Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=91581

Nº de Classificação: 5396
BASSO, Joéli Fernanda. Reflexões de um grupo de gestantes e acompanhantes sobre a participação ativa no parto e nascimento. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 203 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MONTICELLI, Marisa
RESUMO: Trata-se de Pesquisa Convergente-Assistencial que teve como objetivos compreender as expectativas das gestantes e seus acompanhantes sobre suas participações para que o parto e o nascimento institucionalizados sejam humanizados e analisar a influência da prática educativa em grupo no fortalecimento das gestantes e seus acompanhantes em direção ao parto e nascimento humanizados, utilizando-se como suporte teórico-metodológico, a Pedagogia Libertadora de Paulo Freire. Foi desenvolvida junto ao “Grupo de Gestantes e/ou Casais Grávidos” do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. Os sujeitos constituíram-se de 35 gestantes e 16 acompanhantes, que participaram de duas edições do Grupo. A coleta de dados foi realizada através do Arco da Problematização, de Charles Maguerez, operacionalizado em dezoito oficinas, sendo nove em cada uma das edições do Grupo. A análise foi realizada seguindo-se quatro processos genéricos: apreensão, síntese, teorização e transferência. Desta análise emergiram 5 categorias: 1) Escolhendo o parto vaginal como primeira opção para dar à luz; 2) Selecionando o tipo de atenção obstétrica para a condução do pré-natal e realização do parto; 3) Reconhecendo-se como sujeitos reflexivos e críticos perante a realidade; 4) Negociando e dialogando com os profissionais de saúde sobre as preferências relacionadas aos procedimentos obstétricos; e 5) Construindo um saber próprio acerca do processo do parto e do nascimento. Os resultados apontaram expectativas relacionadas ao protagonismo dos sujeitos, à necessidade de negociação de saberes com os profissionais, ao exercício pleno do diálogo como ferramenta desta negociação, à liberdade de escolha com relação aos profissionais e às instituições, ao exercício e fortalecimento de grupos temáticos similares ao grupo de gestantes, à necessidade de fomentar o pensamento crítico, ao usufruto dos direitos à cidadania e ao resgate do parto e do nascimento como eventos sociais e fisiológicos, evidenciando a influência que as premissas do Movimento de Humanização do Parto e Nascimento e da Pedagogia Libertadora podem exercer sobre o Grupo. Os dados da pesquisa mostram que ao mesmo tempo em que as interações vivenciadas dentro das instituições de saúde entre os profissionais, as gestantes e seus acompanhantes são complexas e permeadas por relações de poder, práticas educativas libertadoras podem contribuir para o fortalecimento dos sujeitos rumo à superação deste status quo e, portanto, à transformação de suas realidades. Esta pesquisa traz contribuições para novas reflexões sobre a realidade da assistência ao processo do nascimento institucionalizado e subsídios para a construção de novas estratégias de sobreposição ao modelo hegemônico vigente, trazendo considerações válidas para a assistência, para o ensino e, em nível macro, para a formulação de políticas públicas que atendam e se adeqüem às reais expectativas desta população, com relação ao parto e ao nascimento humanizados.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0599-D.pdf

