Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-13082007-104939/

Nº de Classificação: 5197
CATAÑO, Claudia Rios. Gravidez na adolescência: análise de resultados nutricionais, obstétricos e neonatais. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 104 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CLAPIS, Maria José
RESUMO: A gravidez na adolescência é um serio problema de saúde pública. No Brasil, cerca de 20% dos partos são de mães adolescentes, sendo que a maioria delas não conta com condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade. Considerando que a condição clínica e nutricional da gestante pode interferir nos resultados obstétricos, perinatais e clínicos dos recém-nascidos (RNs), o objetivo deste estudo foi analisar o estado nutricional, os resultados obstétricos e os parâmetros clínicos dos RNs de mães adolescentes, atendidas para resolução da gravidez na MATER- Maternidade do Complexo Aeroporto, no ano de 2005. Trabalhou-se na abordagem quantitativa, retrospectiva, com o levantamento de 585 prontuários. As analises foram realizadas empregando-se o programa SPSS, versão 15.0. As variáveis qualitativas foram analisadas por freqüências simples e medidas de associação; para as quantitativas, foram calculadas medidas de tendência central e dispersão ou variabilidade; nas associações bivariadas, utilizaram-se tabelas de contingência, bem como o coeficientes δ de Sommer; na análise multivariavel, empregou-se o modelo de regressão logística múltipla por dicotomização dos desfechos de interesse. Encontrou-se que 46% das mães adolescentes finalizam a gravidez com baixo peso, 22,6% com sobrepeso e obesidade, e somente 36,4% com peso normal. Quanto ao tipo de parto, a maior incidência foi de parto vaginal (78,8%); também se observou que 93,5% das gravidezes foram a termo. Identificou-se 3,9% dos RNs com baixo peso e 98,6% dos casos com Apgar normal ao quinto minuto. Nas associações, encontrou-se relação fraca, estatisticamente significativa, entre o peso da mãe e o perímetro cefálico, estatura e peso do RN (α = 0,05). Na regressão logística multivariavel observou-se que o parto vaginal exerce um efeito protetor no risco de asfixia para um nível α = 0,05 no apgar do quinto minuto (RC = 0,268), reduzindo o risco de asfixia em 70%. Concluiu-se que a idade materna, de forma isolada, não determina o comportamento obstétrico. A orientação nutricional é um aspecto determinante para o desenvolvimento satisfatório de mãe e criança.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-08102007-140116/

Nº de Classificação: 5198
MEDINA CASTRO, Ma. Elizabeth. Adaptação transcultural e validação do instrumento genérico de mensuração de qualidade de vida relacionada à saúde, DISABKIDS 37, para crianças e adolescentes mexicanos com doenças crônicas e seus pais ou cuidadores: fase I. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 182 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): SANTOS, Claudia Benedita dos
RESUMO: Nos modelos conceituais sobre Qualidade de Vida (QV), geralmente temos encontrado, como enfoque central, a percepção do indivíduo sobre suas experiências e a satisfação em relação a diferentes áreas da vida. QV é então assumida como um conceito subjetivo. Instrumentos para sua mensuração têm sido desenvolvidos e as validações transculturais são processos importantes, relacionados à validade e confiabilidade das versões adaptadas possibilitando que os resultados possam ser comparáveis entre diferentes culturas. Este estudo metodológico teve como objetivo analisar o conteúdo do questionário DISABKIDS 37 da perspectiva dos respondentes e descrever sua tradução mexicana, adaptação cultural e validação em um estudo piloto, com vistas à primeira análise psicométrica para simulação do teste de campo. O método utilizado foi o transversal conduzido em hospitais pediátricos do México em uma amostra acidental de 47 crianças/adolescentes com asma ou epilepsia, com idades entre 8 e 18 anos e seus pais ou cuidadores. A validação semântica foi observada por meio do entendimento das crianças em relação aos itens do questionário DISABKIDS 37, a consistência interna mostrou resultados adequados para o total (0,93/0,95 crianças/cuidadores) e as dimensões do instrumento. Intercorrelações entre as sub-escalas indicaram correlações significantes umas com as outras. O DISABKIDS 37 discriminou bem entre as condições e severidade. Foram encontradas correlações moderadas entre as versões crianças e pais para todas as dimensões da escala. A dimensão Tratamento foi exceção, com concordância fraca. Em relação ao escore geral, a concordância foi forte. Como conclusões as versões finais do DISABKIDS 37 para o México foram fáceis de entender e poderão ser utilizadas como instrumentos úteis para análise da Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (QVRS) em crianças e adolescentes com condições crônicas.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-13082007-150254/

