Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-11052007-161444/

Nº de Classificação: 5164
SILVA, Lucía. O processo de conviver com um idoso dependente sob a perspectiva do grupo familiar. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. [165] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): GALERA, Sueli Ap. Frari
RESUMO: Com o processo de envelhecimento natural e com o aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis, os idosos podem apresentar certo grau de dependência para a realização de atividades, sendo indicado que permaneçam sob os cuidados de sua família. A presença de um idoso dependente afeta todos os membros da família e, dependendo da cultura familiar, o envelhecimento e a dependência são encarados de diversas maneiras. O objetivo dessa pesquisa foi identificar os aspectos culturais e subjetivos que orientam o convívio da família com o idoso dependente. O estudo de abordagem metodológica qualitativa utilizou as perspectivas do ciclo vital, da família como sistema e da influência da cultura sobre a saúde familiar como quadro teórico. Como método adotou-se o estudo de caso embasado em alguns pressupostos da etnografia. Os participantes foram 11 integrantes de cinco famílias que tinham entre seus membros um idoso dependente e que faziam parte da área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família de um município do interior paulista. Os dados foram coletados principalmente de setembro a dezembro de 2005, por meio do Modelo Calgary de Avaliação Familiar e entrevista semi-estruturada. A partir da análise dos sistemas familiares constatou-se que cada família era composta de quatro a cinco membros e a renda familiar aproximada variou entre 880 e 3000 reais. A análise de conteúdo latente a que foram submetidas as entrevistas permitiu identificar duas categorias principais: em “A VELHICE E A DEPENDÊNCIA COMO EVENTOS DA VIDA” constatou-se que não só o envelhecimento é percebido como natural, mas também o declínio funcional, a dependência e, por conseguinte, a ida do idoso para a casa da família; em “A ADAPTAÇÃO FAMILIAR PARA O CONVÍVIO COM UM IDOSO DEPENDENTE” os aspectos culturais relacionados à compreensão, à cooperação mútua e à valorização do idoso influenciam sobre o tipo de estratégia adotada pela família para se adaptar à situação. Este estudo constatou que os fatores culturais, como os valores e as crenças familiares, têm influência direta sobre a forma de adaptação da situação de envelhecimento com dependência e, portanto, devem ser empenhados esforços não apenas por parte dos profissionais de saúde mental, mas também por parte daqueles que adotam a família como sua unidade de cuidado para promover um ajustamento familiar saudável à velhice, apoiando as perdas percebidas pela família (papéis sociais, declínio fisiológico e funcional) e colaborando para a criação de uma efetiva rede de suporte social que favoreça a manutenção do idoso na comunidade.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-18042007-170544/

Nº de Classificação: 5165
MARTINS, Vanessa Alves. Psicossomática e transtornos de somatização: caracterização da demanda em hospital escola no período de 1996 a 2004. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 75 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PEDRÃO, Luiz Jorge

