Associação Brasileira de Enfermagem Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem cepen



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Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=584

Nº de Classificação: 5035
MONTEIRO, Estela Maria Leite Meirelles. (Re)construção de ações de educação em saúde a partir de círculos de cultura: experiência participativa com enfermeiras do PSF do Recife/PE. Fortaleza. Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem. Departamento de Enfermagem, 2007. 178 f.

Tese (Doutorado em Enfermagem)



Orientador(es): VIEIRA, Neiva Francenely Cunha
RESUMO: O entendimento de promoção da saúde como mobilização da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, bem como no controle do processo, vem alicerçar o conceito de Educação em Saúde. A partir deste entendimento, as ações de Educação em Saúde devem estar articuladas a políticas públicas, ambientes saudáveis e reorientação dos serviços de saúde, assim como, propostas pedagógicas libertadoras, fomentadas nos princípios da solidariedade, da cidadania e da ética, visando à promoção do homem. O estudo apresenta como objetivo geral aplicar o Círculo de Cultura com enfermeiras, que atuam em PSF, como abordagem metodológica para potencializar a práxis de Educação em Saúde. Trata-se de uma pesquisa-ação, realizada nos meses de fevereiro a maio de 2006. Os sujeitos do estudo foram enfermeiras da equipe de Saúde da Família da microrregião 6.3, do Distrito Sanitário VI, que corresponde ao bairro do Ibura, no Município de Recife-PE. Foram selecionados como instrumentos para coleta de dados um formulário de entrevista, a observação participante, o registro fotográfico e filmagem, além do registro em caderno de campo. Foram utilizados como método e técnica o Círculo de Cultura para articular com a dimensão coletiva e interativa da investigação, no desenvolvimento da pesquisa-ação. Foram realizados oito Círculos de Cultura, constituídos das seguintes etapas: conhecimento do universo vocabular do enfermeiro e da comunidade; dinâmica de sensibilização/descontração; problematização; fundamentação teórica; reflexão teórico-prática; construção coletiva dos saberes; síntese do que foi vivenciado e avaliação. Os Círculos constituíram a aplicação dos pressupostos freireanos, como: participação, diálogo, consciência crítica, acesso a conteúdos articulados à realidade, o conhecimento como instrumento de possibilidades e de liberdade, valorização do saber popular, autonomia para realizar suas escolhas e caminhos; como fundamentos mobilizadores de uma complexa estratégia de “empowerment”. A análise e interpretação privilegiaram a discussão em torno dos dados obtidos, segundo a seqüência dos Círculos de Cultura realizados, de onde decorreu a interpretação, pelo grupo, do significado da experiência e pela pesquisadora-animadora em diálogo com a literatura. Assim, cada enfermeira teve a oportunidade de apresentar sua proposta de ação educativa, sendo consolidada uma proposta coletiva de sistematização das intervenções de Educação em Saúde. A proposta da realização de Círculos de Cultura como abordagem fundamental na prática da Educação em Saúde, vem despertar nos profissionais de saúde uma atitude de inquietação e dinamismo ante questões de saúde que tanto afligem as famílias das comunidades onde atuam. Deste modo, enseja-se uma relação de cumplicidade entre os profissionais de saúde e os grupos comunitários com o entendimento de saúde como produto das reais condições sociais e do compromisso com as ações de promoção da saúde.

Acesso ao texto integral: http://www.teses.ufc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=619

