Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-11062007-152734/

Nº de Classificação: 5314
CAMARGO, Patrícia Ponce de. Procedimento de inserção, manutenção e remoção do cateter central de inserção periférica em neonatos. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 164 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): KIMURA, Amélia Fumiko
RESUMO: O cateter central de inserção periférica (PICC) é um dispositivo cada vez mais utilizado nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). O objetivo do estudo foi caracterizar os neonatos (RN) submetidos ao procedimento de inserção do cateter PICC e descrever suas práticas de inserção, manutenção e remoção em RN. Estudo observacional com delineamento longitudinal realizado no Berçário Anexo à Maternidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os dados foram obtidos pela observação dos procedimentos e informações registradas nos prontuários dos neonatos submetidos ao procedimento. No estudo, incluíram-se todos os procedimentos de inserção, manutenção e remoção de cateter PICC ocorridos entre de março e setembro de 2006, em recém-nascidos internados na unidade neonatal citada. Antes do início da coleta dos dados, o projeto de pesquisa foi apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição, campo do estudo. No período estudado, ocorreram 37 procedimentos de inserção do cateter PICC. A média da idade gestacional e o peso dos RN eram de 32,2 semanas e 1.289,2 gramas, respectivamente. A maioria, 22 (59,4%) RN, era do sexo masculino, 18 (48,7%) RN tinham menos de três dias de vida no dia do procedimento e 35 (94,6%) RN foram submetidos à inserção do cateter para infundir nutrição parenteral total. A maioria, 21 (56,8%) RN, apresentou diagnóstico de síndrome do desconforto respiratório. A administração de fármaco sedativo previamente ao procedimento ocorreu em 4 (10,8%), nenhum RN recebeu analgesia. O tipo de cateter mais utilizado foi o de poliuretano, 35 (94,6%). A média da freqüência de punções venosas foi 3,4 e em 8 (21,6%) RN foram obtidos sucesso na introdução do cateter na primeira punção venosa. As veias mais puncionadas foram as localizadas em membros superiores, a basílica foi puncionada em 29,9% dos RN e a cefálica, em 22,8% dos RN. Fragilidade vascular, transfixação venosa e obstrução do cateter foram os principais motivos de insucesso na inserção do PICC. Alteração da viscosidade sangüínea foi uma intercorrência identificada pelas enfermeiras na inserção do PICC. A prevalência de sucesso do procedimento foi de 64,9% (24 RN). Obteve-se posicionamento central da ponta do cateter em 20 (83,3%) RN e periférico em 4 (16,7%) RN. A média da extensão do cateter introduzido em MSD foi de 11,4 cm, em MSE, 13,5cm e em região cervical, 7,1 cm. Solução de clorexidina a 0,5% foi o anti-séptico mais utilizado nos curativos e a NPT foi a solução mais infundida pelo cateter. O tempo médio de permanência do cateter foi 8,9 dias, 11 (27,5%) foram removidos em decorrência de infecção do cateter, 7 (17,5%) pelo término da terapia intravenosa e 7 (17,5%) por obstrução. Dos 24 cateteres removidos, 14 (58,3%) foram enviados para cultura, dos quais, 10 (71,4%) tiveram resultado negativo. Das quatro pontas com resultado positivo, em duas (14,3%) foram identificados Estafilococos coagulase negativa.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-12062007-163447/

Nº de Classificação: 5315
PEREIRA, Juliana Guisardi. Articulação ensino-serviço para a construção da vigilância da saúde: em foco o Distrito do Butantã. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 134 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FRACOLLI, Lislaine Aparecida
RESUMO: A proposição da Vigilância da Saúde surgiu como alternativa para a superação das práticas de saúde fragmentadas, ao articular o uso da epidemiologia, do planejamento e da organização dos serviços de saúde, bem como a compreensão das desigualdades sociais como determinantes da distribuição dos agravos sobre a população. Entretanto, a falta de profissionais de saúde com formação adequada para atuar nesse modelo tem sido um grande obstáculo. Algumas políticas públicas têm sido criadas para possibilitar que o ensino das profissões da saúde possa sustentar-se na construção do conhecimento a partir da realidade e na participação ativa do estudante no