Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-08082007-111521/

Nº de Classificação: 5180
WAI, Mey Fan Porfírio. O trabalho do agente comunitário de saúde na Estratégia Saúde da Família: fatores de sobrecarga e mecanismos de enfrentamento. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. [122] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CARVALHO, Ana Maria Pimenta
RESUMO: O Agente Comunitário de Saúde (ACS) tem sua inserção recente nas práticas de saúde, com a profissão sendo reconhecida legalmente em 2002. Sua atuação se dá no contexto do Sistema Único de Saúde, constituindo-se em novas oportunidades no mercado de trabalho. Como pré-requisitos para o exercício da profissão, a lei estabelece: “I – residir na área da comunidade que atuar; II – haver concluído com aproveitamento o curso de qualificação básica para formação de ACS; III – haver concluído o ensino fundamental”. O ACS deve trabalhar com a adscrição de famílias, tendo sob sua responsabilidade no máximo 150 famílias ou 750 pessoas, em base geográfica definida. O ACS, deve ainda desenvolver atividades de prevenção das doenças e promoção da saúde, por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas, nos domicílios e na comunidade, sob supervisão e acompanhamento do enfermeiro instrutor-supervisor. A complexidade da atuação do ACS sugere que, como profissional da saúde, esteja exposto a situações que o colocam sob estresse. Este estudo propôs a investigar as percepções que os ACS têm sobre seu trabalho em termos de eventos que provocam sobrecarga e como lidam com eles. Utilizou-se o modelo de Lazarus e Folkman de estresse e enfrentamento. Para operacionalizá-los recorreu-se à produção de conhecimento na área quanto aos dois aspectos abordados. Este é um estudo descritivo, qualitativo. Participaram do estudo 16 ACS de equipes de Saúde da Família de São José Rio Preto- SP, e os dados foram coletados por meio de entrevistas gravadas e posteriormente transcritas. A análise centrou-se na identificação das situações consideradas pelos ACS como estressoras e dos mecanismos que utilizam para lidar com eles. As situações estressoras foram agrupadas em categorias: condições de trabalho; questões salariais; questões de gênero e estado civil; interface família-trabalho e carga emocional. Os mecanismos de enfrentamento foram agrupados em categorias focalizados na emoção e no problema. Considerando as diversas atividades desenvolvidas pelos ACS e a dinâmica da realidade sanitária, acredita-se que os relatos dos sujeitos participantes desta pesquisa, discutidos à luz de outros estudos, contribuam para o planejamento de suas atividades, preparo e capacitação dos futuros profissionais de forma a fortalecê-los para o exercício de seu trabalho.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08082007-104445/

Nº de Classificação: 5181
CARAN, Vânia Cláudia Spoti. Riscos psicossociais e assédio moral no contexto acadêmico. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 188 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): ROBAZZI, Maria Lúcia do Carmo Cruz
RESUMO: O Assédio Moral e os riscos psicossociais tem sido fonte de estudos de diversos pesquisadores no século XXI, mas ainda é pouco abordado pela Saúde do Trabalhador. Assédio Moral é tema complexo, de difícil abordagem, pois está inserido em um âmbito da violência caracterizada pela percepção muitas vezes apenas da própria vítima. Nesta pesquisa estabelecemos os objetivos de identificar a existência de Riscos Pscicossociais e Assédio Moral e suas repercussões entre os docentes de uma Instituição de Ensino Superior, além dos objetivos específicos de :identificar características do trabalho dos docentes, identificar a existência de riscos psicossociais/pressão no ambiente de trabalho, identificar as alterações à saúde dos docentes provocadas pelos riscos psicossociais/pressão no trabalho. O estudo foi de abordagem quantitativa, transversal e descritivo do qual foi apresentado o instrumento de pesquisa um questionário de 26 perguntas com questões sociodemográficas e ocupacionais, além de 2 questões norteadoras sobre os riscos psicossociais e o assédio moral baseadas na literatura