Análise da fenologia de espécies arbóreas de matas de restinga localizadas no Ecomuseu da Picada, Rio Grande, rs



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9ª MPU 2010


Análise da fenologia de espécies arbóreas de matas de restinga localizadas no Ecomuseu da Picada, Rio Grande, RS.
PEREIRA, Karine M*.;PEREIRA, Rebeca de S.; HEFLER, Sonia; JACOBI, Ubiratã S.

karine_doc@hotmail.com


Palavras Chave: fenologia, arbóreas, Ecomuseu da Picada
Introdução/Objetivo
A fenologia estuda a ocorrência de eventos biológicos repetitivos e sua relação com mudanças no ambiente biótico e abiótico. O presente estudo está sendo realizado no Ecomuseu da Picada, local onde no passado as matas nativas eram devastadas no seu interior para recolher o gado. Sabendo que estudos fenológicos fornecem informações importantes para embasar ações de manejo e conservação da diversidade biológica este trabalho visa determinar os padrões fenológicos para espécies arbóreas dominantes na região.
Metodologia
Este trabalho está sendo desenvolvido no Ecomuseu da Picada, localizado em Rio Grande. Foram selecionadas 6 espécies arbóreas mais dominantes de acordo com estudos fitossociológicos realizados por Hammes et al. (2009) e Kafer et al.(2009). Estão sendo acompanhados 8 a 12 indivíduos de cada, totalizando 56 marcados. A ocorrência das fenofases é avaliada a partir da observação direta da copa das árvores sendo registrada a presença ou ausência de folhas jovens, flores e frutos. As análises tiveram início em outubro de 2009 e estão em andamento.

Dois métodos de avaliação estão sendo aplicados. O primeiro utilizado é o percentual de intensidade de Fournier (1974), o qual estima a intensidade de cada fenofase através de uma escala intervalar semi-quantitativa de cinco categorias (0 a 4), com intervalos de 25% entre cada uma delas. O segundo é o de porcentagem de indivíduos, o qual consiste apenas no registro de presença e ausência das fenofases. De acordo com alguns autores estes dois índices devem ser utilizados juntos na descrição da fenologia.


Resultados e Discussão
A espécie Allophylus edulis apresentou floração na primavera de 2009 e voltou a florescer no final do outono de 2010. Logo após esse período houve brotamento foliar bastante relevante, com aparecimento de gemas na maioria dos indivíduos. A frutificação ocorreu ao final da primeira floração, entre os meses de outubro de 2009 e fevereiro de 2010.

As fenofases da espécie Chrysophyllum marginatum estão presentes em praticamente todo o estudo, porém com baixa densidade. Não houve brotamento de folhas significante nos indivíduos, permanecendo com suas folhas adultas em todo o período.

A Myrsine lorentziana também não apresentou brotamento foliar significante. A floração pode ser detectada entre final de março e início de julho de 2010, ocorrendo maior intensidade no mês de abril. A frutificação foi constatada rapidamente nos meses de outubro a fevereiro de 2010, porém com baixa intensidade. Devido, provavelmente, ao final do ciclo reprodutivo anterior.

A Sebastiane brasiliensis possui folhas maduras na maior parte do ano, apresentando gemas no verão; suas flores foram presenciadas no verão e inicio do outono. Já seus frutos têm uma distribuição diferente sendo observados durante todo o ano, mesmo que em densidade baixa.

A Guapira opposita não apresentou flores e frutos durante as observações; suas folhas se mantiveram maduras nesse período, com épocas de queda.

A Casearia sylvestres troca suas folhas no período que antecede o surgimento de flores e frutos, esses eventos ocorrem simultaneamente, no final do outono e início da primavera.


Considerações Finais

Com os dados obtidos até então, pode-se observar algumas fenofases das espécies estudas. Porém, precisam-se de mais dados para completar os ciclos fenológicos das espécies em questão e verificar a influência de fatores abióticos.


Referências Bibliográficas
FOURNIER, L.A. 1974. Un método cuantitativo para la medición de carcterísticas fenólogicas en árboles. Turrialba, 24(4): 422-423.

HAMMES, H.F.; RICARDO, C.F.; CAVALCANTE, T.S.; GIONGO, C.; JACOBI, U.S. 2009. Regeneração natural de uma mata de restinga alagada em áreas alteradas pela formação de currais em Rio Grande, RS. Anais do IX Congresso de Ecologia do Brasil, São Lourenço.



KAFER, D.S.; RICARDO, C.F.; CAVALCANTE, T.S.; GIONGO, C.; JACOBI, U.S. 2009. Avaliação da regeneração de uma mata de restinga arenosa alterada pela formação de currais na planície costeira do extremo sul do Brasil. Anais do IX Congresso de Ecologia do Brasil, São Lourenço.

FURG, 19 a 22 de outubro de 2010.




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