Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18102007-152508/

Nº de Classificação: 5223
TEIXEIRA, Thalyta Cardoso Alux. Análise de causa raiz dos erros de medicação em uma unidade de internação de um hospital universitário. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 171 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CASSIANI, Silvia Helena De Bortoli
RESUMO: O método da análise de causa raiz tem sido utilizado para investigar e analisar erros de medicação, promover a segurança do paciente e implementar o sistema de forma a garantir a qualidade na assistência e, por isso, ele foi utilizado neste estudo. Os objetivos do estudo foram descrever as doses de medicamentos preparadas e administradas diferentemente daquelas prescritas, em uma clínica médica, de um hospital universitário, utilizando o método da análise de causa raiz; apresentar a freqüência dos tipos de erros identificados, dos turnos de ocorrência, dos profissionais e dos medicamentos envolvidos; elaborar um desenho dos fatores causais de cada dose observada e propor estratégias e recomendações que evitem a recorrência desses erros no sistema de medicação. Tratou-se de estudo descritivo e que realizou uma análise secundária de dados de um estudo já existente. No estudo, 74 erros de medicação foram identificados durante o preparo e a administração de medicamentos pela equipe de enfermagem, sendo que 84,3% foram cometidos por auxiliares de enfermagem que prepararam ou administraram os medicamentos. Erros de dose (24,3%), erros de horário (22,9%) e medicamentos não autorizados (13,5%) foram os mais freqüentes. Dos 70 eventos descritos, a equipe de enfermagem utilizou a requisição da farmácia para preparar os medicamentos em 81,4% das observações, rotulou os medicamentos inadequados ou não rotulou em 80%, não consultou a prescrição médica antes da administração em 74,3% dos eventos, não orientou (41,4%) e não confirmou o paciente pelo nome antes da administração em 22,9% dos eventos. Além desses fatores, outros, como falta de equipamento no setor, medicamento deixado com o acompanhante para administrar, comunicação inadequada e alteração da prescrição médica contribuíram para a ocorrência dos erros. Assim, erros de medicação foram identificados, a análise de causa raiz foi realizada identificando múltiplos fatores que contribuíram para a ocorrência dos erros e estratégias foram recomendadas para evitar a ocorrência dos erros. Este estudo contribuiu para a garantia da segurança do paciente, apresentando o método de análise de erros e as estratégias que podem ser utilizadas pelas instituições para a prevenção dos erros.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-163403/