existente. Constituíram-se como sujeitos da pesquisa uma amostra de 54 docentes, 62,79% em relação ao total, sendo em sua maioria 92% do sexo feminino, 64,80% casados e 37,03% entre as idades de 40 à 49 anos,do qual 81,50% graduados em enfermagem, em sua maioria formados nas décadas de 70 e 80.dos quais 63% estão em cargos de Professor Doutor com regime de trabalho de dedicação exclusiva, recebendo entre 12 à 14 salários mínimos vigentes,e destes 50 % admitiram exercício de cargos administrativos, dos quais também informaram exercer cargos de Assessoria e Consultoria. A maioria informou que sua opção pela academia foi devido á realização pessoal e a probabilidade de trabalhar com pesquisa onde destacaram maior realização profissional ao ministrar aulas e menor ao exercer trabalhos administrativos. Destes sujeitos 94,4% admitiram à existência de riscos psicossociais em seu ambiente de trabalho atribuídos à sobrecarga de trabalho, carga mental intensa, estresse, tempo, relações inter-pessoais, excesso de responsabilidade e falta de planejamento, 92,60% admitiram sofrer pressão no trabalho, e destes 87% disseram sentir a saúde afetada, relataram queixas de maior incidência como: estresse, ansiedade, insônia/dificuldades no sono, cefaléia e gastrite. Questionados sobre o Assédio Moral a maioria 38% disseram ser um problema comum na universidade, dos quais 22% disseram ter sido vítima contraponto 22% que alegaram nunca ter sido vítima de Assédio Moral, enquanto 32% disseram ter conhecimento de um colega que sofreu. Foram descritos vários casos dos quais muitos coincidentes com a literatura. Evidenciou-se que o local de trabalho está caracterizado pelo aspecto de demanda excessiva, pressão e competição que afeta à saúde dos docentes e propicia o ambiente propício a existência de riscos psicossociais e do Assédio Moral.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-07012008-134033/

Nº de Classificação: 5182
HETZEL, Eliane. O profissional-referência e o doente mental. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007.[ 87] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SCATENA, Maria Cecília Morais
RESUMO: A doença mental é de difícil definição, porque abrange um leque alargado de perturbações que afetam o funcionamento e o comportamento emocional, social e intelectual do indivíduo, mais por desadequação ou distorção do que por falta ou deficiência das suas capacidades anteriores à doença. As doenças mentais manifestam-se em determinado momento, ao longo da vida, antes do qual a pessoa não manifestava alterações ou perda de capacidades. Os objetivos deste estudo são: conhecer o trabalho do profissional-referência desenvolvido junto a pacientes crônicos psiquiátricos, em uma instituição hospitalar; conhecer como o paciente crônico psiquiátrico vê a atuação do profissional-referência, no seu preparo para viver fora do hospital. Pesquisa exploratória que focaliza a atividade do profissional-referência nos cuidados prestados a doentes mentais crônicos. Inicialmente, realizou-se um estudo bibliográfico sobre os temas: reabilitação psicossocial e o trabalho do profissional-referência. Os dados foram coletados em uma instituição apenas, o Hospital Santa Tereza de Ribeirão Preto, hospital psiquiátrico público, fundado no ano de 1944. Centrou-se os dados em um setor específico do hospital, denominado Núcleo de Convívio, onde ficam 18 usuários-moradores. Participaram da pesquisa: todos os profissionais-referência da equipe multidisciplinar que prestam cuidados aos doentes mentais crônicos / institucionalizados, no setor Núcleo de Convívio; todos os clientes, moradores do Núcleo de Convívio, que estavam sob os cuidados da equipe multidisciplinar e dos profissionais-referências da equipe descrita, e que aceitaram participar da pesquisa. Percebemos que apesar do projeto terapêutico desses moradores existir (no papel) e ser discutido com toda a equipe de tempo em tempo (atualizado), ele não aparece na “fala” nem dos profissionais e nem dos moradores durante a coleta de dados. Não aparecem as atividades propostas para o alcance de objetivos e metas estabelecidas no projeto de cada um dos moradores-referências. Acreditamos que seja de fundamental importância conhecer os gostos, os interesses e as particularidades de cada cliente, para o estabelecimento de um projeto próximo às necessidades de cada pessoa, e neste sentido, as verbalizações demonstram que esse trabalho não está sendo feito pelos profissionais-referências. É necessário uma equipe referência, ou seja, todos profissionais da equipe devem conhecer o projeto de cada morador e assumirem a responsabilidade na execução das implementações.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08082007-140517/