Nº de Classificação: 5036
OLIVEIRA, Aline Reis Souza de. Representações sociais de profissionais de saúde envolvidas no atendimento à gestante sem resultado de sorologia anti-HIV na maternidade. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 128 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): FREITAS, Maria Imaculada de Fátima
RESUMO: Trata-se de um estudo qualitativo, fundamentado na Teoria das Representações Sociais, com o objetivo de compreender as representações sociais dos profissionais de saúde, envolvidas na prática da assistência à gestante que chega à maternidade sem resultado da sorologia anti-HIV. Foram entrevistados 22 profissionais de saúde, 12 enfermeiras e 10 médicos que atuam em duas maternidades públicas no município de Belo Horizonte. Os sujeitos foram contactados em seus locais de trabalho e convidados a participar de entrevista. A questão norteadora foi: “Como é para você atender uma gestante na maternidade sem o resultado da sorologia anti-HIV?”. Para a análise foi utilizada a técnica do Discurso do Sujeito Coletivo proposta por Lefévre e Lefévre (2005). A interpretação dos dados apontou cinco categorias temáticas em que estão organizadas as representações relacionadas à assistência à gestante sem sorologia anti-HIV na maternidade: Infecção pelo HIV/Aids; Mulher infectada; Diagnóstico da infecção pelo HIV na maternidade; Maneiras de cuidar de mulheres em risco ou infectadas pelo HIV e Mudanças na vida da mulher/mãe infectada pelo HIV. Os resultados apontam para espaços de permanências e mudanças nas representações sociais dos sujeitos entrevistados, indicando que estas representações interferem na abordagem à mulher em risco/infectada pelo HIV no atendimento na maternidade. Indicam também um movimento de reflexão, esteja ele voltado para o modelo de atenção vigente, a formação e a construção profissional ou para as contradições levantadas pela experiência do contato face a face com as demandas psico-afetiva-sociais da mulher em risco/infectada pelo HIV/Aids. O estudo também permitiu compreender que o sistema de saúde precisa de ajustes cotidianos, para garantir o acesso e a integralidade do cuidado tão desejada e fundamental para a articulação entre técnicos, tecnologias e mulheres cuidadas.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60284

Nº de Classificação: 5037
MENEZES, Elen Soraia de. Da informação à formação para a autonomia: o olhar do adolescente sobre a prevenção das DST/aids. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 97 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CADETE, Matilde M. M.
RESUMO: Este estudo surgiu a partir de minha experiência, como enfermeira, na rede pública de saúde. Além disso, senti-me provocada pelo Programa Educacional Afetivo Sexual- PEAS e pelo cotidiano com os adolescentes na Escola Estadual Dona Diva de Oliveira, onde trabalhei como voluntária. Assim, com o objetivo de compreender o sentido que os adolescentes atribuem às informações a respeito das DST/aids, fui ao encontro deles e, através desta pesquisa, de caráter qualitativo e abordagem fenomenológica, lhes dirigi a seguinte questão norteadora: Conte para mim, qual o sentido que você dá/atribui às informações acerca das DST/aids, na sua vida afetiva do dia-a-dia. Os quatorze depoimentos obtidos permitiram, após várias leituras, construir duas categorias abertas e suas respectivas sub categorias: ser-aí-no-mundo-com DST/aids, pensando na aids como sofrimento, doença e morte; prevenção consciente, ponderando sobre os próprios atos; cuidando para viver melhor (cogitare-cogitatus), cuidado consigo mesmo, evitando sofrimentos futuros; cuidado com o outro: a solicitude em sensibilizar (transmitir conhecimentos), e o desvelo. Para a compreensão do vivido pelos adolescentes, fundamentei minha análise em filósofos existencialistas cujas obras tratam de liberdade, corporeidade, cuidado, sofrimento e morte. Embasei-me, também, em teóricos da educação, saúde e enfermagem e, ainda, em estudiosos da adolescência e da sexualidade. Os depoimentos aqui contidos podem aguçar nos educadores, pais e profissionais de saúde, a compreensão da necessidade de se voltar para o ser adolescendo um olhar mais atento, cuidadoso e holístico, principalmente, em relação às questões como sexualidade, educação para a saúde, educação como ferramenta formadora de cidadãos livres e conscientes de suas escolhas, dialogicidade, respeito e ética, e assim, instigar-lhes a busca de novos caminhos e parcerias para esse trabalho árduo. Além do mais, o presente estudo denuncia a urgência de se implantarem e implementarem programas voltados para esses sujeitos, reconhecendo nos mesmos e nos profissionais que participam de sua formação pessoas dignas de respeito e reconhecimento.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60292

Nº de Classificação: 5038
ANDRADE, Leonardo Tadeu de. Validação das intervenções de enfermagem para o diagnóstico de mobilidade física prejudicada nos lesados medulares. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 109 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): CHIANCA, Tânia C. M.
RESUMO: Trata-se de estudo descritivo para validar as intervenções de enfermagem propostas na Classificação de Intervenções de Enfermagem (Nursing Interventions Classification-NIC) para o diagnóstico de enfermagem de mobilidade física prejudicada junto a enfermeiros que atuam na reabilitação de adultos com seqüela por lesão medular em uma rede de hospitais de reabilitação. O método utilizado foi a validação do uso de intervenções e baseia-se na opinião de especialistas sobre serem determinadas intervenções de enfermagem essenciais ou não para o diagnóstico de enfermagem de mobilidade física prejudicada. Os dados foram coletados utilizando um questionário semi-estruturado aplicado a 54 enfermeiros que trabalham nos hospitais de reabilitação localizados em Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e São Luiz. Os resultados mostraram que, dentre as 46 intervenções de enfermagem sugeridas pela NIC para o diagnóstico em estudo, 17 (37%) intervenções foram consideradas críticas e passíveis de serem aplicadas; outras 15 (32,6%) foram julgadas não críticas, mas passíveis de serem implementadas e 14 (30,4%) intervenções foram consideradas não críticas e passíveis de serem descartadas. Uma intervenção não descrita na NIC para a resolução do diagnóstico de enfermagem de mobilidade física prejudicada, cuidados com órteses, foi indicada por 22 especialistas (40,7%). Concluiu-se que o estudo validou com enfermeiros experientes em reabilitação de pacientes com lesão medular um grupo de intervenções para um determinado diagnóstico de enfermagem. O bem-estar físico e uma melhor qualidade de vida devem ser garantidos e as intervenções de enfermagem propostas devem abranger níveis de prevenção, promoção, manutenção e reabilitação da saúde de pacientes com lesão medular. O uso de um método para validar intervenções de enfermagem é adequado na medida em que mostre as intervenções efetivas no tratamento de um diagnóstico de enfermagem. Estudos com classificações de enfermagem, especialmente com a NIC, precisam ser estimulados nas diversas áreas de especialidades clínicas dos enfermeiros.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=59809

Nº de Classificação: 5039
PAIVA, Maria Henriqueta Rocha Siqueira. Atendimento pré-hospitalar público de Belo Horizonte: uma análise da adoção às medidas de precaução pela equipe multiprofissional. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 112 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): OLIVEIRA, Adriana Cristina de

