Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



Baixar 3.08 Mb.
Página46/58
Encontro18.09.2019
Tamanho3.08 Mb.
1   ...   42   43   44   45   46   47   48   49   ...   58

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7131/tde-20122007-095502/

Nº de Classificação: 5347
PAIVA, Eny Dórea. Experiência de enfermeiras que atuam na coleta de células-tronco de sangue de cordão umbilical. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 101 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): KIMURA, Amélia Fumiko
RESUMO: A coleta de sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP) é uma atividade delegada ao enfermeiro, abrindo um novo campo de atuação para esse profissional que se configura em um novo processo de trabalho e na inserção de mais um procedimento no contexto da assistência obstétrica. O objetivo deste estudo foi compreender a vivência de enfermeiras no exercício da atividade de coleta de amostras de SCUP para armazenamento de células progenitoras hematopoiéticas. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem metodológica qualitativa. Os referenciais teórico e metodológico adotados neste estudo foram o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados. Participaram do estudo nove enfermeiras que atuam na atividade de coleta de SCUP para bancos de sangue de privados e públicos. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas que foram gravadas e transcritas. A experiência da enfermeira que exerce a atividade de coleta de SCUP é compreendida pelas categorias: ACEITANDO A PROPOSTA DE TRABALHO, TENDO ATRIBUIÇÕES A CUMPRIR, PREPARANDO-SE PARA PROCEDER A COLETA DE SCUP, ENCONTRANDO CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA REALIZAR A COLETA DE SCUP, UTILIZANDO ESTRATÉGIAS PARA GARANTIR A COLETA DE SCUP, ENCONTRANDO CONDIÇÕES DESFAVORÁVEIS PARA REALIZAR A COLETA DE SCUP, PROCEDENDO À COLETA DE SCUP, CONCLUINDO A COLETA DE SCUP e AVALIANDO O TRABALHO REALIZADO. Trabalhar como um profissional tendo de se inserir em um contexto desconhecido com profissionais que atuam em equipe nas diversas maternidades, coloca a enfermeira coletadora frente a situações que exigem rápida adaptação para que realize a coleta de SCUP, atendendo todas as recomendações exigidas para a coleta desse material. Um dos aspectos evidenciados e merecedor de destaque é o fato da enfermeira coletadora deparar-se com dificuldades referentes ao relacionamento com a equipe que presta assistência obstétrica; esta necessita compreender e incorporar em seu processo de trabalho no contexto da assistência ao parto que a enfermeira coletadora de SCUP presta serviço ao BSCUP público ou privado. Apesar das dificuldades relatadas pelas enfermeiras coletadoras no desenvolvimento de sua atividade, percebe-se que elas se encontram motivadas a continuar atuando nesse novo campo, seja pela remuneração, seja pela percepção de estar realizando uma atividade que beneficiará o tratamento de doenças. Vale ressaltar que este estudo poderá ajudar aos profissionais envolvidos no contexto do parto e nascimento a entenderem a atividade de coleta e a compreenderem que a equipe multiprofissional deve atuar em prol de um objetivo comum, além de serem informados a respeito do potencial que as células-tronco vêm mostrando no tratamento de doenças hematológicas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-23012008-123846/