Nº de Classificação: 5183
KAWATA, Lauren Suemi. Os atributos mobilizados pela enfermeira na Saúde da Família: uma aproximação aos desempenhos na construção da competência gerencial. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 124 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MISHIMA, Silvana Martins
RESUMO: A Saúde da Família traz para o cenário do Sistema Único de Saúde a proposta de reorganização da assistência a partir da atenção básica. Para sua efetivação, faz-se necessário o comprometimento dos trabalhadores da área da saúde com a reestruturação do processo de trabalho, viabilizando-o de modo que sejam desenvolvidas práticas de saúde que visem ao atendimento das necessidades da população com a presença de atos de fala, escuta, vínculo e negociação. Assim, este estudo, de caráter exploratório-descritivo, caracteriza-se como um estudo de caso na abordagem qualitativa, tendo por objetivos identificar e analisar os atributos mobilizados nas situações de trabalho e que caracterizam os desempenhos das enfermeiras no que diz respeito à área de competência gerencial na Saúde da Família, apoiado nos conceitos teóricos de competência dialógica. Para coleta de dados foi realizada a observação participante do trabalho das enfermeiras atuantes na Saúde da Família em quatro unidades vinculadas à Universidade de São Paulo do município de Ribeirão Preto – SP/Brasil, considerando-se uma semana típica de trabalho, num total de 160 horas de observação. Para a análise de dados optamos pela análise de conteúdo, usando a técnica de análise temática, sendo identificados cinco grandes temas. O primeiro, “A supervisão como instrumento de controle e educação”, aponta a supervisão como atividade inerente ao cotidiano da gestão do trabalho das enfermeiras e mostra que a supervisão apresenta as dimensões de educação (tanto no aspecto de educação de outros trabalhadores quanto no caráter de capacitação) e de controle (de atividades e de pessoal). O segundo, “O trabalho em equipe na Saúde da Família”, apresenta que o trabalho das enfermeiras está articulado ao da equipe para a produção do cuidado, evidenciando como ocorre tal articulação das ações e a interação entre os trabalhadores. O terceiro, “O controle social no processo de gestão”, indica o controle e a participação social como instrumentos que possibilitam a construção de cidadania e que se fazem presentes no trabalho das enfermeiras relacionados à Comissão Local de Saúde. O quarto, “A organização do trabalho para a produção do cuidado”, mostra que o trabalho das enfermeiras se desenvolve no sentido de: organizar o fluxo de usuários e informações tanto na unidade como entre os serviços, realizar controle de infra-estrutura e recursos humanos e previsão e provisão de material. E o último tema, “Coordenação e planejamento do trabalho”, apresenta que o planejamento está direcionado a atividades mais pontuais (de promoção à saúde e de educação permanente), escalas e ao cuidado; e a coordenação está relacionada à organização do trabalho para a produção do cuidado, sendo raras as iniciativas para o planejamento mais global voltado ao território e para a avaliação das ações individuais, coletivas e de organização da unidade de saúde. A análise dos achados aponta para um conjunto de atributos mobilizados por estas enfermeiras, que pode indicar desempenhos para a Saúde da Família, ainda centrado na organização do trabalho em saúde para o cuidado individual, com raras incursões a uma ação sistematizada e contínua que envolva todas as etapas do planejamento incluindo um processo de avaliação permanente das ações propostas, de forma mais participativa, incluindo outros sujeitos. Assim, consideramos que este estudo aponta questões relevantes para análise dos desempenhos para competência gerencial, mas que necessitam ser validadas pelo conjunto das enfermeiras que atuam na Saúde da Família no cenário de Ribeirão Preto.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-08082007-154959/

