Aparelho reprodutor do galo



Baixar 100.58 Kb.
Encontro22.02.2018
Tamanho100.58 Kb.

 

FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO DAS AVES DOMÉSTICAS

I - Considerações sobre os Machos DOMÉSTICOS

 

A estrutura e localização do trato reprodutivo masculino da ave é significativamente diferente do trato da maioria dos mamíferos.


 

APARELHO REPRODUTOR DO GALO



O aparelho reprodutor do galo é composto de dois testículos, canais deferentes e órgãos copulatórios rudimentares.

 

Testículo – É um órgão duplo e simétrico com formato de feijão, coloração amarelada nos jovens e branco puro nos adultos. Não tem tamanho definido, sendo o esquerdo geralmente maior que o direito. Seu volume aumenta enormemente nos galos em serviço de cobertura. Tem capacidade de produção de testosterona, androgênios e estrogênio e sabe que a testosterona é importante para o crescimento e manutenção dos órgãos sexuais e para o comportamento de corte.

O sêmen do galo é um dos que contém a maior concentração de espermatozóides, ao redor de 3,5 milhões por milímetros cúbicos, sendo superado pelo dos perus, que atinge uma concentração três vezes superior. O volume do sêmen varia de 0,5 a 1,1 centímetros cúbicos em cada ejaculação.

São necessários no mínimo 100 milhões de espermatozóides para que se verifiquem ótimas condições de fertilização, embora somente um espermatozóide vá se unir ao óvulo. O poder fertilizante do espermatozóide após penetrar o oviduto gira em torno de 30 dias.

  

Epidídimo : muito curto, sem importância para maturação dos espermatozóides (a maturação ocorre em mais ou menos 24 horas)

 

Ducto deferente : é longo e sinuoso e termina em duas aberturas ou papilas na cloaca.

 

                                           



                 

Concentração espermática em mm3 em algumas espécies

Touro = 1 milhão

Garanhão = 120 mil

Carneiro = 3 milhões

Porco = 100 mil

Cão = 200 mil

Peru = 7 milhões

 

 

Maturidade Sexual: 5 a 9 meses ( No verão um galo adulto pode realizar até 40 cópulas num período de 24 horas)



 

Aparelho Copulatório - As aves apresentam um aparelho copulatório localizado na extremidade caudal da cloaca que se encontra escondido por uma prega ventral no ânus em animais fora da excitação.  O aparelho copulatório consiste de:

1 par de papilas do ductos deferentes

1 par de corpos vasculares

1 par de pregas linfáticas

1 corpo fálico  dividido em uma porção mediana (1 a 3mm no galo e em torno de 5cm no pato) e duas laterais (Direita e Esquerda)

 

 



II – Considerações sobre as fêmeas

 

De acordo com a maior parte da literatura relacionada ao tema, o sistema genital feminino da ave é formado pelo ovário e oviduto que se encontram desenvolvidos somente no lado esquerdo.



Segundo Bahr e Johnson (1991) a regressão do oviduto direito é determinada pelo AMH (hormônio anti-Mulleriano) secretado pelo ovário e a maior riqueza de receptores para estrogênio no lado esquerdo suprime o efeito do AMH e permite o seu desenvolvimento.

O termo oviduto da ave deve ser entendido como a parte tubular que liga o ovário à cloaca, incluindo o infundíbulo, o magno, o istmo, o útero ou glândula da casca e a vagina. 

.

            A luminosidade, principalmente luz de comprimento de ondas longo (vermelho, amarelo, laranja) é recebida pelo olho e glândula pineal que transferem este estímulo ao hipotálamo e hipófise estimulando via LH e FSH (hormônios5) o desenvolvimento do ovário e testículos e a maturidade sexual e o ciclo de ovulação e postura. Portanto, o comprimento do dia é um fator muito importante na produção de ovos comerciais. Por esta razão, frangas de postura devem ser criadas com luminosidade constante ou decrescente e galinhas em postura nunca devem ser expostas a luminosidade decrescente.



No testículo a produção maior é de testosterona enquanto que nas fêmeas há a produção de estrógenos, progesterona e testosterona.