Nº de Classificação: 5348
CAVALCANTE, Miriam Aparecida de Abreu. A experiência do homem como acompanhante no cuidado pré-natal. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 153 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): TSUNECHIRO, Maria Alice
RESUMO: A presença de acompanhante no pré-natal é uma prática adotada e estimulada em alguns serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo compreender a experiência do parceiro, como acompanhante de sua esposa/companheira nas consultas de pré-natal em uma instituição filantrópica da cidade de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, cujos dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, organizados pelo método do discurso do sujeito coletivo e analisados pela ótica da Teoria das Representações Sociais. Foram entrevistados 15 homens de diferentes profissões, escolaridade e faixa etária entre 21 e 35 anos de idade. Os discursos foram agrupados em cinco temas: O homem e seus motivos para vir às consultas como acompanhante de sua mulher. O homem acompanhante no contexto ambulatorial. O homem acompanhante no contexto familiar. As dificuldades do homem ao acompanhar a mulher grávida nas consultas pré-natais. A experiência masculina na participação no pré-natal. Os resultados mostraram que ao acompanhar a mulher grávida nas consultas pré-natais o homem vivencia o período gestacional no contexto das relações de gênero tradicionais, embora modificadas em alguns aspectos, assim como se prepara para a paternidade. O parceiro comparece às consultas acompanhando a mulher por vontade própria, quando convidado ou ainda quando ela faz questão. Considera que sua participação irá depender do horário de funcionamento dos serviços, da permissão do local de atendimento e do consentimento da mulher. Revela as regras de gênero construídas socialmente pelo homem como provedor financeiro, quando as rotinas do casal mudam e ele precisa se preparar para a chegada do bebê e para os gastos financeiros que isso irá representar. Conclui ser possível a presença masculina nos atendimentos pré-natais, considerados ainda um universo feminino. Assim, ao inserir o homem nos cuidados e orientações pré-natais, proporcionará a presença de um ator, particularmente, interessado no processo gestacional e estimulado a cuidar da mulher e do filho.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-23012008-135656/

Nº de Classificação: 5349
KOBAYASHI, Rika Miyahara. A construção de competências profissionais dos enfermeiros em serviço num hospital de ensino. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 106 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): LEITE, Maria Madalena Januário
RESUMO: As lacunas existentes na gestão de recursos humanos por competências são uma realidade em diferentes instituições de saúde. Ao considerar que a gestão de recursos humanos faz o diferencial das empresas, inclusive porque o percentual de colaboradores de enfermagem pode representar até 60% do quadro de pessoal, o investimento realizado nesta área poderá refletir significativamente nos resultados da Instituição. Ainda, cabe ressaltar que o contexto produtivo se altera rapidamente, a velocidade das mudanças tecnológicas gera desequilíbrios constantes entre qualificação e competência das pessoas. Diante de tais considerandos e por acreditar que para a organização acompanhar as mudanças do mundo do trabalho, os profissionais devem ser cada vez mais qualificados, atualizados, portanto, faz-se necessário investimentos em recursos humanos que possam mantê-los competentes, contribuindo para a saúde e competitividade da organização. Assim, a pesquisa objetivou construir e implantar um programa de desenvolvimento de competências profissionais dos enfermeiros em serviço e identificar as entregas realizadas pelos grupos de enfermeiros. Para tanto, o estudo foi realizado no referencial da pesquisa-ação, numa Instituição hospitalar pública de ensino e pesquisa, de grande porte e de referência na área Cardiovascular. A partir da fase de diagnóstico situacional da organização, campo de estudo, foram constituídos cinco grupos : Sistematização da Assistência de Enfermagem, Auditoria de Enfermagem, Indicadores de Enfermagem, Avaliação e Terapêutica de Feridas e Educação em Enfermagem. A coleta de dados foi realizada com base nos relatórios gerados pelos grupos de estudo, e os resultados foram apontados fundamentando-se na síntese de relatórios, relacionados à proposta de trabalho, descrição de atividades e percepção do pesquisador. Os resultados obtidos foram o desenvolvimento das competências dos diferentes saberes com suas respectivas entregas: saber agir, mobilizar recursos caracterizados pelo trabalho coletivo realizado; comunicar-se percebido no acesso a informática, na elaboração de padrões normativos e operacionais; o saber aprender, evidenciado perante as dificuldades para a construção do projeto, a busca de aprendizado e do autodesenvolvimento pelo grupo; comprometer-se, assumir responsabilidades percebidas pela adesão ao programa de desenvolvimento de competências; e ter visão estratégica, constatada na elaboração dos diagnósticos situacionais, nas entregas realizadas, e intervenção e modificações necessárias para a melhoria contínua. As entregas relacionaram-se ao desenvolvimento de competências, agregação de valores sociais e econômicos à empresa, impactos de cunho de ensino e pesquisa e de alcance de objetivos pré-determinados nos grupos. Mediante este estudo, pode-se concluir que é possível realizar a construção e desenvolvimento de competências profissionais em serviço, se houver uma competência organizacional diretiva, subsidiando as ações, possibilitando intervenções com autonomia para tomada de decisões e transformações na natureza do trabalho.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-25022008-110719/

