Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Nº de Classificação: 5062
JORGE, Bruno Magalhães. O curso de residência da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto na formação do enfermeiro especialista (1996-2000). Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 74 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SILVA JUNIOR, Osnir Claudiano da
RESUMO: Trata-se de um estudo de caso histórico-institucional sobre a especialização do enfermeiro através de treinamento em serviço, na modalidade de residência de enfermagem, da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto - EEAP no período de 1996 a 2000. Os marcos temporais são o início da primeira turma de residentes e a publicação do primeiro catálogo de monografias do curso. Estudou-se o contexto da política de saúde na década de criação do curso, as inovações apresentadas, as contribuições para o ensino de enfermagem e à inserção no mercado de trabalho. Concluiu-se que: a residência da EEAP foi fruto de uma parceria entre esferas civis e militares com uma instituição de ensino superior, o que garantiu legalmente o certificado de especialização destes profissionais; permitiu que o residente trabalhasse se especializando, se especializasse pesquisando e produzisse conhecimento através de ações concretas na realidade; caracterizou-se como um momento acadêmico importante à transição da pós-graduação lato sensu à pós-graduação strictu sensu; e que 97% (noventa e sete por cento) dos Trinta e dois residentes analisados estão alocados no serviço público de saúde.

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Nº de Classificação: 5063
NEVES, Claudinéa Lacerda da Rosa. A história de uma prática de cuidar do cliente com HIV/aids: o emergir de um saber dos enfermeiros do Hospital Universitário Gaffré e Guinle, 1983-1987. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 69 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): AMORIM, Wellington Mendonça de

MORAES, Nilson Alves de


RESUMO: Estudo de caso de caráter histórico-social, que versa sobre a (re)configuração do cuidado de enfermagem nas enfermarias de Clínica Médica do Hospital Universitário Gaffrée Guinle (HUGG), a partir da internação de clientes com HIV/Aids, 1983-1987 e conduzido pelas seguintes questões norteadoras: Como os enfermeiros enfrentaram os desafios impostos pela chegada dos clientes com HIV/Aids no HUGG? Como o cuidado de enfermagem foi modificado a partir das internações dos clientes com HIV/Aids no HUGG? Qual o espaço e o reconhecimento conquistados pelos enfermeiros dentro e fora do hospital? Os objetivos foram: descrever as circunstâncias da chegada dos primeiros clientes com HIV/Aids para internação no HUGG; analisar as estratégias empreendidas pelos enfermeiros diante do desafio de cuidar desses clientes; e discutir a eficácia simbólica dessas estratégias para a (re)configuração da assistência de enfermagem no HUGG. Como referencial teórico, foram utilizados os conceitos de habitus e campo produzidos por Pierre Bourdieu. Utilizou-se como cenário o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle/UNIRIO. Participaram do estudo 09 enfermeiros que se envolveram com o cuidado aos clientes com HIV/Aids no recorte temporal do estudo. Os achados evidenciaram que o pouco conhecimento sobre o HIV/Aids, o medo e a discriminação foram os principais entraves para o cuidado de enfermagem aos clientes com HIV/Aids nos primeiros anos da epidemia nas enfermarias de clínica médica do HUGG, mas os enfermeiros não se abateram, foram em busca da (re) atualização do habitus. Depreende-se que, a partir desse momento, os enfermeiros do HUGG tornaram-se porta-vozes do cuidado aos clientes com HIV/Aids e começaram a reorganizar o cuidado de enfermagem nas enfermarias desse Hospital, o que possibilitou ofertar aos clientes com HIV/Aids um cuidado humanizado, digno e pautado no respeito ao ser humano e na valorização da vida.

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Nº de Classificação: 5064
FONSECA, Aline Miranda da. O cuidado domiciliário ao idoso com doença de Alzheimer: um enfoque ao cuidador. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 87 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Enedina
RESUMO: Procuramos abordar neste estudo a Doença de Alzheimer a partir de uma perspectiva que incluiu mudanças na estrutura familiar contemporânea, a rede informal de cuidados e o cuidado domiciliário prestado ao idoso dementado. Verificamos que esse grupo populacional é merecedor de atenção e de aprofundamentos teóricos, por isso, enquanto profissionais de saúde, pesquisadoras e, sobretudo, enquanto sujeitos sociais de transformação da realidade propusemos investigações que podem favorecer a sociedade de uma forma geral, e, em particular a enfermagem, cujo foco prioritário de atenção é o cuidado. Dessa forma delineamos para este estudo seguinte objetivo: Conhecer as atividades de cuidado desenvolvidas pelo cuidador e prestadas ao idoso portador de doença de Alzheimer, com vistas às dificuldades sentidas no cotidiano da prática de cuidar no ambiente domiciliar; Os cenários escolhidos para a realização do estudo foram os grupos de apoio aos cuidadores e familiares de idosos com doença de Alzheimer e outras doenças similares, situados na Regional Niterói e sub-regional Rio de Janeiro, ambos organizados e dirigidos pela Associação Brasileira de doença de Alzheimer. Participaram desse estudo oito cuidadores que freqüentam os grupos de apoio. Desses oito cuidadores entrevistados, sete são cuidadores familiares e um não-familiar. Para coleta de dados utilizamos um roteiro de entrevista de semi-estruturada composto de questões pautadas nos dados de identificação e sociodemográficos; vínculo e/ou grau de parentesco existente entre o cuidador e o portador de doença de Alzheimer; há quanto tempo cuida desse idoso; atividades desempenhadas pelo cuidador em ambiente domiciliar e dificuldades sentidas ao realizar os cuidados no domicílio.Os dados obtidos foram analisados qualitativamente à luz dos princípios recomendados por Lefêvre e Lefêvre sobre o Discurso do Sujeito Coletivo, cujos resultados apontaram para oito atividades realizadas pelo cuidador no ambiente domiciliário: higiene corporal, bucal, cuidar dos cabelos, alimentação; acompanhamento e vigilância; necessidades Fisiológicas, vestuário e a comunicação. As dificuldades encontradas pelo cuidador foram delineadas em três aspectos: Subjetividades do cuidar/cuidado; Família e cuidado; e Higiene Corporal .Constatamos que os grupos de apoio aos cuidadores e familiares de portadores de doença de Alzheimer, são campos ricos de conhecimentos, merecedores de atenção e atuação dos profissionais de saúde e principalmente do profissional enfermeiro, pois, pode-nos propiciar investigações que facilitem e favoreçam a nossa compreensão acerca dos cuidadores, das atividades de cuidado, dos portadores de doença de Alzheimer, da dinâmica familiar e da relação interpessoal de todas aqueles envolvidos no processo demencial do tipo Alzheimer.Concluímos, portanto, que o cuidado prestado a idosos com doença de Alzheimer por seus cuidadores requer o conhecimento e o aprimoramento de habilidades/estratégias emocionais, pois está imerso no campo da subjetividade individual daquele que cuida e na própria subjetividade do cuidar/cuidado.

