Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7131/tde-12062007-151808/

Nº de Classificação: 5322
SILVEIRA, Joyce da Costa. O ensino da prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 137 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): GONZALEZ RIESCO, Maria Luiza
RESUMO: Este estudo teve como objetivo descrever os elementos que fundamentam o ensino da assistência ao parto normal na prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. Para isso, o estudo foi desenvolvido seguindo uma abordagem qualitativa de caráter descritivo, para identificar aspectos do processo de formação profissional que se interpõem à prática assistencial da enfermagem obstétrica. Tal perspectiva teórico-metodológica mostrou-se adequada para esta investigação, pois possibilitou identificar aspectos relativos ao processo de ensino-aprendizagem na assistência ao parto normal, prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica, a fim de conhecer a contribuição da especialização para a prática baseada em evidências científicas. O estudo foi realizado no Município de São Paulo. Fizeram parte da amostra dez instituições de ensino superior (universidades, centros universitários e faculdades) que têm cursos de graduação em enfermagem e oferecem ou ofereceram a especialização em enfermagem obstétrica. O período compreendeu os anos de 1995 a 2005. Foram entrevistados nove coordenadores, e dez professores dessas instituições. As entrevistas seguiram um roteiro específico para os coordenadores e outro aos professores. As falas dos entrevistados foram agrupadas em: “O trauma perineal e sua prevenção” e “Elementos que fundamentam o ensino da assistência ao parto e do cuidado perineal”. Constatou-se que o conhecimento científico, teórico e prático é indispensável e que ensino não pode estar desvinculado à pratica. Esta prática deve ser feita em laboratório, com todo o equipamento necessário para que o aluno adquira habilidade na reparação do trauma perineal e, também, deve propiciar a experiência no cuidado da mulher durante o parto.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-12062007-110751/

Nº de Classificação: 5323
FRANZOI, Neusa Maria. Concepções de profissionais de equipes de saúde da família sobre violência de gênero. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 118 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FONSECA, Rosa Maria Godoy Serpa
RESUMO: Este estudo investigou a concepção de violência de gênero em 12 equipes de saúde da família do Município de Araraquara. Para tanto, os objetivos do estudo foram: conhecer e analisar à luz de gênero a visão dos profissionais das equipes de Saúde da Família acerca de homem e mulher; identificar e analisar, à luz de gênero, a percepção dos membros das equipes sobre a violência de gênero e detectar e analisar, à luz de gênero, as contradições que permeiam as concepções dos profissionais em relação a mulher, homem e violência de gênero. Os dados foram coletados durante uma oficina de trabalho e submetidos à análise de conteúdo, resultando em duas categorias empíricas “Homem e mulher no mesmo barco social” e “Violência de gênero”. Foram priorizados os temas mais relevantes de acordo com o objeto de estudo, aderentes às categorias analíticas gênero e violência de gênero. Os resultados evidenciaram que a violência de gênero não é percebida pelos profissionais como originárias da construção social da masculinidade e da feminilidade. Ao mesmo tempo em que se percebe avanços no sentido de uma visão mais crítica a respeito da influência dos processos de construção da masculinidade e da feminilidade na identidade de gênero, coexistem com esta, visões conservadoras respaldadas na concepção de homem-provedor e mulher-reprodutora, condizentes com o senso comum. Da mesma maneira comportam-se os temas relacionados à violência de gênero, coexistindo percepções conservadoras e transformadoras. Esta mescla de concepções e posicionamentos confirma a necessidade de ampliar a qualificação profissional para capacitar os trabalhadores para lidar com um fenômeno tão complexo embora comum na realidade do território abrangido pelo Programa de Saúde da Família.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-13072007-101343/