Nº de Classificação: 5350
BOCHEMBUZIO, Luciana. Avaliação do instrumento Nursing Activities Score (NAS) em neonatologia. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 156 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): GAIDZINSKI, Raquel Rapone
RESUMO: Estudo de abordagem metodológica para avaliação de um instrumento de medida de carga de trabalho foi realizado na Unidade Neonatal e na UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal) do Hospital Universitário da USP (HU-USP), no período de 06 de novembro de 2006 a 06 de dezembro de 2006. Teve como objetivo avaliar o resultado da aplicação do NAS, como instrumento de medida da carga de trabalho de enfermagem em neonatologia. Reviu-se a literatura sobre os instrumentos de medida de gravidade e carga de trabalho em UTI Pediátrica e Neonatal para que se iniciasse o processo de diferenciação dos processos assistenciais básicos nas unidades infantis. A amostra foi composta por 48 RN avaliados na Unidade Neonatal e 11 na UTIN e que permaneceram internados por um período mínimo de 24 horas. O NAS foi aplicado 301 vezes na Unidade Neonatal e 106 vezes na UTIN. Foi elaborado um tutorial para a melhor interpretação das atividades do NAS que facilitou a compreensão do instrumento, na área neonatal. Comparando as amostras segundo variáveis demográficas e clínicas, entre as unidades estudadas, observou-se que as únicas estatisticamente significativas foram peso ao nascer e tempo de permanência na unidade. A pontuação do NAS médio para a Unidade Neonatal foi de 66,9 pontos. Em média, 67% do tempo de um profissional de enfermagem é dedicado ao cuidado dos RN enquanto permanecem na Unidade. Ainda em relação ao tempo de cuidado, considerando que cada ponto NAS equivale a 14,4 min, foi identificada no estudo uma média de 16h 04 min de assistência por RN/24h. O valor médio para a equipe de enfermagem calculada pela pontuação do NAS obtido da amostra do estudo foi de 26,7 profissionais. Em média, a equipe disponível em serviço foi de 20,7 profissionais. O número médio de profissionais requerido, segundo o NAS foi 29% mais elevado do que no quadro de profissionais de enfermagem disponível para a Unidade Neonatal. Isso indica que nessa unidade deve haver sobrecarga de trabalho. A pontuação do NAS médio para a UTIN foi de 91,1 pontos. Em média, 90% do tempo de um profissional de enfermagem é dedicado ao cuidado dos RN enquanto permanecem na UTIN. Quanto ao tempo de cuidado, foi identificada uma média de 21h 54 min de assistência por RN/24h. O valor médio para a equipe de enfermagem calculada pela pontuação do NAS obtido da amostra do estudo foi de 12,8 profissionais. Em média, a equipe disponível em serviço foi de 12 profissionais. Essa diferença é menor que 1,7% e faz com que os valores sejam significativamente semelhantes e indiquem que não havia sobrecarga de serviço na UTIN. Os resultados da aplicação do NAS permitem identificar o perfil de cuidados de enfermagem na assistência semi-intensiva e intensiva aos recém nascidos.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-23012008-134656/