Nº de Classificação: 5199
GARCÍA JIMÉNEZ, María Alberta. Liderança de enfermagem nas organizações de saúde da cidade do México, Distrito Federal. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 201 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): GOMES, Elizabeth Laus Ribas
RESUMO: O estudo teve como objetivo identificar os estilos de liderança exercidos pelos profissionais de enfermagem com cargos diretivos e sua relação com os traços de conduta tipo A e a maturidade dos colaboradores sob sua direção. O universo esteve composto por enfermeiros diretivos de cinqüenta hospitais gerais da cidade de México, Distrito Federal, sendo tomado como referencial teórico o modelo de liderança situacional de Hersey e Blanchard e a Teoria de Conduta de Friedman e Rosenman. Foi testada a hipótese de relação significante entre os estilos de liderança exercidos pelos profissionais com cargos diretivos e seus traços de conduta tipo A e os tipos de maturidade de seus colaboradores. O estudo é de caráter quanti-qualitativo. Os resultados quantitativos mostraram que os profissionais com cargos diretivos exercem diferentes estilos de liderança. Os valores de correlações foram S1 R2 0,14 dos profissionais exercem a liderança diretiva (alta preferência pelas tarefas e baixa preferência pelas relações interpessoais), S2 R2 0,59 o estilo persuasivo (alta preferência pelas tarefas e alta preferência pelas relações interpessoais), S3 R2 0,27 o estilo participativo (alta preferência pelas relações interpessoais e baixa preferência pelas tarefas) e S4 R2 0,21 o estilo delegativo (baixa preferência pelas tarefas e baixa preferência pelas relações interpessoais). A maturidade inativa, foi observado um coeficiente de correlação de R1 R2 0.14 dos participantes (baixa disposição e baixa habilidade para as tarefas); R2 R2 0,51 apresentou maturidade reativa (baixa disposição e alta habilidade para as tarefas), R3 R2 0,18 maturidade pró-ativa (alta disposição e baixa habilidade para as tarefas) e R4 R2 0,14 a maturidade interativa (alta disposição e alta habilidade para as tarefas). Em uma escada de 0 a1, a qualificação media para os traços conduta tipo A mostraram Os 74% dos profissionais com cargos diretivos. Os resultados qualitativos indicam que esses profissionais percebem um ambiente de trabalho burocrático, com características típicas de organização e regulamentação, comunicação, e hierarquia orientada ao alcance dos objetivos. O alto grau de exigência é observado na sobrecarga de trabalho, o 81% dos diretivos cumprem com jornadas de trabalho diário de mais oito horas e 64% desses diretivos têm sob sua responsabilidade entre 400 e 500 trabalhadores. Outro indicador qualitativo é o período de permanência no cargo diretivo, variando entre um a dez anos para os 81%, e a tendência à continuidade do preparo acadêmico: 62% com grau de licenciatura e 24% com pós-graduação. Conclui-se que os diretivos alcançam as metas propostas com diferentes estilos de liderança que visam a estimular os enfermeiros, que mostram estar preparados, mas com problemas de motivação. Os diretivos utilizam estratégias de persuasão para obter a colaboração dos seguidores. Na situação analisada, se cumpre o modelo Hersey e Blanchard e oferece importantes pontos de vista para o fortalecimento da liderança em enfermagem nos hospitais gerais da cidade de México, Distrito Federal.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-13082007-151436/

Nº de Classificação: 5200
ALENCAR, Rúbia de Aguiar. Pesquisa-ação sobre sexualidade e vulnerabilidade às IST/aids com alunos de graduação em enfermagem. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. [143] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): BUENO, Sônia Maria Villela