PIMENTA, Ana Maria


RESUMO: O termo “Psicossomática” utilizado para designar a inter-relação entre sintomas físicos e fatores emocionais nas diversas patologias variou durante anos provocando confusões nos tratamentos médicos e elevou gastos nos serviços de saúde. O presente estudo busca caracterizar a demanda de pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP) no período de 1996 a 2004 cujo diagnóstico é Doença Psicossomática. A coleta de dados foi realizada em prontuários médicos, no Serviço de Arquivo Médico (SAME), com a categoria diagnóstica F 45 que, de acordo com o CID-10, significa Transtorno de Somatização; essa categoria foi utilizada como palavra chave no banco de dados. Na busca pelos prontuários foram encontrados 397, porém apenas 136 registravam o diagnóstico F 45, amostra do presente estudo. A coleta foi dificultada devido às letras ilegíveis e à falta de dados nos prontuários relacionados aos itens do instrumento de coleta. A população constitui-se pela maioria nascida no Estado de São Paulo com 43% da amostra, desses 14% nasceram em Ribeirão Preto-SP e 29% nasceram em outras cidades do Estado; são moradores do Estado de São Paulo 48%, desses 26% moram em Ribeirão Preto e 22% moram em outras cidades do Estado; 74,2% dos indivíduos são do sexo feminino; 87% têm cor de pele branca; 57% têm 1º grau incompleto; 70% professam a religião católica. Quanto ao estado civil, tem-se que 57% dos indivíduos são casados/amasiados; 52,96% possuem filhos; 32% dos indivíduos vivem com uma pessoa na mesma casa; 43,4% exercem a ocupação do lar e 14% dos indivíduos possuem como fator estressor problemas de saúde. Os indivíduos atendidos na Unidade de Emergência, em sua maior parte, comparecem numa freqüência de até cinco vezes (35%); os atendidos nos ambulatórios do HC, em sua maioria, comparecem numa freqüência de 20 vezes (49%). Os internados possuem a freqüência de zero a cinco vezes com 57% dos indivíduos. O local com o maior número de atendidos é a Unidade de Emergência com 43% dos indivíduos da amostra. Os dados encontrados caracterizam a população de indivíduos portadores de Transtorno de Somatização como: mulheres, casadas ou amasiadas, de baixa renda, com filhos, do lar, com faixa etária entre 43 e 53 anos, de cor branca, com 1º grau de escolaridade incompleta, católicas, que moram com uma pessoa na mesma casa, nascidas em outras cidades do Estado de São Paulo, residentes em Ribeirão Preto e que freqüentam a Unidade de Emergência, onde buscam tratamento imediato para sanar problemas graves, como por exemplo, um infarto. Porém essas pessoas, não realizam um tratamento em longo prazo considerando-se que seus problemas são crônicos. Assim, de acordo com os achados do presente estudo, o número de atendimentos aumenta, pois os portadores do transtorno psicossomático, ou seja, os portadores do transtorno de somatização, ao receberem muitas vezes tratamento para problemas imediatos sentem necessidade em voltar mais vezes para um novo atendimento imediato e, dessa forma, contribuem para o aumento da demanda no atendimento médico, gerando altos custos para o Sistema de saúde. Esse fato talvez pudesse ser minimizado com a conscientização da população sobre o cuidado contínuo de sua saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-13032007-160827/

Nº de Classificação: 5166
PINA, Juliana Coelho. Acolhimento às crianças menores de cinco anos de idade em uma unidade de saúde da família: contribuições da estratégia atenção integrada às doenças prevalentes na infância. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 135 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MELLO, Débora Falleiros de
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo descrever e apreender as contribuições da estratégia atenção integrada às doenças prevalentes na infância (AIDPI) para o acolhimento realizado por profissionais de enfermagem às crianças menores de cinco anos de idade em uma unidade de saúde da família (USF). Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa em saúde, realizado em uma USF da cidade de Ribeirão Preto – SP. Os dados foram coletados em duas etapas, através de observação participante. A primeira etapa ocorreu durante uma experiência de educação permanente (EP) com a equipe de saúde da família, enfocando o acolhimento realizado na unidade e a AIDPI, com dados registrados em diário de campo. A segunda etapa ocorreu durante a implantação de uma estratégia de acolhimento embasada em aspectos da AIDPI, realizada por profissionais de enfermagem, sendo os dados sobre o acolhimento a 30 crianças registrados em roteiro e diário de campo. Durante as discussões da EP, emergiram questões relacionadas à demanda espontânea, à maneira como a equipe lida com essa demanda, ao acolhimento, ao resgate dos espaços coletivos de ação e à necessidade de capacitação dos profissionais para o acolhimento. Visando atender à demanda da população infantil por atendimentos não-agendados, buscou-se, durante a EP, estruturar o acolhimento às crianças menores de cinco anos de idade, através de aspectos da AIDPI, após a apresentação dessa estratégia à equipe, enfocando o trabalho dos profissionais de enfermagem. Com o intuito de apreender o processo de implantação desse acolhimento, os dados coletados na segunda etapa foram descritos e explorados segundo três temas: comunicação e atitudes promotoras de vínculo; anamnese e avaliação clínica; e resolutividade. Os profissionais de enfermagem demonstraram atitude de escuta comprometida e preocupação com a continuidade do processo de trabalho na equipe. Forneceram orientações claras ao cuidador, embora algumas estratégias de comunicação tenham sido pouco utilizadas. Revelou-se uma maior atuação da enfermagem na avaliação da criança. No entanto, a utilização do gráfico de crescimento e o levantamento de hábitos de saúde e questões alimentares necessitam ser mais bem explorados. Foram identificadas situações prioritárias e outros problemas além da queixa inicial, agilizando as ações. As principais dificuldades relacionaram-se à inadequação do espaço físico e à continuidade desse acolhimento qualificado pela AIDPI no cotidiano do serviço. Considera-se que a experiência contribuiu para um trabalho em equipe contínuo, que promoveu o manejo adequado dos casos e organizou o atendimento às crianças que chegam ao serviço para atendimento não agendado. Apontamos a necessidade da incorporação da EP na filosofia de trabalho da unidade, como forma de contribuir para o aprimoramento e continuidade desse acolhimento, no processo de trabalho cotidiano e com a saída e inclusão de membros na equipe.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-23042007-141133/