Nº de Classificação: 5397
BORCK, Márcia. Terceira etapa do método mãe-canguru: convergência de práticas investigativas e de cuidado no processo de adaptação de famílias com recém-nascidos pré-termo e/ou de baixo peso. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. [234] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SANTOS, Evanguelia K. A. dos
RESUMO: Trata-se de uma Pesquisa Convergente-Assistencial, de natureza qualitativa, que teve como objetivos investigar a experiência no processo de adaptação de famílias na terceira etapa do Método Mãe-Canguru (MMC) com recém-nascidos pré-termo e/ou de baixo peso, implementar a consulta de enfermagem com cada participante do estudo referente aos quatro modos adaptativos da Teoria de Roy e introduzir inovações no serviço de enfermagem. Foi adotado como referencial teórico o Modelo de Adaptação proposto por Sister Callista Roy. Desenvolvido no período de out/2006 a fev/2007 na unidade de neonatologia da maternidade do Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina - HU/UFSC. Os sujeitos foram seis mães, familiares e seus bebês que ingressaram na terceira etapa do MMC e residentes na grande Florianópolis. A coleta de dados foi realizada através do processo de cuidar do modelo adaptativo de Roy, utilizando as técnicas de observação e da entrevista semi-estruturada. O processo de análise ocorreu através da apreensão, síntese, teorização e transferência. Foram identificadas cinco categorias convergentes do meio-tempo entre a desospitalização precoce e o primeiro retorno na terceira etapa: 1) Valorando o aleitamento materno; 2) Percebendo necessidades de manejo com RN; 3) A felicidade e o medo ao sair do hospital; 4) Primeira noite nenhuma mãe dorme; e 5) Reconhecendo e ativando cuidados; e cinco categorias adaptativas convergentes dos retornos na terceira etapa: 1) Mamãe eu quero mamar; 2) Meu bebê quer isso, quer aquilo. Precisa disso; 3) Meu bebê está crescendo; 4) Nosso bebê, nossa família: é bom estarmos juntos; e 5) Coração tranqüilo; e cinco categorias (des)adaptativas convergentes dos retornos na terceira etapa: 1) Meu leite é pouco, meu peito dói; 2) Para que esses exames/ por que esses acompanhamentos; 3) Eu preciso de um especialista; 4) O que me fez descuidar do bebê: minha cabeça ou meu coração; e 5) Amar e estar junto, ou só estar junto. Os resultados mostram a necessidade de fortalecer o papel da família na desospitalização, a comunicação entre a equipe interdisciplinar, rever critérios de alta da terceira etapa e garantir todas as possibilidades de atendimento continuado. O papel da enfermeira destaca-se pela capacidade de articular detalhes para a eficiência dos cuidados realizados pelas famílias e na sistematização da assistência favorecendo estímulos contextuais para adaptação positiva. Os vínculos afetivos no domicílio tornam a desospitalização precoce menos negativa, favorece o convívio familiar e social. O cuidado adaptativo varia de acordo com os papéis assumidos pelas mães e familiares e pelos resultados obtidos na terceira etapa do MMC. Sentimentos ambíguos afetam o autoconceito e o funcionamento familiar. Este estudo evidencia a terceira etapa como oportunidade para retroalimentar o sistema cuidativo, apoiar as famílias para sobreporem seus conflitos, preocupações, medos, inseguranças e o próprio comportamento imaturo do bebê.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0602-D.pdf

Nº de Classificação: 5398
NASCIMENTO, Ana Maria Carvalho. O cuidado na percepção de profissionais e idosos residentes em uma instituição de longa permanência. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 141 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SANTOS, Silvia Maria A. dos
RESUMO: Esta pesquisa, de cunho qualitativo, do tipo Convergente-Assistencial, teve como objetivo geral investigar como profissionais e idosos residentes em uma Instituição de Longa Permanência (ILPI) percebem o cuidado prestado, fundamentada na teoria humanística de Paterson e Zderad. Essa foi desenvolvida numa ILPI no município de Blumenau. Fizeram parte desse estudo 32 sujeitos, 20 profissionais da equipe multiprofissional e 12 idosos, de ambos os sexos, na faixa etária entre 20 e 99 anos. Os dados foram coletados através das técnicas de oficina e entrevista semi-estruturada. As informações colhidas foram registradas através de gravação em mp3 e, posteriormente, transcrita. A análise dos textos gerados pela transcrição das falas dos sujeitos nas oficinas e entrevistas seguiu os moldes da análise de conteúdo. Após a leitura e releitura das transcrições, codificação e categorização dos dados, os mesmos foram agrupados nos seguintes eixos temáticos: o significado da família no processo de viver e envelhecer; as relações interpessoais na construção do processo de cuidar; o cuidado humanizado compreende aspectos ambientais, ações integradas e gestão participativa. Ao analisarmos os dados verificou-se que o apoio da família e da equipe mutiprofissional pode ajudar para um envelhecer saudável na instituição. Idosos e profissionais em seus discursos ainda destacaram que para um cuidado humanizado são importantes as relações, o diálogo, o respeito, o levar-se em conta a individualidade do outro e o compromisso de cada um para a construção de um espaço de convívio saudável. Outro aspecto que foi bastante evidenciado foi o ambiente físico e a necessidade de ações integradas e participativas para viver numa residência coletiva. Parece que as atitudes humanísticas afloram intuitivamente em cada um dos sujeitos, a partir de suas vivências em família e suas experiências profissionais, porém não são muito evidentes no trabalho interdisciplinar e na busca da qualidade de vida do idoso em seu contexto biopsicosocial. Os discursos mostraram uma prática fragmentada, com uma justaposição de tarefas, não havendo momentos para trocas de experiências, de saberes e de questionamentos. No entanto, os sujeitos perceberam que olhar o sujeito além de suas dificuldades físicas e emocionais agrega em si conhecimentos acerca do outro e do contexto vivido. Desta maneira, conduz a uma prática voltada a essência da vida e do cuidado do ser humano. Em síntese, pode-se dizer que investigar o cuidado a partir da percepção de quem cuida e de quem recebe esse cuidado amplia a compreensão acerca do mesmo, além de evidenciar que o cuidado humanizado se constrói a cada dia e através da parceria entre profissionais e idosos.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0598-D.pdf