RESUMO: Nesta pesquisa, trabalhou-se com estudantes da graduação em Enfermagem de uma faculdade pública do interior paulista, propondo: avaliar os fatores de vulnerabilidade para o risco de contaminação às IST/aids (Infecções Sexualmente Transmissíveis), levantar informações gerais sobre o comportamento sexual desses sujeitos, consultar o entendimento dos pesquisados sobre o papel da graduação em relação à temática sexualidade e IST/aids e realizar uma oficina pedagógica à respeito da temática estudada. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa mediada pela metodologia da pesquisa-ação, fundamentada em referencial teórico-metodológico de Paulo Freire. Coletou-se os dados, mediante questionário individual, com questões norteadoras cujos resultados evidenciaram haver diferenças entre o 1° e 4° ano em relação ao comportamento sexual, uso de métodos contraceptivos e opiniões sobre o papel da graduação. Houve entre os indivíduos uma mudança entre o método contraceptivo utilizado na primeira relação sexual (preservativo) e o método escolhido para o relacionamento atual (preservativo associado ao uso do anticoncepcional). O uso sistemático do preservativo ocorre mais entre os alunos do 1° ano do que entre os do 4° ano. Para obter conhecimento sobre sexualidade e IST/aids os alunos do último ano sugeriram metodologias de ensino mais participativas (debates, discussões, dinâmicas e oficinas) enquanto os alunos do 1° ano optaram por metodologias pouco participativas (aulas expositivas e palestras) e participativas. Entre os alunos que estão saindo da faculdade a maioria relata ter obtido informações suficientes, enquanto a maior parte dos alunos do 1° ano tem expectativa de adquirir mais conhecimento sobre sexualidade e IST/aids. Encontramos que oitenta por cento dos alunos do 4° ano já haviam vivenciado alguma situação acadêmica onde tiveram que abordar questões sobre sexualidade e/ou IST/aids. Concluímos que a população estudada merece atenção especial por parte de seus educadores, uma vez que, durante toda a nossa pesquisa percebemos a motivação e o interesse em abordar a sexualidade humana e IST/aids. Acreditamos que dessa maneira estaremos formando enfermeiros críticos, autênticos, reflexivos e abertos ao diálogo para discutir a temática em apreço.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-04102007-180934/

Nº de Classificação: 5201
PILEGGI, Simone de Oliveira. Validação clínica do diagnóstico de enfermagem desobstrução ineficaz de vias aéreas de crianças e adolescentes submetidos à correção cirúrgica de cardiopatia congênita. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 223 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): DALRI, Maria Célia Barcellos
RESUMO: Este estudo teve como objetivo realizar a validação clínica do diagnóstico de enfermagem da North American Nursing Diagnoses Association (NANDA, 2006) “Desobstrução ineficaz de vias aéreas” de crianças e adolescentes submetidos à correção cirúrgica de cardiopatia congênita, em um hospital de ensino público de nível terciário da cidade de Ribeirão Preto-SP. O projeto teve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da referida instituição, foram incluídos os profissionais que aquiesceram em participar do estudo e os sujeitos cujos responsáveis autorizaram. Adotou-se o modelo de validação clínica proposto por Hoskins (1989) que inclui as seguintes etapas: análise de conceito, validação por especialistas e validação clínica. Após ampla revisão da literatura foram descritos os conceitos relacionados a cada uma das características definidoras, em seguida o diagnóstico foi analisado por 40 enfermeiros considerados peritos, segundo a pontuação de Fehring (1994). A adequação do título e da definição do diagnóstico em estudo foi considerada adequada por 70% dos peritos. Em relação às 13 características definidoras propostas pela NANDA (2006), 04 receberam, dos peritos, escores considerados “maiores”, 07 “ menores” e 02 obtiveram escores abaixo de 0,50, ou seja, avaliadas como não indicativas para o diagnóstico desobstrução ineficaz das vias aéreas. Procedeu-se a validação clínica por duas enfermeiras peritas, que analisaram a presença do diagnóstico e as respectivas características definidoras em 50 crianças e adolescentes. Em relação a presença do diagnóstico na clientela estudada houve a concordância de 97,7% dos enfermeiros peritos. A única característica definidora que obteve o coeficiente de confiabilidade segundo os critérios de Fehring foi “tosse ausente”; pesar de apenas esta característica definidora estar presente, foi suficiente para confirmar a presença deste diagnóstico na população estudada. Por se tratar de uma população específica e em condições de pós-operatório imediato, ou seja, 60% dos sujeitos estavam sob efeitos de anestésicos no momento da validação clínica, torna-se necessário o desenvolvimento de estudos futuros que possam validar o diagnóstico “Desobstrução ineficaz de vias aéreas” em crianças e adolescentes em outras situações clínicas. Porém, a identificação deste diagnóstico em crianças e adolescentes submetidos à correção cirúrgica de cardiopatia congênita poderá contribuir para a elaboração de um plano de assistência de enfermagem de qualidade, uma vez que se não atendido prontamente pode levar os indivíduos a sérias complicações.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-05102007-173932/

Nº de Classificação: 5202
MAGNABOSCO, Patricia. Qualidade de vida relacionada à saúde do indivíduo com hipertensão arterial integrante de um grupo de convivência. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. [137] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): NOGUEIRA, Maria Suely
RESUMO: Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível com etiologia multifatorial e uma das principais causas de doenças cardiovasculares que são responsáveis pela maioria das mortes mundiais. Por ser tratar de uma doença de alta prevalência e na maioria das vezes assintomática, a adesão do hipertenso ao tratamento tem uma representação muito baixa, o que requer a intervenção educacional dos profissionais da saúde no tratamento, na prevenção das complicações e na manutenção da vida. A qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) dos indivíduos com hipertensão arterial é menor comparada com a população geral. A avaliação dos fatores que influenciam na QVRS dos hipertensos pode servir de subsídios no planejamento de estratégias de tratamento mais eficazes para essa população. Objetivos: Caracterizar os indivíduos com hipertensão arterial participantes do grupo de convivência educativa segundo as variáveis: sócio-demográficas e econômica; hábitos de vida (atividade física, tabagismo, consumo de bebida alcoólica); dados relacionados a HAS(co-morbidades, uso de medicamentos anti-hipertensivos, controle dos níveis pressóricos, tempo de progressão da HAS) e tempo de participação nas atividades educativas em grupo, comparar a QVRS entre hipertensos participantes do grupo de convivência educativa com as variáveis sócio-demográficas, econômicas e clínicas e avaliar a contribuição do grupo de convivência na qualidade de vida dos hipertensos. Material e Métodos: Foi realizado um estudo descritivo do tipo transversal com 131 sujeitos com idade superior a 18 anos e diagnóstico de hipertensão arterial, residentes no município de Sacramento-MG, cadastrados no grupo de convivência no período mínimo de um ano anterior a data da entrevista. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram: instrumento para caracterização da população quanto aos dados clínicos e sóciodemográficos e econômicos e o Medical Outcomes Short-Form Health Survey (SF-36) para avaliação da QVRS. Resultados: Dos pacientes, 98 eram mulheres e 33 homens, a maioria idosa 88(67,2%), com predomínio na faixa etária de 60 a 69 anos 43(32,8%) e ganham igual ou menos que um salário mínimo por mês 88(67,2%). As dimensões do SF-36 que obtiveram menores escores foram: vitalidade (64,4) e dor (70,3), enquanto as dimensões que apresentaram maiores escores foram: aspectos sociais (86,7) e capacidade funcional (79,4). Os fatores que apresentaram relação com a variação dos escores médios e correlação das dimensões do SF-36 foram: renda, atividade física, número de morbidades, diabetes, obesidade. A participação no grupo apresentou relação estatisticamente significante apenas no domínio saúde mental. Conclusão: Clinicamente os resultados mostraram relevância para intervenções educativas pela equipe de saúde. Os enfermeiros como elementos constituintes destas equipes devem estar presentes e ativos em todas as etapas desse trabalho, desde o planejamento, execução e avaliação colaborando na busca de meios efetivos que vão de encontro com a melhoria da qualidade de vida dessa população.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-05102007-095321/

Nº de Classificação: 5203
CAMARGO-BORGES, Celiane. O construcionismo social no contexto da Estratégia Saúde da Família: articulando saberes e práticas. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 196 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): MISHIMA, Silvana Martins