Nº de Classificação: 5167
GAIOSO, Vanessa Pirani. Satisfação do usuário na perspectiva da aceitabilidade no cenário da Saúde da Família no Município de Ribeirão Preto-SP. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 152 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MISHIMA, Silvana Martins
RESUMO: No campo da Saúde Pública, a avaliação de serviços é área de extrema relevância, pois viabiliza diretrizes e opções para o processo de planejamento e possibilita um controle técnico e social dos serviços e programas prestados à sociedade. Contudo, ainda é escassa a produção científica publicada voltada a satisfação dos usuários em relação aos serviços de atenção primária à saúde, em especial aquelas para a Saúde da Família. A estratégia de Saúde da Família, viabilizada pelo Ministério da Saúde, em curso no país a cerca de uma década, tem sido objeto de avaliação pelo próprio Ministério que vem indicando a necessidade de estudos locais e que possam se voltar para analisar a relação dos serviços com os seus usuários. Assim, o objetivo geral desta pesquisa é avaliar a aceitabilidade dos usuários em relação à oferta e prestação de assistência pelas equipes de Saúde da Família de Ribeirão Preto-SP-Brasil. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório-descritivo centrando-se numa abordagem quanti-qualitativa. A população do estudo foi constituída por 171 usuários cadastrados nos quatros Núcleos de Saúde da Família que cobrem a área básica de um serviço de referência secundário da zona oeste do município. Os dados empíricos foram coletados nos domicílios por meio de entrevista semi-estruturada. Utilizamos como dimensões analíticas: infra-estrutura, acessibilidade, relação equipe-usuário, resolutividade e, incluímos ainda um item de sugestões. A análise dos dados é discutida simultaneamente, sendo que para a análise dos dados quantitativos recorremos ao auxílio do software SPSS e os qualitativos, utilizamos a análise temática, sendo identificados três temas: Acesso e acessibilidade nos Núcleos de Saúde da Família; Humanização da assistência na Saúde da Família – os detalhes que fazem a diferença na produção do cuidado em saúde; A busca por qualidade da atenção. Identificamos uma avaliação em geral com alto percentual de satisfação, contudo, ao aprofundarmos nas narrativas, percebemos uma contradição, evidenciada pela insatisfação dos usuários em relação a alguns indicadores. Os usuários apontam como um dos pontos de grande satisfação relações inter-pessoais atenciosas e afetivas, demonstrando a grande valorização das tecnologias leves nas relações entre os trabalhadores e usuários e um dos aspectos diferenciais na atenção à saúde. Já as insatisfações predominaram quanto a ambiência, tempo alto na sala de espera, e principalmente, obstáculos em relação a acessibilidade organizacional, prejudicando a longitudinalidade e a continuidade da atenção à saúde. A maioria das sugestões dos usuários foi relacionado à melhoria da acessibilidade organizacional, favorecendo inclusive a dispensação de medicação e realização de procedimentos na própria unidade de saúde. Estudos de avaliações de satisfação dos usuários permitem a esses oportunidades de expressão nas quais podem monitorar e controlar as atividades dos serviços públicos de saúde, fortalecendo sua participação nos processos de planejamento e exercendo o controle social.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-26032007-163830/