1.Infundibulo


2.Ovario
3.Ovócito
4.Magno
5.Istimo
6.Utero
7.Vagina
8.Cloaca
9.Proctodeo
10.Urodeo
11.Abertura do Trato
12.Abertura do ureter
13.Reto
14.Coprodeo
15.Reto
16.Ceco
17.Duodeno
18.Pancreas
19.Ileo
20.Ventriculo
21.Proventriculo
22.Esofago

 

Ovário ESQUERDO

 

O ovário apresenta função celular e endócrina.



O Tamanho do ovário depende do estado funcional e tem normalmente cor amarelada com matizes(mistura de cores) rosado, forma arredondada a poligonal e apresenta-se lobulado e friável(que facilmente se fragmenta). 

Embora a função hormonal não esteja bem esclarecida, sabe-se que os hormônios estrogênio, progesterona e androgênios são essenciais para o desenvolvimento e funcionamento do sistema reprodutivo das aves.

O Estrogênio é responsável síntese da gema pelo fígado, além de mobilização de cálcio ósseo para formação da casca do ovo. A Progesterona  é responsável pela secreção do albume e indução a onda de LH e os Androgênios pelas características sexuais secundárias

  

  



Ovulação

            Não se sabe ao certo se o estímulo desencadeante é hormonal ou neural, mas sabe-se que a ovulação ocorre aproximadamente 6 horas após a onda de LH e cerca de 30 minutos (15 a 75min) após a postura.

Normalmente a ovulação ocorre por rompimento do estigma (local menos vascularizado) sem qualquer sangramento e no local do folículo rompido não existe formação de corpo lúteo.

           

 

Fecundação

È normal a ocorrência de polispermia com entrada de 2 ou 3 espermatozóides que formam pró-núcleos masculinos. Um deles se unirá com o pró-núcleo feminino e iniciará o desenvolvimento embrionário, e os demais sofrem a degeneração.

 

OVIPOSIÇÃO

Aproximadamente 24 a 26 horas após a ovulação o ovo já está formado no oviduto e a oviposição ou postura ocorre. A expulsão do ovo se dá pela contração de musculatura lisa uterina e os que separam o útero da vagina relaxam-se; as penas perianais relaxam-se enquanto que os músculos esqueléticos abdominais contraem-se.

O que “dispara” a postura quando o ovo está pronto para ser posto é ainda desconhecido.

As aves de modo geral tendem a realizar a postura de um ou vários ovos, para então incubá-los.  A domesticação das aves, entretanto, exerceu uma influência notável sobre este aspecto, de forma que hoje se dispõe de galinhas poedeiras que não apresentam o “choco”.

 

CICLO DE POSTURA -Número de dias em que a ave realiza a postura em relação àqueles que não faz. Pode ser regular ou irregular. (Irregular: a galinha põe durante alguns dias seguidos, descansam um intervalo de tempo e voltam à postura.)



 

TAXA DE POSTURA => Número de ovos produzidos durante um período de tempo determinado.

 

Fotoperiodismo => A duração dos dias regula as estações reprodutivas de muitas espécies de aves; a atividade sexual aumenta em dias longos e diminui em dias curtos.
CHOCO

            O choco das aves domésticas é caracterizado por alterações hormonais e comportamentais provavelmente determinado pela redução da fotosensitividade hipotalâmica.

            Altos níveis de prolactina circulante são observados no período que antecede o choco e na regressão ovariana. Esses níveis plasmáticos caem drasticamente se as fêmeas são privadas de nidificar(fazer ninhos) e voltam rapidamente quando elas voltam a ter acesso ao ninho. Propõe-se que a sensibilidade tátil vinda da área peitoral, através de receptores, altera a atividade neurotransmissora e neuro-hormonal no hipotálamo de maneira a provocar a liberação de prolactina.

            O choco está associado com mudanças de comportamento tais como: cessação da postura e maior permanência no ninho, regressão do ovário e trato genital.

 

FORMAÇÃO DO OVO NA GALINHA DOMÉSTICA

 

O ovo inicia sua formação no ovário e vai se completando à medida que caminha nos diferentes compartimentos do oviduto por um  tempo médio de 25 horas.



A produção anual de uma galinha doméstica gira em torno de 280 ovos de peso 58g.  Esta produção estará na dependência de uma boa alimentação e de um plano de luz adequado. 

