Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0573-D.pdf

Nº de Classificação: 5097
MANCIA, Joel Rolim. Revista Brasileira de Enfermagem e seu papel na consolidação profissional. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [178] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): PADILHA, Maria Itayra Coelho de Souza

RAMOS, Flávia Regina Souza


RESUMO: Trata-se de um estudo histórico que teve como objetivo historicizar a emergência da Revista Brasileira de Enfermagem como órgão de direcionamento e consolidação profissional da enfermagem, desde o seu início até a década de setenta do século vinte. A Tese argumentada ao longo do estudo é de que a REBEn vem representando nacionalmente um marco para a compreensão da enfermagem enquanto profissão, uma vez que ela tem papel importante na trajetória histórica da enfermagem e se mostra lócus privilegiado de enunciação do discurso e direção ideológica produzidos pela ABEn. A investigação se pautou no referencial teórico e metodológico da nova história, especialmente, memória e história oral. O discurso foi construído a partir de diferentes fontes documentais, incluindo livros, artigos e editoriais da própria revista, livros atas e relatórios da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e do acervo Fontes da História da Enfermagem pertencente ao Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem, especialmente das transcrições de entrevistas com enfermeiras ex-dirigentes da entidade. A revisão da literatura foi organizada a partir de alguns marcos da ABEn, selecionados por sua contribuição na construção de uma identidade para a enfermeira diplomada e por terem na REBEn um notável veículo de expressão. Estes marcos foram a Semana Brasileira de Enfermagem, as Estratégias Políticas para Educação em Enfermagem, o Centro de Estudo e Pesquisa em Enfermagem e o Congresso Brasileiro de Enfermagem. A análise se configurou em torno da REBEn como veículo de direcionamento e consolidação profissional da Enfermagem brasileira, articulada em duas categorias principais, geradas pela apreensão de particularidades próprias a dois momentos históricos: - o nascimento da REBEn e os primeiros anos de luta (1932-1954); - a REBEn em novo cenário e em novos projetos para a enfermagem (1955-1980). Esta análise considerou que as mensagens veiculadas pela revista e oriundas da ABEn não estavam descoladas do cenário ou das idéias que caracterizavam os atores da Enfermagem da época. Mostravam os modos de ser dessa enfermagem, além de orientarem a condução da mesma em todos os espaços sociais, profissionais e políticos. Oportunizavam, assim, condições e possibilidades a determinados modos de ser e fazer profissional, no mesmo movimento em que asseguravam a direção ideológica produzida pelas dirigentes da ABEn. Os editoriais, ao tratarem de temas em evidência no contexto sócio-político, de forma clara ou velada, manifestavam as estratégias da entidade, seus sucessos e percalços no papel de domínio e enunciação de um discurso sobre a enfermagem, seus compromissos, práticas e a produção do conhecimento neste campo. A REBEn constituiu-se assim no instrumento político, que as diretorias da ABEn deram vida, fizeram funcionar, enquanto instituição, para estabelecer a interlocução com seus sócios e, entre a categoria de enfermagem.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0585-T.pdf

Nº de Classificação: 5098
GONÇALVES, Jadete Rodrigues. O profissional de saúde em enfermaria de crianças gravemente enfermas e as implicações do cotidiano do trabalho na sua saúde. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 191 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): RAMOS, Flávia Regina Souza
RESUMO: Este estudo teve por objetivo compreender as implicações do processo de trabalho no sofrimento psíquico, nos danos à saúde e na capacidade de resiliência das equipes de saúde que atuam junto a crianças gravemente enfermas e / ou com risco de vida em hospitais públicos. Assim, buscou reconhecer os fatores que podem levar ao adoecimento do profissional de saúde a partir da organização de seu trabalho, na relação com a instituição, com a equipe, com a criança e seus familiares; e os recursos de saúde por ele utilizados com vistas a construção individual e coletiva de estratégias de enfrentamento. Para constituir o objeto de análise, em sua complexidade e em suas fronteiras com diferentes conhecimentos, foram articuladas idéias e pressupostos do campo da psicologia e da saúde, que compuseram a base teórica, subdividida em quatro tópicos: sobre o ato de conhecer e a produção de um saber sobre a saúde e a doença; sobre o trabalhar com o sofrimento e a doença - processo de trabalho, a instituição e o profissional de saúde; sobre a criança e seu adoecer, a hospitalização e a iminência da morte. A investigação desenvolveu-se em um hospital público de referência no sul do país, envolvendo vinte profissionais que compõem equipes de saúde de um ambulatório e duas enfermarias com atendimento na especialidade em estudo. A pesquisa foi de natureza qualitativa com delineamento do tipo estudo de caso, com foco na equipe de saúde em sua diversidade e especificidades. A coleta de dados se deu sob o vértice da observação participante – com acompanhamento dos profissionais em suas atividades diárias nas unidades de atendimento, consultas, atendimentos ao leito, procedimentos e reuniões de equipe além de situações do cotidiano em vários espaços da instituição hospitalar -; entrevistas semi-estruturadas de profissionais, considerados pelo critério de representatividade das categorias que compõem as equipes e de profissionais em cargos de direção e chefias; e estudo documental. Os dados coletados foram centralizados em três categorias principais: a instituição hospitalar e os aspectos subjetivos deste lugar; o sofrimento institucional, os limites da saúde no processo de adoecimento do trabalhador de saúde, o significado que lhes conferem e como, nesse cenário, a resiliência se constitui; e, por fim, as articulações finais acerca de todas as escutas, refletindo-se para onde nos levam e quais são seus limites e possibilidades. Os resultados desse estudo apontaram na direção de um insidioso processo de sofrimento e adoecimento dos trabalhadores de saúde frente ao ato de cuidar de crianças e adolescentes gravemente enfermos ou com risco de morte, em uma conjuntura que evidencia aspectos do trabalho como a alienação e a fragmentação, somando-se às características do cenário político institucional no qual ele se desenvolve. As implicações de enfrentamentos constantes nesse contexto de trabalho contribui para o descrédito na sua capacidade de trabalhar criativamente com a equipe e instituição, enfraquecendo a capacidade de resiliência e o desenvolvimento de estratégias defensivas de saúde na busca de alternativas de superação aos impasses colocados no seu exercício profissional, no âmbito das políticas de saúde, bem como da organização do trabalho.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0584-T.pdf

Nº de Classificação: 5099
PRADO, Rosane Aparecida do. A ressignificação de avaliação no ensino por competência em um curso técnico de enfermagem. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [106] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PRADO, Marta Lenise do
RESUMO: A presente pesquisa trata de um estudo descritivo exploratório desenvolvido com um grupo de educadores de um Curso Técnico de Enfermagem, que tem como objetivo compreender o significado da avaliação da aprendizagem no ensino baseado em competências, estabelecer um processo reflexivo acerca do tema, bem como reconhecer crenças e valores da prática avaliativa. O referencial teórico metodológico baseou-se nos pressupostos de Paulo Freire em sintonia com fundamentos do ensino por competência de Philippe Perrenoud. A metodologia baseou-se inicialmente por meio de entrevistas semi-estruturadas onde surgiram os temas geradores. Em seguida, houve quatro encontros denominados círculos de diálogo para ocorrer à codificação e decodificação dos temas geradores, no quinto e último encontro objetivou-se o desvelamento crítico.Participaram da pesquisa seis educadores de uma instituição de ensino público de autarquia federal, vinculado ao Ministério da Educação. Foram identificados cinco temas geradores: a) Ensino por competência é difícil; b) A avaliação da aprendizagem é subjetiva; c) Os educadores ainda têm pouco conhecimento sobre o ensino e a avaliação por competência; d) Há necessidade de os educadores falarem a mesma linguagem na prática avaliativa, com coesão e união; e) O ensino ainda está muito tradicional apesar de ser chamado por competência. Os resultados apontam os significados da avaliação como aliança da competência técnica a afetividade e o estímulo aos educandos a buscarem seus caminhos com a facilitação da aprendizagem e como espaço de diálogo e de respeito, revela a importância em sustentar a ação pedagógica/avaliativa por meio da reflexão/ação e mostra o futuro e a ascensão da avaliação da aprendizagem no ensino por competência mediante posturas críticas, reflexivas, avaliação do próprio trabalho pedagógico e a educação permanente dos profissionais.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0579-D.pdf

Nº de Classificação: 5100
KERKOSKI, Edilaine. Qualidade de vida de pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [145] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): BORENSTEIN, Miriam Süsskind
RESUMO: Este estudo, do tipo exploratório descritivo de natureza quanti-qualitativa, teve como objetivo compreender como pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica sob tratamento fisioterápico percebem sua qualidade de vida. Foi desenvolvido na Clínica de Fisioterapia da Universidade do Vale do Itajaí, em Itajaí (Estado de Santa Catarina - Brasil). Orientado pelo marco de referência sobre qualidade de vida do grupo World Health Organization Quality of life, que engloba a saúde física, estado psicológico, nível de independência, relações sociais, crenças pessoais e relações com as características do meio ambiente em que a pessoa está inserida. Integraram o estudo quinze pessoas. A coleta de dados foi realizada utilizando-se o instrumento World Health Organization Quality of life-100 e uma entrevista semi-estruturada. Para análise quantitativa utilizou-se a sintaxe oferecida pelo grupo World Health Organization Quality of life para ser usada no programa de Software SPSS (Statistical Package for Social Science). Foi realizada análise estatística descritiva e análise de correlação; e análise qualitativa do conteúdo, sendo que as categorias foram compostas pelos domínios do instrumento. A análise quantitativa do instrumento demonstrou que os aspectos físicos e o nível de independência foram os piores escores dos seis domínios avaliados. Os elementos foram: dor; energia; sono; mobilidade; atividades da vida cotidiana; dependência de medicação ou tratamento; e capacidade para o trabalho. A análise qualitativa permitiu explorar mais a influência dos aspectos físicos e o nível de independência, permitindo compreender, o que exatamente, desses elementos prejudica a qualidade de vida dessas pessoas, que foi a dor, dispnéia, dificuldade para dormir e presença de tosse e catarro. Pelo instrumento, pudemos verificar que o domínio psicológico foi o que obteve correlações mais fracas como interferindo na qualidade de vida na população deste estudo, principalmente os elementos relacionados à auto-estima, aos sentimentos negativos e a imagem corporal. Por outro lado, na análise qualitativa, evidenciou-se que os aspectos psicológicos interferem sobremaneira a qualidade de vida. No domínio relações sociais avaliado pelo instrumento, o suporte social e atividade sexual mostraram-se importantes. Na avaliação qualitativa não só receber apoio social, mas como o bom relacionamento com a família é importante para a melhora da qualidade de vida. No domínio ambiente, baseando-se pelo instrumento observou-se que o transporte, o ambiente físico, a participação em atividades recreativas e de lazer, bem como, a oportunidade de obter tais atividades, a segurança física e ambiente no lar, foram os elementos que mais se correlacionaram com a qualidade de vida. Na análise qualitativa, dois elementos destacaram, as baixas temperaturas e a poluição do ar influenciam negativamente na qualidade de vida dessas pessoas. A fisioterapia contribui positivamente em todos os domínios da qualidade de vida.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0574-D.pdf

Nº de Classificação: 5101
CASCAIS, Ana Filipa Marques Vieira. Representações sociais da condição de estar estomizado por câncer. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [149] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MARTINI, Jussara Gue
RESUMO: A realização de uma estomia produz alterações na vida cotidiana da pessoa, em nível físico, psicológico e social. Este estudo teve como objetivo compreender as representações sociais de estar portador de um estoma em decorrência de câncer. O referencial teórico adotado foram as Representações Sociais de Serge Moscovici. Para tal foi realizada uma pesquisa qualitativa, com 14 pessoas estomizadas em decorrência de câncer intestinal, inscritas no Programa de Assistência ao Ostomizado, pertencentes à Gerência Regional de Saúde de São José. A coleta de dados compreendeu a realização de entrevistas semi-estruturadas e a realização de uma oficina. Para a análise dos dados recorreu-se à Análise Temática. A partir da análise de dados pode-se compor duas categorias: “Representações Sociais sobre o Câncer” e as “Representações Sociais do viver com Estomia”. Na primeira categoria são discutidas as imagens que os sujeitos possuem sobre o câncer. Na segunda categoria, são analisadas as representações que a pessoa estomizada possui no decorrer de sua vida cotidiana, destacando-se cinco representações que compõem as subcategorias. Na primeira subcategoria, são analisadas as representações de se ser portador de uma estomia. Na segunda, a estomia provoca mudanças no estilo de vida da pessoa estomizada, sendo representada como uma dificuldade, analisando-se assim, as dificuldades vivenciadas pela pessoa estomizada, desde o momento da intervenção cirúrgica, até à atualidade, as quais foram: ocorrência de “acidentes”, ruídos e “mau cheiro”; isolamento inicial; restrições alimentares; limitação da atividade física e aposentadoria; complicações relacionadas com o estoma; insegurança das bolsas coletoras; falta de informação e despreparo dos profissionais de saúde; restrições sexuais; dificuldades financeiras e inadequação dos banheiros. Surgiu ainda, na terceira subcategoria a alteração da imagem corporal, tendo sido analisadas as diferentes representações de corpo, percebidas pelos sujeitos após a realização deste procedimento cirúrgico. Na quarta subcategoria, são destacados os testemunhos dos sujeitos, os quais apesar de vivenciarem algumas limitações, relatam terem um estilo de vida semelhante ao anterior à cirurgia. Por último, na quinta subcategoria são discutidos os elementos que representam as forças encontradas por estas pessoas, para se adaptarem à nova condição, tendo-se identificado: apoio da família e amigos; fé e crenças religiosas; força interior; profissionais de saúde e outros profissionais; participação em grupos terapêuticos e associações e comparações positivas. Acredita-se que o conhecimento do processo de viver da pessoa com estomia, a partir de suas representações sociais, contribuirá para um aprofundamento do conhecimento nesta área e ao mesmo tempo proporcionar novas compreensões para a atuação da enfermagem, melhorando assim, a assistência a estas pessoas.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0583-D.pdf

Nº de Classificação: 5102
ALMEIDA, Paulo Jorge dos Santos. O conflito no processo de trabalho da equipe de emergência. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [130] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PIRES, Denise Elvira Pires de
RESUMO: Os conflitos fazem parte da nossa vida pessoal e profissional. Mesmo que não ocorram diariamente aparecem com bastante freqüência, muitas vezes maior que a desejável. Nas organizações de saúde, onde recursos limitados têm que ser ajustados para dar resposta a necessidades de cuidados de saúde nem sempre previsíveis e em constante mudança, os conflitos são muito significativos. O presente estudo teve como objetivo analisar o processo de trabalho de uma equipe de saúde que atua num serviço de emergência identificando situações de conflito que influenciam a assistência e as relações de trabalho. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, efetuada num serviço de emergência de um hospital situado na capital de um estado da região sul do Brasil. A coleta de dados compreendeu a realização de 120 horas de observação no serviço de emergência e de 17 entrevistas semi-estruturadas com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e uma assistente social. Os dados obtidos foram analisados recorrendo à utilização do software de análise qualitativa ATLAS.ti. Como referencial teórico foram utilizadas as teorizações sobre processo de trabalho em saúde, a ergologia e as formulações teóricas sobre conflitos nas organizações. Os resultados obtidos com a análise dos dados apontam para vários fatores desencadeantes de conflito no trabalho e revelam que o conflito tanto pode ter influência positiva como negativa no processo de trabalho da equipe de saúde da unidade de emergência e no bem-estar dos trabalhadores. Dentre os fatores desencadeantes de conflitos e de estresse destacam-se a inadequação do espaço físico, a existência de uma procura de cuidados de saúde maior que a capacidade do serviço, o tempo elevado de espera para os usuários serem atendidos, o duplo vínculo empregatício de muitos profissionais e as características individuais e subjetivas de alguns integrantes da equipe. Como conseqüências negativas do conflito na saúde dos profissionais destacam-se o estresse e o aumento das cargas psíquicas. Como conseqüência positiva para o trabalho os profissionais valorizaram a reflexão e a possibilidade de ocorrerem mudanças que a os conflitos possibilitam. Os conflitos acontecem diariamente no serviço estudado e têm múltiplas causas, assim é muito importante que os profissionais de saúde tenham consciência da sua presença e estejam preparados para administrá-los de modo a minimizar os danos e a potencializar os benefícios.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0578-D.pdf

Nº de Classificação: 5103
TERRA, Marlene Gomes. Significados da sensibilidade para o ser-docente-enfermeiro/a no ensinar e aprender a ser e fazer enfermagem à luz da fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [223] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): GONÇALVES, Lúcia Hisako Takase
RESUMO: Esta pesquisa objetivou a compreensão dos significados da sensibilidade para o ser-docente-enfermeiro/a no ensinar e aprender a ser e fazer Enfermagem. Motivada pelas inquietações decorrentes da minha vivência como docente-enfermeira, busquei na pesquisa qualitativa a abordagem da Fenomenologia em Maurice Merleau-Ponty como referencial teórico-filosófico e na Hermenêutica-fenomenológica de Paul Ricoeur o suporte necessário para fundamentar a organização das descrições experienciais, ou seja, os dados empíricos. Com a finalidade de atender o objetivo deste estudo, entrevistei 19 ser-docentes-enfermeiros do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, SC, no período de novembro a dezembro de 2006. Dessas entrevistas decorrentes das relações e interações estabelecidas entre pesquisadora/observadora e entrevistados/observados permeadas pelo diálogo e pela ética, cheguei às descrições existenciais das quais emergiram três grandes significados: o ser humano (percepção de si como ser-docente-enfermeiro e o outro), situações (na relação docentediscente, na relação ser-docente/ser-docente, na relação docente-enfermeiro, na relação docente-família, na relação discente-família) e sentimentos (de proxemia, de distanciamento e ambigüidade). A sensibilidade surge como uma polissemia, ou seja, multiplicidade de idéias e sentidos no conjunto da hermenêutica dos discurso. Esses significados foram considerados como tendo a mesma importância; apenas foram dispostos em uma seqüência por uma questão didática. Os docentes tiveram a preocupação de mostrar que, antes de ser-docente-enfermeiro e outro, são seres-nomundo que estão presentes nas situações e nos sentimentos. Assim, o ser humano aparece como primeiro significado. Os significados revelaram as manifestações da sensibilidade no ensinar e aprender a ser e fazer Enfermagem, as quais trazem contribuições valiosas não só para a pesquisa e o ensino da Enfermagem, mas também para outras áreas da saúde e de ensino interessadas nesta temática.

Acesso ao texto integral: http://www.tede.ufsc.br/teses/PNFR0587-T.pdf

Nº de Classificação: 5104
ROSA, Luciana Martins da. O cuidado de enfermagem no itinerário terapêutico da pessoa com diagnóstico de câncer. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [118] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): RADÜNZ, Vera
RESUMO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva que objetivou caracterizar os motivos que dificultam a adesão aos cuidados de Enfermagem no itinerário terapêutico da pessoa com diagnóstico de câncer, em tratamento antiblástico ambulatorial. Foram estabelecidos como objetivos específicos, identificar o itinerário terapêutico e a percepção das pessoas com diagnóstico de câncer sobre o cuidado de Enfermagem e refletir com as enfermeiras da Central de Quimioterapia o desenvolvimento da consulta de Enfermagem. A pesquisa foi realizada em uma Instituição de Saúde, do sul do Brasil, especializada no atendimento oncológico, e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da referida Instituição. O referencial teórico utilizado foi a Teoria das Relações Interpessoais de Hildegard Peplau, a Teoria do Autocuidado de Dorothéa Orem e os Sistemas de Cuidados à Saúde do antropólogo Arthur Kleinman. A coleta de dados foi realizada no período de outubro de 2006 a junho de 2007. Utilizou-se para o desenvolvimento da mesma a entrevista semi-estruturada, gravada com as pessoas com diagnóstico de câncer em tratamento antiblástico, 06 homens e 07 mulheres e a problematização, com registros em diário de campo com 10 enfermeiras da Central de Quimioterapia. A análise de conteúdo proposta por Bardin foi utilizada para análise dos dados categorizados em itinerário terapêutico das pessoas com diagnóstico de câncer; cuidado de Enfermagem e significados do conforto. Os achados deste estudo mostraram que os cuidados de Enfermagem são incorporados parcialmente ao itinerário terapêutico da pessoa com diagnóstico de câncer. Esta incorporação parcial se deve ao fato da sistematização dos cuidados de Enfermagem ser desenvolvida de forma empírica e sem padronização entre os pares. Faz-se, portanto necessário, um movimento pautado na educação permanente para incorporação da sistematização dos cuidados de Enfermagem como filosofia de cuidado e para o cuidado. Este estudo poderá auxiliar no planejamento do cuidado de Enfermagem, na qualidade e eficácia do cuidado e no bem-estar da pessoa com diagnóstico de câncer em tratamento antiblástico.




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