Nº de Classificação: 5324
MORAES, Edvaldo Leal de. A recusa familiar no processo de doação de órgãos e tecidos para transplante. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [142] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MASSAROLLO, Maria Cristina Komatsu Braga
RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivo conhecer a percepção de familiares de potenciais doadores sobre os motivos considerados para recusar a doação dos órgãos e tecidos para transplante. Para compreender a percepção dos familiares optou-se por realizar uma pesquisa qualitativa, segundo a modalidade “estrutura do fenômeno situado”. Como forma de desvelar o fenômeno foram entrevistadas oito famílias, utilizando as seguintes questões norteadoras: “Como foi a tomada de decisão para recusar a doação dos órgãos e tecidos para transplante do seu familiar falecido?” e “Quais os motivos considerados para recusar a doação?”. Após a obtenção das descrições, os discursos foram analisados individualmente, sendo feita a análise ideográfica, resgatando os seguintes temas e subtemas: “Relatando a internação do familiar”, “Vivenciando a perda do familiar”: “Recebendo a informação da morte encefálica e a solicitação da doação”, “Sofrendo com a perda do familiar”; “Decidindo pela recusa da doação dos órgãos”: “Conversando sobre doação”, “Respeitando a decisão tomada”; “Apresentando os motivos de recusa da doação dos órgãos”: “A crença religiosa”, “A espera de um milagre”, “A não compreensão do diagnóstico de morte encefálica e a crença na reversão do quadro”, ”A não aceitação da manipulação do corpo”, “O medo da reação da família”, “A inadequação da informação e a ausência de confirmação da morte encefálica”, “A desconfiança na assistência e o medo do comércio de órgãos”, “A inadequação no processo de doação”, “O desejo do paciente falecido, manifestado em vida, de não ser um doador de órgãos” e “O medo da perda do ente querido”. Buscou-se desvelar, pela análise nomotética, as convergências e divergências das unidades de significado interpretadas, em direção a estrutural geral do fenômeno. As proposições que emergiram revelaram que a essência do fenômeno “A recusa familiar no processo de doação de órgãos e tecidos para transplante” foi desvelada como vivenciar uma situação de choque e desespero com a internação do familiar, de desconfiança com a solicitação da doação dos órgãos, de negação da morte encefálica, de sofrimento e desgaste diante da perda do ente querido, de conflitos familiares para a tomada de decisão e de múltiplas causas para a recusa da doação.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7131/tde-13072007-092002/

Nº de Classificação: 5325
SARQUIS, Leila Maria Mansano. O monitoramento do trabalhador de saúde, após exposição a fluidos biológicos. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 190 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): FELLI, Vanda Elisa Andres
RESUMO: Este estudo teve como objetivos subsidiar a proposição de um programa de intervenção para os trabalhadores de saúde expostos aos fluidos biológicos; caracterizar esses trabalhadores; captar seus sentimentos e percepções; identificar as dificuldades vivenciadas no ambiente e analisar estratégias para a minimização dessa exposição. Caracteriza-se como exploratório, de caráter descritivo e de abordagem qualitativa. A amostra foi intencional e compreendeu 15 trabalhadores de saúde expostos a fluidos biológicos na UST em Curitiba, no período de março a agosto de 2005. A técnica de grupo focal foi eleita para a coleta de dados e os discursos dos sujeitos foram tratados e submetidos à análise temática, da qual emergiram quatro categorias empíricas. A análise compreendeu duas etapas: a primeira referiu-se aos dados quantitativos e a segunda aos dados qualitativos.das categorias empíricas. A análise quantitativa mostrou que o sexo predominante foi o feminino (93,00%), entre trabalhadoras de Enfermagem (60,00%); o hospital foi o local de trabalho onde mais ocorreu a