  O oviduto tem de 45 a 75 cm de comprimento e nada mais é que um canal que se inicia por um funil que capta o óvulo amadurecido(gema) e o conduz até a cloaca, passando por várias fases, onde são formadas a clara, as membranas da casca e a casca.

O oviduto é constituído de cinco paetês bem definidas que são: Infundíbulo, Magno, Istmo, Útero e Vagina.

 

 



 

INFUNDÍBULO

 

A gema em desenvolvimento está presa por uma delicada membrana chamada folículo. Quando o óvulo atinge a maturidade, rompe-se o folículo e a gema cai no infundíbulo ou funil, e a isto se chama de ovulação.



A gema permanece de 10 a 20 minutos no infundíbulo, quando se verifica a fertilização do óvulo por um espermatozóide, caso ela tenha sido anteriormente coberta.

FUNÇÕES:


  • Captar o ovócito

  • Servir de sede para a fecundação

  • Lubrificar a mucosa para a passagem do ovo

  • Formar as calazas (proteínas retorcidas que mantêm a gema no centro do ovo)

 

MAGNO

           .

Consiste de estrutura tubular, de parede mais espessa, com 20 a 48cm de comprimento (é a parte mais longa).  O ovo em formação percorre o magno em cerca de 2 a 3 horas e a gema e envolvida por 50% da clara.


FUNÇÕES:

  • formação da base do Albume

  • Adição da maior parte do Na, Ca e Mg.

 

Acredita-se que a formação do albume esteja sob controle hormonal, mecânico e nervoso fazendo com que as células glandulares do magno secretem e depositem os extratos sobre a gema  que no seu trajeto gira sobre seu eixo.  A estimulação mecânica direta foi evidenciada, pois se observa que um objeto estranho na luz do órgão estimula a secreção do albume.


ISTMO

Tem comprimento de 4 a 12 cm, parede muito grossa, com pregas longitudinais e diâmetro reduzido.  O ovo em formação percorre o ístmo em cerca de 1 hora e 15 minutos, onde recebe as membranas da casca e 10% da clara.

 

FUNÇÕES:


  • Formação da membrana da casca do ovo constituída por ovo-queratina)

  • Adição de proteínas ao albume

  • Adição de uma pequena quantidade de água

 

 

ÚTERO (Câmara da Casca)

            Apresenta parede mais fina que a do ístmo. Tem 4 a 12 cm de comprimento, porem, é uma região expandida em forma de saco. O ovo em formação permanece cerca de 20 a 23 horas neste compartimento, onde há a formação da casca e os 40% de clara restante.

 

FUNÇÕES:



  • Adição de grande quantidade de água (chega a dobrar de peso)

  • Adição de vitaminas

  • Formação de uma matriz orgânica seguida de deposição de íons Ca++  formando a casca

  • Secreção de porfirinas que dão cor ao ovo

 

 

Obs* quanto mais velha a galinha, mais delgada a sua casca.



 

O útero além de formar a casca tem a função de regular o conteúdo salino e aquoso do ovo, assim como, dotá-lo de pigmentos, embora seja sabido que estes pigmentos não têm origem no útero.

 
VAGINA

            Tem comprimento de 4 a 12 cm, apresenta pregas longitudinais onde se depositam a maior parte dos espermatozóides após a cópula.  O ovo neste nível está praticamente formado e percorre este segmento em poucos segundos, onde recebe a cutícula que veda as paredes porosas da casca contra a entrada de microorganismos.

 

Funções:


  • Transporte do ovo para o meio externo

  • Retenção dos espermatozóides para futuras fecundações

 A casca é protegida externamente por uma cutícula especial de natureza mucosa que seca rapidamente e confere ao ovo um certo  brilho.  Esta cutícula fecha os poros da casca (em torno de 7.600 poros). A secagem da cutícula é visível e dá a falsa impressão de endurecimento instantâneo da casca. A origem do Ca corpóreo das aves está na alimentação, mas as fêmeas apresentam mecanismos para disponibilizar grandes quantidades desse íon em um curto espaço de tempo; a secreção de estrogênio aumenta os níveis de Ca circulante de 10mg/dl para 25mg/dl e aumenta a deposição de 4 a 5g de Ca nos ossos, além de ocorrer o aumento  das proteínas ligadoras de Ca na mucosa intestinal no início da atividade reprodutiva. A insuficiência de Ca pode acarretar ovos de casca mole.