Nº de Classificação: 5224
MORAIS, Eliane Pinheiro de. Envelhecimento no meio rural: condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul-RS. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 214 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): RODRIGUES, Rosalina Aparecida Partezani
RESUMO: O envelhecimento populacional é um fenômeno de abrangência mundial, traduzido pela diminuição progressiva das taxas de fecundidade, mortalidade e aumento da expectativa de vida. Dentre a população envelhecida (60 anos ou mais), são os idosos mais velhos (80 anos ou mais), a parcela que mais cresce, e com eles também aumentam as demandas sociais, de saúde e de infra-estrutura, para comportar e assegurar a qualidade de vida dessa “elite”. Os idosos que vivem em áreas rurais, 60% em todo o mundo, devem ter especial atenção, pois as doenças que apresentam podem ser diferentes, em função das condições do ambiente, da falta de serviços de ajuda e de saúde disponíveis, e das características socioeconômicas. Trata-se de um estudo transversal que teve por objetivo descrever e analisar as condições de vida e saúde dos idosos com 80 anos ou mais residentes no meio rural do município de Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). A população constituiu-se de 137 idosos (87 mulheres e 50 homens), que estão distribuídos em 24 microáreas definidas no Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Os dados foram coletados utilizando-se um instrumento multidimensional, em entrevistas domiciliares, entre março e maio de 2006, conduzidas pelos Agentes Comunitários de Saúde que atuam no meio rural, previamente treinados pela pesquisadora. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP. A idade média das idosas foi de 84,1 (±3,8), e dos idosos, de 85,3% (±3,5), sendo que 58,3% encontram-se na faixa etária de 80-84 anos; 30,7%, na de 85-89 anos; 9,5%, na de 90-94 e 1,5% têm mais de 95 anos. A maioria, 83,9%, dos idosos define-se como brancos. Quanto ao estado civil e à escolaridade, existe diferença significativa entre homens e mulheres, pois, do total da população, 80,0% são idosas e viúvas (p<0,001), e 77,2%, analfabetas (p=0,013). Do total dos idosos, 94,2% recebem aposentadoria rural. A média dos escores do Mini Exame do Estado Mental (MEEM), foi de 19,01 (±6,81) nas idosas, de 21,86 (±6,10) nos idosos, e de 17,78 (±5,63) nos analfabetos, mais baixa que dos escolarizados. O comprometimento cognitivo está presente em 22,5% dos analfabetos e em 14,6% dos escolarizados. A maioria, 91,2%, tem a posse das propriedades onde vivem. As moradias são de alvenaria em 76,6% dos casos; 89,1% possuem água encanada; e 74,5% possuem luz elétrica. A maioria (88,3%) dos idosos vive acompanhada. Houve diferença significativa (p<0,001) entre homens e mulheres quanto às pessoas que os acompanham, pois 75% das idosas vivem com familiares e 65,6% dos idosos vivem com as esposas. Quanto à auto-avaliação de saúde, 46,7% consideram-na regular, e 32,8%, boa; e, quando comparada com de outras pessoas da mesma faixa etária, 47,1% referem boa saúde. A maioria, 78,8%, faz uso de medicações. Do total dos idosos, 63,5% praticam alguma atividade física. Apenas 11,7% fumam, e 76,6% não consomem álcool. A maioria, 94,9%, faz mais de três refeições por dia. Problemas de audição são referidos por 40,9%, e 70,8% acusam problemas de visão. A maioria não possui nenhum dente e, destes, 29,2% não usam prótese dentária. O reumatismo é a principal patologia que interfere na vida diária, sendo a hipertensão arterial a mais relatada. Em 54,8% e em 15,3% os idosos têm as atividades básicas da vida diária e atividades instrumentais preservadas, respectivamente. O comprometimento das atividades é crescente com o avanço da idade. A procura por solução de problemas de saúde é prioritariamente dirigida a serviços particulares, em consultórios médicos. A maioria possui alguém que lhe preste cuidado em caso de doença, sendo as mulheres cuidadas pelos filhos, e os homens, pelas esposas. O grupo de idosos com comprometimento cognitivo tem maior possibilidade de apresentar sintomas de depressão clínica. Estudos como este, servem para dar maior visibilidade à parcela da população que, ao alcançar uma longevidade expressiva, pode contribuir para a compreensão da singularidade do processo de envelhecimento e da adequação das políticas públicas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-143556/

Nº de Classificação: 5225
WEISSHEIMER, Anne Marie. Tradução, adaptação transcultural e validação para uso no Brasil do instrumento Prenatal Psychosocial Profile. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 133 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): MAMEDE, Marli Villela
RESUMO: A atenção qualificada à gestante no período pré-natal deve garantir a identificação precoce de fatores de risco gestacionais para além dos fatores biológicos. Deve-se valorizar o bem-estar psicossocial, pois este pode influenciar situações adversas à gestante. Em 1994, nos Estados Unidos, enfermeiras desenvolveram um instrumento denominado Prenatal Psychosocial Profile (PPP) para avaliar o bem-estar psicossocial de gestantes. Esta escala tem 44 itens divididos em quatro subescalas: estresse, apoio social recebido do companheiro, apoio social recebido de outras pessoas e auto-estima. O presente estudo teve como objetivos realizar a adaptação transcultural do PPP para uso no Brasil e testar suas propriedades psicométricas em uma amostra de gestantes de Porto Alegre (RS). O processo de adaptação seguiu as seguintes etapas: tradução para português; síntese da primeira versão; avaliação por comitê de especialistas; back translation para idioma original (inglês); avaliação por comitê de especialistas para verificação de equivalência e validade de conteúdo; avaliação da back translation pela principal autora do instrumento; pré-teste da versão em português do PPP (PPP-VP); aplicação do PPP-VP em gestantes brasileiras. Participaram do estudo 241 gestantes que realizaram pré-natal na rede básica de saúde do município de Porto Alegre/RS. A idade das gestantes variou entre 18 e 42 anos (média=26,4; DP= 6,12); a idade gestacional variou entre 12 e 41 semanas (média=29; DP=8,41); 89 (36,9%) eram primigestas; o número de consultas de pré-natal variou entre 1 e 18 (média=5; DP=2,82). Todas as subescalas do PPP-VP são compostas de 11 itens cada; as subescalas de estresse e de auto-estima têm escore mínimo de 11 e máximo de 44; ambas subescalas de apoio social têm escore mínimo de 11 e máximo de 66. Os escores médios e desvios-padrão obtidos foram de 18,84 (DP=5,01) para a subescala de estresse; 53,49 (DP=14,06) para o apoio do companheiro; 50,33 (DP=14,85) para apoio de outras pessoas; e 32,54 (DP=5,07) para a auto-estima. Ao analisar a confiabilidade do PPP-VP, constatou-se que o mesmo apresenta características de estabilidade; a consistência interna foi verificada através do coeficiente de alfa de Cronbach, que teve valores de 0,71 para a subescala de estresse; 0,96 para o apoio do companheiro; 0,96 para o apoio de outras pessoas; e 0,79 para a auto-estima. A validade foi comprovada através da análise fatorial; a validade de construto confirmou a correlação negativa do estresse com o apoio social e a auto-estima, e a correlação positiva entre estes dois últimos. Diante dos resultados, propõe-se que o PPP-VP seja utilizado como ferramenta clínica, como meio para obter um escore de risco psicossocial que leve a intervenções de enfermagem para reduzir comportamentos de risco à saúde durante a gestação e suas conseqüências, como prematuridade e baixo peso, por exemplo.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-18102007-155003/

