Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-11062007-153348/

Nº de Classificação: 5298
AVANSI, Patricia do Amaral. Tradução e validação para a língua portuguesa do "In-Hospital Utstein Style". São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 92 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MENEGHIN, Paolo
RESUMO: A parada cardiorrespiratória é um evento potencialmente letal, e a qualidade do atendimento prestado depende da agilidade, conhecimento e habilidade de toda a equipe envolvida. O desenvolvimento de um guia com os pontos relevantes a serem observados durante o atendimento à PCR intra-hospitalar surgiu em 1997, com a criação do In-Hospital Utstein Style por uma força tarefa de especialistas em atendimento e pesquisa em PCR. Trata-se de um guia que agrega informações acerca do atendimento à PCR, contendo um relatório padrão para coleta de dados, divido em variáveis: do paciente, do evento e de resultados, além de algumas informações adicionais. A criação de um relatório padrão de coleta de dados, permitiu uniformizar a linguagem, bem como o desenvolvimento de novas pesquisas, baseadas no mesmo modelo. Com a finalidade de disponibilizar o In-hospital Utstein Style para a realidade brasileira, este instrumento foi submetido ao processo de tradução e adaptação cultural, nas seguintes etapas: tradução para o português, retro-tradução para a língua de origem, análise por comitê de juízes para avaliação das equivalências semântica, idiomática, cultural e conceitual. O resultado deste processo gerou um instrumento para pré-teste, aplicado em 20 pacientes que sofreram PCR, com a finalidade de verificar o comportamento do instrumento em nossa realidade. As variáveis de resultado não foram coletadas, pois pressupõe o acompanhamento destes pacientes ao longo do tempo. A amostra foi constituída por 60,0% de homens, com idade média de 63 anos ±16,17. O ritmo de PCR mais comum foi atividade elétrica sem pulso (65,0%), o tempo médio para desfibrilar foi de 1,25 minutos. Assim como observado por pesquisadores internacionais, existem informações perdidas durante o atendimento, não registradas, prejudicando a coleta dos dados referentes a este momento. A análise dos dados, permite concluir que o instrumento é aplicável à realidade brasileira, tornando possíveis comparações com estudos internacionais, buscando melhor atendimento ao evento da PCR. A falta de preenchimento de alguns itens , principalmente aqueles referentes às variáveis do evento (coletados no momento da PCR), podem ser perdidos, por falta de preenchimento adequado do instrumento, por profissionais médicos e de enfermagem. O treinamento e incentivo para melhorar a quantidade e qualidade de registros, tornam possíveis, através da aplicação do Utstein Style conhecer cada atendimento feito e toda a assistência prestada, identificando prováveis falhas e principalmente investindo em qualidade de vida após o evento.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-12062007-162636/

Nº de Classificação: 5299
SILVA, Rosemara Melchior Valdevino. Análise da utilização de indicadores sociais na operacionalização do modelo de vigilância da saúde: um estudo de caso. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 126 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): FRACOLLI, Lislaine Aparecida
RESUMO: Introdução- A vigilância da saúde, prática sanitária referenciada pelo paradigma da produção social da saúde, prevê o reconhecimento do território, a identificação dos problemas nele contido e a ação intersetorial. Na proposta da vigilância da saúde, o uso de indicadores sociais pode permitir que se obtenha um quadro das condições de vida dos diferentes grupos sociais e servir como ponto de partida para a intervenção na situação de saúde desses grupos. Objetivos- Caracterizar a área de abrangência da subprefeitura do Butantã a partir de indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde, buscando com isso compreender o perfil epidemiológico do território; e discutir a utilização das categorias “autonomia, qualidade de vida, desenvolvimento humano e eqüidade” na operacionalização da vigilância da saúde nesse território. Metodologia- O presente estudo configura-se como uma pesquisa qualitativa, tipo estudo de caso, de caráter exploratório e descritivo. O estudo seguiu as seguintes etapas: 1) descrição e análise dos pressupostos da vigilância da saúde e da teoria da produção social da saúde. 