Os espermatozóides permanecem viáveis na galinha por 10 a 14 dias e na Perua por cerca de 50 dias.

 

CLOACA

É um extremo dilatável e o ovo apenas estabelece contato com as paredes, pois a vagina se prolapsa no momento da postura evitando o contato do ovo com as dejeções. Este segmento não contribui em nada para a formação do ovo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

ENDOCRINOLOGIA DO CICLO OVULATÓRIO:

O Ciclo ovulatório da galinha tem cerca de 25 horas e os ciclos podem ocorrer por muitos dias sem interrupção. Eventualmente uma série de ovulações é interrompida por um ou mais dias sem ovular, após a ovulação é reiniciada. Cerca de 11 a 20% dos óvulos ovulados são liberados para a cavidade abdominal, não penetrando no oviduto; essa condição pode ser atribuída alguma anormalidade do oviduto.

 Galinhas com o acúmulo de ovos na cavidade abdominal podem ser reconhecidas pela distensão abdominal e postura de pingüim. A regulação do ciclo ovulatório se dá principalmente pelo LH, indutor da ovulação.

 

COR DA GEMA

            Devido a presença de pigmentos que se originam da alimentação (xantofilas, luteína, zeaxantina e carotina)

 

COR DA CASCA

            A cor da casca é um atributo genético e podem ser observadas as cores  branca, vários tons de marrom, rosa, verde e azul.

            As linhagens de postura comerciais obtidas a partir da Leghorn produzem ovos de casca branca e as derivadas de Rhode Island Red, New Hampshire e Plimouth Rock produzem ovos de casca marrom. 

 

CALORIAS DO OVO

Cerca de 95Kcal.

 

O USO DA INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL:

O uso muito difundido da inseminação artificial não vem do desejo de difundir bons genes, mas sim da baixa fertilidade obtida pelos meios naturais de fertilização. Aproximadamente 100 milhões de espermatozóides são necessários em cada IA para um máximo de fertilidade em galinhas, sendo a prática corrente inseminá-las em intervalos de 7 a 14 dias. Cada fêmea é inseminada com 0,025ml de sêmen dispensado em um pequeno canudo plástico ( palheta de IA).



INCUBAÇÃO
Pode ser de 02 (dois) modos:
Natural – a própria fêmea pousa sobre os ovos e aquece-os sob suas penas. O verdadeiro choco caracteriza-se pela mudança de gênio da ave, que se torna inativa, aferrada ao ninho, procurando esconder os ovos sob o corpo, mesmo os que as companheiras depositara nele. É arredia, eriça as penas à aproximação de pessoas, somente abandonando o ninho para buscar alimentos e água. Podem-se usar galinhas caipiras ou peruas, boas incubadeiras, e, também criadeiras.
Artificial – é o de incubação no qual se usa chocadeira, instalada em uma sala tranqüila, sem ruído e bem arejada. A chocadeira ou incubadora é uma máquina que proporciona calor e umidade estáveis e constantes, permitindo o desenvolvimento do embrião e o nascimento dos pintos. O calor é conseguido por diversos meios: eletricidade, querosene e carvão, entre outros; a umidade por meio de caixas umidificadoras; e a viragem dos ovos de modo automático. A temperatura deverá ser mantida 39,4 ºC ou 103 ºF e a manutenção é feita por reguladores.

O exame do ovo é feito no ovoscópio, uma caixa de madeira ou metal com uma fonte luminosa e um orifício onde se coloca o ovo e se verifica a parte interna pelas sombras que se apresentam no seu interior.

A incubação (desenvolvimento do embrião) tem durações diversas, conforme a espécie da ave:



AVE / ESPÉCIE

MÉDIA P/ INCUBAÇÃO EM DIAS

Pombo

17

Galinha

21

Faisão

22 a 24

Marreco

26 a 28

Pavão

28

Peru

28

Ganso

28

Pato

30 a 34

Cisne

33 a 35

Galinha-d’angola

28

Codorna

17 a 18



MÉTODOS DE REPRODUÇÃO

O criador deve conhecer os métodos de reprodução que são os seguintes:


a – Consangüinidade

A Consangüinidade é o cruzamento entre indivíduos da mesma família.

