experiência de profundo sofrimento e tristeza. O estudo aponta também para a necessidade de projetos de intervenções, no sentido de articulação entre a formação acadêmica, os serviços de saúde e as políticas públicas para o atendimento às mulheres em situação de abortamento e violência doméstica, observando as questões de gênero.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=83915

Nº de Classificação: 5420
SOARES, Daniela Arruda. Competência interpessoal no cuidado de pessoas com diabetes: percepção de enfermeiras(os). Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2007. 104 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SADIGURSKY, Dora
RESUMO: Este estudo versa sobre a percepção de enfermeiras sobre competência interpessoal no cuidado de pessoas com diabetes. Tem natureza qualitativa, do tipo exploratório, cujos objetivos foram apreender a percepção de enfermeiras (os) que cuidam de pessoas com diabetes sobre competência interpessoal e caracterizar a relação interpessoal entre ambos. Constituíram os sujeitos deste estudo onze enfermeiras (os) que exerciam suas atividades no Programa de Saúde da Família, na zona urbana, no município de Vitória da Conquista-BA, no período de fevereiro a julho de 2006. Para coleta dos dados utilizou-se entrevista semi estruturada e observação sistemática e não-participante. O conteúdo foi analisado e categorizado por meio da análise temática norteada por Bardin, tendo por base os pressupostos de Moscovici sobre competência interpessoal e a teoria de Travelbee sobre a relação pessoa-a-pessoa. Os resultados da entrevista apontaram que as percepções das (os) enfermeiras (os) acerca da competência interpessoal fundamentaram-se na habilidade de interação com o paciente e no estabelecimento de um relacionamento interpessoal efetivo, o que coaduna com as proposições teóricas acerca da temática em questão. Ainda caracterizaram os relacionamentos interpessoais como formas de relacionamentos eficazes com os pacientes, além de esses relacionamentos apresentarem elementos facilitadores e limitadores para sua consecução. Como elementos facilitadores mencionaram a confiança, o respeito, o interesse, a compreensão, a comunicação, a empatia e o conhecimento científico; e como limitadores as condições de trabalho inadequadas, as falhas no processo comunicativo, a resistência do paciente às mudanças e a falta de preparo profissional. Já nas observações feitas, o papel instrumental do profissional ficou evidente, enquanto as questões subjetivas mais distantes e, o seguimento de uma rotina de trabalho centrada fortemente na tarefa, ficou mais próximo do quotidiano cuidativo/relacional desses profissionais. Assim, com o fito de desenvolver a competência interpessoal nas (os) enfermeiras (os) que cuidam de pessoas com diabetes, é importante e necessário preencher as lacunas de informação, conhecimento e reflexão delas (es), bem como suas implicações para o contexto pessoal, profissional e para o paciente, e dos recursos necessários para sua mobilização.




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