Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-09102007-144928/

Nº de Classificação: 5339
BENTO, Sheila Cristina Tosta. Efeitos da alocação de recursos humanos e da carga de trabalho de enfermagem nos resultados da assistência em unidades de terapia intensiva. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 99 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PADILHA, Kátia Grillo
RESUMO: Estudo quantitativo, descritivo e prospectivo, realizado com o objetivo de analisar os efeitos da alocação de recursos humanos e da carga de trabalho de enfermagem nos resultados da assistência em duas unidades de terapia intensiva (UTIs), uma geral (UTI Geral) e outra cardiovascular (UTI-CV), com 25 leitos cada, de um hospital privado do município de São Paulo. Utilizou-se uma metodologia capaz de abranger 87% da variação dos cuidados requeridos pelos pacientes, composta por itens que incluem a dimensão biológica e psico-social do cuidado: o Patient Focused Solutions/Workload Measurement-Inpatient Methodology (PFS/WM-IM). Foram considerados indicadores de resultado: queda, erro de medicação, extubação não planejada, retirada acidental de cateter venoso central, retirada não programada de sonda nasogástrica, úlcera por pressão (UP), infecção urinária (ITU) e pneumonia desenvolvidas durante a internação hospitalar. Os dados foram obtidos dos prontuários e dos registros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, além da escala diária de pessoal de enfermagem. Após 46 dias consecutivos de coleta de dados, a amostra final foi composta por 328 pacientes, sendo 166 da UTI Geral e 162 da UTI-CV. Observou-se predomínio de pacientes do gênero masculino (cerca de 56,0% em cada unidade), presença de idosos com 61 anos ou mais (65,1%), na UTI Geral, e entre 41 e 60 anos, na UTI-CV (48,2%), submetidos a tratamento clínico (54,8% na UTI Geral e 79,6% na UTI-CV) e média de internação de 11,0 (±28,0) e 14,2 (±52,9) dias, nas UTIs Geral e CV, respectivamente. A maioria dos pacientes da UTI Geral foi proveniente do centro cirúrgico (41,6%) e da UTI-CV do pronto atendimento (51,9%). Após a alta, proporção semelhante de pacientes das duas Unidades (cerca de 56,0%) foram transferidos para a unidade de internação. A mortalidade observada no período foi de, respectivamente, 9,6% e 14,8% nas UTIs Geral e CV. Com relação à ocorrência de eventos adversos (EAs), na UTI Geral, 20 pacientes (12,0%) sofreram 26 EAs, ou seja, 14 e 6 pacientes foram vítimas de 1 e 2 eventos, respectivamente, sendo 11 retiradas não programadas de sondas nasogástrica, 5 UP, 3 erros de medicação, 2 retiradas acidentais de cateteres venosos central, 2 pneumonias, 2 ITU e 1 extubação não planejada. Na UTI-CV 9 pacientes (5,6%) sofreram 14 EAs, ou seja, 5, 3 e 1 pacientes sofreram 1, 2 e 3 EAs, respectivamente, sendo 5 UP, 4 ITU, 2 erros de medicação, 2 pneumonias, 1 retirada não programada de sonda nasogástrica. Os pacientes foram classificados predominantemente nas categorias 4 e 5 (média e alta complexidade de cuidados de enfermagem). Observou-se, em cada UTI, em média, 1 enfermeiro para 8 pacientes e 1 técnico de enfermagem para, no máximo, 2 pacientes. A média de horas disponíveis de enfermagem foi maior do que o recomendado pelo PFS/WM-IM, respectivamente 15,3 e 13,4h na UTI Geral (p<0,001) e 16,4 e 14,1h na UTI-CV (p<0,001). No período analisado, apesar do excedente de pessoal de enfermagem nas duas UTIs, houve ocorrência de EAs. Os resultados deste estudo se contrapõem, portanto, às solicitações freqüentes de enfermeiros por maior quantidade de pessoal na UTI. No entanto, apontam para a necessidade de novas investigações que confirmem ou refutem os resultados obtidos, com vistas à adequação de pessoal que assegure tanto a qualidade da assistência como a diminuição de custos na UTI.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-26112007-151419/

Nº de Classificação: 5340
ESPIRITO SANTO, Tiago Braga do. Enfermeiras francesas na capital do Brasil (1890-1895). São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 162 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): OGUISSO, Taka