A consangüinidade pode ser larga, média ou estreita dependendo do grau de parentesco no cruzamento.

I – Estreita – é o cruzamento entre pai e filha, primeiro ou segundo grau.

II – Média – cruzamento dentro do terceiro e quarto grau de parentesco.

III – Larga – cruzamento entre o quinto ao décimo grau de parentesco.
b – Seleção

Seleção é a prática de escolher os melhores animais de uma mesma família.



c – Cruzamento

Cruzamento é a reprodução (acasalamento) de aves de raças diferentes.



d – Mestiçagem

Mestiçagem é o cruzamento de indivíduos oriundos de um cruzamento, o que não é interessante e vantajoso para o avicultor.


e- Hibridação

Hibridação, no conceito clássico em Zootécnica, é o acasalamento entre indivíduos de espécies diferentes, ou seja, o acasalamento daquela condição na qual os produtos obtidos não são fecundos, sendo esta infecundidade uma característica dos verdadeiros híbridos.

Ainda, em avicultura principalmente, em decorrência do emprego de processos de melhoramento inicialmente utilizados nas plantas, onde qualquer reprodução entre variedades ou linhagens é chamada hibridação, as palavras hibridação e híbrido são usados com este mesmo sentido.

Portanto, em avicultura, Hibridação é o processo que se pode chamar de clássico cruzamento. Consiste este trabalho em cruzar duas linhagens consangüíneas de raças ou variedades diversas (diferentes).

Uma linhagem consangüínea é aquela que descende de pelo menos quatro gerações consangüíneas.

Na avicultura o denominado híbrido não passa de uma mestiçagem e a finalidade é a obtenção do vigor híbrido, superior ao da média dos pais em resistência às doenças e condições adversas.

Podemos afirmar que de todos os métodos de reprodução detalhados, aqueles que interessam realmente ao avicultor são: Seleção e Cruzamento
1 – Seleção – como o próprio nome diz, é escolher os melhores animais do plantel, sendo escolhidas as melhores aves, eliminando-se as galinhas indesejáveis da criação.

A eliminação será, pela refugagem ou pelo ninho-alçapão, na seleção para a produção de ovos, como também aves com sinais de fraqueza, com desenvolvimento retardado, baixa vitalidade ou má conformação.

Eliminando as aves indesejáveis, estamos capitalizando para o futuro, pois só serão incubados ovos de aves de valor econômico, economizando ainda ração e ainda haverá mais espaço e facilidade de manejo das aves restantes.

Refugagem


1 - Refugagem das não poedeiras

2 -Refugagem das más poedeiras


Refugagem das não poedeiras – através de observação das partes da ave.
Crista e barbela – quando a galinha não está pondo, a crista e barbela são secas, murchas e descoradas. Quando está pondo apresenta crista e barbela grandes, macias e de vermelho vivo.

Cloaca – o formato, o tamanho e o aspecto da cloaca se alteram com a produção de ovos. A cloaca da não poedeira é murcha, enrugada e seca. Quando começa a postura, a cloaca pequena e arredondada da franga aumenta de tamanho e se torna ovalada; uma galinha em postura apresenta uma cloaca grande, macia e úmida.

Ossos pubianos – são duas saliências ósseas, situadas dos lados da cloaca. Quando a ave não está pondo, à distância entre os dois ossos pubianos é de um dedo ou menos (cerca de 2cm). Esses ossos se afastam um do outro numa ave em postura, apresentando então uma separação mínima de dois dedos.

Numa ave poedeira, os ossos pubianos são espessos e duros, devido ao acúmulo de gordura que ocorre durante o período de não produção.

Com a continuação da postura, essa gordura vai desaparecendo e os ossos pubianos ficam finos e flexíveis.

Abdômen – o tamanho do abdômen é um bom índice de postura. O abdômen da não poedeira é duro e contraído e sua pele parece grossa e áspera.

O abdômen da não poedeira é macio, e flexível. Frangas não poedeiras apresentam uma separação de cerca de dois dedos entre os ossos pubianos e a ponta da quilha.


Refugagem das más poedeiras – nem toda galinha em postura é uma boa poedeira sendo que algumas galinhas põem tão poucos ovos que nem mesmo pagam o que comem.

Outras podem pôr muito, durante alguns meses e depois pararem durante o resto do ano, e as características que facilitam o trabalho de descobrir essas más poedeiras, são a despigmentação e a muda, sem esquecermos os caracteres externos da ave.



Ninho-alçapão – consiste em colocar anéis numerados num pé de cada ave, anotando-se numa ficha os ovos postos. No final do mês ou do ano, o criador saberá quais as aves de maior postura, possibilitando, assim, uma seleção baseada na maior produção de cada ave, sendo que tal característica será transmitida aos descendentes, levando-se à incubação os ovos das galinhas de maior produção.
2 – Cruzamento – os principais métodos estão descritos a seguir:
Cruzamento simples – é assim chamado pelo fato de se aproveitar somente a primeira geração, sendo fácil e proporciona fácil resultado, devendo notar-se que o cruzamento de uma raça leve com uma média ou pesada, dá melhor resultado do que o cruzamento entre duas raças médias ou pesadas.

Como exemplo é citado que há melhores resultados no cruzamento de um galo Leghorn e uma galinha New Hampshire, do que entre um galo Rhodes e uma galinha New Hampshire.

Este cruzamento melhora realmente a produção de ovos e até mesmo da carne, porque não é novidade para ninguém que a Leghorn é galinha campeã em postura, mas tendo a desvantagem de ser uma refinada, fraca e de pouco peso, não interessando ao mercado. Já a New Hampshire tem uma carne mais volumosa e saborosa.

Com tal cruzamento, dois objetivos serão alcançados: + carne e + ovos.

Herdando as frangas, mais do galo que da galinha, a herança para a postura, o reprodutor Leghorn é o ideal para esse cruzamento.

Outra vantagem de um cruzamento desta natureza é o fato de que além de proporcionar a esses aves maior produção de ovos e carne, são os pintos mais resistentes às enfermidades como é sempre constatado.

Cruzamento contínuo – é um método de cruzamento muito importante para o homem do interior, que sempre possui um bom número de galinhas crioulas (galinhas da terra), como são denominadas em muitos Estados do Brasil.

Consiste ente método, em cruzar um galo de sangue puro que se tiver, e colocá-lo para fecundar 10 galinhas. Dos pintos que nascerem, as frangas serão selecionadas, consumindo-se os frangos e as galinhas velhas ou improdutivas.

Um bom exemplo no caso é utilizar-se o galo da raça Leghorn .

As frangas meio-sangue ou da primeira geração, serão cruzadas com reprodutores da mesma raça e assim por diante, até haver uma criação, com sangue de uma raça altamente produtora de ovos, aclimatadas, resistentes, e com boa produção de carne. No caso, deve haver sempre o emprego da seleção, para só ficar com animais de qualidade.


OBSERVAÇÃO:

LINHAGEM – Conjunto de indivíduos, dentro da raça, variedade ou família com caracteres peculiares, geralmente de ordem econômica, geneticamente fixos.


CARACTERISTICAS DE UMA BOA POEDEIRA

A capacidade de postura das galinhas é resultante de um conjunto de fatores, notadamente os de natureza genética. Assim, aves que pertencem, hereditariamente, a uma linhagem de boas poedeiras tendem a ser, também boas poedeiras. Além disso, outros fatores existem – a alimentação, o estado de saúde da ave, - que influem profundamente sobre a postura. Certos caracteres externos como a conformação do corpo, são de valor relativo na apreciação da ave como poedeira, mas não deixam de fornecer (tomados o conjunto) indicações úteis ao avicultor para proceder à escolha das melhores galinhas, eliminando aquelas de menor postura. É o que podemos chamar de seleção pela “pinta” , sem rigor científico, mas de fácil execução como processo capaz de promover o melhoramento do galinhame, nas pequenas criações.

O comprimento do dorso (e também a sua largura) é um índice útil na avaliação da boa poedeira. Quanto mais extenso o dorso, maior será a capacidade de postura, devendo-se verificar, ao mesmo tempo, o comprimento do esterno (quilha) . São boas poedeiras galinhas que tem uma quilha relativamente longa, apresentando ainda grande distância entre a sua extremidade e os ossos da bacia.

Observa-se, ainda, a altura do abdômen. Nas galinhas que estão em postura ativa, os órgãos abdominais e produtores de ovos se apresentam muito desenvolvidos e fazem aumentar a distância entre a ponta da quilha e os ossos pélvicos. O abdômen se mostra cheio, mole flexível, ao passo que na galinha que não está pondo é pequeno, duro, contraído.

Outra medida que não se deve relaxar para verificar a pinta das poedeiras é a profundidade do corpo, isto é, a distância em linha reta entre o dorso (no início) e o osso do peito ou quilha.
Atenção:

Ninguém se oriente, porém, pela forma da cabeça. É um processo de seleção que já não se justifica, depois das muitas experiências que vieram provar não existir relação alguma entre a produção de ovos e o comprimento, a largura e a espessura do crânio. Está provado, igualmente, que o peso do cérebro não tem relação com a qualidade de ovos produzidos. Assim, a forma da cabeça – freqüentemente apontada como indicio de boa postura – não tem, na verdade, qualquer influência.

O desenvolvimento e a textura fina da crista e das barbelas – estes sim, são sinais de que as aves estão em postura. Crista e barbelas são chamadas de “caracteres sexuais secundários” porque o seu desenvolvimento (influenciado por hormônios ovarianos) indica atividade do ovário. Assim, quando as frangas chegam ao início da postura estão já com crista formada, as barbelas bem caídas, e seu tecido é fino, sem aspereza. Num lote de galinhas em período de postura, aquelas que apresentarem crista e barbelas pequenas, murchas, encarquilhadas são justamente as piores, as que não estão com o ovário ativo e, portanto, deixando de cumprir a sua obrigação.

Há, no entanto, um ponto que sempre deve merecer atenção: as medidas esterno-pelvianas. Apalpando com os dedos, localiza-se a ponta do esterno (osso do peito) e, mais acima, as duas extremidades dos ossos pélvicos. Verifica-se, então, quantos dedos cabem nesse espaço. Numa franguinha nova, a distância é mínima, mas a poedeira já formada, e em plena postura, deve comportar, folgadamente, três dedos, ou mesmo quatro. Essa altura do abdômen indica, de certo modo, a capacidade digestiva da galinha: quanto maior for, maior espaço haverá para acomodação dos órgãos abdominais, de cujas funções depende o aproveitamento dos alimentos, graças aos quais se processam todas as funções vitais do organismo.

A largura pélvica (distância entre os dois ossos que formam a bacia) é também medida com os dedos. Na galinha em fase ativa de postura, o ovário e o oviduto aumentam, tornando-se cerca de sete vezes maiores que o seu tamanho fora das épocas de postura, É natural, portanto, que haja maior afastamento dos ossos da bacia na poedeira que trabalha, ao passo que, não produzindo, a distância entre os dois ossos se reduz, a ponto de só caber um dedo entre eles. Neste caso, pode-se ter a certeza de que a galinha não está pondo, o que é motivo suficiente para eliminá-la da criação, se o exame for feito, como deve ser, em época de postura. A flexibilidade desses ossos, além do seu afastamento, é outro bom indício de que a galinha está em postura.



GUIA PARA ESCOLHA DAS POEDEIRAS



1 – Identificação das poedeiras e não poedeiras


Caracteres

Ave em postura

Ave fora de postura

Crista

Grande, vermelho-vivo, macia, lustrosa

Escura, ressequida, enrugada, escamosa

Lado da cabeça

Vermelho-vivo

Amarelado

Cloaca

Aumentada, macia, úmida

Contraída, enrugada, seca

Ossos pélvicos

Finos, flexíveis, bem separados

Duros, rígidos, muito aproximados

Pele

Macia, solta

Grossa, com gordura

Abdômen

Largo em conseqüência do aumento de volume dos intestinos e oviduto

Retraído



COMO EXAMINAR UMA GALINHA

Para examinar uma galinha, tem-se, antes de tudo, que saber como pegá-la. É o que se vê agora: mão por baixo do corpo (segurando as pernas entre os dedos) e cabeça da ave escondida, para que ela permaneça quieta. Fica livre a outra mão para tomar as medidas. Nada de suspender a pobre ave de qualquer jeito, pelas asas ou pelas pernas.

Nessas posições incômodas, sentindo-se em perigo, a galinha se debaterá, tornando difícil a apreciação de sua pinta de poedeira.
Observação:

A galinha é a ave doméstica mais conhecida e foi criada há mais de 3.000 anos.

 

Raças de galinhas

 

Existem mais de 280 raças de galinhas no mundo, mantidas por companhias de melhoramento genético e colecionadores. Do ponto de vista comercial não existem mais raças sendo criadas, mas sim híbridos. Todavia estes híbridos foram oriundos do cruzamento e seleção entre raças. 



 

Híbridos de corte: ave destinada a produção de carne.

Características desejáveis:

     Rápido ganho de peso, baixa conversão alimentar, empenamento precoce e penas de cor branca, peito bem desenvolvido e pernas curtas, resistência a doenças. Mais comuns no mundo hoje: Ross, Hubbard, Cobb, Avian, Arbor Acres, MPK, etc.

 

 



Híbridos para postura: ave cuja fêmea destina-se a produção de ovos para consumo.

Características desejáveis:

     Baixa mortalidade, alta postura, baixa conversão, alta percentagem de ovos grandes, ovos com casca resistentes, baixa incidência de choco, alta qualidade interna dos ovos. mais comuns no mundo hoje: Hy line, Lohman, ISA, Babcock, Shaver.

ANOMALIAS DA POSTURA
1 – Ovos sem gema

Geralmente são ovos pequenos, formados devido à ação de algum corpo estranho no oviduto, que estimulou a formação de albúmen e casca em torno do mesmo. Raramente se encontra o corpo estranho, que pode ser um verme, uma mancha de sangue, etc.


2 – Ovos com gema dupla

São ovos formados a partir da ovulação de duas gemas ao mesmo tempo; ocorre com mais freqüência em frangas iniciando a postura.


3 – Ovo duplo

É um ovo dentro de outro ovo, ou de outra casca, e, ocorre devido a movimentos defeituosos do oviduto, que faz voltar um ovo já pronto e encontra uma nova gema começando a descer, sendo os dois cobertos por uma nova camada de casca.


4 – Ovos sem casca

Significam o não funcionamento das glândulas de casca ou mau funcionamento do oviduto, ocorrência de bronquite infecciosa e Newcastle, deficiência de cálcio e fósforo ou mesmo deficiência de cálcio.


5 – Postura Interna(Intra-abdominal)

Queda da gema na cavidade peritoneal, devido a um mau funcionamento do oviduto ou do infundíbulo; às vezes isso ocorre com ovos quase completos. Quase sempre este fenômeno causa peritonite e morte da ave. A galinha doente adota uma posição de pingüim e busca frequentemente o ninho.


6 – Ovofagia

É o vício das galinhas de comer ovos, que muitos avicultores associam a algum desbalanceamento da ração, mas é sempre um problema comportamental que acaba virando vício. É mais comum em criações de piso, geralmente iniciando com ovos colocados fora do ninho, pois as galinhas os considerarão como alimento. Para prevenir o problema colocar ninhos em proporção adequada(1 ninho/4 poedeiras, coleta freqüente de ovos, debicagem das aves e eliminação de aves viciadas.


7 – Choco

Relativamente comum em galinhas caipiras, a ocorrência é rara em galinhas de granja. O instinto do choco é um fator hereditário, eliminado no melhoramento genético de formação das linhagens comerciais. Entretanto, mesmo com galinhas de linhagens comerciais criadas em piso, o problema pode aparecer, estimulado pela permanência de ovos no ninho e pela localização dos ninhos em áreas escuras do galinheiro. Quando ocorre o problema, a galinha deve ser confinada em gaiola suspensa com ração e água durante uma semana, quando então o choco deverá ter passado. Após mais uma semana a galinha deverá estar voltando a botar.


8 – Prolapso

Significa a saída da parte final do reto e às vezes do próprio oviduto através da cloaca. Pode ter origens patológicas, como tumores, inflamações e retenções de ovos no oviduto. Também pode ter origens ligadas a manejo, quando é conseqüência de canibalismo e quando começa a aparecer ao mesmo tempo em um número grande de aves do lote, principalmente em poederias em início de postura. Geralmente foram aves que iniciaram a postura muito cedo, devido a antecipação da maturidade sexual por falta de programa de luz. Alguns poucos casos de prolapso em poedeiras são comuns e não devem preocupar o criador.










©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal