Apostila de redaçÃO – nani lingua portuguesa


Muita gente, pouco emprego



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Muita gente, pouco emprego
A população das megacidades cresce muito mais depressa do que sua capacidade de promover empregos e fornecer serviços decentes a seus novos moradores. O fenômeno, detectado no relatório da ONU sobre a população, é tanto mais grave porque atinge em cheio justamente os países mais pobres. Das dez megacidades do ano 2000, sete estarão fincadas no terceiro Mundo. As pessoas saem do campo para as cidades por uma razão tão antiga quanto a Revolução industrial: querem melhorar de vida. Mesmo apinhadas em periferias e favelas, suas chances de prosperar são maiores do que na área rural. As cidades, escreveu o historiador Lewis Mumford, são “o lugar certo para multiplicar oportunidades”.

A típica explosão urbana é a registrada em várias cidades da África e da Índia, que dobram de população a cada doze anos e não dão conta da demanda por emprego, educação e saneamento. Karachi, no Paquistão, com 8,4 milhões de habitantes quase não investe em sua rede de esgotos desde 1962. Mesmo as que crescem a uma taxa menos selvagem, como a Cidade do México, têm pela frente seus megaproblemas. A poluição produzida pelos milhões de veículos e 35000 fábricas da capital mexicana, por exemplo, pode chegar, como em fevereiro passado, a um nível quatro vezes além do ponto em que o ar é considerado seguro em países desenvolvidos.

Ainda que todos os prognósticos sejam pessimistas, não se deve desprezar a capacidade de as megacidades encontrarem soluções até para seus piores desastres. A mobilização da população da capital mexicana em 1985 para reconstruir partes da cidade arrasadas por um violentíssimo terremoto evitou o pior – e mostrou que as mobilizações coletivas podem driblar o apocalipse anunciado para as megalópoles.

Tirado de Arquivos de Veja, julho de 1993.



Desvendando o texto por meio de palavras e argumentos centrais
Primeiro parágrafo
A população das megacidades cresce muito mais depressa do que sua capacidade de promover empregos e fornecer serviços decentes a seus novos moradores. O fenômeno, detectado no relatório da ONU sobre a população, é tanto mais grave porque atinge em cheio justamente os países mais pobres. Das dez megacidades do ano 2000, sete estarão fincadas no terceiro Mundo. As pessoas saem do campo para as cidades por uma razão tão antiga quanto a Revolução industrial: querem melhorar de vida. Mesmo apinhadas em periferias e favelas, suas chances de prosperar são maiores do que na área rural. As cidades, escreveu o historiador Lewis Mumford, são “o lugar certo para multiplicar oportunidades”.
Síntese: _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Segundo parágrafo
A típica explosão urbana é a registrada em várias cidades da África e da Índia, que dobram de população a cada doze anos e não dão conta da demanda por emprego, educação e saneamento. Karachi, no Paquistão, com 8,4 milhões de habitantes quase não investe em sua rede de esgotos desde 1962. Mesmo as que crescem a uma taxa menos selvagem, como a Cidade do México, têm pela frente seus megaproblemas. A poluição produzida pelos milhões de veículos e 35000 fábricas da capital mexicana, por exemplo, pode chegar, como em fevereiro passado, a um nível quatro vezes além do ponto em que o ar é considerado seguro em países desenvolvidos.
Síntese:

_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


Terceiro parágrafo
Ainda que todos os prognósticos sejam pessimistas, não se deve desprezar a capacidade de as megacidades encontrarem soluções até para seus piores desastres. A mobilização da população da capital mexicana em 1985 para reconstruir partes da cidade arrasadas por um violentíssimo terremoto evitou o pior – e mostrou que as mobilizações coletivas podem driblar o apocalipse anunciado para as megalópoles.
Síntese:

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Formulação da síntese geral do texto:
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Exercício 03
Reúna as frases agora em um breve texto. Para isso, use os articuladores textuais e faça as alterações necessárias.


a)

1) O Festival de Cinema de Brasília é o mais antigo do país.

2) O festival teve sua origem na Semana de Cinema Brasileiro.

3) O crítico Paulo Emílio Gomes organizou a Semana em 1965.

