Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.enf.ufmg.br/mestrado/dissertacoes/Nat%E1lia%20de%20C%E1ssia%20Horta.pdf

Nº de Classificação: 5043
AZEVEDO, Letícia Soares de. Compreendendo os sentimentos do adolescente em seu processo de iniciação sexual. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 108 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MADEIRA, Anézia Moreira Faria

ARMOND, Lindalva Carvalho


RESUMO: Este estudo surgiu a partir de meu interesse em trabalhar com adolescentes desde a graduação em Enfermagem (Universidade Federal de Minas Gerais) e ao longo de minha prática como enfermeira em Programas de Saúde da Família nos municípios de Conselheiro Lafaiete/MG e Belo Horizonte/MG. O contato com os jovens, nas comunidades e escolas, provocou-me diversas inquietações das quais os aspectos sexuais me chamaram a atenção. Assim, com o objetivo de compreender os sentimentos do adolescente envolvidos no processo de iniciação sexual, fui ao encontro deles e, através desta pesquisa, de caráter qualitativo e abordagem fenomenológica, utilizei a seguinte questão norteadora: Como você se sente ao pensar na sua iniciação sexual? Dirigi o questionamento a doze adolescentes que ainda não haviam passado pela experiência sexual. Seis deles residentes em Belo Horizonte/MG onde estabeleci contato através de uma escola da região norte – Escola Municipal José Maria dos Mares Guia. Outros seis residentes em Contagem/MG, os quais foram convidados para participar da pesquisa por intermédio da Unidade de Saúde Centro, onde atuo como enfermeira. Os discursos dos adolescentes permitiram-me desvelar o fenômeno pela construção de quatro categorias e duas sub categorias: dificuldade de falar sobre sentimentos; sentindo a chegada da primeira vez, pensar no desconhecido, sentimentos aflorados; a influência da família no comportamento do adolescente; pensando nas conseqüências pós-sexo. Para compreensão do mundo-vida dos adolescentes, a análise foi fundamentada em filósofos fenomenológicos e autores que trabalham as temáticas sexualidade e adolescência. Os jovens revelaram medo, insegurança, receio, ansiedade, vergonha, preocupação e desejo. Neste sentido, o apoio profissional, o acolher, a escuta, as orientações precisas e cingidas de empatia mostram o nosso diferencial enquanto enfermeiro em lidar com esses sentimentos: o cuidado em sua essência mais profunda. No entanto, é preciso avançar nas práticas educativas acerca da sexualidade e superar os modelos biológicos superficiais para alcançar uma esfera onde seja possível promover atitudes conscientes e reflexivas. Só assim poderemos concretizar o projeto de uma saúde sexual e reprodutiva plena entre os jovens.

Acesso ao texto integral:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=58614

Nº de Classificação: 5044
REZENDE, Fernanda Marcelino de. O ir e vir dos usuários nas unidades de saúde da família. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 113 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): ARAÚJO, Maria Rizoneide Negreiros de
RESUMO: A importância em compreender porque certos usuários procuram frequentemente por atendimento nas Unidades de Saúde da Família de Divinópolis e como os profissionais de saúde destas equipes atuam frente às queixas apresentadas por estes usuários, foram o objeto deste estudo. Como referencial teórico foram discutidas as tentativas de mudança do modelo assistencial à saúde, que tenta se organizar a partir da implantação e expansão das Unidades de Saúde da Família como estratégia para melhorar a atenção primária à saúde. Foram selecionados para o estudo, os profissionais médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem das quatro Equipes de Saúde da Família mais antigas da zona urbana do município. Também foram sujeitos do estudo, os usuários que freqüentaram as Unidades da Saúde da Família de três a mais vezes durante um mês, sendo utilizados para a obtenção destes dados as Folhas de Controle Diário de Atendimento de Enfermagem referentes aos meses de março, abril e maio de 2006. A pesquisa de campo foi realizada com a observação direta do trabalho dos profissionais de saúde das Equipes de Saúde da Família e com entrevistas semi-estruturadas com os mesmos e com os usuários selecionados para o estudo. Optou-se por uma abordagem qualitativa em que as concepções e expressões dos sujeitos foram tratadas à luz do Materialismo Histórico Dialético e a organização e a análise dos discursos, foram feitas segundo metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo, de Lefévre e Lefévre (2005). A análise do material empírico nos permitiu evidenciar que os usuários têm como porta de entrada dos serviços de saúde, a consulta marcada, mas que muitos deles ainda vão às Unidades de Saúde da Família para consulta de livre demanda, o que continua perpetuando o atendimento às condições agudas que afetam a saúde da população. As razões pelas quais os usuários procuram as Unidades de Saúde da Família são variadas e vão desde uma marcação de consulta, até pela necessidade de terem ali, na Unidade Básica de Saúde, um local onde possam conversar, se distrair, sair da rotina. Por sua vez, os profissionais de saúde das Equipes de Saúde da Família procuram na maioria das vezes ouvir estes usuários, esclarecendo suas dúvidas e tentando resolver seus problemas. As idéias de acolhimento e criação ou fortalecimento do vínculo que deve existir entre os usuários e os profissionais de Saúde da Família devem ser consolidadas dentro das equipes para que uma assistência resolutiva e de qualidade possa ser prestada à comunidade mesmo com os entraves que ainda existem num sistema de saúde em constante construção e reconstrução.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=58609

Nº de Classificação: 5045
LIMA, Alessandra Silva. Avaliação da atenção a gestantes, na prevenção da transmissão vertical do vírus HIV, no Distrito Leste de Belo Horizonte. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 201 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): LANA, Francisco Carlos Félix
RESUMO: O projeto analisou a atenção à gestante ofertada na rede básica de saúde do Distrito Leste do município de Belo Horizonte e as ações direcionadas ao controle e à prevenção da transmissão materno-infantil do HIV. Foi discutida a permanência de taxas significativas de transmissão vertical do HIV na vigência de tecnologias adequadas para a sua prevenção. A terapia anti-retroviral, fornecida de forma gratuita pelo Ministério da Saúde para a gestante e seu recém-nascido, resulta em menores riscos de infecção da criança. No entanto, é constatado que o uso de anti-retrovirais durante a gestação não contempla todas as gestantes HIV positivas, o que pode ser evidenciado por taxas de transmissão materno-infantil do HIV ainda significativas. Por meio da análise dos discursos dos profissionais da rede básica que realizam o atendimento às gestantes e da análise dos bancos de dados Sisprenatal e Sinan, foram identificados entraves de ordem funcional, econômica, física e cultural, que se relacionam diretamente aos problemas observados na captação precoce de gestantes e na instituição da terapêutica em tempo adequado. O envolvimento dos gestores, a capacitação dos profissionais e medidas intersetoriais que envolvam a comunidade são essenciais para o correto direcionamento de ações que permitam intervir adequadamente sobre o binômio mãe-filho, possibilitando a prevenção efetiva da transmissão vertical do HIV nas unidades básicas de saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60294

Nº de Classificação: 5046
MAIA, Luciana de Lourdes Queiroga Gontijo Netto. Efeitos da educação em saúde no desenvolvimento cognitivo e na aprendizagem de crianças infectadas e posteriormente transmitidas para helmintoses. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 161 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): GAZZINELLI, Maria Flávia Carvalho
RESUMO: Para o presente estudo experimental, desenvolvido na localidade de Americaninhas, município de Novo Oriente de Minas - MG, o modelo de Educação em Saúde com ênfase nas relações sócio-afetivas foi empregado na intervenção educativa voltada para promoção de saúde e controle de helmintoses. O estudo objetivou investigar os efeitos do processo educacional no desenvolvimento cognitivo e na aprendizagem de crianças infectadas e posteriormente tratadas para helmintoses, residentes em área endêmica. Para receber a intervenção educativa, o grupo de 106 crianças na faixa etária de 6 a 11 anos e meio foi dividido em dois grupos a partir dos resultados dos exames coproparasitológicos: Grupo Infectado (n=84) e Grupo Sadio (n=22). As crianças do grupo infectado foram separadas aleatoriamente em “Grupo Ação”, que participou da intervenção educativa (n=43) e “Grupo Controle” (n=41). Para avaliar o desenvolvimento cognitivo foram empregadas avaliações psicológicas estáticas e dinâmicas e para avaliar a aprendizagem utilizaram-se testes de conhecimento. Os dados foram analisados pela comparação das médias dos coeficientes delta do pré e pós-teste (“Paired-Samples T Test”) além da distribuição de freqüências absolutas e relativas. Os resultados evidenciaram progressivo aumento nos valores da avaliação cognitiva estática realizada pós-intervenção nas crianças do “Grupo Ação”. Apesar do maior ganho proporcional, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os valores obtidos nos pós-testes dos grupos “Ação” e “Controle” (p>0,05). Já entre o “Grupo Ação” e o Grupo Sadio, os valores obtidos nos testes Aritmética e Dígito foram estatisticamente superiores no grupo sem a infecção (p=0,048 e p=0,023, respectivamente). Entre o Grupo Infectado e o Grupo Sadio somente o teste Aritmética foi estatisticamente superior no grupo não infectado (p=0,048). Constatou-se melhora na avaliação dinâmica das habilidades de criatividade, velocidade de processamento e raciocínio lógico, entretanto, as crianças mantiveram oscilações com relação à habilidade de memória. As crianças apresentaram também resultados compatíveis com melhora de aprendizagem na avaliação da evolução conceitual. Embora por meio da avaliação estática não tenham sido detectados avanços na inteligência geral, e, por meio da avaliação dinâmica, os ganhos cognitivos tenham ocorrido em algumas habilidades cognitivas especificas, a avaliação da evolução conceitual demonstrou que houve aprendizagem, fato que pode remeter a condições que são produzidas no interior da escola, a saber: o método, as práticas pedagógicas, o papel do professor e a interação professor-aluno.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=58628

Nº de Classificação: 5047
STIVAL, Marina Morato. Avaliação nutricional, anemia e helmintoses em área endêmica de Minas Gerais. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 83 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): GAZZINELLI, Andréa
RESUMO: Este estudo teve como objetivo avaliar a relação entre helmintoses, estado nutricional e anemia em um grupo de 212 crianças e adolescentes de 2 a 17 anos moradoras de uma área endêmica no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. A prevalência de esquistossomose na localidade foi de 75,9% e a média geométrica de ovos por grama de fezes (opg) 128,82 (IC 95% = 100,92-148,53). A prevalência de ancilostomíase foi de 22,2% com média geométrica de 93,32 opg (IC 95% = 53,70-158,48). Apenas dois indivíduos (0,9%) estavam infectados com Ascaris lumbricoides. A prevalência de anemia foi de 19,3% e foi significativamente associada à faixa etária, à ausência de banheiro na casa, a renda familiar e a presença de desnutrição crônica. Não houve associação estatística entre helmintoses e anemia. A prevalência de desnutrição aguda foi de 6,1% e de desnutrição crônica de 29,7%. A ausência de eletricidade e de banheiro na casa assim como a intensidade de infecção por ancilostomíase foram associados à desnutrição crônica. Na análise multivariada a anemia permaneceu significativamente associada à faixa etária, renda familiar e desnutrição crônica. Em relação à desnutrição crônica, apenas a ausência de eletricidade permaneceu significativa. Concluiu-se que as helmintoses não podem ser consideradas como fator de risco para anemia e desnutrição de crianças e adolescentes, mas que crianças mais novas, com desnutrição crônica e cujas famílias são de baixa renda possuem maior predisposição para adquirir anemia.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=58623

Nº de Classificação: 5048
NEUMANN, Vera Nilda. Qualidade de vida no trabalho: percepções de equipe de enfermagem na organização hospitalar. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 163 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FREITAS, Maria Édila Abreu
RESUMO: Este estudo objetivou compreender o significado de qualidade de vida no trabalho sob a óptica da equipe de enfermagem no cotidiano do trabalho hospitalar. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada no referencial da fenomenologia. Os sujeitos compreenderam 15 profissionais da equipe de enfermagem que trabalham em uma organização hospitalar, situada na cidade de Teófilo Otoni, Minas Gerais. As informações foram coletadas em junho de 2006, através de entrevista aberta, respeitando-se os aspectos éticos. As questões norteadoras foram as seguintes: “O que é para você, Qualidade de Vida no Trabalho?”; “Descreva situações em que você vivenciou Qualidade de Vida no Trabalho no seu ambiente de trabalho”. Para a análise compreensiva dos dados, seguiram-se os momentos metodológicos citados por Martins (1992), que incluíram: a descrição, a redução, a compreensão e interpretação fenomenológica. Após a extração e a transformação das unidades de significado, procedemos à convergência de sentido, emergindo três categorias: “Qualidade de vida e condições de trabalho”, que se dividiu em três sub-categorias: “'A gente é ser humano também'”, “Qualidade de vida no trabalho e a realidade vivenciada”, “Qualidade de vida no trabalho e a realidade sonhada”; “Reconhecimento: força que move o trabalho” e “'Ser-no-mundo' do trabalho com o outro”. Compreendemos que Qualidade de Vida no Trabalho para os sujeitos do estudo é ter a oportunidade de serem ouvidos pelos gestores e demais profissionais da equipe de saúde da organização hospitalar, podendo expressar idéias e aspirações em relação às questões que envolvem o cotidiano de trabalho. Propomos a criação de grupos de suporte nas organizações hospitalares, acompanhamento com o profissional psicólogo para a equipe de enfermagem, melhores estruturas físicas para o trabalho, criação de ambientes apropriados para os recolhimentos espiritual e social que possibilitem o lazer e atividades físicas, conforme as salas de ginástica. Percebemos a carência de políticas que trabalhem a temática Qualidade de Vida no Trabalho na organização hospitalar e sugerimos que a contemplação dessa se dê através da realização de oficinas que envolvam outros profissionais da equipe de saúde e também os gestores. Percebemos ainda a necessidade de investimentos em práticas pedagógicas que incorporem a temática Qualidade de Vida no Trabalho nos cursos destinados à formação dos trabalhadores que compõem a equipe de enfermagem.

Acesso ao texto integral:

http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=59811

Nº de Classificação: 5049
FERNANDES, Maria Terezinha de Oliveira. Trabalho com grupos na saúde da família: concepções, estrutura e estratégias para o cuidado transcultural. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 179 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Sônia Maria
RESUMO: Este estudo objetivou desvelar estratégias para o cuidado transcultural imanentes da prática de grupo na perspectiva da Saúde da Família. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado de Madeleine Leininger. Os sujeitos foram os profissionais das equipes de Saúde da Família, coordenadores de grupos para portadores de diabetes e hipertensão das Unidades Básicas de Saúde de um Distrito Sanitário de Belo Horizonte. Para a coleta de dados, utilizou-se a observação participante e a entrevista aberta. As informações foram coletadas de junho a novembro de 2006, respeitando-se os aspectos éticos. Na interpretação dos dados, empregou-se a análise de conteúdo proposta por Bardin. Os núcleos temáticos identificados foram: o grupo na perspectiva transcultural, como o grupo é estruturado, estratégias do trabalho com grupos de portadores de diabetes e hipertensão, a tecnologia do trabalho com grupos na perspectiva transcultural e desafios e avanços da prática de grupo na Saúde da Família. Os resultados apontam para a prática de grupo ainda pouco inovadora, com necessidade de ampliar a multidisciplinaridade, sendo que as atuais metodologias enfatizam a cultura da doença, cronificação de processos pedagógicos, como as abordagens que permanecem centradas na transmissão de conhecimento. Cabe salientar que alguns profissionais, como enfermeira, fisioterapeuta e assistente social têm uma prática diferenciada, centrada na cultura do sujeito e na valorização das suas vivências. O olhar para o portador de diabetes e hipertensão vai além das vigilâncias relacionadas ao uso dos medicamentos e ao avanço da atenção para os aspectos que influenciam o tratamento e o controle, no sentido de conhecer o contexto de vida desse usuário. Na prática foi possível reconhecer e confirmar a dificuldade técnica-teórica do profissional para coordenar grupos e a crença de que recursos e apoio logístico tornam o grupo mais interessante e efetivo. Desde que esses profissionais se inseriram na Saúde da Família, começaram os grupos e o descobriram como ferramenta de enfrentamento da demanda dos diabéticos e hipertensos, prática que se tornou indispensável ao cotidiano das equipes. Porém já desenvolvido o seu modus operandi, constitui-se numa metodologia a ser apropriada, uma vez que essa é uma realidade em todas as unidades básicas de saúde e já se consegue trabalhar bem com os grupos em geral. As atividades com grupos vêm, contudo, com uma possibilidade de transformar o trabalho de equipe e dirigir-se na busca de uma relação mais horizontalizada entre os agentes presentes nesse processo, o que quer dizer negociar e partilhar poder/autonomia profissional, possibilitando, então, compartilhar saberes e decisões.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=67161

Nº de Classificação: 5050
CUNHA, Genilton Rodrigues. Integralidade da atenção na assistência hospitalar: um estudo com profissionais que participam do atendimento ao usuário. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 152 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): PENNA, Claúdia Maria de Mattos

BRITO, Maria José Menezes


RESUMO: Trata-se de um estudo de caso qualitativo fundamentado na sociologia compreensiva, que teve como objetivo compreender a concepção de integralidade da atenção pelos profissionais de saúde que participam diretamente do atendimento ao usuário em um hospital público de pronto-socorro de Belo Horizonte, Minas Gerais. Delimitamos como cenário de estudo o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII que constitui uma unidade pública do Sistema Único de Saúde vinculada à Secretaria de Estado da Saúde e pertencente à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Foram entrevistados quinze trabalhadores de diferentes categorias profissionais da saúde, sendo dois assistentes sociais, dois enfermeiros, dois auxiliares de enfermagem, um técnico de enfermagem, dois fisioterapeutas, um fonoaudiólogo, dois médicos, um nutricionista e dois psicólogos. Os dados foram coletados no período de agosto a novembro do ano de 2006, por meio de entrevistas com um roteiro semi-estruturado, observação direta do cotidiano de trabalho dos profissionais de saúde e de documentação obtida na Instituição. Os dados foram tratados e analisados pelo método de análise de conteúdo. Da análise dos dados emergiram quatro categorias empíricas: 1. Integralidade: uma construção cotidiana, subdividida em quatro subcategorias: Noções de integralidade; O cuidado integral; A humanização da assistência; O vínculo: uma questão que transcende os 'muros' da instituição; 2. O profissional da saúde diante do sofrimento do usuário; 3. Intersetorialidade: para se repensar a rede de cuidados, subdividida em: A intersetorialidade no hospital: espaço permeado por rivalidades; A intersetorialidade no sistema de saúde; 4. O trabalho de equipe em saúde. Compreendemos que os profissionais de saúde atuam no cotidiano de um hospital de pronto-socorro de forma fragmentada, em que cada um possui a sua noção sobre a integralidade da atenção e a desenvolve nas suas práticas de acordo com seus julgamentos. Entretanto, é possível notar reflexões que apontam caminhos cotidianos de se fazer o trabalho em saúde para que ele seja pautado na integralidade, no trabalho em equipe, mesmo que seja de forma ainda incipiente. O presente estudo visa, portanto, contribuir para um melhor entendimento das concepções de integralidade pelos profissionais de saúde nos serviços de pronto-socorro e de urgência/emergência e, por conseqüência, das percepções e práticas que nelas se embasam. Esperamos que este possa suscitar novas pesquisas sobre o tema, além de possibilitar algumas reflexões pelos gestores acerca da integralidade da atenção apreendida no nível terciário da atenção e pelos profissionais de saúde no que diz respeito ao cotidiano de suas práticas.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=66422

Nº de Classificação: 5051
FRÁGUAS, Gisele. O enfrentamento da nefropatia diabética na ótica da família: uma abordagem na perspectiva do modelo Calgary de avaliação na família. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 190 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)



Orientador(es): SOARES, Sônia Maria
RESUMO: Este estudo buscou compreender como a família enfrenta o cuidar da pessoa com nefropatia diabética em tratamento dialítico. Trata-se de um estudo qualitativo conduzido pelos pressupostos do método etnográfico que utilizou o Modelo Calgary de Avaliação na Família (MCAIF) para a coleta dos dados. A pesquisa envolveu sete famílias em duas unidades de terapia renal substitutiva da cidade de Belo Horizonte/Minas Gerais. A coleta de dados foi realizada no período de outubro de 2006 a fevereiro de 2007, após aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais e das instituições envolvidas. O Modelo Calgary de Avaliação na Família, a observação participante, a entrevista semi-estruturada, o diário de campo e a análise documental foram utilizados para a coleta dos dados que, posteriormente foram analisados de acordo com o referencial teórico de Bardin (1977) de análise de conteúdo. A partir da análise dos dados emergiram três núcleos temáticos que desvelaram as várias nuances do início do tratamento dialítico sobre a vida da família: a construção do conceito de família sob a ótica da pessoa com nefropatia diabética; a nefropatia diabética e o tratamento dialítico na vida da família; e o conviver e o cuidar da pessoa com nefropatia diabética. Os resultados sugerem que cada família possui forças (recursos) mesmo em face de problemas (demandas) de saúde. Algumas das dificuldades apresentadas pelas famílias foram a necessidade de conciliar trabalho e doença em casa, restrição das atividades de lazer e de incorporar a doença e seu tratamento na rotina de vida da família. Em contrapartida o apoio da rede social e familiar, a aceitação e a adaptação do membro doente à rotina e ao tratamento e a comunicação aberta entre os integrantes da família foram destacados como fatores facilitadores (recursos) do cuidado. Dentre as estratégias de enfrentamento encontradas a visão da doença e do regime terapêutico como um desafio administrável, apoio da rede social e familiar, comunicação aberta entre os membros da família, contato com outras pessoas que vivenciam a mesma situação e a fé como fator de amparo assumem papel relevante no desafio do conviver diário com a condição crônica. Dessa forma, esse estudo desvelou como as famílias enfrentam e se adaptam às novas situações surgidas com a rotina do regime dialítico e a progressão das complicações que levam a dependência da pessoa doente. Tal fato desperta a necessidade de enxergamos a família como foco do cuidado de enfermagem, envolvendo-a em nosso cuidar e incentivando seus membros a buscarem recursos dentro da unidade familiar e de sua rede social mais próxima.



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