Nº de Classificação: 5226
MACIEL, Maria Helena Versiani. A adesão ao tratamento de portadores de paracoccidioidomicose cutâneo mucosa atendidos em um hospital escola do interior paulista. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 91 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): GIR, Elucir
RESUMO: Às condições crônicas podem causar alterações físicas, psíquicas e sociais progressivas requerendo em alguns casos mudanças permanentes no estilo de vida dos indivíduos. A paracoccidioidomicose é uma micose sistêmica, que exige tratamento prolongado, cuja maior prevalência encontra-se na América Latina com diversas áreas endêmicas no Brasil. Este estudo teve como objetivo caracterizar os clientes portadores de paracoccidioidomicose cutânea mucosa e identificar os motivos da não adesão ao seguimento clínico terapêutico. Foram consultados 74 prontuários de clientes adultos com diagnóstico de paracoccidioidomicose cutâneo mucosa atendidos e ou internados em um hospital escola terciário do interior paulista, no período de janeiro de 2000 a junho de 2006. O projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa do referido hospital. A maioria dos sujeitos é do sexo masculino (86,5%), com idade médica de 44,5 anos, 67,6% dos casos foram internados de uma a oito vezes, em 50,0% dos casos a internação se deu em decorrência de recidivas e 74,3% fizeram uso irregular das medicações e houve o abandono do tratamento por 54% dos clientes. O enfermeiro enquanto elemento essencial nos serviços de saúde pode propor estratégias individuais e coletivas para a assistência, visando estimular o cliente a lidar com as mudanças e consquentemente melhorar os níveis de adesão ao seguimento.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-19102007-141628/

Nº de Classificação: 5227
BERTOLIN, Daniela Comelis. Modos de enfrentamento de pessoas com insuficiência renal crônica terminal em tratamento hemodialítico. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 141 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PACE, Ana Emilia
RESUMO: Introdução: A Insuficiência Renal Crônica Terminal (IRCT) é uma doença crônica não-transmissível e um problema de saúde pública, constituindo uma das principais causas de morte e incapacitação no mundo. A condição crônica de saúde é uma situação estressante e fonte de novos estressores que são enfrentados, de acordo com o significado que têm para os envolvidos. Os modos de enfrentamento podem amenizar os efeitos do estresse, favorecendo o processo adaptativo. Objetivos: Analisar os modos de enfrentamento das pessoas com IRCT frente à situação de doença e ao tratamento por hemodiálise, segundo variáveis sociodemográficas, clínicas e hábitos de vida. Material e método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal e populacional, que utiliza análise quantitativa, desenvolvido no Instituto de Urologia e Nefrologia de São José do Rio Preto (IUN), onde foram entrevistados 107 pacientes acometidos por IRCT em tratamento hemodialítico há seis meses ou mais, adultos (pacientes com 18 anos ou mais), orientados, tendo condições de responder aos questionários propostos sem prejuízo nas respostas; que concordaram em participar do estudo, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. Os instrumentos utilizados foram o Inventário de Estratégias de Enfrentamento de Folkman e Lazarus (1985) e um roteiro de entrevista semi-estruturada para caracterização da população elaborado para este estudo. Resultados: A maioria das pessoas entrevistadas era do sexo masculino, de idade adulta (idade entre 18 e 59 anos), branca, tinha companheiro (a), morava com a família, tinha escolaridade entre zero e oito anos de estudo, era aposentada, não trabalhava, tinha atividade de lazer, não praticava atividades físicas e tinha religião. As principais causas da IRCT foram GNC, diabetes mellitus, causa indeterminada e hipertensão arterial. Os modos de enfrentamento que obtiveram maiores escores médios foram relacionados aos fatores reavaliação positiva, resolução de problemas e fuga-esquiva, evidenciando o uso mais freqüente dos modos de enfrentamento focados no problema. As mulheres apresentaram escores médios mais elevados para todos os fatores; idosos tiveram escores médios mais elevados nos fatores confronto, afastamento e fuga-esquiva; pessoas com 12 ou mais anos de estudo apresentaram escores médios mais elevados que pessoas com menos anos de estudo para os fatores autocontrole, suporte social, fuga-esquiva, resolução de problemas e reavaliação positiva; pessoas que referiram trabalhar apresentaram escores médios mais elevados para os fatores autocontrole, suporte social, resolução de problemas e reavaliação positiva; pessoas que realizaram transplante obtiveram escores mais elevados nos fatores autocontrole, suporte social, aceitação de responsabilidades, fuga-esquiva, resolução de problemas e reavaliação positiva; pessoas que não tinham religião obtiveram os menores escores médios para todos os fatores. Conclusão: a identificação dos modos de enfrentamento das pessoas, em tratamento hemodialítico, pode facilitar o planejamento da assistência, favorecendo a adaptação das pessoas aos estressores associados à IRCT e ao tratamento hemodialítico.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-19102007-115608/

