Antonio costta coletânea poética



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ANTONIO COSTTA


COLETÂNEA POÉTICA

Prefácio
Na primeira quinzena do mês de outubro (2009) estive a visitar Itabaiana (PB), cidade que me orgulho de ter nascido quando, como presente dos céus, conheci ANTONIO COSTTA, mui digno Diretor de Cultura do Município, aplaudido poeta do majestoso Vale do Paraíba.

Gentilmente ofereceu-me para ler COLETÂNEA POÉTICA, livro de sua lavra, com uma afável solicitação: “Dê-me a honra do prefácio”. Aceitei. De volta para Mato Grosso do Sul, no vôo da TAM, ansioso, abri e li COLETÂNEA POÉTICA, um raio poético que desliza e enche de gozo os sensíveis e insensíveis leitores do Estado da Paraíba e quiçá do Brasil.

O pensamento humano estará para sempre registrados em livros, que contribuíram e contribuirão para o progresso da humanidade, porque só no livro o homem aprende a conhecer melhor o mundo e os outros homens.

Nascido no lindo lugar na florescente região da caatinga paraibana, na queridíssima e pitoresca Pilar, berço maior do fabuloso escritor José Lins do Rego, ANTONIO COSTTA revela, em versos bem trabalhados, a beleza do romantismo, sua trajetória como menino de roça, estudante esforçado, pontual e exemplar, suas derrotas e vitórias, seu apego à família (esposa e filhos), entretanto, para o brilho maior de seus escritos revela, inspirado, um alto grau de religiosidade mostrando-se aos seus leitores como uma das mais fervorosas testemunhas do supremo criador. Em seus versos se deleita nas obras monumentais realizadas por Deus na natureza (fauna e flora), sem descuidar das evidências luminares do firmamento (sol, lua e estrelas), que tem declarado com linguagem de luz, a glória do mantenedor do universo. Quando assediado por inúmeras dúvidas que invadem seu coração, o autor faz Deus como escudo soberano para livrar-se das monstruosas incertezas deste mundo corroído pela violência e estupidez humana.

COLETÂNEA POÉTICA é um desses livros que inspira, educa, recreia o espírito e renova o ânimo de quantos o lêem. É um livro para todos e a todos trará utilidade; aos que o lerem com propósito literário ou com ímpeto de fé, especialmente no que tange a figura sagrada e adorada do Salvador Jesus Cristo que, no suplício da cruz salvou todos os homens e mulheres da destruição eterna.

Aprendi que, quando trabalhei na roça, assim como uma semente é cuidadosamente posta no solo e com o balanço do sol e da chuva perde sua forma pequenina se transformando muitas vezes numa frondosa árvore de dimensões gigantescas, da mesma forma, guardando as dividas proporções, o livro COLETÂNEA POÉTICA simboliza a semente posta nas mãos dos ávidos leitores, com extremo cuidado, com o sol e a chuva de uma literatura bem planejada, florescerá iluminando o caminho do poeta ANTONIO COSTTA para um retumbante sucesso na literatura paraibana e quiçá brasileira, lugar que logo, logo, por merecimento, lhe pertence.

Estamos todos felizes com COLETÃNEA POÉTICA, de autoria de ANTONIO COSTTA, um poeta que maneja os versos de forma promissora, dando vida a sua verve, com beleza e harmonia.
Reginaldo Alves de Araújo

Presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras



A PRODUÇÃO LÍRICA

DE ANTONIO COSTTA

A chave para entrar no mundo de simplicidade e pureza da poesia de Antonio Costta está contida no texto em prosa delicada e direta que ele próprio escreveu abrindo o seu livro O Juntador de Palavras, saido em segunda edição nesta Coletânea Poética.

Ali ele já demonstra a sua sensibilidade para os rústicos encantos do reino de sua infância, nascido que foi no seio de uma família de humildes, mas honrados agricultores. Os apelos da terra, da natureza, e os mistérios da existência foram desde sempre motivo de encantamento para o menino e de recordação para o poeta. E tudo parece ter começado a partir do momento em que lhe narraram as circunstâncias em que ocorreu a sua chegada nesse mundo de meu Deus.

Ainda não vira a luz do dia, e a sua mãe padecia das piores dores de um parto difícil quando sua avó paterna dá entrada no recinto do quarto e propõe - a queima roupa e em versos concisos - a troca do nome da criança de Fernando, como estava estabelecido, para Antonio que era o do santo do dia. A mãe no auge das dores acolhe imediatamente a simpatia e mesmo arquejando responde também em versos, manifestando a sua aceitação. E o milagre se consumou: o menino saltou para a vida no maior berreiro, mas são e salvo para alegria de todos. Foi assim que Antonio veio ao mundo sob o signo da poesia e poeta haveria de ser.

E Antonio cresceu e se entendeu de gente em comunhão profunda com a paisagem a seu redor, em meio às gentes do povo, na dura faina da roça, na escola da velha palmatória, nas festas religiosas, nas procissões e nas cheias do rio Paraíba do Norte que banha a sua Pilar natal – vivendo o mesmo mundo que marcou a vida e a obra do grande José Lins do Rego, seu conterrâneo.