2) identificação de bancos de dados de domínio público, com informações relativas a indicadores sociais e de saúde, bem como os índices de exclusão/inclusão social utilizados para a construção das categorias “autonomia, qualidade de vida, desenvolvimento humano e eqüidade”; 3) seleção, organização e distribuição dos indicadores e categorias de análise, segundo uma unidade territorial específica, no caso os distritos administrativos do Butantã e 4) análise dos indicadores selecionados, segundo sua pertinência como tecnologia para vigilância da saúde. Resultados- Os indicadores e as categorias utilizadas permitiram enfocar as diversas situações sociais e de saúde presentes no território, favorecendo conhecer o “lugar dos dados”. Os distritos de Raposo Tavares e Rio Pequeno apresentaram os piores índices de exclusão/inclusão social na subprefeitura do Butantã. Os índices que representam a autonomia, qualidade de vida, o desenvolvimento humano e a eqüidade são potentes para monitoramento e diagnóstico dos determinantes de saúde de macroespaços. Considerações finais- As diferenças sociais e econômicas que permeiam os distritos da região do Butantã, apontam e reforçam a necessidade de desenvolvimento e implementação de políticas públicas locais que podem ter um efeito muito grande na melhoria das condições de vida da população que se encontra em situação de exclusão social, possibilitando a acumulação de saúde. O trabalhador de saúde precisa identificar as redes sociais de apoio presentes na região, além de desenvolver estratégias de “empoderamento” dos grupos sociais para o enfrentamento de seus problemas e necessidades sociais e de saúde, por meio de ações intersetoriais e de construção da cidadania.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-20062007-092233/

Nº de Classificação: 5300
ABDALLA, Fernanda Tavares de Mello. Abertura da privacidade e o sigilo do HIV/aids nas equipes do Programa Saúde da Família de uma unidade básica de saúde do Município de São Paulo. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 95 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): NICHIATA, Lúcia Y. Izumi
RESUMO: Desde a identificação das primeiras pessoas com aids vêm ocorrendo mudanças no perfil da epidemia. Acometendo inicialmente homens, adultos com alta escolaridade e com práticas homossexuais, passou a atingir cada vez mais os jovens, os grupos sociais de maior exclusão social, as pessoas com práticas heterossexuais e as mulheres. Observa-se crescimento de casos em mulheres a partir da década de 90, embora proporcionalmente o número de casos seja ainda maior em homens. Até novembro de 2000, do total de 196 016 casos de aids notificados no Brasil, um quarto era do sexo feminino. Após o diagnóstico da infecção pelo HIV, as mulheres enfrentam dificuldades das mais variadas formas, desde aquelas relacionadas à infecção e ao adoecimento, ao tratamento e aos cuidados diários, até aquelas referidas ao campo afetivo-relacional. Dado que a doença é envolta em preconceito, estigma que podem levar a discriminação há preocupação das mulheres com o "segredo" da infecção pelo HIV. Considerando isto, o Programa Saúde da Família (PSF) pode incluir ações que desenvolvam habilidades de busca e recepção de apoio social, fortalecimento de vínculos familiares e sociais na assistência e convivência com as pessoas acometidas pelo HIV/AIDS. O PSF convergindo para a promoção da qualidade de vida das pessoas e de seu ambiente pode intensificar as ações de promoção à saúde e prevenção do HIV. Desta forma, entende-se que, considerando a autonomia da usuária, a abertura da privacidade pela usuária pode auxiliar na resposta às necessidades de saúde pelas equipes de PSF. As discussões sobre os conflitos que os profissionais de saúde do PSF encontram no seu cotidiano e que envolvem a manutenção da privacidade e sigilo das informações das usuárias, na perspectiva da Bioética, especialmente na questão do HIV/AIDS, são objetos do presente estudo. Seus resultados podem servir como subsídios para a reflexão das práticas do PSF e conseqüentemente para a melhoria da qualidade da assistência em saúde. Este estudo teve como objetivo discutir as situações que envolvem questões de privacidade e sigilo das informações nas experiências de assistência às mulheres portadoras de HIV/AIDS, vivenciadas pelas equipes do PSF. Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, exploratório, na qual foram utilizadas as metodologias de grupo focal e entrevista semi estruturada. Foi realizada numa Unidade Básica de Saúde que opera com modelo de PSF no município de São Paulo. Foram coletadas as falas de dois grupos focais com agentes comunitários de saúde (ACS) e 25 entrevistas individuais com enfermeiros, médicos e auxiliares de enfermagem. Os depoimentos foram analisados segundo Bardin e organizados nos temas: a) a revelação do diagnóstico de HIV para a usuária; b) acolhimento e vínculo na abertura da privacidade; c) a revelação do diagnóstico de HIV aos membros da equipe de PSF e, d) discussão em equipe e o sigilo das informações. Verificou-se que os profissionais do PSF tomam conhecimento sobre o diagnóstico do HIV pela própria usuária, familiares, vizinhos, ACS ou outro membro da equipe e profissionais de saúde dos serviços de referência, além do prontuário e dos resultados de exames. A mulher revela seu diagnóstico de HIV, abrindo sua privacidade quando há confiança e vínculo na relação usuária profissional. Os profissionais buscam assegurar o sigilo referente ao diagnóstico do HIV. A abertura da privacidade da informação possibilita a discussão das necessidades de saúde da usuária e o planejamento das ações pelas equipes de PSF.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-05072007-084152/

Nº de Classificação: 5301
GARCIA, Adriana Mandelli. Tradução para o português e validação de um instrumento de avaliação de qualidade da ressuscitação cardio-pulmonar no atendimento pré hospitalar: Utstein Style. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 35 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MENEGHIN, Paolo
RESUMO: O prognóstico após a parada cárdio-respiratória (PCR) e reanimação cardio-pulmonar (RCP) depende de intervenções críticas, particularmente, do tempo de resposta entre a chamada de socorro ou resgate, até a chegada ao local onde se encontra a vítima, além das compressões torácicas eficazes, da desfibrilação precoce e do suporte avançado de vida. Para avaliar a eficácia e a adequação dos procedimentos de RCP durante a PCR, entidades e associações científicas se reuniram e elaboraram o Utstein Style out-of-hospital, cujas definições e instrumento, usados para registro do evento, têm sido amplamente utilizadas em todo o mundo, bem como para estudos publicados sobre atendimento à parada cardíaca. A adoção de um instrumento de consenso internacional levou a uma grande evolução guidelines de reanimação e a progressos científicos, possibilitando a troca de informações mais efetivas para promover comparações internacionais em relação aos procedimentos de ressuscitação tendo como propósito codificar variáveis, mensurar aspectos do processo e avaliar resultados dos atendimentos na PCR fora do hospital. Apesar do grande numero de PCR que ocorre no Brasil, não há, até então, um instrumento em nosso idioma adaptado à nossa realidade. Este trabalho teve pro objetivos realizar a tradução e adaptação cultural do Utstein Style out-of-hospital, com base nos pressupostos metodológicos de Guillemin (2002). O instrumento foi, também, testado em dois centros de atendimento pré-hospitalar para verificar a viabilidade de sua utilização. Como resultado deste estudo metodológico obtivemos um instrumento traduzido para o idioma português, com algumas modificações necessárias para sua adaptação à cultura nacional, sugeridas por um comitê de juizes e cuja aplicação, ainda que em pré-teste, permitiu verificar que os resultados obtidos assemelham-se aos dados internacionais. O maior número de causas de PCR ocorreu em adultos do sexo feminino (58,8%), com idade acima de 29 anos. Grande parte das paradas cardíacas foi identificada por espectador (47,0%), pelo Serviço Médico de Emergência (35,5) e pelo médico (17,5%). Quanto à ocorrência da PCR, 82,4% foi por causa desconhecida e 17,6% por trauma.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-11062007-142655/

Nº de Classificação: 5302
CASSANDRI, José Luiz. Contribuições da copa da inclusão para a consolidação do campo psicossocial. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [160] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SILVA, Ana Luisa Aranha e
RESUMO: Esta é uma pesquisa qualitativa cujo objeto de estudo é a Copa da Inclusão, mais precisamente a ação dos trabalhadores na Copa da Inclusão (seus processos de trabalho), o sentido do seu saber e do seu fazer, buscando compreender se tal ação leva em consideração a complexidade do objeto de intervenção, ou seja, a vida real do usuário de serviços de saúde mental. Tem a finalidade de contribuir para a efetivação e consolidação da Reforma Psiquiátrica brasileira e do campo psicossocial, por isso se propôs os seguintes objetivos: a) Caracterizar o perfil profissional do trabalhador responsável pela organização da Copa da Inclusão; b) Compreender seus processos de trabalho na Copa da Inclusão; c) Analisar se estes processos de trabalho produzem transformações no cotidiano do serviço. O cenário de estudo é a Copa da Inclusão. Participam deste estudo seis sujeitos, trabalhadores responsáveis pela coordenação das atividades relacionadas à Copa da Inclusão em seis serviços da Prefeitura Municipal de São Paulo (um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas - CAPS AD -, quatro Centros de Atenção Psicossocial II - CAPS II - e um Centro de Convivência e Cooperativa - CECCO). Os dados empíricos foram coletados por meio de entrevista semi-estruturada e analisados segundo a técnica de análise de enunciação. Os resultados apontam importantes transformações na vida dos usuários coerentes com as finalidades dos processos de trabalho definidas a priori pelos trabalhadores, ou seja, ampliação da