processo ensino-aprendizagem, bem como no seu envolvimento na transformação da mesma. O objetivo desse estudo foi descrever a articulação entre ensino e serviço em um Distrito de Saúde do município de São Paulo, e as contribuições advindas dessa articulação para a implementação do modelo da Vigilância da Saúde. Em termos metodológicos, pode-se afirmar ser esta uma pesquisa qualitativa e descritiva. Foram sujeitos desse estudo docentes e profissionais de saúde envolvidos na articulação entre o ensino e o serviço no Distrito. Os dados foram coletados mediante entrevistas semi-estruturadas e analisados com base na técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados mostraram que os cursos de medicina e de enfermagem são os que mais desenvolvem ações de ensino no território; utilizam como estratégia ações relativas ao reconhecimento do território para a compreensão das necessidades de saúde da população, contudo, essa identificação não se reverte para o planejamento da assistência na UBS; a articulação entre ensino e serviço ocorre no sentido do acompanhamento das ações dos alunos pelos trabalhadores; alguns discursos apontam para uma integração incipiente entre ensino e serviço no Distrito devido à falta de projeto político para a Vigilância da Saúde consensual entre unidades de ensino e a Prefeitura Municipal. Conclui-se que para que haja um impacto na Vigilância a Saúde se faz necessário o estabelecimento de estratégias de ação que levem ao fortalecimento das articulações ensino-serviço-comunidade e à sensibilização de gestores públicos, gestores universitários e lideranças comunitárias no sentido de qualificá-las sobre a importância de todos esses atores na formação profissional e na reorganização da atenção.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-12062007-115423/

Nº de Classificação: 5316
FIGUEIREDO, Juliana Arantes. Práticas e processos de trabalho no Centro de Atenção Psicossocial III: a perspectiva do campo psicossocial. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 145 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SILVA, Ana Luisa Aranha e
RESUMO: O objeto de estudo desta pesquisa qualitativa são as práticas dos trabalhadores de um Centro de Atenção Picossocial III - CAPS III. A finalidade é contribuir para a compreensão das práticas em saúde mental produzidas no CAPS III, por meio da perspectiva crítica e colaborar com a consolidação da Reforma Psiquiátrica brasileira. Tem como objetivos: descrever as práticas de saúde mental dos trabalhadores do CAPS III; verificar se as práticas se articulam às diretrizes da Reforma Psiquiátrica brasileira e analisar os processos de trabalho desenvolvidos pelos trabalhadores nos seus elementos constitutivos, da perspectiva do campo psicossocial. O cenário de estudo é Núcleo de Atenção Psicossocial I da Secretaria Municipal de Saúde de Santo André. Participaram deste estudo 11 (onze) trabalhadores, um de cada categoria profissional, de nível médio e superior. Os dados empíricos foram obtidos por meio de entrevista individual semi-estruturada e para a caracterização do cenário de estudo, o Instrumento de Captação da Realidade Objetiva, método proposto pela Teoria de Intervenção Práxica em Enfermagem em Saúde Coletiva. O material empírico foi analisado de acordo com a orientação de Minayo, baseada na hermenêutica-dialética. A análise dos dados deu origem às categorias: a) o CAPS III e a rede de atenção à saúde mental; b) Organização interna do CAPS III; c) as práticas em saúde mental no CAPS III e as diretrizes da Reforma Psiquiátrica brasileira; d) os processos de trabalho no CAPS III. Os resultados indicam que, no plano descritivo, as práticas de saúde mental dos trabalhadores do CAPS III articulam-se às diretrizes da Reforma Psiquiátrica. A análise dos elementos constitutivos dos processos de trabalho evidencia contradições. Pode-se constatar atitudes coerentes com o quadro teórico de referência adotado, o campo psicossocial, embora estas não se articulem a um projeto coletivo institucional, revelando práxis espontâneas e reiterativas. A consolidação da Reforma Psiquiátrica requer processos de trabalho que se traduzam em práxis criativas, capazes de produzir transformações concretas na vida dos usuários dos serviços. Identifica-se a necessidade de formação dos trabalhadores com relação ao projeto coletivo institucional, visando qualificar a força de trabalho dos Centros de Atenção Psicossocial, dada a função social destes equipamentos, considerados estratégicos na reorientação do modelo de atenção à saúde mental. O material empírico evidencia uma crise na organização do serviço, revelando o sofrimento dos trabalhadores e a precarização da assistência prestada aos usuários do serviço. É necessário que o serviço possa colocar-se em crise para que esta necessidade possa ser tomada pelo poder local, visando transformar essa realidade.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-12062007-114829/