Nº de Classificação: 5351
FAHL, Lígia Gomes. Dando visibilidade à atuação do enfermeiro pela internet: um estudo de sua influência sobre as representações sociais do adolescente. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 303 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): SILVA, Maria Júlia Paes da
RESUMO: Alunos do ensino médio são influenciados pela imagem e pelo conhecimento que têm de determinada profissão ao fazerem sua escolha profissional. Este estudo objetivou avaliar se a exposição a uma mediação pela internet que explorasse papéis e campos de atuação do enfermeiro no Brasil hoje poderia influenciar na construção da representação social que estudantes do ensino médio têm do enfermeiro e da Enfermagem. Metodologia: Estudo tipo survey exploratório com abordagem qualitativa utilizando referencial teórico das Representações Sociais de Moscovici, tendo como sujeitos alunos do terceiro ano do ensino médio, desenvolvido em três etapas principais: 1- Análise da representação social de 19 alunos quanto à imagem do enfermeiro e da Enfermagem; 2- Elaboração e construção de um site explorando os campos de atuação do enfermeiro hoje no Brasil; 3- Análise das representações de 10 alunos após a navegação no site, utilizando o Discurso do Sujeito Coletivo como referencial metodológico nas Fases I e III. Resultados da Fase I: Identificaram-se duas grandes categorias: Atributos do Enfermeiro e Atributos da Profissão de Enfermagem. O enfermeiro é associado a pessoa com qualidades valorosas, que faz vigilância diuturna, faz procedimentos. Possui características de sacrifício, humildade, “pouco ego” e não pode ter o dinheiro como motivação para o trabalho. A profissão de Enfermagem é bonita porque ajuda e salva vidas e ao mesmo tempo é um trabalho difícil, pesado, não valorizado. O enfermeiro é identificado como auxiliar do médico, subalterno e obediente ao médico. A Enfermagem é associada a profissão do gênero feminino, delicada e complemento para outras áreas da saúde, sem opção de remuneração. Seu campo de atuação é primário e centralmente hospital e clínicas. Na Fase II, foram mapeados, identificados e registrados através de depoimentos e fotos o campo de atuação, abrangência das ações, trajeto e dificuldades de 89 profissionais didaticamente distribuídos nos campos Saúde Coletiva, Áreas em Expansão, Hospitalar, Educação, Alta Gestão, Empresarial e Clínicas e Ambulatórios, expostos em um site denominado DESCUBRAENFERMAGEM! http://www.ee.usp.br/pos/descubraenfermagem/ e www.expertu.com.br/ligia. Resultados da Fase III: surgem duas categorias de representações: o “ANTES” e o “AGORA”. “ANTES”, viam o enfermeiro como auxiliar de médico, sem importância, subalterno; desconheciam que o enfermeiro tivesse conhecimentos aprofundados. Consideravam que a atuação era somente hospitalar, auxiliando paciente e médico, fazendo atividades “mais sujas” e árduas. “AGORA” associam o enfermeiro à imagem de um médico, “fazem o papel de médico”, prescrevem, coordenam, e que esta profissão pode ser autônoma. Identificam que o enfermeiro pode ser especialista em diferentes campos e especialidades, até “chefes de médico”. Associam as ações de decisão, coordenação, avaliação clínica, diagnóstico e intervenção de Enfermagem como atributos de independência e conhecimento cristalizados no imaginário social como do médico. Percebem a ação do enfermeiro na educação e pesquisa em diversos níveis de atuação. Surpreendem-se que o enfermeiro realize consultas de enfermagem de forma independente. Conclusões: a introdução de uma nova imagem do enfermeiro pautada em descrições reais de sua atuação incidiu sobre a opinião dos adolescentes, influenciando suas representações sociais particularmente relacionadas com os aspectos cognitivos.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-11032008-115748/

