Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-11062007-144406/

Nº de Classificação: 5305
BERGAMASCHI, Suzete de Fátima Ferraz. A vivência da puérpera-adolescente com o recém-nascido, no domicílio. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 161 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PRAÇA, Neide de Souza
RESUMO: Este estudo qualitativo foi motivado pela carência de pesquisas com enfoque na maternidade na adolescência e no período puerperal. Teve como objetivo compreender a vivência da puérpera-adolescente sobre o cuidado do recém-nascido, em domicílio. Adotou-se o conceito de Maternidade como referencial de análise e o método do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC) no tratamento dos dados. O projeto foi aprovado pela Comissão de Ensino e Pesquisa, e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário da USP. Participaram do estudo 15 puérperas-adolescentes, primíparas, que ficaram internadas na unidade de Alojamento Conjunto do HU-USP, juntamente com o recém-nascido. Os dados foram coletados em 2006, por meio de entrevista realizada com as puérperas após o mínimo de 30 e o máximo de 40 dias, no domicílio. As respostas da questão aberta, “conte-me como está sendo em casa com seu bebê ?” possibilitaram a elaboração de 17 DSC apresentados em dois blocos, segundo os temas centrais que emergiram: “cuidados do recém-nascido” e “contexto sociocultural das puérperas-adolescentes”. Em relação ao primeiro bloco, os discursos mostraram uma construção diária do ser mãe-adolescente e o desejo da puérpera pela maternidade e pela maternagem, pois assumiam integralmente as tarefas de mãe-cuidadora. A princípio considerada de difícil adaptação, a maternidade gerou na jovem a necessidade de aprender a conviver com as abdicações e ambivalências inerentes ao novo status. O suporte familiar, as orientações recebidas na unidade de Alojamento Conjunto e a experiência anterior no cuidado de recém-nascidos favoreceram a adaptação à maternidade e a superação de suas limitações iniciais. Quanto ao segundo bloco (contexto sociocultural), os dados mostraram a expressão de vivências e de mudanças nas relações sociais, com abandono de projetos de vida imediatos e de atividades de lazer. Verificou-se, ainda, que a puérpera-adolescente vivencia o cuidado do recém-nascido com erros e acertos, e, a cada dia, constrói o próprio modelo de ser mãe, vencendo medos e dificuldades, e despertando para sua capacidade de atender às necessidades de higiene, de alimentação e de afeto do recém-nascido. Diante dos dados, creio que o profissional deve repensar como abordar essas jovens mães nas unidades de saúde, priorizando o atendimento de situações geradoras de conflitos no cuidado do bebê e na relação com familiares. Além disso, deve estar disponível para compartilhar e possibilitar o esclarecimento de suas dúvidas de modo a facilitar a superação de dificuldades. Portanto, oferecer-lhe a chance de uma vivência da maternidade-adolescente com base em cuidados construídos diariamente, com superação.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-20062007-092759/

Nº de Classificação:
SANTOS, Viviane Camargo. A relação trabalho-saúde dos enfermeiros do PSF de região de Vila Prudente - Sapopemba: um estudo de caso. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [137] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Cássia Baldini
RESUMO: O objeto deste estudo é a relação trabalho/saúde dos enfermeiros do Programa Saúde da Família (PSF), recortado diante do quadro teórico da Saúde do Trabalhador. O objetivo geral foi compreender as características do trabalho dos enfermeiros do PSF da subprefeitura de Vila Prudente – Sapopemba e a relação entre os processos de fortalecimento e de desgaste que neles se expressam. A coleta de dados se realizou através de entrevistas individuais com 16 enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde dessa subprefeitura que contam com o PSF. As formas de trabalhar dos enfermeiros entrevistados foram analisadas de acordo com cinco categorias: processo de trabalho, exploração da subjetividade, polivalência, desgaste e fortalecimento, verificando-se, em cada uma delas, os