Foi esse repositório de sensações e lembranças que tem virado matéria prima para a produção lírica de Antonio Costta., agora acrescida da temática de fundo religioso, depois de sua conversão ao evangelho, como atestam os poemas de Poesia Cristã ( 2008). Em Itabaiana, no convívio estimulante com o mestre Jessier Quirino, Tereza Queiroga, Fábio Mozart e Ricardo Aguiar, entre outros, ele segue se exercitando no aprendizado literário, sabendo como é dura a lida no trato com as palavras, porque como disse Carlos Drummnond de Andrade, “Lutar com as palavras / é a luta mais vã/ entretanto lutamos/ mal rompe a manhã”.

Esse é o seu desígnio, seu mister e galardão.

Vladimir Carvalho

(Cineasta e documentarista brasileiro nascido em Itabaiana – PB)

SEMELHANÇA POÉTICA ENTRE

JORGE DE LIMA E ANTONIO COSTTA

Se Deus não fosse onipresente, bem o seria nessa Coletânea Poética de Antonio Costta. O autor ora, nos seus versos, com o louvor dos Salmos e a graça do Cântico dos Cânticos.

São frequentes, na vida literária, poesias de índole religiosa como se consagrou o escritor Jorge de Lima, do qual, nesse aspecto, destaco “Pelo voo de Deus quero me guiar” em “Tempo e Eternidade” (1935) e “Poema do Cristão” em “Túnica Inconsútil” (1938).

O poeta Antonio Costta parece se inspirar nesse famoso poeta alagoano, quando recorre à memória para revivenciar a infância. Verifica-se isso num Costta, recordando as meninadas das terras do Pilar, no poema “Carro de Boi”, com ritmo de “Nega Fulô”, ou, enquanto fase da vida de criança, no tema de “O mundo do menino impossível” de um Jorge da União dos Palmares. O autor ainda envereda pelo social com “João Brasil”, o que coincide com o vate, amigo de José Lins do Rego, nos seus escritos, revoltado com as injustiças sociais.

As semelhanças prosseguem neste livro, promissoras para o novo poeta, que poderá aprimorar-se, seguindo as qualidades do imortal Jorge de Lima, havido, na literatura brasileira, como elo da tradição com o novo; dialético entre o vulgar e o sublime; regional, nas paragens e horizontes universais da sua magnânima poesia.
Damião Ramos Cavalcanti

(DA ACADEMIA PARAIBANA DE LETRAS)



O POETA PEREGRINO
Nasceste em um lugar,

Onde as mesmas águas

Do rio que passa aqui,

Também faz “remanso” lá.

Mas, em correntes contrárias,

Em águas de fontes poéticas

Vieste aqui atracar.

E atracaste no lugar,

Que aprendeste a amar.

Mas amar com tanta harmonia,

Que hoje aqui tu estás

Com vasta sabedoria

Trazendo a essência da poesia

No apogeu dos poetas

Que aprendeste a admirar

Viraste o “Poeta Peregrino”.

Às vezes homem, às vezes menino!...

Fazendo viagens em pensamentos,

Entre os teus dois habitat.

Portanto mestre Antônio Costta

Considero-te um “recheio de Jesus”

Enchendo de poesias,

O Pilar de Zé Lins do Rego

E a Itabaiana de Zé da Luz.


 (Poeta Orando Otávio)

Eu agradeço ao Senhor

Pois aqui achei amor,

Muita paz, muita guarida;

Pois quem chega a Itabaiana

Pra passar uma semana

Não quer mais sair na vida!

Antonio Costta

Dedicatória



Ao Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o único que é digno de toda honra, glória e louvor.
Ao irmão Isaias Medeiros, primeira pessoa que pregou o Evangelho para mim.
Ao pastor Severino dos Ramos Silva, presidente nacional das Igrejas Evangélicas Cristã, meu primeiro pastor e meu pai na fé.
Ao meu querido pastor, Enilson Moraes de Oliveira, da Assembléia de Deus de Itabaiana, que muito tem contribuído para o meu crescimento espiritual.
E a todos os pastores, presbíteros, diáconos e auxiliares de serviço de todas as denominações evangélicas que ainda sentem arder a chama pentecostal em seu coração para cumprir o “ide” imperativo de Jesus, de pregar o evangelho, por todo mundo, a toda criatura.

ÍNDECE


ÍNDICE

A Eurídice Moreira da Silva (Dona Dida),

ao deputado federal Marcondes Gadelha,

a professora Tereza Queiroga,

ao cineasta Vladimir Carvalho,

ao escritor Reginaldo Alves de Araújo

e ao poeta Damião Ramos Cavalcanti.

POESIA CRISTÃ


NAS ASAS DA ESPERANÇA-11

A MAIOR PROVA DO AMOR DE DEUS-12

ALIANÇA COM DEUS-13

EM DEFESA DO AMOR-14

UM MILAGRE-15

CONSELHOS-16

SOLIDARIEDADE-17

SE TODO MUNDO-18

CIDADÃO DO CÉU-19

A SAGRADA ESCRITURA-20

SONETO PARA A MOCIDADE-21

CLONAGEM HUMANA-22

OS ÍDOLUS DE HOJE-23

AMIGOS DE APARÊNCIA-24

FALSIDADE-25

UMA BÊNÇÃO-26



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