Nº de Classificação: 5352
REIS, Soraya El Hakim. A vivência de mulheres grávidas moradoras em uma instituição social e de saúde. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 135 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): BONADIO, Isabel Cristina
RESUMO: Estudo qualitativo, realizado no Amparo Maternal, maternidade social do Município de São Paulo que oferece alojamento e atendimento à saúde para gestantes em situação de risco social. O objetivo foi compreender como as mulheres vivenciam o processo gravídico e o cuidado de saúde morando nessa instituição. O depoimento de dez mulheres foi obtido por meio de entrevista fenomenológica, com as seguintes questões: qual era sua expectativa ao vir para cá? Como é viver aqui neste período, estando grávida? Como está sendo o cuidado à saúde que você recebe? Foi como você esperava? O que você pretende fazer quando for embora? O referencial teórico da fenomenologia social de Alfred Schütz foi usado. A análise dos depoimentos resultou nas subcategorias que convergiram para quatro categorias concretas do vivido: buscando soluções, o dia-a-dia no Alojamento Social do Amparo, o cuidado à saúde no Amparo Maternal e retornando ao cotidiano com novos projetos. A análise das categorias concretas permitiu a compreensão do tipo vivido mulheres que vivenciaram o processo gravídico, morando em uma instituição social e de saúde, como aquele grupo social que, buscando soluções, procurou acolhimento e mudança na condição de vida, vivenciou o dia-a-dia no Alojamento Social do Amparo, conviveu positiva e negativamente com a experiência do outro, julgou-se em casa, mas também sentiu solidão, privação da liberdade e percebeu possibilidades de aprendizado. No que diz respeito à experiência do cuidado de saúde, vivenciou-a positivamente, considerou que a atenção recebida no parto foi de qualidade, superou as expectativas e pôde criticar o cuidado oferecido. Após vivenciarem o dia-a-dia na instituição, pretendem retornar ao cotidiano com novos projetos. Os resultados obtidos revelaram a importância do Amparo Maternal que atende mulheres grávidas em situação de risco social atenuando angústia, incerteza e medo que podem influenciar os indicadores biológicos de saúde e proporcionar condições reintegração social.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-23012008-140537/

Nº de Classificação: 5353
VILLELA, Diana Lima. Terapia tópica de úlceras crônicas de perna com plasma rico em plaquetas-PRP: revisão sistemática da literatura. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [158] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SANTOS, Vera Lúcia Conceição de Gouveia
RESUMO: O tratamento tópico de feridas visa favorecer um processo de cicatrização eficaz, rápido e seguro. Como uma das opções, o Plasma Rico em Plaquetas – PRP - um concentrado de plaquetas obtido por meio de centrifugação sanguínea ou aférese, vem sendo também utilizado no tratamento de feridas por conter os fatores de crescimento plaquetários. Visto que se trata de uma terapia inovadora, este estudo objetivou buscar as evidências sobre o seu uso na terapia tópica de feridas crônicas de perna. Para tanto, realizou-se revisão sistemática de literatura, seguindo-se as etapas preconizadas pela Colaboração Cochrane. Os estudos foram levantados até 2006, por meio dos descritores platelet rich plasma, platelet derived growth factor, platelet gel, platelet releasate, platelet lysate, CT-102 activated supernatant, wound healing, chronic wound, foot ulcer, diabetic foot, e varicose ulcer, utilizando diferentes combinações, conforme a base de dados consultada (Cochrane, PubMed, Lilacs, Embase e Cinahal). Para a análise da validade interna dos estudos, empregaram-se: a Escala de Jadad, Escala de Avaliação do Grau de Recomendação e Evidência e Escala de Avaliação do Controle das Variáveis. De 56 estudos pré-selecionados, chegou-se à amostra de 18 ensaios clínicos, indexados, principalmente, no PubMed/ Medline (17 / 94,5%), originários dos EUA (12 / 66,6%) e publicados em língua inglesa. Desses, sete (39%) eram ensaios clínicos randomizados, que obtiveram forte recomendação (A) e nível de evidência alto. A partir das metanálises desses ensaios randomizados, em diferentes combinações, os resultados mostraram que o PRP favorece o processo de cicatrização (IC95% 1,84 - 7,41), principalmente em úlceras diabéticas (IC95% 2,94 - 20,31), e quando utilizado como CT-102 (IC95% 2,70-41,40). Concluindo, esta revisão sistemática e metanálise mostram que há evidências científicas sobre os resultados favoráveis do uso do PRP em feridas crônicas de perna, principalmente as de etiologia diabética.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-23012008-121950/