Nº de Classificação: 5184
SOARES, Marcos Hirata. Cenário do ensino do enfermeiro psiquiátrico: estudo de caso. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 78 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BUENO, Sônia Maria Villela
RESUMO: A precariedade de formação profissional do enfermeiro é um problema que vem acompanhando a história da psiquiatria e enfermagem psiquiátrica desde a instalação do primeiro hospital psiquiátrico brasileiro. Nesta época, a falta de preparo deste profissional, estava relacionada com a ausência de escolas preparatórias e também com a classe social (menos privilegiada) predominante que procurava na enfermagem, sua ascensão profissional e econômica. O fato da área de Enfermagem Psiquiátrica não ter sido contemplada como habilitação ou especialização, como a Saúde Pública e a Obstetrícia, dificultou o aprimoramento do enfermeiro nesta área, retardando o desenvolvimento profissional e arraigando as práticas manicomiais. Desde a década de 60, já havia a preocupação por parte de alguns docentes, neste campo, quanto aos métodos de ensino a serem utilizados em Enfermagem Psiquiátrica. Atualmente, ao se realizar um estudo descritivo-exploratório, com 17 enfermeiros, alunos do curso de especialização em Enfermagem Psiquiátrica, em maio de 2006, respeitando os preceitos éticos da pesquisa com seres humanos, foi aplicado um questionário com questões mistas, onde depreendeu-se que os docentes utilizaram métodos de predominância interacionista, como referencial humanístico de ensino, tendo boa aceitação por parte dos alunos. Entretanto, esses sujeitos manifestavam ainda um grande e preocupante resquício da educação tradicional – a valorização da transmissão de conteúdos e o relacionamento professor-aluno não como um momento de facilitar a construção do conhecimento, mas para facilitar a transmissão de informações. Eles aparentavam estar numa fase de transição paradigmática, uma vez que já expressam a importância da relação interpessoal no aprendizado. Entretanto, ainda têm a concepção de transmissão de informações como meta. Hoje, esta situação de crise paradigmática no ensino é uma das principais repercussões do modelo biomédico. Pode-se dizer então que, na hipótese do presente estudo, acredita-se ser fundamental que os docentes continuem a fazer uso de metodologias de ensino de cunho interacionista, como a Crítico-social e a Humanística e que os enfermeiros devam manter sua busca por aprimoramento não somente de informações, mas, preocupando-se sobremaneira nas habilidades como aprender a ser, a viver, a fazer e a apreender, pois a ciência atravessa um momento de crise paradigmática, sendo relevante que a enfermagem psiquiátrica caminhe para um ensino e uma prática não-manicomiais, contudo sob a ótica de si mesma, desmontando os próprios manicômios a fim de desconstruir esses saberes e práticas asilares.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08082007-101805/

Nº de Classificação: 5185
NICOLINO, Aline da Silva. Novas e velhas configurações da sexualidade e do corpo feminino: pesquisa-ação na educação com escolares. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 211 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): BUENO, Sônia Maria Villela