LOPES, Aline Cristine Souza


RESUMO: Tratou-se de um estudo com delineamento transversal, tipo survey, realizado com os profissionais do Serviço de Atendimento Pré-hospitalar (APh) Público de Belo Horizonte. Objetivou-se avaliar a adoção das medidas de precaução, por meio de conhecimento e atitude; identificar os fatores intervenientes na adoção de medidas de precaução; e, determinar a incidência dos acidentes de trabalho por exposição a material biológico. Os dados foram coletados no período de junho a julho de 2006, por meio de questionário estruturado. Para a caracterização da amostra, foi feita análise descritiva e, para verificar as associações, uma análise univariada, por meio do teste Qui-Quadrado. A análise multivariada feita por meio da regressão logística múltipla, descreveu a relação entre os dados demográficos, adoção de medidas de precaução e acidente de trabalho. Participaram do estudo 238 profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos/auxiliares de enfermagem e condutores). Quanto ao sexo, 66,8% eram do sexo masculino, 51,7% com idade inferior a 33 anos, 58,4% com tempo de atuação no APh inferior a dois anos e 69,7% lotados em Unidade de Suporte Básico. Para a análise do conhecimento, observou-se que os médicos atingiram um índice de conhecimento inferior a 75% em relação a precauções padrão e acondicionamento do lixo produzido durante o atendimento pré-hospitalar. E, para o profissional condutor, observou-se que o conhecimento em quase todos os itens avaliados não foi considerado adequado. Quanto à análise de atitude, observou-se que nenhum dos profissionais atingiu um índice de 75% para uso de máscara facial e óculos de proteção e para indicação do equipamento de proteção individual. A análise da regressão logística multivariada revelou associação estatisticamente significativa entre condutores e técnicos/auxiliares de enfermagem e a não adoção de medidas de precaução. Os profissionais salientaram a necessidade de treinamentos sobre riscos ocupacionais, noções básicas de controle de infecção e a realização de reuniões periódicas. Identificou-se uma incidência de acidentes de trabalho envolvendo material biológico de 20,6%, sendo que 40,8% destes durante o manuseio de materiais pérfuro-cortantes, 49,0% por contato com fluidos corporais e 10,2% por ambos. Dentre todos os profissionais acidentados, destacou-se o médico (35,3%), o enfermeiro (24,0%), técnico/auxiliar de enfermagem (17,7%) e condutor (16,7%). De forma global, a avaliação médica pós-acidente não foi realizada em 63,3% dos casos, e para 81,6% não foi emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho. Nenhuma conduta imediatamente após o acidente foi tomada em 55,0% dos casos e em 61,2% não foi realizado acompanhamento sorológico. E, finalmente, a regressão logística multivariada evidenciou que profissionais lotados em Unidade de Suporte Avançado e tempo de atividade superior a dois anos no APh constituíram fatores de risco para a ocorrência de acidentes de trabalho. Diante dos resultados obtidos neste estudo e da importância social do atendimento pré-hospitalar, torna-se imprescindível implantar programa de educação continuada com a finalidade de melhorar o conhecimento do profissional em relação ao controle de infecção e às recomendações da biossegurança, bem como a instalação de uma orientação formal e acompanhamento do profissional após a ocorrência de acidentes de trabalho.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=61850

Nº de Classificação: 5040
DIAS, Ana Claudia Pedrosa. A percepção do trabalhador sobre promoção da saúde realizada pelo enfermeiro na saúde suplementar. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 69 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): ALVES, Marília
RESUMO: O conhecimento do trabalho do enfermeiro em ações de promoção na saúde suplementar, segmento tradicionalmente voltado para ações centradas no modelo médico centrado, é relevante para a profissão, dada a ampliação da sua atuação em programas de prevenção e promoção da saúde, além de ser um importante campo profissional que se abre. Este estudo teve como objetivos identificar a percepção dos trabalhadores associados a um plano de saúde suplementar sobre o atendimento realizado por enfermeiras no próprio local de trabalho, bem como a dos trabalhadores sobre ações voltadas para a promoção da saúde e a prevenção de doenças. Optou-se por realizar um estudo de caso de natureza qualitativa em duas empresas, clientes de uma operadora de saúde suplementar, nas quais foi implantado um programa de promoção da saúde, pela operadora, conduzido por enfermeiras. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com dez trabalhadores inseridos no programa e os resultados foram submetidos à análise de conteúdo. Os resultados mostram que há aceitação do enfermeiro na realização de ações de promoção da saúde, pelos trabalhadores, embora com alguma desconfiança, por não estarem sendo atendidos por médicos. As ações são percebidas inicialmente como cobrança e fiscalização do cumprimento das orientações recebidas, tendo em vista que, antes, não as seguiam. Este estudo mostra, também, que o trabalhador reconhece o trabalho do enfermeiro, às vezes como auxiliar do médico e outras como um profissional em quem pode confiar. No entanto, conhece pouco a capacidade do enfermeiro para atuar de forma autônoma em programas dessa natureza, vinculando seu trabalho ao cumprimento de orientações médicas. Quanto às ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, mostram-se sensibilizados com os cuidados disponibilizados a si próprios, como empregados da empresa, e às suas famílias, esforçando-se por seguir as orientações e mostrar resultados positivos aos enfermeiros. Percebe melhoria, no que diz respeito ao acesso ao serviço e sente-se cuidado. Estabelece comparação com outros planos de saúde que já teve e reconhece essa experiência como inovadora, a qual se traduz em benefícios para ele mesmo. Por outro lado, essa estratégia da operadora poderá auxiliar na melhoria da qualidade de vida dos usuários e possibilitar o alcance de seus objetivos de reduzir os custos assistenciais, decorrentes de intervenções onerosas, em casos de adoecimento.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=60288

Nº de Classificação: 5041
RATES, Hosana Ferreira. Cuidado de saúde do idoso, no domicílio: implicações para as cuidadoras, no Distrito Ressaca - Município de Contagem/MG. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2007. 225 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): SENA, Roseni Rosângela de

GONÇALVES, Alda Martins


RESUMO: Trata-se de estudo das implicações do cuidado de saúde do idoso, no domicílio, para as cuidadoras, no Distrito Ressaca, município de Contagem, Minas Gerais (MG). Com o aumento da expectativa de vida e da prevalência das doenças crônico-degenerativas, face às políticas de humanização e desospitalização, verifica-se a necessidade de se substituir o modelo de atenção à modalidade de assistência domiciliar. É essencial implementar ações assistenciais diferenciadas, no domicílio, como espaço privilegiado para o cuidado de saúde, no sentido de atender à crescente demanda de atenção aos idosos, de portadores de doenças crônicas e degenerativas superando a lógica da racionalização. Verifica-se, entretanto, que nem a assistência suplementar à saúde, nem os serviços públicos consideram as implicações do cuidado de saúde domiciliar, como os custos emocionais e financeiros, assumidos pelas cuidadoras, ao se responsabilizarem pelo cuidado. Com esta pesquisa, busco contribuir para a análise dessas implicações. Estudo de caráter descritivo e exploratório teve como orientação a triangulação de abordagens quantitativa e qualitativa, dos instrumentos e na análise dos dados. Teve como objetivo geral analisar as implicações do cuidado de saúde domiciliar, prestado à pessoa acima de 60 anos, para as cuidadoras, no Distrito Ressaca do município de Contagem, MG. Teve como objetivos específicos conhecer as relações que permeiam a execução do cuidado de saúde domiciliar, identificar o apoio utilizado pelas cuidadoras e identificar os custos emocionais e financeiros das cuidadoras com o cuidado de saúde domiciliar, prestado à pessoa acima de 60 anos. O cenário escolhido foi o Distrito Ressaca por ser, no município de Contagem, o de maior número de pessoas cuidadas no domicílio, na área adscrita pelo Programa de Saúde da Família (PSF). As participantes do estudo foram 17 cuidadoras dos idosos dependentes para as atividades da vida diária. O período de coleta de dados foi de 03 de julho de 2006 a 02 de outubro de 2006. Foram utilizados como instrumentos para a coleta de dados: entrevista no domicílio com as cuidadoras principais, o diário da cuidadora, o diário de campo da pesquisadora/observação e as planilhas para registro dos gastos da família com o cuidado no domicílio. As entrevistas foram analisadas por meio de leitura exaustiva dos discursos dos quais foram extraídas as idéias principais que foram agrupadas na construção de quatro categorias empíricas: 'A pessoa cuidada'; 'Cuidadora: doando, aprendendo e construindo'; 'Cuidado: construção e desconstrução' e 'Cuidado e a expressão dos gastos' para a família. A partir das categorias foram incluídos os dados das planilhas, dos diários das cuidadoras, do diário da pesquisadora e realizada a análise dos dados. Ao analisar os dados observei que as relações da pessoa cuidada e da cuidadora se interagem e tem como interseção o cuidado que é influenciado pela dedicação das cuidadoras que são, na maioria, mulheres e parentes. Percebi que existem aspectos na relação cuidadora/pessoa cuidada que facilitam ou dificultam a execução do cuidado no domicílio. Foram observadas atitudes humanizadoras no locus domicílio. A dedicação das cuidadoras às tarefas do cuidado influencia diretamente na qualidade de vida, com perdas de oportunidades de trabalho, de convívio social e de lazer, com repercussões na saúde física e emocional. Os dados revelaram que as famílias não contabilizam o gasto com as pessoas cuidadas no domicílio. Foi necessário recorrer à consulta de preços para relacioná-los com as anotações das planilhas para se chegar a um gasto aproximado com alimentação, medicamentos, artigos de consumo, serviço de internação domiciliar e instrumentos para a execução dos cuidados. A disponibilidade de consultas, o fornecimento de medicamentos, utilização do laboratório, do serviço de emergência e do hospital, bem como as remoções feitas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) são itens que auxiliam na redução dos gastos do orçamento representando economia financeira para os familiares das pessoas cuidadas. Esse apoio é descontinuado. A alimentação das pessoas cuidadas é realizada segundo a situação sócio-econômico-financeira e existem cuidadoras que relataram a dificuldade em comprar alimentos. A fralda geriátrica descartável é o artigo de maior impacto sobre o orçamento familiar no tema artigos de consumo. Se o pagamento de internação domiciliar da pessoa cuidada fosse realizado pelos familiares, esse seria o maior gasto com o cuidado no domicílio podendo atingir R$2.325,00. Em 2º lugar, o maior gasto das famílias refere-se aos planos de saúde (R$450,00) e, em 3º lugar, com os medicamentos (R$376,55). No geral, as cuidadoras vivenciam um orçamento apertado. O maior apoio é o da cuidadora e que se mostra fundamental para o processo do cuidado no domicílio, como executora desse cuidado e como financiadora das despesas que ultrapassam o benefício previdenciário da pessoa cuidada. Conclui-se que, apesar de todas as práticas reconhecidas como essenciais no cuidado no domicílio, ainda não se pode se reconhecê-lo como um modelo substitutivo.

Acesso ao texto integral: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=65765

Nº de Classificação: 5042
HORTA, Natália de Cássia. O significado do atendimento ao adolescente na atenção básica à saúde: uma análise compreensiva. Belo Horizonte. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem, 2006. 147 f.

Dissertação (Mestrado em Enfermagem)

Orientador(es): MADEIRA, Anézia M. F.

ARMOND, Lindalva C.


RESUMO: Estudo de natureza qualitativa com abordagem fenomenológica que teve como objetivo compreender o significado do atendimento ao adolescente pelos profissionais de saúde na atenção básica. A pesquisa foi realizada em dois centros de saúde da cidade de Belo Horizonte/MG. Participaram do estudo quinze profissionais da Equipe de Saúde da Família, incluindo enfermeiro, médico, auxiliar de enfermagem e agente comunitário de saúde. Os dados foram coletados por meio de entrevista aberta guiada pela questão norteadora: “O que é, para você, atender o adolescente?”. Os discursos dos sujeitos foram analisados segundo a análise ideográfica compreensiva de Martins e Bicudo (1989), e as categorias interpretadas, incipientemente, à luz de Alfred Schutz, precursor da Fenomenologia Social. A análise compreensiva dos depoimentos confluiu para três grandes categorias que sinalizam o atendimento ao adolescente na atenção básica de saúde: 1- Atender o adolescente: as contradições vivenciadas. Mostra os desafios em atender o adolescente e as limitações enfrentadas nesse atendimento; 2- Atender o adolescente: ser-no-mundo com o outro. Fala da relação do profissional de saúde com o adolescente; 3- Assistência ao adolescente na atenção básica: retrato de uma prática. Focaliza a relação adolescente - serviços de saúde e a necessidade de organização do serviço para atender o adolescente. Ao refletir sobre o significado desse atendimento para os profissionais, foi possível apreender que este é permeado por desafios relacionados à sua formação e às limitações da fase da adolescência, levando a uma relação ora conflituosa, ora pacífica entre profissional e adolescente. A pesquisa aponta caminhos possíveis no atendimento ao adolescente na atenção básica tendo por foco principal a promoção à saúde e a prevenção de agravos. O trabalho interdisciplinar e multiprofissional com adolescentes, sedimentado em uma proposta acolhedora, humanística, constitui o grande desafio para os profissionais de saúde.



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