Nº de Classificação: 5168
GONTIJO, Liliane Parreira Tannús. Construindo as competências do cirurgião-dentista na atenção primária em saúde. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 228 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): ALMEIDA, Maria Cecília Puntel de
RESUMO: Esta pesquisa tem como enfoque central a especificidade do trabalho do cirurgião-dentista (CD), na atenção primária em saúde e, como objeto de estudo, a construção de suas competências gerais e específicas e sua contribuição para a construção do Sistema Único de Saúde (SUS). Os referenciais de competência e atenção primária em saúde, articulados aos princípios do SUS e da estratégia de Saúde da Família, fundamentaram teoricamente este trabalho. A definição dos municípios do estudo e da escolha dos sujeitos deu-se em função da utilização da técnica Delphi, como método de investigação. Foram selecionados 12 municípios da Região do Triângulo Mineiro/ Alto Paranaíba e a totalidade dos 509 cirurgiões-dentistas da rede básica do SUS. Participaram da pesquisa 11 municípios e 337 cirurgiões-dentistas. Os resultados em relação ao perfil dos CD apontaram que a maioria é de mulheres (69,5%); tem a idade de mais de 36 anos (70%); casados (65%); estão a longo período trabalhando na atenção básica de saúde (53% acima de 10 anos); e em busca da diferenciação neste contexto de mercado, a partir da realização da pós-graduação (especialização), sendo que 55,8% cursaram ou estão cursando a especialização e 3,6% são mestres. As 20 competências analisadas, dentre as gerais e as específicas, foram selecionadas pelo Painel Delphi, como apropriadas e relevantes para o cirurgião-dentista na atenção primária em saúde, obtendo níveis de concordância, parcial e total, acima de 83%. As mesmas agruparam-se com tendência de maior valorização nas categorias definidas como (a) competências técnicas e de serviço: conhecimento técnico-científico com intervenção clínica humanizada; diagnóstico preciso; coordenação e execução de ações coletivas de promoção e prevenção em saúde; promoção e educação em saúde; educação permanente; execução de visitas domiciliares qualificadas; atendimento adequado a grupos específicos; atenção odontológica com enfoque para gestantes e bebês; interação e conhecimento da comunidade que atua; trabalho em equipe multiprofissional e habilidade manual, em (b) competências pessoais e comunicativas: criatividade e capacidade de adaptação; criatividade com iniciativa e flexibilidade; liderança; segurança e confiança, em (c) competências do cuidado e organizacionais ou metódicas: acolhimento ao usuário e humanização; planejamento em saúde; gerenciamento e organização. Em contraponto, o menor percentual de concordância (83.1%) correspondeu a competência responsabilidade social, alocada neste estudo na (d) categoria sócio-política. As competências requeridas para o trabalho do cirurgião dentista na atenção primária em saúde fazem parte, indispensável, junto a um conjunto de demais ações estratégicas, que possibilitam o suporte necessário para a construção do SUS. Estas competências devem atender as necessidades de articulação da prática e da formação do CD, em uma perspectiva dos atributos essenciais da Atenção Primária em Saúde (APS) em interface com os princípios do SUS e da estratégia de Saúde da Família, com ênfase no cuidado à saúde e na responsabilidade social.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-10052007-135113/