potenciais de fortalecimento e de desgaste gerados. Os resultados são: os enfermeiros reconhecem o espaço territorial ocupado pela população adscrita e enfatizam a precariedade das condições de moradia, configurando-se o objeto de trabalho como uma população carente; o modelo assistencial tem como eixo orientador o planejamento por resultados, voltado à racionalização do trabalho da equipe; o médico é o profissional principal, o trabalho é organizado segundo os preceitos da divisão social e técnica do trabalho de tipo taylorista; os enfermeiros estão intensamente envolvidos com o trabalho, convivendo, de um lado, com a forte expectativa que se tem de suas potencialidades para solucionar os problemas e, de outro, com a impossibilidade de oferecer respostas para os problemas trazidos pela população; os trabalhadores acreditam que para trabalhar no PSF é necessário um perfil especial para o trabalho, o planejamento das atividades próprias dos enfermeiros é sufocado pelos imprevistos do dia-dia; os entrevistados assumem um pouco de tudo e diagnosticam a necessidade de se qualificar para a multifuncionalidade; consideram que devem ter habilidade para resolver todos os problemas do dia a dia. O fortalecimento advém principalmente da relação prazerosa e recompensatória com o objeto/finalidade do trabalho e com o trabalho em si, destacando-se a satisfação com a obtenção de resultados gratificadores, como o vínculo formado com as famílias, muitas vezes localizada nas situações de conquista individual. Com referência ao desgaste, pode-se concluir que: os territórios adscritos pelo PSF integram potenciais de desgaste do trabalhador, impotentes diante da complexidade que implica trabalhar na periferia do tecido social; problemas de alta complexidade trazidos pelos pacientes, bem como o contato direto com o sofrimento e as carências da população, a não adesão ao tratamento ou as reclamações sobre este ou aquele profissional integram as cargas psíquicas; os trabalhadores têm que lidar com situações de precariedade em que a falta de materiais para as atividades diárias representa transtorno no trabalho; a exigência de produtividade, as cobranças, as interrupções constantes nas tarefas em andamento, a realização de atividades que não são atribuições da categoria, os diferentes graus de compromisso e, por vezes, a falta de integração entre as enfermeiras constituem motivo de estresse, angústia e irritação; os enfermeiros se desesperam para dar conta da demanda e chamam a atenção para a necessidade de impor limites. O acolhimento é desgastante uma vez que a demanda é grande e os usuários querem ver seus problemas resolvidos rapidamente; o desgaste se concretiza em muito cansaço físico e mental, levando os enfermeiros a querer apenas descansar e a acumular problemas de saúde como hipertensão, alergias, dores de estômago, além de outros agravos como dormir no volante e sofrer acidentes de carro.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-20062007-093910/

Nº de Classificação: 5307
NISHI, Fernanda Ayache. Avaliação do conhecimento dos enfermeiros em relação às catecolaminas de infusão contínua. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 70 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MENEGHIN, Paolo
RESUMO: A administração de catecolaminas por via intravenosa é uma prática comum no ambiente hospitalar, principalmente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Hemodiálise e Pronto Socorro (PS). Apesar de se tratar de um procedimento que demanda cuidados de enfermagem bastante específicos, este pode ser realizado por qualquer membro da equipe de enfermagem, até mesmo sem supervisão direta de um enfermeiro. Para prestar cuidados de enfermagem adequados aos pacientes que recebem catecolaminas por via intravenosa é necessário que o profissional que realiza o procedimento disponha de conhecimento específico acerca da prática realizada. Em unidades como UTI, PS e Hemodiálise, espera-se que o enfermeiro exerça supervisão direta desses cuidados, já que são unidades em que os pacientes apresentam condições mais críticas e geralmente instáveis. Desta forma, é esperado que o enfermeiro detenha todo o conhecimento necessário