exposição (86,60%); o tipo mais comum de acidente foi com instrumentos perfurocortantes; o uso inadequado dos EPIs foi encontrado em 40,00% dos acidentes; 14,40% dos trabalhadores não possuía o esquema vacinal completo e 73,30% dos sujeitos realizaram o monitoramento completo, sem nenhuma soroconversão. A análise qualitativa das quatro categorias empíricas permitiu evidenciar que a primeira - a exposição ocupacional -, ocorreu pela inadequação e/ou falta de recursos materiais; recursos humanos insuficientes; pelo tipo de trabalho realizado nas unidades de saúde e pelos comportamentos de risco dos trabalhadores. A segunda - os sentimentos envolvidos –identificou o medo de doenças e da chefia, preocupação; indecisão; raiva e revolta; culpa e insegurança. A terceira - as causas de abandono do acompanhamento, - ocorrem pelo descrédito da gravidade e por dificuldades operacionais vividas pelo trabalhador. A quarta categoria - as estratégias institucionais e pessoais - foram propostas pelos sujeitos da pesquisa. Visando a prevenção, intervenção e acompanhamento desses trabalhadores foram feitas propostas de Recomendações aos Serviços de Saúde compostas primeiramente por um Programa de intervenção e acompanhamento dos trabalhadores expostos a fluídos biológicos na UST com algumas recomendações para o atendimento e acompanhamento aos trabalhadores e por uma Matriz de Recomendações ações em saúde, categorizando atividades a serem executadas com gerentes de serviços e suas equipes de saúde em quatro dimensões: administrativas, assistenciais, de ensino e de pesquisa. Em síntese, apreende-se com o estudo que a forma como o trabalho em saúde se organiza é o principal determinante da exposição dos trabalhadores aos fluidos biológicos. O estudo ainda evidencia a necessária e importante articulação entre instituições, unidades de atenção à saúde do trabalhador e secretarias de estado em prol da prevenção desses acidentes com trabalhadores de saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7136/tde-13072007-093824/

Nº de Classificação: 5326
KROKOSCZ, Daniella Vianna Correa. Efeitos da alocação de pessoal e da carga de trabalho de enfermagem nos resultados da assistência em unidades de internação médico-cirúrgicas. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 101 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PADILHA, Kátia Grillo
RESUMO: Estudo quantitativo, transversal, prospectivo, realizado com o objetivo de analisar os efeitos da alocação de pessoal e da carga de trabalho de enfermagem nos resultados da assistência em duas unidades de internação (UIs) médico-cirúrgicas, com 20 e 15 leitos cada, denominadas respectivamente UI-A e UI-B, de um hospital do município de São Paulo. Utilizou-se uma metodologia capaz de abranger 87% da variação dos cuidados requeridos pelos pacientes, composta por itens que incluem a dimensão biológica e psicossocial do cuidado: o Patient Focused Solutions/Workload Measurement-Inpatient Methodology (PFS/WM-IM). Foram considerados indicadores de resultado: queda, erro de medicação, retirada não programada de sondas, cateteres ou drenos, úlcera por pressão (UP), infecção urinária (ITU) e pneumonia desenvolvidas durante a internação hospitalar. Os dados foram obtidos dos prontuários e dos registros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, além da escala diária de pessoal de enfermagem. Após 47 dias consecutivos de coleta de dados, a amostra final foi composta por 387 pacientes - 218 na UI-A e 169 na UI-B. Com distribuição eqüitativa de pacientes do gênero masculino e feminino, predominaram os idosos com 61 anos ou mais (38,5% na UI-A e 36,1% na UI-B), submetidos a tratamento cirúrgico eletivo (62,8% na UI-A e 56,8% na UI-B) e média de internação de 6,0 (+-25,1) dias na UI-A e de 4,6 (+-7,2) dias na UI-B. A maioria dos pacientes da UI-A foi proveniente da residência (52,3%); na UI-B do pronto atendimento (47,3%), seguido pela residência (37,3%). Após a alta, 85,3% dos pacientes da UI-A e 87,6% da UI-B retornaram à residência. Com relação à ocorrência de eventos adversos (EAs), na UI-A, 14 pacientes (6,4%) sofreram 23 