Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1088

Nº de Classificação: 5404
COSTA, Maria Suêuda. Idosos em hemodiálise: processos adaptativos em face das repercussões do tratamento. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. 192 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): SILVA, Maria Josefina da
RESUMO: O aumento da ocorrência de portadores de doenças renais crônicas e a conseqüente demanda para as terapias renais substitutivas, principalmente no grupo populacional de idosos, requer a intervenção de profissionais de saúde, quer no campo assistencial ou da investigação científica, como forma de contribuir para a manutenção da vida. O presente estudo objetivou avaliar os processos adaptativos elaborados pelos idosos em face das repercussões do tratamento por hemodiálise, bem como, analisar o comportamento de inserção desses idosos no processo, os eventos significativos para a adaptação e compreender os processos adaptativos elaborados pelos idosos. O método utilizado foi o clínico-qualitativo, que teve como instrumentos para a coleta de dados a entrevista semi-estruturada para história oral temática, a observação participante/registros de campo e de prontuários. O cenário do estudo foi composto por duas clínicas de hemodiálise de Fortaleza. A população foi constituída por 80 idosos e a amostra por 40. A organização dos dados quantitativos foi procedida pelo Programa Statiscal Package for Science, versão 13.0, e a dos dados qualitativos pelas Linhas Narrativas, de Spink, enquanto a análise dos dados foi realizada à luz do modelo teórico, Trajetória da Doença Crônica, que se fundamenta em três processos: ruptura biográfica, impacto do tratamento, adaptação e manejo da doença. Foram observados os procedimentos éticos exigidos para a realização da pesquisa. Os resultados mostraram que, entre os idosos há prevalência do sexo masculino e baixa escolaridade. Mais da metade do grupo possui renda familiar de um salário mínimo; a maioria tem sentimento de religiosidade, mantém um vínculo afetivo matrimonial e reconhece a dependência à máquina de hemodiálise e aos profissionais de saúde como fatores preponderantes e essenciais à sua sobrevivência. Foram também confirmadas as três dimensões do modelo teórico como caracterização das fases vivenciadas pelos idosos quanto à doença renal crônica, no entanto, é possível concluir que há pouca utilização de estratégias de coping porque não denotam recursos internos saudáveis para encontrar novos objetivos de vida. Sem esses recursos, tentam uma adaptação, mas a maioria não consegue, denotando apenas tolerância e resignação.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1159

Nº de Classificação: 5405
NÓBREGA, Rafaela Gerbasi. As ações de controle da tuberculose desenvolvidas pelas equipes de saúde indígena da Paraíba: análise da dimensão de coordenação. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [145] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): NOGUEIRA, Jordana de Almeida
RESUMO: O processo de mudança do modelo de atenção à saúde, priorizando o nível de atenção básica, propôs a reorganização das ações de controle da Tuberculose (TB) nos níveis locais, descentralizando-se gradualmente a responsabilidade pelo gerenciamento das ações de saúde. Esse processo requer controle e ordenação do fluxo de trabalho, requisitos fundamentais da coordenação como instrumento gerencial de integração entre os serviços de saúde. Considerando que os índios constituem populações especiais para a implementação das políticas de controle da TB, cuja eficácia vai depender das relações que estabelecem pessoas, tecnologia, recursos e coordenação, para realizar a tarefa organizacional de controle da TB na esfera local, optou-se por analisar a dinâmica da coordenação que organiza e orienta as ações de controle da tuberculose nas equipes de saúde indígena Potiguara. Esta pesquisa caracterizase por ser de natureza qualitativa, tendo como cenário o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Potiguara – PB. A amostra constituiu-se de vinte e três profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e agentes indígenas de saúde. O material empírico foi obtido por meio de três grupos focais e analisado pela abordagem crítica da técnica de Análise de Discurso. A categoria evidenciada por essa técnica foi a dialogicidade entre a dimensão da coordenação e o controle da tuberculose em equipes de saúde indígena, destacando o papel da coordenação nas ações de controle da TB apoiada em uma organização insuficiente de prover maior articulação entre os serviços e estabelecer a continuidade da atenção iniciada. Os serviços operam dentro de uma lógica fragmentada, centrada na prática médica especializada, capacitação insuficiente de recursos humanos para atender a especificidade cultural dessa população, desafios que exigem habilidade gerencial da coordenação para a sustentabilidade das ações de controle da TB. Nessa perspectiva, constatamos que a prática das equipes de saúde indígena, no controle da tuberculose, está norteada por contradições, evidenciando, portanto, um descompasso entre a dimensão política operacional do SUS e a responsabilidade gerencial da coordenação na perspectiva da Atenção Primária à Saúde.