Nº de Classificação: 5317
SAKATA, Silvia. Diabetes mellitus entre os idosos no Município de São Paulo: uma visão longitudinal. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [90] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): DUARTE, Yeda Aparecida de Oliveira
RESUMO: O envelhecimento populacional vem ocorrendo de forma extremamente rápida nos países em desenvolvimento, implicando em maior prevalência de doenças crônico-degenerativas. Dentre estas, destaca-se o diabetes mellitus, síndrome caracterizada por estado crônico de hiperglicemia e distúrbios no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, associada à deficiência absoluta ou relativa de insulina e/ou à sua ação no organismo. A prevalência de diabetes vem aumentando em proporções epidêmicas, principalmente entre os idosos, e suas complicações são altamente incapacitantes e onerosas para o Sistema de Saúde. Assim, os objetivos do presente estudo foram: traçar o perfil das condições de vida e saúde da população idosa (60 anos e mais), residente no município de São Paulo, portadora de diabetes mellitus e verificar a associação da doença à ocorrência de óbito nesta população em um período de seis anos. Para isso foram utilizados dados do Estudo SABE– Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento, inquérito multicêntrico desenvolvido em países da América Latina e Caribe. Este estudo caracteriza-se, no primeiro momento, como uma pesquisa exploratória, descritiva, retrospectiva e com abordagem quantitativa, e no segundo momento, como um estudo longitudinal. A prevalência de diabetes mellitus encontrada foi de 17,9%, comparável à de países desenvolvidos; esta prevalência decrescia com a idade, levando à suposição de que estes idosos estariam tendo uma mortalidade precoce. Mulheres apresentaram maior prevalência em todas as faixas etárias. Quanto às condições sócio-demográficas, verificou-se que os diabéticos, sobretudo as mulheres, possuíam baixa escolaridade e referiram renda insuficiente para suas despesas; uma parcela importante destes idosos ainda trabalhava, justificando a necessidade de aumentar sua fonte de renda. A maioria dos homens vivia em casais ou em arranjos bigeracionais, enquanto as mulheres viviam em arranjos bi e trigeracionais, refletindo maior dependência destas com relação à ajuda de filhos e/ou netos. Verificou-se com grande freqüência inadequação do tratamento da doença nestes idosos, com 16% em monoterapia com dieta e 17,4% sem tratamento algum; apesar disto, a maioria acreditava ter bom controle da doença. Encontrou-se entre os diabéticos maiores prevalências de obesidade, sedentarismo, hipertensão, doenças cardíacas, artrite, acidente vascular cerebral, amputações de membros inferiores, quedas, incontinência urinária e intestinal, dificuldade nas atividades de vida diária, declínio cognitivo e depressão. A procura por atendimento médico e internações hospitalares também foram mais freqüentes entre os portadores da doença, que também apresentaram internações mais prolongadas, refletindo o impacto da doença no Sistema de Saúde. Por fim, verificou-se através de regressão logística a grande influência do diabetes mellitus no desfecho óbito, multiplicando este risco em 2,55 vezes quando associado a outras enfermidades. Estes resultados reforçam a necessidade do estabelecimento de políticas públicas voltadas para a detecção precoce da doença e prevenção de suas complicações, principalmente nas faixas etárias mais elevadas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-22062007-090601/

Nº de Classificação: 5318
LEONELLO, Valéria Marli. Competências para ação educativa da enfermeira: uma interface entre o ensino e a assistência de enfermagem. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 156 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): OLIVEIRA, Maria Amélia de Campos