Nº de Classificação: 5354
MAZZA, Verônica de Azevedo. Necessidades das famílias com relação ao desenvolvimento infantil à luz da promoção da saúde. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 126 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): CHIESA, Anna Maria
RESUMO: Esta é uma pesquisa exploratória analítica; tem como objeto as necessidades de saúde das famílias com relação ao desenvolvimento infantil, apreendidas na dialética entre a dimensão objetiva e subjetiva. A interpretação do objeto foi sustentada no referencial da Promoção da Saúde, pautado pelo conceito de empowerment. Objetivos. 1.Caracterizar o potencial do desenvolvimento infantil nos distritos de saúde de Curitiba. 2.Caracterizar a inserção social das famílias que contam com crianças menores de 5 anos da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde. 3. Apreender as necessidades de saúde percebidas pelas famílias e pelos representantes das agências de socialização com relação ao desenvolvimento infantil. 4. Analisar os dados a partir do referencial teórico da Promoção da Saúde. Metodologia. Este estudo foi desenvolvido na cidade de Curitiba, no Distrito Sanitário Bairro Novo. Empregaram-se técnicas quali-quantitativas. Foram sujeitos da pesquisa os representantes de famílias que tinham filhos até 5 anos de idade, residentes na área de abrangência da Unidade de Saúde, e representantes de agências de socialização que atuavam com famílias nesta área. Na dimensão objetiva obtiveram-se dados secundários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, Censo 2000, para caracterização das desigualdades sociais entre os Distritos Sanitários, usando a construção de Indicador de Inserção Social e Indicador de Qualidade do Domicílio. Os dados foram agrupados de acordo com os setores censitários que compõem cada distrito sanitário. A caracterização das famílias foi realizada por meio de entrevista semi-estruturada com 49 famílias, com informações de inserção social. Na dimensão subjetiva, os dados foram obtidos por meio do grupo focal realizado com 21 famílias, e por entrevistas semi-estruturadas, com 12 representantes das agências de socialização: Conselho Tutelar, Unidade Básica de Saúde, Pastoral da Criança, creche e pré-escola. Os dados foram analisados mediante o método hermenêutico-dialético. Resultados. O município apresentou um Indicador de Inserção Social de 3,66; o IIS do Bairro Novo foi de 3,23, abaixo da média do município. A caracterização das famílias explicitou as desigualdades sociais existentes no território. A análise dos dados mostrou as necessidades de saúde das famílias, com diferenças tanto na sua apreensão como na sua satisfação. Encontraram-se contradições nas práticas das agências de socialização, entre controle e autonomia dos sujeitos, pautada pela visão normativa das famílias. Esta visão idealizada das famílias compromete o reconhecimento das suas necessidades enquanto famílias “reais”, prejudicando a elaboração de projetos sociais capazes de responder a estas necessidades. A família se percebeu como espaço de refúgio, como se fosse capaz de proteger os filhos da violência da sociedade. Reconhecer as necessidades de saúde das famílias constitui-se em possibilidade de construção de projetos de intervenção da Enfermagem em Saúde Coletiva para o fortalecimento da autonomia das famílias, a partir da produção dos cuidados centrados nas famílias, comprometido com uma ação dialógica horizontalizada e emancipadora. Porém é preciso reforçar o poder das políticas públicas no fortalecimento das famílias, para ampliar as chances das famílias em promover o desenvolvimento infantil, com o escopo de não se tornarem, pela omissão, um fator de vulnerabilidade para a saúde das crianças.



1   ...   42   43   44   45   46   47   48   49   ...   58


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal