Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-24012008-152555/

Nº de Classificação: 5355
MARQUES, Cláudia Maria da Silva. As competências crítico-emancipatórias e a formação dos trabalhadores de nível médio em enfermagem: focalizando as políticas ministeriais. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 91 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): EGRY, Emiko Yoshikawa
RESUMO: É inegável a importância dos trabalhadores de nível técnico para a implementação do Sistema Único de Saúde. No entanto, há limites impostos para uma atuação crítica e transformadora desses trabalhadores em decorrência, entre outras, da fragmentação do processo de trabalho em saúde e das estratégias educativas utilizadas em sua formação. O Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem foi criado pelo Ministério da Saúde com o objetivo principal de qualificar trabalhadores da enfermagem. Um perfil de competências foi construído e a análise deste, comparativamente ao proposto pelo Ministério da Educação, fez emergir a necessidade de aprofundar o estudo acerca do referencial estruturante da educação profissional, frente às necessidades de formação técnica em saúde. O presente estudo teve como objetivo conhecer o potencial crítico-emancipatório da noção de competência assumida pelos Ministérios da Educação e da Saúde, por meio de uma pesquisa descritiva e exploratória, na perspectiva qualitativa. Seu suporte teórico foi a Teoria de Intervenção Práxica da Enfermagem em Saúde Coletiva; o referencial de análise, a hermenêutica-crítica. A fonte de dados empíricos foi constituída por documentos reguladores da educação profissional técnica oriundos desses Ministérios, entre 1996 e 2006. Além disso, foram levantados os discursos de seus representantes, através de entrevista semi-estruturada. Os resultados mostraram visões de educação diferenciadas entre os dois Ministérios: o da Educação aponta as exigências do mercado como seus princípios norteadores; a noção de competência se apóia na perspectiva construtivista, enfatizando atributos pessoais em detrimento de sua dimensão social. O Ministério da Saúde aponta a educação profissional como instrumento da cidadania, devendo ser orientada pelo paradigma político assistencial do SUS; a noção de competência baseia-se na perspectiva crítico-emancipatória. Concluiu-se que a visão do Ministério da Educação aponta para uma formação que adapte o homem à sociedade. O Ministério da Saúde aponta seu potencial crítico e emancipador. Estas diferenças não foram identificadas nos discursos dos gestores, que se apresentaram centrados na noção de competência que mescla as duas visões.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-23012008-113302/

Nº de Classificação: 5356
TONON, Lenita Maria. Análise farmacoeconômica do tratamento do câncer colorretal metastático com bevacizumabe no Brasil. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 114 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SECOLI, Silvia Regina
RESUMO: No presente estudo realizou-se a análise custo-efetividade das terapias antineoplásicas IFL (irinotecano, 5-fluorouracil e leucovorin) e IFL+BV (IFL associado ao bevacizumabe) empregado no tratamento do câncer colorretal metastático em primeira linha. Estimou o custo direto de medicamentos, materiais e recursos humanos. A efetividade dos protocolos foi medida pela proporção de pacientes livre de progressão de doença. Os dados relativos aos custos de materiais e medicamentos foram obtidos a partir de tabelas de preços que regulamentam o mercado hospitalar. Os dados concernentes à efetividade foram obtidos através da literatura científica. Utilizou-se o modelo de análise de decisão para estimar o custo total da terapia antineoplásica. Os resultados mostraram que o protocolo IFL apresentou a melhor relação custo-efetividade durante todo o tempo de seguimento, ou seja, o menor custo por unidade de efetividade, que no 10º mês foi de R$ 180.619,46. A análise de sensibilidade mostrou que esta conclusão foi robusta. Essas análises farmacoeconômicas apontaram que a seleção do protocolo antineoplásico depende do custo e efetividade, mas, sobretudo da relação custo-efetividade que permite saber o custo estimado por unidade de sucesso.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23012008-123115/