Acesso ao texto integral: não localizado mas temos o CD (aguardando autorização para publicar)

Nº de Classificação: 5406
SARAIVA, Alynne Mendonça. Práticas terapêuticas na rede informal com ênfase na saúde mental: histórias de cuidadoras. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 91 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FERREIRA FILHA, Maria de Oliveira
RESUMO: O uso de práticas terapêuticas não alopáticas, em saúde mental, cresce a cada dia como uma forma diferenciada de prestar cuidado às pessoas que sofrem de algum transtorno psíquico, uma vez que os serviços de saúde da rede oficial ainda não são suficientes para garantir atendimento à demanda de pessoas com necessidade de saúde mental e também porque neles ainda predomina o paradigma biomédico cujo recurso terapêutico utilizado com maior freqüência, vem sendo a terapia medicamentosa. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, através do qual objetivou-se conhecer as histórias de cuidadoras da rede informal de saúde que usam práticas não alopáticas no cuidado com a saúde mental das pessoas. A metodologia utilizada foi a história oral, com base em Meihy. O estudo foi realizado no Centro Holístico de Cuidado da Mulher – AFYA, no município de João Pessoa – Paraíba, com nove mulheres que atuam como cuidadoras. O material empírico foi produzido através de entrevistas. Na análise, foram extraídos das narrativas, dois eixos temáticos: 1) Em busca de cuidado: a cuidadora que se cuida resgatando a auto-estima; 2) A falência do modelo biomédico e a busca por práticas acolhedoras. Dentre os principais resultados evidenciados observou-se que algumas dessas mulheres tiveram uma maior aproximação com essas práticas devido a algum sofrimento pelo qual estavam vivenciando, outras se tornaram cuidadoras pela necessidade de aprendizado, socialização e de ter um ofício, um serviço fora do lar. De acordo com as cuidadoras a maioria das pessoas, busca as práticas terapêuticas, não alopáticas, por não encontrarem respostas satisfatórias no sistema de saúde formal, que ainda é fragmentado e centrado na doença e medicalização. As cuidadoras, além de perceberem mudanças no estado de saúde das pessoas que utilizaram os recursos não alopáticos, relatam que as mesmas passam por um processo de reconstrução de suas identidades, através do resgate da auto-estima. É necessário considerar que as práticas não alopáticas não seriam uma alternativa ao modelo biomédico, pois têm seus próprios métodos de diagnósticos e tratamentos, podendo ser inseridas dentro de um eixo mais amplo de complementaridade. Porém, pode-se perceber que esses recursos terapêuticos trazem sentimentos e emoções positivas, importantes para o cuidado com a saúde mental, tanto de quem recebe como de quem pratica.

Acesso ao texto integral: http://www.ccs.ufpb.br/ppge/dissertacoes2007/dissertacaoalynnemendonca.pdf

Nº de Classificação: 5407
MADEIRA, Lucivaldo dos Santos. Processo de enfermagem em UTI: implantando etapas para integralizar o sistema de assistência. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2003. [127] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): RODRIGUES, Maria Socorro Pereira
RESUMO: O presente trabalho tem como proposta integralizar o Processo de Enfermagem (PE) na Unidade de Terapia Intensiva de um Hospital Militar, inserindo às etapas já existentes, o Histórico e o Diagnóstico de enfermagem, a fim de melhor favorecer uma assistência ordenada, inter-relacionada e integrada. O estudo foi desenvolvido no Hospital Geral de Fortaleza (Militar), Organização Militar de Saúde do Exército Brasileiro, situada no município de Fortaleza, Estado do Ceará. A pesquisa baseou-se no referencial teórico de Wanda de Aguiar Horta e na classificação diagnóstica da NANDA. Fez parte dos objetivos a adaptação de um modelo científico do Histórico e do Diagnóstico de enfermagem; a aplicação de um Projeto de Treinamento para os profissionais envolvidos e a experimentação do Processo de Enfermagem integralizado na UTI. A amostra constituiu-se de 6 enfermeiros, 1 acadêmico de enfermagem e 15 auxiliares de enfermagem, atuantes na UTI do referido hospital. Os dados foram coletados por meio da observação livre, com anotações em um diário de campo, processadas de acordo com as fases de integralização dos instrumentos do P.E..prevista para o período de agosto a dezembro de 2002. Utilizou-se para o estudo uma abordagem metodológica qualitativa com enfoque na pesquisa ação. Os resultados foram trabalhados segundo o método de Análise de Conteúdo e organizados em três categorias temáticas a saber: A Integralização e Implementação do P.E. na UTI; O Treinamento para a implantação do Processo de Enfermagem e Vantagem de selecionar uma teoria apropriada para subsidiar a experiência. Com exceção da última categoria temática, as duas iniciais estão inseridas em subcategorias temáticas. Ficou evidenciado que a seleção pelo referencial teórico, deve estar de acordo com o conhecimento dos profissionais na realidade encontrada; registraram-se benefícios e vantagens na utilização do P.E. integralizado, como às peculiaridades da UTI, tanto em função da gravidade do paciente, quanto do ambiente organizacional; o treinamento com o pessoal envolvido deve ser de preferência contínuo e em serviço; os aspectos motivacionais, tipo motivação e satisfação do grupo devem estar sendo continuamente trabalhados; o planejamento da implementação do P.E. deve envolver todos os integrantes da UTI e contar com o apoio da Instituição, na pessoa do chefe imediato, é um fator propulsor. Portanto, conclui-se com o trabalho, que o P.E integralizado favoreceu a autonomia profissional, proporcionando um cuidado qualificado com maior satisfação para o cliente e para a Instituição.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1212

Nº de Classificação: 5408
SOUZA, Karla Romana Ferreira de. Experiência das doulas no cuidado à mulher em uma maternidade pública do Recife - Pernambuco. João Pessoa. Universidade Federal da Paraíba. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 123 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): DIAS, Maria Djair
RESUMO: A institucionalização do processo de parto e nascimento vem provocando, ao longo do tempo, mudanças significativas no modelo de assistência à saúde. A substituição da casa pelo hospital e da parteira pelo médico transformaram uma área de domínio feminino de atenção em campo de universo masculino. A incorporação de tecnologias serviu para consolidar a transformação do parto e do nascimento em “atos médicos” e não em um momento da mulher, do recém-nascido e da família. A introdução das doulas, nesse processo, pode ser considerada como uma proposta de resgatar práticas antigas no cuidado. Doulas são mulheres voluntárias da própria comunidade próxima à maternidade, treinadas e dispostas a ajudar as parturientes. O Ministério da Saúde criou o Programa de Doulas Comunitárias Voluntárias, como mais uma estratégia para viabilizar a melhoria da assistência à mulher, durante o processo de parto e nascimento. Diante dessas considerações, houve a necessidade de investigar essa nova figura e sua participação no momento do parto, por meio de um estudo de natureza qualitativa, que teve como objetivo revelar os motivos que levaram as mulheres a se tornarem doulas, conhecer suas atividades desenvolvidas no contexto do cuidado à saúde da mulher, em ambiente hospitalar, e identificar os desafios que encontram na sala de pré-parto. A pesquisa foi realizada em uma maternidade pública municipal na Cidade do Recife-Pernambuco, onde o Programa encontra-se institucionalizado há 4 anos. O material é empírico, produzido por meio das entrevistas, utilizando-se a História Oral temática como referencial metodológico. Os resultados dos depoimentos foram discutidos e apresentados na forma de narrativa. Desse processo, emergiram três eixos temáticos que traz o cuidado prestado pelas doulas, centrado no acolhimento e vínculo, um caminho para a humanização e a necessidade de reconhecimento e a aceitação desse trabalho. A pesquisa revelou que as doulas oferecem um cuidado que envolve uma escuta ativa, alicerçada em atitudes de respeito, acolhimento, conhecimento técnico e amor. O desejo de ajudar e a preocupação com o bem estar do outro foram os principais motivos que levaram essas mulheres a se tornarem doulas. As doulas, colaboradoras deste estudo, relatam dificuldades no cenário das relações (doula/profissionais de saúde), no qual diz respeito à compreensão de suas atribuições e por fim não se percebem em movimento de inclusão como parceira do cuidado à mulher. Entretanto, para que suas atividades sejam plenamente exercidas, se faz necessário promover espaços de diálogos, na instituição, com os profissionais de saúde esclarecendo a importância das doulas na perspectiva de estabelecer parcerias no cuidado à parturiente.

Acesso ao texto integral: não localizado mas temos o CD (aguardando autorização para publicar)

Nº de Classificação: 5409
ARARUNA, Raimunda da Costa. Mundo imaginal e a potência de ser família saudável frente à violência no quotidiano. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [242] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): NITSCHKE, Rosane Gonçalves
RESUMO: Esta pesquisa tem como objetivos: compreender como se manifesta o quotidiano e o mundo imaginal de famílias de crianças e adolescentes que vivenciam violência intrafamiliar; compreender o mundo imaginal de ser família saudável, bem como a possibilidade de construir este ser saudável no quotidiano das famílias de crianças e adolescentes que vivenciam violência intrafamiliar. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, apoiado no referencial teórico-epistemo-metodológico de Michel Maffesoli, da Sociologia Compreensiva e do Quotidiano, adotando-se seus “pressupostos teóricos e da sensibilidade”, quando defende a razão sensível. Utilizaram-se as estratégias da pesquisa de campo trazidas por Leonard Schatzman e Anselm Strauss como: entrar no campo, observar; ouvir; registrar; analisar, a partir de oficinas. O caminho metodológico permitiu a interação com dez famílias de crianças e adolescentes que vivenciam violência intrafamiliar, matriculadas no ensino fundamental de uma Escola Pública, no município de Rio Branco-AC. A imersão no mundo dessas famílias possibilitou chegar a duas grandes conjunções: Aproximando-se do quotidiano das famílias e encontrando a violência em seu real mundo imaginal; e buscando construir o ser saudável no quotidiano junto às famílias. A pesquisa indica que, no quotidiano, as famílias constroem uma imagem de ser saudável e de família saudável a partir de seu processo de viver, compartilham suas experiências, com suas interações, imagens, imaginário, símbolos, e significados para cada um. Por outro lado, elas vivenciam no seu processo de viver um quotidiano pleno de violência social e intrafamiliar, mas percebem sua possibilidade de serem famílias saudáveis. As oficinas utilizadas para interação e coleta de dados desta pesquisa, levou-nos a compreender não somente a complexidade do processo de viver no quotidiano de algumas famílias de crianças e adolescentes que vivenciam violência intrafamiliar, mas a mudança nas interações de algumas famílias frente ao fenômeno da violência intrafamiliar. A enfermagem, ao mergulhar no mundo imaginal das famílias, pode desencadear um processo reflexivo nas famílias para que as mesmas possam pensar e repensar sobre o seu modo de viver e, desta maneira, construir e re-construir caminhos visando melhorar a interação familial. Deste modo, é que reafirmamos a tese de que a compreensão do mundo imaginal das famílias de crianças e adolescentes que vivenciam violência se constitui numa possibilidade de promover o ser saudável destas famílias em seu quotidiano.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0604-T.pdf

Nº de Classificação: 5410
OLIVEIRA, Adriane Maria Netto de. Um estudo transgeracional sobre a construção das relações em famílias com crianças que apresentam comportamento agressivo no quotidiano. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [265] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): NITSCHKE, Rosane Gonçalves

