Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-21052007-094617/

Nº de Classificação: 5289
MOREIRA, Patrícia Luciana. Tornar-se mãe de criança com câncer: construindo a parentalidade. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 155 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): ANGELO, Margareth
RESUMO: Este estudo teve como objetivo compreender a experiência de tornar-se mãe de uma criança com câncer. Foi utilizado como referencial teórico o Interacionismo Simbólico e como referencial metodológico o Interacionismo Interpretativo. Participaram do estudo sete mães de crianças que estavam em tratamento de câncer. As narrativas biográficas revelaram que o papel de mãe é construído num processo articulado, que conjuga a interação entre dois temas: VIVER O TEMPO DA DOENÇA, que representa um olhar da mãe direcionado para si, vivendo agora uma situação nova como mãe, continuamente permeada pelas incertezas inerentes à doença e à necessidade de afastar a ameaça de morte criança e VIVER O TEMPO DE LUTA PELA VIDA DA CRIANÇA, que representa a dimensão dos comportamentos da mãe, que se expressam nas interações consigo mesma, com o filho e com todos os elementos envolvidos na experiência, evidenciando a construção do seu papel de mãe. A descrição dos temas proporcionou a compreensão da experiência de tornar-se mãe de uma criança com câncer através das epifanias: Perceber que seu tempo com a criança está ameaçado, Decidir que este é o tempo da criança e Lutar pela criança movida por amor. Foi possível perceber através desses momentos reveladores que existe uma relação entre a parentalidade e a temporalidade, na qual o tempo se manifesta nesta experiência de transição, como uma das dimensões da construção do papel de mãe de uma criança com câncer.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7133/tde-17052007-115546/

Nº de Classificação: 5290
GUEDES, Adriana Cecel. A associação entre o perfil clínico e psicossocial de pessoas com diabetes mellitus usuárias de uma unidade de saúde da família de Sorocaba-SP. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 103 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PÜSCHEL, Vilanice Alves de Araújo
RESUMO: Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica responsável por altos índices de morbi-mortalidade. Diversas tentativas de intervenção vêm sendo feitas o controle dessa doença e para diminuir a sua incidência das doenças crônicas, entretanto os números ainda são bastante assustadores. A atenção primária à saúde é o âmbito privilegiado para o acompanhamento das pessoas com diabetes mellitus (DM) especialmente no Programa de Saúde da Família que constitui estratégia prioritária para a reestruturação do modelo assistencial vigente no Sistema Único de Saúde. Assim, compreender os aspectos psicossociais e das condições de saúde das pessoas com DM pode ser importante nesse sentido . Esse trabalho teve por objetivos: Identificar como as pessoas com diabetes mellitus usuárias de uma Unidade da Saúde da Família (USF) no interior de Saõ Paulo avaliam seu cotidiano, seu lazer, seu trabalho e os seus relacionamentos; caracterizar as condições clínicas e o estilo de vida dessas pessoas e verificar a relação entre a auto-avaliação do cotidiano, lazer, trabalho e relacionamento, suas condições clínicas, e os seus estilos de vida. Trata-se de um estudo não experimental, correlacional com uma abordagem quantitativa. Foram avaliadas 152 pessoas com diabetes usuárias de uma USF em Sorocaba-SP por meio de respostas a questões de um questionário, pelo exame físico e pela avaliação dos prontuários. A amostra foi composta, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino (59,2%), com idade média de 58,22 anos, casadas (57,9%), e católicas (58,6%). Possuíam baixo nível de escolaridade e baixa renda mensal sendo que 48% não exerciam atividade formal de trabalho. O tempo médio do diagnóstico de DM foi de 9,25 anos. A maior parte da população, (42,7%) utilizava hipoglicemiantes orais como terapêutica medicamentosa. A presença de complicações crônicas foi referida por 44,2% dos participantes da pesquisa, sendo a retinopatia a mais freqüente entre elas. 86,7% apresentavam