Apostila de redaçÃO – nani lingua portuguesa


ANALISANDO os dados do texto 1



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(FRJS) Redija um texto dissertativo, ANALISANDO os dados do texto 1 e REFLETINDO sobre como combater o preconceito de gênero na sociedade.
Atenção:

  • O texto elaborado deve conter, no mínimo, 20 (vinte) linhas.

  • Não dê título à sua redação











































































PROPOSTA 3

A NOVA ERA E A NOVA ORDEM MUNDIAL
Intimidade vigiada: Mapa online que exibe fotos tiradas nas ruas gera polêmica sobre privacidade

O Google conseguiu mais uma vez. O mais famoso serviço de busca na internet, referência de dez entre dez usuários, está de novo nos holofotes. O motivo da polêmica é um serviço lançado recentemente chamado Google Street View.

Trata-se de uma versão do sistema de mapas criado pela companhia com a diferença de que o zoom sobre as cidades inclui fotografias tiradas nas ruas por vans equipadas com câmeras especiais. Com alguns cliques, o usuário pode mergulhar nas minúcias das cinco metrópoles americanas que dispõem da ferramenta – Nova York, Las Vegas, Denver, Miami e San Francisco. O problema é que há “minúcias” demais.

A californiana Mary Kalin-Casey experimentava o Street View quando decidiu conferir a rua onde mora. Deu o primeiro zoom, o segundo, e foi assim até que percebeu um gato. Era Monty, seu próprio bicho de estimação, sentado na janela da sala de seu apartamento. Ela enviou um e-mail ao Google pedindo para que a foto fosse retirada. E em um blog registrou sua indignação. “Sou a favor dos mapas, mas isso me causou estremecimentos. Senti que agora terei de fechar todas as cortinas”, escreveu ela.

O susto de Mary já virou piada entre alguns internautas americanos. Mesmo no blog em que estampou sua história, ela é ironizada. Já foi chamada de “a maluca do gato”. Mary se queixa, alegando que a questão não é Monty, e sim saber o limite entre tirar fotos em espaços públicos e invadir a intimidade dos indivíduos. Para algumas pessoas, a preocupação é válida – e essa discussão está em fóruns da internet, principalmente nos EUA, ainda mais porque muitos sites estão republicando fotografias do Street View. E aí vale qualquer legenda. Uma imagem retirada do novo sistema de mapas do Google, por exemplo, mostra um homem saltando o portão de uma casa. Uma mensagem brinca: terá esquecido as chaves ou é um ladrão? Fora isso, há enquetes para selecionar as melhores fotos urbanas. Duas mulheres de biquíni em um campus da Universidade de Stanford é uma das opções mais votadas.

Em um comunicado, o Google avisa que o Street View captura apenas o que poderia ser visto por alguém caminhando nas ruas. De fato, não há consenso se o recurso configura invasão de privacidade. Na Inglaterra, um artigo publicado no jornal The Times chama atenção para possível ilegalidade. “No Reino Unido, nós temos o direito de evitar a exposição de uma imagem que pode causar significativa angústia”, ressalta o texto. A companhia pretende expandir o serviço nos EUA e em outros países, o que depende da legislação sobre o direito à privacidade em cada nação. (fim)

Reportagem da revista ISTOÉ, junho 2007
(FRJS) Redija um texto dissertativo sobre a relação entre avanço tecnológico e direito à privacidade. UTILIZE como uma das estratégias argumentativas a exemplificação.

Atenção:


  • O texto elaborado deve conter, no mínimo, 20 (vinte) linhas.

  • Não dê título à sua redação




  • ARTIGO


DEFINIÇÃO

O artigo é um gênero textual opinativo autoral, ou seja, expressa explicitamente o posicionamento do autor sobre tema, situação, acontecimento. Geralmente, é escrito por pessoas com notório saber e publicado na mídia impressa. Nesse gênero, predomina o discurso teórico da exposição, com sequências explicativas e argumentativas.

Diferentemente da dissertação argumentativa, o artigo associa-se a uma situação sociocomunicativa especificada: autoria e assinatura explícitas (o artigo reflete o estilo, a perspectiva social, política, ideológica do autor, além de ser assinado); suporte (local em que será veiculado); público-leitor dessa mídia; entre outros fatores que conferem especificidade, particularidade ao esse gênero de texto opinativo.
IMPORTANTE!
Ao escrevermos um artigo, construímos uma imagem tanto do enunciador-autor (ponto de vista predominante) quanto do leitor do texto (enunciatário), isto é, o que dizemos, o modo como expressamos a nossa opinião, os argumentos utilizados permitem identificar de que segmento social, político somos porta-vozes. É comum lermos um texto em jornal e inferirmos o perfil ideológico do autor: se é economista, político, religioso, esquerdista, direitista etc., pelas ideias e posicionamento assumidos.