4) Os vencedores do festival recebem o troféu Candango.

5) Os vencedores do festival recebem prêmios em dinheiro.

6) O festival é realizado anualmente.

7) O festival é o realizado em outubro ou em novembro.

8) Durante o festival, são promovidas várias atividades culturais paralelas.

9) Há seminários e há lançamentos de livros.

10) Há encontros ligados ao cinema.





b)

1) O cooperativismo entre família/ escola é o desafio do início do século.

2) A violência nas escolas tem aumentado de forma assustadora.

3) A violência nas escolas se deve, principalmente, à má estrutura familiar.

4) Um filho criado com amor, carinho e sabendo de seus limites como pessoa e cidadão, raramente dará problemas na escola.

5) Os pais, professores e autoridades buscam medidas que inibam esse grave problema.

6) Bebidas alcoólicas, drogas e até mesmo armas são encontradas facilmente nas escolas.

7) Só através da união da família é que se consegue um jovem saudável e consciente de seu verdadeiro papel na sociedade.

8) As bebidas alcoólicas e as drogas levam os adolescentes ao desequilibro emocional.





c)

1) O cinema brasileiro sempre foi sufocado pela concorrência de filmes estrangeiros mais numerosos e tecnicamente mais bem feitos.

2) Os aparelhos de TV estão em toda parte.

3) Os aparelhos de TV estão nas praças públicas.

4) A literatura dirigiu-se sempre a um grupo restrito de pessoas.

5) As pessoas têm condições de comprar livros.

6) As pessoas têm instrução para lê-los.

7) A telenovela é a primeira forma de arte narrativa brasileira.

8) A telenovela conseguiu conquistar um grande público.

9) A telenovela atingiu analfabetos.

10) A telenovela logo impôs sua qualidade técnica e artística sobre os enlatados estrangeiros que poderiam fazer-lhe concorrência.

11) Pela primeira vez em nossa história cultural observamos hábitos e comportamentos do dia-a-dia serem influenciados pela telenovela.

12) A telenovela é uma forma de expressão genuinamente brasileira.

13) A TV na praça pública levou a telenovela àqueles que não têm dinheiro para comprar seu próprio aparelho.





d)


1) O couro de cabras e ovelhas é usado como pergaminho.

2) Pergaminho é um material de escrever preparado com pele de animais.

3) O pergaminho superou o papiro como material para a confecção de manuscritos.

4) O pergaminho é flexível e durável.

5) O pergaminho é espesso o bastante para se escrever dos dois lados.

6) O couro do animal é trabalhado.

7) É necessário remover cuidadosamente quaisquer meios restos de pelo ou carne.

8) O couro é branqueado com giz.

9) O couro é alisado com pedra-pome.

10) O couro torna-se uma superfície branca.

11) O couro torna-se uma superfície lisa.

12) Nessa superfície é possível escrever.



Exercício 4
Sem alterar a ideia inicial e usando conectivos, reúna os períodos abaixo em um único período:
1) O professor chegou atrasado e ainda “deu”prova de matemática. O tempo foi insuficiente. Muitos alunos não puderam responder nem à metade das questões. As notas foram muito baixas.
2) O Flamengo está sempre bem colocado na disputa dos campeonatos da cidade. Este ano é um dos últimos. O Bonsucesso é um dos mais fracos. Este ano está entre os primeiros.
3) Este candidato fala muito bem. Ele convence qualquer auditório. É um pouco demagógico.
4) Moramos no mesmo edifício. Então nos encontramos freqüentemente. Mal nos cumprimentarmos.
5) Esse livro foi premiado pela Academia. Chama-se Heróis na retaguarda e foi escrito por J. S. Ribeiro. É um a história muito divertida. O estilo não é grande coisa.
6) O retrato tem vantagens. É uma vantagem do retrato poder ser examinado minuciosamente. Não ousamos examinar o próprio retrato com insistência.
7) Um trabalhador caiu de um andaime e morreu. O trabalhador não estava registrado. Sua família não receberá qualquer auxílio.
8) Saímos tarde da festa. Os ônibus deixam de correr à meia-noite. A solução foi chamar um táxi.
9) Os alunos enfrentavam muitas dificuldades. O entusiasmo dos alunos era admirável. Os alunos se dedicavam ao trabalho em equipe com entusiasmo.
10) Eles saíram sem se despedir de ninguém. Eles se sentiram marginalizados durante a cerimônia. Nada havia de concreto quanto aos sentimentos deles.
Exercício 5
Preencha as lacunas com o conectivo adequado:




1) Telefonou-me várias vezes __________ não conseguiu comunicar-se comigo.

2) __________ me tivesse telefonado várias vezes, não conseguiu comunicar-se comigo __________ eu estava fora, de férias.

3) Ele estudou com afinco __________ ao verificar que tinha sido reprovado, ficou muito abatido.

4) Não foram publicados os proclamas __________ não podem ainda casar-se.

5) Estava muito preocupado __________ não podia prestar atenção ao que se dizia.

6) Ele é muito estudioso __________ tira sempre notas baixas.

7) As dificuldades de estacionamento no centro da cidade são cada vez maiores __________ muita gente que tem carro já prefere ir de ônibus ou táxi.

8) Nada conseguirás __________ te esforces.

9) __________ o tempo passava, mas aflitos ficávamos.

10) Aceito sua decisão __________ não me pareça justa.

11) Ele não confessará __________ o matem.

12) É aluno excelente __________ um pouco indisciplinado.

13) O Brasil deve entrar na Alca __________ ela fará aumentar as exportações brasileiras.

14) O Brasil deve entrar na Alca __________ sua indústria possa sofrer prejuízos.

15) O Brasil deve entrar na Alca _________ os países sul-americanos entrarem.

16) __________ o Brasil entrar na Alca, ele aumentará suas exportações.

17) ­__________ o Brasil entra na Alca, seus problemas não serão todos solucionados.

18) __________ o Brasil entrasse na Alca, suas exportações poderiam aumentar bastante.

19) __________ que a desigualdade social aumenta, cresce também a violência.

20) __________ o Brasil necessita de mais justiça social, como também de desenvolvimento econômico.

21) __________ você vir o presidente, diga-lhe que o Brasil tem pressa.

22) Não se contentou com o resultado da prova __________ se conformou.

23) É um aluno perspicaz __________ encontrará uma alternativa para essa questão.

24) Roberto conseguiu resolver a questão mais difícil da prova __________ tinha estudado bastante.

25) Os estudos de Taylor resultaram em aumento da produção industrial __________ não foram bem aceitos pelos sindicatos dos operários.

26) __________ é importante respeitar o outro __________ fazer-se respeitar.

27) __________ a reforma tributária não seja ideal, levará o país a um melhor equilíbrio fiscal.

28) As dificuldades econômicas do Brasil são enormes.

29) O governo propôs um novo pacote econômico __________ atenuar a crise atual.

30) __________ possamos discutir os problemas da empresa, faremos reuniões diárias.

31) __________ que a educação da população aumenta, cresce também a consciência pública.

32) A literatura é capaz de educar o espírito humano, __________ a leitura deve ser sempre incentivada pelos pais.

33) A riqueza material propicia riqueza e segurança, __________ não é a única fonte de felicidade.

34) __________ os políticos respeitassem mais a população, teríamos mais dignidade em nosso país.

35) O trabalho em equipe pode favorecer bastante a aprendizagem, __________ que não seja a única forma eficaz de aprender.

36) A ética e a responsabilidade precisam ser mais ensinadas no Brasil, __________ a maioria de nossos problemas decorre de desvios de caráter e de atitude.

37) __________ o Brasil seja conhecido pela sua identidade pacífica e alegre, é considerado hoje um dos países mais violentos do mundo.

38) __________ a desigualdade social aumenta, cresce também a violência.

39) O governo eleito implementou um programa de ajustes extremamente rígido, __________ o povo brasileiro mais uma vez teve que fazer esforços suplementares.

40) O cidadão brasileiro deve lutar pelos seus direitos __________ as autoridades políticas assumam suas responsabilidades.

41) O cidadão brasileiro deve lutar pelos seus direitos, __________ deve também assumir seus deveres.