controle glicêmico ruim e a maioria estava com sobrepeso. As pessoas fizeram uma regular avaliação dos aspectos psicossociais atribuindo melhor média aos relacionamentos sociais e a pior média ao lazer. Quanto ao estilo de vida e ao autocuidado mais da metade das pessoas referiram acordar disposto após uma noite de sono, 77,6% referiram não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas, 50% dos participantes da pesquisa não praticavam atividades físicas, e a maior parte das pessoas estudadas fazia automonitorização de forma irregular na farmácia ou na UBS. Homens e mulheres que tinham maior nível de escolaridade avaliaram melhor os aspectos psicossociais de suas vidas e praticavam de forma correta a auto monitorização, pessoas mais velhas fumavam mais e ingeriam mais bebidas alcoólicas. As pessoas com menor renda mensal apresentavam maiores dificuldades para dormir enquanto as pessoas que melhor avaliaram suas vidas dormiam melhor e praticavam mais atividade física da forma adequada. As pessoas que praticavam atividades físicas tinham melhor controle glicêmico. Assim, foi possível identificar que as condições psicossociais e sociodemográficas podem estar ligadas às condições de saúde das pessoas com DM, o que deve ser considerado pelos profissionais que atuam na USF, visando à promoção e a proteção da saúde, prevenção de agravos, o tratamento e a manutenção da saúde das pessoas com diabetes. Desse modo recomenda-se o incremento de estudos que mostrem a influência dos aspectos psicossociais no controle do DM e de outras doenças crônico degenerativas, tornando esse tema base para a elaboração de estratégias de intervenção diferenciadas para a promoção da saúde das pessoas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-17052007-095127/

Nº de Classificação: 5291
CORREIA, Kátia Maria de Almeida. Avaliação da capacitação dos multiplicadores do Projeto "Nossas Crianças: Janelas de Oportunidades", a partir da percepção dos sujeitos participantes no processo. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 123 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CHIESA, Anna Maria
RESUMO: INTRODUÇÃO: Este trabalho avalia a capacitação dos multiplicadores do Projeto 'Nossas Crianças: Janelas de Oportunidades”, a partir da percepção dos sujeitos participantes. Tal Projeto tem como tema o desenvolvimento infantil, na perspectiva da Promoção da Saúde, por meio da atuação das equipes do PSF, junto às famílias com gestantes e crianças na faixa etária de 0 a 6 anos. O estudo considera a consonância entre a Metodologia Pedagógica empregada na capacitação e os referenciais teóricos que embasaram o Projeto, tendo em vista o empowerment dos profissionais. A estratégia escolhida para a capacitação foi a Oficina Problematizadora. OBJETIVO: Avaliar o processo de capacitação dos multiplicadores do Projeto Janelas a partir da percepção dos mesmos, por meio do grau de apreensão dos conteúdos apresentados, e da adequação da estratégia pedagógica empregada à finalidade de reproduzirem-na junto às equipes. MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa realizada foi de natureza qualitativa na modalidade estudo de caso, com a utilização de entrevistas semi-estruturadas e posterior análise temática. A amostra foi intencional e o critério de inclusão dos participantes foi o maior grau de manutenção de suas atividades, relacionadas à implementação do Projeto em suas unidades de origem. Foram entrevistados oito participantes, número suficiente para contemplar o critério de saturação dos dados. RESULTADOS: Foram entrevistados sete mulheres e um homem, nas faixas etárias entre 25 e 50 anos, sendo cinco enfermeiras, uma técnica em enfermagem, uma assistente social e um médico, dentre eles, dois bacharéis, duas especialistas em Saúde da Família, uma sanitarista, um Mestre e uma Doutora. A grande maioria permanece de 3 a 4 anos na estratégia. A análise das falas demonstrou uma avaliação fortemente positiva pelos entrevistados quanto à sistematização e apreensão de conteúdos como: cuidados, resiliência, competências familiares, rede social e família, que os instrumentalizou para o trabalho. A Metodologia Problematizadora possibilitou um resgate de suas realidades, da experiência de grupo, da participação e da vivificação do trabalho. CONCLUSÃO: A avaliação demonstra que houve apreensão dos conteúdos pelos participantes, bem como adequação entre a metodologia e os referenciais teóricos do Projeto, possibilitando aos mesmos transmitirem seus conteúdos junto às suas equipes.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-21052007-093919/