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Nº de Classificação: 5065
GÓES, Fernanda Garcia Bezerra. Práticas educativas em saúde com a família da criança hospitalizada: componente essencial do cuidado de enfermagem. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 60 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): LA CAVA, Angela Maria
RESUMO: O presente trabalho teve como objeto de estudo a concepção de educação em saúde que norteia a prática educativa do enfermeiro junto à família da criança hospitalizada. As reflexões de como os enfermeiros estão integrando o cuidado com ações educativas em saúde na assistência infantil levaram aos seguintes objetivos do estudo: 1) Identificar a concepção de educação em saúde que norteia a prática educativa do enfermeiro junto à família da criança hospitalizada; 2) Caracterizar as práticas educativas em saúde do enfermeiro com a família da criança hospitalizada. Trata-se de um estudo qualitativo, cujos sujeitos foram nove enfermeiros da Unidade de Pacientes Internos do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O instrumento para produção dos dados foi a entrevista semi-estruturada. Foram seguidos os preceitos éticos e legais vinculados a pesquisa com seres humanos, contidos na Resolução CNS 196/96. A partir da Análise Temática dos dados, emergiram as seguintes categorias: 1) A concepção de educação em saúde na ótica dos enfermeiros; 2) Práticas educativas em saúde: preparando as famílias de crianças dependentes de tecnologia para o cuidado domiciliar. Constatou-se que a concepção de educação em saúde está pautada na transmissão de conhecimentos e no modelo biologicista do processo saúde-doença, onde o saber das famílias, a sua realidade social e a existência de práticas populares foram pouco valorizados. As ações educativas encontram-se voltadas principalmente para as crianças dependentes de tecnologia. As recomendações do estudo são: 1) Criação de serviços de atenção domiciliar para as crianças que necessitam de cuidados especializados de forma tal que suas famílias tenham uma rede de apoio para cuidar de seus filhos; 2) Formação de grupos de discussão com os enfermeiros nas unidades hospitalares acerca da educação em saúde; 3) Criação de grupos educativos com as famílias das crianças hospitalizadas.

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Nº de Classificação: 5066
SOUZA, Lívia Fonseca Ferreira de. Desafios para a enfermagem - prevenindo desvios de memória no idoso e promovendo saúde: a busca de um cuidado possível. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 126 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): TAVARES, Renan

FIGUEIREDO, Nébia Maria Almeida de


RESUMO: Este estudo traz como objetos de investigação os cuidados de prevenção de desvios de memória e a promoção de saúde realizados pelas Enfermeiras da CGABEG como meio de intervenção no aparecimento do déficit cognitivo no cliente idoso. São objetivos: Identificar os cuidados de prevenção e promoção de saúde realizados pelas Enfermeiras da CGABEG como meio de intervenção no aparecimento do déficit cognitivo de memória no cliente idoso, e analisar os dados oriundos das ações realizadas pelas Enfermeiras da CGABEG como meio de intervenção no aparecimento do déficit cognitivo de memória no cliente idoso. O estudo justifica-se por buscar cuidados possíveis de prevenção, promoção da saúde, que permitam manter o desempenho eficaz da memória e/ou retardar sua perda, e por acreditar que a enfermagem, assim, pode contribuir para a manutenção do bem-estar e qualidade de vida dos idosos. Visto que o declínio do desempenho cognitivo pode afetar a capacidade funcional do idoso ocasionando, conseqüentemente, uma série de limitações ou, até mesmo, incapacidades, em todas as esferas da vida: social, trabalho, lazer e atividades de vida diária ou de autocuidado. O referencial teórico escolhido é aquele que apóia as informações desejadas e colhidas conforme o método qualitativo, de caráter exploratório. Os resultados inserem-se nas quatro categorias surgidas para análise: as Enfermeiras não priorizam cuidados direcionados ao declínio cognitivo, sobretudo de memória, no cliente idoso, mas identificam sinais deste declínio; esquecimento e perda da lembrança – confirmando os sinais de declínio cognitivo de memória; a presença do passado no presente e o presente se perde no passado; prevenindo agravos através de cuidados possíveis de manutenção, fortalecimento e valorização da memória do idoso. Concluímos que os cuidados realizados, e considerados, pelas Enfermeiras da CGABEG como cuidados de prevenção de desvios de memória no idoso e promoção de saúde passam a ser CUIDADOS POSSÍVEIS, que podem ser adaptados e ampliados, devem ser em direção aos declínios recuperáveis, domínios, habilidades, atividades básicas da vida diária (autocuidado), lembranças saudáveis, memória, cognição, preservados. Além do mais, elas encaminham-nos para pensar o cuidar também de um CORPO COGNITIVO e não apenas de um corpo que envelhece.

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Nº de Classificação: 5067
SILVA, Aline Costa da. O enfermeiro na central de material e esterilização: invisível, mas essencial. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, 2007. 95 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): AGUIAR, Beatriz Gerbassi Costa
RESUMO: Identificam-se neste estudo as concepções dos enfermeiros das Unidades Consumidoras (UC) acerca do trabalho dos enfermeiros na Central de Material e Esterilização (CME). Discute-se, a partir das idéias apresentadas nas falas, a importância desse trabalho enquanto cuidado de enfermagem. Apresenta caráter descritivo com abordagem qualitativa apoiado em Lüdke & André (1986) e Polit e Hungler (1995). A entrevista semi-estruturada foi utilizada na coleta dos dados com 25 enfermeiros de dois hospitais gerais, sendo um da rede pública e outro da rede privada de saúde, ambos localizados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Da análise temática emergiram três categorias: Trabalho que envolve gerência ; Trabalho desconhecido, mas fundamental ; O invisível que é essencial em sua simplicidade . Percebe-se que o trabalho dos enfermeiros em CME é considerado basicamente gerencial, envolvendo atividades de supervisão, coordenação e controle das etapas de reprocessamento dos produtos médicos. Precisa ser mais valorizado entre as equipes de enfermagem como um todo, pois a alocação freqüente de funcionários em final de carreira ou com problemas de saúde prejudica a imagem e a credibilidade conferidas ao setor. As concepções apresentadas revelam diversos aspectos relacionados ao trabalho do enfermeiro em CME que o caracterizam como cuidado, tais como a segurança ao cliente e a preocupação com a qualidade do assistir. Evidencia-se a falta de conteúdos sobre CME na formação dos enfermeiros. Conclui-se que a dicotomia entre cuidado direto e cuidado indireto no ensino das escolas de enfermagem e a importância existente no fazer para o cliente precisam ser mais discutidas. É necessário também promover a integração efetiva e plena entre a CME e as UC. A seleção criteriosa de funcionários para atuarem na CME é uma necessidade que precisa ser repensada pelos administradores de serviços de enfermagem, em face aos avanços tecnológicos empregados no reprocessamento de produtos médicos e à exigência cada vez maior da qualidade na assistência aos clientes.

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Nº de Classificação: 5068
SILVA, Ana Lúcia Cardoso Nogueira da. Convivendo com a aids e seu tratamento: experiência de portadores e familiares. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 107 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MARCON, Sônia Silva
RESUMO: O objetivo do estudo foi compreender os aspectos que influenciam pacientes com Aids e seus familiares na adesão ou não-adesão à terapêutica anti-retroviral. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, de natureza qualitativa, desenvolvido junto a 10 indivíduos portadores do HIV/Aids acompanhados pelo Serviço de Atendimento Especializado em Aids (SAE) da cidade de Campo Mourão - PR e seus respectivos cuidadores familiares. Os dados foram coletados em duas etapas, nos meses de junho de 2006 e abril de 2007, utilizando fontes documentais do SAE para descrever os usuários, e dois roteiros de entrevista, um aplicado às pessoas portadoras de Aids e outro a seus cuidadores. As entrevistas, do tipo entrevista semi-estruturada, foram realizadas individualmente com o portador e, posteriormente, com o familiar, no domicílio, de acordo com a disponibilidade dos informantes e da pesquisadora. Elas tiveram a duração média de 40 minutos e, mediante prévio consentimento, foram gravadas. Na seleção dos informantes considerou-se como condição eles comparecerem ao serviço durante o período destinado à coleta de dados acompanhados dos respectivos cuidadores familiares. Para a análise dos dados utilizou-se como referencial a Análise Temática, conforme Minayo (2004). O desenvolvimento do estudo obedeceu aos preceitos éticos disciplinados pela Resolução n° 196/96, e o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá (Parecer 208/2006). Fizeram parte do estudo dez indivíduos (sete homens e três mulheres), com idades entre 26 e 60 anos, sendo sete casados, dois em estado de união consensual e um desquitado. Em relação à escolaridade, seis haviam completado o Ensino Fundamental e quatro o Ensino Médio. Quanto aos(às) cuidadores(as), nove eram companheiros(as) e uma era irmã do portador; tinham idade entre 25 e 60 anos e baixa escolaridade, e nenhum estava no mercado formal de trabalho (duas mulheres trabalhavam como domésticas, porém sem registro em carteira). A análise dos depoimentos permitiu a identificação de duas grandes categorias. A primeira está apresentada sob o título “Impacto da descoberta da sorologia positiva para o portador e sua família”, e nela se mostra que, apesar da atual estratégia do Programa Nacional de DST/Aids de valorização da prevenção, dos 10 entrevistados, sete se descobriram portadores após a ocorrência de doenças oportunistas, duas mulheres durante o pré-natal e somente um no Centro de Testagem e Aconselhamento. Esta categoria está constituída por três subcategorias, representadas pelos subtítulos: 1) Descobrindo-se portador de HIV/Aids – uma fatalidade não esperada; 2) Depois da tempestade vem a bonança: Sentimentos diante da descoberta da sorologia positiva; e 3) Os percalços da convivência com a Aids, em que se mostra a interferência da condição de ser portador de HIV/Aids em suas concepções sobre saúde e as mudanças ocorridas no cotidiano para a adaptação ao diagnóstico do HIV pelo portador. A segunda categoria está sob o título “Adesão e não-adesão à terapêutica anti-retroviral: as duas faces de uma mesma vivência”, em que se mostra o portador de HIV/Aids convivendo, no cotidiano, com dificuldades emocionais, financeiras, físicas e até religiosas. Esses fatores interferem no processo de adesão à terapêutica ARV e deram origem às subcategorias denominadas: 1) “Fatores facilitadores e dificultadores da adesão”; 2) “O paciente criando estratégias para facilitar a adesão”; 3) A importância da religiosidade e da rede social como condição para a adesão”. Diante dos resultados encontrados e de 10 anos de trabalho no Serviço de Ambulatório Especializado, posso dizer que, mesmo prestando um cuidado humanizado junto com a equipe multidisciplinar, nunca esperava encontrar resultados tão evidentes de não-adesão, com falhas importantes entre o cuidado prestado na forma de orientações e o cuidado apreendido e colocado em prática pelos entrevistados. Os resultados demonstram que o ser humano deve ser trabalhado dentro do seu contexto biopsicosocioespiritual, em um processo continuo de aprendizado entre o cuidador e o ser cuidado.

Acesso ao texto integral: http://www.pse.uem.br/index_arquivos/dissert_ana_cardoso.pdf

Nº de Classificação: 5069
CAMPANA, Hellen Carla Rickli. Perfil de mulheres com câncer de mama. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 98 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PELLOSO, Sandra Marisa
RESUMO: O câncer de mama tornou-se um problema de saúde pública tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento. O processo de diagnóstico e tratamento causam importante impacto na qualidade de vida da mulher. Foi realizado um estudo quantitativo, descritivo e exploratório com 50 mulheres com câncer de mama na cidade de Maringá – PR. O objetivo deste estudo foi analisar a experiência de mulheres com história de câncer de mama. Foi aplicado um questionário com perguntas fechadas no domicílio das mulheres, sendo apenas uma delas realizada na residência da pesquisadora. Os dados foram analisados utilizando-se do software SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 15.0. para a análise do conjunto de 50 mulheres, quanto a sua caracterização, os dados foram analisados descritivamente e apresentados através de tabelas com valores absolutos e relativos. Quanto aos dados sociodemográficos os resultados constituiram de mulheres entre 30 e 75 anos, 80% da cor branca, 84% casadas ou viúvas, 50% realizaram o tratamento por planos de saúde e 46% pelo SUS, 64% eram do lar, 28% tinham o primário completo, 50% da classe econômica A e B. em relação aos fatores de risco relacionados aos fatos hormonal e história familiar de câncer de mama, 64% não tinham história familiar de câncer de mama, 56% descobriu o câncer de mama de forma diferente da praticada nos serviços de saúde, 40% tiveram menarca entre os 13 e 14 anos, 88% eram multíparas, 80% já tinham amamentado, 48% estavam na menopausa, 74% não fez uso da terapia de reposição hormonal, 54% não utilizaram anticoncepcionais orais, 76% não teve doença benigna da mama. Com relação a história atual da doença, 48% tinham de 1 a 2 anos de diagnóstico, 36% dos casos o tumor localizava-se na mama esquerda, 62% realizaram quadrantectomia, 94% realizaram radioterapia, 86% realizaram quimioterapia, 72% estavam em uso de hormonioterapia, 54% eram independentes na atividades de vida diária (AVD). No pós-cirúrgico todas as mulheres tiveram algum comprometimento nas AVD, em 78% o linfedema esteve ausente, 52% foram encaminhadas para fisioterapia, 64% afastaram-se das atividades profissionais após o procedimento cirúrgico e 68% após o diagnóstico, 80% sentiam-se em condições de realizarem as atividades profissionais e 20% precisou mudar de função após a cirurgia. O estudo mostrou ainda a necessidade de implementar ações educativas e assistenciais para a mulher com câncer de mama na busca da assistência humanizada.

Acesso ao texto integral: não localizado mas temos o CD (aguardando autorização para publicar)

Nº de Classificação: 5070
MERINO, Maria de Fátima Garcia Lopes. As necessidades em saúde de indivíduos adultos em Porto Rico-PR. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 109 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): MARCON, Sônia Silva
RESUMO: Esta pesquisa se insere na perspectiva social da abordagem das questões de saúde e se desenvolveu a partir de dados da comunidade de moradores adultos do núcleo urbano do município de Porto Rico–PR. O objetivo da pesquisa foi compreender as concepções de saúde e doença, os hábitos de prevenção e o itinerário terapêutico adotado por indivíduos adultos do município. Adotou-se como referenciais teóricos a Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Transcultural, de Leininger, por entender que o cuidado só ocorre a partir da valorização dos aspectos culturais e o Itinerário Terapêutico à luz dos conceitos de Necessidades Médicas, as quais apresentam justificativa para as variações observadas no consumo médico das diferentes classes sociais, de acordo com Luc Botanski. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de natureza qualitativa, desenvolvido junto a 29 indivíduos adultos (20 a 59 anos) de ambos os sexos, residentes na zona urbana do município de Porto Rico. Os dados foram coletados no período de três a 27 de junho de 2006, no próprio domicílio, por meio de entrevista semi-estruturada e observação não-sistematizada. Para a análise dos dados, adotou-se o método de Análise Temática proposta por Minayo (1998). Os resultados revelaram que, para mais da metade dos entrevistados (51,7%), ter saúde é não apresentar doença. Os demais relatos sobre as características determinantes para que um indivíduo seja considerado saudável foram: ser feliz, estar trabalhando, apresentar sono e repouso adequados, ter disposição para as atividades do dia-a-dia, ser jovem e ter boa aparência física, não apresentar restrição alimentar e ter hábitos de controle e prevenção de doenças. As doenças que mais os preocupam são o câncer (70%) e a AIDS (38%). Constatou-se que, embora os homens estejam mais expostos aos fatores de risco analisados (tabaco e álcool) do que as mulheres (53% e 25%, respectivamente), foram somente as mulheres que demonstraram preocupação e vontade de ver-se livre do vício, revelando maior preocupação com as questões relacionadas com a saúde. Essa conduta também foi observada em relação ao comportamento em saúde, pois enquanto as mulheres, diante da manifestação da doença, reconhecem e valorizam mais rapidamente os sinais e sintomas, buscando mais precocemente por soluções junto ao sistema oficial de saúde, a maior parte dos homens espera pela manifestação da doença para buscar por ajuda. Da mesma forma, a maior parte das mulheres (75%) faz uso regular de métodos preventivos de cuidado à saúde, o mesmo não ocorre com os homens (apenas 16% dos entrevistados com mais de 50 anos já se submeteu ao exame preventivo de próstata). A maior preocupação com a saúde por parte das mulheres também se manifesta pela percepção de ocorrência de doenças nos últimos 12 meses, três vezes maior entre as mulheres (75%) do que entre os homens (23%). Quanto ao Itinerário Terapêutico adotado, observou-se que o recurso mais utilizado é a automedicação (41,4%), com pouca diferença entre os sexos. Porém, o mesmo não ocorre em relação ao  segundo recurso mais utilizado, que é o serviço oficial de saúde, visto que o percentual de mulheres que utiliza como primeira opção este recurso é praticamente o dobro do percentual de homens (43%  e 23%, respectivamente). Por fim, a busca pela farmácia como primeira atitude frente à manifestação da doença foi referida por 24,1% dos entrevistados, mas o percentual de homens que adotam esta atitude é três vezes maior do que o de mulheres (38,5% e 12,5%, respectivamente). Observou-se ainda que uma parcela considerável de indivíduos (35%) encontra-se insatisfeita com os serviços ofertados pelo sistema oficial de saúde do município em decorrência do horário disponibilizado para o atendimento, a reduzida oferta de consulta para atender à demanda, a dificuldade no agendamento de consultas e/ou exames, inexistência de  especialidades médicas, dificuldade na aquisição de medicamentos, baixa credibilidade no serviço médico oferecido e problemas no relacionamento com os profissionais. Esses achados demonstram as dificuldades no cuidado, principalmente da saúde dos homens, pelo Sistema de Oficial de Saúde do município e a necessidade de maior atuação da equipe de saúde, de orientação e adaptação dos serviços às necessidades de seus usuários.

Acesso ao texto integral: http://www.pse.uem.br/dis2005/maria%20de%20fatima.pdf

Nº de Classificação: 5071
NARDI, Edileuza de Fátima Rosina. Apoio social ao cuidador familiar do idoso dependente. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 110 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): OLIVEIRA, Magda Lúcia Felix de
RESUMO: O processo de envelhecimento pode resultar na dependência e necessidades de ajuda e cuidado, cada vez mais realizados no domicílio e sob a responsabilidade da família, que, diante do surgimento da dependência do idoso, necessita reestruturar e reorganizar seu papel, redefinindo as responsabilidades de seus membros. A tarefa de cuidar abrange a necessidade de apoio social ao idoso e seu cuidador, objetivando diminuir os aspectos negativos advindos do processo de cuidado, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida do cuidador e refletir positivamente nos cuidados prestados. Esse apoio pode advir de fontes formais e informais, como grupos de ajuda mútua, família, organizações não governamentais, religiosos, vizinhos, amigos, serviços de saúde e de assistência social. O presente estudo objetiva compreender como se revela o apoio social formal e informal à família do idoso dependente. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, realizado em um município de pequeno porte da região Sul, junto a 19 cuidadores familiares primários de idosos dependentes. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas domiciliares, utilizando um roteiro de entrevista semi-estruturada e os dados foram analisados mediante análise de conteúdo temática. Os sujeitos participantes do estudo foram constituídos em sua maioria de esposas e filhas, casadas, em processo de envelhecimento, com baixa escolaridade e baixa renda familiar, residindo em domicílios multigeracionais, cuidando de idosos dependentes há mais de 4 anos e executando, além do cuidado, as tarefas domiciliares. O cuidar foi referido pelos participantes como sendo uma tarefa difícil e cansativa, de muita responsabilidade, dedicação e que requer muita paciência e força de vontade, influenciado pela obrigação, dever e retribuição relacionados com os bons momentos vivenciados junto ao idoso. Quanto aos tipos de cuidado executados pelos cuidadores, houve predominância das atividades relacionadas à incapacidade funcional do idoso, sendo mais freqüente aquelas ligadas à manutenção da vida – alimentação, banho, mobilização e transporte do idoso – e relacionadas à reparação, como oferecer medicação. As maiores dificuldades apresentadas pelos cuidadores eram as que demandavam esforço físico, como o banho e a mobilização do idoso, influenciadas pela falta de adequação no ambiente domiciliar, porém seis cuidadores referiram não necessitar de ajuda ou apoio para realizar o cuidado. No tocante ao apoio social, o mesmo foi percebido em diferentes intensidades advindas tanto de apoio formal quanto informal. No que se refere ao apoio social informal, foram indicados familiares, grupos da comunidade, vizinhos e amigos; no entanto, a figura dos filhos foi a mais relatada. Como apoio social formal, os cuidadores referiram as unidades básicas de saúde, os membros das equipes do PSF, o serviço de fisioterapia e fonoaudiologia municipal, o serviço de assistência social e o pronto atendimento municipal. A figura dos ACS, enquanto representante da assistência formal à Saúde, foi a mais relatada, observada pelo maior vínculo com a família. Dentre as necessidades referidas para o cuidar, predominou a carência financeira e de orientação para o cuidado. Considerando que os cuidadores se encontravam em processo de envelhecimento, que cuidar gerava sobrecarga física, emocional e financeira, e que o cuidador demanda informações e orientações para o processo de cuidar, verificou-se que tanto o apoio social informal quanto o formal às famílias se mostraram deficitários. Portanto, seria de fundamental importância ao sistema de cuidado a formação de uma rede de apoio integrando sistemas formais e informais, visando à promoção, prevenção e recuperação da saúde do idoso, cuidador e família.

Acesso ao texto integral: http://www.pse.uem.br/dis2005/Edileuza%20de%20Fatima%20Rosina%20Nardi.pdf

Nº de Classificação: 5072
ROSA, Maria Tereza Scramin. Vivências de mulheres submetidas à braquiterapia: compreensão existencial. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 82 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SALES, Catarina Aparecida
RESUMO: Neste estudo, busquei compreender as vivências de mulheres portadoras de câncer uterino em dois momentos distintos, antes e após se submeterem à braquiterapia. A fenomenologia existencial de Martin Heidegger possibilitou a apreensão dos momentos vividos por esses seres. Foram entrevistadas oito mulheres, sendo 5 antes da braquiterapia e as demais após realizarem o procedimento. Os depoimentos coletados antes do tratamento aconteceram em hospital especializado em câncer localizado na região norte do Paraná. Após a braquiterapia os depoimentos foram coletados no domicílio das depoentes, obedecendo a um período que não ultrapassou seis meses da data do término do tratamento. As entrevistas ocorreram após a aprovação desse estudo pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá. Em cada situação específica utilizei diferentes questões norteadoras: “O que você sente antes de vivenciar a braquiterapia”? e “O que você sentiu ao vivenciar a braquiterapia?” Na interpretação da linguagem das depoentes, antes da realização da braquiterapia, os sentimentos suscitados foram: O ser-com-o outro inautêntico no convívio do hospital e a solidão, angústia ante o desconhecimento, religiosidade: o caminho da esperança. Nos discursos, após o tratamento, as mulheres enfatizaram: a temporalidade da vivência com o tratamento e, a esperança que o tratamento traga-lhes a cura. Durante a minha trajetória com as mulheres, procurei desvelar, por meio de sua fala, dos gestos e algumas vezes do silêncio, como esse tratamento descortinou-se diante delas. Nessa perspectiva, novas possibilidades se mostraram como importantes questões relacionadas ao cuidado. Educar os profissionais de enfermagem que atuam na braquiterapia para o esclarecimento dos pacientes quanto ao medo exagerado do desconhecido é importante, a fim de oferecer assistência de maneira mais tranqüila, evitando a angústia e o temor que induzem ao sofrimento desnecessário. A enfermagem, como profissão do cuidado, precisa permitir que as pessoas expressem as suas necessidades, que explicitem suas ansiedades. A partir desse processo haverá a abertura para o cuidado autêntico. O cuidado pode se manifestar de maneiras simples por meio do diálogo, do compartilhamento de pensamentos, do olhar atento. Para tanto, é importante entrar no mundo dessas mulheres, permanecer por mais tempo a seu lado e escutar com envolvimento suas experiências.

Acesso ao texto integral: http://www.pse.uem.br/dis2005/Maria%20Teresa%20Scramin%20Rosa%20.doc-.pdf

Nº de Classificação: 5073
ALMEIDA, Crysthianne Cônsolo de. Prevalência de aleitamento materno antes e após implantação de um programa de redução de morbimortalidade infantil. Maringá. Universidade Estadual de Maringá. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem, 2007. 71 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SCOCHI, Maria José
RESUMO: A avaliação dos serviços de saúde é componente do planejamento para o gerenciamento das ações e tomada de decisões em direção a reformulação e estabelecimento de novas práticas sanitárias que contribuam para a melhoria de indicadores de saúde e de atenção aos usuários. Este estudo objetivou avaliar o impacto do Programa de Redução de Morbimortalidade Infantil “Programa Cegonha Feliz (PCF)” implantado no município de Campo Mourão – PR, em 1996. Foram entrevistadas 197 mães, residentes no município, com pelo menos um filho na idade entre um e nove anos e outro entre 10 e 14 anos, nascidos, respectivamente, antes e após a implantação do programa. Frente à ausência de informações sobre o PCF, procurou-se, como estratégia metodológica, descrever e comparar as características sociodemográficas das mães no ciclo gravídico-puerperal de cada filho; comparar a duração do aleitamento materno; estimar a prevalência de aleitamento relacionando seus fatores no sexto mês de vida das crianças e identificar a cobertura das ações do programa na promoção do aleitamento entre os nascidos após a sua implantação. Em relação à prevalência do aleitamento materno exclusivo foi observada redução de 15,7% para 12,2% das taxas de abandono no primeiro mês de vida da criança e aumento da prevalência aos quatro (16,2% para 26,9%.) e aos seis meses (34% para 36,5%). Percebeu-se que as atividades do PCF foram enfocadas principalmente após o nascimento, com a entrega dos kits e cartilhas de orientações para o cuidado com o bebê. Este estudo evidenciou pouco impacto do PCF na prevalência do aleitamento materno exclusivo nos nascidos após a implantação do programa. Notou-se também que o programa desenvolveu ações de forma não-sistematizadas, apesar de reconhecidas pela mãe. Além disso, este estudo apresentou a necessidade de parcerias com outros programas/órgãos para se atingir as metas; a importância das orientações de aleitamento materno no pré-natal e a dificuldade de acessibilidade por parte das mães para participar das reuniões. Sugere-se que outros estudos avaliativos sejam realizados com freqüência, para o planejamento das ações e condutas, avaliando desde sua estrutura, o processo e os resultados para que o programa tenha contribuições mais específicas relacionadas à saúde da mulher e da criança.

Acesso ao texto integral: http://www.pse.uem.br/dis2005/dissert_crysthianne.pdf

Nº de Classificação: 5074
CUNHA, Patricia Julimeire. As relações interpessoais nas ações de cuidar em ambiente tecnológico hospitalar. Curitiba. Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde, 2007. [164] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): ZAGONEL, Ivete Palmira Sanson
RESUMO: O objetivo do estudo foi compreender como se estabelecem as relações interpessoais nas ações de cuidar em ambiente tecnológico hospitalar. Para desenvolver este estudo, a metodologia escolhida foi qualitativa através do método fenomenológico. A teoria humanística de Paterson e Zderad (1979) que ofereceu suporte teórico ao estudo considera as relações inter-humanas que se estabelecem no ato de cuidar como um diálogo vivo preocupa-se com o potencial humano e salienta conceitos que permitem um olhar ao cuidado como: encontro, relação, presença, chamado e resposta, objetos, tempo e espaço A instituição desse estudo é referência na saúde infantil, pois recebe crianças transferidas de todos os estados do Brasil com patologias complexas que exigem alta tecnologia para diagnóstico e tratamento da criança. Nessa instituição, escolheu-se a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) Cardíaca, para a efetivação da entrevista semi-estruturada com 10 profissionais da equipe de saúde. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição envolvida. Para a compreensão do apreendido foi utilizada a análise fenomenológica proposta por Giorgi (1985) A análise compreensiva fenomenológica permitiu a apreensão de onze Unidades de Significado: 1. Atitude humanística para efetivar o cuidado: a percepção da equipe de saúde; 2. A humanização do cuidado como proximidade, toque, olhar; 3. Estabelecendo as relações interpessoais entre os membros da equipe de saúde: repercussões nas ações de cuidado à criança; 4. Comunicação como forma de conhecer a si e ao outro na equipe; 5. O poder instituído nas relações inter-humanas entre os membros da equipe de saúde; 6. A con-vivência do profissional e família no ambiente tecnológico hospitalar; 7. O sentido da presença da família na recuperação da criança; 8. Preparo da família para a permanência ao lado da criança durante a hospitalização; 9. A precisão técnica necessária para o cuidado, tendo como norteador a complexidade do estado de saúde da criança; 10. O ambiente tecnológico hospitalar com suas peculiaridades para efetivar as ações de cuidar; 11. Aprimoramento da perspectiva humana e espiritual da equipe para o cuidar. Os resultados mostram que o cuidado humano pode ser alcançado em um ambiente tecnológico hospitalar sem romper com as necessárias tecnologias. Tornar o ambiente tecnológico hospitalar da UTIP Cardíaca em ambiente de interação, humanização, trocas intersubjetivas e estabelecer a relação dialógica pressupõe ultrapassar barreiras, abrir caminhos que possam direcionar as mudanças necessárias para a prática do cuidado solidário e resultar em ações benéficas e eficazes à criança, sua família e equipe. Assim, faz-se necessário que, sendo complexo por exigência da situação vivida, seja muito mais um ambiente onde acontecem relações dialógicas de sentimentos, pensamentos e atitudes humanas, do que um local de desempenho simples de tarefas. A aplicabilidade de conceitos humanísticos em ambientes complexos e de grande aparato tecnológico como a UTIP Cardíaca modifica seres e fazeres com vistas à construção de vínculos afetivos e de responsabilização sobre as ações que resultem em bem-estar dos envolvidos no sentido existencial e melhoria das práticas de saúde.

Acesso ao texto integral: http://hdl.handle.net/1884/8856

Nº de Classificação: 5075
MATHIAS, Jania Jacson dos Santos. Cuidado transpessoal de enfermagem ao familiar cuidador da criança com neoplasia: um marco referencial. Curitiba. Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde, 2007. 121 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): LACERDA, Maria Ribeiro
RESUMO: O objetivo deste estudo foi estabelecer um marco referencial de cuidado de enfermagem ao familiar cuidador da criança com neoplasia, tendo como base o desenvolvimento teórico de Watson (2004). Em decorrência da complexidade do tema, trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem descritiva exploratória. A amostra foi composta por cinco profissionais de enfermagem que atuam em um centro hematológico da cidade de Curitiba – PR, bem como por dez familiares cuidadores de crianças com neoplasia que, durante a realização deste trabalho, acompanhavam seus filhos em tratamento no centro supracitado. A coleta de dados foi realizada por meio de duas entrevistas com questões semi-estruturadas, com abordagens distintas, sendo uma direcionada ao profissional de enfermagem e outra ao familiar cuidador da criança com neoplasia. Após a obtenção dos dados procedeu-se à análise, segundo a proposta da análise da enunciação e, assim, foi possível compreender de que forma o profissional de enfermagem transita entre o seu próprio “self” repleto de questionamentos e insatisfações e o reconhecimento do familiar cuidador como um ser que igualmente se encontra confuso, perturbado, angustiado por vivenciar situações de profundo sofrimento. Evidenciou-se que, para o familiar, o cuidado de enfermagem é visto como essencial, pois na situação experenciada sente-se fragilizado, desprotegido e exposto a novos desafios e desconhecidas vivências. Dessa forma, o apreendido aponta para a necessidade de uma profunda reflexão que abranja aspectos relacionados ao ensino, em todos os níveis da profissão de enfermagem, como forma de despertar os profissionais para a necessidade de novos construtos no sentido de buscar além do próprio amadurecimento, a construção de conhecimentos próprios da enfermagem. Esse caminhar possibilitou o entendimento de que as ações voltadas ao objetivo e científico precisam ser aliadas ao cuidado expressivo de forma a assumirem um diferente postura diante do familiar cuidador. O aprofundamento das questões apontadas demonstrou também a existência de um grande desafio que proporcione uma profunda transformação das instituições de saúde para que sejam criadas condições adequadas ao desenvolvimento do cuidado transpessoal de enfermagem. Demonstra igualmente a premência de se olhar para o profissional como um ser que também necessita estar cuidado para cuidar e, ainda aponta a necessidade de que se intensifiquem as pesquisas como forma de ampliar os conhecimentos que embasam o cuidado de enfermagem.

Acesso ao texto integral: http://hdl.handle.net/1884/8460

Nº de Classificação: 5076
KUZNIER, Tatiane Prette. O significado do envelhecimento e do cuidado para o idoso hospitalizado e as possibilidades do cuidado de si. Curitiba. Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde, 2007. 124 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): LENARDT, Maria Helena
RESUMO: Trata-se de estudo de natureza qualitativa, que teve como objetivo conduzir processo de convergência, cuidado cultural-investigação junto aos idosos hospitalizados de modo a criar condições favoráveis ao cuidado de si. Os participantes foram dez idosos, que se encontravam internados numa policlínica de um hospital universitário de grande porte de Curitiba - PR. A coleta de dados ocorreu no período de agosto a outubro de 2006. A pesquisa foi aportada no referencial metodológico proposto por Trentini & Paim (1999; 2004), concernente à Pesquisa Convergente-Assistencial (PCA) e o Modelo de Cuidado Cultural proposto por Leininger. As informações foram coletadas por meio de entrevistas realizadas junto aos idosos, leituras dos seus respectivos prontuários e observações advindas dos comportamentos dos mesmos. As entrevistas foram compostas por questões abertas, sendo posteriormente analisadas pela técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC), indicada por Lefèvre & Lefèvre (2003). Cada questão deu origem a uma ou mais idéias centrais: Questão 1 - Qual o significado do envelhecimento para o sr(a)? Idéia Central A: O envelhecimento é um ciclo natural da vida; Idéia Central B: É triste, porque se perde o “pique” e a saúde. Questão 2 - O que significa se cuidar? Idéia central A: Significa cuidar bem da saúde e ter paz; Idéia central B: Cuidar da alimentação, do sono. Questão 3 - Quem cuida do sr.(a)? Idéia Central: Minha família e Deus. Questão 4 - Como o sr.(a) se cuida? Idéia Central A: Cuidando da minha saúde; Idéia Central B: Distraindo a mente. Questão 5 - O que é doença? Idéia Central: É a pior coisa que existe, é um atraso de vida, que tira o ânimo, é muito triste. Questão 6 - O sr.(a) realiza algum hábito que considera maléfico, não “faz bem” a sua saúde? Idéia Central: Sim. Fumo; às vezes como o que não posso comer. Questão 7 - Quais os cuidados que você realiza quando não está doente? Idéia Central A: Me alimento bem, durmo bem, não faço serviço pesado; Idéia Central B: Quando não tô doente, tenho muito mais alegria. Idéia Central C: Não me cuidava muito quando não estava doente; Questão 8 - Quais os cuidados que você realiza quando está doente? Idéia Central: Sigo as normas das enfermeiras e médicos e peço a Deus que me sare. Questão 9 - Como irá se cuidar após receber alta? Idéia Central A: Vou cuidar da minha aparência, alimentação, ficando perto dos filhos, netos e amigos; Idéia Central B: Vou tentar não fumar mais. Foram realizadas ações de cuidados de enfermagem, utilizando como subsídio teórico o nível 4 do Modelo do Sol Nascente, proposto por Leininger (1991), que compreende as decisões e ações de cuidado de preservação e/ou manutenção, acomodação e/ou negociação e repadronização/ou reestruturação do cuidado cultural.

Acesso ao texto integral: http://hdl.handle.net/1884/10647

Nº de Classificação: 5077
PASCHOALICK, Rosele Ciccone. Saúde sexual e reprodutiva: representações e práticas do adolescente masculino, sob a ótica da enfermagem. Curitiba. Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Saúde, 2007. 115 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): CENTA, Maria de Lourdes
RESUMO: Esta investigação tem como foco de interesse a saúde do adolescente masculino. Na última década houve um crescente consenso em torno da necessidade de incluir os homens jovens de uma forma mais adequada nas iniciativas voltadas para a saúde sexual e reprodutiva. Documentos recomendam que tanto as políticas públicas quanto as formas de intervenção adotadas pelos profissionais sejam revistas, considerando a masculinidade e as maneiras de levar os homens a refletir acerca de seus comportamentos sexuais e práticas sociais, bem como, sobre a sua responsabilidade em todas as áreas relativas à formação da família e à reprodução humana. Este estudo teve como objetivo: Conhecer as representações e as práticas sexuais e reprodutivas, no âmbito da saúde, entre adolescentes masculinos. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná. A abordagem foi qualitativa tendo sido realizadas sete entrevistas em profundidade com adolescentes do sexo masculino, entre 16 e 17 anos idade. Apoiada no referencial metodológico das Representações Sociais foi possível a identificação das seguintes categorias: REPRESENTAÇÃO DA MASCULINIDADE, com as subcategorias - Responsabilidade como característica do homem e Masculinidades: deslocamentos e permanências; A MASCULINIDADE NA VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE, com as subcategorias – Masculinidade hegemônica versus afetividade e prudência e Masculinidade e a saúde sexual e reprodutiva. Ao propor este campo de investigação, busquei refletir sobre a masculinidade como uma construção de gênero, tratando de afastar a idéia de homem genérico, e de aproximar a idéia de contexto de produção de masculinidades, considerando as matrizes culturais e históricas dos sujeitos. Foi possível verificar entre os sujeitos, a permanência de alguns dos elementos que configuram a masculinidade hegemônica, incorporando e legitimando o patriarcado, e garantindo a posição dominante dos homens especialmente na família. Entretanto, a hegemonia se estabelece e permanece enquanto existir correspondência entre os padrões culturais e o poder econômico e institucional, neste caso a família, a escola, a mídia, entre outros. Na medida em que as condições de defesa do patriarcado mudam, as bases para a dominação vão gradualmente sendo destruídas, observando-se o que chamei de deslocamento de mecanismos identitários. O termo responsabilidade norteou a construção da representação de masculinidade entre os sujeitos. Para eles ser homem é ser responsável e é agir com responsabilidade em várias esferas da vida. No campo da saúde reprodutiva, eles consideram que é necessário ter consciência de seus atos, é necessário utilizar o preservativo em todas as relações sexuais. Não há necessidade de sair “transando com todas” para demonstrar sua masculinidade e é preciso gostar da parceira, ainda que não seja “aquela” com quem vai ficar para o resto da vida. Assim, prudentes, comedidos e responsáveis é que os sujeitos deste estudo se representaram. Considerando que as políticas públicas têm buscado introduzir a temática da saúde sexual e reprodutiva nas escolas, vinculando os serviços de saúde a instituições de ensino, entendo ser adequado e desejável que se processe uma verdadeira migração de enfermeiros para dentro do ambiente escolar, aproximando este profissional de seu público e contribuindo para que a promoção da saúde dos jovens nas escolas possa se efetivar em bases mais sistemáticas e regulares.

Acesso ao texto integral: http://hdl.handle.net/1884/8857

Nº de Classificação: 5078
ARRUDA, Mariluza Waltrick. Triagem clínica de doadores de sangue: espaço de cuidar e educar. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [149] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): GELBCKE, Francine Lima
RESUMO: Trata-se de um estudo realizado em um hemocentro do Estado de Santa Catarina, no qual abordamos o tema Triagem Clínica de Doadores de Sangue, a partir de algumas inquietações pessoais referentes a esta prática profissional. Teve como objetivo geral: conhecer o processo da triagem clínica deste hemocentro, a partir da percepção dos doadores e enfermeiras triagistas, a fim de refletir acerca da triagem clínica como um espaço de cuidado e educação para a doação de sangue. Optamos por uma pesquisa qualitativa, utilizando para coleta de dados a entrevista semi-estruturada aplicada a dez doadores e seis enfermeiras triagistas. Para análise dos dados, utilizamos a Análise de Conteúdo de Bardin, a partir da qual surgiram as seguintes categorias analíticas: - Doação de sangue como um ato de solidariedade; - O significado da triagem clínica de doadores de sangue; - Facilidades, dificuldades e alternativas para o processo de cuidar e educar o doador de sangue. Os dados apontam que os doadores e enfermeiras percebem que a triagem clínica é importante etapa para o processo da doação, a qual assegura a qualidade do sangue para o receptor e visa a proteção do doador. Os doadores sentem-se cuidados e educados pelas enfermeiras. As enfermeiras afirmam que o processo de cuidar e educar o doador já acontece, porém não de um modo integral e equânime, atribuindo a vários fatores colocados na categoria das dificuldades; referem serem necessários momentos de reflexão para repensar a prática da triagem clínica, pois salientam que esta caracteriza-se em uma consulta de enfermagem e não é percebida como tal e que realmente deve ser um momento de cuidar e educar o doador. Atualmente a educação ao doador acontece aos moldes de uma educação tradicional. A triagem clínica enquanto uma consulta de enfermagem é realizada apenas com caráter investigativo, porém deve favorecer a interação doador e enfermeira, propiciar a relação dialógica horizontal com acolhimento, escuta sensível e respeito, deste modo possibilitando o cuidado e educação em saúde aos moldes de uma educação problematizadora, onde haja troca de saberes e crescimento mútuo, valorizando sempre o doador enquanto “ser humano” e não como “repositor de sangue”. É necessário um trabalho perseverante, sensibilizando todos os profissionais para possibilitar esta mudança, a qual repercutirá na conscientização dos doadores de sangue como protagonistas do processo, bem como a importância da doação como ato de solidariedade e cidadania.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=66259

Nº de Classificação: 5079
AZAMBUJA, Eliana Pinho de. É possível produzir saúde no trabalho da enfermagem?: um estudo sobre as relações existentes entre a subjetividade do trabalhador e a objetividade do trabalho. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [276] f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): PIRES, Denise Elvira Pires de

VAZ, Marta Regina Cezar


RESUMO: Trata-se de um estudo de natureza qualitativa realizado com dois objetivos: primeiro compreender, partindo das crenças, dos valores e das percepções verbalizados pelos trabalhadores de enfermagem, que ações desenvolvidas por eles potencializam a sua saúde ou o seu desgaste; e, segundo, identificar as possibilidades (ou impossibilidades) de expressão da subjetividade dos trabalhadores da enfermagem, bem como as ações que se aproximam da produção da saúde ou que são potencializadoras do desgaste, por meio da observação das suas ações no âmbito institucional e organizacional. Foi realizado nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de adulto de dois hospitais, um público e um filantrópico, situados num município do extremo sul do Brasil. Para a coleta de dados, utilizou-se a observação da objetividade do trabalho e entrevistas semi-estruturadas com 22 profissionais de enfermagem. O estudo foi realizado sob o olhar do Materialismo Histórico e Dialético, considerando os sujeitos trabalhadores em sua dimensão histórico-social, inseridos em um contexto cultural e ideológico, permeado e estruturado por relações sociais e de produção. Os dados obtidos foram analisados com base na análise de conteúdo de Bardin, através da técnica de análise temática e agrupados em três grandes eixos temáticos: as instituições, as unidades e os sujeitos estudados; o cenário imediato do trabalho da enfermagem e suas implicações na produção da saúde e do desgaste dos trabalhadores; e os múltiplos sujeitos e as múltiplas dimensões do sujeito. Estes três grandes eixos articularam os conteúdos entendidos como mais significativos na produção da saúde e do desgaste do trabalhador. O estudo possibilitou apreender que determinadas situações, vivenciadas no trabalho, podem potencializar a produção do desgaste para determinado trabalhador e não ocorrer o mesmo para outro, corroborando a idéia de que a produção da saúde inclui uma dimensão subjetiva e que a vivência de diferentes situações por diferentes sujeitos é permeada pela dialética própria da vida. Entre as situações apresentadas como produzindo desgaste estão: o modelo de gestão com características centralizadoras; a falta de materiais, equipamentos e pessoal; ações educativas insuficientes; a proximidade do trabalho da enfermagem em UTIs com a morte de jovens e crianças; os conflitos no trabalho; e o uso de equipamentos obsoletos. Como potencializadoras da produção da saúde, apareceram como significativas: a satisfação do trabalhador com o trabalho que exerce; a preservação de momentos de relaxamento e confraternização no âmbito do trabalho, e na vida pessoal e da equipe; o reconhecimento da utilidade social do trabalho exercido, materializada na visualização da melhora do sujeito cuidado, bem como na essência do cuidado em saúde que envolve uma relação entre sujeitos; a possibilidade de exercer autonomia no trabalho; e a participação no processo de trabalho. Fica evidenciado que a subjetividade do trabalhador, posta na organização do trabalho, pode intervir na objetividade do mesmo, potencializando a produção da saúde ou o desgaste.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=66246

Nº de Classificação: 5080
GIARETTA, Andréia Gonçalves. Família, pessoa com síndrome de Down e nutricionista: re-significando o ato de comer. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. [238] f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): GHIORZI, Angela da Rosa
RESUMO: Este estudo buscou construir junto com algumas famílias com pessoas com Síndrome de Down (SD) uma sistematização metodológica de educação nutricional no processo de re-significação do ato de comer dessas famílias que foi identificado e compreendido durante a prática de cuidado nutricional, despertando para a importância da autonomia e da independência relativa na escolha alimentar de seus integrantes. Os postulados do Interacionismo Simbólico guiaram esta pesquisa, estabelecendo o processo de construção-desconstrução-reconstrução da realidade encontrada. Teve como metodologia, os preceitos da pesquisa qualitativa-participante que se interligaram com os instrumentos metodológicos da escuta e da observação sensível, além das atividades lúdicas. Esta pesquisa envolveu onze visitas domiciliares a cada uma das cinco famílias com pessoas com SD, durante um período de sete meses. Os resultados foram expressos por análise qualitativa. Para apresentá-los, o trabalho se estrutura em cinco capítulos por onde os aspectos teóricos, filosóficos e metodológicos sustentam as discussões e as reflexões do contexto explorado. Parte da compreensão até então divulgada sobre a SD, revisitando o arcabouço teórico e chega a uma compreensão sobre o significado do ato de comer que integra razão e emoção, imaginário e rede simbólica, onde o verbal e o não-verbal se complementaram. Categoriza elementos de interação entre o social e o individual na construção do significado do ato de comer, tais como: rotina e mídia: do social para o individual e vive-versa, o estigma de ser “diferente” e a permissividade alimentar, símbolos significantes do ato de comer para as famílias e evidenciando a sistematização metodológica de educação nutricional. Conclui que a família tem um papel fundamental como educadora nutricional para seus membros, como transmissora do primeiro significado do ato de comer, a partir de sua construção social e cultural. Evidencia que as pessoas com SD, repetem comportamentos alimentares idênticos aos de seus pais e, que estar com alteração de peso não é uma característica estigmatizante da SD. A predisposição genética para a obesidade nas pessoas com SD pode ser combatida pela compreensão mais ampla sobre o significado do ato de comer. Comprova a ação do tempo espiralesco no contexto familiar, determinando um ritmo familiar de interação entre o interno de cada pessoa e o seu entorno, presente no seu quotidiano. Um ritmo familiar que torna a prática da autonomia e da independência relativa das pessoas com SD na escolha de seus alimentos, uma realidade. Mostra que, estando a nutricionista no ambiente simbólico das famílias, ela pode contribuir com a re-significação do ato de comer, envolvendo todos os seus integrantes. A sistematização metodológica de educação nutricional deve ser específica às particularidades e necessidades de cada família.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=66256

Nº de Classificação: 5081
RIBEIRO, Janaina Mery. Cuidado: experiência de um processo interativo-educativo com a equipe de enfermagem neonatal, fundamentado no interacionismo simbólico. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 115 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MARTINI, Jussara Gue
RESUMO: Esta prática assistencial teve como objetivo desenvolver um processo educativo, com a equipe de enfermagem neonatal, focalizando o significado de cuidado nas interações estabelecidas com o recém-nascido e família, utilizando como base teórica o Interacionismo Simbólico. Foi realizada na unidade de neonatologia do Hospital Universitário de Santa Catarina. Os sujeitos deste estudo foram os integrantes da equipe de enfermagem que se sentiram motivados a refletir sobre o significado do cuidado a partir das interações que estabelecem cotidianamente no ambiente neonatal. O caminho metodológico foi guiado pelo Interacionismo Simbólico a partir dos princípios metodológicos criados por Blumer. Foram desenvolvidos dezoito encontros, visando proporcionar a equipe a oportunidade de compartilhar pela linguagem (comunicação verbal (gesto vocal) e não-verbal (gesto)) suas idéias, experiências e significados, surgidos de uma interação social, para refletir, através de um processo de interpretação consciente, sobre a sua realidade. É pelo processo interpretativo durante a interação que esses significados são manipulados e modificados, sendo usados pela pessoa para lidar com as coisas que ela encontra no seu cotidiano para dessa forma compreendê-lo e transformá-lo. A avaliação foi formativa, acontecendo ao final de cada oficina. Para a análise dos dados coletados nos encontros utilizou-se a metodologia da análise temática, conforme Minayo. A partir da análise dos dados três temas empíricos surgiram: a interação educativa; o significado do cuidado, o cuidado ao recém-nascido e família. O que se concluiu foi que a educação da equipe de enfermagem precisa ser desenvolvida na perspectiva da interação educativa, buscando responder as necessidades de aprendizagem pela reflexão do que ocorre no interior da própria equipe e que a mesma só se efetivará pela comunicação significativa, envolvendo a compreensão dos significados comuns ao grupo, levantada no processo da experiência e da atividade social.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=91862

Nº de Classificação: 5082
MAGALHÃES, Zídia Rocha. Avaliação da aprendizagem na prática da tutoria de educação a distância: a experiência na formação pedagógica de enfermeira(o)s. Florianópolis. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Saúde, 2007. 184 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)

Orientador(es): PRADO, Marta Lenise do

BASTOS, Marisa Antonini Ribeiro


RESUMO: A necessidade de formar enfermeira(o)s professores para qualificar trabalhadores do setor de saúde levou a criação de um curso de Educação a Distância (EAD), para desenvolver formação pedagógica que contemplasse a articulação entre a Educação e a Saúde. Para isso precisou de tutor, um docente crítico, criativo e reflexivo para lidar com a forma individualizada de aprendizagem de aluno que ele não via e com competência para sentir, perceber, reconhecer e avaliar o avanço do aluno. A literatura da Enfermagem sobre a tutoria na EAD revelou-se escassa nas fontes consultadas. Por isto é necessária uma produção científica, que, relacionada com a avaliação sistemática dos processos de tutoria nos cursos de EAD, leve à compreensão de como o tutor organiza seus tempo e material e como estabelece uma relação dialógica nessa situação. O estudo irá contribuir para a análise de propostas, ampliar subsídios para a definição das política e avaliação em outros cursos da mesma natureza. A pesquisa objetivou compreender a prática da avaliação da aprendizagem pela tutoria de um Curso de Especialização em Enfermagem na modalidade EAD. Trata-se de estudo de abordagem qualitativa, realizado com tutoras, integrantes dos Núcleos de Apoio do Docente – NADs– do Estado de Minas Gerais que desenvolveram a formação de enfermeiros docentes no âmbito do Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores de Enfermagem – PROFAE – do Ministério da Saúde, sob a coordenação da ENSP/FIOCRUZ e que se enquadraram nos critérios para inclusão na pesquisa. Os dados foram coletados por meio de entrevistas, a partir de um roteiro semi-estruturado. Essas entrevistas foram gravadas e transcritas para análise de seu conteúdo (Bardin, 2004). A partir das entrevistas, foram estabelecidas seis categorias: desvelando a concepção de educação na EAD; questionando a avaliação; compreendendo a aprendizagem do aluno e o significado de avaliação da aprendizagem; buscando diferentes formas de realizar avaliação de aprendizagem e tornando-se tutora, que foram, detalhadamente analisadas. O trabalho concluiu que a metodologia aplicada possibilitou a compreensão do processo avaliativo e a identificação de suas potencialidades na EAD. O estudo registrou que, nessa modalidade, a avaliação da aprendizagem requer novas posturas tanto por parte do professor quanto do aluno, além do fato de precisar a avaliação ser compreendida como uma estratégia de acompanhamento da aprendizagem, o que requererá do tutor uma postura atenta e vigilante, que ofereça ao aluno constantes retro-alimentações sobre seu desempenho. A pesquisa encerra-se com recomendações sobre atitudes mentais do tutor em relação ao EAD.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=91880

Nº de Classificação: 5083
BRODERSEN, Gladys.


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