RESUMO: A imagem corporal tem sido muito valorizada na sociedade e nos meios de comunicação em geral, repercutindo de forma considerável na vida das pessoas, principalmente das mulheres. Se por um lado, isso traz implicações à saúde, em detrimento de uma série de intervenções, (dietas, cirurgias plásticas, aplicações de silicone, botox etc.), por outro lado, observa-se que, em questão de gênero, na maioria das vezes, o contingente feminino sofre maior pressão no que tange à valorização corporal, conseqüentemente, tendendo a dar maior atenção ao seu corpo. As inquietações a respeito da imagem-corporal, nos levou a traçar os seguintes objetivos: identificar com as alunas os problemas que as afligem, em relação ao seu corpo; levantar informações e analisar os dados obtidos, de forma a identificar suas necessidades e interesses sobre tais questões; em seguida, trabalhar em conjunto com elas e de forma participativa os temas geradores. O presente estudo visou contextualizar o ambiente escolar, tendo em vista a escola, as alunas, os professores e a família, identificando o significado que a escolar dá à simbologia do corpo contemporâneo, visualizando um padrão de beleza existente no meio social e o excesso de valorização atribuída a ele. Como procedimentos metodológicos, valemo-nos da pesquisa-ação, de cunho qualitativo, humanista e socioeducacional, utilizando-se de técnicas como observação participante e questionário, com questões norteadoras. O estudo analisou vinte e seis adolescentes, do sexo feminino, entre 14 e 17 anos de idade, cursando a oitava série do Ensino Fundamental, de uma escola Estadual, da zona norte de Ribeirão Preto, SP. A instituição atende clientela de perfil carente, residentes de favelas e bairros periféricos nas cercanias. Para o desenvolvimento e análise temática das ações educativas, trabalhamos o Referencial Metodológico de Paulo Freire, por meio dos temas geradores, como elemento norteador para estabelecer o diálogo pesquisador/educandos. A partir das temáticas levantadas, desenvolvemos, conjuntamente com as alunas, as oficinas pedagógicas. As mensagens mais significativas apontadas pelas participantes revelam alta valorização em atributos físicos, sendo a beleza contextualizada por elas como importante instrumento para estabelecer vínculos sociais e possuir méritos e benefícios como pessoa. A mãe foi descrita pelas escolares, como a principal figura familiar, sendo lembrada pela sua força, determinação, trabalho e afeto. O imaginário de amor romântico, evidenciado na última oficina pedagógica, apareceu na maior parte das estórias construídas pelas alunas, que finalizavam seus enredos, sob viés do casamento, ou encontro do par ideal, sendo os filhos parte integrante dessa suposta rede de felicidade. A virgindade, foi tema eminente de suas preocupações, as quais depreciavam as colegas, que verbalizavam suas experiências sexuais e que exerciam de forma mais livre sua sexualidade. O desejo de ser mãe jovem também aparece como informação relevante, corroborando outros estudos, indicando: raízes patriarcais conservadoras, atuando no imaginário das adolescentes, falta de perspectiva no mercado de trabalho, pouca possibilidade de cursar o ensino superior, sobretudo, fortes questões de gênero interferindo sobre suas vontades e planos de vida.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-08082007-161812/

Nº de Classificação: 5186
MOIZÉS, Julieta Seixas. A sexualidade na compreensão de professores do ensino fundamental. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 81 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BUENO, Sônia Maria Villela
RESUMO: Para identificarmos a forma pela qual professores de Ensino Fundamental compreendem a sexualidade/ sexo na escola, procuramos levantar dados relativos a estas questões no cotidiano escolar verificando a posição da escola frente a essa temática e como lidam com isto no contexto escolar. Posteriormente, procuramos desenvolver um programa educativo com eles, visando prepará-las para lidar com o assunto, em foco. Esta investigação trata-se de uma pesquisa qualitativa, humanista, por meio de pesquisa-ação constando de um tratamento estatístico complementar para análise dos dados sócio-demográficos. A amostra foi constituída de 13 professores de ensino fundamental de ambos os sexos, de uma Escola Estadual, localizada numa cidade do interior de São Paulo, que aceitaram participar desta investigação, após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, aprovado no CEP da EERP-USP. Foi adotado como critério de inclusão, ser professor do local, no nível de ensino (fundamental) e participar voluntariamente, da pesquisa. A coleta dos dados foi realizada de forma qualitativa, por meio da observação participante para melhor conhecer a realidade em estudo e da entrevista individual, usando um questionário com questões norteadoras. Os dados levantados foram construídos através de quadros e para análise, classificamos os achados em categorização. Verificamos que os professores pesquisados, se caracterizam em sua grande maioria do sexo feminino, acima de 40 anos. No que se refere à vida pessoal, poucos falaram desses dados. No que se refere ao profissional e do sentido de ser professor, todos destacaram de maneira significativa, a importância que dão à sua profissão revelando, a sua forma vocacional como educador, ao lidar com a educação e com o educando. O Significado que deram à Sexualidade é o ligado à descobertas, desejo, auto- conhecimento, naturalidade e atração. O significado que dão ao Sexo é a prática do ato em si, o interesse pelo sexo oposto, fisiologia, mudança de interesses com a idade, realização, amor e companheirismo. Citam a sexualidade como algo natural e mostram importância em tratar adequadamente do assunto na educação sexual. Quando os professores são questionados pelos alunos sobre temas gerais relacionados à Sexualidade e Sexo, referiram que costumam, em sua maioria, orientá-los, tratando o assunto com naturalidade, usando alguns materiais como elementos didáticos facilitadores. A maioria dos professores dá grande relevância ao diálogo aberto com os alunos, para envolvê-los à orientação, à informação, à prevenção, destacando haver necessidades de contar com o apoio de profissionais qualificados nesta área, bem como integrar o familiar nesse processo. Finalmente desenvolvemos ações/intervenções educativas conjuntamente com os professores, visando prepará-los para atuarem no cotidiano escolar, bem como prepará-los como agentes multiplicadores. A grande maioria dos professores já deu aula para alunas grávidas na escola e reforça que a causa da gravidez precoce é ligada à falta de orientação, tentando tratar o assunto, mostrando deveres e responsabilidades diante desta questão. Os professores sugerem buscar parcerias e formas de trabalhar a prevenção, através de palestras, oficinas e o cuidado, entre outros.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-13082007-143245/

Nº de Classificação: 5187
FERREIRA, Maria Verônica Ferrareze. Controle de infecção relacionada a cateter venoso central: revisão integrativa. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 149 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): ANDRADE, Denise de
RESUMO: O uso do cateter venoso central é apontado como um importante fator de risco para infecção da corrente sanguínea, acarretando no prolongamento da internação, aumento da morbimortalidade, e elevação dos custos de hospitalização. Frente ao exposto objetivou-se avaliar as evidências científicas sobre o controle de infecção relacionada ao cateter venoso central utilizado em pacientes adultos hospitalizados. A prática baseada em evidências representou o referencial teórico-metodológico. E, como recurso para obtenção das evidências de Níveis I e II realizou-se a revisão integrativa da literatura nas bases de dados LILACS, CINAHL e MEDLINE. Totalizou-se 17 publicações nos últimos dez anos. A análise dos estudos culminou em 03 categorias temáticas: cateteres impregnados com anti-sépticos, dispositivos seguros e manutenção do cateter. Como resultado obteve-se o apontamento de diversos aspectos no controle da infecção relacionada a cateter, dentre eles: uso de cateter de lúmen único, inserção por via subclávia com técnica estéril e aplicação de anti-séptico a base de clorexidine. Acresce-se que a indicação de cateteres impregnados com anti-sépticos, bem como de sistemas valvulados sem agulha, ainda é controversa. Em geral, os estudiosos sobre a temática alertaram que a qualidade da assistência à pacientes com cateter venoso central está diretamente relacionada com o risco de infecção. Assim, esforços têm sido recomendados a fim de viabilizar a aplicação das evidências advindas das pesquisas e conseqüentemente nortear o poder de decisão na prática clínica, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência.




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