RESUMO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa que tomou como objeto a interface entre o ensino de enfermagem e o processo de trabalho assistencial em sua dimensão educativa, no que se refere ao desenvolvimento de competências para práticas educativas alicerçadas na Educação Popular em Saúde. Seus objetivos foram construir um perfil de competências para ação educativa da enfermeira em seu processo de trabalho assistencial, a partir da perspectiva dos sujeitos implicados na formação inicial em enfermagem e identificar conhecimentos, habilidades e atitudes para essa ação educativa. Utilizou-se o materialismo histórico e dialético como base teórico-metodológica e, como categoria conceitual, a competência, tal como definida por Perrenoud, ancorada nas concepções de trabalho em saúde e no saber operante postulados por Mendes-Gonçalves. A pesquisa foi realizada na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) e em dois serviços de saúde vinculados à USP e utilizados como campo de estágio de disciplinas do Bacharelado em Enfermagem: Hospital Universitário (HU) e Centro de Saúde Escola Butantã (CSE). A coleta de dados envolveu cinco grupos de sujeitos: o grupo 1, formado por cinco docentes que participam do Grupo de Apoio Pedagógico (GAP) da EEUSP; o grupo 2, com cinco alunas concluintes do Bacharelado em Enfermagem da EEUSP; o grupo 3, formado por dez enfermeiras, sendo cinco do HU e cinco do CSE Butantã; o grupo 4, integrado por dois gestores desses dois serviços; e, finalmente, o grupo 5, com oito usuários dos serviços mencionados, totalizando 30 participantes. Utilizou-se o grupo focal como técnica de abordagem para os grupos 1 e 2 e, para os grupos 3, 4 e 5, a entrevista semi-estruturada. Para análise dos dados empíricos, utilizou-se a técnica de análise de discurso proposta por Fiorin e adaptada por Car e Bertolozzi. Os discursos coletados foram decompostos em frases temáticas e essas em conhecimentos, habilidades e atitudes, segundo os quatro pilares da educação, para cada grupo abordado. Em seguida, à luz do referencial teórico utilizado, procedeu-se à recomposição desses conhecimentos, habilidades e atitudes, resultando na construção de dez competências para ação educativa da enfermeira: promover a integralidade do cuidado à saúde; articular teoria e prática; promover o acolhimento e construir vínculos com os sujeitos assistidos; reconhecer-se e atuar como agente de transformação da realidade em saúde; reconhecer e respeitar a autonomia dos sujeitos em relação à suas vidas; respeitar o saber de senso comum, reconhecendo a incompletude do saber profissional; utilizar o diálogo como estratégia para a transformação da realidade em saúde; operacionalizar técnicas pedagógicas que viabilizem o diálogo com os sujeitos assistidos; instrumentalizar os sujeitos com informação adequada e, finalmente, valorizar e exercitar a intersetorialidade no cuidado à saúde. A construção desse perfil de competências revelou, entre outros aspectos, a necessidade de ressignificar a ação educativa nos serviços de saúde, adotando-se a perspectiva da Educação Popular em Saúde. Neste sentido, construir competências para ação educativa da enfermeira constitui uma das tarefas para a formação inicial, na interface entre o ensino e o processo de trabalho assistencial da enfermagem.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-20062007-093249/

Nº de Classificação: 5319
FARIA, Liliam Saldanha. As práticas de vigilância na Supervisão Técnica de Saúde do Butantã-São Paulo(SP): perspectivas para o alcance da vigilância à saúde. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 193 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BERTOLOZZI, Maria Rita
RESUMO: A Vigilância à Saúde se constitui como Modelo Assistencial com potencial para a reorganização dos processos de trabalho, a partir da análise de problemas de saúde de grupos sociais de determinado território, valendo-se da intersetorialidade e da participação popular. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo, geral, identificar e analisar a estruturação das ações de vigilância no âmbito da Atenção Básica à Saúde em uma região de saúde. Para tanto, foram entrevistados gerentes de Unidades Básicas de Saúde, da Supervisão de Vigilância Epidemiológica e trabalhadores responsáveis pela Vigilância Epidemiológica de Unidades Básicas de Saúde da Supervisão Técnica de Saúde do Butantã, no Município de São Paulo, totalizando 14 sujeitos. As entrevistas, realizadas no período de fevereiro a abril de 2006, foram gravadas e transcritas na íntegra, sendo resguardadas as devidas precauções éticas. O material foi analisado segundo técnica apropriada de análise de discurso, no marco teórico materialista histórico e dialético dos conceitos de processos de trabalho e saúde-doença. A vigilância epidemiológica constituiu-se como a prática predominante, incluindo seus instrumentos de trabalho tradicionais. Os principais agentes desse trabalho são a enfermeira, que mais se detém no gerenciamento das ações; os auxiliares de enfermagem, voltados para a intervenção sobre os processos de adoecimento; e os agentes comunitários de saúde em ações no âmbito extra-muros. O trabalho se apresentou fragmentado, com ações pontuais, restritas ao evento (a doença ou o surto), sem alcançar a prevenção da saúde e com tendência à alienação do trabalhador. Por outro lado, verificou-se, principalmente, que os profissionais interpretavam a vigilância à saúde de duas formas: pela ampliação do objeto da vigilância epidemiológica e integrando-se a assistência à informação em saúde; e como prática que organiza o serviço, considerando-se a unidade dialética indivíduo/coletivo que habita o território adstcrito à Unidade Básica de Saúde. Esta ultima ainda contempla a participação da população na detecção de problemas e no planejamento das ações, assim como a intersetorialidade, para alcançar a promoção da saúde. A contradição entre o conteúdo dos depoimentos e a prática da vigilância à saúde foi evidente em todas unidades investigadas. Foram identificados como limitantes para a implementação da vigilância à saúde, a precariedade de estrutura para o trabalho, incluindo a insuficiência quantitativa de recursos humanos, assim como em relação à qualificação profissional apropriada; a precariedade de recursos materiais e físicos; além da falta de incentivo político-gerencial e de participação da população para operar as ações de vigilância no sentido ampliado. Conclui-se que, no nível local, reside um potencial para transformar a organização do trabalho em saúde, atendendo-se às necessidades de saúde da população, através do Modelo da Vigilância à Saúde, a partir do trabalho em equipe e da integração da assistência à informação em saúde. Para tanto, é imprescindível a participação ativa e aliada dos trabalhadores e usuários de saúde, bem como a implantação da Educação Permanente em Saúde no âmbito das Supervisões Técnicas de Saúde para se alavancar e acompanhar esse processo.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-12062007-150511/

Nº de Classificação: 5320
ALAVARCE, Debora Cristina. Elaboração de uma hipermídia educacional para o ensino do procedimento de medida da pressão arterial para utilização em ambiente digital de aprendizagem. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [153] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PIERIN, Angela Maria Geraldo
RESUMO: A medida da pressão arterial é um procedimento simples e imprescindível na avaliação do sistema cardiovascular, porém sua realização sofre influências de diversos fatores que podem comprometer os valores obtidos. As estratégias de ensino da técnica de medida da pressão arterial utilizam as aulas expositivas e filmes de treinamento, porém o ambiente digital ainda não foi explorado. O ambiente digital de aprendizagem tem-se constituído em uma poderosa ferramenta do processo de ensino aprendizagem, pois acrescenta significado e concretude aos conteúdos que precisam ser aprendidos. A graduação em enfermagem tem sido beneficiada pelo uso da tecnologia de informação no ensino de seus procedimentos e técnicas, embora as iniciativas nesta área sejam ainda incipientes. O objetivo deste trabalho foi construir uma hipermídia educacional para o ensino da técnica de medida da pressão arterial para graduandos de enfermagem e descrever as etapas do processo de construção. O referencial pedagógico adotado para nortear a elaboração do conteúdo foi de Robert Gagné, e seguiu-se o modelo em três fases proposto por Price para a construção da hipermídia. O produto final contou com quatro tópicos, agrupando 12 módulos, no qual se apresenta todas as questões que envolvem a realização do procedimento de medida da pressão arterial, discorrendo sobre aspectos fisiológicos, métodos e técnica de medida. A hipermídia utiliza os recursos de áudio, vídeo, animações bidimensionais, fotos, ilustrações e simulações. A avaliação foi realizada simultaneamente por três grupos de juízes técnicos em informática; docentes de enfermagem e profissionais da saúde; e por alunos de graduação em enfermagem, utilizando instrumentos de avaliação específicos para cada grupo. Estas avaliações foram analisadas separadamente, os resultados apresentaram semelhanças entre os grupos que se detiveram em questões organizacionais, estéticas e informacionais. De maneira geral, os grupos avaliaram bem a hipermídia, com comentários positivos a respeito da estratégia e da qualidade final do ambiente desenvolvido. O uso da hipermídia e do ambiente digital de aprendizagem pode representar uma importante estratégia para o ensino da enfermagem, porém o desenvolvimento de ferramentas educacionais adequadas a este ambiente é um campo novo em franca expansão que necessita de avaliação e adequação periódicas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-12062007-093304/

Nº de Classificação: 5321
TOBASE, Lucia. A dramatização no ensino de enfermagem: uma revisão sistemática e crítica da literatura. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 92 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): TAKAHASHI, Regina Toshie
RESUMO: A reflexão sobre a necessidade de fundamentar as práticas em educação e saúde, promovendo uma ação transformadora, impulsiona o educador na busca de métodos de ensino inovadores. No cenário educacional, acreditamos que a dramatização favorece a aprendizagem do estudante de forma ativa e participativa. Objetivos: Levantar os estudos relacionados com a aplicação da dramatização como estratégia no processo de ensino e aprendizagem na formação profissional em Enfermagem e verificar os resultados da utilização dessa estratégia na aprendizagem do estudante de Enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, orientada pela questão norteadora: “Quais os resultados da aplicação da dramatização na aprendizagem do estudante de Enfermagem?”. Resultados: Foram encontrados 541 estudos, dos quais 477 foram excluídos e 64 foram incluídos. Dentre os estudos incluídos, todos os 64 (100%) evidenciaram resultados positivos com a utilização da dramatização, 49 (77%) associaram a relação positiva na aquisição de conhecimento teórico, 42 (66%) descreveram a melhora na associação entre teoria e prática após a aplicação da estratégia, 29 (45%) relacionaram melhora no pensamento crítico, 19 (30%) resultaram em melhora do relacionamento interpessoal. Resultados positivos associados à criatividade dos estudantes, ao aspecto comunicacional, à percepção e ao desenvolvimento do senso de coletividade, de trabalho em grupo e comportamento ético profissional também foram comentados. As dificuldades sobre a proposição da atividade dramatizada foram mencionadas em oito (12,5%) estudos, associadas ao embaraço do aluno frente aos colegas pelo medo de exposição no grupo, no relacionamento entre os alunos, dificuldades por parte dos estudantes em estabelecer prioridades. Em 46 (72%) estudos a dramatização foi aplicada no curso de graduação em Enfermagem, respectivamente oito (13%) e nove (14%) foram publicados nos anos de 2004 e 2005, sendo que 44 (69%) eram do tipo descritivo, quarenta (63%) publicados pelos Estados Unidos, 17 (27%) publicados pela revista Nurse Educator e 12 (19%) pelo Journal of Nursing Education. Conclusão: Esses achados refletem a relação positiva da dramatização como estratégia facilitadora do processo educativo, pois favorece a aprendizagem, confere significados aos conteúdos, colabora no desenvolvimento de habilidades técnicas e comunicacionais, na percepção do ser humano de maneira holística, estimulando a criatividade, o pensamento crítico e o relacionamento interpessoal, além de proporcionar um ambiente tranqüilo e seguro para o processo ensino aprendizagem. Favorecendo a construção das competências, a dramatização contribui para a formação do futuro profissional em Enfermagem.



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