Nº de Classificação: 5169
PARENTI, Patrícia Wottrich. O cuidado pré-natal às adolescentes: competências das enfermeiras. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 171 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): CLAPIS, Maria José
RESUMO: O presente estudo teve como objetivo identificar quais são as competências que a enfermeira deve desenvolver para o cuidado pré-natal de adolescentes. Participaram quinze adolescentes na faixa etária de 14 a 19 anos, com idade gestacional entre 36 semanas e 1 dia e 40 semanas e 2 dias, bem como dez enfermeiras que prestavam assistência pré-natal, em uma maternidade filantrópica do município de Ribeirão Preto, SP, há pelo menos um ano. Pesquisa de natureza qualitativa, descritiva, com coleta de dados através de entrevistas semi-estruturadas. Para a construção do processo de análise e interpretação dos dados, apropriamo-nos do referencial teórico de competências, segundo Philippe Perrenoud, e das competências essenciais para o exercício da obstetrícia preconizadas pela International Confederation of Midwives. A análise do conteúdo (Bardin, 1977) nos possibilitou a construção de duas categorias temáticas. O cuidado pré-natal, na concepção das adolescentes, está atrelado à assistência voltada às questões biológicas, ressaltando a saúde do bebê. Por outro lado, elas destacaram que a qualidade do cuidado pré-natal deve estar baseada na escuta, diálogo, atenção e respeito, onde a dimensão do acolhimento como postura deve ser incorporada no trabalho da enfermeira, evitando julgamentos de concepção moral. Apontamos, também, que a comunicação interpessoal enfermeira-gestante adolescente tem sido grande desafio no sentido de estreitar laços de compreensão. Para que isso seja viabilizado, é essencial reconhecer as necessidades das adolescentes e estabelecer uma relação de confiança. Evidenciamos que, para as enfermeiras trabalharem na perspectiva da competência dialógica, articulando habilidades, conhecimentos e atitudes, a percepção do entendimento do contexto de vida, a utilização de linguagem adequada e a comunicação interpessoal efetiva devem ser incorporadas às suas ações. A integralidade na atenção pré-natal às adolescentes se traduz no acolhimento, no vínculo, na resolutividade dos profissionais de saúde e da instituição, através de discussões permanentes, capacitação da equipe, utilização de protocolos assistenciais, bem como reformulação no processo de formação dos recursos humanos na área da saúde, mais especificamente das enfermeiras, implantando nos cursos de graduação um modelo de formação, baseado no enfoque das competências profissionais. A construção de protocolos assistenciais, que conferem maior autonomia para o cuidado pré-natal das adolescentes, deve ser assumida pelas enfermeiras, adotando o referencial das competências como norteador da mudança do modelo assistencial.

Acesso ao texto integral: não localizado e não temos o CD

Nº de Classificação: 5170
SILVA, Edilaine Cristina da. Educação a distância: ambientes digitais para o processo ensino-aprendizagem em enfermagem psiquiátrica. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 181 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): FUREGATO, Antonio Regina Ferreira
RESUMO: Estudo descritivo e exploratório cujo objetivo foi investigar a compatibilidade dos ambientes virtuais para o processo ensino-aprendizagem em enfermagem psiquiátrica, através do desenvolvimento e da aplicação de Curso On-line sobre Transtornos de Humor e de Personalidade disponibilizado em ambiente Teleduc. Foram investigados: o uso do ambiente virtual de aprendizagem durante o Curso; a opinião dos estudantes sobre a Tecnologia, as características de competência social para interagir no contexto acadêmico; o Curso e a Interação; o processo ensino-aprendizagem ocorrido nas discussões de casos clínicos pelo Bate-papo; a associação entre as características de competência social (sociabilidade, agressividade, liderança e inibição) e o uso das ferramentas de comunicação. A amostra foi composta por 32 acadêmicos do Curso de Bacharelado da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto–USP que cursavam a disciplina de Enfermagem Psiquiátrica. Os dados foram coletados por meio dos registros do ambiente virtual e da aplicação do Questionário de Identificação, do Questionário de Característica Social para Interagir com Colegas no Âmbito Acadêmico e do Questionário de Opinião sobre a Tecnologia, o Curso e a Interação. Os resultados foram analisados por meio de estatística descritiva e teste de correlação, utilizando-se o programa SPSS e análise de conteúdo. O trabalho conjunto de diferentes especialistas culminou na criação de um desenho educativo contextualizado com a realidade dos estudantes e da assistência em enfermagem psiquiátrica. A amostra apresentou níveis medianos de sociabilidade, liderança, inibição e baixa agressividade; sociabilidade e liderança apresentaram correlação positiva para o uso das ferramentas de comunicação, enquanto a inibição e a agressividade apontaram uma correlação negativa. As discussões pelo Bate-papo permearam a aprendizagem de conhecimentos, procedimentos, atitudes e valores, e promoveram a participação ativa dos estudantes. Conclui-se que ambientes virtuais são compatíveis para apoiar o processo ensino-aprendizagem em enfermagem psiquiátrica, criando novas possibilidades educativas e mantendo canal aberto para a informação e a comunicação; o desenvolvimento de cursos on-line exige dedicação conjunta de especialistas na temática, em recursos informáticos e em didática para educação a distância; as maiores dificuldades dos estudantes parecem estar relacionadas a ter iniciativas e a desenvolver um processo de auto-aprendizagem mais crítico e reflexivo; a competência social contribui para a participação do estudante em processos educativos a distância; as instituições formadoras devem atentar para o desenvolvimento de atitude relacional junto aos estudantes; conhecer as características pessoais dos estudantes contribui para desenvolver uma aprendizagem mais personalizada que considere as dificuldades pessoais. A melhoria na qualidade da assistência de enfermagem aos portadores de doenças psiquiátricas justifica todo investimento no processo de formação do enfermeiro.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-07052007-094147/

Nº de Classificação: 5171
VALLADARES, Ana Claúdia Afonso. A arteterapia com criança hospitalizada: uma análise compreensiva de suas produções. Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2007. 222 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): CARVALHO, Ana Maria Pimenta
RESUMO: A hospitalização pode desencadear na vida da criança adversidades e estresse no curso do seu desenvolvimento natural. Diante da preocupação com a saúde mental da criança hospitalizada e na busca de atendimento às suas necessidades vitais, vê-se a possibilidade da inserção da Arteterapia, com suas atividades lúdicas, no ambiente hospitalar pediátrico, tendo em vista que favorece o desenvolvimento da expressão e criação infantil, bem como o crescimento global da criança, motivo pelo qual deve fazer parte da vida delas, especialmente daquelas hospitalizadas. Este estudo objetivou realizar uma análise compreensiva das produções plásticas de uma criança hospitalizada, a partir da Psicologia Analítica, buscando apreender as transformações das representações plásticas que ocorreram ao longo do processo arteterapêutico. Escolheu-se como percurso metodológico a pesquisa qualitativa, que privilegiou analisar o conteúdo e a evolução das produções plásticas da criança hospitalizada. Compôs o estudo o corpus das produções plásticas de uma criança de oito anos de idade, com diagnóstico de meningite, internada em um hospital público de Goiânia/GO, a qual passou por intervenções breves de Arteterapia. A análise de dados evidenciou que, ao projetar suas imagens nas produções plásticas, no decorrer da avaliação inicial à final, a criança expôs sua história de vida e seu momento existencial, e também mostrou como estavam organizados seus conteúdos internos, como essa organização foi se modificando ao longo do processo arteterapêutico em favor de seu fortalecimento, crescimento e desenvolvimento psíquico. A realização deste trabalho mostrou que a criação de espaços para as intervenções de Arteterapia muito contribuirá para facilitar a expressão das crianças de forma mais produtiva, bem como para transformar o ambiente hospitalar em local propício ao desenvolvimento saudável da criança.




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