Nº de Classificação: 5292
GRIPPO, Monica Lilia Vigna Silva. Avaliação de um instrumento de promoção do cuidado da criança a partir da percepção do cuidador familiar. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [87] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FRACOLLI, Lislaine Aparecida
RESUMO: Segundo Organização Mundial da Saúde (OMS), a Família é o local onde se estabelecem, pela primeira vez, comportamentos e decisões relativas às questões da saúde e onde têm origem os valores, a cultura e as normas sociais dos indivíduos. Promover a educação em saúde ofertando informações, motivação e auxílio às famílias e comunidades, em busca de seu empowerment para que tenham a possibilidade de vir a adotar comportamentos favoráveis à saúde têm sido orientação de órgãos internacionais como a União Internacional de Promoção e Educação para a Saúde (UIPES) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Este trabalho teve como objetivo avaliar o instrumento de promoção ao cuidado infantil, a cartilha educativa “Toda Hora é Hora de Cuidar”, através da análise da percepção dos cuidadores sobre os temas por ela discutidos. Caracterizou-se como um estudo descritivo de natureza quantitativa e abordagens qualitativas, através de entrevista de 89 cuidadores usuários do Programa de Saúde da Família do município de São Paulo. A análise dos dados foi realizada com a utilização do programa Statistical Package for the Social Sciences - pacote estatístico para as ciências sociais (SPSS). Observou-se no resultado uma predominância de mulheres, mães, com ensino fundamental incompleto que relataram compreensão e interesse pelos conteúdos da cartilha. Para a análise foram construídas categorias acerca da percepção do cuidador em relação ao cuidado enquanto ação afetiva e ação de labor, e em relação à rede social a Unidade Básica de Saúde destaca-se como uma importante instituição de apoio e que a rede de ajuda das famílias é frágil e necessita ser fortalecida. Conclui-se que existem evidências de efetividade da cartilha enquanto instrumento promotor de habilidades e potenciais da comunidade, família e indivíduos, sendo importante a construção de um instrumento facilitador do processo de aprendizado com enfoque na promoção da saúde e do “empowerment” das comunidades assistidas e a sua incorporação pelos serviços de Saúde da Família, enquanto locais privilegiados para o desenvolvimento e orientação de novas práticas em Educação para a Promoção da Saúde e da Cidadania.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-17052007-115038/

Nº de Classificação: 5293
WEI, Chang Yi. Ações humanizadoras na assistência ao parto: experiência e percepção de um grupo de mulheres em um hospital-escola. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 191 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): GUALDA, Dulce Maria Rosa
RESUMO: O objetivo deste estudo foi explorar as experiências que mulheres, usuárias de um hospital de ensino, tiveram por ocasião da sua internação para o parto, comparando com uma internação anterior para parto em um período superior a 5 anos. Foram enfocados intervenções específicas da assistência ao processo de parturição no centro obstétrico: enema, deambulação, alimentação, acompanhantes, contato pele a pele com o bebê, tricotomia e episiotomia. Foram entrevistadas 35 mulheres que tiveram seus filhos de partos vaginais na instituição, em dois momentos: antes e após a implantação de ações humanizadoras da assistência ao parto. A análise quantitativa dos temas abordados permitiu uma avaliação das mudanças nas práticas assistenciais, e o enfoque qualitativo possibilitou conhecer as percepções das mulheres em relação às suas convicções sobre o processo de parturição. Além das sete práticas diretamente envolvidas na assistência ao parto, foram abordados dois aspectos relativos à instituição: a escolha do hospital e a percepção geral da assistência recebida nessa internação no centro obstétrico. Os resultados deste estudo permitiram vislumbrar o panorama da assistência prestada ao parto com a implantação de práticas assistenciais voltadas à humanização, bem como o impacto que essas mudanças vêm causando nas usuárias.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7132/tde-17052007-105936/