Nº de Classificação: 5357
GOVEIA, Vania Regina. Avaliação da eficácia da esterilização de furadeiras elétricas domésticas utilizadas em cirurgias ortopédicas. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 77 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): GRAZIANO, Kazuko Uchikawa
RESUMO: Estima-se que há mais de 50 anos, as furadeiras elétricas (FE) têm sido empregadas em cirurgias ortopédicas nos hospitais brasileiros para a perfuração óssea. Trata-se de equipamento elétrico, termossensível, não indicado para uso cirúrgico, não avaliado anteriormente quanto à eficácia da esterilização, suspeitando-se de risco potencial para infecções do sítio cirúrgico ou relacionadas a próteses ortopédicas. Os objetivos desse estudo foram: avaliar a carga microbiana de FE do uso cirúrgico e avaliar a eficácia da esterilização de FE novas intencionalmente contaminadas. Trata-se de pesquisa experimental, laboratorial, randomizada e aplicada desenvolvida no laboratório de pesquisas experimentais da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. O trabalho foi realizado em duas fases. As condições assépticas foram rigorosamente seguidas para o controle das variáveis. Quinze FE analisadas na fase I, tiveram distribuição aleatória e cega, capturadas em um centro cirúrgico de um hospital escola. Foram cultivados: o ar gerado pelo motor e alíquotas de 10 µL do lavado das superfícies interna e externa das FE. Ainda nessa fase foi realizado um controle positivo onde uma FE foi contaminada com Serratia marcescens e um teste do método de filtração por membrana de porosidade de 0,45 µm com uma FE limpa, onde as membranas que filtraram diferentes quantidades do lavado foram cultivadas. Na fase II foram analisadas 22 FE e três perfuradores de osso (PO). Dezesseis FE constituíram o grupo experimental (GE), seis o controle positivo (GCP) e três PO constituíram o controle negativo (GCN). Todos os equipamentos previamente limpos e esterilizados foram submetidos à contaminação com esporos de Bacillus atrophaeus. As FE do GCP foram analisadas após a exposição ao contaminante, furadeiras do GE e perfuradores do GCN foram submetidos à limpeza e esterilização em óxido de etileno (ETO) antes de serem analisados. Foram cultivados: ar gerado pelo motor e membrana filtrante após a filtração do lavado das superfícies interna e externa dos equipamentos. Foram realizadas coloração e microscopia: Gram para culturas positivas; Wirtz-Conklin para culturas positivas com bacilos Gram positivos. Os resultados mostraram que a carga microbiana de FE do uso cirúrgico é baixa e foi detectada em duas ocasiões no cultivo do ar, 1 ufc/FE e em uma ocasião no cultivo de alíquotas do lavado, 9 ufc/FE. O controle positivo realizado com Serratia marcescens comprovou a sensibilidade do método para amostras contendo alta concentração de contaminantes. O método filtração por membrana mostrou-se sensível para detectar baixa contaminação das FE, sendo o eleito para o teste de esterilidade. Os controles positivos apresentaram crescimento do microrganismo contaminante, comprovando a aderência ao material. Os controles negativos não apresentaram crescimento. Das 16 FE do GE, duas apresentaram crescimento sendo cada uma delas de 1ufc do contaminante inicial respectivamente no cultivo do ar e no cultivo da membrana. Foi comprovada a eficiência de 99,99999881% do processo de esterilização por ETO, com a probabilidade de sobrevivência de 1,19 x 10-8. Nas condições do desenvolvimento do experimento, a eficácia da esterilização das FE por ETO foi comprovada.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23012008-110937/

Nº de Classificação: 5358
MONTEIRO, Carla Roberta. Independência funcional dos idosos vítimas de fraturas: da hospitalização ao domicílio. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 111 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): FARO, Ana Cristina Mancussi e
RESUMO: Paralelamente à transição demográfica, a prevalência do trauma em idosos tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. O trauma, não raras vezes está associado à seqüelas, incapacidades, deficiências e mesmo à diminuição da capacidade funcional, representando um prejuízo na qualidade de vida das vítimas e suas famílias devido à perda da autonomia e independência, tornando–se uma importante questão social , econômica e de saúde. Deste modo, o presente estudo teve como objetivo geral, avaliar a independência funcional de idosos vítimas de fratura, na admissão hospitalar, alta e um mês após o regresso ao domicílio e verificar suas relações com as variáveis sociais e de saúde. Participaram do estudo 34 idosos com idade média de 75,47 anos, hospitalizados na Unidade de Trauma-Geriatria ou Pronto Socorro do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP, vítimas de fratura. Os dados foram coletados pela pesquisadora por meio de entrevistas para a caracterização biodemográfica e pela aplicação da Medida de Independência Funcional (MIF). A aplicação da MIF se deu em três momentos: até 48 horas após a internação, na alta hospitalar e após um mês do regresso do idoso ao domicílio, desta vez por meio de contato telefônico. Da totalidade, 82,4% dos idosos se declararam brancos, 52,9% eram do sexo feminino, apenas 11,8% referiram prática regular de atividade física. Quanto ao trauma: a fratura de fêmur predominou representando 67,6% das fraturas, sendo 53% fraturas transtrocanterianas e 39% do colo de fêmur. A queda no ambiente doméstico foi o principal mecanismo de trauma. O tempo médio de permanência hospitalar foi de 15,47 dias. A modalidade de tratamento empregada foi essencialmente cirúrgica com destaque para o DHS (parafuso dinâmico de quadril) e as artroplastias parciais e totais de quadril. Quanto à independência funcional: houve um aumento considerável nas médias dos valores da MIF motor e total no momento da alta, comparado à admissão; em contrapartida houve uma diminuição dos valores médios da MIF total um mês após regresso ao domicílio. Observou-se que a incapacidade funcional aumentou com a idade e uma significativa associação entre maiores comprometimentos funcionais e maiores dias de internação. A presença contínua de acompanhante constituiu-se em um fator protetor contra o declínio funcional. O hipotireoidismo, a demência e a depressão foram associados à menores scores da MIF motora. O presente estudo aponta ainda para o fato de que a maioria dos idosos voltou para a comunidade com necessidade de alguma forma de assistência para os cuidados pessoais, mobilidade e locomoção, acentuando assim a importância do papel da família.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23012008-111824/

Nº de Classificação: 5359
PASSOS, Andersom Aguiar. Assistência pré-natal no Ceará na perspectiva do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN). Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2006. [96] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MOURA, Escolástica Rejane Ferreira
RESUMO: Considerando-se que o acesso das gestantes ao atendimento digno, humanizado e de qualidade é além de um direito, uma necessidade da mulher, o Ministério da Saúde expressa e oficializa por meio de portarias, a intenção de investir na atenção à gravidez, ao parto e ao puerpério, instituindo o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN). É um Programa inédito, pois consulta ampla na literatura não identificou nenhum outro no formato do PHPN. Ademais, é uma proposta de intervenção para um país em desenvolvimento; oferece diretrizes para as diferentes instâncias da assistência; descreve as condições mínimas para a atenção com incentivo financeiro atrelado ao cumprimento de tais condições; e propõe um sistema de informação (SISPRENATAL), que oferece ao gestor local, monitorar avanços e desafios e corrigir falhas. Neste contexto, decidiu-se pela realização do presente estudo que teve como objetivo geral avaliar a qualidade da assistência pré-natal no Ceará a partir da implementação do PHPN, tendo como objetivos específicos avaliar indicadores de processo do PHPN geradores no SISPRENATAL no Estado; analisar aspectos específicos da atuação do enfermeiro na atenção pré-natal, informados no sistema; e identificar a receita financeira gerado pelo PHPN para o Ceará. O estudo caracterizou-se como sendo do tipo exploratório e descritivo e teve como universo o Sistema de Saúde do Ceará. Parte dos dados foi coletada na Célula de Informação da Secretaria Estadual da Saúde por meio de busca no Sistema de Informação do Pré-Natal e outra parte na Coordenadoria de Controle e Avaliação da mesma Secretaria. Os