Nº de Classificação: 5228
RODRIGUES, Daniela Taysa. Análise da violência doméstica entre as mulheres atendidas em uma maternidade de baixo risco. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 166 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): NAKANO, Ana Márcia Spanó
RESUMO: A violência contra a mulher tem se revelado uma importante questão de saúde pública, pois além de promover o aumento de morbidade e mortalidade quando relacionada à saúde da mulher, tem o potencial de provocar conseqüências ainda mais desastrosas, como ocorre na violência durante a gravidez, comprometendo também a saúde de seus descendentes. O objetivo deste estudo foi analisar a violência doméstica entre as mulheres que receberam assistência ao parto em uma maternidade de baixo risco de Ribeirão Preto – SP. Trata-se de um estudo descritivo do tipo transversal, realizado na Maternidade do Complexo Aeroporto (Mater). A amostra constituiu-se de 547 mulheres que receberam assistência ao parto no período de julho a setembro de 2006. Os dados foram coletados no puerpério, durante a internação no alojamento conjunto, em local privativo e sem a presença de acompanhantes, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário contendo 41 perguntas, elaborado para ser utilizado em serviços de saúde. Os dados foram processados e analisados no programa Statistical Package for the Social Science (SPSS, versão 11.5). Na análise, realizou-se distribuição simples de freqüência, Teste Qui-quadrado (X2) ou Teste Exato de Fisher para verificar a associação entre as variáveis e Razão de Chance (RC) e intervalo de confiança (IC) de 95% para estimar a associação. Observou-se que 58,5% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de agressão ao longo da vida pelo parceiro e 19,6% sofreram durante a gestação. Em relação à violência perpetrada por outras pessoas, notou-se que 52,3% sofreram algum tipo de agressão alguma vez na vida e 15,0% sofreram durante a gestação. A prevalência de mulheres que sofreram violência, alguma vez na vida, pelo parceiro foi maior entre as que: eram solteiras, separadas, divorciadas ou viúvas; não tinham um relacionamento na época ou tinham parceiros, mas não moravam juntos; pertenciam aos estratos econômicos D e E; engravidaram no mínimo três vezes; tiveram aborto; consumiram bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana antes ou durante a gestação; usaram drogas ilícitas alguma vez na vida; agrediram fisicamente alguém; referiram medo de alguém próximo; se sentiam controladas pelo parceiro; viram o companheiro alcoolizado alguma vez durante a gestação e referiram que o companheiro usava ou usou drogas ilícitas. Além dos fatores de risco acima relacionados, a violência doméstica pelo parceiro durante o período gestacional também foi maior entre as mulheres que: consideravam-se negras ou pardas; iniciaram a vida sexual antes dos 15 anos e relataram que o companheiro usava bebida alcoólica pelo menos uma vez por semana. Portanto, o estudo comprovou a alta magnitude da violência doméstica entre as mulheres que receberam assistência ao parto em uma maternidade de baixo risco em Ribeirão Preto – SP e, dessa forma, espera-se que os resultados possam contribuir para uma maior visibilidade do problema, enfatizar a necessidade de se desenvolver uma assistência integral e auxiliar no adequado delineamento das políticas de saúde que envolvam a saúde da mulher.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-13112007-142942/