RESUMO: O presente estudo aborda o início da profissionalização da enfermagem brasileira através da vinda de enfermeiras francesas, de 1890 a 1895, para o Hospício Nacional de Alienados (HNA), no Rio de Janeiro, capital do recém instalado governo republicano. O contrato, de 1890 que proporcionou a vinda dessas profissionais foi uma das medidas do governo para sanar a crise institucional acarretada pela saída das Irmãs de Caridade desse hospício, onde elas exerciam cuidados de enfermagem. São objetivos do estudo: identificar as possíveis circunstâncias que culminaram em um contrato, firmado entre os governos do Brasil e da França, que promoveu a vinda de enfermeiras francesas para o Hospício Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro, em 1891; Descrever o processo de laicização nos hospitais e da profissionalização da enfermagem francesa definindo o perfil das enfermeiras formadas pela Escola de Salpêtrière; analisar a trajetória da vinda dessas profissionais ao Brasil, no contexto histórico do início da Primeira República; levantar as possíveis atividades que enfermeiras francesas teriam desempenhado no Hospício Nacional de Alienados. A fundamentação teórico-metodológica foi feita com base na proposta da História Nova, tomando como dimensão os conceitos da História Social. No âmbito da abordagem, o tema estudado conduziu para um enfoque direcionado pela Micro-História, com a técnica da Descrição Densa como forma de narrativa. Os dados coletados foram interpretados de acordo com as novas perspectiva da escrita da história, de Burke, vinculados com o objeto através da triangulação de dados. O corpus documental é composto majoritariamente pelos relatórios ministeriais da época e de algumas evidências sobre as enfermeiras francesas disponibilizadas pelo acervo documental do Palácio do Itamaraty. Outro importante recurso utilizado foi a mídia escrita, principalmente os registros noticiosos publicados pelo “Jornal do Commercio”, pelo “Diário Oficial” e pela revista “O Brazil-Médico”. O estudo nos possibilita perceber o conturbado contexto que deu origem à enfermagem francesa e os diversos modelos existentes na França, tendo então prevalecido o modelo do Dr. Bourneville que, através de sua atuação como médico, político e jornalista, organizou escolas de formação e escreveu manuais de enfermagem que influenciaram diversos países no mundo. O contexto brasileiro encontrava-se muito conturbado com a transição do governo monárquico para o republicano no final do século XIX, motivando transformações sócio-políticas que caracterizavam o país como importador das idéias positivo-evolucionistas européias, concretizando assim a intencionalidade de “civilizar” a nação, trazendo como pano de fundo o desenvolvimento da medicina social e da psiquiatria como forma de higienização/exclusão. Ao relacionar o desenvolvimento da enfermagem na França com o ideário republicano brasileiro percebe-se que a contratação de cerca de 40 enfermeiras francesas para o trabalho no HNA estava diretamente relacionada com a intenção de reafirmar o governo recém instalado e inaugurar, no Brasil, uma profissão para mulheres inspirada no modelo de enfermagem de Bourneville.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7131/tde-20122007-100254/

Nº de Classificação: 5341
OLIVEIRA, Juliana Trench Ciampone de. Revisão sistemática de literatura sobre o uso terapêutico do ozônio em feridas. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 255 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): LACERDA, Rúbia Aparecida
RESUMO: Dentre os tratamentos possíveis para feridas, um deles, ainda pouco discutido e divulgado, é o uso terapêutico do ozônio. A finalidade desta revisão foi verificar se há benefícios neste uso em feridas. Os objetivos foram: buscar evidências científicas sobre estes benefícios por meio da revisão sistemática da literatura científica; realizar levantamento bibliográfico de estudos primários sobre a temática; analisar a qualidade metodológica destes estudos e discutir sobre as evidências de seus resultados. A metodologia utilizada foi a revisão sistemática da literatura científica, de acordo com o preconizado pelo Centro Cochrane do Brasil. Foram selecionadas oito bases de dados eletrônicas que disponibilizam publicações de pesquisas na área da saúde (CINAHAL, COCHRANE, EMBASE, LILACS, MEDLINE, OVID, PubMed, USP/Sibi/DEDALUS). Além destas bases, um estudo foi encontrado em um livro alemão específico sobre a temática. A busca foi feita de acordo com os Descritores em Ciências da Saúde baseado no MESH (Medical Subject Headings of U.S. National Library of Medicine). Foram encontrados 1637 estudos, sendo 55 pré-selecionados, e apenas 23 incluídos para a revisão. Dentre os principais resultados destacam-se: 52,2% dos estudos incluídos foram ensaios clínicos não controlados, 21,7% ensaios clínicos randomizados controlados abertos, 17,4% ensaios clínicos não randomizados controlados e 8,7% relatos de casos. A maioria dos estudos considerou como desfecho a cicatrização total da ferida ou a estimulação do processo de cicatrização, seguidos da melhora do aspecto da ferida, diminuição da dor/sintomas, melhora dos exames laboratoriais e, um deles relatou diminuição de odor da ferida. Foi analisado o quanto cada estudo controlou ou não variáveis intrínsecas e extrínsecas e quem foram os sujeitos de pesquisa em cada um deles. Analisou-se, ainda, se houve estratificação de variáveis entre os grupos controle e experimental nos estudos controlados e aplicou-se a Escala adaptada de Jadad para verificar a validade interna dos estudos randomizados, cujas pontuações obtidas foram inferiores ao mínimo estabelecido para um estudo de alta qualidade. Como conclusão, ao considerar apenas como estudos de qualidade aqueles randomizados, é possível reconhecer evidência forte do benefício do uso do ozônio, o que confirma a hipótese desta revisão. Mas, a partir da análise de sua validade interna, controle de variáveis interferentes e quantidade e tipo de população, os estudos apresentam problemas de condução e não é possível esse mesmo reconhecimento. Não é desprezível, porém, o fato de que todos os estudos obtiveram resultados favoráveis com o uso de ozônio, o que enseja a recomendação de viabilidade de realização de mais estudos, do tipo ensaios clínicos controlados e bem conduzidos, com estratificação de variáveis intrínsecas e extrínsecas e, principalmente, que utilizem como única intervenção o próprio ozônio, sem associar qualquer tipo de método que interfira no processo de cicatrização. Finalmente, considerando todos os aspectos discutidos e a realidade brasileira, o ozônio, poderia ser uma importante opção de tratamento para feridas e trazer diversos benefícios aos seus portadores, caso isso fosse provado por estudos bem delineados e de qualidade.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-20122007-094050/

Nº de Classificação: 5342
MINAGAWA, Aurea Tamami. Problemas respiratórios em crianças menores de dois anos e a reprodução social das famílias (estudo populacional no Município de Itupeva-SP). São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [82] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): FUJIMORI, Elizabeth
RESUMO: A estreita relação entre saúde da criança e fatores sociais e econômicos é reconhecida há muito tempo, mas ainda a grande maioria das crianças pobres que adoece morre mais. Portanto, é necessário ampliar o conhecimento a respeito da rede de determinantes (distais, intermediários e proximais) dos problemas de saúde mais prevalentes nas crianças. As doenças respiratórias constituem uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil no Brasil e no mundo Justifica-se, pois, reconhecer os processos determinantes dos problemas respiratórios, considerando a determinação social do processo saúde-doença. Assim, os objetivos deste trabalho foram estimar a prevalência dos problemas respiratórios nos diferentes grupos sociais homogêneos; caracterizar como esses problemas se relacionam às formas de reprodução social das famílias e avaliar os determinantes proximais, intermediários e distais associados à sua ocorrência. Este estudo populacional transversal foi realizado no município de Itupeva (SP), numa amostra representativa de 261 crianças menores de dois anos. A partir de um modelo teórico hierarquizado, centrado na categoria da reprodução social, foram compostos os perfis de reprodução social, utilizando-se uma base teórico-metodológica-operacional que predefiniu três grupos sociais homogêneos (GSH): formas de trabalhar e de viver adequadas (GSH1); formas de trabalhar ou de viver adequadas (GSH2) e formas de trabalhar e de viver inadequadas (GSH3). Os problemas respiratórios foram detectados segundo informações obtidas por meio de inquérito recordatório do último mês. Associações foram verificadas pelo teste Qui-quadrado (variáveis categóricas) ou teste de Fischer, e teste t de Student (variáveis contínuas). Utilizou-se o modelo de regressão logística não condicional para a análise múltipla. Para evitar exclusão de variáveis importantes, utilizou-se um nível de significância de 0,20 e para indicar associação estatisticamente significativa, nível de 0,05. Na análise múltipla, as associações foram expressas em odds ratio e seu intervalo de confiança [IC] para 95%. A prevalência de problema respiratório foi de 71,6% (IC95% 65,8 - 77,0), sendo maior nos estratos inferiores, porém sem diferença estatisticamente significativa: 64,0% no GSH1, 75,8% no GSH2 e de 71,5% GSH3 (p>0,05). Com relação ao total da amostra, a escolaridade do pai se mostrou estatisticamente diferente entre as crianças que haviam apresentado problema respiratório e aquelas que não haviam apresentado: 56,1% dos pais das crianças com problemas respiratórios tinham menos de 7 anos de estudo, enquanto 62,9% dos pais das crianças sem problemas respiratórios tinham mais de 7 anos de estudo. A escolaridade materna seguiu a mesma tendência. A ocorrência de problemas respiratórios foi discretamente maior nas crianças do sexo feminino, e naquelas de 12 a 18 meses. A primeira etapa da regressão logística testou cada variável que se associou com a ocorrência de problemas respiratórios (p<0,20). A segunda etapa foi verificar em cada nível hierárquico (determinantes distais, intermediários e proximais), as variáveis que mantinham associação com a ocorrência de problemas respiratórios, quando analisadas em conjunto com as outras variáveis do mesmo nível. A terceira etapa incluiu, no modelo, os determinantes distais (variáveis sociodemográficas e de trabalho do chefe) e intermediários (formas de viver). Nessa fase, o modelo selecionou, como significativamente associadas com a ocorrência de problemas respiratórios, a escolaridade do pai e a ventilação da casa. Variáveis essas que permaneceram na quarta etapa, em que se incluíram os determinantes proximais (características infantis e de atendimento à saúde). Permaneceram significativamente associadas à ocorrência de problemas respiratórios, até a última etapa do modelo hierarquizado, a escolaridade do pai e a idade da criança, o que demonstra a importância dos determinantes distais no desfecho do processo saúde-doença. Embora a melhoria nas formas de trabalhar e de viver das famílias aparentemente não seja atribuição de profissionais de saúde, uma vez que se atrelam a transformações estruturais, estes são responsáveis pela conscientização da população e sua mobilização em torno de objetivos comuns, em busca de uma melhor integração social.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-23012008-102924/

Nº de Classificação: 5343
MUÑOZ SÁNCHEZ, Alba Idaly. O tratamento diretamente observado - DOTS e a adesão ao tratamento da tuberculose: significados para os trabalhadores de unidades de saúde de região central do Município de São Paulo - Brasil. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 151 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): BERTOLOZZI, Maria Rita
RESUMO: A tuberculose ainda prevalece no cenário epidemiológico mundial e nacional e sua permanência relaciona-se a vários processos, dentre os quais, as desigualdades sociais. A adesão ao tratamento é um aspecto chave para o controle da doença, já que contribui para a diminuição da multirresistência aos fármacos e para o decréscimo da mortalidade. Em função desse panorama que evidencia ainda, a ineficácia dos programas de controle, a Organização Mundial da Saúde - OMS propôs um novo marco para controle da enfermidade, introduzindo a Estratégia do Tratamento Diretamente Observado - DOTS ou Tratamento Supervisionado (TS). Dada a carência de estudos qualitativos sobre o tema no Município de São Paulo, este estudo teve como objetivos: identificar os significados que trabalhadores da saúde manifestam em relação à tuberculose, à adesão ao tratamento e ao Tratamento Diretamente Supervisionado; identificar as potencialidades e os limites da estratégia