Nº de Classificação: 5294
MARTINS, Juliana. Avaliação de tecnologia inovadora para promoção do desenvolvimento infantil, segundo agentes comunitários de saúde. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 136 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): VERÍSSIMO, Maria De La Ó Ramallo
RESUMO: Este estudo objetivou contribuir para a avaliação da efetividade da cartilha e do manual "Toda Hora é Hora de Cuidar" do projeto "Nossas Crianças: janelas de oportunidades" (projeto Janelas). Entendendo que o desenvolvimento infantil saudável depende de cuidados afetivos, responsivos e estimulantes, e ambiente promotor de saúde, o projeto Janelas foi desenhado com o objetivo de ampliar as ações das equipes do Programa Saúde da Família (PSF), tendo como princípio superar a abordagem tradicional da assistência, centrada em aspectos biológicos, para outra, voltada a ações integradas, em diferentes níveis, valorizando os cuidados que promovem o desenvolvimento infantil. Está baseado em uma abordagem emancipatória de educação em saúde, visando contribuir para empoderar as famílias na promoção do desenvolvimento infantil, mediante compartilhamento do conhecimento e ampliação de sua participação no processo de atenção à saúde da criança. Para tal, foram elaborados a cartilha e o manual de apoio "Toda hora é hora de cuidar", enquanto tecnologias a serem utilizadas pela equipe de saúde na promoção do desenvolvimento infantil. A cartilha é voltada à família e o manual à equipe de saúde. Abordam temas como: alimentação, higiene, prevenção de acidentes, amor, segurança, brincadeira e direitos da criança, da gestação até seis anos de idade. Para avaliar a efetividade destes instrumentos com os agentes comunitários de saúde (ACS) foram realizados grupos focais com 29 ACS e questionários auto-aplicáveis com 125 ACS, buscando responder a indicadores de avaliação elaborados no início do projeto. As questões fechadas foram submetidas a análises descritivas e inferenciais e as questões abertas e os grupos focais a análise temática de conteúdo. A maioria absoluta dos ACS considerou o formato, conteúdo e linguagem dos instrumentos adequados para apoiar suas ações na promoção de desenvolvimento infantil. O material é utilizado em visitas domiciliares e grupos educativos em serviços de saúde e creches. Há dificuldades no trabalho com as famílias, dadas as adversidades que as marcam e o pouco envolvimento da equipe de saúde com as ações do Projeto. Os instrumentos são de fácil compreensão, abordam assuntos cotidianos, foram bem aceitos pelos ACS e legitimam suas ações nas atividades com as famílias. Porém, as mudanças políticas ocorridas na área de implantação do projeto, a sua não incorporação ao cotidiano de trabalho nas unidades, e as dificuldades que o ACS encontra na implantação do PSF interferiram nas atividades e levaram ao seu enfraquecimento. Considerando a avaliação positiva dos ACS em relação à adequação do material, e os relatos de experiências produtivas nos locais envolvidos com o projeto, pode-se afirmar que os instrumentos são adequados para apoiar os trabalhadores na promoção do desenvolvimento infantil. Para tal, faz-se necessário um maior envolvimento das equipes de saúde na proposta inovadora do projeto Janelas, sendo de fundamental importância o investimento no processo de capacitação e acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo ACS.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7133/tde-12062007-120801/

Nº de Classificação: 5295
VASQUES, Raquel Candido Ylamas. A experiência de sofrimento: histórias narradas pela criança doente. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 202 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BOUSSO, Regina Szylit