Nº de Classificação: 5229
FERREIRA, Janise Braga Barros. Avaliação do complexo regulador do sistema público municipal de serviços de saúde. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 208 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): MISHIMA, Silvana Martins
RESUMO: Este estudo avaliou a repercussão da implantação Complexo Regulador (CR) do Sistema Público Municipal de Serviços de Saúde para a rede de atenção de Ribeirão Preto–SP. Teve por aporte teórico a avaliação em saúde e como objetivos específicos: avaliar o alcance do CR, de acordo com a dimensão cobertura, nos anos de 2004, 2005 e 2006; avaliar o efeito do CR de acordo com a dimensão efetividade social. Estudo de avaliação normativa e pesquisa avaliativa, sendo adotada abordagem quanti-qualitativa. O cenário foi o CR, em RP/SP, em seu espaço funcional e organizacional de operação das ações regulatórias do sistema de atenção, implantado na Secretaria Municipal da Saúde. As fontes primárias, produzidas junto aos trabalhadores de diferentes categorias profissionais que atuavam na gestão e no nível operacional do CR, foram coletadas por meio de entrevista estruturada tendo como eixo temático: implantação do CR, sua função de ferramenta operacional para atenção básica e a relação entre a intervenção proposta e os resultados alcançados. As fontes secundárias foram: documentos oficiais existentes sobre o CR, Atas do Conselho Municipal de Saúde; artigos de jornais locais, Sistema de Informação Ambulatorial e Hospitalar do DATASUS. Para organização dos indicadores de análise, elaborou-se planilha específica, com dados relativos aos indicadores de cobertura: Indicador de Consultas Básicas; Indicador de Consultas Especializadas, Indicador de Internações de Baixa e Média Complexidade; Indicador de Internações de Alta Complexidade. Na análise dos dados primários, foi realizada a análise temática, sendo articulada à análise dos indicadores produzidos. O estudo mostrou que: o CR provocou alterações na acessibilidade organizacional e eqüidade da rede de saúde, tanto na atenção ambulatorial quanto hospitalar; destacou necessidade de constituição de rede solidária de atenção e apresentou a potência da estratégia em ser ferramenta profícua de avaliação e de gestão. A implantação do CR alterou significativamente o processo de trabalho dos sujeitos. A avaliação ainda apontou que, apesar do pouco tempo de implantação, a estratégia do CR é potencialmente capaz de colaborar na sustentabilidade do SUS, mas se fazem necessários: investimento, divulgação e aperfeiçoamento.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-13112007-161607/

Nº de Classificação: 5230
ESCOBAR GIMENES, Fernanda Raphael. A segurança de pacientes na terapêutica medicamentosa: análise da redação da prescrição médica nos erros de administração de medicamentos em unidades de clínica médica. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. [112] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CASSIANI, Sílvia Helena De Bortoli
RESUMO: Eventos adversos aos medicamentos e erros de medicação são muito comuns na prática assistencial e podem ocorrer em qualquer etapa do processo da terapia medicamentosa, contribuindo com a ocorrência de iatrogenias nos pacientes devido ao uso incorreto dos medicamentos ou a sua omissão. Neste contexto, encontram-se as prescrições médicas que têm papel ímpar na prevenção do erro, uma vez que prescrições ambíguas, ilegíveis ou incompletas podem contribuir com a ocorrência destes eventos. Esta investigação teve o propósito de analisar a redação de prescrições médicas em unidades de clínica médica de cinco hospitais Brasileiros, comparar os dados obtidos entre os hospitais e propor recomendações para a prevenção de futuros erros de medicação. Tratou-se de um estudo descritivo que utilizou de dados secundários obtidos de uma pesquisa multicêntrica realizada em 2005. A população foi composta por 1.425 medicamentos administrados em discordância com a prescrição. Deste total, a administração de medicamentos em horário diferente do prescrito foi o mais freqüente nos cinco hospitais investigados, correspondendo a 76,0%. A análise da redação da prescrição revelou que 93,6% continham siglas e/ou abreviaturas, 10,7% não apresentavam dados do paciente, 4,3% omitiram informações sobre o medicamento e 4,2% apresentavam alterações e/ou suspensão do medicamento. Com a implantação do sistema computadorizado de prescrições, associada à prática da educação continuada e permanente dos profissionais envolvidos no sistema de medicação será possível minimizar os danos causados aos pacientes hospitalizados decorrentes da administração de medicamentos e, consequentemente, melhorar a qualidade do cuidado prestado.




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