rede social, desenvolvimento da autonomia, melhoria na qualidade de vida e resgate da cidadania dos usuários. Também é possível verificar que os instrumentos utilizados (pessoais, institucionais e intersetoriais), estão adequados para atingir tais finalidades. Além disso, existe coerência na eleição do objeto de trabalho, considerado uma pessoa ativa na construção de sua cidadania. As transformações na vida dos serviços confirmam que na relação dialética entre os meios de trabalho (instrumentos) e os objetos de trabalho ambos são transformados, ou seja, de um lado o objeto passa a apresentar demandas mais complexas, por outro lado o serviço é convocado a desenvolver instrumentos de intervenção mais sofisticados. Tais transformações dizem respeito à ampliação das ações do serviço no território, maior entrosamento entre os trabalhadores dos serviços possibilitando o trabalho em equipe com características interdisciplinares, organização e planejamento das ações de saúde relacionadas à Copa, mudança no papel (poder) do trabalhador na relação com os outros trabalhadores e com os usuários e a incorporação de novos atores com seus saberes no campo psicossocial. As transformações na vida da sociedade, relacionadas à cultura e imaginário coletivo sobre a loucura, apontam para uma maior participação de pessoas da comunidade nas atividades relacionadas à Copa e a diminuição do estigma social da loucura, fruto das atividades preparatórias da Copa da Inclusão. A Copa da Inclusão prova que as atividades intersetoriais com a participação da comunidade são um trabalho vivo em ato, utiliza instrumentos de intervenção potentíssimos no resgate e construção da cidadania das pessoas portadoras de transtornos mentais. As transformações (finalidades dos processos de trabalho), neste caso, podem estar ocorrendo porque o projeto de intervenção não é mais centrado na doença, ou seja, o objeto de trabalho destes serviços foi ampliado e complexificado. Por fim, conclui-se que à medida que os trabalhadores (força de trabalho), frente às dificuldades para a realização de seus processos de trabalho, mobilizam-se para superá-las, criam meios para a consolidação do modelo de atenção psicossocial e superação do modelo asilar. O trabalhador necessário ao campo psicossocial é aquele que tem consciência práxica do seu fazer, é aquele que produz e reproduz conhecimentos com a finalidade clara de transformar as realidades.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7134/tde-12062007-110332/

Nº de Classificação: 5303
SOUSA, Gianne Carvalho de. O agente comunitário de saúde e a saúde mental: percepções e ações na atenção às pessoas em sofrimento mental. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 106 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): TAKAHASHI, Renata Ferreira
RESUMO: A inserção de ações da Saúde Mental no Programa Saúde da Família (PSF) é recente e está restrita a alguns locais. O conhecimento existente acerca das atividades das Equipes de Saúde Mental no PSF é escasso, assim como sobre a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no âmbito da Saúde Mental. Nessa perspectiva, a presente investigação, de natureza qualitativa, teve como objetivo verificar as concepções do ACS a respeito do sofrimento mental e identificar as ações que realiza após detectar pessoas com este tipo de sofrimento no território em que desenvolve suas atividades. O estudo foi norteado pelos pressupostos da estratégia do Programa Saúde da Família, da Reforma Psiquiátrica e da Vulnerabilidade. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais e semi-estruturadas, com doze ACS de Unidades de Saúde da Família (USF) da região sudeste do município de São Paulo. Na análise temática dos dados foram definidos dois núcleos temáticos: a compreensão do sofrimento mental e as práticas dos ACS na atenção em saúde mental do PSF. As concepções sobre sofrimento mental estão relacionadas às formas de identificação, suas causas e tratamentos. O ACS identifica as situações de sofrimento mental através de solicitações dos usuários, por meio de informações das pessoas da comunidade e através da observação dos comportamentos das pessoas. Dentre as várias causas do sofrimento mental, os ACS destacam, como principais, as condições socioeconômicas, configuradas por uma vida marcada por privações e violência. As ações realizadas pelos ACS, no âmbito da Saúde Mental, são: complementar e aprofundar as informações sobre as famílias com pessoas em sofrimento mental, compartilhá-las com a Equipe de Saúde da Família e Equipe de Saúde Mental e participar da elaboração e execução das estratégias de atenção às famílias. Para o ACS estas estratégias devem contemplar, principalmente, a utilização de psicofármacos e a realização de atividades (trabalho, estudo, caminhadas entre outras). Os ACS referiram a emergência de sentimentos na atenção às pessoas em sofrimento mental, que podem compor barreiras a seu trabalho, como: medo de serem agredidos e de agirem de forma incorreta e dificuldades em se relacionar com o sofrimento das pessoas. Os ACS sugerem que haja mais capacitação e apoio para o desenvolvimento de seu trabalho. Conclui-se que as concepções dos ACS sobre sofrimento mental orientam a identificação das pessoas nessa situação, principalmente aquelas que não chegam espontaneamente aos serviços de saúde. A condição dos ACS, de moradores do mesmo território em que trabalham, lhes proporciona um conhecimento diferenciado sobre o contexto das famílias, que muito contribui na identificação das situações de sofrimento mental bem como da elaboração das estratégias de ação. Pelas ações que desenvolvem no território, como promoção e atenção às pessoas com sofrimento mental e suas famílias, os ACS podem ser considerados protagonistas da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Assim, a ampliação das ações de saúde mental no PSF deveria ocorrer em todo o território brasileiro.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-22062007-085851/

Nº de Classificação: 5304
REIS, Alessandra Martins dos. O sentido do movimento estudantil contemporâneo pela voz dos estudantes da saúde. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 146 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Cássia Baldini
RESUMO: O objeto deste trabalho é o movimento estudantil contemporâneo. O objetivo foi caracterizar os estudantes que participam do movimento estudantil contemporâneo, identificar os principais temas discutidos pelo movimento na atualidade, caracterizar as práticas e formas de organização do movimento estudantil e analisar as concepções de saúde tomadas pelo movimento. Trata-se de pesquisa descritiva em que a exposição do objeto se deu, tanto pela via qualitativa, como pela via quantitativa. A coleta dos dados quantitativos ocorreu durante o conselho nacional de entidades de base (CONEB) da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre os dias 13 e 16 de abril de 2006; os dados qualitativos foram colhidos entre os meses de abril e novembro de 2006 em Campinas e São Paulo (SP). A população foi constituída de estudantes universitários que participam de centros acadêmicos e outras entidades estudantis. Foram distribuídos aos participantes do CONEB questionários com perguntas fechadas combinando: informações acerca do estudante; questões acerca das condições sociais de suas famílias; questões acerca da participação política e social dos estudantes. Num segundo momento, foram entrevistados apenas estudantes da área da saúde e da UNE. Esse foi o momento em que, através de questões abertas, os estudantes se manifestaram acerca dos temas, do sentido e do impacto do ME, sua relação com os partidos políticos, limites e possibilidades no encaminhamento das organizações estudantis, bem como informações sobre a concepção de saúde e prática relativa às questões de saúde. Foram entrevistados dois representantes da UNE e um representante de cada executiva da saúde: biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional e veterinária (1 de cada curso), totalizando 15 entrevistas. Valeu-se da técnica de entrevista semi-estruturada. Resultados: os estudantes que fazem parte do movimento estudantil são em sua maioria homens, jovens brancos, solteiros, naturais do eixo sul-sudeste; quando consideradas a situação de trabalho dos pais, renda familiar, posse de moradia familiar, fontes de renda e gastos pessoais, prevalecem condições de existência relativamente estáveis. Os estudantes consideram o movimento estudantil um espaço de organização da juventude para lutar pela transformação social, espaço de formação política em que são discutidos diversos temas, sendo prevalentes os temas da educação e universidade, é um espaço também de disputa política com inserção importante dos partidos políticos. Os estudantes avaliam que o movimento está fragmentado entre executivas de curso e União Nacional dos Estudantes, apesar da sobreposição de atividades desenvolvidas pelas entidades. A concepção de saúde mais enfatizada entre as lideranças estudantis foi a multicausal, representada notadamente por fatores relacionados à esfera do consumo. Sobressaem também concepções que se aproximam do pensamento hegemônico “pós-moderno” centradas no indivíduo, na subjetividade e de caráter idealista. Poucos estudantes consideraram nas suas formulações, de maneira organizada, a categoria da reprodução social na determinação do processo saúde-doença. Pode-se concluir que na área da saúde os estudantes tendem a reproduzir os conceitos da saúde pública, fundamentados na concepção funcionalista da saúde-doença que propõe como intervenção a responsabilização do indivíduo pela sua saúde.



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