RESUMO: Ao trabalhar com indivíduos e suas famílias, as enfermeiras têm a oportunidade de incentivar e testemunhar algumas histórias de sofrimento. Assim sendo, é importante que identifiquemos o sofrimento para conseguirmos aliviá-lo. O sofrimento é uma experiência particular que freqüentemente traz consigo isolamento e alienação dos outros; pode, ainda, significar experienciar, passar ou tolerar a angústia, tristeza, perda e/ou modificações não-desejadas ou não-previstas. Dentro do contexto de doença, é necessário que se fale sobre o sofrimento. A hospitalização pode trazer inúmeras fontes de sofrimento. O presente estudo teve como objetivo conhecer a experiência de sofrimento da criança em idade escolar na situação de hospitalização e doença. Foi utilizada a pesquisa de narrativa como estratégia metodológica e a análise dos dados foi baseada no Modelo de Sofrimento, de Morse e Carter. As autoras descrevem o Modelo como dois largos e divergentes estados de comportamento: enduring/tolerância e sofrimento. A partir das narrativas de 14 crianças que vivenciavam a hospitalização ou a doença, aprendeu-se sobre os eventos cotidianos do hospital, que compõem a experiência de sofrimento da criança. Estes eventos são considerados novos e marcantes, chegando com muitas restrições à vida da criança, marcando suas perdas e, assim, determinando o contexto da experiência. A experiência da criança é representada por cinco categorias: CONHECENDO O SOFRIMENTO CAUSADO PELA DOENÇA evidencia a chegada da própria doença, onde começa um novo processo de sua vida, tendo de mudar algumas atividades do dia-a-dia, já que a doença é evidente e lhe causa desconforto, mal-estar e leva à hospitalização. TOLERANDO PARA SOBREVIVER A EXPERIÊNCIA DE DOENÇA é quando a criança, ao ser hospitalizada, se percebe ameaçada em sua integridade e logo no momento da internação reage, tolerando a experiência, sem demonstrar suas emoções. RELAXANDO DA TOLERÂNCIA PARA LIBERAR SUAS EMOÇÕES, quando a energia da criança se esgota, representando os momentos em que ela chora compulsivamente, tendo atitudes de indignação, protestando, expressando seu descontentamento. VIVENDO O SOFRIMENTO é quando a criança entende a doença e percebe que depende do tratamento para sair da situação de hospitalização, no entanto, não significando que ela aceita ser ou estar doente. FLUTUANDO ENTRE A TOLERÂNCIA E O SOFRIMENTO é quando a criança não passa pela experiência de forma linear, mas sim vive momentos de tolerância e outros de profundo sofrimento. Assim, o sofrimento ou tolerância da criança é determinado pelo contexto da experiência e pelo suporte ou interações que se depara. Oferecer oportunidades para que a criança possa se expressar a fim de tornar o sofrimento suportável é obrigação da enfermagem.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7133/tde-12062007-164131/

Nº de Classificação: 5296
AMARANTE, Andrea Gasparoto de Medeiros. Juventude no SUS: as práticas de atenção à saúde no Butantã. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. [147] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Cássia Baldini
RESUMO: Este trabalho toma como objeto as práticas de atenção à saúde desenvolvidas na rede básica de serviços de saúde voltadas para a juventude. O objetivo geral foi analisar as práticas de saúde específicas para a juventude na rede básica de serviços de saúde da Supervisão Técnica de Saúde Butantã, região Centro-Oeste do município de São Paulo, tomando por referência as políticas públicas brasileiras nessa área. Fundamentando-se no campo da Saúde Coletiva, a juventude é compreendida como uma categoria social, o que submete compreensões centradas nas mudanças biológicas a análises mais amplas, enfatizando a existência de várias juventudes, a depender da inserção de classe social dos jovens. Para isso, identificou-se as práticas de saúde específicas para a juventude a partir dos depoimentos dos trabalhadores e analisou-se a tendência dessas práticas frente às políticas públicas brasileiras, em especial aos programas de saúde (federal, estadual e municipal) da juventude. Dessa forma, os trabalhadores constituíram os sujeitos dessa pesquisa. Utilizou-se a entrevista semi-estruturada como técnica para a coleta dos dados e a análise temática como estratégia para a apreensão da realidade. A análise permitiu elencar categorias empíricas - como o setor saúde percebe a juventude, como o setor saúde percebe o processo saúde-doença, como o setor saúde percebe a questão da educação, como o setor saúde percebe os seus problemas, como deveria ser a resposta do setor saúde frente aos seus problemas, o que os serviços de saúde estão oferecendo para a juventude e quando a juventude procura o serviço de saúde – que foram respondidas sob a ótica dos trabalhadores entrevistados. A análise mostrou que além de poucas, as práticas específicas para a juventude são intermitentes e de natureza casuística, dependendo da “boa vontade” dos trabalhadores para o seu desenvolvimento. Sua tendência frente às políticas públicas brasileiras voltadas para a juventude revela a ausência de um sistema de referência uniforme entre os serviços de saúde da rede básica. Para a superação dessas limitações será necessário o reconhecimento das necessidades de saúde da juventude pelos distritos de saúde do município de São Paulo, em especial pela Supervisão Técnica de Saúde Butantã, tomando-as sob a visão da saúde coletiva, ou seja, respeitando a concepção da determinação social do processo saúde-doença, para que definitivamente possa se implementar um programa em nível distrital. Além disso, é imprescindível o apoio dos gestores dos vários níveis de governo e principalmente das chefias imediatas dos trabalhadores executores das práticas de saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7137/tde-11062007-145013/

Nº de Classificação: 5297
NASCIMENTO, Carla Cristina do. Apoio matricial em saúde mental: possibilidades e limites no contexto da reforma psiquiátrica. São Paulo. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem, 2007. 176 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): OLIVEIRA, Márcia Aparecida Ferreira de
RESUMO: De acordo com os pressupostos da Reforma Psiquiátrica, a assistência ao sofrimento psíquico deve ocorrer em uma rede de cuidados que esteja, preferencialmente, na comunidade, ou seja, de base territorial Nesta rede deve estar contemplado todo e qualquer recurso que o território disponha, seja ele de saúde ou não, incluindo a Atenção Básica. Desta forma, este estudo teve por objetivo analisar o significado do Apoio Matricial em saúde mental desenvolvido na rede de Atenção Básica de Saúde de Campinas (SP), por meio das falas dos profissionais que estão vivenciando tal prática. O Apoio Matricial em saúde mental é um arranjo organizacional implantado com a intenção de reorientar as ações de saúde mental na saúde básica, ampliando as possibilidades de o usuário ser atendido de forma integral; tal arranjo busca desconstruir a lógica da referência/contra-referência, instituindo uma noção de co-responsabilização pelos usuários e suas famílias, produzindo, assim, maior resolutividade nos casos que se apresentam. Para a análise do significado do Apoio Matricial em saúde mental, utilizou-se a pesquisa qualitativa e, o referencial lógico-conceitual que respaldou tal análise foi a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Da apreensão das falas, emergiram quatro categorias empíricas para a análise, a saber: Apoio Matricial em Saúde Mental; Processo Saúde-Doença Mental; Processo de Trabalho e Política Nacional de Saúde Mental, tais categorias permitiram maior compreensão teórica da realidade e, foram operacionalizadas pela categoria analítica: Representação Social. Diante da análise feita, conclui-se que o Apoio Matricial é um arranjo de fundamental importância na atenção aos usuários e na capacitação/suporte das equipes de saúde, potencializando a desinstitucionalização e, ao mesmo tempo, sendo ferramenta importante para evitar internações arbitrárias. Assim, faz-se necessário a implantação e implementação de equipes de saúde mental matriciadoras para a atenção básica e, conseqüente articulação destas com as equipes dos Centros de Atenção Psicossocial e dos outros recursos da comunidade.




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