indicadores de processo serviram de subsídios para analisar a qualidade da assistência pré-natal no Ceará, no período de junho de 2001 a agosto de 2006. Ao longo desses seis anos foram notificados 691.001 nascidos vivos (NV) no SISPRENATAL. Contudo, foram detectados apenas 312.507 cadastros de gestantes, ou seja, 44,4% do número de NV, incluindo gestantes com idade gestacional até 120 dias entre 2001 a 2003 e a partir de então as gestantes de todas as idades gestacionais. Observou-se aumento crescente nos indicadores de cadastramento precoce das gestantes (<120 dias) no programa, saindo de 88,3%, em 2001, para 96,4%, em 2006. A avaliação de todas as condições determinadas no Componente I do PHPN, juntas, que define uma melhor qualidade da assistência pré-natal prestada, o percentual atingiu 15,67% das gestantes cadastradas. Este resultado foi superior em aproximadamente 50% o resultado encontrado no País, tendo em vista que a conclusão do referido indicador em nível nacional foi de cerca de 10,12% para o mesmo período. Ficou demonstrado que os Enfermeiros atuam amplamente na assistência pré-natal nas unidades básicas de saúde do Estado, pois 95% dos cadastros de adesão de gestantes e 88% das consultas de puerpério foram realizadas por esse profissional. Quanto ao aspecto financeiro ao verificar-se a diferença dos valores de procedimentos que foram realizados e informados no BPA dos municípios mas, não tiveram aprovação temos um valor total Estadual de R$ 323.040,00. O que se percebe, pelo valor é a possível falta interesse ou até mesmo o desconhecimento por parte dos gestores, em resolver problemas que geram a desaprovação das informações e obstruem a arrecadação de recursos, diminuído, desta forma, a possibilidade de maiores avanços nesta área. Enfim, com este estudo pôde-se perceber que se faz necessário uma intensificação nas discussões entre profissionais, gestores e comunidade, levantando os avanços e desafios em cada município, em cada área adstrita de PSF, a fim de promover uma visualização das diversas necessidades no campo da assistência pré-natal, buscando soluções viáveis e eficazes. É inaceitável que uma área do cuidado tão necessária e tantas vezes priorizada nas políticas públicas de saúde deste País ainda padeça de negligência pela ausência de garantias tão básicas como a realização de exames laboratoriais essenciais, imunização anti-tetânica e o seguimento puerperal, realidade detectada no Ceará e também descrita no cenário nacional. Há de reconhecer o papel ativo do enfermeiro nessa área do cuidado e de ser inadiável que gestores municipais se apropriem do processo de financiamento do PHPN e possam minimizar oportunidades perdidas de aquisição de recursos.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1037

Nº de Classificação: 5360
LIMA, Francisca Elisângela Teixeira. Protocolo de consultas de enfermagem ao paciente após a revascularização do miocárdio: avaliação da eficácia. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. [140] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): ARAUJO, Thelma Leite de
RESUMO: O acompanhamento ao paciente submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) deve ter uma abordagem holística, realizado por uma equipe multiprofissional. Este estudo teve como objetivo geral avaliar um Protocolo de Consultas de Enfermagem (PCE) ao paciente após RM, comparando com um grupo controle. E, como específicos: levantar características dos pacientes em relação a sexo, idade, escolaridade, renda familiar, estado civil, história familiar de doença arterial coronariana (DAC) e religião; verificar prevalência dos fatores de risco para DAC: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, obesidade, sedentarismo e tabagismo; identificar mudanças comportamentais dos pacientes, enfatizando hábitos alimentares, exercício físico, abstinência de tabagismo e etilismo, e uso contínuo de medicamentos; averiguar impacto do PCE na redução dos fatores de risco para DAC, considerando o controle: pressão arterial, glicemia, colesterol, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril; e verificar aspectos relacionados à ansiedade e depressão. Ensaio clínico randomizado, desenvolvido no ambulatório de um hospital público, Fortaleza-CE. Compuseram a população 146 pacientes revascularizados no período de coleta de dados, constituindo a amostra 78 pacientes, 39 do grupo controle (GC) e 39 do grupo de intervenção (GI). A participação nos grupos foi definida pelo dia de cirurgia. Pacientes do GC fizeram o seguimento ambulatorial convencional, com avaliação pela pesquisadora no momento da alta e seis meses após a cirurgia; e pacientes do GI foram submetidos ao PCE com atendimentos na alta hospitalar e após um, dois, quatro e seis meses. Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa. Encontrou-se similaridade nos grupos para os indicadores: sexo masculino (62,8%); idade (média: 65 anos); baixa escolaridade; renda familiar até um salário mínimo (55,1%); antecedentes familiares com DAC (65,4%); católicos (82,1%). O estado civil apresentou diferença significativa. Contudo, os fatores de risco para DAC não apresentaram diferenças significativas (p>0,05): hipertensão arterial (83,3%), não-diabéticos (53,8%), sem dislipidemia (53,8%), obesidade (67,9%), sedentarismo (57,7%) e não-tabagistas (65,4%). Na avaliação da eficácia do PCE, os testes evidenciaram que 92,3%-GI e 76,9%-GC melhoraram a qualidade da alimentação. O GI teve uma maior adesão à pratica de exercício físico do que o GC (p<0,10). Todos os pacientes do GI abstiveram-se do cigarro e do etilismo, e 33,3% dos fumantes e 50,0% dos usuários de bebidas alcoólicas do GC mantiveram esses hábitos, constatando diferença significativa (p<0,05). Um percentual maior (94,9%) do GI usava os medicamentos adequadamente (p>0,05). Houve um impacto na redução dos fatores de risco para DAC, após seis meses da cirurgia, quanto aos indicadores (p<0,05): pressão arterial, taxa de glicemia, índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura/quadril. Conforme constatado, o GI teve um percentual menor de pessoas com ansiedade e/ou depressão em relação ao GC. Conclui-se que o seguimento pelo PCE foi eficaz para as mudanças comportamentais no estilo de vida dos pacientes revascularizados. Como observado, um maior número de pessoas do GI melhorou a qualidade da dieta, aderiu à prática de exercício físico e parou de fumar e de ingerir bebidas alcoólicas. Tais mudanças comportamentais foram positivas para reduzir fatores de risco e, conseqüentemente, minimizar complicações cardiovasculares.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1053

Nº de Classificação: 5361
CHAVES, Emilia Soares. Acompanhamento de crianças e adolescentes com história familiar de hipertensão arterial. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. 126 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): ARAUJO, Thelma Leite de
RESUMO: A presença das alterações da pressão arterial em crianças e adolescentes tem evidenciado que a hipertensão arterial pode ter sua história inicial nesta etapa de vida. Acredita-se que os efeitos deletérios da hipertensão, no caso de sua existência, poderiam ser minimizados se a sua presença fosse detectada precocemente, bastando para isso que a avaliação da pressão arterial fosse feita periodicamente e constasse como parte obrigatória das consultas a crianças e adolescentes. Estudos epidemiológicos sobre pressão arterial na infância também revelam que a persistência de valores elevados nesta fase da vida reforça a hipótese de que a hipertensão em adultos é resultado direto de hipertensão na infância. Teve-se como propósito acompanhar por tempo prolongado crianças e adolescentes com história familiar de hipertensão arterial, Analisando a evolução dos percentis/classificação de pressão arterial de crianças e adolescentes. O estudo longitudinal/prospectivo foi desenvolvido em uma comunidade da periferia de Fortaleza- Ceará. A pressão arterial foi avaliada em cinco encontros: primeiro semestre de 2004; primeiro semestre de 2005; segundo semestre de 2005; primeiro semestre de 2006 e no segundo semestre de 2006. A coleta de dados foi realizada no domicílio em períodos pré-determinados. Pelos dados obtidos, foi possível confirmar que crianças e adolescentes podem ter pressões arteriais elevadas, mesmo sem uma aparente causa específica e sem sintomatologia. O grupo apresentado foi composto por 141 participantes, na sua maior parte do sexo feminino (71). As idades variaram de 6 a 21 anos no decorrer do período de acompanhamento. Os valores mais elevados de pressão arterial mostraram-se