Exercício 6
As frases a seguir estão fora da ordem original, exceto o tópico-frasal (em itálico). Ordene as ideias de forma lógica, considerando o que foi colocado na introdução e os elementos de transição que aparecem.


a)

1. Acender uma fogueira ao ar livre é mais difícil do que se pensa.

2.Devemos preparar-lhe um local especial, plano, seco e limpo de vegetação.

3. Antes de mais nada, é necessário monta-la com muita ciência e capricho.

4. Além disso, ela deve ficar ao abrigo do vento e da chuva.






b)

1. Além dos escritores tradicionais, há um grande números de pessoas que se dedica a escrever.

2. Há ainda os autores anônimos, isto é, os que se expressam por escrito nos muros e nas portas e paredes dos banheiros.

3. Há pessoas que escrevem contos e poemas para concursos literários.

4. Finalmente, já em extinção, há os entalhadores que gravam mensagens e iniciais nos troncos das árvores.

5. Algumas escrevem cartas para jornais.

6. Outras, no entanto, contentam-se em mostrá-los para seus familiares ou guardá-los na gaveta.

7. Outras fazem-no para amigos.





c)

1. Os jornais noticiaram o fato como suicídio.

2. Era sabido, por outro lado, que tinha vários inimigos que haviam jurado sua morte.

3. Resolveu, em vista disso, investigar por conta própria.

4. Contudo, o inspetor tinha fortes razões para desconfiar de que aquilo fora assassinato.

5. Em suma, tudo parecia apontar para um homicídio.

6. Além disso, nada havia em sua vida particular ou econômica que justificasse o gesto.

7. Sabia, por exemplo, que a vítima sempre detestar armas de fogo.



Exercício 7
Paralelismo gramatical

  1. Nas frases abaixo há erros de paralelismo sintático, reescreva-as fazendo as correções.

a) Os ministros negaram estar o governo atacando a Assembleia e que ele tem feito tudo para prolongar a votação do projeto.

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b) O presidente sentia-se acuado pelas constantes denúncias de corrupção em seu governo e o crescimento na Constituinte da pressão em favor da fixação de seu mandato em quatro anos.

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c) Quando o ditador morreu, seu porta-voz conseguiu transformar-se no comandante das Forças de Defesa e que era o homem forte do país.

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d) Não, não se trata de defender mais intervenção do Estado na economia ou que o Estado volte a produzir aço…

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e) Ele não só trabalha mas também é estudante.

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f) Trata-se de um argumento forte e que pode encerrar o debate.

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g) Tal método não ocupa a tela de modo escancarado, mas por meio de acúmulo de imagens.

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h) Pedida a prisão de petista e empresário. Lula e Dantas têm duas semanas para recorrer.

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i) Ele hesitava entre ir ao cinema ou ir ao teatro.

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j) Eu gosto de açaí, mamão e melão.

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k) Nosso casamento depende do amor entre nós e em batalharmos juntos.

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l) Fiz duas cirurgias: uma no Rio de Janeiro e outra no nariz.

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  1. Adaptado do Teste de Pré-Seleção para o Instituto Rio Branco (CESPE) de 2006 (q.24-3):

No trecho “Insulado deste modo no país, que não o conhece, em luta aberta com o meio, que lhe parece haver estampado na organização e no temperamento a sua rudeza extraordinária, nômade ou mal fixo à terra…” observa-se perfeito paralelismo sintático? Sim ou não?

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  1. Corrija o excerto a seguir corrigindo a quebra de paralelismo.

Deputados federais acusados de crimes contra o patrimônio público – sanguessugas, mensaleiros, vampiros, corrupção passiva, formação de quadrilha e fraudadores de obrigações fiscais – confiam na lentidão da Justiça para se manter na vida pública.

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Anexo
Teoria das conjunções
As conjunções são vocábulos de função estritamente gramatical utilizados para o estabelecimento da relação entre duas orações, ou ainda a relação dois termos que se assemelham gramaticalmente dentro da mesma oração. As conjunções podem ser de dois tipos principais: conjunções coordenativas ou conjunções subordinativas.
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

Conjunções coordenativas são os vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre dois termos ou duas orações independentes entre si, que possuem as mesmas funções gramaticais. As conjunções coordenativas podem ser dos seguintes tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas, explicativas.



Conjunções Coordenativas Aditivas

As conjunções coordenativas aditivas possuem a função de adicionar um termo a outro de mesma função gramatical, ou ainda adicionar uma oração à outra de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas gramaticais são: e, nem.


Exemplos: Todos aqui estão contentes e despreocupados; João apeou e deu bons-dias a todos; O acontecimento não foi bom nem ruim.

Conjunções Coordenativas Adversativas  

As conjunções coordenativas adversativas possuem a função de estabelecer uma relação de contraste entre os sentidos de dois termos ou duas orações de mesma função gramatical. As conjunções coordenativas adversativas são: mas, contudo, no entanto, entretanto, porém, todavia.


Exemplos: Não negou nada, mas também não afirmou coisa nenhuma; A moça deu a ele o dinheiro: porém, o fez receosa.

Conjunções Coordenativas Alternativas

Conjunções coordenativas alternativas são as conjunções coordenativas que unem orações independentes, indicando sucessão de fatos que se negam entre si ou ainda indicando que, com a ocorrência de um dos fatos de uma oração, a exclusão do fato da outra oração. As conjunções coordenativas alternativas são: ou (repetido ou não), ora, nem, quer, seja, etc.


Exemplos: Tudo para ele era vencer ou perder; Ou namoro a garota ou me vou para longe; Ora filosofava, ora contava piadas. 

Conjunções Coordenativas Conclusivas  

As conjunções coordenativas conclusivas são utilizadas para unir, a uma oração anterior, outra oração que exprime conclusão o consequência. As conjunções coordenativas são: assim, logo, portanto, por isso etc...


Exemplos: Estudou muito, portanto irá bem no exame; O rapaz é bastante inteligente e, logo, será um privilegiado na entrevista. 

Conjunções Coordenativas Explicativas

Conjunções coordenativas explicativas são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As conjunções coordenativas explicativas são: porque, que, pois, porquanto.


Exemplos: Não entrou no teatro porque esqueceu os bilhetes; Entre, que está muito frio.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

As conjunções subordinativas possuem a função de estabelecer uma relação entre duas orações, relação esta que se caracteriza pela dependência do sentido de uma oração com relação a outra. Uma das orações completa ou determina o sentido da outra. As conjunções subordinativas são classificadas em: causais, concessivas, condicionais, comparativas, conformativas, consecutivas, proporcionais, finais e integrantes.



Conjunções Subordinativas Causais

Conjunções subordinativas causais são as conjunções que subordinam uma oração a outra, iniciando uma oração que exprime causa de outra oração, a qual se subordina. As conjunções subordinativas causais são: porque, pois, que, uma vez que, já que, como, desde que, visto que, por isso que, etc.


Exemplo: Os balões sobem porque são mais leves que o ar.

Conjunções Subordinativas Comparativas

Conjunções subordinativas comparativas são as conjunções que, iniciando uma oração, subordinam-na a outra por meio da comparação ou confronto de idéias de uma oração com relação a outra. As conjunções subordinativas comparativas são: que, do que (quando iniciadas ou antecedidas por noções comparativas como menos, mais, maior, menor, melhor, pior), qual (quando iniciada ou antecedida por tal), como (também apresentada nas formas assim como, bem como).


Exemplos: Aquilo é pior que isso; Tudo passou como as nuvens do céu; Existem deveres mais urgentes que outros. 

Conjunções Subordinativas Concessivas

Conjunções subordinativas concessivas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, se referem a uma ocorrência oposta à ocorrência da oração principal, não implicando essa oposição em impedimento de uma das ocorrências (expressão das oposições coexistentes). As conjunções subordinativas concessivas são: embora, mesmo que, ainda que, posto que, por mais que, apesar de, mesmo quando, etc.


Exemplos: Acompanhou a multidão, embora o tenha feito contra sua vontade; A harmonia do ambiente daquela sala, de súbito, rompeu-se, ainda que havia silêncio.

Conjunções Subordinativas Condicionais

Conjunções subordinativas condicionais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, exprimem uma condição sem a qual o fato da oração principal se realiza (ou exprimem hipótese com a qual o fato principal não se realiza). As conjunções subordinativas condicionais são: se, caso, contanto que, a não ser que, desde que, salvo se, etc.


Exemplos: Se você não vier, a reunião não se realizará; Caso ocorra um imprevisto, a viagem será cancelada; Chegaremos a tempo, contanto que nos apressemos.

Conjunções Subordinativas Conformativas

Conjunções subordinativas conformativas são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam sua conformidade em relação ao fato da oração principal. As conjunções subordinativas conformativas são: conforme, segundo, consoante, como (utilizada no mesmo sentido da conjunção conforme).


Exemplos: O debate se desenrolou conforme foi planejado; Segundo o que disseram, não haverá aulas.

Conjunções Subordinativas Finais

Conjunções subordinativas finais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada a outra, expressam a finalidade dos atos contidos na oração principal. As conjunções subordinativas finais são: a fim de que, para que, porque (com mesmo sentido da conjunção para que), que.


Exemplos: Tudo foi planejado para que não houvesse falhas; Cheguei cedo a fim de adiantar o serviço; Fez sinal que todos se aproximassem em silêncio. 

Conjunções Subordinativas Integrantes  

Conjunções subordinativas integrantes são as conjunções que, iniciando orações subordinadas, introduzem essas orações como termos da oração principal (sujeitos, objetos diretos ou indiretos, complementos nominais, predicativos ou apostos). As conjunções integrantes são que e se (empregado esta última em caso de dúvida).


Exemplos: João disse que não havia o que temer (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal); A criança perguntou ao pai se Deus existia de verdade (a oração subordinada funciona, neste caso, como objeto direto da oração principal). 

Conjunções Subordinativas Proporcionais 

Conjunções subordinativas proporcionais são as conjunções que expressam a simultaneidade e a proporcionalidade da evolução dos fatos contidos na oração subordinada com relação aos fatos da oração principal. As conjunções subordinativas proporcionais são: à proporção que, à medida que, quanto mais... (tanto) mais, quanto mais... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) menos, quanto menos... (tanto) mais etc.


Exemplos: Seu espírito se elevava à medida que compunha o poema; Quanto mais correres, mais cansado ficarás; Quanto menos as pessoas nos incomodam, tanto mais realizamos nossas tarefas.

Conjunções Subordinativas Temporais

Conjunções subordinativas temporais são as conjunções que, iniciando uma oração subordinada, tornam essa oração um índice da circunstância do tempo em que o fato da oração principal ocorre. As conjunções subordinativas temporais são: quando, enquanto, logo que, agora que, tão logo, apenas (com mesmo sentido da conjunção tão logo), toda vez que, mal (equivalente a tão logo), sempre que, etc.


Exemplos: Quando chegar de viagem, me avise; Enquanto todos estavam fora, nada fez de útil

Quadro resumo



Classificação e Função

Conjunções

Locuções

Completivas

(completam)



que

Causais

(causa)


porque, pois, como, porquanto, que (= porque)

visto que, pois que, já que, dado que, uma vez que, por isso que, por isso mesmo que

Finais

(finalidade)



que (= para que)

para que, afim de que

Temporais

(tempo)


quando, enquanto, apenas, mal

antes que, depois que, logo que, assim que, agora que, até que, cada vez que, desde que, sempre que, todas as vezes que, á medida que

Concessivas

(concessão)



embora, conquanto, que

ainda que, apesar de que, mesmo que, mesmo se, posto que, se bem que, nem que, por mais que, por menos que, por muito que, sem que ...

Condicionais

(condição, hipótese)



se, caso

a não ser que, desde que, contanto que, exceto se, salvo se, sem que, a menos que ...

Comparativas

(comparação)



como, que, segundo, conforme, consoante

assim como, bem como, (mais) ... do que,

(menos) ... do que,

(tal) ... qual,

(tanto) ... quanto



Consecutivas

(consequência)



que (antecedida de tal, tanto, tão ... na oração subordinante)








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