EAs (9, 3 e 2 pacientes foram vítimas de 1, 2 e 4 eventos, respectivamente, sendo 13 retiradas não programadas de sondas, cateteres ou drenos, 8 erros de medicação, 1 UP e 1 ITU). Na UI-B 12 pacientes (7,1%) sofreram 13 EAs, ou seja, 11 pacientes sofreram 1 EA e 1 foi vítima de 2 EAs, sendo 10 erros de medicação, 2 retiradas não programadas de sondas, cateteres ou drenos e 1UP. Os pacientes foram classificados predominantemente nas categorias 1, 2 e 3 (baixa e intermediária complexidade), alocados em unidades adequadas para o cuidado requerido – as unidades de internação. Havia em média 1 enfermeiro para cada unidade e cada auxiliar de enfermagem cuidou de, no máximo, 5 pacientes. A média de horas de enfermagem disponível foi maior do que o recomendado pelo PFS/WM-IM, respectivamente 7 e 5,8 h na UI-A e 6,2 e 4,9h na UI-B (p<0,001). No período analisado, apesar do excedente de pessoal de enfermagem nas UIs A e B, houve ocorrência de EAs. Os resultados deste estudo se contrapõem, portanto, às solicitações freqüentes de enfermeiros por maior quantidade de pessoal e apontam para a necessidade de novas investigações que complementem as análises realizadas, não só para as UIs médico-cirúrgicas, mas para todas as unidades do hospital.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-20062007-102806/

Nº de Classificação: 5327
ALMEIDA, Débora Vieira de. O ensino da humanização nos currículos de graduação em enfermagem. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 146 p.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CHAVES, Eliane Corrêa
RESUMO: O termo humanização tem sido recorrente na área da saúde e, geralmente, está relacionado à qualificação da relação entre o profissional da saúde e o sujeito que busca pelo serviço de saúde. Neste estudo, o termo humanização foi concebido como o encontro entre sujeitos no e pelo ato de cuidar, ou seja, o encontro de subjetividades. Sabendo-se disso e tendo como pressuposto que o conteúdo dos currículos da graduação em enfermagem exerce influência significativa no futuro exercício destes profissionais, o objetivo desta pesquisa foi investigar o ensino da humanização nas disciplinas que compõem os currículos de graduação em enfermagem da cidade de São Paulo. Participaram da pesquisa 13 IES (Instituição de Ensino Superior): uma federal, uma estadual e 11 particulares, totalizando 588 disciplinas. Estas foram classificadas em ciência básica (da área de humanas ou não) e ciência aplicada (à enfermagem ou não). Em seguida, foram selecionadas as disciplinas de ciência básica da área de humanas e de ciência aplicada à enfermagem que apresentavam pelo menos um termo relacionado à humanização. Posteriormente, verificou-se a compatibilidade entre a utilização deste termo pelas disciplinas e o conceito de humanização deste trabalho. Estes dados foram apresentados e trabalhados considerando as freqüências absolutas e relativas. Das 588 ementas investigadas, 349 (59%) apresentaram algum termo relacionado à humanização, revelando uma intenção por parte das IES em ensinar a humanização. Entretanto, ao se verificar a consistência de tais conteúdos, observou-se que apenas uma das 13 IES (IES L) poderia proporcionar o ensino deste tema através do oferecimento de duas disciplinas, aparentemente articuladas. Esta IES apresentou a disciplina Filosofia de ciência básica da área de humanas, a qual definia as dimensões que compõem a definição de humanização e a de Antropologia Filosófica, de ciência aplicada à enfermagem, que aplicaria estas definições numa dada realidade assistencial. Entretanto, o fato desta última disciplina mencionar o encontro entre sujeitos ocorrendo entre papéis sociais sugere ou um predomínio dos papéis sociais sobre a intersubjetividade, ou a intersubjetividade a despeito dos papéis sociais.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-20062007-103233/

Nº de Classificação: 5328
OKADA, Márcia Massumi. Violência doméstica contra a mulher: estudo com puérperas atendidas em uma maternidade filantrópica. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 138 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): HOGA, Luiza Akiko Komura
RESUMO: A problemática da violência doméstica contra a mulher está disseminada ao redor do mundo, inclusive no Brasil, porém suas características variam de acordo com as circunstâncias pessoais, familiares, de relação conjugal, do contexto social e cultural envolvidas. Esta pesquisa teve o objetivo de identificar a ocorrência da violência doméstica contra a mulher e analisar a sua relação com algumas características da estrutura familiar e de vínculo com o parceiro. Trata-se de pesquisa transversal, de base hospitalar. A coleta de dados foi feita por meio de um formulário estruturado, baseado nos itens constantes no “Abuse Assessment Screen-AAS”, junto a 385 (N) mulheres atendidas em uma maternidade social filantrópica localizada na Cidade de São Paulo. Os dados, introduzidos em um banco de dados do Programa R para LINUX versão 2.1.1., foram submetidos à análise multivariada. O Teste Qui-Quadrado de Pearson e o Teste Exato de Fisher foram utilizados para a análise estatística dos dados. A freqüência da violência doméstica em algum momento da vida foi de 36,8% e, dentre estas, foram referidas a violência psicológica (97,2%), a física (28,9%) e a sexual (4,9%). A freqüência da violência doméstica na gravidez foi de 34,5% e, dentre estas, foram referidas a violência psicológica (95,9%), a física (34,7%) e a sexual (6,1%). Houve associação estatisticamente significante (p=0,00223; 0,001767) entre religião e o planejamento da gravidez e entre a violência doméstica e o hábito do etilismo do companheiro (p=0,0002533; 0,0002981). A violência doméstica foi uma problemática enfrentada por quase todas as mulheres desta pesquisa, em algum momento da vida, inclusive na gravidez. Os itens religião, planejamento da gravidez e etilismo devem ser incluídos na anamnese em saúde da mulher. Assim como os já constantes nesta anamnese, os itens mencionados devem ser sobretudo considerados no planejamento e desenvolvimento da assistência e abordados, de forma sistemática, pelos profissionais da área de saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-13072007-100232/

Nº de Classificação: 5329
SILVA, Luiz Carlos Lourenço. O lugar dos hospitais psiquiátricos no município de São Paulo frente ao processo de reestruturação do modelo de assistência psiquiátrica no Brasil pela voz dos trabalhadores. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 166 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SILVA, Ana Luisa Aranha e
RESUMO: O objeto de estudo desta pesquisa qualitativa é o entendimento dos trabalhadores dos hospitais psiquiátricos sobre a Reforma Psiquiátrica e como lidam com esse processo. A finalidade é contribuir para a ampliação arsenal teórico prático da Reforma Psiquiátrica e propor novas luzes para a sua análise. Tem como objetivos: conhecer o que os trabalhadores dos hospitais psiquiátricos pensam sobre a função do hospital psiquiátrico no contexto da Reforma Psiquiátrica; compreender como os trabalhadores de saúde mental lidam com o processo da desinstitucionalização nas suas práticas. O cenário do estudo foi dois hospitais psiquiátricos, um público e outro privado, sem fins lucrativos, integrados ao SUS e situados no município de São Paulo. Participaram deste estudo 12 (doze) trabalhadores (de nível médio e superior). Os dados empíricos foram obtidos por meio de entrevista individual semi-estruturada. O material empírico foi analisado de acordo com as categorias analíticas: instituição, institucionalização, transição, desinstitucionalização e crise e foi referenciado em Minayo. A análise dos dados deu origem às categorias: a) o hospital psiquiátrico: o lugar da crise; b) a internação da crise; c) desinstitucionalização: a desconstrução de saberes; d) o hospital e a rede em crise; e) a persistência da cultura hospitalocêntrica; f) o hospital psiquiátrico e a família em crise; g) o hospital psiquiátrico e a sociedade. Os trabalhadores descrevem um novo hospital, cuja função é o acolhimento da crise e internação de curta permanência; identificam medidas reformistas de ordem técnica e administrativa, ocorridas no hospital como: especialização no atendimento da clientela; regime de internação de curta permanência x cronicidade; intervenção multidisciplinar x trabalho isolado; melhoria da estrutura física e de recursos humanos; melhoria da ambiência; implantação de projeto terapêutico; redução de leitos hospitalares, em função do atendimento às exigências das portarias ministeriais. Evidencia-se o entendimento de desinstitucionalização como desospitalização. Os discursos dos entrevistados evidenciam uma relação em crise do hospital psiquiátrico com a rede substitutiva de atenção à saúde mental de base comunitária. Os trabalhadores enfrentam dificuldades no processo de des-internação de pacientes com grave problemática social. O hospital psiquiátrico tem sido a própria contradição no atual modelo de atenção em saúde mental no Município de São Paulo e, portanto, nesta perspectiva, sustenta dentro de si as várias contradições advindas de sua própria gênese enquanto instituição, somadas às condições atuais em que se encontra “inexistente” na rede. O hospital psiquiátrico: lugar da crise porque lugar das contradições.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-13072007-094914/

Nº de Classificação: 5330
AMENDOLA, Fernanda. Qualidade de vida de cuidadores de pacientes com perdas funcionais e dependência atendidos em domicílio pelo Programa Saúde da Família do Município de São Paulo. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [149] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): OLIVEIRA, Maria Amélia de Campos
RESUMO: Atualmente no Brasil, crescem em importância os estudos sobre cuidados domiciliários à saúde de pessoas com perdas funcionais e dependência e seus cuidadores, em razão das transições demográfica e epidemiológica do país. Na Atenção Básica, com a implementação do Programa Saúde da Família (PSF), o cadastramento das famílias feito pelos agentes comunitários de saúde tornou visíveis as necessidades de saúde desses pacientes, antes confinados a seus lares, e de seus cuidadores. Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade de vida de cuidadores familiares de pacientes com perdas funcionais e dependência, atendidos por equipes de saúde da família, relacionando-a a características sociodemográficas, condições de saúde, grau de sobrecarga percebida e o grau de independência funcional do paciente. Foram entrevistados 66 cuidadores familiares atendidos por equipes de PSF na região sul do município de São Paulo. Os instrumentos utilizados foram: 1) caracterização do cuidador familiar e do paciente; 2) WHOQOL-bref, para avaliação de qualidade de vida subjetiva; 3) Zarit Burden Interview (ZBI), para avaliação da sobrecarga do cuidador, e 4) Escala de Medida de Independência Funcional (MIF), para avaliação da capacidade funcional dos pacientes. Os cuidadores eram, em sua maioria, mulheres (83,3%), casadas (62,2%) com média de idade de 50,5 anos. Na condição de filhas ou filhos (37,9%) e esposas ou esposos (24,2%), cuidavam de pacientes com até 50% de dependência para atividades básicas da vida diária (MIF total = 57,82) e estavam moderadamente sobrecarregados (Zarit total = 32,12). Apresentaram melhor escore de qualidade de vida no domínio físico (66,72) e pior no domínio meio ambiente (52,51). A escala de sobrecarga, a presença de companheiro e a presença de doença no cuidador mostraram-se estatisticamente relacionadas à 'qualidade e vida geral', no modelo de regressão múltipla final. Os resultados permitiram concluir que a qualidade de vida do cuidador correlacionou-se estatisticamente à sobrecarga percebida, indicando que quanto menores os escores em todos os domínios do WHOQOL-bref, maior a sobrecarga. Não houve associação estatística significativa entre o grau de independência funcional e a qualidade de vida do cuidador. Políticas públicas efetivas, destinadas a oferecer uma rede de serviços de suporte às famílias de pessoas com perdas funcionais e dependência, são primordiais para a diminuição da sobrecarga do cuidador e conseqüente melhora da sua qualidade de vida e de seus familiares.



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