naqueles do sexo masculino. Um percentual maior das crianças e adolescentes tinha parentesco de 2º grau com o portador de hipertensão arterial (48,9%), sendo estes os que mostraram maiores valores médios de PAS e de PAD. Das 92 crianças, 30 crianças permaneceram sem alterações dos percentis de pressão arterial em todas as avaliações; 42 apresentaram alterações a partir da 3º avaliação; oito mostraram alteração dos percentis somente na última avaliação realizada; 11 apresentaram alterações dos percentis de pressão arterial em todas as avaliações e 20 apresentaram alteração dos percentis em alguma avaliação, mas na última mostraram percentis normais de pressão arterial. Dos 49 adolescentes, 32 permaneceram sem alterações dos percentis de pressão arterial em todas as avaliações; oito apresentaram alterações a partir da 3º avaliação; dois indivíduos mostraram alteração dos percentis somente na última avaliação; seis apresentaram alterações dos percentis de pressão arterial em todas as avaliações e três apresentaram alteração dos percentis em alguma avaliação, mas na última mostraram percentis normais de pressão arterial. Não foi possível identificar significância estatística em relação aos fatores de risco apresentados ao longo do acompanhamento, parecendo ser o fator familiar o maior contribuinte para os valores elevados das pressões arteriais. Confirma-se a necessidade de monitoração da pressão arterial rotineira de crianças e adolescentes e, mesmo sem correlação estatística significativa, a identificação precoce de indicadores de risco como sobrepeso, obesidade, sedentarismo, história positiva para hipertensão, uso de fumo e bebida alcoólica na prevenção de eventos cardiovasculares futuros.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1041

Nº de Classificação: 5362
JOCA, Mirella Teixeira. Mulher acometida pelo Papilomavírus Humano e repercussões na família. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, 2007. [88] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PINHEIRO, Ana Karina Bezerra
RESUMO: Papilomavírus Humano (HPV) é um agente viral que causa doença infecciosa, de transmissão freqüentemente sexual, conhecida usualmente como condiloma acuminado, verruga genital ou crista de galo, é o principal agente causal do câncer de colo do útero, podendo repercutir na vida do indivíduo infectado e na saúde da família. Os objetivos foram avaliar a estrutura, o desenvolvimento e o funcionamento da família composta por mulher acometida pelo Papilomavírus Humano, com base no Modelo Calgary; identificar possíveis influências causadas na estrutura familiar, em decorrência da doença; reconhecer influências no desenvolvimento e funcionamento da família, em decorrência da doença; identificar fatores os quais a mulher relaciona com a causa da doença. A pesquisa foi do tipo descritiva com abordagem qualitativa, tendo sido realizado um estudo de caso, no domicílio da participante, utilizando como referencial o Modelo Calgary de Avaliação de Família. A coleta de dados foi realizada em janeiro e fevereiro de 2007 através de entrevista semi-estruturada com o casal, genograma e ecomapa da família. A família era composta por quatro membros, o casal: Josué e Rosa; e seus dois filhos: Gabriel e Bela. Em exame ginecológico de rotina foi diagnosticado em Rosa uma verruga externa e uma pequena lesão na junção escamo-colunar do colo uterino. Todos os membros da família mantêm relacionamento saudável entre si, há um pouco de negatividade no vínculo entre Rosa e Gabriel, em decorrência das cobranças com relação aos estudos. O casal não se distanciou da sua rede social em decorrência do acometimento com o vírus. A esposa compartilhou o caso com o marido, culpando-o, mas posteriormente conseguiu conscientizá-lo da importância dos hábitos sexuais seguros. O casal conseguiu superar a fase crítica vivenciada, deixando como melhor repercussão a mudança de hábitos e maior afeição entre a família. Com relação ao tema HPV, verifica-se que muitas pessoas ainda o desconhecem, ficando a cargo dos profissionais difundirem o assunto com maior ênfase tanto entre as mulheres como os homens. Assim como também promover a educação em saúde, para que as pessoas reflitam a respeito da importância de utilizar o preservativo.




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