DOTS numa região do Município de São Paulo; além de apontar alternativas que contribuam no aprimoramento do Programa de Controle da Tuberculose. Após aprovação do projeto por Comitê de Ética em Pesquisa, foram entrevistados 15 trabalhadores da saúde da Subprefeitura da Sé da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo, de agosto a dezembro de 2004, por meio de roteiro semi-estruturado. O estudo foi conduzido sob o referencial da Hermenêutica-dialética, tendo sido aplicada técnica apropriada de análise de discurso. Os achados revelam persistência de preconceito, com impacto sobre a assistência e à adesão. Observou-se que esta ultima é influenciada por processos relacionados ao doente (que se referem à sua inserção social), aos serviços de saúde (principalmente quanto à acessibilidade e comunicação com os usuários). A DOTS é apreendida como estratégia que contribui na adesão ao tratamento, ainda que apresente algumas limitações, como a falta de flexibilidade em sua operacionalização em algumas unidades de saúde, assim como a irregularidade dos incentivos. Entretanto, aponta-se sua importante potencialidade, que se revela na perspectiva da formação de vínculo entre o doente e o trabalhador de saúde. Assim, propõe-se o DOTS como interface de encontro e conversa entre trabalhadores e usuários, no âmbito institucional e territorial, o que possibilita a identificação de necessidades de saúde, assim como o encaminhamento de intervenções apropriadas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-19122007-163401/

Nº de Classificação: 5344
HERCULIAN, Juliana Gonçalves. Auxiliares de enfermagem e o cuidado continuum. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 109 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MACHADO, Ana Lúcia
RESUMO: Esta pesquisa emergiu de vivências práticas que geraram questionamentos a respeito da possibilidade que profissionais de enfermagem têm de conciliar cuidados de dimensões diversas. A história da enfermagem registra uma concentração em atividades tecnicistas, porém, acredita-se que o cuidado é uma atividade profissional complexa e ampliada envolvendo conciliações técnicas e subjetivas, entendido neste trabalho como cuidado continuum. Optou-se por uma pesquisa qualitativa, utilizando a técnica de grupo focal com o objetivo de descrever e analisar como os auxiliares de enfermagem enfrentam os aspectos emocionais das pessoas hospitalizadas, sendo o local de estudo o Hospital Abreu Sodré, no município de São Paulo. A análise de conteúdo, método utilizado para descrever os resultados, evidenciou uma dificuldade neste cuidado. Os relatos destacam a compreensão e a necessidade do cuidado ampliado, porém, fatores sociais, econômicos e pessoais que envolvem estes profissionais, quase o tornam inatingível. Estes fatores estão relacionados às exigências do mercado de trabalho, à necessidade de cumprir protocolos em um curto espaço de tempo, reforçando certa característica robotizada do cuidador. Os sujeitos da pesquisa consideraram o número reduzido de profissionais; excesso de tarefas; falta de tempo; baixos salários; dificuldade de manejo com a questão subjetiva; estresse físico e mental e outros como fatores impeditivos para a efetivação do cuidado continuum. O indicativo resultante da pesquisa é a criação de serviços de apoio, onde os profissionais de enfermagem poderão verbalizar seus sentimentos e “se sentirem mais leves”, viabilizando uma outra modalidade de cuidado às pessoas hospitalizadas e seus acompanhantes.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-20122007-091835/

Nº de Classificação: 5345
COVINO, Adriana Machado. O cotidiano nos espaços de morar e habitar em saúde mental. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 117 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MACHADO, Ana Lúcia
RESUMO: Como conseqüência dos processos de desinstitucionalização psiquiátrica, situam-se as moradias para pessoas com sofrimento psíquico com longo tempo de internação psiquiátrica, que retornam ao território. O presente estudo teve como objetivo narrar e refletir sobre o cotidiano de duas moradias para pessoas com transtornos mentais na cidade de Londres, Reino Unido, de 2002 a 2005. O caminho metodológico emergiu sob a abordagem qualitativa, com o uso da narrativa como recurso metodológico. Essas moradias abrigavam 11 pessoas de diferentes crenças e nacionalidades, tendo em comum o diagnóstico de doenças mentais crônicas e com diversos graus de dependência de cuidados em seu cotidiano, necessitando de atenção nas 24h. O acompanhamento dos moradores era realizado pelos profissionais, que não tinham necessariamente uma formação técnica na área da saúde. Estes recebiam treinamento específico para o acompanhamento e auxílio das atividades diárias dentro e fora da residência. Entre os cuidadores e os profissionais de saúde, que atuavam havia diferenças no olhar e no cuidar de cada morador. Nestas moradias, a convivência suscitou uma reflexão sobre o cotidiano das práticas de cuidado em saúde mental no ambiente de uma moradia e a noção de habitar. Destacaram-se como pontos que merecem atenção: as possibilidades de reconstrução de vidas dentro dessas moradias; as diferenças entre morar e habitar; a importância de se valorizar as ações diárias realizadas no cotidiano desses espaços como possibilidades de resgatar as subjetividades de todos seus habitantes.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-19122007-162841/

Nº de Classificação: 5346
KUREBAYASHI, Leonice Fumiko Sato. Acupuntura na saúde pública: uma realidade histórica e atual para enfermeiros. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 275 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): FREITAS, Genival Fernandes de
RESUMO: O presente estudo tem como objetivos: desvelar percepções de enfermeiros acerca da acupuntura como prática assistencial de enfermagem; identificar fatores dificultadores/facilitadores para a implantação da acupuntura como técnica complementar à assistência de saúde; discutir aspectos contraditórios e os dilemas ético-legais que perpassam a prática da acupuntura pelo enfermeiro em serviços de saúde pública. Pesquisa de campo exploratória foi realizada com 33 enfermeiras, de 11 Unidades de Saúde, da Região Sudeste do Município de São Paulo, que oferecem atendimento de acupuntura por profissionais médicos. Os dados coletados nas entrevistas foram examinados com base na Análise de Conteúdo de Bardin (2004) e Minayo (2007) e distribuídos em quatro categorias principais: (1) percepções de enfermeiros acerca da acupuntura na assistência à saúde; (2) fatores dificultadores e (3) facilitadores da prática da acupuntura pelo enfermeiro em serviços de saúde pública e (4) dilemas ético-legais na prática da acupuntura vivenciados pelos enfermeiros. Debates sobre percepções referentes à acupuntura revelaram credibilidade de pacientes na eficácia da técnica em uma grande variedade de enfermidades, especialmente em doenças crônicas, dor e estresse. Foi considerada como uma terapêutica holística, agindo com menos efeitos colaterais em situações em que a alopatia é ineficiente. Como fatores dificultadores foram encontrados: sobrecarga de trabalho, falta de recursos materiais e humanos e uma política de saúde que não favorece a implantação da acupuntura pelo enfermeiro. Entre os fatores facilitadores foram indicados: possibilidade de capacitação técnica do enfermeiro e de implantação do serviço de acupuntura multiprofissional pela Secretaria de Saúde, além de mais e melhor informação para a população e para profissionais, com a vantagem da proximidade já existente entre enfermeiro e usuário. Quanto aos dilemas ético-legais, questionou-se a acupuntura como prática limitada à classe médica, o preconceito quanto ao que o enfermeiro faz e pode fazer, a necessidade de regulamentação pelas autoridades competentes e, por fim, qual o perfil do profissional que poderia exercer a acupuntura, segundo as enfermeiras entrevistadas. Face ao novo paradigma emergente da saúde, na busca de um cuidado menos biologicista, mais integral e holístico, a acupuntura como prática complementar à assistência na saúde pública emerge como uma nova/velha terapêutica, trazendo muitos benefícios à saúde da população. O desafio que se coloca ao enfermeiro é a conquista da acupuntura como saber e fazer do enfermeiro, participando da implantação responsável, ética e multiprofissional da acupuntura em benefício da população.



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