Portanto, é necessário que as escolhas dos argumentos permitam-nos perceber de que lugar social emitimos nossa opinião. Ao contrário da carta, em que explicitamente nos caracterizamos, no artigo, é a argumentação que define o nosso perfil social.


CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ARTIGO


  • Texto opinativo autoral;

  • Objetivo: expor um posicionamento sobre um dado tema ou situação, conduzindo o leitor ao raciocínio crítico que o autor desenvolve. O propósito do artigo é, assim, levar o leitor, por meio dos argumentos, a chegar às mesmas conclusões (opinião) do autor.

  • Perspectiva: depende do propósito do autor:

    • 1ª p. singular: inscreve explicitamente a marca do autor no texto, particularizando a opinião defendida;

    • 1ª p. plural: marca não só a perspectiva do autor, mas inclui discursivamente outras pessoas que com ele partilham a opinião defendida. Ao usarmos “nós”, estamos dizendo “eu + você” ou “eu + outros”;

    • 3ª p.: marca um distanciamento crítico, numa tentativa de se apagar a pessoalidade do texto; dar-lhe universalidade. É mais comum em artigos científicos ou de análise política.

  • Linguagem modalizada pelo estilo do autor e da publicação. O artigo permite o recurso à semiformalidade, à ironia, à metáfora, entre outros recursos estilísticos que caracterizam a autoria do texto.

  • Interlocução com o leitor: opcional. Dependendo do tema, o autor pode fazer questionamentos, referência direta ao leitor, como estratégia argumentativa. Mas se trata de um recurso que deve ser usado de modo eficiente e com cuidado, para não se converter numa mera conversa, descaracterizando o propósito argumentativo do artigo.

  • Estruturação: não apresenta uma estrutura padronizada. Mas comumente é organizado em




  • Introdução: expõe a contextualização do tema e o posicionamento do autor. Ao se posicionar, deve-se formula uma tese ou a ideia principal do texto.

  • Desenvolvimento: é formado pelos parágrafos que fundamentam a tese. Normalmente, em cada parágrafo, é apresentado e desenvolvido um argumento. Cada um deles pode estabelecer relações de causa e efeito ou comparações entre situações, épocas e lugares diferentes; pode também se apoiar em depoimentos ou citações de pessoas especializadas no assunto abordado, em dados estatísticos, pesquisas, alusões históricas, entre outras estratégias argumentativas.

  • Conclusão: retoma a tese, sintetizando as ideias gerais do texto ou propondo soluções para o problema discutido.




  • Título: obrigatório

  • Assinatura: obrigatória na mídia impressa. Em geral, proibida, nas provas de vestibular, para evitar a identificação do candidato.


ANÁLISE

O artigo usado como exemplo foi retirado do sítio www.observatoriodaimprensa.com.br e publicado em fevereiro de 2009.




MÍDIA & EDUCAÇÃO
A responsabilidade de cada um

Por Gabriel Perissé



Quando se trata de educação, todos têm uma parcela de responsabilidade. Todos podem ajudar ou prejudicar. Os professores não são os únicos responsáveis, embora tenham graves tarefas a cumprir. As famílias desempenham papel importantíssimo, mas sozinhas não conseguem resolver todos os problemas. Os alunos, obviamente, têm seu lugar garantido nesse contexto – a eles cabe o compromisso de estudar. Os políticos deveriam falar menos e fazer mais. Os empresários também. E a mídia também.

No caso da mídia, muito sensato o puxão de orelha que o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, deu no jornal, na edição do último domingo. O jornal sempre recomenda que o governo e a sociedade tenham ações vigorosas a favor de um ensino melhor, mas o que a Folha, ela própria, faz de real e concreto, pergunta Carlos Eduardo? Onde estão as "reportagens de fôlego" sobre o tema? E que tipo de projetos tem desenvolvido para incentivar a leitura nas escolas?

Sempre mais fácil culpar os outros. Ficar parado, mandando os outros se mexerem, é o cúmulo do comodismo – e da incompetência. Por outro lado, a mídia é lugar privilegiado de discussão qualificada das ações e das omissões, dos problemas e dos dilemas na educação.

Neste início de ano letivo, seria o caso de refletir sobre a medida que o governador de São Paulo, José Serra, acaba de aprovar, criando um sistema on-line antiviolência nas escolas estaduais. O sistema permite acionar a Secretaria da Educação... e a de Segurança Pública. Ora, a função da Segurança Pública seria justamente evitar que a violência se instalasse sequer nas imediações das escolas!

A intenção de Serra é coibir as gangues, as agressões contra alunos, professores e diretores, a venda de drogas, as depredações. Serão instaladas 3,5 mil câmeras. Haverá reforço da ronda policial. Estamos falando de colégios ou presídios? De alunos ou bandidos? Estará a caminho a "febemização" das escolas?

Deveríamos esperar de José Serra (candidato a presidente do país!) uma resposta inteligente para a decadência da escola pública em São Paulo. Investir em atos de vigilância e repressão é reconhecer a incapacidade de administrar pedagogicamente os conflitos sociais que invadiram o espaço educativo.



Uma responsabilidade educacional da mídia é ser lugar de liberdade, no qual possamos ler, pensar e escrever sobre questões como esta.
Gabriel Perissé é Doutor em Educação pela USP e escritor e colunista do sítio www.observatóriodaimprensa.com.br (02/02/2009)


COMENTÁRIO
Ao abordar o assunto educação, o professor Gabriel Perissé defende a responsabilidade da mídia, em particular o jornal Folha de S.Paulo, na discussão sobre os problemas do setor. A linguagem, a estratégia argumentativa de questionamento, entre outras fatores, contribuem para evidenciar a característica opinativa e autoral do texto.



ESTRUTURAÇÃO

PARTES

ORIENTAÇÃO ARGUMENTATIVA

ESTRATÉGIAS ARGUMENTATIVAS



INTRODUÇÃO



1ª§

  • Exposição da tese: “Quando se trata... cumprir.”

  • Esclarecimento sobre a tese. “As famílias ... também.”

  • Enumeração (O autor expõe os segmentos sociais envolvidos na discussão sobre educação.)



DESENVOLVIMENTO


2º§

Desenvolvimento da tese:

  • defesa do questionamento sobre o desempenho da mídia na cobertura do tema educação.




  • Demonstração da tese, por meio da referência a um discurso abalizado (“ombusdman” da Folha de S.Paulo);

  • uso do discurso indireto e direto (trecho com aspas).

3º ao 5º§

Ampliação da tese:

  • afirmação da necessidade de a mídia cumprir o papel de discutir de modo mais sistemático e constante sobre o tema educação;

  • reafirmação da idéia de que a mídia deve fiscalizar as ações governamentais na área de educação, como exemplo medida adotada pelo governador José Serra.

  • Exemplificação (O autor cita a medida do governo de José Serra, como ação que mereceria melhor cobertura da mídia.);

  • problematização (O autor faz perguntas que evidenciam a crítica à medida do governo paulista.).


CONCLUSÃO


6º e 7º§

Retomada da tese:

  • Reafirmação das críticas feitas ao governador e à mídia impressa;

  • exposição de expectativa (qual deveria ser o papel do governador e da mídia).




PRODUÇÃO DE TEXTO
PROPOSTA 1

Leia o artigo do jornalista e escritor Georges Bourdoukan, publicado na revista Caros Amigos, julho de 2008.



VERBETE – TERRORISMO *

O que é o terrorismo?
Há quatro tipos de denominação:

1-O terrorismo, propriamente dito;
2 -O terrorismo de Estado;
3-O terrorismo patriótico, ou libertário.
4-O terrorismo midiático

1-O terrorismo, propriamente dito, é produto de mentes insanas, que nada reivindica e não escolhe seus alvos.

2- O de Estado se subdivide em dois:
a- Terrorismo interno
b- Terrorismo externo.

O terrorismo interno é aquele que não permite nenhum tipo de manifestação de seus cidadãos e onde não existem as garantias individuais. Como exemplo podemos citar as ditaduras;

O terrorismo externo é aquele em que uma nação invade e ocupa outra. Se formos citar um exemplo diríamos que a História da humanidade é uma sucessão de terrorismos de Estado. Raro é o século em que nações não invadiram e colonizaram outras nações. Em pleno século 21 temos alguns exemplos, os mais notórios são Estados Unidos e Israel.

3-O patriótico, ou libertário, representa a luta pela independência e contra o jugo estrangeiro.

Temos vários exemplos. O Hamas, na Palestina; o Hizbollah no Líbano; as várias organizações revolucionárias iraquianas, todos eles movimentos anticolonialistas, para nos atermos apenas àqueles que a mídia denomina de terroristas.



4-O terrorismo midiático
O mais letal de todos. Age globalmente moldando mentes e corações. Sua matriz fica nos Estados Unidos, responsável por 85 por cento de todas as informações que cobrem o planeta.

(Georges Bourdoukan é jornalista e escritor - Publicado em Caros Amigos, julho 2008.)
(FRJS)A partir da leitura e com base em seus conhecimentos sobre o assunto, redija um artigo, ARGUMENTANDO favoravelmente ou contrariamente às ideias de Georges Bourdoukan. Fundamente com argumentos consistentes o seu posicionamento e utilize a exemplificação como uma das estratégias argumentativas. O seu texto será publicado no sítio da revista Caros Amigos.
Atenção: O texto elaborado deve conter, no mínimo, 20 (vinte) linhas






























































































PROPOSTA 2



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