RESUMO: A presente pesquisa traz reflexões epistemológicas e metodológicas visando contribuir na conformação de novos saberes em saúde, no campo da Atenção Primária, problematizando a dicotomia sujeito-objeto e o discurso monovocálico do conhecimento e da verdade. Proponho uma aproximação do discurso científico pós-moderno do construcionismo social ao discurso contemporâneo da saúde no campo da Atenção Primária à Saúde, mais especificamente na Estratégia Saúde da Família (ESF). O construcionismo social tem sido descrito como teoria relacional; uma perspectiva que focaliza o caráter construído, situado e relacional do conhecimento. Aponta a riqueza da multiplicidade dos diálogos, preocupando-se com o que acontece entre as pessoas nos seus encontros e como se dá a construção de sentidos nestas relações. O discurso da ESF também tem em suas premissas o caráter relacional, contextual e construído da produção de práticas. Assim, tenho por objetivo construir possíveis articulações entre esses dois discursos, apontando fertilidades nesta articulação. O construcionismo social é proposto como ferramenta teórico-prática para contribuir com a operacionalização das premissas da ESF – integralidade, co-responsabilidade, sensibilidade ao contexto local, à multiplicidade e a diversidade dos atores sociais envolvidos. Empiricamente, trata-se da análise de um grupo de hipertensão que ocorre semanalmente em uma Unidade de Saúde da Família de Ribeirão Preto-SP/Brasil, utilizando o conceito de Responsabilidade Relacional (RR) como ferramenta teórico/prática, contribuindo na construção de intervenções colaborativas e co-responsáveis em saúde. Para coleta de dados utilizei os registros do prontuário do grupo; sua áudio-gravação durante o primeiro semestre de 2005; e o registro em notas de campo. A análise de dados consistiu da transcrição das conversas grupais, realização de leitura extensiva de todas as suas conversas gerando a construção de uma crônica do grupo e de eixos processuais. Os três eixos de análise selecionados focaram para aspectos conversacionais deste grupo e seu contexto relacional diferenciado. No primeiro eixo, abordou-se o grupo como um espaço para a expressão dos participantes, proporcionando a construção e negociação coletiva das necessidades de saúde; no segundo, os recortes mostraram este grupo exercendo um elo entre a unidade de saúde e a comunidade, e finalmente no terceiro, o grupo foi tomado como espaço privilegiado de acolhimento aos participantes, favorecendo conversas para ampliação de sentidos na saúde, como também sua transformação. Assim, a análise deu visibilidade a posturas de RR dentro dos processos conversacionais, promovendo diversidade e multiplicidade e favorecendo vínculo e engajamento. Desta forma, aponto a importância das práticas dialógicas na construção de relações mais colaborativas entre trabalhadores de saúde-usuários, e a RR como recurso promotor de novas possibilidades em saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-05102007-113033/

Nº de Classificação: 5204
GUEDES, Andréia Arantes Batista. A informação na atenção primária em saúde como ferramenta para o trabalho do enfermeiro. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 178 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): PINTO, Ione Carvalho
RESUMO: Esta pesquisa teve como objetivos analisar as características e finalidades dos sistemas de informações disponibilizados na Atenção Primária à Saúde e as fontes de informações utilizadas pelo enfermeiro da Estratégia Saúde da Família para a organização do trabalho, assim como identificar as formas oficiais e não oficiais de registro de dados que têm colaborado com a organização do trabalho do enfermeiro. É um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, fundamentada em MINAYO (1998). Como instrumento de coleta de dados, realizamos o levantamento documental e o trabalho de campo com entrevistas semi-estruturadas, gravadas, com as enfermeiras que trabalham na estratégia Saúde da Família no município de Ribeirão Preto, totalizando 10 enfermeiras. Para a análise dos dados, utilizamos a análise do discurso, modalidade temática fundamentada no referencial de BARDIN (1995). As entrevistas foram norteadas por meio de questões relativas ao uso de dados para a organização da unidade de saúde, finalidade do uso, fontes de informações utilizadas, formas de registro de dados coletados, dificuldades e potencialidades dos SIS e sugestões. Os dados obtidos foram agrupados por temas: Tema 1: A informação e o sistema de informação como instrumento na organização das ações de enfermagem na Estratégia Saúde da Família; Tema 2: Fontes de informações: a busca dos enfermeiros; Tema 3: Registro de dados oficiais e alimentação dos SIS: o enfermeiro nesta empreitada; Tema 4: O livro em branco da informação escrito pela equipe de saúde da família: o enfermeiro colaborando com a obra; Tema 5: As debilidades dos Sistemas de Informações na Atenção Primária à Saúde na ótica dos enfermeiros; Tema 6: A potência dos Sistemas de Informações na Atenção Primária à Saúde na ótica dos enfermeiros; Tema 7: As sugestões dos enfermeiros para potencializar as informações em saúde. Diante dos resultados obtidos, consideramos que as enfermeiras que trabalham na APS no município de Ribeirão Preto, utilizam os Sistemas de Informações em Saúde como ferramenta de apoio em diversas atividades: administrativas/ gerenciais ou assistenciais. Os sistemas de informações mais utilizados pelos enfermeiros do PSF são SIAB, HYGIA, SISPRENATAL E HIPERDIA, e a freqüência e a finalidade do uso de cada um desses sistemas varia de acordo com o modelo assistencial existente na unidade: ESF ou ESF + UBS; desta maneira alguns sistemas de informações são utilizados por algumas enfermeiras somente para enviar os dados para o nível central e para outras enfermeiras para diagnóstico local, planejamento de atividades com a comunidade, avaliação da assistência oferecida pela equipe da saúde da família, organização da unidade no que diz respeito à previsão de materiais e organização de agendas. Diversas fontes de informações são utilizadas pelas enfermeiras que trabalham na ESF, dentre elas os sistemas de informações existentes na APS, os usuários dos serviços de saúde, líderes comunitários, prontuários, livros, cartões de vacinas, a própria equipe de saúde da família e as outras equipes, quando a unidade possui mais de uma equipe de saúde da família. Em relação ao registro dos dados, identificamos que o registro das informações pode ser feito em prontuários, sistemas nacionais de informações ou em instrumentos não oficiais criados pelas equipes para registro de dados. Em relação aos prontuários, no município de Ribeirão Preto identificamos que existem três tipos: prontuário individual, prontuário familiar e prontuário misto. Os prontuários individuais são arquivados segundo a numeração do sistema HYGIA e os prontuários familiares são arquivados segundo a numeração da microárea e da família. Ainda em relação a esse aspectos estudado, quando o registro de dados se dá no prontuário, observamos diferenças em relação às unidades de ESF e ESF + UBS, pois a maioria das unidades de ESF fazem uso do prontuário de família para registro de dados, enquanto as unidades de ESF + UBS, utilizam o prontuário individual e na maioria dos casos não trabalham com prontuários de família. Durante este estudo identificamos que as equipes criam outras formas de registro de dados para preencher as lacunas deixadas pelos sistemas formais de informações, de forma a permitir que a assistência oferecida seja melhor planejada e adequada as reais necessidades da área adscrita. Os instrumentos criados pelas equipes para registro desses dados são: lousas, cadernos, planilhas e fichas. Isto porque nem sempre os dados disponíveis nos sistemas de informações existentes são suficientes para caracterizar um problema e fazer um diagnóstico local fidedigno e completo. As dificuldades identificadas em relação aos sistemas de informações podem ser classificadas em: dificuldades relacionadas à alimentação dos sistemas, à análise dos dados consolidados, aos treinamentos e capacitações/ atualizações das equipes, ao feedback dos dados, a existência de modelos assistenciais diferentes na mesma unidade de saúde e dificuldades referentes ao próprio sistema, neste caso, ao SIAB e ao HYGIA, sistemas de informações mais citados pelas enfermeiras. As sugestões feitas pelas enfermeiras demonstraram suas reais necessidades em relação aos SIS, para que estes possam verdadeiramente auxiliar as equipes no processo de trabalho em saúde da família, atendendo suas necessidades de vigilância à saúde da população adscrita, vigilância epidemiológica e monitoramento e avaliação de ações e serviços implementados.



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