Nº de Classificação: 5399
MEIRA, Maíra Melissa. Diretrizes para a educação permanente no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 158 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): REIBNTZ, Kenya Schmidt
RESUMO: Este estudo teve como objetivo construir diretrizes para um programa de Educação Permanente (EP) no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) - Florianópolis, partindo das necessidades apresentadas pela equipe de suporte avançado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo convergente assistencial, desenvolvida com 23 profissionais (médicos, enfermeiros e socorristas) das Unidades de Suporte Avançado (USA) do SAMU. Como estratégia para a coleta de dados, escolheu-se trabalhar com grupo focal. As discussões bem como a interpretação e análise dos dados foram à luz do referencial de EP do Ministério da Saúde, dos conceitos inter-relacionados e em sintonia com os fundamentos da educação libertadora de Freire. A análise deu-se durante a coleta de dados, seguindo os quatro processos genéricos: apreensão, síntese, teorização e recontextualização, propostos por Trentini e Paim (2004). Foram identificadas três categorias: “educação no trabalho como estratégia para EP”, “processo de trabalho como EP” e “diretrizes para EP no SAMU”. Na primeira categoria foram estabelecidas três subcategorias: “treinamento formal”, “treinamento informal”e “treinamento frente às peculiaridades do serviço e o perfil profissional”. Na segunda categoria destacaram-se “trabalho em equipe”, “direitos e deveres do trabalhador” e “educação para a saúde” como subcategorias. As diretrizes para a EP no SAMU apontam para novos mecanismos de planejamento e gestão para que os serviços possam ser espaços de aprendizagem; para a formulação de novos pactos de trabalho, capazes de absorver as demandas de cuidado às pessoas e populações, o ensino e a produção do conhecimento nos espaços locais e no conjunto da rede de atenção à saúde. Concluímos que os projetos de educação devem estar em consonância com os interesses de todos os envolvidos, ou seja, devem atender aos anseios e necessidades daqueles que vão participar diretamente dos objetivos da instituição. Dessa maneira, há necessidade de um Programa de EP que estimule a capacitação e aprimoramento das equipes em urgências e emergências, que deve estar baseado não só no conhecimento científico e nas habilidades dos profissionais para a promoção de um cuidado de saúde eficaz, mas também para o conhecimento do SUS, nas suas dimensões política, ética e social. Além disso, ressaltamos que a construção de um Programa de Educação Permanente, que ressalte o processo de trabalho, exige um esforço coletivo, tanto por parte dos trabalhadores quanto pela Instituição.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0601-D.pdf

Nº de Classificação: 5400
OLIVEIRA, Célida Juliana de. Idosos em tratamento farmacológico anti-hipertensivo: parâmetros para o cuidado clínico de enfermagem. Fortaleza. Universidade Estadual do Ceará. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [128] f.

Dissertação (Mestrado em Cuidados Clínicos em Saúde)



Orientador(es): MOREIRA, Thereza Maria Magalhães
RESUMO: Os idosos constituem uma clientela que requer constante atenção da enfermagem por ser uma parcela populacional em crescimento demográfico intenso e suas características de saúde peculiares. O objetivo foi avaliar idosos em tratamento anti-hipertensivo com vistas a posteriormente subsidiar o cuidado de Enfermagem a esse grupo. O estudo foi do tipo descritivo, transversal, com natureza quantitativa, realizado junto a um grupo de idosos vinculado à Secretaria de Assistência Social e à Secretaria de Saúde do município de Fortaleza/Ceará. A amostra foi constituída por 54 idosos, de ambos o sexos, que estavam em tratamento farmacológico para hipertensão arterial. A coleta de dados se deu entre agosto e setembro de 2007 onde foi instituído um formulário de identificação geral do idoso e de seu tratamento, além de aplicada uma escala para avaliação da adesão terapêutica e calculado o risco coronariano. Foram realizadas análises descritivas e estatísticas dos dados obtidos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará, sob o protocolo No 07290341-4. As características sócio-demográficas prevalentes foram: sexo feminino (74,1%); faixa etária entre 70 e 79 anos (48,1%); casados (50%); escolaridade inferior a oito anos de estudos (46,3%); renda mensal de um salário mínimo (51,9%). Quanto às características clínicas teve-se: idosos com sobrepeso (44,4%); circunferência abdominal aumentada (74,1%); presença de valores não controlados da pressão arterial entre 22 e 25%; tratamento farmacológico monoterápico em 50% dos idosos, com uso principal de hidroclorotiazida e captopril; presença de reações adversas aos anti-hipertensivos em 64,8% dos idosos (principalmente poliúria, tosse seca e boca seca). O risco coronariano prevalente foi o moderado (55%) e o grau de não-adesão terapêutica verificado foi a “não-adesão leve” (59%). Houve associação estatística entre o sexo masculino e maior risco coronariano (p=0,008), não realização de atividades físicas com menor adesão (p=0,000), não-adesão moderada com maior risco coronariano (p=0,023), valores elevados da PA sistólica com maior risco coronariano (p1 = 0,020; p2 = 0,028; p3 = 0,019) e menor adesão (p1 = 0,000; p2 = 0,008; p3 = 0,000), e os valores elevados da pressão diastólica com menor adesão terapêutica (p1 = 0,007; p3 = 0,046). Conclui-se que, apesar dos idosos mostrarem-se com estado de saúde cardiovascular regular, muito pode ser feito pela enfermagem para ampliar seu cuidado. O enfermeiro deve elaborar estratégias para incentivar o idoso a se sentir co-responsável por seu tratamento, mantendo hábitos de vida saudáveis, além de auxiliá-lo a melhorar alguns aspectos de saúde deficitários, visando minorar complicações decorrentes de reações adversas medicamentosas e, com isso, melhorar sua adesão à terapêutica instituída, intervindo nos fatores de risco modificáveis de desenvolvimento de doenças cárdio-cerebrovasculares, reduzindo a morbi-mortalidade dos idosos.

Acesso ao texto integral: não localizado e não temos o CD

Nº de Classificação: 5401
LALUNA, Maria Cristina Martinez Capel. Os sentidos da avaliação na formação de enfermeiros orientada por competência. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 226 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): FERRAZ, Clarice Aparecida
RESUMO: O propósito deste trabalho é analisar os sentidos atribuídos à avaliação no cotidiano da formação orientada por competência, trazendo a expectativa de que os projetos pedagógicos sejam capazes de transformar as práticas profissionais, visando à superação dos problemas de saúde e a melhoria do cuidado à saúde das pessoas e comunidades, contribuindo para a consolidação do SUS. O Curso de Enfermagem da Famema implantou em 1998 o currículo integrado orientado por competência. Observamos, no decorrer de seu desenvolvimento, que a prática avaliativa aponta para um distanciamento entre a avaliação proposta e a realizada no cotidiano da formação. Este estudo torna-se relevante por possibilitar o reconhecimento de aspectos que potencializam o processo de mudança da prática avaliativa. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, utilizando-se a perspectiva construcionista para análise das práticas discursivas e produção de sentidos (SPINK, 2004). A coleta de dados foi realizada por meio de grupo focal, de sete professores que atuam no Curso de Enfermagem da Famema, após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, sendo caracterizado em sua composição e dinâmica. Adotamos o procedimento dos mapas dialógicos para dar visibilidade aos dados. A análise se fez a partir dos repertórios lingüísticos, os quais favorecem a conexão entre o uso dado pelos sujeitos da pesquisa e do aporte teórico que entramos em contato durante a investigação, juntamente com a interpretação da pesquisadora. Delineamos quatro temas para análise: Prática avaliativa: padrão de referência, objeto, instrumento e atividades intervenientes na expressão do resultado insatisfatório; Finalidades, usos e função da avaliação: reconhecendo as limitações e buscando compromisso com a aprendizagem; Fragmentação das unidades educacionais e sua expressão do resultado da avaliação; Educação Permanente e Grupo de Avaliação: espaços possíveis de reflexão da prática avaliativa. A análise dos repertórios lingüísticos apontou para o sentido da prática avaliativa vinculada à avaliação tradicional e à noção construtivista francesa de competência. A internalização cultural da avaliação tradicional, presente nos professores e estudantes, constitui um dos aspectos relevantes que favorecem as dificuldades e resistências à mudança da prática. Entretanto, mesmo que em menor recorrência, há tentativas de renovação de produção de sentidos para a superação da prática voltada à inclusão e comprometida com a aprendizagem de todos e, portanto, baseada na avaliação democrática e na noção dialógica de competência, tendo em vista a formação de enfermeiros voltada ao cuidado integral em saúde. A continuidade do processo de mudança da prática avaliativa requer, além da compreensão de que a realidade é complexa, multirreferencial e incerta e da ousadia na co-construção em processo, que a instituição formadora se proponha à modificação de seu papel reprodutor do sistema social para o papel de uma instituição reflexiva, integrada aos serviços de atenção à saúde e consciente de seu compromisso político com a transformação da realidade de saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-14112007-133325/

Nº de Classificação: 5402
PAIVA, Simone de Sousa. Análise da comunicação não-verbal mãe-filho na vigência do HIV materno em ambiente experimental. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. 76 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): GALVÃO, Marli Teresinha Gimeniz
RESUMO: Como toda crise de desenvolvimento, a gravidez desequilibra o ciclo de vida do indivíduo. Para a mulher portadora de HIV/aids, a este desequilíbrio da geração de um filho acrescentam-se as especificidades da soropositividade. Dessa forma, vários podem ser os fatores que influenciam a relação entre mãe HIV positiva e seu filho. Por ser a comunicação não-verbal o tipo de linguagem predominante na relação entre mãe e filho, a presente pesquisa objetivou analisar a comunicação não-verbal mãe-filho na vigência do HIV materno em ambiente experimental. Estudo descritivo-explorátorio desenvolvido com cinco binômios cuja mãe era sabidamente HIV positivo, em ambiente simulado no Laboratório de Comunicação em Saúde, localizado no Departamento de Enfermagem, no segundo semestre de 2007. Utilizou-se a filmagem como recurso de coleta de dados. Cada mãe foi filmada uma única vez, no desenvolvimento dos cinco principais cuidados maternos: troca de roupa, banho, alimentar, ninar e brincar. A cada trinta segundos, os vídeos foram analisados por dois juízes, os quais preenchiam roteiro de observação baseado em aspectos referentes à comunicação não-verbal e à teoria do Apego. Os dados foram analisados mediante utilização de testes estatísticos apropriados e as análises foram confrontadas com a história de vida do binômio. Foram observados alguns fatores ligados à soropositividade que influenciaram a comunicação não-verbal entre mãe e filho, a saber: o diagnóstico recente de soropositividade, a discriminação sofrida por portar o HIV, o medo de repreensão no cuidado ao filho e o desejo de cuidar do seu bebê cujo diagnóstico ainda é incerto, valendo-se de outros estímulos não-verbais para suprir a falta do contato da criança ao seio. Como se percebe, a filmagem em ambiente simulado provavelmente influenciou o comportamento materno no cuidado ao filho. Quanto à comunicação não-verbal durante os cuidados maternos foi verificado que o brincar é a atividade de maior interação entre mãe e filho. Nesta atividade predomina a variedade de signos comunicativos, principalmente iniciados pela mãe, como forma de estimular o filho pequeno no desenvolvimento de habilidade e de avaliá-lo com vistas a detectar precocemente qualquer anormalidade que poderia sugerir soropositividade ao HIV.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1160

Nº de Classificação: 5403
EDUARDO, Kylvia Gardênia Torres. Avaliação das ações de promoção da saúde no controle do câncer de colo uterino. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. 107 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MOURA, Escolástica Rejane Ferreira
RESUMO: O câncer de colo uterino (CCU), segunda causa de morte por neoplasias em mulheres, caracteriza-se por possuir fatores de risco relacionados a hábitos e estilos de vida que poderiam ser minimizados e/ou eliminados através de ações de promoção da saúde. Para tanto, realizou-se o presente estudo com os objetivos de avaliar as ações de promoção da saúde desenvolvidas por enfermeiras do Programa de Saúde da Família (PSF) no controle do CCU, identificar fatores de risco para CCU e verificar associação entre a promoção de informações sobre os fatores de risco e o conhecimento das usuárias sobre esses fatores. Tratou-se de estudo avaliativo realizado no município de São Gonçalo do Amarante - CE, com 11 enfermeiras e 390 usuárias que compareceram a unidade de saúde para realização do exame de Papanicolaou no período de maio a agosto de 2007. Os dados foram coletados por meio de entrevista, observação indireta da coleta citológica e registros fotográficos e documentais das ações de promoção da saúde. Foram utilizados três instrumentos: um questionário voltado ao levantamento do perfil profissional das enfermeiras; e dois formulários, um abordando as cinco estratégias de promoção da saúde e outro voltado à vulnerabilidade das clientes. Os dois primeiros foram aplicados às enfermeiras e o último às usuárias. O formulário aplicado às enfermeiras teve como base o instrumento de Avaliação para a Melhoria da Qualidade da Estratégia de Saúde da Família (AMQ) adotada pelo Ministério da Saúde. Os dados estatísticos foram analisados através do sistema SPSS 13.0 e discutidos segundo a literatura pertinente. Verificou-se a realização de ações de promoção da saúde principalmente relacionadas às estratégias de promoção de ambientes favoráveis à saúde, desenvolvimento de habilidades pessoais e políticas públicas saudáveis, em detrimento das estratégias de participação comunitária e reorientação dos serviços de saúde. Observou-se a participação multiprofissional nas ações promotoras de saúde e a diversidade de técnicas e recursos utilizados nas atividades educativas. Os fatores de riscos para CCU mais presentes na população feminina estavam relacionados às condições socioculturais, econômicas e à saúde sexual e reprodutiva. A maioria das usuárias (61,28%) referiu conhecer, no mínimo, um fator de risco para CCU. Os fatores de risco mais conhecidos foram: pluralidade de parceiros, higiene íntima inadequada, desuso de condom e infecções genitais de repetição. A enfermeira foi reconhecida como a principal fonte de informação, pelas clientes. As mudanças, mais citadas, ocasionadas pelo conhecimento dos fatores de risco foram: realização periódica do exame de Papanicolaou, monogamia e uso de condom. Verificou-se associação estatisticamente relevante entre as ações educativas desenvolvidas pelas enfermeiras no controle do CCU e o conhecimento das usuárias sobre os fatores de risco. Portanto, o estudo demonstrou a atuação das enfermeiras como as principais agentes promotoras de saúde. Contudo, ainda existe a necessidade de envolver a comunidade e os demais setores da sociedade na discussão e enfrentamento dos problemas de saúde, o que justificaria estudos nessa área.



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