SILVA, Mara Regina Santos da


RESUMO: A partir da convicção de que a família é um grupo social importante, capaz de estabelecer vínculos afetivos profundos entre seus membros, com um papel fundamental no processo de viver humano saudável, realizou-se este estudo com o objetivo de: compreender como se constroem os vínculos afetivos, no quotidiano, em famílias com crianças que apresentam comportamento agressivo, ao longo das gerações. Essa compreensão deu subsídios para a seguinte tese: as famílias que têm crianças com comportamento agressivo apresentam dificuldades em estabelecer interações quotidianas que promovam vínculos afetivos, ao longo das gerações. O estudo foi realizado através da inserção da pesquisadora no contexto em que as famílias viviam, possibilitando maior aproximação com seu quotidiano e o estabelecimento de uma relação de confiança. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada no método da história de vida, apoiado em Poirier. Os instrumentos utilizados para realizar a coleta dos dados foram: a entrevista semi-estruturada e a construção do genograma familiar. Os dados foram coletados em duas instituições de um município do Rio Grande do Sul, no Ambulatório de Enfermagem em Saúde Mental (AESM) de um Hospital Universitário e no Núcleo Municipal Comunitário (NMC), instituição que pertence à Secretaria Municipal da Cidadania e Assistência Social. Este estudo enfoca três famílias, incluindo três gerações. A primeira geração é constituída pelas avós; a segunda pelos pais e a terceira pelos filhos. A análise dos dados atingiu o objetivo proposto, sustentando a tese deste estudo. Os resultados revelaram relacionamentos predominantemente conflituosos entre os casais no seu quotidiano, ao longo das gerações, os quais se constituem em um dos fatores que, provavelmente, dificultam o fortalecimento dos processos proximais entre pais e filhos. Os vínculos afetivos no subsistema parental entre a primeira, a segunda e a terceira geração foram se modificando ao longo do tempo, envolvendo maior contato físico, o qual inclui a expressão dos afetos através do beijo, abraço, brincar, entre outros, além de uma educação menos repressora e autoritária. As famílias conseguem estabelecer vínculos afetivos entre seus membros ao longo das gerações, entretanto, à medida que as crianças evoluem para outras fases do seu processo de viver humano, principalmente, na transição para a segunda infância, pré-adolescência e adolescência, se acentuam as dificuldades dos pais para exercerem seu papel, com maior ênfase no processo educativo e na sustentação de uma comunicação verbal e não-verbal positiva. Os 9 padrões repetitivos no modo de educar, encontrados nas famílias deste estudo, ao longo das gerações, entre outros problemas advindos da convivência quotidiana na sociedade contemporânea, mostram-se inadequados e ineficazes para a manutenção e o fortalecimento dos processos proximais entre a segunda e a terceira geração. Essa dificuldade associada às características biológicas, ao temperamento das pessoas em desenvolvimento da terceira geração, em interação com diferentes contextos, repercute diretamente nos problemas de conduta manifestos através das interações sociais, sendo bastante significativo o comportamento agressivo das crianças e/ou adolescentes, os quais, na maioria das vezes, produzem desadaptação social e interferem no percurso de um desenvolvimento saudável. Considera-se que a atuação do profissional da saúde, atrelada a diferentes contextos, incluindo a rede de suporte social, se constitui em um aspecto relevante para mudar o percurso de vida das crianças com comportamento agressivo, possibilitando que ela e suas figuras de apego fortaleçam seus vínculos afetivos e consigam encontrar estratégias para resolver os conflitos, de maneira adequada. Um importante elemento para contruir/re-construir, junto com as famílias, relacionamentos predominantemente harmônicos, é o modo como os profissionais interagem com esse grupo social. É preciso deixar de lado o estigma “família desestruturada” na prática profissional, valorizando as potencialidades das famílias, para produzir a saúde de seus membros, bem como, ajudá-las nas dificuldades que vivenciam diante dos diferentes momentos de transição nas etapas do seu processo de viver, procurando (re)encontrar uma maneira que promova a saúde familial em seu quotidiano.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0605-T.pdf

Nº de Classificação: 5411

EUSTÁQUIO, Rízia Maria dos Santos. Menopausa e envelhecimento em mulheres da zona rural baiana. Salvador. Universidade Federal da Bahia. Escola de Enfermagem, 2003. [111] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FERREIRA, Sílvia Lúcia


RESUMO: As expectativas das mulheres da zona rural frente aos processos de menopausa e envelhecimento expressam signos e símbolos próprios, construídos a partir de um processo de sociabilização e educação de um tempo e espaço geográfico específicos. O Censo 2000 apontou para o Brasil uma população de aproximadamente 170 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 1,63% a.a que é a mais baixa já observada nos anos 90. A queda da fecundidade, associada à redução da mortalidade infantil e melhoria de condições de vida vem modificando rapidamente a distribuição etária da população, principalmente em relação aos pesos relativos da população jovem e idosa. Existe um contingente de quase 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade correspondendo a um percentual de 8,6 da população brasileira, sendo as mulheres a maioria. Nesse contexto, é cada vez maior o número de mulheres que passam a vivenciar a fase da menopausa. A presente pesquisa tem como objetivo analisar como as mulheres da zona rural lidam com a menopausa e com o envelhecimento e como esses processos influenciam seu cotidiano. Fez-se opção por uma abordagem qualitativa exploratória. O estudo foi realizado em dois momentos, com o objetivo de proporcionar um maior contato com as mulheres com as mulheres entrevistadas, possibilitando uma percepção de seus saberes sobre menopausa e envelhecimento e qual a relação que estabelecem entre estes momentos da vida. Foram trabalhados dados primários, coletados no período de março a maio de 2003, através de entrevista semi-estruturada e observação com diário de campo. Os sujeitos tomados para esta pesquisa foram treze mulheres, moradoras do distrito da vila Santa Izabel, zona rural do distrito de Ibicaraí-Ba. Utilizou-se como referencial teórico os estudos sobre envelhecimento, menopausa, menstruação, trabalho feminino, sexualidade e concepções de corpo. Os dados mostrarão que a relação menopausa X envelhecimento e a forma como esses processos influenciam em seus cotidianos, no que se refere a trabalho, lazer, concepção de corpo, sexualidade e outros são percebidos de forma diferenciada por algumas das mulheres, mesmo convivendo em contextos sócio-culturais similares. Os conhecimentos expressos pelas mulheres sobre a relação da menopausa ao processo de envelhecimento norteiam-se a partir de uma construção própria e individual de comunicação e informação como a televisão, escola, jornais e outros são bastante escassos.



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