para administrar as catecolaminas com segurança, minimizando assim os riscos para o paciente. Estes conhecimentos devem ser aprofundados englobando desde ciências básicas como anatomia e fisiologia, até aspectos mais específicos como a escolha do cateter, recomendações de uso dos materiais disponíveis, conhecimentos farmacológicos direcionados e recomendações e cuidados durante a infusão desse tipo de medicamento. Este estudo avaliou o grau de conhecimento dos enfermeiros do Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP) quanto à administração de catecolaminas de infusão contínua por via intravenosa. Foram sujeitos deste estudo somente os enfermeiros que atuam em unidades onde a administração de catecolaminas é prática comum. A pesquisa limitou-se aos enfermeiros que atuam em unidades de cuidados de adultos por considerar que há peculiaridades existentes no cuidado do paciente adulto e pediátrico no que diz respeito à administração de drogas vasoativas e à necessidade de atualização e vivência prática da situação. Assim, através de questionário estruturado, procedeu-se a avaliação do conhecimento dos enfermeiros atuantes nas unidades de Hemodiálise, PS de adultos e UTI de adultos com relação à administração de catecolaminas por via intravenosa. Os dados obtidos com a aplicação dos questionários foram submetidos a análises estatísticas para definir se o conhecimento apresentado pelos enfermeiros avaliados é condizente com o preconizado pela literatura para realização segura de tal procedimento.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-12062007-093854/

Nº de Classificação: 5308
AZZOLIN, Gabriela Marchiori Carmo. Processo de trabalho gerencial do enfermeiro e processo de enfermagem: a articulação na visão de docentes. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 142 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PEDUZZI, Marina
RESUMO: Este estudo analisa de que forma os docentes da área de gerenciamento em enfermagem articulam o processo de trabalho gerencial do enfermeiro com o processo de enfermagem enquanto instrumento do trabalho, no ambiente da docência de um curso de graduação em Enfermagem. A pesquisa teve como objetivos específicos identificar e analisar a concepção dos docentes sobre o processo de trabalho gerencial do enfermeiro e processo de enfermagem. Adota o quadro teórico dos estudos do processo de trabalho de enfermagem, do processo de trabalho assistencial e gerencial do enfermeiro, da gerência em saúde e do gerenciamento em enfermagem, e foi realizada com uma abordagem qualitativa segundo a metodologia de estudo de caso. Como campo de estudo foi escolhido um Curso de Graduação em Enfermagem de uma Universidade Privada no interior do Estado de São Paulo e as informações foram coletadas a partir de entrevistas semi-estruturadas realizadas com sete docentes ligados à área de gerenciamento em enfermagem. Na análise foi utilizada a técnica de análise temática. Os resultados mostram, quanto a concepção sobre gerenciamento em enfermagem, a predominância da categoria gerenciamento instrumental, seguida da concepção que contempla a díade gerenciamento instrumental e gerenciamento assistencial, no sentido de que a assistência só se realiza a partir da aplicação do instrumento processo de enfermagem e uma terceira concepção de que o gerenciamento em enfermagem garante a qualidade da assistência . Quanto ao processo de enfermagem, observam-se outras três concepções: o processo de enfermagem como a aplicação de suas etapas, como instrumento do processo de trabalho do enfermeiro e como aplicação das etapas articuladas, com predominância da primeira. Assim é evidenciada uma frágil articulação entre o processo de trabalho gerencial e o processo de enfermagem, bem como a ausência da dimensão política e de desenvolvimento de cidadania e uma incipiente presença da dimensão comucacional do gerenciamento em enfermagem.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7131/tde-12062007-105649/

Nº de Classificação: 5309
ZALAF, Marília Rita Ribeiro. Uso problemático de álcool e outras drogas em moradia estudantil: conhecer para enfrentar. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 126 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FONSECA, Rosa Maria Godoy Serpa da
RESUMO: Este estudo teve como objetivos compreender como se dá o processo saúde-doença de universitários que residem na moradia estudantil do campus Butantã da Universidade de São Paulo no que se refere ao uso problemático do álcool e outras drogas, identificar as condições objetivas desse processo e analisar as manifestações subjacentes às questões de gênero relacionadas a ele. Foi utilizada como base teórico-metodológica a Teoria da Determinação Social do Processo Saúde-Doença aliada à categoria analítica Gênero, que contribuiu para uma melhor compreensão da qualidade desse processo em cada sujeito. A coleta de dados se deu por meio de entrevistas com oito moradores, sobre suas histórias de vidas e comportamentos relativos ao uso problemático de álcool e outras drogas, antes e depois do ingresso na moradia, temas relacionados à discriminação e diferenças de uso de drogas entre homens e mulheres. Após o tratamento dos dados utilizando a análise de conteúdo e a metodologia de Pierre Bourdieu que considera a realidade expressa nos discursos dos sujeitos que a vivem, concluiu-se que o ambiente de liberdade da moradia estudantil, a depressão, o desemprego e as características próprias desse espaço acadêmico são algumas condições favoráveis ao agravamento do uso problemático de álcool e outras drogas para os sujeitos que ingressaram na universidade em situação de dependência. Concluiu-se também que na moradia estão reproduzidas estereotipias de gênero como subalternidade feminina, preconceito e culpabilização pelo uso de drogas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-13072007-101018/

Nº de Classificação: 5310
SPECIALE, Cristiane. Significados do tratamento diretamente supervisionado ("DOTS") para pacientes com tuberculose do Programa de Saúde da Família da Supervisão Técnica de Vila Prudente/Sapopemba, São Paulo-SP. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 99 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): BERTOLOZZI, Maria Rita
RESUMO: A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa de proporções continentais. A situação é bastante complexa, pois a doença está diretamente associada às precárias condições sociais, à AIDS e à crescente multirresistência às drogas. Em 1993, a OMS a declarou em estado de emergência, recomendando a DOTS para seu controle. Assim, o presente estudo teve como objetivos identificar: as características pessoais, de condições de vida e de trabalho e de saúde-doença dos pacientes sob DOTS, matriculados em Unidades de Saúde da Família da Supervisão Técnica de Saúde de Vila Prudente/Sapopemba do Município de São Paulo; as potencialidades e os limites da estratégia DOTS sob o ponto de vista desses pacientes e como interpretam a adesão ao tratamento. Após aprovação em Comitê de Ética, foram coletados depoimentos de 11 pacientes de Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) da Supervisão Técnica de Vila Prudente/ Sapopemba do MSP. O material empírico foi decodificado mediante técnica de análise de discurso e analisado à luz da Teoria da Determinação Social do Processo Saúde-Doença. Os resultados evidenciaram que a tuberculose é uma doença de cunho eminentemente social e ainda impregnada de estigma. Os achados em relação às características pessoais e sobre a manifestação clínica confirmam os dados de literatura. A doença causou mudanças no cotidiano dos sujeitos de estudo, principalmente no que refere ao relacionamento com outras pessoas. A DOTS, em geral, revelou-se como estratégia incorporada ao cotidiano dos sujeitos, e que possibilita o acesso mais facilitado aos serviços de saúde. Os aspectos limitantes da DOTS se devem à distância entre a unidade de saúde e o domicílio, assim como a exposição cotidiana às variações climáticas. A atitude dos profissionais em relação ao paciente contribui para a adesão ao tratamento e para a operacionalização da DOTS.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-11062007-155430/

Nº de Classificação: 5311
SANTOS, Cristina Mamédio da Costa. Revisão sistemática sobre tratamento tópico de lesões vegetantes malignas. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 167 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PIMENTA, Cibele Andrucioli de Mattos
RESUMO: INTRODUÇÃO: Lesões vegetantes malignas (LVM) resultam da infiltração cutânea por células cancerígenas e, ao se exteriorizarem, adquirem aspecto vegetante. Odor fétido, exsudato profuso, sangramento, dor e infecção são sintomas comuns, que se somam ao sofrimento físico e psíquico destes pacientes. O cuidado de LVM insere-se na assistência aos pacientes em cuidados paliativos. OBJETIVOS: Caracterizar a produção científica sobre LVM e identificar evidências para o tratamento tópico do odor fétido de LVM. MÉTODOS: Trata-se de revisão sistemática. A questão clínica de pesquisa, construída utilizando-se a estratégia PICO, foi “Quais são os tratamentos tópicos/curativos utilizados para o controle dos sintomas odor, exsudato, sangramento, dor e/ou infecção das lesões vegetantes malignas?” A busca bibliográfica ocorreu em 09/2006 e utilizou 14 bases de dados: Banco de Teses – Capes, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações – USP, Proquest, Current Controlled Trials, BDENF, CINAHL, Embase, PubMed, Ovid, PsycInfo, Scopus, Web of Science, Lilacs e EBM Reviews. Não houve restrição quanto ao desenho de estudo e idioma. Os dados foram extraídos pelo pesquisador A, checados pelo B e decisões ocorreram em consenso. Pela análise dos resumos, foram incluídos estudos sobre LVM e que abordaram no mínimo 1 dos 5 sintomas investigados. Os estudos sobre odor foram analisados na íntegra e classificados quanto à qualidade do estudo, nível de evidência e grau de recomendação. RESULTADOS: Obteve-se 11.111 estudos, dos quais 325 (2.93%) referiam-se ao controle de algum dos sintomas das LVM por meio de intervenções tópicas: 12,37% relacionavam-se ao odor, 16,77% ao exsudato, 17,82% ao sangramento, 31,03% à dor e 22,01% à infecção de LVM; outros 202 estudos foram excluídos por não tratarem dos sintomas em análise. Entre os estudos (n=34) que analisaram o controle do odor, 5 foram ensaios clínicos (14,71%), 20 revisões narrativas (58,82%), 5 séries de casos, 3 relatos de caso (8,82%) e 1 estudo de prevalência (2,94%). Foram identificados 16 tratamentos tópicos. Gel de Metronidazol tópico apresentou Evidência Forte para o controle do odor (grau A, nível 1C); Curativo de Carvão Ativado e Curativo de Mesalt, Evidência moderada (grau B, nível 2B); Pomada de Curcumin, Evidência Moderada (grau B, nível 2C). Evidência Fraca (grau C) e Muito Fraca (grau D) foram observadas em 12 tratamentos tópicos, que foram: Intervenções com Antibióticos tópicos, Chá verde, Enzimas tópicas, Hidrogéis, Iogurte, Mel, Óleos essenciais, Óleo essencial tópico (associado à Clorofila VO e Antibiótico sistêmico), Pasta de açúcar, Soluções anti-sépticas, Sulfadiazina de Prata e Trióxido de arsênico. A heterogeneidade das intervenções e a qualidade metodológica dos estudos não permitiram metanálise. CONCLUSÕES: Dos 11.111 estudos identificados, 2.93% (n=325) referiam-se aos sintomas em análise por meio de tratamentos tópicos. Dos 59 estudos sobre odor, 34 estudos atenderam a todos os critérios de inclusão. Encontraram-se poucos estudos de boa qualidade e as principais limitações metodológicas foram os desenhos dos estudos, o tamanho da amostra e a ausência de escalas para mensuração do odor. Encontrou-se evidência Grau A ou B para o tratamento de LVM com Gel de Metronidazol Tópico, Curativo de Carvão Ativado, Curativo de Mesalt e Pomada de Curcumin.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-11062007-165009/

Nº de Classificação: 5312 [ Lilacs ID 481684 ]
TERRA, Maria Fernanda. O tratamento diretamente supervisionado ("DOTS") como estratégia para a adesão ao tratamento da tuberculose: significados segundo profissionais de saúde da Supervisão Técnica de Saúde do Butantã, São Paulo-SP. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 168 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): BERTOLOZZI, Maria Rita
RESUMO: O estudo teve como principal objetivo analisar a adesão ao tratamento da tuberculose a partir da operacionalização da estratégia Tratamento Diretamente Supervisionado (DOTS), sob a perspectiva de profissionais de saúde que atuavam no controle da doença na região da Supervisão Técnica de Saúde do Butantã - SP. Trata-se de pesquisa qualitativa, baseada nos pressupostos da Teoria da Determinação Social do Processo Saúde-Doença e no conceito de Adesão. No período de maio a julho de 2006, foram entrevistados 22 profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde (UBS) que desenvolviam a estratégia, incluindo os Coordenadores destas UBS. Foram resguardados os procedimentos éticos. Utilizou-se de técnica de análise de discurso apropriada para o tratamento dos depoimentos, que foram decompostos e analisados a partir das categorias analíticas: significados sobre o processo saúde-doença, a forma como se organiza o trabalho na unidade de saúde, os significados sobre a DOTS e sobre a adesão ao tratamento. Os resultados mostram que, de modo geral, os sujeitos do estudo consideram a tuberculose a partir da perspectiva da multicausalidade, ainda que com ênfase nos aspectos sociais. Identificaram-se atitudes que revelam estigma, decorrentes da falta de conhecimento a respeito da enfermidade e da forma como relacionar-se com o doente. Evidenciaram-se problemas na organização dos serviços, que se referem à trajetória percorrida pelos pacientes para ter acesso ao diagnóstico da tuberculose, além da ausência da busca de sintomáticos respiratórios. Quanto à DOTS, sua estruturação é diversa entre as UBS, no intuito de considerar as necessidades dos doentes no processo terapêutico, mas também devido à falta de conhecimentos dos profissionais, no que diz respeito à operacionalização da estratégia. A equipe de enfermagem é a que mais intensamente participa da DOTS. Para os profissionais de saúde, a estratégia permite manter atenção junto ao doente evitando o abandono do tratamento. Reitera-se, com algumas ressalvas, que a estratégia apresenta impacto na adesão, uma vez que possibilita a criação de vínculo entre o profissional de saúde e o doente. Além disso, verificou-se a necessidade de ampliar o entendimento a respeito do conceito de adesão, dado que não se restringe a um comportamento pessoal e volitivo.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-12062007-152800/

Nº de Classificação: 5313
FELIX, Carla Cristiane Paz. Avaliação da técnica de lavagem das mãos executada por alunos do curso de graduação em enfermagem. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 138 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MIYADAHIRA, Ana Maria Kazue
RESUMO: A lavagem das mãos é reconhecida como uma das medidas mais importantes para prevenir as Infecções Hospitalares. Este estudo teve como objetivo comparar a execução e verificar a adesão aos passos da técnica de lavagem das mãos por alunos dos 2º, 3º e 4º anos de um Curso de Graduação em Enfermagem. A amostra constituiu-se de 113 alunos que estavam cumprindo estágio em instituições de saúde do município de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de observação direta para a qual foi utilizado um instrumento em forma de “check-list” com os passos da técnica de lavagem das mãos, conforme recomendação do Ministério da Saúde do Brasil. Os resultados foram estatisticamente trabalhados, permitindo constatar que: a) os alunos dos 2º e dos 3º anos obtiveram melhor desempenho na execução da técnica de lavagem das mãos, com diferença estatisticamente significante, quando comparados ao 4º ano nos passos da técnica: “retirou jóias”, “esfregou palma com dorso”, “esfregou espaços interdigitais”, “esfregou polegar” e “esfregou unhas”. Apenas no item “fechou a torneira com papel toalha” o 4º ano apresentou-se melhor que os 2º e 3º anos; b) a adesão aos passos da técnica de lavagem das mãos dos alunos de todos os anos do curso foi muito baixa, pois na metade dos passos que compõe a técnica, os alunos apresentaram adesão menor que 50%; c) A porcentagem de alunos que executou TODOS OS PASSOS da técnica de lavagem das mãos CORRETAMENTE foi muito baixa, apenas 8,8%. Concluiu-se que os alunos do 4º ano obtiveram o pior desempenho e adesão muito baixa em quase todos os passos da técnica de lavagem das mãos, quando comparados aos dos 2º e 3º anos.




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